Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Arouca deve renovar. Mas o que há com o depto de futebol do Santos?

arouca
Arouca tem de ser valorizado. É um dos melhores volantes do País (Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC)

Eu já estava iniciando um post cobrando um apoio concreto do departamento de futebol do Santos ao técnico Claudinei Oliveira, quando um colega de trabalho me alertou que, pelo twitter, o Arouca anunciou que não é mais jogador do Santos. Havia rumores de que ele poderia ser trocado por Guilherme, do Atlético Mineiro. Putz! Seria mais um péssimo negócio do departamento de futebol do Santos. Mas foi só a gente dar destaque para a notícia e o superintendente de esportes Felipe Faro desmentiu e disse que o clube renovará contrato com Arouca.

Até há muito pouco tempo Arouca era apontado pela maioria dos especialistas de futebol do País como um dos nomes certos para a Seleção Brasileira. Seu desempenho, uniforme e convincente, impressiona os jornalistas desde 2010, quando veio do São Paulo para se tornar titular absoluto do Santos.

Não é uma fase pouco inspirada que irá depreciar Arouca, para mim o jogador mais valioso do Santos desde que Neymar saiu do time. Tudo bem que o goleiro Rafael e o meia Montillo também sejam bem valorizados, mas Arouca é mais constante e joga em uma posição essencial no futebol de hoje, a de volante.

Essa sugestão de troca por Guilherme (quem????), meia-atacante do Atlético Mineiro, me pareceu completamente fora de propósito. Confesso que não conheço os detalhes do contrato de Arouca com o Santos, nem o seu salário, mas mesmo assim, só pelo cheiro, percebo que este não seria um bom negócio para o clube. Depois ficou esclarecido que o boato veio de Minas Gerais e foi encampado pela editoria de esportes do portal UOL, que transforma fofocas em manchetes.

Se Arouca quer sair, se o Santos não pode lhe pagar o que deseja, que seu passe seja bem vendido e o dinheiro usado para contratar um outro jogador no mínimo do mesmo nível. Por que o Santos nunca consegue vender bem um jogador? Por que sempre se desfaz de um jogador respeitado e depois não consegue contratar um outro do mesmo nível?

Bem, são mistérios do departamento de futebol do Santos e é por isso que o superintendente Felipe Faro e o gerente Nei Pandolfo já subiram no telhado faz tempo. Pelos altos salários que recebem e pela incumbência específica e restrita que têm – que é conseguir o máximo pela venda dos jogadores do Santos e o mínimo na contratação de outros bons jogadores – ambos se saem muito mal.

Faro e Pandolfo parecem investidores novatos na bolsa. Compram ações ruins por preços altíssimos e vendem boas ações a preços de banana. Em vez do Romarinho, trouxeram o Bill; pagaram uma grana preta pelo Elano e depois o trocaram pelo Miralles; pagaram outra fortuna pelo Ibson e depois trocaram o rapaz por Galhardo e David Braz… Agora querem permutar Arouca por Guilherme (????). Amanhã oferecerão o Montillo pelo Marcinho Guerreiro?

Não sei se a responsabilidade por esses estranhos negócios do futebol é apenas dos dois. Será que Pedro Nunes da Conceição, que faz parte do conselho gestor, também não continua dando seus pitacos no futebol? Pois se dá, deveria ter a mesma sorte de ambos.

Como explicar a queda de qualidade técnica do elenco do Santos, a não ser pelos péssimos negócios dos profissionais que dirigem o futebol? Mesmo sem patrocinador máster, não era para o time estar tão depauperado, a ponto de ser obrigado a usar garotos vindos da base em quase todas as posições.

Outros clubes do Campeonato Brasileiro faturam muito menos do que o Santos, mas conseguiram montar equipes mais competitivas. A diferença é que fizeram bons negócios, enquanto o Santos tem se especializado em lambanças. Não há borderô que suporte tanta incompetência.

E se querem mesmo prestigiar Claudinei Oliveira, que lhe tratem como um técnico de verdade. Ouçam-no sobre as posições carentes e as contratações necessárias. Esperar que o rapaz, com um bando de garotos, salvem o Santos do rebaixamento, é pedir demais. Confio muito nos garotos do Santos, mas não podem ser jogados às feras.

O Santos precisa de um lateral, um zagueiro, um meia e um atacante que venham como titulares absolutos. Se o dinheiro não der, cortem o atacante. Se a coisa estiver mesmo muito feia, cortem também o lateral e o zagueiro. Mas um grande meia é essencial. Sem ele um time, literalmente, não dá liga.

E você, o que acha do depto de futebol do Santos?


Boas surpresas no teste para o tetra

O público de 15 mil pessoas até que foi bom devido ao mau tempo; a goleada de 4 a 0 foi ótima diante de tantas substituições (no primeiro tempo jogaram os titulares, no segundo os reservas), mas o mais interessante é que o torcedor santista pôde ter uma ideia real do time que será motivo de suas lágrimas e devoção em 2013, e no geral gostou do que viu.

Fiz algumas constatações e gostaria de saber a sua opinião, leitor e leitora, sobre elas. A primeira é a de que Adriano já pode se considerar banco de Renê Júnior. O técnico Muricy Ramalho chegou a elogiar o novo contratado, dizendo que ele não só marca bem, como tem um primeiro passe muito bom, o que agiliza o contra-ataque – característica que, a gente sabe, Adriano nunca teve.

Muricy também deixou no ar que André pode perder a condição de titular para Miralles ou até mesmo para Bill. O técnico gostou de ver que Bill voltou em forma das férias, ao contrário de André, que sabe jogar de costas para o gol adversário, mas continua fora de forma e muito lento.

Eu não achei que Montillo faria chover, por isso não me decepcionei. Acho que ele joga fácil e vai se entender muito bem com Neymar. Só que, inteligente, sabia que não precisava mostrar tudo em um amistoso contra um time medíocre que só sabe bater, como esse Grêmio Barueri.

E por ter um adversário assim pela frente, acho que Neymar deveria soltar mais a bola. Correu riscos de uma contusão mais séria à toa. Todo mundo sabe que adoro Neymar, mas que está fominha, está. Às vezes não dá andamento às jogadas e isso atrapalha o time. Pense nisso, garoto!

No primeiro tempo o time todo foi bem sólido até o meio-campo. Gostei da seriedade de Cícero, da disposição de Guilherme Santos e do empenho de Galhardo, que participou dos dois gols. Arouca terá melhores companheiros no meio-campo nesta temporada.

No segundo tempo, com a entrada dos reservas, quase todos mais jovens, o time foi mais ágil. Patito, Miralles e Bill combinaram bem no ataque. Alan Santos e Jubal deram conta do recado, e estou começando a ficar otimista com esse zagueiro da base, o Gustavo Henrique. Bela postura, calmo, sabe bater na bola. Com a agilidade maior que virá com o fortalecimento muscular, poderá ser titular.

Sobre os garotos Victor Andrade e Gabriel, o Gabigol, só posso dizer que Victor é mais desinibido e teve mais tempo para jogar. Gabriel entrou nos últimos minutos e mal tocou na bola. O que acho que não pode acontecer, porém, é a torcida vaiar um e aplaudir o outro. Ambos são patrimônio do clube. E há um ditado que diz: “Quando eles menos merecem, mais precisam de carinho”.

Agora o time se prepara para a estreia no Paulistão, neste sábado, às 19h30m, contra o São Bernardo, no estádio Primeiro de Maio, no ABC. Se não me engano esse é o time do ex-presidente Lula. Todo cuidado é pouco. Creio que Muricy repetirá o time que começou a partida, mas acho que Patito, Miralles ou Bill entrarão no decorrer da partida.

Já tem gente dizendo que o Santos busca um tetracampeonato paulista inédito. Não é verdade. O Paulistano, clube que acabou com seu departamento de futebol no início do profissionalismo e hoje é um dos mais elegantes e valorizados da Capital, sagrou-se tetracampeão paulista em 1916/17/18/19, feito ainda não igualado no Estadual. Quem sabe o Santos de Neymar e Montillo chegará lá!

Veja os melhores momentos de Santos 4, Grêmio Barueri 0:

http://youtu.be/YohUO-nfnKE

Felipe Anderson fez o gol da vitória do Brasil Sub-20

De pênalti, cobrado forte no meio do gol, Felipe Anderson, marcou o único gol do jogo e deu a vitória ao Brasil contra a Venezuela, no Sul-americano Sub-20. No segundo tempo ele foi substituído e o comentarista sibilante do Sportv voltou a criticá-lo, dizendo que ele quebra o ritmo da Seleção. Pois é justamente o contrário. Felipe talvez seja o único que tenta dar um padrão à está bagunçada Seleção.

Eu diria que o que Felipe Anderson tenta fazer é o que qualquer jogador de futebol com um pingo de inteligência tentaria, que é pôr a bola no chão, tocar para o jogador desmarcado, buscar o passe com menor margem de erro. A Seleção precisa justamente de jogadores que toquem a bola, para impor sua pretensa melhor técnica, e não de garotos estabanados que entrem na correria do adversário.

Ex-jogador Bebeto, hoje membro do comitê organizador da Copa, assistiu ao jogo ao lado do presidente da CBF, José Maria Marin. Mattheus, filho de Bebeto, entrou no segundo tempo e apesar de ter a oportunidade de participar de vários contra-ataques, desperdiçou todos.

Com a vitória de 1 a 0, o Brasil precisa de outro bom resultado contra o Peru para se classificar para a próxima fase do Sul-americano.

De quem você gostou e de quem não gostou no amistoso contra o Barueri?


Será que é muito pedir uma vitória? Ou ao menos um golzinho?

O Santos enfrenta o Náutico neste domingo, às 18h30m, no Estádio dos Aflitos, em Recife, e o jogo realmente deverá conter muita aflição. Os dois times estão pertinho da zona de rebaixamento e o Alvinegro Praiano ainda não conseguiu uma vitória fora de casa. Pior do que isso: ainda não marcou nenhum gol atuando no campo do adversário. Será que desta vez o time desencanta?

As perspectivas não são muito animadoras. O meia atacante Bernardo, que deveria voltar nesta partida, sentiu novamente a distensão e ficará mais alguns dias fora do time. Com isso, o ataque deverá ser formado pelo garoto Victor Andrade e o centroavante Bill (a única alteração prevista é a entrada de Miralles no lugar de um ou outro). A armação das jogadas dependerá do garoto Felipe Anderson.

A lógica é mais um 0 a 0, que seria o oitavo do Santos em 13 jogos. Mas, quem sabe, em uma bola parada, ou em um lance fortuito, o Alvinegro Praiano consegue uma vitória que seria muito importante.

Retrospecto de Santos e Náutico

Por Wesley Miranda

Santos e Náutico se enfrentaram apenas 28 vezes ao longo da história, com 12 vitórias santistas contra 8 vitórias pernambucanas e 8 empates. O Alvinegro Praiano marcou 48 gols e o Alvirrubro 30.

Em Brasileiros, desde o primeiro encontro, nas semifinais da Taça Brasil 1966, aconteceram a maioria dos confrontos. Em 26 jogos, foram 14 vitórias do Peixe contra oito vitórias do Timbu e quatro empates.

Os principais artilheiros
O artilheiro santista do confronto é Toninho Guerreiro, com sete gols. Ele marcou os gols nas semifinais de 1966. Em seguida, Edu e Dino Furacão, com quatro gols cada.

Os primeiros encontros
Mesmo disputando o Campeonato Paulista, o Santos conciliou o calendário para “dar um pulo” em Pernambuco em 1955 para enfrentar a elite do estado; Náutico, Santa Cruz e Sport. O primeiro jogo foi contra o Timbu, na Ilha do Retiro, no dia 21/10/1955, empate em 1 a 1, tendo o ponteiro Tite anotado o tento santista. Na excursão, o futuro campeão paulista de 55 empatou com o Santa Cruz em 1 a 1 e o Sport Recife em 2 a 2.

O segundo encontro entre Santos e Náutico aconteceu da mesma forma, uma rápida excursão no Nordeste em plena disputa do Campeonato Paulista de 1957. O jogo aconteceu no dia 04/10/1957 e novamente um empate, esse sem gols.

Na excursão, o Santos também enfrentou duas vezes o Sport Recife, vencendo uma por 2 a 1 e empatando a outra por 1 a 1. No intervalo dessas partidas, foi até São Luis, no Maranhão, enfrentar o Sampaio Corrêa e vencer por 2 a 1, com dois tentos do iniciante Pelé. Essa foi a primeira excursão no Nordeste da então promessa santista.

Toninho Guerreiro x Bita
Se os primeiros encontros entre Santos e Náutico aconteceram amistosamente, nove anos depois os confrontos foram decisivos: as semifinais da Taça Brasil de 1966.

Para chegar às semifinais, o então atual campeão Brasileiro, o Santos, conquistou o Campeonato Paulista de 1965. O Náutico eliminou o Vitória da Bahia vencendo os dois jogos (3 a 0 e 3 a 2) na final do Grupo Norte/Nordeste. E quando todos esperavam mais uma semifinal entre Santos e Palmeiras (a terceira consecutiva) o time pernambucano surpreendeu e eliminou o alviverde em uma série de três jogos (0x0, 0x0 e 3×0).

A primeira partida das semifinais da Taça Brasil de 1966 aconteceu em Recife no dia 09/11. O Santos venceu por 2 a 0, com gols de Pelé e Pepe. Com esse resultado, bastava apenas um empate no jogo da volta, no Pacaembu, para os comandados de Lula se qualificarem para a grande final.

Mas o time alvirrubro endureceu a disputa e ganhou por 5 a 3, com quatro gols do artilheiro Bita e um de Miruca. Toninho Guerreiro marcou os três gols do Santos nessa partida do dia 17/11. Essa é considerada pelo torcedores do Timbu como uma das maiores glórias do Náutico.

Dois dias depois, no mesmo Pacaembu, as duas equipes voltaram para a grande decisão. Mais uma vez, brilhou a estrela de Toninho Guerreiro, que marcou os quatro gols da vitória por 4 a 1. Bita anotou o tento do Náutico, chegando ao décimo. Com os outros três gols na grande final contra o Cruzeiro, Toninho Guerreiro também chegou ao décimo tento e terminou artilheiro do certame junto com o artilheiro pernambucano.

O Santos já teve por 10 vezes o artilheiro de uma edição de Brasileiro, e é o recordista.

1961 – Pelé 7 gols
1962 – Coutinho 7 gols
1964 – Pelé 7 gols
1966 – Toninho Guerreiro e Bita(Náutico) 10 gols
1983 – Serginho Chulapa 22 gols
1991 – Paulinho Maclaren 15 gols
1993 – Guga 14 gols
1998 – Viola 21 gols
2008 – Kleber Pereira, Keirrison(Coritiba) e Washington(Fluminense) 21 gols
2011 – Borges 23 gols

Os opostos
Na conquista do Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão de 1968, o Santos enfrentou o Náutico na Ilha do Retiro e ganhou por 3 a 0, com gols de Edu (2) e Pelé.

E se o Santos terminou como campeão do certame (o sexto título nacional), o Náutico ficou com última posição da tabela. Em 16 jogos, foram duas vitórias, quatro empates e 10 derrotas.

Chulapa
Em jogo válido pela Copa Brasil, o Campeonato Brasileiro de 1984, Santos e Náutico se enfrentaram na Vila Belmiro. O Peixe contava com a volta de Serginho Chulapa, que desfalcara a equipe nos dois jogos na Colômbia válidos pela Libertadores (3 a 0 Atlético Jr e 0 a 1 América de Cali).

O time do técnico Chico Formiga ganhou por 4 a 2 de virada com gols de Serginho Chulapa (2) Paulo Isidoro e Gersinho.

Veja os gols da partida e, ao final, uma entrevista com o irreverente e polêmico Chulapa, então novo artilheiro da competição com 12 gols.

www.youtube.com/watch?v=0yhTJxeAHis

Classificação com show de Dino Furacão
Sem contar com o gripado Serginho Chulapa, o técnico Chico Formiga escalou em seu lugar Dino Furacão, que estava na Vila Belmiro por empréstimo junto ao São Bento de Sorocaba. E foi com o desconhecido atacante que o Santos goleou o Náutico por 5 a 0 na Vila Belmiro pela Copa Brasil, Campeonato Brasileiro 1986.

O jogo
O Peixe abriu o marcador só aos 28 minutos do primeiro tempo, com Dunga. O capitão do Tetra acertou um belo chute cruzado. Aos 46 minutos, entrava em cena Dino Furacão. O atacante partiu do meio campo, deixando o lateral Beto para trás e driblando o goleiro Rafael para marcar o segundo tento santista. Na segunda etapa, Dino marcou aos 10′, 24′ (pênalti) e aos 40′, fechando a goleada de 5 a 0 e chegando a artilharia do Santos no campeonato, com cinco gols. O atacante já tinha marcado um na vitória de 3 a 0 sobre o Operário MT.

Com o resultado, o Santos garantiu a classificação para a outra fase do Campeonato Brasileiro.

Curiosidades
Os quatro gols de Dino Furacão nos 5 a 0 de 1986 fez o glorioso baiano ser um dos maiores goleadores santistas de um jogo de brasileiro.

Neymar, na vitória de 4 a 1 contra o Atlético PR, em 2011, igualou a façanha.

Antes, Coutinho marcou os quatro tentos na vitória de 4 a 0 sobre o Sport Recife na Taça Brasil 1962 e Toninho Guerreiro, também contra o Náutico, na Taça Brasil de 1966, na vitória de 4 a 1. Guerreiro também marcou quatro gols contra o Bahia na vitória de 9 a 2 do “Robertão” de 1968. E Pelé com quatro gols contra a Portuguesa na vitória de 6 a 2 do “Robertão” de 1969.

Vitória nos Aflitos em 92
Em partida válida pelo Brasileiro de 1992, Santos e Náutico se enfrentaram no Estádios dos Aflitos. Depois de um primeiro tempo sem gols, o placar só foi movimentado aos 24 minutos do segundo tempo, quando o recém chegado Guga fez assistência para Paulinho Maclaren marcar e se redimir do pênalti que tinha perdido aos 5 minutos do segundo tempo. Nos acréscimos, João Paulo, o papinha da Vila, tocou para Paulinho fechar o marcador.

www.youtube.com/watch?v=3zFtEzvp6_k

De virada em 2007
Santos e Náutico se enfrentaram pela 34ª rodada do Brasileiro de 2007, e o Santos venceu de virada, 2 a 1, com gols de Kleber Pereira e Pedrinho, ficando bem perto de conseguir classificação para a Libertadores 2008.

www.youtube.com/watch?v=hqE-Lhauhw8

Vitória nos acréscimos
No último encontro das duas equipes no estádio dos Aflitos, o Santos contou com gols de Neymar e de Rodrigo Souto, aos 46 minutos do segundo tempo, para vencer o Náutico por 2 a 1.

www.youtube.com/watch?v=eEyHEOFYJ6I

Neymar volta e dá vitória ao Santos
Sem vencer nas últimas cinco rodadas e com risco de rebaixamento, o Santos contava com a volta de Neymar, que servira a Seleção Brasileira Sub-17. Mas foi o experiente Kleber Pereira, convertendo penalidade aos 19 minutos do primeiro tempo, que abriu o marcador no Pacaembu. No segundo tempo, Neymar, que havmia entrado no lugar de Jean, marcou o segundo tento santista depois de assistência de adson. O Timbu ainda assustou quando Airton diminuiu na cobrança de pênalti aos 22 minutos. Mas Neymar, aos 43 minutos, marcou mais um golaço depois de nova assistência de Madson e definiu a vitória por 3 a 1.

O Santos chegou aos 45 pontos e afastou o risco de rebaixamento. O time pernambucano terminou o Brasileiro de 2009 rebaixado para série B.

www.youtube.com/watch?v=WYg0f8Tz4ZE

E você, o que espera de Santos e Náutico?


Santos ataca de Bill!


Aposta da diretoria, Bill estreia no Santos. Se for tão matador quanto o outro, beleza.

Meus amigos, hoje é aquele dia em que mesmo o 0 a 0 – placar preferido do técnico Muricy Ramalho – será recebido com alegria pela galáxia santista. O adversário é o Atlético Mineiro, líder do campeonato, que joga em sua casa e é amplo favorito.

Quanto ao nosso Santos, hoje volta David Braz e estreia Bill. Não, não é Bill Gates e nem Bill Clinton (e nem “Cherno Bill”, como um engraçadinho denominou). É o Bill jogador, que estava encostado no outro alvinegro e do qual o Santos comprou 100% do passe, em um lance ousado de seu comitê gestor. Se nosso Bill revelar-se tão matador quanto o lendário Buffallo Bill, estará ótimo.

O cowboy norte-americano matou índios e búfalos a dar com pau. Do nosso impetuoso Bill só esperamos muita trombada lá na frente e uns golzinhos de vez em quando. Se puder ser hoje, beleza. Mesmo as péssimas contratações do Santos merecem total apoio a partir do momento em que vestem o manto sagrado. E Bill terá ao seu lado, no tímido ataque muriciano, o argentino Miralles, que até agora não disse a que veio. Torçamos… Um dia a sorte tem de mudar…

O time mais provável que o professor Muricy Ramalho colocará em campo será formado por Aranha, Bruno Peres, Bruno Rodrigo, David Braz e Léo; Adriano, Henrique, Arouca e Felipe Anderson; Miralles e Bill. Como podem perceber, a dupla de zaga é toda reserva, com Bruno Rodrigo e a volta de Bruno Braz, aquele que veio do Flamengo na troca por Ibson. Que os deuses do futebol os protejam.

o Atlético Mineiro, dirigido por Cuca, deverá ser escalado com Victor, Marcos Rocha, Réver, Leonardo Silva e Júnior César; Pierre, Serginho, Danilinho e Ronaldinho Gaúcho; Bernard e Jô. Talvez o ex-Menino da Vila André entre no decorrer da partida.

O jogo será realizado no Estádio Independência, em Belo Horizonte, a partir das 21 horas. A arbitragem será de Antônio Denival de Morais (PR), auxiliado por Roberto Braatz (Fifa/PR) e José Carlos Dias Passos (PR). Esse Roberto Braatz é aquele que todos consideram um dos melhores bandeirinhas do Brasil, que erra muito pouco, mas sempre que erra costuma prejudicar o Santos. Olho nele!

Retrospecto: nos jogos importantes só deu Santos

Por Wesley Miranda

Santos e Atlético MG já se enfrentaram oficialmente 82 vezes ao longo da história. O Peixe conquistou 29 vitórias contra 31 vitórias do Galo e 22 empates. O time de Vila Belmiro marcou 116 tentos e o mineiro 125.
Em Brasileiros, desde o primeiro confronto, na Taça Brasil/1964, são 52 jogos, com 17 vitórias do Santos contra 20 vitórias atleticanas e 15 empates. Foram 67 gols santistas e 77 mineiros.


Os artilheiros santistas do confronto
Liderando a tábua de artilheiros em confrontos contra o Atlético-MG está Pelé, com 10 gols. O Rei do Futebol enfrentou o galo em 16 oportunidades, vencendo oito, empatado quatro e sendo derrotado outras quatro vezes.
Na vice artilharia está Toninho Guerreiro, com sete gols, seguido por Kléber Pereira e a joia Neymar, com cinco gols. Veja o restante:

O primeiro encontro
O primeiro prélio das duas equipes aconteceu em um amistoso disputado na Vila Belmiro, no dia 05/10/1938. Vitória do quadro santista por 2 a 0, com gols de Rui e Aurélio.

O primeiro título interestadual
No começo da década em que iria acontecer o big bang do futebol brasileiro, o Santos conquistou seu primeiro título interestadual. Foi no começo de 1951, em Minas Gerais, em um quadrangular que reunia além do paulista Santos, a elite do futebol mineiro: Atlético-MG, Cruzeiro e América.
O jogo de estreia contra o tricampeão mineiro (entre 1943 e 45), o Cruzeiro, aconteceu no dia 26/02. Vitória santista por 4 a 3. O segundo jogo, contra o América, único decacampeão mineiro da história (1916 a 25) e campeão estadual de 48, aconteceu no dia 01/03. Vitória santista por 1 a 0.
O último e decisivo jogo foi contra o forte Atlético-MG, bicampeão mineiro (1949 e 50) e coroado campeão do gelo. O galo mineiro também ganhou suas duas partidas: do América por 3 a 2 e do Cruzeiro por 3 a 0.
A partida foi disputada no Estádio Otacílio Negrão de Lima, no dia 04/03. O Santos venceu por 2 a 0, com gols de Nicácio e Odair Titica, e conquistou de maneira invicta o seu primeiro interestadual.
Esse foi considerado um marco para a torcida santista, assim como foi a excursão para o norte do Brasil.

Aniversário do Santos
No dia 15/04/1951, o Atlético-MG disputou um amistoso na Vila Belmiro em comemoração ao 39º aniversário do Santos FC. O Peixe ganhou novamente: 3 a 0 com gols de Nicácio (2) e Pinhegas.
O Santos conquistava sua segunda vitória frente ao quadro atleticano em pouco mais de um mês.

Quartas de final de 1964
Mesmo sendo o Tricampeão Brasileiro com a conquista da Taça Brasil de 1963, o Santos FC estreou na disputa de 1964 nas quartas de final. O Palmeiras, como campeão Paulista de 1963, garantiu a estreia na semifinal.
Para chegar as quartas de final, o campeão mineiro de 1963, o Atlético, eliminou o capixaba Rio Branco (1×1 e 1×0) e o catarinense Metropol (1×0 e 2×1)
O primeiro jogo da decisão aconteceu em Belo Horizonte, no dia 18/10. Com Peixinho no lugar de Dorval e Toninho no lugar de Coutinho, o Santos goleou o Atlético por 4 a 1, com gols de Pepe (2), Pelé e Toninho Guerreiro. Com o resultado, para o Santos bastava apenas um empate no segundo jogo para avançar as semifinais. Para o time mineiro, uma vitória simples para provocar o terceiro jogo.
O segundo jogo da decisão, no estádio do Pacaembu, no dia 25/10, terminou em nova goleada santista: 5 a 1, com gols de Toninho Guerreiro (2), Pelé (2) e Peixinho. O Peixe se classificava para jogar as semifinais contra o Palmeiras de Ademir da Guia, Dudu, Ademar Pantera… e, respectivamente, o Flamengo na final, conquistando o tetracampeonato.

Torneio Roberto Santos (Taça cidade de Salvador)
Para preencher o calendário dos times que não estavam classificados para a segunda fase do Brasileiro de 1975, o Governo do Estado da Bahia promoveu um torneio com as respectivas equipes: Santos, Bahia, Vitória, Atlético-MG, Vasco, Remo, Figueirense e Coritiba.
Na primeira fase, o Santos enfrentou no primeiro jogo o Bahia, e empatou em 1 a 1, com Pelé voltando a vestir a camisa do Santos. O Rei era embaixador do Torneio. Em seguida, o Figueirense, vitória de 3 a 2.
No último jogo do grupo, o Atlético-MG, e vitória santista por 1 a 0. Os dois times passaram para as semifinais, e, em mais um confronto, um empate em 1 a 1, com Santos conquistando a vaga na final nas penalidades por 4 a 3.
Na final, o Santos derrotou o Vitória por 3 a 0 e saiu campeão do Torneio Roberto Santos.

Semifinais do Brasileiro de 1983
Depois de eliminar o Goiás nas quartas (0x0 e 2×2) com a vantagem de dois resultados iguais, o Santos se qualificava para jogar as semifinais com o Atlético-MG, que eliminara o Sport Recife (0x0 e 4×1).
O time mineiro, com Reinaldo, João Leite, Luisinho, Nelinho e Éder, jogava por dois resultados iguais e a vantagem da segunda partida em seus domínios.
Na primeira partida, disputada no Morumbi em 12/05, o Santos saiu na frente com Serginho Chulapa aos 47 minutos do primeiro tempo. Na segunda etapa, Éder deixou tudo igual aos 13 minutos. Aos 24, Serginho Chulapa deu números finais ao jogo!

No segundo jogo, no dia 15/05, mais de 113 mil torcedores esperavam o Atlético fazer valer o favoritismo em sua casa. Mas brilhou a estrela de Marola, que garantiu o 0 a 0, evitando a reedição da final de 1980 entre Atlético-MG e Flamengo e repetindo a final de 1964 entre Santos e Flamengo.

Copa Dener
Durante o período da Copa do Mundo de 1994, a federação carioca criou um torneio para homenagear o jogador Dener, que morreu tragicamente em um acidente de automóvel no dia 18/04/1994. Entre os clubes convidados estavam Santos, Atlético-MG, Botafogo, Cruzeiro, Portuguesa (onde Dener foi revelado) e Vasco da Gama (time que defendia quando morreu).
O torneio foi disputado com jogadores reserva, e o Santos estreou com uma derrota para o Botafogo, no Rio, por 2 a 1. Na segunda partida, em Juiz de Fora, o Santos goleou o Atlético-MG por 4 a 0. Na terceira partida, empatou em 3 a 3 com o Vasco no Rio. Na quarta partida, nova vitória em Minas: 1 a 0 no Cruzeiro e, na última rodada: 4 a 0 na Portuguesa, no Canindé.
O regulamento previa uma final em jogo único com os dois melhores da primeira fase. Sendo assim, Santos, com sete pontos, e Atlético-MG, com seis, fizeram a final no dia 16/06/1994, no Rio de Janeiro. O Peixe ganhou novamente do Atlético-MG: 4 a 2, com gols de Luciano (2), Ranielli e Demétrius, e ficou com o título do torneio.
Obs.: o Santos não contabiliza esse jogos nas estatísticas oficiais do clube, pois o torneio foi disputado por um time B do Peixe.

Disputa até a última rodada
No Brasileiro de 1995, Santos e Atlético-MG duelaram por uma vaga nas semifinais até a última rodada do segundo turno. Com a vitória do Galo sobre o Vitória por 3 a 0, em Brasília, bastava apenas um empate entre Santos e Guarani no jogo que acontecia no mesmo horário. Mas o gol salvador de Marcelo Passos a poucos minutos do fim do jogo e o gol nos acréscimos do Messias Giovanni garantiram o Santos nas semifinais.
Apesar da disputa acirrada até a última rodada, Santos e Atlético-MG se enfrentaram apenas no começo do campeonato, no primeiro turno. Vitória santista por 2 a 1, no Mineirão, com gols de Jamelli aos 21 minutos e Camanducaia aos 27 minutos do primeiro tempo.

Duelo de oito gols
Santos e Atlético-MG protagonizaram um jogo emocionante na Vila Belmiro no dia 19/08/1998, válido pelo Brasileiro. O time mineiro chegou a estabelecer três gols de vantagem por duas vezes no decorrer da partida: 3 a 0 e 4 a 1. Mas o Santos, com o colombiano Aristizabal, Viola e Claudiomiro, conseguiu o empate a 15 minutos do fim. Um eletrizante 4 a 4, digno de ser revisto. Esses dois pontos, fizeram diferença na desclassificação do Atlético-MG, que ficou de fora das quartas de final no critério de números de vitórias, perdendo a vaga para o Grêmio.

Quartas de final da Copa do Brasil 2010
Depois de eliminar o Guarani nas oitavas (8×1 e 2×3), o Santos chegava para mais uma decisão contra o Atlético. O time mineiro, comandado por Luxemburgo, eliminou nas quartas o Sport Recife (1×0 e 2×0).
No primeiro confronto, no dia 28/04, no Mineirão, o Atlético ganhou por 3 a 2 com três tentos de Diego Tardelli, tendo anotado para o Santos Robinho no último minuto do primeiro tempo e Edu Dracena aos 37 minutos do segundo tempo. Gols que fizeram a diferença na disputa contra o Galo.

O jogo da volta
Sem muito tempo para comemorar suas conquistas estaduais (o Santos conquistou o Paulista em cima do Santo André e o Atlético-MG em cima do Ipatinga), os times já voltaram a se enfrentar no jogo da volta das quartas de final na Vila Belmiro no dia 05/05.

O Santos abriu 2 a 0 com André aos 16 minutos e Neymar aos 43, mas viu com preocupação quando Correa diminuiu nos acréscimos da primeira etapa. No segundo tempo, logo aos quatro minutos, Wesley devolveu a tranquilidade quando marcou 3 a 1. O gol da classificação para a semifinal:

E para você, o que o Santos de Bill poderá fazer hoje contra o Galo?


Athié Jorge Cury ensina Luis Álvaro a sair da crise


Athié como soldado de São Paulo na Revolução Constitucionalista de 1932

Ontem tomei uma decisão drástica. Fui a um centro espírita perto de casa e cismei que queria falar com Athié Jorge Cury. A moça quis saber se eu tinha hora marcada e eu, irreverente, perguntei se as almas tinham tanto compromisso assim. Um pouco contrariada ela falou com a médium e esta, diante de minha decisão de pagar à vista, no cartão, foi convencida de me trazer a palavra do grande presidente do Santos Futebol Clube.

Como vocês devem saber, Athié foi um notável goleiro, dirigente esportivo, comerciante da bolsa de café de Santos e político que chegou a deputado federal pelo PSP. Presidiu o Santos de 27 de fevereiro de 1945 a 28 de fevereiro de 1971, sucedendo Antônio Ezequiel Feliciano da Silva. Nascido em Itu, São Paulo, em 1º de agosto de 1904, faleceu em Santos em 1º de dezembro de 1992, aos 88 anos.

Com Athié na presidência o Santos reinou na Terra, pintou e bordou contra os grandes times da época, manteve Pelé e todos os seus luminosos craques, tornou-se o primeiro bicampeão mundial, fez da Seleção Brasileira a mais poderosa do mundo, deslumbrou plateias de todas as cores, chegou, enfim, a um ponto até hoje inatingível para as outras equipes.

A médium, uma senhorinha de não mais de 1,50m, clarinha, como se nunca tomasse sol, ajustou os óculos à minha frente, pegou na minha mão, pediu que eu lhe passasse informações sobre o falecido e, depois de muita concentração, dispôs-se a falar.

Antes, uma explicação: nesse tipo de consulta os espíritos se manifestam através do médium.

Fiquei com receio de estar perturbando a paz celestial do querido Athié e quando a médium determinou que eu iniciasse o diálogo, primeiro pedi desculpa por estar incomodando e, como a gente faz antes de falar ao celular, perguntei se ele tinha um minutinho… A mulher fez uma careta, fechou os olhos e respondeu com uma voz que eu jurei ser a mesma do saudoso dirigente:

– Desembucha, meu filho…

– Sabe, senhor presidente, não sei se o senhor tem acompanhado as notícias, mas o nosso Santos tem passado uma fase difícil e achei que o senhor poderia dar uns conselhos para o Luis Álvaro Ribeiro, o atual presidente do Alvinegro Praiano… Tentei falar com ele, mas me disseram que estava de férias…

– Claro que tenho acompanhado, meu filho. Não estou de corpo presente, mas de espírito sempre estarei ao lado do nosso amado Santos. Esse menino, que vocês chamam de Laor, poderia ser um político, pois solta umas frases boas, mas para dirigir o meu Santos tem de ter mais coragem e visão. Esse negócio de entrar de férias em um momento crítico positivamente não dá.

– Mas o conselho gestor ficou tomando conta…

– Sei… Isso não vai dar certo. Se às vezes uma pessoa sozinha demora para tomar uma decisão, imagine sete…

Antes que eu fizesse uma nova pergunta, a médium consultou o relógio e avisou, com uma voz cavernosa, que o “ser de luz” avisou que em breve teria de se juntar aos outros no reino celeste e não poderia permanecer muito tempo. Tratei de ser mais rápido…

– Parece que o senhor tem um compromisso…

– É, vamos bater a nossa bolinha das quartas-feiras. Velho hábito, sabe…

E antes que eu duvidasse que ele pudesse jogar futebol aos 88 anos, corrigiu-me, impaciente:

– Aqui temos a idade que queremos, jovem. Sou um garoto defendendo o gol do meu Santos, o melhor time dos céus. E também o de maior torcida. Aliás, temos mais de 98% das preferências entre os anjos e santos…

– 98%? Espantei-me. Mas e os daqueles outros dois times?

– Aqueles não estão entre nós. Estão em outro lugar, mais embaixo…

Compreendi, acabrunhado e feliz, e lasquei a pergunta principal:

– No seu tempo o Santos também passou por algumas crises, como em 1966, quando perdeu o Paulista, a Taça Brasil, e por isso o técnico Lula acabou sendo demitido. O que o senhor faria para superar a crise atual?

– Sessenta e seis foi um ano difícil… Vários jogadores estavam parando, por idade. O Pelé se machucou na Copa de 1966, servindo a Seleção Brasileira, e só jogou em metade dos jogos do Paulista, no qual terminamos em terceiro lugar, a cinco pontos do Palmeiras. Na Taça Brasil fomos surpreendidos na final por aquele esquadrão do Cruzeiro, que tinha os meninos Tostão, Piazza, Dirceu Lopes, Natal… Mas, mesmo com um time renovado, ganhamos o Rio-São Paulo.

– O senhor não explicou como superou a crise – insisti, educadamente.

– A mesma fórmula de sempre, meu jovem: jogadores formados no próprio clube e contratações dos melhores apenas para as posições carentes. Em 1966 revelamos Clodoaldo, Joel Camargo e Edu, todos convocados para a Copa do México, quatro anos depois. Para a zaga trouxemos o Ramos Delgado, para o gol o Cláudio e assim continuamos a ter o melhor time.

– O senhor acha que o Santos está contratando bem agora?

– A médium deu um sorrisinho e fiquei com a nítida impressão de que Athié sorria, ironicamente, através dela.

– Muita quantidade e pouca qualidade. Falta olho clínico, meu filho. Para quem teve Del Vecchio, Pagão, Coutinho e Toninho Guerreiro, colocar as esperanças em Bill… Mas se vai vestir a camisa do Glorioso Alvinegro Praiano, que Deus o proteja. Faremos a nossa parte daqui de cima…

Quando eu iniciava outra pergunta com “mas o senhor…”, a médium colocou o indicador na boca, pedindo silêncio. Após alguns segundos saiu do transe e avisou que a entidade tinha ido jogar bola com os amigos e mandara um “afetuoso abraço”.

Perguntei a ela se seria possível incorporar o espírito do Athié definitivamente em outro corpo. Digamos… o do Laor. Ela ficou séria e disse que não, que isso seria quebrar as regras da natureza. O espírito só poderia se pronunciar por períodos curtos e por meio de sessões como aquela. Se eu quisesse, poderia fazer um plano mensal, com desconto, desde que a entidade não se importasse de ser chamada tantas vezes. Pensei melhor e achei que não deveria ficar importunando o garoto Athié Jorge Cury, que naquele momento já deveria estar se esticando em pontes acrobáticas para evitar que a meta do Santos celestial fosse vazada.

Agora veja e ouça Athié dizendo que Pelé jamais seria vendido:

http://youtu.be/c4bVSD4XFvo

E você, se pudesse, o que perguntaria a Athié Jorge Cury?


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