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O ombudsman do Santos FC

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Novos Meninos da Vila terão chance contra o Vasco, em Teresina


Alan Patrick e Felipe Anderson: gostaria de ver essa dupla de meias amanhã

O que a torcida tem pedido – mais oportunidades para os Meninos da base – será feito. Mas não no Campeonato Brasileiro, e sim em um amistoso em Teresina, no Piauí.

O adversário será o Vasco, outro time que não tem mais nenhuma ambição neste Campeonato Brasileiro. O jogo, no estádio Alberto Tavares Silva, o “Albertão”, começará às 22 horas.

O técnico Marcelo Martelotte relacionou 18 jogadores para a partida e o único com mais de 25 anos é o volante Roberto Brum, 32 primaveras.

Confira a lista da molecada (e um titio) para enfrentar o Vasco

Goleiros: Rafael e Vladimir.
Laterais: Alex Sandro, Danilo e Maranhão.
Zagueiros: Bruno Aguiar, Rafael Caldeira e Vinicius Simon.
Volantes: Jefferson, Rodrigo Possebon e Roberto Brum.
Meias: Alan Patrick, Breitner, Felipe Anderson, Madson e Zezinho.
Atacantes: Keirrison e Moisés.

Acho uma iniciativa boa, mas ainda não fico muito animado. De repente, ao invés de colocar gente nova na equipe, Martelotte escala um time assim, ó:

Rafael, Maranhão, Danilo, qualquer zagueiro e Alex Sandro; Roberto Brum, Danilo, Breitner e Alan Patrick; Keirrison e Zezinho. Já pensou?

Já que é pra testar a Meninada, eu poria em campo: Vladimir, Danilo, Bruno Aguiar, Vinicius Simon e Alex Sandro; Jefferson, Rodrigo Possebon, Alan Patrick e Felipe Anderson; Keirrison e Moisés.

Os ingressos estão sendo vendidos na rede Pag Contas a preços de 25 a 35 reais.

Não há indícios de que alguma tevê transmitirá o confronto. O Blog do Odir fará um esforço de reportagem para mantê-lo bem informado.

Mas se você acha que nas arquibancadas só se verão vascaínos, aí é que se engana redondamente. Em Teresina tem muito mais santista do que você imagina. E eu amo esses caras todos de Teresina… Abraços apertados.

Se você fosse o Martelotte e pudesse contar com esses 18 jogadores, que time você colocaria em campo em Teresina?


Relatório dos leitores do Blog do Odir para a direção de futebol do Santos


Dracena, Marquinhos, Brum e Marcel. Para o torcedor, este seria o Quarteto Sarcástico?

Prezados senhores Pedro Nunes da Conceição e Paulo Roberto Jamelli Júnior, diretores de futebol do Santos Futebol Clube,

Com o intuito de contribuir com o novo técnico que assume o time de futebol profissional do Santos, senhor Adilson Batista, trago através deste e-mail a síntese de dezenas de relatórios que recebi de santistas de todas as partes do mundo que freqüentam o Blog do Odir Cunha, apelidado de “O Ombubsman do Santos Futebol Clube”.

Como se sabe, o relacionamento harmonioso entre time a torcida é o primeiro passo para se conseguir grandes vitórias no campo de jogo. A força que vem das arquibancadas faz milagres. Mas ela só é despertada por uma equipe e uma comissão técnica que respeitam a vontade do torcedor.

É um engano imaginar que o torcedor, ao menos o do Santos, vê o futebol apenas com os olhos da paixão. O santista e, particularmente, o freqüentador do Blog do Odir, tem uma visão diferenciada, que coloca os interesses do time e do clube em primeiro lugar.

Tenho orgulho de dizer que entre os leitores do Blog do Odir há profissionais bem-sucedidos em várias áreas, que entendem tanto ou mais de futebol do que eu, que sou jornalista especializado em esportes há quase 34 anos.

São pessoas que acompanham cada notícia, cada treino, cada jogo do Santos. Que pesquisam, perguntam e, principalmente, prestam muita atenção aos jogadores que vestem a sagrada camisa que já foi de Pelé e tantos outros craques.

E o torcedor tem uma vantagem sobre aquele que vive o dia a dia do clube: ele não é influenciado pelo comportamento do jogador, por seu carisma ou simpatia, e o analisa apenas por seu desempenho em campo.

Jogou bem, mostrou empenho, o torcedor apóia. Jogou mal, fugiu da responsabilidade, o torcedor já fica com um pé atrás. Repetiu o mau comportamento vezes seguidas, e esse jogador não terá mais ambiente para continuar em um time ambicioso como o Santos.

Nos muitos relatórios que recebi ontem, não percebi mágoa, rancor, muito menos ameaças. Na verdade, há mais elogios, e esperança de ver um time vencedor em 2011. Porém, o torcedor costuma ser direto e sincero em suas observações, o que se torna bastante produtivo em uma etapa como esta, que é a de definição do elenco santista para a próxima temporada.

Realista, o torcedor sabe que é preciso julgar com frieza, pois o Santos está à beira de uma grande reformulação e não haverá lugar para tantos jogadores. Primeiro, porque virão novos contratados de alto nível; e depois porque muitos atletas do seu elenco de profissionais não terão condições de vestir a camisa do time em um ano em que a equipe estará envolvida em uma disputa de Copa Libertadores, em busca de sua terceira estrela.

Assim, sem mais demora, vamos à análise dos jogadores do Santos segundo os freqüentadores do Blog do Odir.

Jogadores aprovados unanimemente

Paulo Henrique Ganso, Neymar, Arouca e Rafael.
Destes os raros senões recomendam mais seriedade e objetividade a Neymar e desconfiam da juventude de Rafael em uma competição dificílima como a Libertadores. Mas acima de 95% os aprovam com louvor.

Jogadores com bom índice de aprovação, que poderão ser titulares

Durval e Léo.
Durval é considerado o melhor zagueiro do Santos. Seus únicos defeitos, para alguns, são a pequena impulsão e o fato de distrair-se às vezes. Léo, considerado o melhor lateral do time, é ídolo e respeitado pela garra e experiência, mas seu estado físico preocupa. Há quem aconselhe que ele seja preservado apenas para os jogos da Libertadores.

Jogadores com bom índice de aprovação, mas que seriam reservas do time na Libertadores

Zé Eduardo, Maikon Leite, Madson, Bruno Aguiar, Alex Sandro, Alan Patrick e Vinicius Simon.
Zé Eduardo é chamado de “reserva de luxo”. Maikon Leite é o filho pródigo que volta para a casa mais valorizado do que foi. Madson ainda tem muitos fãs, que o querem ver jogar como em 2009. Bruno Aguiar é um reserva que sempre dá conta do recado quando entra. Alex Sandro é considerado muito bom por alguns, mas todos concordam que precisa aprender a marcar. Alan Patrick é visto como jovem de muito potencial, que ainda deve evoluir bastante e será um bom reserva para Paulo Hernrique Ganso. Vinícius Simon se saiu muito bem quando substituiu Edu Dracena (finalmente a defesa não sofreu gols) e muitos acham até que pode ser o titular, formando dupla de zagueiros com Durval.

Jogadores que o torcedor quer observar melhor antes de julgar

Keirrison, Rodrigo Possebon, Felipe Anderson, Danilo, Moisés, Victor Hugo e todos os garotos vindos da base.
Keirrison ainda não justificou o alto valor investido nele, mas muitos santistas esperam que ainda justifique (apesar de já ser significativo o número de torcedores que o quer demitido do Santos ou que no máximo dará um bom reserva). Possebon só fez um jogo, o último, contra o Atlético Mineiro, mas já deixou boa impressão na maioria. Acham até que ele pode ser o companheiro de Arouca, formando uma dupla de volantes. Felipe Anderson é um garoto que vem muito bem credenciado da base e até agora só foi jogado às feras em 20 minutos contra o São Paulo. Danilo veio afamado do América-MG, mas está se mostrando falho em todos os fundamentos. Moisés e Victor Hugo chegaram agora e não tiveram nenhuma chance. Sobre os garotos da base, o leitor César Martins Guimarães dá uma lista de atletas que deveriam ser aproveitados no time principal:

Vladimir (goleiro); Crystian (lateral); Vinicius, Alemão, Renato e Rafael Caldeira (zagueiros); Jefferson, Diego Faria, Alan Santos e Elivelton (volantes); Denis e Felipe Anderson (meias) e Renan Mota e Tiago Alves (atacantes). Destes, Tiago Alves é o mais querido pelos torcedores.

Jogadores reprovados pela grande maioria dos santistas, que não gostariam de vê-los mais no time na próxima temporada

Maranhão, Zezinho, Marcel, Roberto Brum, Rodriguinho, Marquinhos, Tiago Luís, Felipe e Breitner.
Maranhão, inseguro e com falhas em fundamentos básicos, é chamado de “jogador da Série B”. O jovem Zezinho é jogador de times de base. Fraquíssimo. Teve várias chances e não fez uma só partida razoável. Marcel é unanimidade. De todas as análises que fizeram sobre ele, apenas quatro pessoas admitem que no máximo poderia ser reserva, enquanto 50 dizem que ele deve ter demitido. Renovar o seu contrato seria um tapa na cara do torcedor.

Sobre Marcel escreveu Pedro Reino: “Sua manutenção é uma declaração de guerra com a torcida, mas de forma ainda mais dramática do que com Marquinhos. Sua presença no elenco em 2011 seria um insulto à história do Santos Futebol Clube”.

Daniel Peres concorda: “Marcel é péssimo, caneleiro, tem que sair. Prefiro alguém da base. Qualquer um”.

Roberto Brum é considerado limitadíssimo. Sua especialidade deveria ser marcar, mas não sabe. Na armação é errático e inseguro. Rodriguinho pode ser definido como Brum, com o agravante de às vezes ser violento. Não acerta um passe. Marquinhos chegou a jogar até bem no primeiro semestre, quando tinha Paulo Henrique Ganso ao seu lado, mas depois não assumiu o comando do meio-campo, escondeu-se do jogo, cansou fácil e irritou profundamente a torcida, que hoje quer vê-lo bem longe da Vila Belmiro.

Algumas críticas a Marquinhos: “Tentou ganhar a posição no grito”, “tem péssimo preparo físico”, “mantê-lo no time é pedir para brigar com a torcida”.

Tiago Luís, para os autores dos relatórios, é um atacante que só corre, mas lhe falta técnica e tranquilidade. Felipe é um goleiro errático, que além do mais caiu em desgraça com a torcida e Breitner é um jogador que cobra bem faltas. Só. Não fez nada mais que justificasse jogar no Santos. Para muitos, ele, Zezinho e Danilo devem ser emprestados a outros clubes para ganhar experiência.

Jogadores com grande índice de rejeição, que não fariam falta alguma se fossem dispensados

Pará, Adriano, Bruno Rodrigo e Edu Dracena.
Pará joga em várias posições, mas não se firma em nenhuma. Não sabe marcar bem, erra nas saídas de bola e tem dificuldades para apoiar o ataque. Adriano só marca, é o tipo “marcador-carrapato”, como dois leitores definiram. Bruno Rodrigo jogou bem quando teve chance, mas só vive machucado. Edu Dracena é tolerado por alguns como reserva, mas menos de 10% dos torcedores o quer como titular. Além de falhar na marcação, desgastou-se com atitudes fora do campo. O fato de ter prometido o título ao presidente Luis Álvaro Ribeiro pegou mal.

Reforços para a Libertadores

O leitor Pedro Reino resume o anseio dos santistas com a seguinte sugestão de contratações:

Contratrações essenciais

1 goleiro experiente (mesmo que para ser reserva)
1 zagueiro rodado (mas não lento)
1 lateral direito (para ser titular)
1 lateral esquerdo (para ser titular se o Léo não pude ser)
1 volante marcador (para ser titular com o Arouca)
1 atacante matador (também para ser titular)

Contratações aconselháveis

+1 volante (já que o ideal é dispensar no mínimo 3 dos 6 que temos hoje)
1 meia experiente (já que inexperientes nós temos até demais)
+1 atacante experiente (pelo mesmo motivo que o item acima)

Este relatório-síntese foi elaborado a partir dos relatórios enviados ao Blog do Odir pelos seguintes leitores:

Maurício Camargo, Vitor Lopes, Pedro Katchborian, Lucas Martinucci, Victor Nassar, Anderson Silva, Samuel Bresolino, Geraldo, Daniel Galvão, Eduardo, Vitor Oliveira, Leandro Campos, Edson Londrina, César Martins Guimarães, Kaco Motta,Daniel Peres, Renato Magrini, Paulo, Juca Bala, Philipe Pimentel, Márcio, Khayat, André, Ricardo, Wagner Garcia, Alexandre, Sidnei, Rodrigo Dacol, Eloísa, Kobano, Bruno Teixeira Alves, Pedro Reino, Eduardo Simas, Tom, Ricardo VH, Ariovaldo, Jorge David, Mozart Sabóia de Araújo, Clayton BH, Ricardo Rodrigues, Luiz Rogério, Stefano, Edílson Lobo, Marina Maranhão, Reginaldo (Telêmaco Borba), Vasco Caldeira, Marcelo Romano, Luis Reis, Bruno, Rafael Mingoranci, Renato Murakawa, Victor Alexandre, Cristina (Paranaíba/MS), Fernando Caputo, Fernando Freitas, Maracajá, Luiz Garri, Guilherme Oliveira, Rafael, Ricardo Pires, Jéferson Lopes, Antonio Barroso, Vinicius, Rafael, Neli e Everton.

Estou certo de que estas opiniões refletem o pensamento da maioria dos santistas. Por isso, espero que sejam lidas e levadas em consideração. Como já foi dito, relacionamento harmonioso entre time e torcida – e a diretoria de futebol do clube – é o primeiro passo para se conseguir grandes vitórias no campo de jogo.

Todos esses comentários, na íntegra, estão no http://blogdoodir.com.br/

Atenciosamente,

Odir Cunha


Conselhos a você, Marcelo Martelotte

Marcelo, parabéns pelos últimos resultados. Você teve o mérito de não inventar e isso se revelou decisivo. Continue assim. Quem sabe, se o Santos fizer um ótimo Brasileiro, você possa continuar no ano que vem. Para isso, entretanto, é importante tomar alguns cuidados. Permita-me, como alguém que acompanha o futebol há mais tempo do que você e tem à disposição uma comissão técnica formada por milhares de especialistas, dar-lhe alguns conselhos:

1 – Em time que está ganhando, não se mexe

Vejo que mal o Edu Dracena se recuperou de contusão e você já o escalou contra o Internacional. Ora, com o Vinicius a defesa não está tomando gols, o que satisfaz a torcida. Sabemos que o Edu Dracena é o capitão do time e tem alguma ascendência sobre o elenco, mas nunca escale um jogador a não ser por critério técnico.

Sei que após a boa vitória sobre o Cruzeiro, o Edu Dracena disse: “O nosso pensamento é de ficar com o Marcelo até o final do ano. Apesar da derrota contra o Corinthians, o time jogou bem e ganhamos confiança para exercermos as funções determinadas em campo. O resultado veio logo diante do Cruzeiro”.

Em primeiro lugar, não é o jogador que decide se vai ficar ou não com o técnico. É a diretoria, a presidência. A verdade é que o Vinicius entrou e jogou melhor do que o Dracena, conquistou a torcida. Ao voltar com o capitão, você pode ficar melhor com o grupo, mas poderá criar um barulho com os torcedores. Se o Dracena falhar e o Santos sofrer gol por causa dele, prepare-se para as críticas.

2 – Por que não voltar com Marquinhos e Marcel

Em primeiro lugar, porque sem eles o time está vencendo, e em segundo, mais importante, é porque eles tornam o Santos mais lento. Marcel é inferior a Zé Eduardo até tecnicamente. A única coisa que, teoricamente, faz melhor, é cabecear. Digo teoricamente porque, na prática, isso nunca funcionou.

Quanto a Marquinhos, é um jogador tecnicamente mais completo do que Alan Patrick, mas, como não tem muito fôlego, acaba cadenciando o jogo e freando a velocidade do contra-ataque santista.

Sei que tanto Marcel como Marquinhos são jogadores rodados, que talvez tenham mais influência no elenco, mas não adianta você ficar bem com eles e o time cair de rendimento. Uma derrota que tire o Santos do caminho do título e eles continuarão recebendo seus salários no clube, mas você será substituído.

Se tiver de substituir o Alan Patrick, experimente o Felipe Anderson. É o que o torcedor quer. Faz parte da cultura do Santos esta ansiedade por jovens valores de futebol ofensivo. Tantos já tiveram tanta oportunidade, por que não dar uma chance ao Felipe, que tem jogado muito bem na base? Tirar o Alan Patrick e voltar com o Marquinhos será uma atitude muito mal recebida pelo torcedor.

3 – Não invente. Danilo é lateral-direito, Alex Sandro é lateral ou ponta

Este conselho poderia entrar no capítulo “não invente”. Danilo, que ainda não convenceu, só joga um pouco melhor na lateral. Percebe-se que fica completamente perdido no meio. O mesmo se pode dizer de Alex Sandro, que mais parece um ponta-esquerda do que um lateral. Escalá-lo no meio não tem dado certo, a não ser que entre para jogar como um ponta que volta para ajudar o meio-campo.

4 – Dos reservas, só Madson manterá a velocidade

Como já disse, não deveria haver nenhuma alteração no time que venceu o Atlético Paranaense. Sei que para a partida contra o Internacional, amanhã, às 22 horas, na Vila Belmiro, você já poderá contar com o zagueiro Bruno Aguiar, recuperado de entorse no tornozelo, Keirrison, Marcel, Madson e Marquinhos.

Porém, não se empolgue. Só os utilize em última instância. Leve em conta que as principais armas do Santos têm sido a velocidade para atacar e também para ocupar os espaços na defesa. Além de uma determinação admirável. Destes que podem entrar, o único que não mudaria essas características é o pequeno, mas valente Madson. Repito: voltar com Marcel e Marquinhos é pedir para dizer adeus ao título.

4 – Não faça todas as substituições antes dos minutos finais

Na partida contra o Atlético Paranaense, o Santos quase ficou com dois jogadores a menos no final, pois você já tinha feito as três substituições quando Neymar e Vinicius se machucaram. Ainda bem que puderam continuar na partida, mas o risco foi grande.

Você já tinha substituído o Danilo pelo Alex Sandro no primeiro tempo e no segundo trocou o Pará pelo Maranhão e o Alan Patrick pelo Breitner. Mas esta última alteração poderia ter esperado mais. O time quase ficou com jogadores a menos nos últimos 15 minutos por você ter se precipitado nas substituições.

5 – Promova logo o Tiago Alves

Esse garoto entrou na decisão de um torneio internacional e decidiu o título para o Santos. Todos o querem ver testado no time profissional. Ninguém se esqueceu dele. Logo começarão as perguntas sobre Tiago Alves. E, não se esqueça: o futebol profissional existe devido ao interesse do torcedor. Não são os jornalistas ou os dirigentes que decidem quem será ídolo ou quem fracassará. É o torcedor que faz as escolhas. E ele quer ver o bendito Tiago Alves. Promova logo o garoto e ganhe um ponto com a torcida do Santos.

6 – Analise bem o seu adversário de amanhã

Isto eu sei que você costuma fazer bem. Em todo o caso, posso lhe adiantar que na manhã desta terça-feira o técnico Celso Roth deu um treino tático no Beira-Rio e formou o ataque com Edu e Ilan.

O técnico gaúcho deu ênfase à cobertura da defesa e treinou uma marcação por zona. Boas notícias são as de que Tinga e D’Alessandro não estavam entre os titulares.

O time provável do Inter que enfrentará o Santos será formado por Renan; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Glaydson, Guiñazu, Derley e Marquinhos; Edu e Ilan. A delegação embarcará para Santos por volta das 14 horas de hoje.

Marcelo, não leve a mal estes conselhos. Não sou um corneteiro qualquer. Modéstia à parte, sei o que costuma dar certo no Santos. Não precisa dizer a ninguém que leu este blog, mas leve a sério estas recomendações. Não se esqueça: quem avisa, amigo é.

E você, tem mais algum conselho ao técnico Marcelo Martelotte?


Uma derrota para o Santos acender o alerta vermelho

Como eu prometi, cheguei em casa do Pacaembu – em que tive o prazer de encontrar o santista genial Zeca Baleiro com sua esposa, além de amigos que lêem meus livros e acompanham este blog –, selecionei os comentários que alguns leitores deixaram, aos quais agradeço de coração, e estou agora, 0h44m de sexta-feira, produzindo um texto com o que me disseram.

Como se esperava, depois de um jogo em que o Santos perdeu para o Botafogo por 1 a 0, no Pacaembu, com gol de Loco Abreu nos acréscimos, o tom dos comentários é muito crítico, sem deixar de ser realista. Leonel reclama da torcida e diz que ela só comparece em finais. Acha que só 14 mil pagantes é uma vergonha para um time que jogava pela terceira posição do Brasileiro. Por fim, se diz decepcionado com a diretoria do Santos, que não deveria ter deixado sair Wesley e André.

A preocupação com a baixa qualidade de muitos dos jogadores santistas é geral. Antonio Sérgio diz que no segundo tempo a partida parecia um festival de horrores, acha que com a ausência de Robinho, Ganso, Wesley e André é preciso mudar o esquema, atacar com mais inteligência. Para ele, é melhor esquecer a briga pelo título e arrumar a equipe para disputar a Copa Libertadores.

O técnico do Santos está irritando o Antonio Sérgio, que diz: “Não consigo digerir o Dorival Jr. Hoje ele aprontou de novo… Não deveria ter tirado o Keirrison. Deveria ter deixado o ataque com Zelov, Keirrison e Neymar… tirando o Zezinho. Enfim, apanhou do mestre Joel Santana e sua prancheta”.

O Anselmo Lima concorda com o Antonio Sérgio quanto à baixa qualidade do segundo tempo. Chega a dizer que “o que vimos até metade do ano se perdeu num piscar de olhos. A magia não existe mais, o atual elenco tem até qualidade mas vai precisar treinar muito (sem tempo pra isso) para ser competitivo a ponto de novas conquistas”. Repeti a frase inteira porque ela sintetiza o que muitos santistas estão pensando.

Anselmo continua: “Sinto o Dorival meio sem norte, não sabe se vai ou se fica, se joga no ataque ou fortalece a defesa. É um time totalmente novo, sem entrosamento, e nós santistas teremos que ter muita paciência, pois é um recomeço. O time se mostrou nervoso no segundo tempo sem motivo algum, errando quase todos os passes, e faltou qualidade na armação. Zezinho inoperante; Breitner, falta qualidade mesmo; Zé Eduardo é esforçado, mais não é decisivo… Só espero que nosso técnico saiba conduzir a remontagem do time pro ano que vem, pois hoje ficou provado, pelo menos para mim, que não temos time e elenco pra disputar o título”.

Lucas, que esteve no Pacamebu e saiu de lá decepcionado, diz que roubar a bola do Santos “é como tirar doce de criança!”. Critica Marquinhos, que para ele “não está jogando NADA!!!” e por isso “o time fica sem referência no meio-campo”. Keirrison, para Lucas, é um peso-morto e Neymar está querendo passar por quatro marcadores. “É um time que toca muito a bola, mas oferece poucos perigos REAIS, e além de tudo os contra-ataques perderam a velocidade!”, diz o Lucas.

O Pedro Reino alerta a diretoria do Santos para ficar esperta para erros de arbitragem contra o time. Ele diz: “No jogo contra o Vitória, no Barradão e pelo Brasileiro, o árbitro sinalizou dois minutos de acréscimo no final do primeiro tempo, mas permitiu que o jogo corresse até quase os 48 para que o Vitória fizesse um gol em contra-ataque, após escanteio cobrado pelo Santos e que não resultou em finalização. O jogo, obviamente, deveria ter sido interrompido após a cobrança do escanteio pelo Santos e o não-aproveitamento dessa chance de finalização que já aconteceu no limite do tempo acrescido. Hoje, contra o Botafogo, o árbitro sinalizou também dois minutos de acréscimo ao final do primeiro tempo. Bola na área do Botafogo sob o domínio do Santos, Marquinhos com ela, faltando 12 ou 13 segundos para o final do tempo acrescido e… ele apita e interrompe a jogada! POR QUÊ?!

Um detalhe que reforçaria ainda mais a tese do Pedro é que o árbitro deste jogo com o Botafogo, o Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG), é o mesmo que apitou na derrota de 3 a 1 do Santos para o Avaí, também no Pacaembu.

O Khayat analisa jogador por jogador, com notas, e reservou as melhores para Rafael, Alex Sandro e Arouca, com 7, e as piores para Marquinhos (“uma nulidade”), 3,5, e Keirrison (“completamente fora de jogo”), 4. Dorival Junior também não foi poupado. Recebeu 4,5. Na análise final, Khayat diz que o jogo “… pareceu uma grande pelada, onde prevaleceu a vontade e faltou a organização tática e a técnica. Os dois times tiveram chance de fazer o gol que levaria à vitória. Infelizmente, aos 45 minutos do segundo tempo, o Botafogo fez”.

O Leonel acha que o Santos caiu muito e não poupa nem o Neymar, que para ele está muito individualista. Para ele, o Zé Eduardo não tem técnica para jogar no Santos e o Marquinhos está sem condição física. Leonel acha ainda que alguns meninos da base, como o Tiago Alves, “tem que subir logo”.

Para o João Eugênio, o maior culpado é o Dorival Junior, que “vacila e oscila demais”. O João acha que o time tem de continuar jogando no 4-3-3, pois foi com três atacantes que foi campeão no primeiro semestre. Ele acha que o Dorival não tem comando e por isso não consegue fazer o time tocar a bola com calma.

Adildo concorda com os que dizem que não dá para comparar “o nosso time no primeiro semestre e o atual. Neymar, sozinho, tem dificuldades, já que os adversários podem fixar marcação nele com menos preocupações”, pois no primeiro semestre havia Robinho, Ganso e André para dividir a atenção dos adversários. Mesmo sem ser radical, Adildo acha que Marquinhos jogou mal de novo, Zezinho e Keirrison melhoraram um pouco e não entende por que Dorival mantém Zé Eduardo no banco.

O Ailton Moraes, de Vinhedo, achou o jogo bem fraquinho, com poucas chances de gol e poucas jogadas bonitas, bem diferente de outros memoráveis confrontos desses alvinegros nos anos 60. “O resultado justo seria um 0×0. Percebo uma coisa e ai talvez você não concorde: o Santos sem o Ganso e quando o Neymar não está inspirado, vira um time comum. Igual à maioria. E só melhor que poucos dos 20 clubes da série A (talvez umas oito equipes). Atualmente só o Neymar faz a diferença. E só quando joga bem, o que não foi o caso do jogo de hoje”.

Puxa, concordo inteiramente com que o Ailton disse, tirou as palavras de minha boca. E outro que me deixou sem palavras foi o Hugo, que me perguntou: “Viu só como a torcida do Santos é acomodada!? E aquele papo de que no PACAEMBU lota!? Já é o terceiro jogo seguido que não enchem nem a metade do estádio. Isso só prova o comodismo da torcida isso sim”.

O Stefano diz “fazia tempo que não via o Santos tão ridículo assim. Mereceu perder. E o que mais irrita é a falta de agilidade do Dorival. E, quando resolve mudar, põe o Breitner. Aí é pra acabar com a paciência de qualquer um. Merecido. Saiu do G4 por ter feito um jogo medíocre”.

Finalmente, para o Anderson Silva, o Santos tem de repensar algumas coisas, pois tem uma Libertadores no início do próximo ano. “A diretoria se intrometer em quem o técnico escala pra mim é ridículo, coisa de time varzeano, mas alguém precisa dizer ao Dorival que o Marquinhos está parecendo um DOENTE em campo!!!!”,.

Eu só acrescentaria que…

Interessante como o torcedor santista enxerga o jogo com tanta propriedade como os melhores analistas. Sobrou pouca coisa para eu dizer. Lembro que no finalzinho da partida eu cochichei para a Suzana que se terminasse 0 a 0 seria lucro, pois sentia que o Santos corria perigo naqueles momentos. Parecia disperso, enquanto o Botafogo, aliviado por ter segurado o empate até ali, ainda tentava as últimas estocadas.

Esperamos todo mundo sair e fomos conversando até o carro. Como professora de Educação Física e ex-tenista amadora de sucesso, Suzana ficou decepcionada com a falta de atenção de alguns jogadores, que às vezes viravam as costas para o lance.

“Ou você dá 100% no que faz, ou não faz”, ela me disse. Concordei, recordando de um lance em que o jogador do Botafogo saiu como um louco atrás de uma bola que estava saindo pela lateral.Alcançou-a, pisou sobre ela, mas no embalo ainda deu mais dois ou três passos. Porém, teve tempo de voltar e dominá-la, pois o Pará não acompanhou a jogada. Só ficou olhando, de longe, torcendo para a bola sair.

Para este Santos é tão importante esta determinação porque o time – é duro admitir isso – é limitado. Concordo com as críticas a todos os jogadores citados. Reconheço que ontem até o Neymar não foi bem, mas ele é o único que pode criar alguma coisa e às vezes tínhamos a impressão de que a única chance de sair um gol era o Neymar driblar quatro ou cinco e marcar. Por isso, mesmo reconhecendo que foi individualista, eu o perdôo.

Ao final do primeiro tempo, Dorival Junior poderia ter tirado Marquinhos, Keirrison, Danilo ou Zezinho. Àquela altura, parecia inacreditável que Zé Eduardo e Madson estivessem no banco de reservas. Ambos não são craques, mas neste time têm lugar garantido.

Sem, Ganso e Wesley no meio-campo, até Arouca está com problemas. Quanto a Marquinhos, caiu muito. Está lento, desatento e errático. Da arquibancada, parecia um velho. Não sei se ele percebe a oportunidade que têm nos pés. Pode se firmar e levar o time a uma boa campanha, ou ir para a reserva e não sair mais de lá.

Zezinho e Breitner ainda não podem jogar no time profissional do Santos. Não têm técnica e nem maturidade. Lembrem-se de que Ganso voltou para a base, Wesley foi emprestado para o Atlético Paranaense e Neymar foi para o banco antes que pudessem ter oportunidades concretas na equipe.

Danilo também tem demonstrado pouca categoria. Ele até luta, começa algumas jogadas bem, mas invariavelmente as conclui mal. Falta-lhe o passe preciso e o chute. Aliás, qualidades que também têm faltado a Pará, um lateral inseguro, que parece nunca saber ao certo o que fazer.

Enfim, este Santos é limitado. Ainda bem que tem uma folga grande sobre a zona de rebaixamento, pois se já estivesse nela, teria muitas dificuldades de sair. Se a diretoria do Santos não reforçar o time, pode provocar a maior frustração que o torcedor do Santos já teve em toda a história do clube.

Não quero ser alarmista, mas se continuar jogando assim e caso continue dependendo apenas destes jogadores que possui hoje, o Santos correrá sérios riscos de rebaixamento. Na verdade, bastam quatro ou cinco rodadas de resultados ruins para que este risco se torne real.

Não culpo Dorival Junior por adotar um sistema mais fechado no meio-campo. Ele já deve ter percebido que o time que tem agora nas mãos não é nem sobra do que encantou o país no primeiro semestre.

Por fim, sem querer achar desculpa, admito que o Método Científico OC partiu de uma premissa errada. Este time não merece 100 pontos. No máximo está em 80, o que é menos do que o Botafogo. Portanto, a vitória do time carioca, mesmo não sendo um primor de justiça, premiou a equipe mais consciente, mais determinada e dirigida por um técnico, o veterano Joel Santana, que conseguiu enxergar melhor o jogo.

Quanto ao público, também me decepcionou, apesar do frio. Saí do Pacaembu com a impressão de que, diante da fragilidade desta equipe do Santos, será melhor mesmo abdicar de ganhar algum dinheiro a mais e tratar de angariar preciosos pontinhos lá na Vila Belmiro famosa.

Peço desculpas ao Rui Moura, Sandro Campos, Renato Murakawa, Geraldo e Ricardo VH por não ter citado seus comentários neste post. Só pude utilizar comentários que chegaram até a meia-noite. Mas todos serão respondidos nesta sexta-feira.

Abraços a todos e obrigado aos que me ajudaram nos comentários. Vocês sabem e enxergam muito de futebol.

Na foto abaixo, a Suzana, eu e as amigas Soninha Santista, cujo blog indico, e a Vera, em um jogo do início do ano no Pacaembu – que estava vazio porque chegamos cedo, mas depois encheu.


Perder do Vitória em Salvador é normal. O difícil é constatar que…

Sem Robinho, Neymar e Wesley o Santos é um time comum, quase medíocre…

Danilo não tem pedigree para ser titular, muito menos Breitner…

Madson e Marquinhos pioraram e Marcel continua tão paradão como sempre…

Por mais espaço que tenha para jogar, Pará faz muito pouco…

Arouca e Paulo Henrique Ganso, sozinhos, não conseguirão dar um bom padrão de jogo ao meio-campo…

Felipe não tem mais clima para ser goleiro e nem inspira confiança…

Maranhão num dá…

Rodriguinho num dá…

Se alguém ao menos lutou do começo ao fim, foi Zé Eduardo.

Praticamente fora da Copa Sul-americana, o Santos também se despede prematuramente da briga pelo título brasileiro. O sonho da tríplice coroa durou três dias.

Agora, como se temia, o time tentará não ser rebaixado no Brasileiro.

Uma pergunta que não quer calar: Se já se sabia que Robinho voltaria para o Manchester City, André iria para o Dínamo de Kiev e Wesley estava indo para o Werder Bremen, por que a diretoria não se mexeu para reforçar o time?

E você, o que achou do jogo contra o Vitória e o que espera do Santos neste segundo semestre? Acha quer ainda dá para brigar pelo título, ou o time vai se arrastar até o final do ano?


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