Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Claudinei esqueceu de avisar o Vasco para “acalmar o jogo”

Santos joga a primeira da final da Copa do Brasil Sub-20 contra o Criciúma

Logo mais, às 19 horas, o Santos do técnico Pepinho faz a primeira partida da decisão da Copa do Brasil Sub-20, na Vila Belmiro. O jogo terá portões abertos e também será transmitido pela ESPN e Sportv. O Alvinegro Praiano está definido com Gabriel Gasparotto, Zé Carlos, Nailson, Walace e Wanderson; Misael, Leandrinho, Pedro Castro e Léo Cittadini; Diego Cardoso e Stéfano Yuri. Se puder, apoie os meninos ao vivo.

O primeiro tempo do Santos contra o Vasco deve ter feito muitos santistas imaginarem que esse time poderia estar em uma posição melhor no Brasileiro. Sólida na defesa, a equipe tocou a bola com velocidade e precisão, criou ótimas e fartas oportunidades de gol e terminou com a vantagem de 2 a 1 (Bruno Peres, aos 23 minutos, ao cortar para o meio e bater de esquerda, no ângulo, e Gustavo Henrique, aos 27, cabeceando uma falta cruzada por Montillo).

No início do segundo tempo o Santos ainda teve grande oportunidade com Geuvânio, que aos 3m44s driblou um jogador e se viu livre na ponta-esquerda, mas preferiu o chute ao invés de passar para outros três santistas mais bem colocados. Mas aos poucos o Santos foi perdendo sua capacidade ofensiva, restrita ao solitário Willian José.

O Vasco dominava, dominava, mas o Santos ao menos tentava sair com velocidade nos contra-ataques. Nesse momento veio a ordem do banco para o Alvinegro Praiano tocar a bola e acalmar o jogo. Pedir é fácil. Teria de combinar com o Vasco. Precisando desesperadamente da vitória, com mais de 56 mil pessoas no Maracanã, era 100% previsível que os vascaínos correriam até o final. A oportunidade do Santos de vencer era caprichar em uns contra-ataques, mas preferiu torcer para o tempo passar.

Aos 26 minutos, Montillo penetrava livre com a bola e só havia um vascaíno na defesa. O argentino tinha Geuvânio, livre, à sua direita, e Willian José, impedido, à esquerda. Montillo preferiu W José e outra chance clara de gol foi desperdiçada. Aos 27 minutos o árbitro Wilton Pereira Sampaio (GO), deu um cartão amarelo inexplicável para W José. Aos 30 minutos Claudinei Oliveira tirou Willian José, o único atacante do Santos, e colocou quem? quem? Alan Santos, mais um volante. O Vasco avançava inteirinho e o Santos deixou de ter jogadores de velocidade na frente para aproveitar o contra-ataque.
Aos 32 minutos André recebeu diante de Edu Dracena e girou para empatar.

Às vezes dá certo colocar o time inteiro na defesa e conseguir segurar o resultado, mas se o seu time tem condições de fazer mais gols, o que explica abdicar dessa possibilidade e se recolher, preguiçosamente, à defesa? E por que o Santos estaria mais cansado se teve a semana inteira para descansar e treinar e se foi o Vasco que correu mais o tempo todo? Outra questão: se os santistas estavam cansados, por que Claudinei só substituiu Willian José, se ainda podia fazer mais duas substituições, aliás como nosso conhecido Adilson Batista fez?

Enfim, como dissemos antes, este jogo contra o Vasco diria muito sobre muitos jogadores e sobre o técnico Claudinei Oliveira. E a impressão que ficou é que o Santos é um quando joga sem medo e é outro bem diferente quando tenta segurar um resultado ou jogar pelo empate. Era jogo para fazer muitos gols e sair do Maracanã com uma vitória consagradora. Ao tirar o único atacante e colocar mais um volante, Claudinei assinou seu atestado de retranqueiro, o que nunca combinou com o Santos.

Ficha técnica com notas só para os santistas

Santos: Aranha (8), Bruno Peres (7), Edu Dracena (6), Gustavo Henrique (7) e Mena (5,5); Alison (5,5), Arouca (6), Cícero (5,5) e Montillo (6,5); Geuvânio (5,5) e William José (5,5), depois Alan Santos (sem nota). Técnico: Claudinei Oliveira (6).

Vasco: Alessandro, Fagner, Jomar, Cris e Yotun; Abuda, Pedro Ken, Juninho Pernambucano (Jhon Cley e, depois, Bernardo) e Marlone; Edmilson e Reginaldo (André). Técnico: Adilson Batista

Gols: Bruno Peres, aos 23 minutos, Gustavo Henrique, aos 26 minutos, e Edmilson, aos 28 minutos do primeiro tempo; André, aos 32 minutos do segundo.

Árbitragem: Wilton Pereira Sampaio (GO), auxiliado por Marrubson Melo Freitas (DF) e Rafael da Silva Alves (RS). Cartões amarelos: André e Yotún (Vasco), William José e Geuvânio (Santos). Wilton deixou passar alguns lances e viu faltas que não existiram, mas no todo não influiu no resultado.

Público: 56.756 presentes, com renda de R$ 767.190,00 (público recorde deste Campeonato Brasileiro e em jogos entre clubes no novo Maracanã).

Conclusão

Como disse Montillo ao final da partida, faltam cinco jogos ao Santos e esses jogadores e esse técnico têm obrigação de jogar pela vitória em todos esses compromissos. Se vai dar para se classificar para alguma coisa, ou não, é outra conversa. Um profissional têm de dar o máximo, sempre, e jamais se contentar com menos. Que guardem o primeiro tempo contra o Vasco como modelo e não pensem mais em segurar o jogo no campo do adversário, com apenas a vantagem mínima e diante de 56 mil pessoas gritando contra.

No Maracanã lotado, um jogo para testar a fibra do Santos

bruno peres - ricardo saibun
Bruno Peres vai pro jogo (Foto: Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC)

Um jogador de futebol não se faz só pela técnica. É preciso ter alma, caráter, coragem. Ódio da derrota. E serão necessárias justamente essas qualidades para os santistas saírem com um bom resultado desse Maracanã em pé de guerra que reunirá o clássico de tanta história neste domingo, a partir das 19h30, com transmissão do Sportv.

O Vasco precisa ardentemente da vitória e promete jogar o que sabe e o que não sabe, dentro e fora de campo, para garantir os três pontos. E o Santos, assistirá a tudo passivamente? Com 44 pontos, o Alvinegro Praiano, se perder, ficará a apenas cinco pontos do desesperado alvinegro carioca. Essa situação deixa uma questão no ar…

Como se portará o time de Claudinei Oliveira diante de um adversário que é um pouco inferior tecnicamente, mas atuará sustentado pelo grito de mais de 60 mil pessoas? Será que o medo de perder tirará dos santistas a vontade de vencer?

Temo que esta pergunta possa ter uma resposta positiva, pois no seu último treino para essa partida o Santos jogou com três volantes – Alison, Arouca e Alan Santos – e apenas Willian José no ataque. Claudinei também testou uma fórmula menos defensiva, com Geuvânio no lugar de Alan Santos.

Cicinho, machucado no tornozelo, cederá seu lugar a Bruno Peres, e Thiago Ribeiro ainda se recupera de uma contusão na coxa. O Santos deverá jogar com Aranha, Bruno Peres, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Mena; Alison, Arouca e Alan Santos; Cícero e Montillo; Willian José.

Já disse antes que considero o Maracanã um campo neutro. O Vasco não irá se transformar em um grande time só porque sua torcida encherá o estádio. Trata-se de uma equipe limitada, que já perdeu algumas partidas em casa. Porém, se o Santos jogar pelo empate, provavelmente perderá, pois cederá o domínio a um adversário que, ao ter a bola nos pés, será insuflado por sua torcida e pressionará a defesa santista.

Em outras palavras, caso não precise se preocupar com seu setor defensivo, o Vasco terá a tranqüilidade necessária para buscar a vitória. Se também for incomodado pelo ataque do Santos, o Vasco tenderá a mostrar suas fraquezas. Enfim, esse positivamente não é jogo para os santistas permitirem o chamado domínio territorial ao adversário. Ter a posse da bola será fundamental.

Veja o Santos chegando ao Rio, pela SantosTV:

Grandes recordações aos santistas

O clássico Santos e Vasco traz memoráveis recordações a quem aprecia a história do futebol. Este foi o jogo que inaugurou São Januário, em 1927, com vitória do Santos por 5 a 3; este também foi o jogo do milésimo gol de Pelé, em 1969, com nova vitória do Santos, por 2 a 1.

Esta também foi a partida que decidiu três títulos brasileiros do Santos: 1 a 0 em 1965, pela Taça Brasil, nesse mesmo Maracanã; 2 a 1 em 1968, pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa/ Taça de Prata, e 2 a 1 na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2004, em São José do Rio Preto.

O Santos também conquistou ainda o seu primeiro Torneio Rio-São Paulo batendo o Vasco, no Pacaembu, por 3 a 0, em 1959. E foi contra o Vasco que Geilson marcou o gol 11.000 do Alvinegro Praiano. Há, ainda aquela história de Pelé contra Brito e Fontana…

Maracanã. Torneio Rio-São Paulo. O Santos perdia por 2 a 0 e o jogo caminhava para o fim. Os zagueiros vascaínos Brito e Fontana conversavam entre si em voz alta, só para provocar Pelé. “Você viu algum rei por aí, Fontana”. “Não vi, não, Brito. E você?”. “Nem de longe…”.

Faltando cinco minutos, o Santos faz um gol. Pelé! O Vasco dá a saída e, pouco depois, outro gol. Pelé. O Rei vai ao fundo do gol, pega a bola e, no caminho para o meio-campo, passa por Fontana e com as duas mãos entrega a bola para o zagueiro. “Tó, leva pra sua mãe. Fala que foi o Rei que mandou”.

Espero que o jogo deste domingo traga novas histórias sobre o grande clássico. A própria circunstância de um Maracanã lotado já torna essa partida memorável. Que os santistas façam jus ao momento.

E pra você, como o Santos pode vencer o Vasco em um Maracanã em pé de guerra?


A torcida estava certa. Miralles tem de jogar!


Miralles corre para “abraçar” a torcida depois de marcar um gol no clássico. Ele ganhou a camisa 9 pelo voto popular (Foto: Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC).

Sim, antevi três gols do Santos contra o São Paulo porque essa é a diferença atual entre os dois times, apesar de reconhecer um bom nível no adversário. Mas enquanto o Santos tem uma equipe mais experiente e conta com jogadores que decidem, entre eles Neymar, o São Paulo anda tateando há algum tempo e ainda se desfez do único jogador acima da média, Lucas. Com todo o respeito, a verdade é que o tricolor paulistano virou um freguês assíduo do Alvinegro Praiano e o clássico na Vila mostrou que por mais que os dois times jogassem, o vencedor seria um só.

Os gols saíram com tanta facilidade – Miralles no primeiro tempo, e Neymar (pênalti) e Miralles de novo no segundo -, que se realmente precisasse de mais, sinto que o Santos faria. A falta de Rogério Ceni deixa a defesa do São Paulo com as calças na mão. O veterano Lúcio não teve fôlego para acompanhar Neymar, Miralles e Montillo. Ganso virou um Dodô, uma ave que não voa mais.

Como toda criança já previa, foi só Miralles ser escalado desde o começo de uma partida e já ganhou a posição. Fez dois gols, voltou para ajudar o meio-campo, passou, tabelou. É bem mais versátil do que o estático André, cuja única qualidade, segundo Muricy Ramalho, é saber “jogar de costas para o gol”. Também acho admirável saber jogar de costas, mas de frente não fica mais fácil fazer gols?

E Montillo? Bem, inteligente como é, Montillo está sentindo o peso da camisa 10 do Santos, aquela que era usada pelo melhor jogador de todos os tempos. Se fosse um ignorante, provavelmente não sentisse nada. Mas o gringo pensa… De qualquer forma, tenho fé de que logo desencantará…

No ataque, Neymar serviu como garçom para os dois gols de Miralles. O terceiro foi de um pênalti indiscutível em Neymar, que ele mesmo cobrou, e muito bem. Só faltas que Neymar não acerta uma. Deveria permitir que outros companheiros cobrassem. Sua gulodice está ficando chata.

Mas o Santos ganhou o jogo na defesa. O zagueiro Neto e o volante Renê Junior voltaram a jogar muito bem. Mas os laterais Bruno Peres e Guilherme Santos também melhoraram. Durval foi o mesmo rebatedor de sempre e Rafael pulou tarde em uma falta cobrada do meio da rua, no único gol do tricolor.

Arouca e Cícero foram discretamente bem. Montillo errou passes, perdeu bolas, mas deixou Miralles e Neymar de frente para o goleiro. Não fosse tão narcisista e tivesse a velha humildade em gol, e Neymar faria o quarto, de esquerda, logo após driblar o arqueiro. Mas quis dar o breque e driblar novamente o zagueiro, acabando por perder a bola. Esse individualismo às vezes atrapalha.

Há quem diga que o excesso de compromissos com patrocinadores e com garotas tem diminuído a velocidade e o arranque de Neymar. Não sei se é isso, mas ele está tendo muita dificuldade para driblar, mesmo quando fica no chamado mano a mano com o zagueiro. Boas noites de sono, alimentação balanceada e um pouco de paz de espírito também são essenciais a um craque. Que os mentores do garoto conversem sobre isso com ele.

Miralles teve um aproveitamento excelente e não pode sair do time. Felipe Anderson entrou no fim – no lugar de Arouca, que saiu machucado –, mas desta vez mostrou disposição. É outro que tem potencial para jogar muito. Basta que o professor deixe de agir como feitor e haja como o mentor que deve ser.

Por que a Vila não fica lotada

Se alguém tem uma cadeira cativa na Vila Belmiro e não vai ao estádio nem para assistir a um clássico contra o São Paulo, com tantas atrações em campo, quando irá? Essa é a pergunta que não quer calar depois de vermos tantos lugares vazios na seção das cativas do Santos. O que acontece com esses proprietários? Não gostam mais de futebol? Preferem ficar em casa e ver pela TV? Morreram?

O certo é que um público de apenas 14.283 pagantes (renda de R$ 383.960,00) para um jogo como este depõe contra a grandeza do tradicional Sansão. Que providências sejam tomadas. Não há sentido em jogar um clássico na Vila sem que o estádio esteja lotado. Que o clube recompre essas cativas, ou dê um jeito de que os lugares sejam vendidos.

Santos: Rafael; Bruno Peres, Neto, Durval e Guilherme Santos; Arouca (Felipe Anderson), Renê Júnior, Cícero e Montillo; Neymar e Miralles.
Técnico: Muricy Ramalho.

São Paulo: Denis; Paulo Miranda (Douglas), Lúcio, Rhodolfo e Cortez; Wellington (Cañete), Denilson, Jadson e Ganso (Aloísio); Osvaldo e Luís Fabiano. Técnico: Ney Franco.

Gols: Miralles aos 38 minutos do primeiro tempo; Neymar aos 3, Jadson aos 19 e Miralles aos 24 do segundo.

Arbitragem: Flávio Rodrigues Guerra, auxiliado por Herman Brumel Vani e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo.

Veja os melhores momentos de Santos 3, São Paulo 1:

http://youtu.be/FV_PgL_FcsE

Para você, quem jogou bem e quem jogou mal no Sansão?


Cícero x Ganso repete troca de Arouca por Rodrigo Souto


Anote na sua agenda!

Há pouco mais de três anos Rodrigo Souto foi trocado por Arouca, reserva do São Paulo. Enquanto Souto disse que no time do Morumbi teria mais visibilidade, Arouca veio quietinho e hoje é jogador de Seleção Brasileira. Quanto ao ex-santista, que passou a ser conhecido como Rodrigo “Visibilidade” Souto, sumiu. Agora o caso está se repetindo com Cícero – o melhor da vitória de ontem pro 1 a 0, sobre o Ituano – e Paulo Henrique Ganso, que foi recebido com festa na Vila Sônia e agora está no banco de reservas, sem nunca ter jogado uma boa partida pelo tricolor.

O clássico na Vila Belmiro será uma boa oportunidade de ver esse duelo e acho que não estou sendo otimista ao prever que o discreto Cícero engolirá o grasnador Ganso, que ainda não mostrou no Morumbi um futebol que se espera de um meia de tanta fama.

Jogador moderno, que defende e ataca com eficiência, erra poucos passes e chuta com força e precisão, Cícero tem sido a melhor contratação do Santos para 2013. Livre da esconfiança de seu antigo clube, está à vontade no Alvinegro Praiano e já conquistou a torcida. Ontem, em Itu, foi o mais eficiente e culminou sua ótima atuação com o gol da vitória, marcado com um chute poderoso de fora da área.

Aí é que entra a diferença do bom jogador e do comum. Chutar, muitos do Santos o fizeram ou tiveram a oportunidade, mas só Cícero o fez como eficácia. Que o lateral Bruno Peres treine mais esse fundamento, assim como André e Montillo, que não conseguem marcar gols, apesar de terem sempre boas oportunidades.

Jubal, que bela surpresa!

Gostei muito do garoto Jubal. Calmo, decidido, com grande categoria, foi um dos maiores responsáveis pelo fato de o Santos não sair de trás com chutões para frente. Até Durval ficou constrangido de apelar para seus “tiros de meta”. O garoto realmente é bom. Se Gustavo Henrique também se firmar o Santos já terá uma dupla de zaga das melhores e saída do forno milagroso da Vila Belmiro.

Mas voltei a me decepcionar com o lateral-esquerdo Guilherme Santos, atrapalhado e sobrecarregado no seu setor, já que poucos o auxiliaram por ali. André também continua jogando mal. Quando o técnico Muricy Ramalho decidirá colocá-lo no banco? Aguardemos or próximos capítulos…

Adriano deu pro gasto. Não foi mal, mas seu joguinho é limitado. Não há dúvida de que Renê voltará como titular. Enquanto André nem tenta nada muito novo, como enfiar uma bola ou acertar um chute a gol, Neymar tenta demais e ontem, novamente, mais errou do que acertou.

Quando jogou exclusivamente para o time, como nos primeiros dez mintuos do segundo tempo, foi bem e permitiu que o Santos fluísse, dominasse e abrisse o marcador. O momento era excelente e poderia ter resultado em novos tentos, mas Neymar passou a individualizar demais as jogadas e só arrumou brigas com Marcinho Guerreiro e outros.

Seu toque por cobertura no goleiro Anderson foi genial, mas no todo o Menino de Ouro não reeeditou suas melhores atuações. Teve algumas oportunidades no mano a mano com o zagueiro e não conseguiu ser bem-sucedido em nenhuma delas. Há momentos em que sem Neymar o time jogaria melhor. Quando ele perceber que prender a bola nem sempre é a melhor opção, ele e o Santos ganharão com isso.

De qualquer forma, a vitória fora de casa mantém o Santos na liderença momentânea, que só será real se vencer o São Paulo no clássico da Vila Belmiro. Os ingressos para os sócios já estão sendo vendidos no site do clube.
Compre, leve um amigo ou parente não sócio, vá ver o clássico entre os dois maiores favoritos ao título do Paulistão e aprecie o duelo entre Cícero e o Ganso.

Veja o gol de Cícero contra o Ituano. Perceba a linda roubada de bola de Jubal que inicia a jogada:

http://youtu.be/c4A5fF2xi-4

E você, o que achou de Ituano 0, Santos 1? Será que a Band deu bom ibope?


Hoje o Pacaembu vai gritar “Vai pra cima deles Santos!”


Neymar, até no rachão ele capricha (Foto: Ricardo Saibun, Divulgação Santos FC)

Está chegando o momento que vai separar os homens dos meninos; os campeões que deixarão o nome na história e os perdedores que serão esquecidos. Logo mais, às 19 horas, em um Pacaembu recheado de paixão, o Santos enfrenta a Universidad do Chile pelo título inédito da Recopa Sul-americana. Com a estrela Neymar e as voltas de Léo, Adriano e Bruno Peres, o Alvinegro Praiano é favorito. Mas o adversário, que tem um técnico que prefere jogar no ataque, merece todo o respeito.

É o tipo de jogo em que se deve entrar com determinação para conseguir uma boa vantagem já no primeiro tempo, mas, por outro lado é preciso ter cuidado com a rápida ofensiva do adversário.

Em jogos decisivos como esse a excessiva precaução do técnico Muricy Ramalho costuma ser eficiente, pois impede que a equipe corra riscos desnecessários ao sair afobadamente para o ataque. Se der para marcar gols logo de cara, melhor; se não der, o Santos provavelmente saberá martelar com paciência até que eles surjam. É óbvio que o adversário viverá de golpes de surpresa e de contra-ataques.

Dos titulares, apenas o zagueiro Edu Dracena, ainda na enfermaria, desfalcará o Santos, que deverá iniciar a partida com Rafael, Bruno Peres, Bruno Rodrigo, Durval e Léo; Adriano, Arouca e Felipe Anderson; Patito, Neymar e André. Destes, Patito e André são os mais substituíveis. Se não estiverem bem, é quase certo que Victor Andrade e Mirales entrarão no segundo tempo.

A Universidad do Chile, treinada pelo argentino Jorge Sampaoli – que muitos santistas gostariam de ver dirigindo o Alvinegro Praiano – deverá atuar com Herrera, Gonzalez, Martinez, Rojas e Rodriguez; Aránguiz, Marinha, Minério e Ubilla; Gutiérrez e Lorenzetti.

O time chileno é bom e o seu forte é o conjunto, mas costuma sentir a pressão quando chega perto de uma final de torneio internacional, pois só ganhou um deles em toda a sua existência. Mesmo no Chile, a maioria das pessoas que acompanham o futebol não acreditam que La U vencerá o Santos.

Para Sampaoli, o Santos jogará “a sua vida” nesta partida, já que não tem mais condições de se classificar para a Copa Libertadores do ano que vem e a Recopa é sua última oportunidade de conquistar mais um título no ano de seu Centenário. Nisso ele está completamente certo.

Minha análise é de que este jogo será propenso a uma vitoria do Santos, não tanto pela qualidade técnica das equipes, mas devido ao estado emocional do adversário, que tenderá a sentir mais o peso da decisão. Como equipe, La U é mais ajustada, mais equilibrada, mas o Santos tem um time com jogadores mais tarimbados e tem, principalmente, Neymar, que costuma decidir. Creio em uma vitória santista por dois gols de diferença, mas a lógica é que seja chorada, por um golzinho só.

Uma decisão não é um jogo comum e não se satisfaz com desempenhos comuns. O jogador precisa estar mais ligado, mais motivado, mais inspirado, mais, muito mais determinado a vencer. E um time que joga em casa pode se embalar pelos gritos e cantos de seus torcedores. É só deixar-se tomar por esta energia e se atirar, com consciência, em busca da vitória. Ela não nos desemparará. Vai pra cima deles Santos!

Retrospecto dos jogos entre Santos e Universidad de Chile

Por Wesley Miranda

Santos FC e Universidad de Chile se enfrentaram 12 vezes ao longo da história, com sete vitórias do Peixe contra três vitórias dos chilenos e dois empates. O clube brasileiro marcou 28 gols e o clube chileno 11.

Em Libertadores, foram quatro jogos, com três vitórias do Santos contra uma vitória da Universidad de Chile. O Peixe marcou 10 gols e a La U três.

Quem balançou as redes da La U

O artilheiro do confronto é Pelé com a expressiva marca de 12 gols em sete jogos contra a La U, média de 1,7 por partida. O Rei venceu em cinco oportunidades, perdeu uma e empatou outra.

Com dois gols, Dorval, Totonho e Robinho aparecem na sequência. Fecham a lista de quem fez os gols santistas no confronto: Coutinho, Zito, Pepe, Mengálvio, Lima, Del Vecchio, Toninho Guerreiro, Edu, Ricardinho e Flávio.

Primeiro encontro

O primeiro jogo entre Santos e Universidad de Chile aconteceu em 06/02/1963, em um amistoso no Estádio Nacional de Santiago. Vitória dos donos da casa por 4 a 3, com Pelé (2) e Coutinho anotando os tentos santistas.

Se de um lado o Santos era a base da seleção Brasileira que tinha conquistado a Copa do Mundo de 1962, no Chile, do outro, a La U era a base da seleção anfitriã que ficou com o terceiro lugar.

www.youtube.com/watch?v=WpWT-2vht0c

Hexagonal do Chile 1965 – Show do Santos

O troco santista veio no tradicional Hexagonal do Chile e o Peixe ganhou por 3 a 0 no dia 02/02/1965. Marcaram para o Peixe o ponta Dorval, o capitão Zito e o Rei Pelé.

A equipe do técnico Lula formou com Laércio, Joel e Geraldino; Lima, Haroldo e Zito; Dorval (Peixinho), Mengálvio, Toninho, Pelé e Pepe (Ismael).

O Peixe conquistou o torneio nesse jogo contra a La U. Mas foi contra a Thecoslováquia, finalista da Copa de 1962, que o Santos fez uma de suas melhores exibições na história: 6 a 4 com gols de Pelé (3), Coutinho(2) e Dorval.

Na campanha, o Santos enfrentou também a Universidad Católica (2×1), River Plate (2×3) e Colo Colo (3×2).

Libertadores 1965 – Aplaudido pela torcida adversária

Mesmo sendo a base de seleção chilena, com nove jogadores, a La U sucumbiu novamente diante do poderoso Santos na estreia da Libertadores: 5 a 1 no dia 13/02/1965. Os gols do Alvinegro Praiano foram marcados por Pelé (3), Pepe e Mengálvio. A supremacia foi tão grande que os 49 mil torcedores presentes no estádio Nacional aplaudiram o quadro de Vila Belmiro, que formou com Gylmar, Joel, Geraldino, Lima, Haroldo, Zito, Dorval, Mengálvio, Toninho, Pelé e Pepe. O técnico Luis Alonso Peres, Lula.

Mais um do Rei

No jogo do returno, o primeiro encontro em solo brasileiro entre Santos FC e Universidad de Chile, todos esperavam mais uma goleada em cima da forte La U. Mas o time chileno se defendeu bem e sofreu apenas um gol de Pelé. O time santista, que venceu por 1 a 0 no Pacaembu, formou com Gylmar, Lima, Olavo, Joel Camargo, Geraldino; Zito e Mengálvio, Dorval, Toninho, Pelé e Pepe.

www.youtube.com/watch?v=JZu0-fshRoo

A maior goleada

E foi mesmo em um amistoso, no dia 09/02/1966, em Santiago, que o Santos aplicou a maior goleada do confronto em mais um show do Rei do futebol: 6 a 1 com gols de Pelé (3), Lima, Del Vecchio e Dorval.

A La U conquistou seis títulos chilenos entre os anos de 1959 a 1969, recebendo da imprensa o apelido de “Balé Azul”, mas, nesse dia, dançou no ritmo do samba.

Hexagonal do Chile 1967 – Clodoaldo ganha espaço

No dia 07/02/1967, as equipes se enfrentaram pelo Hexagonal do Chile. Empate em 1 a 1, tendo Toninho Guerreiro anotado o tento santista.

O Santos do técnico Antoninho Fernandes formou com Cláudio; Carlos Alberto, Oberdan, Orlando e Rildo; Zito e Lima; Amauri (Clodoaldo), Toninho, Pelé e Edu.

Corró começava a se destacar no Santos e logo herdaria a consagrada camisa cinco de Zito.

Octogonal do Chile 1968 – Nicolau Moran

Em mais um confronto no tradicional torneio, agora em formato Octogonal, o Santos conheceu a derrota por 2 a 1 com Jonas Eduardo Américo, o ponta Edu, marcando o tento santista. Pelé não atuou nessa partida.

Apesar da derrota, o Santos saiu com o título, vencendo a Seleção da Tchecoslováquia (4 a 1), Universidade Católica (4 a 1), Vasas – Hungria (4 a 0), Racing – campeão mundial 67 (2 a 1), Colo-Colo (4 a 1) e Alemanha Oriental (3 a 1).

O Octogonal recebeu o nome Taça Nicolau Moran, o ex-jogador santista e então dirigente faleceu nessa excursão, um dia antes do Santos enfrentar o Colo-Colo.

Hexagonal do Chile 1970 – A volta de Coutinho

Nesse que foi o último encontro de Pelé com a La U, vitória santista por 2 a 0 com dois gols do Rei, no dia 30/01/1970. O Santos formou com Joel Mendes, Carlos Alberto, Ramos Delgado (Djalma Dias), Joel Camargo e Rildo; Lima, Nenê (Marçal); Manoel Maria, Douglas, Pelé e Abel.

Apesar de não ter atuado nesse jogo, Coutinho estava de volta e em forma. Revivia com o Rei o auge da dupla, conquistando o título para o Peixe pela terceira vez.

O Santos também jogou com Colo-Colo (3 a 4), Dínamo de Zagreb (2 a 2), América do México (7 a 0) e Universidade Católica (3 a 2).

Hexagonal do Chile 1977 – Uma nova esperança

Sem o consagrado time dos sonhos, mas com um elenco promissor, o Santos voltou a disputar o Hexagonal do Chile e voltou a vencer a Universidad de Chile por 2 a 0 com dois tentos de Totonho. Com esse resultado, o time do técnico Urubatão conquistou a competição pela quarta vez. Totonho terminou como artilheiro santista com cinco gols. Ailton Lira veio em seguida, com quatro, e Nilton Batata na sequência, com dois gols.

Na campanha, o Santos também enfrentou o Colo-Colo (3 a 1), Everton do Chile (4 a 0), River Plate (2 a 0) e F.K. Áustria (0 a 1).

Intervalo de confronto e volta a Libertadores

Tanto a La U quanto o Santos viveram suas maiores glórias nos anos 60. Porém, o clube chileno chegou ao “ostracismo” com o jejum de títulos de 1969 a 1994, agravado pelo descenso em 1989. Aos poucos, o clube chileno foi retomando o seu lugar, e, na Libertadores 2005, voltou a enfrentar o Santos depois de 28 anos.

O confronto aconteceu em uma oitavas de final. O Santos conheceu a derrota por 2 a 1 no velho Estádio Nacional em 19/05/2005. Ricardinho anotou o tento santista no prélio.

O Santos do técnico Alexandre Tadeu Gallo formou com Henao; Paulo César (Fabiano), Ávalos, Hallison e Léo; Fabinho, Zé Elias (Basílio), Bóvio e Ricardinho; Robinho e Deivid.

www.youtube.com/watch?v=QtEDEXT7wqQ

Bastava apenas um empate para a La U passar para as quartas de finais da competição.

A partida da volta

No dia 25/05/2005, jogando na Vila Belmiro, Santos FC e Universidad de Chile fizeram seu último confronto. O Santos venceu por 3 a 0 com gols do lateral Flávio e dois de Robinho, e passou para as oitavas de finais da competição.

O Peixe formou com Mauro; Flávio (Basílio), Ávalos, Halisson e Léo; Bóvio, Fabinho, Zé Elias (Leonardo) e Ricardinho; Deivid (Tcheco) e Robinho.

www.youtube.com/watch?v=JpiZpbkZ4Uo

Apesar de toda a tradição, o título da Sul-Americana em 2011 é o de maior prestígio da equipe chilena, que foi semifinalista da Libertadores 2012.

Recopa Sul-americana 2012

Na primeira partida da final de 2012, no dia 22/08, Santos e Universidad de Chile não saíram do 0 a 0 no Estádio Nacional em Santiago. Mesmo jogando fora de casa, o Santos dominou a partida e Neymar ainda perdeu uma penalidade aos 18 minutos da primeira etapa.

O Santos do técnico Muricy Ramalho formou com Rafael; Bruno Peres, Bruno Rodrigo, Durval e Juan; Adriano, Arouca, Patito Rodríguez (Felipe Anderson) e PH Ganso; Neymar e André (Miralles).

E você, o que espera do Santos nesta decisão da Recopa?


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