Quem é este sapo? Mano Menezes? Um cronista esportivo? Dorival Junior? Você?

Esta longa fila para malhar o jud…, quero dizer, o Neymar, que hoje foi acrescida do técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes, não é nada surpreendente. Desde que a humanidade existe, o brilho de uns poucos incomodou a obscuridade de quase todos.

Deve ser mesmo muito difícil para a maioria ver um garoto que era pobre e anônimo se tornar uma celebridade fazendo algo que todo brasileiro adoraria fazer, que é jogar bem futebol. Bem, não, jogar maravilhosamente.

O poeta português João Ribeiro (1860-1934), exprimiu muito bem esta situação em sua fábula “O vagalume e o sapo”. Se você está fazendo o papel do sapo nessa história do Neymar, analise-se, tente pensar com sua própria cabeça. Bem, vamos à poesia:

O VAGALUME E O SAPO

João Ribeiro

Entre o gramado do campo
Modesto, em paz se escondia
Pequeno pirilampo
que, sem o saber, luzia.

Feio sapo repelente
Sai do córrego lodoso,
Cospe a baba de repente
Sobre o inseto luminoso.

Pergunta-lhe o vagalume:
“Porque me vens maltratar?”
E o sapo com azedume:
“Porque estás sempre a brilhar!”