Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: Bernie Ecclestone

Clubes precisam criar tetos salariais para jogadores e técnicos

Depois da derrota para o Bahia, Paulo Henrique Ganso reclamou que seu salário, segundo ele de 120 mil reais por mês, é um dos mais baixos do Santos. Levemos este valor para a vida real e constataremos que raríssimos presidentes de grandes empresas ganham uma bolada dessas. E presidentes têm metas a cumprir e são demitidos se fracassam, enquanto o perdulário Alvinegro Praiano paga tanto e, pelo quinto ano consecutivo, vem fazendo uma campanha medíocre no Campeonato Brasileiro.

Segundo a Catho, agência de empregos com larga vivência no mercado brasileiro, a média salarial de um presidente de empresa chegou a R$ 53.867,02 no ano passado. Digamos que hoje a média seja R$ 60.000, metade exata do “pequeno salário” que deixa Ganso descontente.

Se ele realmente ganha menos do que companheiros que mal sabem dar um passe de três metros, então talvez tenha motivos para reclamar. Então, qual seria a atitude correta do clube? Pagar muito bem para todos os jogadores e mantê-los todos saltitantes de alegria? Teoricamente sim, mas um clube brasileiro tem dinheiro suficiente para isso? O mercado nacional de futebol permite manter folhas salariais astronômicas? Claro que não.

O ideal não só para o Santos, mas para qualquer clube grande do Brasil, é que um salário como o de Ganso fosse o mais alto e não o mais baixo do elenco. O clube que extrapolar – como aconteceu com o Palmeiras na gestão do economista Luiz Gonzaga Belluzzo – pagará caro por isso.

A gestão de Luis Álvaro começou bem, instituindo um teto salarial de R$ 160 mil. Justamente nessa época, primeiro semestre de 2010, o time viveu sua melhor fase nos últimos anos. Depois, porém, o clube caiu na vala comum dos que imaginam que grandes salários garantes grandes times. O que se viu no começo de 2012, com as dispensas de Elano, Borges e Ibson e a falta de dinheiro para contratar bons jogadores, se deve às dificuldades que a gastança de 2011 gerou.

Salários de técnicos são uma indecência!

O que não dá para entender, mesmo, são os salários dos técnicos de futebol no Brasil. Oitocentos, setecentos, seiscentos, quinhentos mil reais por mês… Nenhum técnico merece ganhar isso. Há muita coisa errada nesses rendimentos absurdos. Em primeiro lugar, trata-se de um mercado em que há mais oferta do que procura. O que tem de técnico desempregado não é brincadeira. E se tem mais gente procurando emprego do que vagas, esses salários tão altos não se justificam.

Uma explicação é de que a cada eleição os clubes podem ser dirigidos por pessoas sem experiência no futebol, que acham mais cômodo passar essa responsabilidade para um técnico calejado, que já tem a sua equipe de trabalho. Estes, por fazerem mais do que deveriam, também exigem ganhar mais. É evidente que a incompetência dos departamentos de futebol é que gera esses super poderes do treinador brasileiro.

Porém, como não são valorizados na Europa e como ganhariam menos em outros países da América do Sul e da África, a única opção que os técnicos brasileiros “de ponta” teriam para receber o que ganham por aqui seria trabalhar em países árabes enriquecidos pelo petróleo. Porém, ir para tão longe, atuar em um futebol insípido e quase amador, fatalmente os jogaria no ostracismo.

Assim, se os clubes se unissem e estipulassem um teto salarial para os técnicos e as comissões técnicas no Brasil, não seria complicado colocar essa determinação em prática. A maior dificuldade é a falta de uma Liga Nacional de Clubes, agora que a TV Globo desintegrou o Clube dos Treze.

A solução é limitar salários e orçamentos

Associações desportivas em países desenvolvidos já descobriram há décadas que a limitação de orçamentos não só mantém a competitividade, como conservam o mercado saudável. Assim é na NBA, que comanda o basquete norte-americano, ou na Fórmula 1, liderada pelo maquiavélico, mas genial, Bernie Ecclestone.

É claro que um esforço extra pode ser feito para se manter as estrelas, os fora de série, aqueles que atraem público e mídia, pois nesses casos o conceito de despesa é suplantado pelo de investimento. Neymar é um exemplo óbvio.

O presidente santista tem dito que o clube só gasta o que arrecada. Isso parece ótimo. Mas se o clube ganhou cinco títulos em dois anos e meio e gastou tudo o que arrecadou no período, então repetiu a mesma performance dos tempos áureos do presidente Athié Jorge Cury, no qual o Alvinegro Praiano manteve por décadas a maior receita de um time de futebol no planeta e terminou por nem ao menos construir um estádio à altura de sua grandeza.

O ideal, neste momento, seria o Santos gastar menos do que arrecada e manter, como qualquer condomínio residencial que se preza, o chamado “fundo de reserva”. Isso ao menos evitaria que o próximo presidente diga que pegou uma “terra arrasada”. Para isso, é preciso limitar os salários de jogadores e técnicos, que têm sido o calcanhar de Aquiles dos clubes brasileiros.

E você, acha que os clubes brasileiros podem pagar tanto?


Santos pode ser campeão da Liga Futsal hoje


A Arena Santista lotada vai empurrar o Santos para um título inédito para o futsal de São Paulo. Falcão não joga, mas o artilheiro Deives estará em quadra. Para deleite também de Neymar, Elano, Rafael… (Foto: Ivan Stori Comunicação Santos FC)

O Santos é mesmo um clube que faz história no futebol: no de campo, em que é o atual campeão da Libertadores; no feminino, em que é bicampeão da mesma Libertadores, e o futebol de salão, modalidade na qual esta noite, a partir das 21 horas (com transmissão do Sportv), pode se transformar no primeiro time paulista a vencer a Liga Futsal, que equivale ao título brasileiro.

E o melhor é que a decisão de hoje, contra o ótimo Carlos Barbosa, é na Arena Santos, onde o Alvinegro Praiano está invicto na Liga Nacional e hoje contará não só com o apoio do ginásio lotado, mas também com a presença de astros do time de futebol de campo, como Neymar, Ganso, Elano, Rafael…

Mesmo sem Falcão, expulso na última partida, o Santos tem tudo para vencer no tempo normal e na prorrogação e trazer pela primeira vez o troféu da Liga para São Paulo. Com jogadores de Seleção Brasileira, como Djony, Índio, Ricardinho, Valdin, Pixote, Jackson, Neto, Jé e o artilheiro Deives, o time dirigido por Fernando Ferretti fez a melhor campanha da competição e merece o título.

Criada em 1996, a Liga Futsal até aqui só teve campeões de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os maiores vencedores são Carlos Barbosa e Jaraguá, ambos com quatro títulos.

No primeiro jogo da decisão, terça-feira passada, em Carlos Barbosa, o Santos chegou a estar vencendo por 2 a 0, mas perdeu por 4 a 3. A arbitragem, bastante polêmica, prejudicou o time de São Paulo e Falcão, revoltado, acabou sendo expulso ao final da partida.

Dossiê da Unificação (e “Sonhos mais que possíveis” de brinde), o melhor presente de Natal!


Eu e José Carlos Peres após o primeiro painel para a imprensa, no Palmeiras, e Peres com Luis Álvaro na sede da CBF expondo os motivos irrefutáveis que levariam à Unificação dos Títulos Brasileiros.

O Blog do Odir está lançando hoje a promoção de Natal que diminuirá ainda mais as desculpas de quem ainda não tem o “Dossiê pela Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959”.

Quem adquirir o Dossiê, pelo preço congelado de 60 reais, ganhará de brinde o livro “Sonhos mais que possíveis”, com 60 histórias reais de superação de atletas olímpicos. É o tipo do livro que motiva pelo exemplo. Tenho certeza de que você vai gostar.

Como todos já devem ter percebido, conseguir que a CBF unificasse os títulos brasileiros foi um passo importante, mas não o definitivo. Agora é preciso difundir, consolidar esse conhecimento. Conto com você!

Quem já comprou o Dossiê por este blog sabe que o atendimento – a cargo de Vítor Queiroz – é perfeito e não houve uma reclamação até agora.

Livro mais revelador sobre Fórmula 1 será lançado hoje


Este é o convite. Mas não precisa levar.

Tive o prazer de acompanhar o trabalho do jornalista Reginaldo Leme na edição de conteúdo do livro “Não sou um Anjo”, de Tom Bower, e posso dizer que esta é a obra mais importante sobre Fórmula 1 já lançada no Brasil. O livro, com o selo da Editora Novo Conceito, traz inúmeras revelações inéditas do poderoso Bernie Ecclestone, o manda-chuva da Fórmula 1.

“Não sou um Anjo” será lançado hoje, às 19 horas, na Saraiva MegaStore do Shopping Vila Olímpia (Rua Olimpíadas, 360). Estarei lá pegando o autógrafo do Reginaldo Leme e convido meus amigos e leitores do blog que também curtem a Fórmula 1 a fazerem o mesmo. Podem ficar tranquilos que dará tempo de assistir à final da Liga Futsal, às 21 horas.

Topa fazer uma corrente de pensamento positivo pro Santos ser campeão brasileiro de futebol de salão? Na hora do jogo, só vale pensar em vitória.


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