Era um sábado à noite, 25 de março de 2006, e o Santos jogava com o Juventus pelo Campeonato paulista, título que ele não conquistava há 22 anos. Eu estava lá com minha mulher, Suzana, meu sobrinho, Daniel, e meu irmão, Marcos, que três meses antes tinha colocado duas pontes de safena.

Antes caiu uma tempestade colossal, que nos deixou completamente encharcados. Quando entramos, já tinham tomado nossos lugares. Tivemos de ir para a parte destinada ao ingresso-família.

E foi ali, de pé, que vimos uma das vitórias mais emocionantes daquele limitado, porém combativo Santos, que com aquele vitória de, virada, caminhou para o título paulista que não conquistava há tanto tempo.

Um dado interessante, que mostra a força da torcida santista no Pacaembu, é que o Corinthians, campeão brasileiro de 2005, já tinha feito várias partidas no estádio com seu time completo – com Tevez, Nilmar, Carlos Alberto –, mas naquela noite o Santos bateu o recorde de público não só daquele Campeonato Paulista, mas do estádio desde que havia passado por reformas, em 1988.

Exatamente 34.514 pagantes foram aquela noite ao Pacaembu para celebrar seu amor pelo Alvinegro Praiano. O programa Globo Esporte soube retratar com fidelidade o ambiente eletrizante do jogo, em uma das matérias que considero das mais felizes sobre a torcida santista.

Veja e reveja a matéria sobre Santos 2, Juventus 1, em 2006, e , se for capaz, não se emocione quando entrar a canção “Three Little Birds”, de Bob Marley, e um pai dançar na arquibancada com o filho nos ombros…

E aí, conseguiu se segurar? Eu não…