Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Uma entrevista hipotética com o presidente Luis Álvaro Ribeiro

Ué, mas ele falou? Não, não falou, mas deveria. E como fica muito chato só ler críticas à diretoria do Santos neste blog e não ler nenhuma defesa consistente, eu mesmo defenderei o Luis Álvaro. Sim, não se espante. Não é nenhum serviço de puxa-saquismo. Será apenas um exercício de lógica e racionalidade. Todos sabemos que as atitudes têm uma razão de ser. Então, vamos juntos, com a melhor das boas vontades, colocarmo-mo-nos no lugar do presidente do Santos e tentar entender o porquê de suas últimas ações, como renovar o contrato de Muricy Ramalho e Edu Dracena; trocar Elano por Miralles; não contratar Romarinho e Martinez; ignorar solenemente a oferta de Riquelme e aceitar, mais uma vez, o acordo com a TV imposto pela Rede Globo.

Usando essa notável capacidade humana que se chama empatia, vamos nos nos colocar no lugar de Luis Álvaro Ribeiro e responder às questões que hoje afligem o torcedor santista.

Blog do Odir (que doravante será designado pela sigla BO): Bem, comecemos pela renovação de Muricy. Se o técnico não consegue armar um time ofensivo, estilo que está no DNA do Santos, por que mantê-lo por mais um ano e meio? Se ganhava 700 mil reais por mês e renovou, então deve ter tido um aumento. Pergunta: Ele vale isso, presidente? Não seria melhor contratar um outro pela metade do preço e usar parte do dinheiro para trazer jogadores?

Resposta hipotética de Laor (que a partir da segunda intervenção será abreviada por RHL): O Muricy ganhou três títulos em um ano e meio, o que dá um título por semestre. Depois do Lula, que outro técnico teve um retrospecto desses no Santos? E ele não é defensivista, visto que há três meses o Santos era um dos times que mais tinha feito gols este ano. Ele está fazendo o que pode com o elenco que tem. Precisamos lhe dar mais recursos e estamos trabalhando nisso. Confiamos no Muricy e sabemos que ele ainda armará times vitoriosos.

BO: Sim, mas justo no campeonato mais longo, que dá mais tempo para se trabalhar, que é o Brasileiro, ele tem fracassado rotundamente. O Santos foi mal no ano passado e está péssimo este ano. Dos 11 jogos, só marcou gols em quatro. Por muito menos o senhor mandou o Adilson Batista embora…

RHL: Mas o Muricy tem mostrado resultados. Não adianta ficar trocando de técnico. Todo time que faz isso não vai a lugar algum. E neste Brasileiro o time está muito desfalcado. Além dos três na Olimpíada tivemos muitos casos de contusão.

BO: Mas se o Santos se orgulha de ser um grande revelador de jogadores, não deveria ter um técnico que goste de trabalhar com os jovens que vêm da base?

RHL: Não é questão de gostar ou não gostar. Se o jogador for bom, joga. Se o Muricy acha que o garoto ainda não está pronto, não pode colocá-lo no time e queimá-lo. É preciso ter paciência com os meninos.

BO: Se é preciso ter paciência com os meninos, se já se sabia que Neymar, Ganso e Rafael iriam para a Olimpíada, por que o clube não se planejou para este Campeonato Brasileiro? Por que o time se enfraqueceu tanto?

RHL: Além das contusões, tivemos de nos desfazer de jogadores que pouco rendiam, que nos custavam muito e que já tinham caído em desgraça com o torcedor. Vocês mesmos fizeram uma enquete neste blog e concluíram que Elano, Borges e Maranhão deveriam ser dispensados. Os três não estão mais no clube. Não era isso que queriam?

BO: Sim, mas não houve reposição à altura. Como dispensar um jogador sem a perspectiva de um substituto? Respeito sua opinião, mas para o torcedor ficou a certeza de que faltou planejamento. E quanto ao Edu Dracena, por que renovar por mais três anos com um zagueiro de 31 anos?

RHL: O Edu tem sido o nosso melhor zagueiro e vinha jogando muito bem este ano. Ele se cuida e com 34 anos ainda estará jogando bem e ainda mais experiente. O que aconteceu com ele foi uma fatalidade do futebol. Ninguém tem uma contusão séria dessas por querer. Acontece.

BO: Realmente, há coisas que são imprevisíveis. Agora, gostaria que o senhor nos explicasse a troca de Elano por Miralles. Deixa ver se nós entendemos bem: o Elano ganhava cerca de 440 mil reais por mês e estava jogando mal. O Santos queria se desfazer dele e trazer um jogador bom mas menos caro. Mas aí faz a troca pelo Miralles e concorda em continuar pagando metade do salário do Elano. Ora, mas metade do salário do Elano é 220 mil mensais. Somando-se com o salário do Miralles, cerca de 200 mil, chega-se praticamente ao mesmo valor que era pago ao Elano. Ou seja: foi como se o Santos simplesmente trocasse o Elano pelo Miralles. Será que não dava para negociar melhor a transação de um jogador que foi titular da Seleção Brasileira na última Copa? Quem é Miralles para ser trocado pau a pau com Erlano?

RHL: O Elano, como este blog mesmo denunciava, estava jogando bem abaixo do que pode, a ponto de em alguns jogos ser reserva do Felipe Anderson. Então, esperamos uma boa proposta por ele, mas ela não veio. Surgiu a oportunidade de trocá-lo pelo Miralles, que poderia ser um bom substituto para o Borges. Este Miralles já esteve nos nossos planos, no ano passado, e a torcida chiou quando o Grêmio o contratou antes de nós. Se ele vai corresponder ou não, não depende de nós. Jogadores de futebol vivem de fases.

BO: E por que a diretoria preferiu Bill a Romarinho e não trouxe Juan Martínez, mais barato, para depois trazer o Patito Rodríguez?

RHL: Do Bill teremos 100% do passe, do Romarinho teríamos uma parte. Por outro lado, vemos mais utilidade no Bill do que no Romarinho. O Muricy quer um jogador com presença de área e achamos que o Bill seria o cara. Quanto ao Martínez, o pai dele engrossou a negociação porque o filho cismou de ir para o alvinegro da capital. E ele não é nenhum garoto, daqui a três meses fará 27 anos. O Patito é bem mais jovem, tem 22 anos, mais técnico, e seu investimento não foi feito pelo Santos.

BO: O torcedor não entende como o Bill, que era o quarto reserva do alvinegro da capital, pode ser a solução para o Santos… Bem, mas e o Riquelme? Por que não contratar um meia de nível tão alto, que aceitaria vir para o Santos apenas pelo salário, e poderia ser o substituto do Paulo Henrique Ganso, que está de saída?

RHL: Em primeiro lugar, o Ganso não está de saída. Só sairá se pagarem a multa. Temos um contrato com ele até 2015. Quanto ao Riquelme, não consideramos que ele esteja no perfil do Santos. Está no fim de carreira e não se empenharia como o faz pelo Boca. Não nos interessamos. E se ele realmente estivesse disposto a vir por apenas 250 mil reais por mês, como a sua fonte informou, então deveria ter acertado com outro clube, mas não acertou com nenhum. Então, na prática, os valores eram bem maiores.

BO: Minha fonte assegurou que no caso do Santos ele viria por 250 mil reais por mês mesmo. Bem, mas o assunto mais relevante, para mim, é a relação dos clubes com a TV que detém os direitos de transmissão, hoje a Globo. Não acha que ao aceitar essa divisão desigual, que privilegia dois times e coloca os outros em um patamar bem inferior, os clubes, Santos inclusive, estão assinando, a médio prazo, a espanholização do futebol brasileiro?

RHL: Como você pode dizer que os valores são tão desiguais? Você teve acesso aos contratos? Isso que a mídia divulga por aí não é verdade. O Santos só recebe 18% a menos do que os que mais recebem…

BO: Não é isso que se sabe, presidente…

RHL: De qualquer forma, a divisão é feita pelo ibope e esses times que ganham mais realmente dão mais audiência. Fazer o quê?

BO: Mas esses dois não jogam sozinhos, presidente. Por que não unir os outros em torno de uma proposta mais justa, como a da Inglaterra, que divide o valor total da seguinte forma: metade para todos os participantes do campeonato, um quarto para os de maior audiência e um quarto para os mais bem colocados? Isso não valorizaria o mérito esportivo e não impediria que alguns clubes ficassem bem mais ricos do que os outros só porque têm mais torcida?

RHL: O Santos não poderia recusar o dinheiro da TV e tentar uma revolução na qual, provavelmente, ficaria sozinho e seria o único prejudicado. Isso tem de ser feito com calma, com a participação de todos, de modo que haja consenso.

BO: Há ao menos a idéia de começar a se conversar sobre isso?

RHL: Não.

E você, o que achou das respostas hipotéticas do Laor?


Grupo gestor decide que Riquelme não interessa ao Santos

Tiremos o cavalo da chuva. Juan Roman Riquelme, o melhor meia que já surgiu na América do Sul nos últimos 20 anos, não virá para o Santos. Ele preferia a Vila Belmiro, mas, devido ao desinteresse do grupo gestor que dirige o Alvinegro Praiano, deverá assinar com o Cruzeiro por 280 mil reais por mês, 30 mil a mais do que receberia na Vila Belmiro. Este episódio deixa algo muito claro: o que é bom para o torcedor santista nem sempre é bom para o grupo gestor que comanda o clube.

Para não ser injusto, sempre tento me colocar no lugar das pessoas a fim de entender o porquê de suas decisões. Sei que os sete elementos que hoje ditam os destinos do Santos são profissionais conceituados em suas áreas. Porém, como sócio do clube, torcedor há cinco décadas e também persistente pesquisador da história do Santos, acho que tenho o direito de lhes perguntar: os senhores entendem o coração do santista, sabem exatamente o que ele quer, ou isso não tem a mínima importância?

Sim, porque se o santista quer o Riquelme, e se o valor a ser gasto com o jogador é compatível com o que se gastava com Borges, Rentería, Alan Kardec e Elano – que deram pouquíssimo retorno –, por que não investir em um craque que valeria só pela experiência e pelas mortais bolas paradas, além de possuir grande visibilidade e enorme apelo de marketing? Sem contar o que para mim é o mais importante: o resgate do orgulho do torcedor do Santos, muito ferido pelos últimos acontecimentos.

Com exceção do presidente Luis Álvaro, do vice Odílio Rodrigues e do ex-diretor de futebol Pedro Nunes da Conceição, não conheço os outros quatro integrantes do grupo gestor: os executivos Augusto Videira, Álvaro de Souza, José Berenguer e Eduardo Vassimon, que eram do Grupo Guia. Não os conheço mas, até que provem o contrário, merecem o meu respeito como abnegados santistas que parecem ser.

Porém, se o Santos é um clube essencialmente de futebol, não entendo porque nesse grupo não há nenhum especialista no assunto. Por que rejeitar um jogador que custaria menos do que a soma dos salários de Rentería e Alan Kardec? Só se for porque o técnico Muricy Ramalho decidiu que o meia titular será o garoto Felipe Anderson, ou que Ganso não sairá do Santos. É isso?

Pois, me corrijam se eu estiver errado: Ganso irá para o Internacional e Muricy ainda não confiará a titularidade a Felipe Anderson. Assim, mesmo tendo 40 jogadores em seu elenco profissional, o Santos não contará com um meia com a experiência e a categoria de Riquelme.

E mesmo que Robinho venha, acho que os senhores gestores devem saber que ele não é um meia, não é um passador, um cobrador de faltas, um jogador que prende a bola e cadencia o jogo quando precisa. Robinho é um ponta de lança, um atacante que vem de trás e usa a velocidade para abrir espaços na defesa contrária. Ou seja: Riquelme e Robinho não jogam da mesma forma e seus estilos, ao invés de se chocarem, se complementam.

Como santista que já esteve e estará ao lado do time nos piores momentos, espero que os senhores tenham agido corretamente ao ignorar a vontade de Riquelme de jogar no Santos. Espero, mas espero sincera e profundamente, que eu e a maioria dos torcedores do Santos é que estejamos errados. Pois ficarei imensamente frustrado se constatar que a opinião do torcedor comum, que simplesmente se deixa levar pelo coração, era a mais abalizada do que a de sete respeitáveis senhores escolhidos a dedo para decidir sobre os caminhos do Santos Futebol Clube.

Você concorda que um grupo gestor comande o Santos?


Santos voltou a jogar com 11 jogadores

Paulo Henrique Ganso, Elano e Borges já fizeram grandes partidas e ajudaram muito ao Santos. Mas neste ano vinham jogando mal na maior parte do tempo, até chegarem ao ponto de serem quase nulos. Raríssimos gols, poucos passes decisivos, quase nenhum empenho. Mas o técnico Muricy Ramalho não tinha coragem de tirá-los do time. Ontem, felizmente, depois de muita pressão dos santistas, os três foram substituidos por jogadores vindos da base, e o Santos, de alma nova, bateu o Grêmio por 4 a 2, na Vila Belmiro, conquistou sua primeira vitória neste Brasileiro e saiu da zona de rebaixamento.

Parece incrível, mas a partida só foi 4 a 2 porque o Santos tirou o pé no final e deu ao time do Sul a oportunidade de marcar duas vezes.

Espero que as circunstâncias tenham feito Muricy e a diretoria de futebol do clube aprenderem que não adianta prestigiar jogadores que podem até ter um bom currículo, mas não estão mais com vontade de pagar o preço que se exige de um jogador profissional. Sem afinco nos treinos e nos jogos, não há porque manter um jogador no Santos. Se Pelé era um exemplo de dedicação nos treinamentos, quem tem o direito de ser desleixado? Ontem ficou evidente que sem Ganso, Elano e Borges o Santos volta a ser um adversário difícil de ser batido, pois passa a atuar novamente com 11 jogadores.

Os três garotos

Com a entrada do garoto Bruno Feres na lateral-direita, Henrique foi para o meio, no lugar que seria de Elano. Quanto a Ganso, foi substituido, naturalmente, por Felipe Anderson, enquanto Victor Andrade se tornou mais um atacante, no lugar de Borges. Mesmo não tão experientes como os titulares, o trio de garotos deu novo entusiasmo ao time, que mesmo sem realizar uma partida brilhante, foi ofensivo, corajoso e ousado, como deve ser todo time do Alvinegro Praiano.

Felipe Anderson fez um golaço de fora da área e cobrou os escanteios que geraram os outros três gols santistas. Todos nós já dissemos que o rapaz tem categoria. Seu problema são os nervos, sempre estraçalhados pelo ranzina Muricy. Quem sabe se agora, com a perspectiva de ser o titular, Felipe não jogue com mais personalidade, como fez ontem. Fica provado também que manter Elano no time só para bater as chamadas “bolas paradas” é um desperdício. Felipe ou Neymar podem fazer isso com propriedade.

Quanto a Victor Andrade, é mais um Menino da Vila muito promissor. Bom de bola, atrevido e carismático, merece o apoio e a compreensão dos santistas. É claro que ainda tem muito o que aprender, mas sua presença lá na frente incomoda os zagueiros, pois é hábil e esperto. É o tipo de atacante que a qualquer momento pode fazer uma grande jogada. O santista adora quando há alguém assim no time.

O período sem os olímpicos

Estava voltando de Paraty, onde fui participar da Flip com os autores brasileiros da Editora Novo Conceito, e ouvi um comentarista de rádio dizer que o Santos estava saindo da zona de rebaixamento com a vitória sobre o Grêmio, mas deverá voltar a ela, pois nas próximas rodadas não terá Neymar, Ganso e Rafael. Eu já acho que a única perda real será Neymar, e ficar sem ele deve ser encarado pelos outros jogadores do time e pelo técnico Muricy Ramalho como uma ótima oportunidade de provar que o Santos tem um elenco e um sistema tático que não dependem exclusivamente de um jogador.

No gol, por mais que eu goste de Rafael, estou certo de que Aranha dará conta do recado. Quanto a Ganso, não tem jogado bem e nem sei se voltará ao time. Correm rumores de que o Internacional está interessado nele. Ótimo. Que nos deem D’Alessandro e mais algum em dinheiro e podem levar. Ou nos deem Oscar. Nada menos do que um dos dois. Que o Ganso seja feliz onde for, mas no Santos não dá mais. Machucou demais o coração do santista, esnobou o torcedor e a diretoria.

A única falta real será a de Neymar. Este é insubstituível, pois além de ser um craque, é um cara que dá o sangue pelo Alvinegro Praiano. O único defeito de Neymar é que às vezes ele joga demais para ele mesmo e se esquece de passar a bola para os companheiros. Quem sabe se com atacantes mais solidários o Santos não consiga superar a ausência do Menino de Ouro…

Mais do que o resultado, a vitória sobre o Grêmio, a mais convincente de um time paulista na rodada, mostra que ao menos o Santos está readquirindo a alegria de jogar futebol. Com mais dois ou três moleques entre os titulares e o time estará perto da receita ideal, que deve mesclar experiência e juventude. Mais uma vez a pressão do santista joga no colo do técnico a fórmula do Santos perfeito. Que Muricy tenha a humildade de obedecer o coração do torcedor.

Técnico e diretoria têm de ouvir o torcedor

Acho que isso de o Santos ser dirigido por um conselho gestor é positivo. É algo que deve continuar, mesmo que uma outra chapa vença as próximas eleições. Mas é preciso também ouvir o torcedor, ouvir quem conhece mais de futebol e de Santos. A vitória sobre o Grêmio foi mais um exemplo de que o melhor Santos é aquele que tem garotos no time e se baseia em um esquema tático solidário e ofensivo.

Que me desculpe Muricy, mas ele teve pouquíssimo mérito nessa vitória, já que por ele o time seria escalado com Ganso, Elano e Borges. Percebi nas suas entrevistas após o jogo que ele mais uma vez quis puxar os méritos apenas para si, o que é feio e não corresponde à verdade. Foi uma vitória dos santistas, como os mais de 50 mil que frequentam este blog. Uma coisa é certa: se Muricy e a diretoria de futebol não tiverem a humildade para perceber isso, não ficarão muito tempo no Santos.

Reveja os gols de Santos 4 x 2 Grêmio

http://youtu.be/vnoqBt-zS3o

Para você, o que a vitória sobre o Grêmio provou?


Santos está sem dinheiro porque jogou muito pela janela

Nessa busca por jogadores argentinos – algo que já deveria ter sido feito há muito tempo –, o gerente de futebol Nei Pandolfo alegou que está difícil trazer Martínez, do Vélez, porque o Santos não tem nem seis milhões de reais para a contratação (a multa é de 12 milhões, mas o jogador abre mão de sua parte para jogar do famoso Santos de Pelé). Nisso, o santista se remexe na poltrona, pois começa a fazer os cálculos de quanto dinheiro foi jogado fora com contratações ruins.

Esse blog chegou a ser radical quando soube das vindas de Ibson, Henrique e Alan Kardec. Destes, só Kardec fez alguma coisa. O medíocre Ibson apenas esvaziou os cofres do Glorioso Alvinegro Praiano. Henrique continua jogando por falta de opção melhor, mas é outro investimento sem retorno.

De Rentería falar o quê? Veio, passeou, foi embora. Comeu, bebeu, dormiu, brincou, recebeu o salário em dia e jogar bola quer é bom, nada. O que esperar de David Braz e Gérson Magrão?

O que se podia esperar de Elano e Borges depois do fiasco do Mundial? Uma diretoria mais esperta já teria negociado os dois enquanto seus passes ainda estavam valorizados. Desde a final com o Barcelona quanto já não se desperdiçou com jogadores que se mantém no time no grito?

O que ainda esperamos do Ganso, que nunca mais jogou o futebol de 2010 e só faz uma ótima partida por ano? Só falta darem aumento para ele. Pois que consigam um clube interessado no “seu belo futebol” e lhe deem passagem só de ida. Não deixará saudades.

O que esperar do valente mas atabalhoado Durval, do veteraníssimo Léo ou do professor Muricy Ramalho, que ganha 700 mil reais por mês para ensinar o time a fazer chuveirinhos ou jogar a bola na direção do Neymar? Se Muricy só sabe trabalhar com jogadores experientes e o Santos não tem dinheiro para contratá-los, o melhor é trazer um técnico que saiba lidar com jogadores da base e que seja bom e barato. Onde está o Ney Franco? Por que não falar com o homem?

Não escrevo isso com nenhum prazer. Se há algo que abomino é o desperdício, e é isso que a diretoria de futebol do Santos tem feito com o suado dinheirinho que vem do marketing, da verba da tevê, das arrecadações dos jogos e das mensalidades dos sócios.

Está na hora de o Santos rever o seu elenco e sua filosofia de trabalho. De que adianta ter quase 40 jogadores profissionais e não conseguir formar um time decente? É preciso fazer um plano que comece nas categorias de base. Chega de improvisação, de chute, de contratações absurdas. Sejam humildes, senhores. Admitam que não entendem nada de futebol e procurem alguém que conheça do negócio.

Na pior das hipóteses, é melhor um jogador mediano comprometido com o clube, que se entregue a cada partida como se fosse a última batalha de sua vida, do que pseudocraques acomodados que se escondem da bola e só sabem exigir mais e mais.

Enquanto conservou a política de pagar um teto salarial de 160 mil reais, o Santos manteve um time competitivo e concentrado. Depois que começou a dar aumentos abusivos, inchou a folha de pagamentos e o rendimento da equipe caiu. Uma prova definitiva de que muito dinheiro na mão dos diretores do Santos é como revólver na mão de macaco, ou seja, é um tiro para cada lado.

Você poderia sugerir umas contratações boas e baratas para o Santos?


Torcedor não aprova Elano, Borges e mais três titulares do Santos

É evidente que o Santos tem problemas com o elenco. Há verdadeiros buracos negros em algumas posições. Falta vontade para alguns jogadores, para outros falta categoria. Não é à toa que o time ainda não venceu no Campeonato Brasileiro e ocupa a zona de rebaixamento. Assim, este blog deu aos santistas a oportunidade de dizer quais os jogadores devem permanecer e quais devem sair do Santos.

Cerca de 500 leitores deram suas opiniões e elas foram bem parecidas. Percebeu-se uma tolerância muito grande com os jogadores da base, ainda não devidamente testados pelo técnico Muricy Ramalho, conhecido por não gostar de trabalhar com jovens formados no clube. A única exceção é Felipe Anderson, que já teve várias oportunidades, mas não convenceu. A maioria dos santistas acha que ele precisa ser emprestado para um time de menor expressão a fim de ganhar mais maturidade.

Além de Felipe Anderson, os jogadores que o santista não quer mais ver jogando pelo time são Elano, Juan, Durval, Henrique, Borges, Maranhão e Gérson Magrão. A rejeição a Paulo Henrique Ganso tem aumentado muito desde que ele pediu um milhão de reais por mês para continuar no Santos.

Dentre os que devem continuar, na opinião do torcedor, os mais votados foram Neymar, Arouca, Rafael, Adriano e Edu Dracena. O lateral Léo ficou no meio termo. Quase todos o admiram, mas muitos acham que sua veteranice impede que continue prestando bons serviços ao clube.

Cinco titulares na lista de dispensas do torcedor

O curioso é que cinco titulares estão na lista de dispensas do torcedor. São eles: Elano, Juan, Durval, Henrique e Borges. Quanto a Paulo Henrique Ganso, é considerado um bom jogador, mas sem vontade de continuar no clube, e por isso muitos defendem a sua saída.

Elano em nenhum momento justificou a fama e o salário. Perdeu-se em polêmicas extra-campo e jamais mostrou um futebol digno do prestígio que havia angariado entre os santistas. Tem sido um oneroso peso-morto. Nunca, na história do Santos, um jogador ganhou tanto para jogar tão pouco.

Juan começou bem, mas é considerado muito lento, sem iniciativa. O zagueiro Durval, para os torcedores, é errático e pouco participativo. Henrique marca e apoia mal. É nulo, assim como o atacante Borges, que perdeu a forma física e técnica e hoje nem consegue fazer gols feitos.

Maranhão, por falta de outro, chegou a ser titular na lateral-direita, mas, positivamente, não dá. Estabanado, tirou dois pontos do time ao fazer um pênalti bobo contra o Coritiba.

Outro que segundo os torcedores deve sair é Gérson Magrão, que acaba de chegar para “compor o elenco”. Se a diretoria de futebol tivesse a sensibilidade de consultar o torcedor antes de investir o dinheiro do clube, certamente não teria contratado Gérson Magrão, Rentería e o recém-chegado Bill, jogadores com péssima imagem junto ao torcedor do Santos.

Os casos de Paulo Henrique Ganso e Muricy Ramalho

O meia Paulo Henrique Ganso está pedindo um milhão de reais por mês para renovar com o clube. Pelo que ele vem jogando, 100 mil mensais já seria caro. A esperança do santista é a de que Ganso se saia bem na Seleção Olímpica e receba uma proposta do exterior. Falta a ele a agilidade e a mobilidade que se espera de um armador do Santos.

A diretoria quer renovar o contrato de Muricy Ramalho. Para boa parte dos torcedores será um erro grave. Muricy é totalmente avesso ao DNA santista, que se baseia em valorizar os garotos da base e armar times para marcar gols. Ele prefere veteranos e é um fã do chamado “chuveirinho”. Enfim, apesar de ganhar títulos, para muitos santistas Muricy é um técnico ultrapassado, previsível, que chegou a um ponto perigoso de desgaste com o torcedor. Insistir com ele pode custar caro a essa diretoria e aos cofres do clube.

O que o torcedor quer

O futebol que o Barcelona e a Espanha apresentam, baseado na solidariedade e na participação de todos os jogadores em busca do gol adversário, é o sonho do torcedor do Santos. E esse modo de jogar também está no seu DNA, pois logo depois de sua primeira vitória no Campeonato Paulista, quando goleou o Corinthians por 6 a 3, em 22 de junho de 1913, o então técnico Urbano Caldeira, em um relatório para a diretoria, escreveu que a vitória se deveu ao “jogo de passes curtos e rápidos”.

Esse sistema de jogo não se baseia tanto nas virtudes individuais dos jogadores, mas em uma filosofia ofensiva coletiva trabalhada exaustivamente nos treinamentos. E para que ela seja implantada com sucesso, é essencial a participação de todos os setores do time.

O torcedor quer ver o Santos jogando com a mesma vontade e determinação que os terceiros reservas mostraram no segundo tempo da partida contra o Flamengo. Por falta dessas qualidades, hoje o Santos tem um elenco caro e acomodado e seu futebol faz jus à zona de rebaixamento do Brasileiro.

O que você achou dessa lista de dispensas do torcedor santista?


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