Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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8 a 0! E o Bolívar nem precisou pagar pela aula!

Com dribles, muitos gols e um banho de bola – assim o Santos pagou as agressões sofridas em La Paz. Neymar e Ganso brilharam, Elano jogou bem e fez dois gols, Alan Kardec também se movimentou bastante, marcou o seu e se firmou na posição que era de Borges.

Por incrível que pareça, 8 a 0 foi pouco. Torci para o Santos marcar mais três e estabelecer a maior goleada da história da Copa Libertadores. O Bolívar merecia, pela profunda descortesia com que tratou os santistas no primeiro jogo. De qualquer forma, tomaram uma bela lição.

Acho que o Bolívar vai pensar duas vezes antes de tentar ganhar na marra quando joga em casa. E a Conmebol e a Fifa também deveriam chegar à conclusão de que não se deve mesmo permitir jogos de futebol acima de determinada altitude, pois ficou mais uma vez provado que esses times bolivianos, que são leões na montanha, se tornam cordeirinhos ao nível do mar.

Pena que o Santos teve de diminuir o ritmo na última meia hora de jogo, já que domingo é dia de conquistar o histórico Tri-Tri. Queria ver outra goleada de dois dígitos.

Previdente, Muricy Ramalho preferiu substituir alguns jogadores e dar novas oportunidades a Ibson, Felipe Anderson e Borges. Dos três, para ser sincero, nenhum se destacou.

Ibson conseguiu perder algumas bolas bobas e Borges marcou um gol, é verdade, mas desperdiçou outros dois. Com isso, ao menos para mim, Elano e Alan Kardec estão mais do que garantidos no time domingo.

Transmissão pela Fox

Assisti pela Fox. Gostei da narração, da reportagem e sei que o comentarista, o PJ, é bom. Mas ele parecia estar mais preocupado em dizer o que o Bolívar tinha de fazer para se classificar, do que falar das qualidades do Santos. E deu um fora quando disse que Paulo Henrique estava fazendo fita quando levou a mão ao rosto, reclamando de uma cotovelada. PJ nem tinha acabado a frase e a câmera mostrou o nariz de Ganso sangrando. Poderia ao menos ter se desculpado e corrigido a frase.

Veja os gols do jogo:

http://youtu.be/ivBCMkO8Co0

E pra você, qual foi a sensação de ver Santos 8, Bolívar 0?


Hoje o Santos pega o Bolívar no nível do mar

Ouvi dizer que o Bolívar marcou gols em todos os jogos que fez fora de casa. Então, que o Santos se previna contra o ataque boliviano. Mas, time que tem Ganso, Neymar & Cia, tem mais é que ir pra cima e marcar muitos gols, não é mesmo? Vamos agora ao retrospecto dos confrontos, com o Wesley.

Confrontos entre Santos e Bolívar

Por Wesley Miranda

O Santos enfrentará o Bolívar pela quinta vez em sua rica história. O retrospecto são de duas vitórias e duas derrotas, 14 gols pró e 6 gols contra.

16/01/1971 – Bolívar 0 x 4 Santos – Hernando Siles (La Paz) Amistoso
16/02/2005 – Bolívar 4 x 3 Santos – Hernando Siles (La Paz) Libertadores
11/05/2005 – Santos 6 x 0 Bolívar – Vila Belmiro (Santos) Libertadores
25/04/2012 – Bolívar 2 x 1 Santos – Hernando Siles (La Paz) Libertadores

Bolivianos na Vila na Libertadores
Jogando no templo sagrado do futebol pela Libertadores o Santos já enfrentou times bolivianos por 6 vezes. E o aproveitamento é otimista com 100% de aproveitamento. O Peixe marcou 30 gols, média de 5 por partida, e sofreu apenas 1.

21/02/1962 – Santos 6 x 1 Dep. Municipal – Gols: Dorval (2), Pagão (2) Coutinho e Pepe
14/04/2004 – Santos 5 x 0 Jorge Wilsterman – Gols: Diego (2), Elano, Preto Casagrande e Robinho
11/05/2005 – Santos 6 x 0 Bolívar – Gols: Ávalos, Basílio, Deivid, Paulo César, Ricardinho e Bóvio
07/02/2007 – Santos 5 x 0 Blooming – Gols: Cléber Santana (2), Marcos Aurélio e Rodrigo Tiuí
01/04/2008 – Santos 7 x 0 San José – Gols: Molina (4) Domingos, Kléber Pereira e Quiñonez
19/04/2012 – Santos 2 x 0 The Strongest – Gols: Alan Kardec e Neymar

O artilheiro do confronto
O artilheiro santista no confronto é o atacante Deivid, com três gols. Revelado no Nova Iguaçu e projetado para o Brasil pelo Santos em 1999, Deivid teve duas ótimas passagens pela Vila Belmiro. Em 140 jogos marcou 60 gols, sendo 21 deles só na campanha do oitavo título brasileiro santista, em 2004 (sem contar os diversos gols legais anulados naquele campeonato). Além do apurado faro de gol, Deivid tinha a velocidade de um ponta e a inteligência de um meia. Com todos esses atributos, ganhou o apelido de garçom, devido às suas perfeitas assistências.

O vice artilheiro do confronto é um tal Edson Arantes do Nascimento com 2 gols no primeiro confronto contra a equipe boliviana.

Um E.T.? Um Deus?
Pelé é sempre um capitulo especial na História santista. E na de hoje vemos que o REI é um ser humano, não como qualquer outro, mas passível até de se enfurecer. O ano é de 1971, quando o Santos foi anunciando como “El Mayor Espectaculo Del Mundo” e fez dois amistosos, um contra o Oriente Petrolero e outro contra o próprio The Strongest Narrada por Michel Laurence, ela ganha detalhes e vida!

Goleada e uma pintura em La Paz
Apenas três dias depois de derrotar a seleção de Cochabamba por 3 a 2, em 16 de janeiro de 1971 o Santos jogou um amistoso com o Bolívar, estádio Hernando Síles, em La Paz, e venceu por 4 a 0, com 2 gols de Pelé – sendo um deles um dos mas bonitos de sua carreira – um de Edu e outro de Douglas. Depois dessa apresentação de gala, o Santos teve que voltar a Bolívia quatro meses depois, e foi anunciado como “El Mayor Espectaculo Del Mundo”.
Veja o gol antológico do Rei:

A estreia na Libertadores 2005
Pouco mais de 34 anos depois do primeiro confronto, o Santos voltou a enfrentar “La Academia del Fútbol Boliviano”, como é conhecida o Bolívar. O clube de La Paz passava por um grande momento, já que em 2004 disputara a final da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors. Essa foi apenas a segunda vez que uma equipe boliviana chegava à final de uma competição internacional.

O Santos vivia um bom momento, com a recente conquista do seu oitavo título brasileiro, mas ainda sofria com a perda do seu comandante, Luxemburgo. Em seu lugar assumiu Osvaldo de Oliveira.

Outra novidade era a mudança na meta santista. O então atual campeão da Libertadores com o Once Caldas, o colombiano Juan Carlos Henao, substituía o goleiro campeão brasileiro Mauro. Henao ganhou a posição por ser mais experiente em Libertadores e acostumado com a altitude.

O jogo

Foram necessários apenas dois minutos para o anfitrião balançar as redes do Santos, com o meia Zermatten. O gol trouxe mais confiança para “La Academia ” que passou a pressionar o time santista. Só aos 24 minutos, em rebote do talismã Basílio, o matador Deivid conseguiu o empate.

Na etapa complementar, aos 9 minutos o time boliviano, novamente com Zermatten, passou à frente do marcador. E apenas 2 minutos depois, novamente com Deivid, o Peixe empatou de novo. O prelio se encaminhava para o seu final, quando o artilheiro da noite, o meia Zermatten, marcou o seu terceiro gol. Aos 40 minutos o Santos se via em desvantagem na altitude, e dessa vez Deivid já não estava mais em campo para tentar o empate. Em seu lugar, Osvaldo de Oliveira colocou o meia Rossini. Aos 42 minutos Cabrera ampliou, e aos 45 minutos Robinho deixou sua marca, o que não foi suficiente para evitar a primeira derrota santista para um time boliviano na sua história.

A vingança. Vira 3, acaba 6

Já no fim da primeira fase da Libertadores, era a vez do time boliviano jogar sem seu principal reforço: a altitude de quase 3.700 metros de La Paz. Além desse “desfalque”, o elenco boliviano cobrava de sua diretoria o pagamento de salários atrasados, o que culminou em até um atraso para a apresentação do elenco na viagem.

No comando do Santos, Alexandre Tadeu Gallo substituiu o contestado Osvaldo Oliveira. O time se adaptou bem no comando do ex-jogador santista.

O jogo

Jogando no nível no mar, foi a vez de o Santos abrir o marcador logo aos 2 minutos, com Bóvio. Sem muitas dificuldades, aos 13 minutos foi a vez de Cristiano Ávalos ampliar. Quase no fim do primeiro tempo, um gol insólito do lateral Paulo César fechou a primeira etapa em 3 a 0. Na 2ª etapa, Ricardinho aos 13 ampliou para 4 a 0. Sentindo a facilidade adversária, o técnico Gallo sacou do time Bóvio e colocou o atacante Basílio. E logo aos 25 minutos o veloz atacante marcou seu gol! Para fechar a goleada em 6 a 0, Deivid fez o seu, se tornando o maior artilheiro da história do confronto, empatado com Zermatten, ambos com 3 gols.
Com o resultado, o Santos se consolidou no primeiro lugar do grupo, com 12 pontos, quatro a mais do que a LDU, a segunda colocada. O time boliviano ficou na lanterna do grupo com 6 pontos, 1 a menos do que o uruguaio Danúbio.

O último encontro

O jogo

Na última partida, o Bolívar jogou com o seu principal reforço; a altitude. E logo aos 2 minutos abriu o marcador com Campos que acertou um forte chute na trave e contou com a infelicidade da muralha Rafael que viu a bola voltar na suas costas. O Santos só chegou ao empate aos 34 minutos depois de ótima cobrança de falta de Elano, que o goleiro Arguello reboteou e facilitou a vida do lateral Maranhão. Com Ganso apagado e Neymar gripado, o Santos seguiu sem brilho e o jogo seguiu empatado até os 29 minutos do segundo tempo, quando Campos acertou outro belo chute para vencer Rafael.
Após o gol, aos 31 minutos, Neymar foi atingido por um objeto quando ia cobrar o escanteio. Cena típica de Libertadores, corriqueira em campos “hermanos” algo que segue impune pela Conmebol como se fizesse parte do torneio mais importante da Américas.

Comunicado do Santos sobre ingressos para a final do Paulista

Santistas têm mais 3 mil ingressos à venda na Vila Belmiro, Pacaembu e Ibirapuera, nesta quinta-feira

O segundo dia de venda de ingressos para a grande final do Campeonato Paulista, que acontece no próximo domingo (13), às 16 horas, no estádio do Morumbi, totalizou a venda de 47,6 mil ingressos.

Restam pouco menos de 3 mil ingressos para torcedores do Santos FC, 5 mil cativas do São Paulo à venda para proprietários e pouco mais de 2,5 mil ingressos à venda para torcedores do Guarani.

Por conta da pequena quantidade de ingressos ainda à venda, serão colocados apenas quatro postos de venda nesta quinta-feira (10), que estarão abertos das 10h às 18h: estádio do Pacaembu e Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo; Vila Belmiro, em Santos; e estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas.

Sócios
Como as finais são mando da Federação Paulista de Futebol, e não dos clubes, e a renda será dividida entre os dois times, os associados do Santos não terão a possibilidade de comprar ingressos pelo portal www.sociorei.com.br . Em compensação, a diretoria santista, em negociação com o Guarani e a Federação Paulista, conseguiu garantir que os sócios paguem meia-entrada em qualquer um dos setores do Morumbi nas duas partidas.

Para comprar ingressos, os sócios devem se dirigir a um dos postos de venda munidos de suas carteirinhas. Haverá guichê exclusivo de atendimento para associados.

Opções de ingresso
Cadeira Especial Azul – portão 5: R$ 120,00 (meia entrada R$ 60,00);

Cadeira Especial Vermelha – portão 16: R$ 120,00 (meia entrada R$ 60,00);

Camarote Premium I – portão 16: R$ 150,00 (meia entrada R$ 75,00);

Camarote Premium II – portão 16: R$ 150,00 (meia entrada R$ 75,00);

Cativa Azul – Proprietário – portão 5: R$ 60,00 – disposição de venda apenas no Morumbi;

Cativa Vermelha – Proprietário – portão 16: R$ 60,00 – disposição de venda apenas no Morumbi;

Laranja Premium – portão 5: R$ 120,00 (meia entrada R$ 60,00);

Setor Deficiente – portão 17: R$ 60,00 (meia entrada R$ 30,00);

Setor Visa Infinite – portão 5: R$ 170,00 (meia entrada R$ 85,00);

Setor Térreo VISA (Vermelha) – portão 3: R$ 70,00 (meia entrada R$ 35,00);

Setor Térreo VISA (Vermelha) – portão 18: R$ 70,00 (meia entrada R$ 35,00);

Setor Boteco da Vila (all inclusive) – portão 16: R$ 190,00 (Não haverá meia entrada – Crianças até 12 anos pagam R$ 130) – Vendas apenas pelo site www.botecodavila.com.br

Clique e confira mapa detalhado do Morumbi

Meia entrada
Possuem direito à meia entrada estudantes do ensino fundamental, médio ou superior (público ou particular). Para compra e acesso ao estádio, o estudante deverá apresentar declaração escolar relativa ao ano letivo ou carteirinha escolar com validade e carimbo da escola, ou boleto referente ao mês vigente e RG original ou cópia autenticada (lei Municipal nº 11.355/1993 – Decreto Municipal nº 33.468/1993 – Lei Municipal nº 13.715/2004).

Aposentado do INSS paga meia entrada com a apresentação do holerite ou cartão do benefício e RG original ou cópia autenticada (Lei Estadual nº 10.858/2001).

Cadastro de torcedores
Em atendimento à lei 14.590, que prevê identificação dos frequentadores de partidas de futebol, o Santos FC está realizando o cadastro dos torcedores no momento da compra. Sócios do clube não precisam realizar este cadastro.

Boteco da Vila especial
A Santos FC Tour, agência oficial de viagens do clube, operada em parceria com a Futebol Tour, promove uma edição especial do “Boteco da Vila” em um camarote exclusivo do Morumbi.

Os pacotes custam R$ 190,00 (sem traslado) e R$ 240,00 (com traslado). Ambos dão direito a assento, alimentação e bebida não-alcoólica. Haverá sorteio de brindes oficiais do Santos e a já tradicional presença de ídolos do Peixe.

A entrada dos torcedores deverá ser feita pelo portão 16 do Morumbi, a partir das 14h. Os santistas que optarem pelo pacote com traslado deverão se encontrar no Restaurante Villa Fiore (Rua Abílio Soares, 1251, Paraíso – São Paulo/SP), às 14h, de onde sairá o transporte que os levará ao estádio.

Os pacotes para o “Boteco da Vila”, edição do Tri, estão sendo vendidos com antecedência pela Santos FC Tour e podem ser adquiridos pelo site www.botecodavila.com.br . Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (13) 4062-9446 e (11) 3813-3231, pelos e-mails santos@futeboltour.com.br e atendimento@futeboltour.com.br .

Postos de venda para santistas

Vila Belmiro – 2 guichês para sócios e 2 para não sócios – Rua Princesa Isabel, s/nº – Vila Belmiro – Santos;

Estádio do Pacaembu – 4 guichês para sócios e 2 para não sócios – Praça Charles Miller, portão 22 Tobogã – Pacaembu – São Paulo;

Ginásio do Ibirapuera – 2 guichês para sócios e 1 para não sócio – Rua Manuel da Nóbrega, 1361 – Ibirapuera – São Paulo

E para você, o que acóntecerá hoje na Vila Belmiro?


Boicote está dando resultado. Santos deu mais ibope do que o Corinthians

O boicote aos jogos do alvinegro da capital está dando resultado. Iniciado neste blog, ele se espalhou por sites e blogs de muitas outras torcidas brasileiras e seus resultados já são palpáveis. Ontem, no seu jogo contra o Emelec, o Corinthians não conseguiu um ibope melhor do que o do Santos de Neymar contra o Bolívar. O do Alvinegro Praiano foi 26 pontos, meio ponto a mais do que o rival.

Isso deixa claro que muitos torcedores que assistiam aos jogos do Corinthians apenas para secar, agora não o estão fazendo mais. Como os secadores representam 60% do público que vê os jogos do alvinegro paulistano, se os não corintianos deixarem de engordar o ibope do rival, este cairá drasticamente, como já se pode perceber nas últimas partidas.

TV Globo será obrigada a renegociar os direitos

A TV Globo fez acordos sigilosos com os clubes, mas se esqueceu de consultar os torcedores. Aliás, nunca deu bola para eles, tanto que mudou o hábito ancestral dos jogos às 21 horas, passando-os para as 22 horas e atrapalhando a vida do trabalhar nas grandes cidades.

Os dirigentes dos clubes, que também estão pouco se lixando com os torcedores de suas agremiações, ao ver o dinheiro na frente já trataram logo de assinar os contratos, sem se dar conta de que estavam assinando o tratado de espanholização do futebol brasileiro.

Se dois clubes – Flamengo e Corinthians – que já são os mais populares, ganharem da tevê cotas bem superiores aos outros, a competitividade do futebol brasileiro vai pro ralo.

O que se quer é regras justas e o prêmio ao mérito esportivo

Ninguém aqui é contra este ou aquele clube. Que vivam suas vidas. Mas também não se pode ser a favor de uma reserva de mercado que dá grandes privilégios a apenas duas agremiações, quer elas estejam bem, ou não. Ou seja: a divisão de cotas estabelecida pela Globo é uma reserva de mercado odiosa, que nada contribui para o desenvolvimento do nosso futebol.

O que se quer é um sistema parecido com o da Inglaterra, em que metade da verba da tevê é dividida entre todos os times da Série A e a outra metade é distribuida de acordo com a classificação dessas equipes. Se no Brasil quiserem criar o quesito “audiência na tevê”, tudo bem. É plausível.

O que dá ibope é o espetáculo

Os jogos de maior audiência na televisão têm sido os mais importantes, os que reúnem os melhores jogadores, mas isso tem sido estranhamente ignorado pela Globo. O fato de Bolívar x Santos ter dado mais audiência do que Emelec x Corinthians mostra que o boicote já começa a funcionar, mas mostra também que um time com melhores jogadores e com um ídolo, como Neymar, desperta mais a atenção do telespectador do que um outro que só tem como qualidade o fato de ter uma torcida maior.

Com a queda da audiência dos jogos do Corinthians, e a consciência de que há um boicote dos outros torcedores a este time, ou a Globo renegocia os contratos com os clubes, ouvindo também os torcedores, ou o bolo do futebol acabará ficando menor, pois o retorno aos anunciantes também cairá.

Você conhece outros torcedores que estão participando do boicote?


Conmebol, acabe com essa violência. Já!

Uma das armas mais eficientes do Bolívar:

http://youtu.be/_FXOy4Tsazc

Veja por outro ângulo. Note que o gandula entra em campo e tira as laranjas:

http://youtu.be/wTV-uEhmtbs

Já tomou uma laranjada atirada a 40 metros de distância? É como uma pedrada. Não é à toa que inchou os lábios de Neymar. Em campo, o Bolívar se fartou de cometer faltas. No final, ainda ganhou o jogo. Que mensagem este evento de ontem deixou? Que jogar sujo dá resultado. Portanto, que a Conmebol arrume outro lugar pra enfiar aquela faixa pedindo fair play que ela exibiu no começo do jogo.

Amigos e amigas, nem comentarei o jogo de ontem. Como analisar o desempenho de um time que viveu o tempo todo acuado pelo fantasma da altitude? Dores de cabeça, pernas bambas, o ar que pode faltar a qualquer momento, interrompendo um pique, um salto, interferindo nos reflexos…

Não, seria injusto fazer uma análise técnica de uma partida disputada em condições clínicas tão desiguais. Um time voava em campo (há exame anti-doping na Libertadores?), enquanto o outro se arrastava, unicamente tentando sobreviver. Por essas circunstâncias, eu diria que, dos males, ao Santos coube o menor. Uma derrota por 2 a 1 poderá ser revertida no Brasil, com sobras. E será justo que assim ocorra, pois o time que apela não merece ser premiado.

Porém, falarei de outra questão, muito mais relevante do que o jogo. Falarei do comportamento animalesco – e impune – da torcida do Bolívar. Até quando, amigos e amigos, amantes do futebol, os estádios da Conmebol serão campos de batalha? De que adianta aquela faixa hipócrita estendida pelos organizadores antes do jogo, pedindo fair play, se a bola rola e são cometidas toda sorte de violências e grosserias contra os visitantes, sem que o time da casa seja punido?

A cena de Neymar caído e protegido pelos escudos dos policiais, enquanto objetos choviam ao seu redor, é patética. Se presidente da Conmebol, eu interditaria o estádio de La Paz por todo o sempre. Além dos males da altura, por que o Santos, atual campeão da Libertadores, que levou com ele o grande ídolo das Américas, deveria ser obrigado a passar por tal agressão?

Nunca a expressão “pérolas aos porcos” soou de forma tão ajustada. Se não for obrigado, que time estrangeiro quererá jogar em ambiente tão hostil, enfrentando a ira gratuita de uma torcida selvagem, como a boliviana?

Que imagem a Bolívia quer passar para o mundo? A de um país de animais, de seres sem o menor nível de civilização? Ora, não dá mais para aceitar determinadas atitudes. É preciso punir com rigor essas agressões, a exemplo do que se fez na Europa.

Insultos assim ferem ainda mais o santista, acostumado a ganhar na bola, sem a ajuda dos bastidores. Santista que no Campeonato Brasileiro de 2004 viu seu time perder dois mandos de campo porque uma câmera flagrou um copo d’água sendo atirado ao gramado. E hoje se dá por feliz por sair vivo de um jogo da Libertadores em que a torcida só faltou invadir o campo para trucidar os brasileiros. Que piada!

Ontem um objeto – prontamente escondido pelo gandula – atingiu a boca de Neymar, inchando seus lábios. E o que aconteceu? Nada. Parece mentira dizer isso em pleno século XX!, mas nada aconteceu e nada acontecerá. A polícia não descobriu e nem descobrirá o agressor. Fica a dúvida que o mundo quer saber: há polícia na Bolívia? Ou aqueles militares estão ali para defender o direitos dos animais de agredir? Até quando a Conmebol será tão politicamente inerte com relação a esses vândalos?

E, vejam vocês, o site da Conmebol, ao falar do jogo, evita qualquer menção à barbárie da torcida boliviana. Por aí se vê que a entidade continuará de braços cruzados diante do jogo sujo e da total incivilidade que se vê na maioria dos campos da Copa Libertadores.

Há uma cláusula do regulamento da Libertadores que permite punir o time mandante com a perda dos pontos. Por que ela não é aplicada? Medo do quê?

Alô senhor Nicolas Leoz, eterno caudilho da Conmebol; alô José Maria Marin, presidente da CBF… Vão fazer alguma coisa, ou esperarão até que algum jogador visitante morra em campo?

Veja que cinismo na matéria sobre o jogo no site da Conmebol:

http://www.conmebol.com//copasantanderlibertadores/Bolivar-pudo-con-Santos-y-espera-2-1-20120426-0002.html#Comentarios

E para você, o que deve ser feito para acabar com a selvageria na Libertadores?


Não tema, os deuses também subirão a montanha com o Santos

Que vantagem dezenas de anos acompanhando o futebol e, mais propiramente o Santos, podem me dar? Talvez nada palpável, concreto, cem por cento verdadeiro, posto que o futebol é chama de intensidade absurdamente irregular. Porém, há o fio condutor, a essência lógica que permeia todas as batalhas em campo. E quando se consegue captá-la, pode-se dizer que alcançamos ao menos o chamado feeling. E se ele não me diz, neste exato momento, quanto será o resultado de hoje à noite, na tenebrosa altitude de La Paz, ele ao menos me tranquiliza, pois me garante que o Santos jogará bem.

Vejo o time mais atento hoje, contra o Bolívar, do que contra o The Strongest, no início desta Copa Libertadores. E mais atento no ataque significa gols, assim como uma maior atenção na defesa quer dizer menos oportunidades ao adversário. Vejo Neyamr em meus sonhos flutuando por entre os montanheses, como um pássaro de fogo, que brilha, mas também fere. Vejo Ganso planando sua elegância entre os homens da montanha e vejo também um Santos aplicado, determinado a vencer.

Neymar pode fazer o seu centésimo gol pelo Santos

Hoje Neymar, que já tem 99, pode fazer o seu centésimo gol com a camisa do Santos – uma marca extraordinária para um rapaz de apenas 20 anos. Para ajudá-lo nesta tarefa ele terá como companheiros Rafael, Maranhão, Edu Dracena, Durval e Juan; Adriano, Arouca, Elano e Ganso; Neymar e Borges. Os desfalques serão Fucile e Henrique. Na verdade, considero Fucile o único desfalque e rezo para que os deuses protejam Maranhão.

O time boliviano deverá ser escalado pelo técnico argentino Ángel Hoyos com Marcos Arguello; Rodríguez, Frontini e Valverde; Álvarez, Flores, Cardozo, Campos e Lizio; Arce e Ferreira (Cantero). Não jogarão o volante Walter Flores e o atacante uruguaio William Ferreira, artilheiro do time.

Quem é mesmo o melhor time de todos os tempos?

Acho engraçado a maneira açodada com que alguns analistas enxergam a história do futebol. Bastou o Barcelona ganhar alguns títulos e o time já foi comparado, simplesmente, ao melhor de todos os tempos, ou seja, o Santos dos anos 60. Ora, a recente derrora para o Real Madrid no Campeonato Espanhol e a eliminação, ontem, na Liga dos Campeões, com o empate em 2 a 2 com o Chelsea – com o decantado Messi perdendo um pênalti – mostra que o time catalão ainda está longe de ser imbatível.

Na verdade, está longe até mesmo das crises, pois já se fala em demissão do ótimo técnico Pep Guardiola. Lembro que o Santos foi pentacampeão brasileiro legítimo – de 1961 a 1965 – na época de ouro do futebol brasileiro, e ganhando quatro finais nos campos do adversário: Bahia, em Salvador, e Botafogo, Flamengo e Vasco no Rio de Janeiro. Além de enfrentar os melhores times do mundo, na época, o Alvinegro Praiano os vencia em suas próprias casas, coisa que esse Barcelona está longe de conseguir.

Confrontos entre Santos e Bolívar

Por Wesley Miranda

O Santos enfrentará o Bolívar pela quarta vez em sua rica história. O retrospecto é de duas vitórias e uma derrota, 13 gols pró e quatro gol contra.

16/01/1971 – Bolívar 0 x 4 Santos – Hernando Siles (La Paz) Amistoso
16/02/2005 – Bolívar 4 x 3 Santos – Hernando Siles (La Paz) Libertadores
11/05/2005 – Santos 6 x 0 Bolívar – Vila Belmiro (Santos) Libertadores

Santos na Bolívia

O embaixador do futebol já jogou 12 vezes em solo boliviano, vencendo em nove oportunidades e perdendo em outras 3. O Santos marcou 39 gols e sofreu 21. Apesar da boa vantagem histórica, dos 4 últimos jogos em solo boliviano, foram 3 derrotas.

O artilheiro do confronto

O artilheiro santista no confronto é o atacante Deivid, com três gols. Revelado no Nova Iguaçu e projetado para o Brasil pelo Santos em 1999, Deivid teve duas ótimas passagens pela Vila Belmiro. Em 140 jogos marcou 60 gols, sendo 21 deles só na campanha do oitavo título brasileiro santista, em 2004 (sem contar os diversos gols legais anulados naquele campeonato). Além do apurado faro de gol, Deivid tinha a velocidade de um ponta e a inteligência de um meia. Com todos esses atributos, ganhou o apelido de garçom, devido às suas perfeitas assistências.

O vice artilheiro do confronto é um tal Edson Arantes do Nascimento com 2 gols no primeiro confronto contra a equipe boliviana.

Goleada e uma pintura em La Paz

Apenas três dias depois de derrotar a seleção de Cochabamba por 3 a 2, em 16 de janeiro de 1971 o Santos jogou um amistoso com o Bolívar, estádio Hernando Síles, em La Paz, e venceu por 4 a 0, com 2 gols de Pelé – sendo um deles um dos mas bonitos de sua carreira – um de Edu e outro de Douglas. Depois dessa apresentação de gala, o Santos teve que voltar a Bolívia quatro meses depois, e foi anunciado como “El Mayor Espectaculo Del Mundo”.

Veja o gol antológico do Rei:

A estreia na Libertadores 2005

Pouco mais de 34 anos depois, o Santos voltou a enfrentar “La Academia del Fútbol Boliviano”, como é conhecida o Bolívar. O clube de La Paz passava por um grande momento, já que em 2004 disputara a final da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors. Essa foi apenas a segunda vez que uma equipe boliviana chegava à final de uma competição internacional.

O Santos vivia um bom momento, com a recente conquista do seu oitavo título brasileiro, mas ainda sofria com a perda do seu comandante, Luxemburgo. Em seu lugar assumiu Osvaldo de Oliveira.

Outra novidade era a mudança na meta santista. O então atual campeão da Libertadores com o Once Caldas, o colombiano Juan Carlos Henao, substituía o goleiro campeão brasileiro Mauro. Henao ganhou a posição por ser mais experiente em Libertadores e acostumado com a altitude.

O jogo

Foram necessários apenas dois minutos para o anfitrião balançar as redes do Santos, com o meia Zermatten. O gol trouxe mais confiança para “La Academia ” que passou a pressionar o time santista. Só aos 24 minutos, em rebote do talismã Basílio, o matador Deivid conseguiu o empate.

Na etapa complementar, aos 9 minutos o time boliviano, novamente com Zermatten, passou à frente do marcador. E apenas 2 minutos depois, novamente com Deivid, o Peixe empatou de novo. O prelio se encaminhava para o seu final, quando o artilheiro da noite, o meia Zermatten, marcou o seu terceiro gol. Aos 40 minutos o Santos se via em desvantagem na altitude, e dessa vez Deivid já não estava mais em campo para tentar o empate. Em seu lugar, Osvaldo de Oliveira colocou o meia Rossini. Aos 42 minutos Cabrera ampliou, e aos 45 minutos Robinho deixou sua marca, o que não foi suficiente para evitar a primeira derrota santista para um time boliviano na sua história.

A vingança. Vira 3, acaba 6

Já no fim da primeira fase da Libertadores, era a vez do time boliviano jogar sem seu principal reforço: a altitude de quase 3.700 metros de La Paz. Além desse “desfalque”, o elenco boliviano cobrava de sua diretoria o pagamento de salários atrasados, o que culminou em até um atraso para a apresentação do elenco na viagem.

No comando do Santos, Alexandre Tadeu Gallo substituiu o contestado Osvaldo Oliveira. O time se adaptou bem no comando do ex-jogador santista.

O jogo

Jogando no nível no mar, foi a vez de o Santos abrir o marcador logo aos 2 minutos, com Bóvio. Sem muitas dificuldades, aos 13 minutos foi a vez de Cristiano Ávalos ampliar. Quase no fim do primeiro tempo, um gol insólito do lateral Paulo César fechou a primeira etapa em 3 a 0. Na 2ª etapa, Ricardinho aos 13 ampliou para 4 a 0. Sentindo a facilidade adversária, o técnico Gallo sacou do time Bóvio e colocou o atacante Basílio. E logo aos 25 minutos o veloz atacante marcou seu gol! Para fechar a goleada em 6 a 0, Deivid fez o seu, se tornando o maior artilheiro da história do confronto, empatado com Zermatten, ambos com 3 gols.
Com o resultado, o Santos se consolidou no primeiro lugar do grupo, com 12 pontos, quatro a mais do que a LDU, a segunda colocada. O time boliviano ficou na lanterna do grupo com 6 pontos, 1 a menos do que o uruguaio Danúbio.

E você, o que espera de Santos e Bolívar, hoje, lá no alto da montanha?


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