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Cenas da Neymarmania em Belém! E o plano para manter o ídolo


Cerca de 650 pessoas, quase todas garotas adolescentes, esperavam Neymar no aeroporto de Belém. Para passar no corredor de fãs, o Menino da Vila teve de ser protegido por seguranças. Quando o ônibus da Seleção partiu para o hotel, as garotas o seguiram e voltaram a se aglomerar embaixo da janela do quarto do ídolo. Uma rua teve de ser fechada para garantir a privacidade do jovem craque do Santos.

Desde Pelé o futebol brasileiro não tinha um jogador de futebol tão idolatrado. Neymar é adorado não só por ser um craque, mas por seu incrível carisma.

No lançamento do Dossiê, ontem, no Museu do Futebol, falei com o presidente do Santos, Luis Álvaro Ribeiro, sobre a ideia de se criar um fundo entre os torcedores santistas para manter Neymar no Brasil até a Copa de 2014, ou mais. Ele achou viável, mas terá de consultar o departamento jurídico do clube para ver como isso poderá ser feito. Se você quer ajudar a mudar o eixo do futebol mundial, prepara-se…

Qual será o limite para a Neymarmania, que já chegou em Belém?


Moisés vem de Belém passar o Natal no Santos

A imprensa gaúcha chegou a anunciar que o Internacional o tinha contratado; o Cruzeiro também esteve perto de levá-lo para Minas, até o Vasco entrou na disputa, mas o meia-atacante Moisés, de 21 anos, acabou saindo do Paysandu direto para a Vila Belmiro. Mas não foi o Santos que o contratou.

Segundo o jornal O Liberal, de Belém, “80% dos direitos federativos do jogador foram adquiridos por R$ 600 mil por um grupo de investidores encabeçado pelo argentino Gustavo Arribas, parceiro do empresário iraniano Kia Joorabchian. Arribas tem negócios com o clube paulista e atualmente conta com dois jogadores no elenco comandado pelo técnico Dorival Júnior: Zezinho e Alex Sandro”.

Hummm, negócios com um parceiro do iraniano Kia Joorabchian não me cheiram bem. Era mesmo necessário entrar nessa negociata? Se o jogador valia a pena, o clube não poderia ter arcado com esses 600 mil reais? Bem…

Moisés, que foi o artilheiro do Campeonato Paraense, com 13 gols, assinou contrato com o Santos até 31 de julho de 2011. Ele se tornará o terceiro paraense do elenco. Além dele, Paulo Henrique Ganso, que também jogou no Paysandu, e é de Anadindeua, e Pará, de São João do Araguaia, são do mesmo estado.

O Santos não pagou nada para ter Moisés, mas funcionará como uma vitrine para o jogador, que depois de valorizado poderá ser negociado pelo grupo investidor, ou renovar contrato com o Santos. As notícias não dão conta se o Santos ficará com alguma participação no passe do jogador e de quanto ela será. Isso provavelmente será esclarecido pela direção de futebol do clube.

Veja agora alguns lances de Moisés pelo Paysandu, onde foi apelidado de “Salvador”. Dá para se notar que o rapaz é oportunista, faz gols, mas uma observação mais abalizada fica comprometida pela fragilidade dos adversários.

Você acha que este Moisés de Belém pode fazer milagres no Santos, ou é mais fácil o mar da Baixada se abrir?


Aposte em Remo x Santos. Mas cuidado. O Remo tem tradição e o clima não é muito amistoso

Bons tempos. Remo campeão estadual de 1975. Em pé: Rosemiro, Elias, Dutra, Dico, Rui e Cuca. Agachados: Prado, Roberto, Alcino, Mesquita e Amaral.

Algo me diz que o jogo do Remo, hoje às 21 horas, no estádio Mangueirão, em Belém, não será brincadeira. Não falo só do presente, mas evoco o passado respeitável do Clube do Remo para recomendar atenção aos garotos do Santos. Enfrentarão um time que passa pela fase mais difícil de sua história, endividado e rebaixado para a Série C do Brasileiro, mas que ainda é o mais popular do Pará e tem muita história.

Houve uma época que enfrentar o Remo, em Belém, era uma dureza. O time se fechava bem e partia em contra-ataques alucinados. Nos anos 70, um técnico, João Avelino, chegou a reduzir o tamanho das traves para dificultar os gols dos times grandes que iam lá. Havia muito empate e o Remo dificilmente perdia em casa. A torcida comemorava os gols freneticamente. O visitante vivia um inferno.

Quem acompanha o futebol há pouco tempo deve ter uma péssima imagem do Clube do Remo, mas, como o futebol é cíclico, é bom colocar as barbas de molho, principalmente contra times que têm um nome a zelar. O Remo tem 42 títulos paraenses, uma Copa Norte-Nordeste, é tricampeão do Norte e tem um título do Brasileiro da Série C, além de ser o único clube paraense a jogar na Europa e a possuir um título internacional (Torneio Internacional de Paramaribo, Suriname, em 1999).

Para chegar à segunda rodada da Copa do Brasil venceu o São Mateus, do Espírito Santo, por 2 a 1 fora de casa e goleou por 4 a 1 em Belém. É um time que no Mangueirão pode atrair, tranqüilamente, 40 mil pessoas para o jogo de hoje. Vencer o Santos seria, como foi para o Palmeiras no último domingo, ganhar a sua Copa do Mundo particular.

Sem Robinho, machucado, com Neymar que chegou a Belém com um ar melancólico – provavelmente por perceber que a triste sina do atacante, no Brasil, é tomar pancada o jogo inteiro e ficar quieto –, mas com o ânimo redobrado de Paulo Henrique Ganso, que é da terra e pela primeira vez, como profissional, terá sua família torcendo por ele na arquibancada, os santistas chegaram como pop stars em Belém e, ao evitar o público, deram motivo para uma matéria insidiosa do jornal Diário do Pará.

Mesmo com as fotos mostrando os jogadores dando autógrafos e entrevistas, o título da reportagem diz que os santistas evitaram os torcedores em Belém – o que é de se entender depois da longa viagem. Mas, só para constatar como este tipo de reportagem causa revolta na população local, olha só o que o leitor Antonio Carlos Macedo comentou no site do jornal:

“Minha gente: nosso estado é rico de cultura e minérios, além de recursos hídricos. Nossa história também. O movimento da Cabanagem é um exemplo do valor de nosso povo. Vamos parar de endeusar pessoas que nem cultura têm. Semi-analfabetos que se julgam donos do mundo. Eu nunca torci nem torcerei por times do Sudeste. Se por exemplo jogarem Flamengo ou São Paulo contra qualquer time da América do Sul, até mesmo da Argentina, sou Argentina desde criancinha! Vamos mostrar pra esses imbecis que temos personalidade, valorizando nossos clubes”.

Os outros comentários são do mesmo teor, com menos elegância, aliás. Vejam como algo corriqueiro, como querer descansar um pouco mais após viagem longa e cansativa, pode desencadear um movimento de antipatia contra o time visitante. Que o Santos tenha sabido lidar depois com a imprensa e o público, pois não é nada bom entrar em um jogo enfrentando a ira geral. 

Deve ser difícil, mas pode ser fácil

Não há como comparar, tecnicamente, os dois times. Mas futebol não é só técnica. A tensão trava os músculos, gruda os jogadores ao gramado, inibe a iniciativa. Por outro lado, o time da casa, incentivado loucamente por uma torcida que há muito não tem maiores motivos de orgulho, pode se superar e jogar a partida de sua vida (como, repito, o Palmeiras domingo passado).

Lembro de uma frase que o goleiro Júlio César gosta de usar quando se refere às chances da Seleção Brasileira contra qualquer adversário: “Se igualamos na raça, na técnica a gente sabe que ninguém nos supera”. É o caso da partida de hoje. Se os santistas brigarem tanto pela bola como os remistas, não há dúvida para que lado a vitória virá.

Dorival Junior, mais precavido, deverá armar o time com dois atacantes e reforçar mais o meio, provavelmente com a entrada de Rodrigo Mancha. Parece mesmo mais aconselhável. Outra mudança que deve fazer durante a partida é a entrada de Madson, que pode se dar muito bem aproveitando os buracos que o avanço do Remo deve deixar.

Por fim, após a boa atuação – ao menos ofensiva – contra o Palmeiras, creio que Pará, que também nasceu no Estado, deve ter a chance de jogar diante de amigos e familiares. Achei que ele era um caso perdido, mas no último jogo me surpreendeu. Quem sabe… Se até Wesley está jogando bem…

Bolão vale um livro “O barqueiro de Paraty”

Vá à caixa de comentários e aposte no resultado final do jogo, assim como na parcial do primeiro tempo e nos autores dos gols do Santos (se é que você acha que o Santos fará gols hoje, claro).

O ganhador receberá, em sua casa (pego o endereço depois, por e-mail) o livro “O barqueiro de Paraty”, uma ficção de minha autoria que propõe uma maneira mais simples e profunda de viver e que concorreu ao Prêmio Jabuti do ano passado. Boa sorte!

Clique AQUI para ver o vídeo do livro O BARQUEIRO DE PARATY


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