Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Santos e Cruzeiro, hoje, na Vila. Este jogão tem história…


Ricardo Oliveira e Renato: experiência em campo (Ricardo Saibun/ Santos FC)

Leonardo está de volta. E feliz:

Este Cruzeiro que o Santos enfrenta neste domingo, a partir das 16 horas, na Vila Belmiro, é um time que merece respeito, mas não mete medo. Sem tantos bons jogadores como nos anos anteriores, o time mineiro ainda está dividido entre o campeonato nacional e a Copa Libertadores, pela qual joga na próxima quinta-feira, com o River Plate, que se classificou devido à justa exclusão do Boca Juniors e sua violenta torcida.

Com a única substituição de Valencia – que foi à Colômbia conhecer sua filhinha de três meses – pelo garoto Lucas Otávio, o Santos entrará em campo com boas possibilidades de vitória. E será mesmo importante ter uma boa atuação, pois o jogo será transmitido pela tevê aberta para todo o Brasil.

A Globo transmitirá para os estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais (menos Juiz de Fora, Uberlândia e Ituiutaba), Rio Grande do Sul, Goiás, Tocantins, Bahia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (Menos Corumbá). A Bandeirantes transmitirá para os mesmos estados e ainda para Sergipe.

Os elencos se equivalem, mas do meio-campo para a frente, com Lucas Lima, Geuvânio, Robinho e Ricardo Oliveira, o Santos tem alguma vantagem. O Cruzeiro, cujo centroavante é Henrique Dourado, que teve uma passagem sem brilho pela Vila Belmiro, ainda possui outros dois ex-santistas: o meio-campo Henrique, que será improvisado na lateral-direita, e o zagueiro Bruno Rodrigo.

Este jogo é especial para mim, e para meu irmão, Marcos, porque foi o primeiro que assistimos no estádio. Estávamos entre os 29.469 pagantes que na tarde de 13 de outubro de 1968 vimos o Santos vencer por 2 a 0, no Morumbi, com gols de Pelé e Toninho Guerreiro.

Veja só qual o nível dos jogadores que, adolescentes, já assistimos na nossa primeira experiência em um estádio: Cláudio, Carlos Alberto, ramos Delgado, Marçal e Rildo; Clodoaldo e Negreiros; Toninho Guerreiro, Douglas (depois Edu), Pelé e Abel. O técnico era Antoninho.

O Cruzeiro tinha Fazano, Pedro Paulo, Procópio, Darci e Murilo; Zé Carlos (depois Piazza), e Dirceu Lopes; Natal, Evaldo, Tostão e Rodrigues (depois Hilton Oliveira). Seu técnico era Orlando Fantoni. Falo sobre este jogo nas páginas 188 e 189 do livro Time dos Sonhos (que, infelizmente, está esgotado. Leia o trecho:

O Santos ia bem, com vitórias sobre Flamengo (2 a 0), Fluminense (2 a 1), Corinthians (2 a 1) e uma goleada estrepitosa sobre o Bahia, no Pacaembu, por 9 a 2. Algo nos dizia – a mim e ao meu irmão Marcos, tão ou mais fanático do que eu -, que os bons tempos tinham voltado. O jogo com o Bahia foi numa quinta-feira à noite. No domingo, 13 de outubro, à tarde jogariam Santos e Cruzeiro, no Morumbi. Julgamos que era o momento ideal para irmos assistir nossa primeira partida em um estádio. Eu tinha 16 anos completados dia 17 de setembro, Marcos faria 13 em 15 de dezembro.

Até ali nossa paixão pelo futebol era alimentada pelo matraquear dos locutores de rádio, ou das imagens em preto e branco da tevê. Nunca tínhamos visto um jogo de perto, ouvido a torcida com seus urros que parecem brotar do concreto, percebido o contraste entra a roupa muito branca do Santos e a grama verde.

Descemos no Brooklin e fomos a pé até o Morumbi. Comprei os ingressos da geral de um cambista, que parecia muito preocupado em não nos ver perdendo tempo na fila. O anel das arquibancadas do Morumbi não tinha sido completado. A geral ficava exposta ao sol, mas era possível sentar nos degraus largos. A primeira visão de quem vai ao estádio pela primeira vez é um sonho. Principalmente se dali a instantes você vai ver o Santos de Pelé enfrentando o Cruzeiro de Tostão. Chegamos cedo e ficamos ali embaixo, apreciando as arquibancadas se encherem.

Os times entraram em campo, posaram para as fotos e logo os jogadores se dispersaram pelo gramado, correndo, petecando a bola, aquecendo-se para o jogo. O Cruzeiro tinha um lindo uniforme azul-escuro, mas os santistas se destacavam, pareciam maiores com a roupa branca refletida pelo sol da primavera. Era como se flutuassem pelo gramado, tocando a bola com uma maciez que nunca tínhamos visto antes.

A impressão continuou com o início do jogo. Ficamos admirados com a categoria dos jogadores, que não erravam passes e tinham um controle invejável. Como eram dois times clássicos; como não corriam, desenfreados, e nem davam pontapés, era difícil alguém roubar a bola, que invariavelmente prosseguia de pé em pé até a conclusão do ataque.

Ao nosso lado, dois irmãos mais novos conversavam. A certa altura o mais velho, protetor, perguntou ao menor, mirradinho, que não deveria ter mais do que 10 anos: “Ainda tá com fome?”. O garoto, olhos vivos abertos para o campo, respondeu sem piscar: “Estava, mas já passou. Ver o Santos jogar me tirou a fome”.

Comentei isso com o Marcos. Engraçado, nós entendemos perfeitamente o que aquele garotinho dizia. Sentíamos o mesmo deslumbramento. Ainda fico imaginando, hoje, se já existiu uma paixão mais pura pelo futebol do que aquele garotinho demonstrou aquele tarde, com aquela frase. Não se tratava, simplesmente, de amor por um time, mas pela beleza, pelo encantamento do futebol.

Emoção que virou arrebatamento quando Douglas entrou driblando em zigue -zague pela meia-esquerda, passou por dois ou três jogadores e a bola sobrou para Pelé chutar quase embaixo do gol. Faltando uns quinze minutos para acabar o jogo, do outro lado de onde estávamos, o Santos atacou pela esquerda, a bola foi cruzada e Toninho entrou para fazer o segundo e definir a vitória. Percebemos que a jogada seria perigosa não só por vê-la – pois do outro lado do campo se perde a noção da distância -, mas pelo barulho crescente da torcida, que acabou explodindo no gol. Voltamos para casa felizes, de alma lavada.

Gols do primeiro jogo que vi em um estádio:

Quanto ao jogo de hoje, mesmo sem ter aqueles craques de uma era de ouro, em que o Brasil tinha os melhores times do mundo – entre eles, Santos e Cruzeiro –, creio que o time de Minas entrará precavido, buscando jogar no erro do Santos. Porém, incentivado por sua torcida, o Alvinegro Praiano buscará a iniciativa e e tem tudo para conseguir sua primeira vitória neste Brasileiro.

Santos x Cruzeiro

2ª rodada do Campeonato Brasileiro 2015
Vila Belmiro, 17/05/ 2015, 16 horas

Santos: Vladimir, Victor Ferraz, David Braz, Werley e Chiquinho; Lucas Otávio, Renato e Lucas Lima; Geuvânio, Ricardo Oliveira e Robinho. Técnico: Marcelo Fernandes.

Cruzeiro: Fábio, Henrique, Manoel, Bruno Rodrigo e Fabrício; Willian Farias e Willians; Marquinhos, De Arrascaeta e Willian; Henrique Dourado. Técnico: Marcelo Oliveira.

Arbitragem: Péricles Bassols (RJ), auxiliado por Rodrigo Henrique Correa (RJ) e Rodrigo Pereira Joia (RJ).

Em 2012, lá no Estádio Independência, foi assim:

E você, o que espera do jogão Santos e Cruzeiro, logo mais?


Empate heróico no Olímpico. E sem Neymar…

Quando Neymar foi expulso, aos 6 minutos do segundo tempo, e o Santos, dominado, já perdia por 1 a 0 em um Olímpico lotado e hostil, creio que nem mesmo os mais fanáticos poderiam acreditar que o Alvinegro Praiano evitaria a derrota. Porém, como se estivesse preparado para enfrentar o Santos apenas com Neymar, o Grêmio de Luxemburgo bambeou, enquanto os santistas se tornaram leões e, com gol de Bruno Rodrigo aos 12 minutos, foram buscar um empate importantíssimo.

Mais do que o resultado, o desempenho de alguns santistas provou que o time pode sobreviver, sim, sem a sua maior estrela. Arouca voltou a ser um monstro no meio-campo, Adriano e Bruno Rodrigo também se destacaram na marcação, Felipe Anderson novamente jogou bem, desta vez com mais consciência, acelerando ou cadenciando o jogo de acordo com o momento, e Bernardo – aquele que o Santos vai devolver ao Vasco – deu outra personalidade à equipe depois que substituiu o errático Patito Rodríguez.

É duro ver Gérson Magrão desperdiçar ataques com chutes pra Lua, Ewerton Páscoa não conseguir dar um passe paralelo para a extrema direita e Adriano se perder sempre que se aproxima da área adversária, mas era o tipo de jogo que valia mais a luta do que a categoria, e nisso não se pode dizer um “a” de nenhum santista. Garra não faltou.

Neymar estava com tanta vontade de acertar que se irritou com as faltas seguidas dos gremistas – nem os ex-santistas Zé Roberto, Elano e Pará o pouparam. Reclamou ao árbitro Nielson Nogueira Dias e levou amarelo. Em seguida se enroscou com Pará e teve vermelho direto, enquanto Pará nem recebia o amarelo.

Não acho que Neymar agiu bem. Deveria ter se controlado. Se com ele já é difícil, sem ele o Santos só consegue bons resultados às custas de muito heroismo. Porém, é inadmissível que tenham escalado o mesmo árbitro que atuou no jogo entre os dois times no primeiro turno, quando o Grêmio perdeu por 4 a 2 e jogou toda a culpa na arbitragem. Era óbvio que, na dúvida, Nielson Dias apitaria a favor do time da casa.

O curioso é que o zagueiro Bruno Rodrigo, que já tinha feito um gol decisivo na final da Recopa, marcou de novo hoje. Assim como ele, Felipe Anderson voltou a se destacar, como já o fizera na quarta-feira. A Suzana acha que sem a sombra permanente do Ganso, Felipe vai desencantar. Também começo a pensar da mesma forma. Quanto a Bernardo, não há duvida de que compõe melhor o meio-campo do que Patito.

Não sei se o meia emprestado pelo Vasco tem fôlego para os 90 minutos. Pela sua barriguinha, talvez não. Mas que é muito mais jogador do que Patito, não há a menor dúvida. Para começar, Patito perde todas as divididas, assim como perde a maioria das bolas que lhes são passadas.

Quanto a Bill, ao menos lutou muito e segurou dois becões do Grêmio lá na frente. Chegou a ganhar na força duas bolas chutadas a esmo pelos zagueiros do Santos. Enfim, hoje Bill foi um búfalo.

Esse pontinho foi importante na fuga do rebaixamento. Agora, se ganhar do Internacional, sua próxima partida, em casa, o Alvinegro Praiano começa a respirar um pouco mais e, quem sabe, ganhe ânimo para sonhos mais ousados. Esse empate no Olímpico provou que o time não morre quando fica sem Neymar.

Reveja os melhores momentos da partida:

http://youtu.be/_susqYGLK38

E você, o que sentiu ao ver Grêmio 1 x 1 Santos?


Uma vitória para embalar!

Bruno Rodrigo comemora o gol da vitória do Santos (Ricardo Saibun, Santos FC)

Com Neymar em grande tarde, coadjuvado por André, que marcou dois gols, o Santos não só bateu o alvinegro paulistano por 3 a 2, em jogo bem movimentado, como exorcizou a inhaca que tomou conta do time depois da eliminação da Copa Libertadores para o mesmo rival.

Além dos gols, o Alvinegro Praiano teve mais duas chances claras de gol – uma com André, outra com Arouca. Mesmo sem estar totalmente azeitado, o tricampeão paulista procurou mais a vitória e por isso o resultado foi justo, apesar de o segundo gol, de André, ter sido marcado em impedimento (o Santos tem crédito, pois já foi prejudicado inúmeras vezes contra o alvinegro da zona leste paulistana).

O técnico Muricy Ramalho demonstrou um pequeno avanço na sua retrancabilidade ao escalar o meio de campo com dois volantes (Adriano e Arouca) e dois meias (Patito Rodríguez e Paulo Henrique Ganso). Depois colocou Felipe Anderson no lugar de Patito, mantendo a característica ofensiva do setor.

Para a imprensa, Neymar e André foram os destaques do jogo, mas não se pode esquecer o gol decisivo de Bruno Rodrigo, que – reparem bem no filme com os melhores momentos do jogo – saltou em uma área na qual estavam dez jogadores da equipe adversária e acertou uma cabeçada certeira no canto direito do goleiro Cássio, que voltou para São Paulo com três gols no balaio.

No final, os 12 mil santistas na Vila cantavam que “o campeão voltou!”. Acho que ainda é cedo para ser tão otimista. Mas a verdade é que desde a volta de Neymar da Seleção o Santos já soma duas vitórias consecutivas e com três gols marcados em cada uma delas.

O futebol da equipe ainda está longe de ser primoroso, mas foi só lutar um pouquinho mais, entrar com mais determinação, e duas boas vitórias já foram obtidas. Agora a equipe tem 23 pontos e está a 11 do G4, sete acima da zona de rebaixamento.

Reveja os melhores lances da vitória do Santos:

http://youtu.be/CyGyAwiovQI

O que você achou de Santos 3, alvinegro paulistano 2?


Sobrou garra, mas faltou um atacante pra botar pra dentro

Melhor do que se poderia esperar de um time que jamais jogou junto, os reservas do Santos fizeram um jogo igual contra o campeão da Bahia. Correram, lutaram e – apesar do campo encharcado – conseguiram criar algumas jogadas ofensivas que poderiam ter definido o jogo. De qualquer forma, o empate foi justo, pois o Bahia também teve boas chances e só não marcou devido à ótima atuação de Aranha.

Na verdade, o experiente goleiro foi o melhor jogador em campo. No Santos ainda se destacaram Bruno Rodrigo e Léo. Dos cinco estreantes, nenhum teve uma atuação espetacular, mas até que deram conta do recado. Fiquei com boa impressão de Bernardo e Ewerton Páscoa.

Gérson Magrão correu bastante, mas não me parece muito melhor do que o nada saudoso Rodrigo Mancha. Quanto aos ex-flamenguistas David Braz e Galhardo, sairam de campo com problemas musculares, provavelmente um sinal de que no time do Rio os treinamentos não era tão puxados.

O empate não foi ruim, mas com um pouco mais de vontade e determinação – UM POUCO MAIS DE VONTADE DE GANHAR O JOGO – o Santos teria estreado com uma ótima vitória. Faltou aquele “querer mais” que distinguem os vencedores dos mediocres. Faltou um cara tipo Felipe Anderson, Borges ou Renteria assumir que esse era o jogo da vida dele e iria decidir a parada e mostrar que merece um lugar no time.

Que me desculpe Borges, mas se “não há esse negócio de má fase”, como ele respondeu ao repórter do Sportv, é porque ele não é um bom atacante mesmo. Contra o Bahia, apanhou da bola o tempo todo. Não conseguiu completar uma jogada, dar um drible, segurar a bola para a entrada de algum companheiro. E quando teve a chance de marcar o gol e dar uma importante vitória ao Santos, perdeu o gol (duas vezes).

O desempenho de Borges mostrou que ele não só merece ser reserva do limitado Alan Kardec, como talvez já esteja fazendo hora-extra na Vila Belmiro. Na verdade, desde o Mundial do Japão Borges tem jogado mal. Está lento, fora de forma, com dificuldade para dominar a bola. Talvez o seu ciclo no Santos tenha chegado ao fim. O mesmo pode se dizer de Rentería, que hoje mais uma vez tropeçou na bola.

De qualquer forma, o resultado não foi péssimo. Esses reservas são mais consistentes do que os reservas que começaram o Campeonato Brasileiro no ano passado e, com mais entrosamento, poderão conseguir bons resultados. Quanto a Borges e Rentería, se não melhorarem, não vejo sentido em serem mantidos no elenco. Hoje foram pesos mortos que atrapalharam o time.

Até tu, site oficial do Santos?

Leitores deste blog me informam que o site oficial do Santos fez matéria em que contou os confrontos entre Santos e Bahia, pelo Campeonato Brasileiro, apenas de 1971 para cá. Parece brincadeira! A gente batalhando para consolidar uma história e o pessoal nem para ler o Dossiê. Em dúvida, leiam este blog. Santos e Bahia se enfrentam, pelo Brasileiro, desde 1959!

Na próxima terça-feira faremos uma grande promoções de Dossiês aqui no blog. Nesse dia serão vendidos com 50% de desconto, ou seja, a apenas 30 reais. Espero que o Santos compre um monte e distribua para seus jornalistas, marqueteiros, funcionários em geral. O próprio site oficial do clube não levar em conta a Unificação é o chamado Ó DO BOROGODÓ!

Veja agora mais uma bela reportagem do Rachid para a Santos TV. Desta vez com os torcedores santistas que foram ver a partida contra o Vélez Sarsfield, em Buenos Aires:

Morreu Carol, a jovem filha do pesquisador Guilherme Nascimento

Fiquei sabendo agora à noite. Que dor! A jovem Carol, 20 anos, vítima de AVC, que estava internada no Hospital do Servidor Público, em São Paulo, acabou falecendo. Filha do amigo Guilherme Nascimento, professor em Mongaguá, pesquisador que está concluindo o Almanaque do Santos, Carol era a companheira de Guilherme nos jogos do Alvinegro Praiano na Vila Belmiro. Nem sei o que dizer ou escrever em uma hora dessas. Apenas pedir aos amigos do Guilherme que o abracem nessa hora de tristeza. A vida continua, meu amigo. Força! Eu e a Suzana oraremos para a Carol logo mais.

E você, o que achou dos reservas do Santos contra o Bahia?


No seu pior jogo no ano, Santos merecia perder de mais

Acho que os deuses do futebol escolheram esse jogo a dedo para que eu queimasse a língua. Depois de uma bela jogada a dois minutos de partida, quando fez o lance que originou o gol de Dimba, Felipe Anderson desapareceu. Nada produziu, perdeu bolas bisonhas, deixou-se assustar demais com as broncas de Muricy e com a vitalidade dos adversários. Mostrou que o técnico está certo ao deixá-lo eternamente na reserva. Falta-lhe personalidade para ser titular.

Outro que se esforçou um pouco mais, mas cometeu a falha constrangedora que ofereceu o gol de virada ao Mogi Mirim foi o zagueiro Vinícius Simon, que também já defendi muito por aqui. Depois da atuação desastrosa dessa tarde, terá de jogar muito para merecer minha confiança.

O bom Mogi Mirim mereceu vencer e eu diria que 3 a 1 foi pouco, pelo tamanho do domínio do melhor time do Interior. Fico aqui imaginando o que faz um time correr tanto e o outro assistir, parado. Será só problema de falta de entrosamento? Mas e quando está só o jogador e a bola? O que pode fazer com que não consiga dominar a gorduchinha? Há jogadores do Santos que não sabem nem andar em campo.

Por falar em parado, acho que deveria ter uma cláusula no contrato dos jogadores obrigando-os a correr uma distância mínima por jogo. O Elano está de brincadeira. Armou dois contra-ataques ao adversário que só não terminaram em gols devido a defesas impossíveis de Aranha. No final, uma bola passou a 20 centímetros do Elano e ele não conseguiu pegar. É triste ver um ídolo do clube se arrastar, tropegamente, pelo campo. O jeito é intenar o Elano em um spa com direito a preparação física e tratamento psicológico. É evidente que o rapaz não consegue mais jogar futebol. Aliás, faz tempo…

Dizem que o melhor restaurante do Santos é o do CT Rei Pelé. A comida lá é excepcional mesmo. Será que tem jogador do Santos exagerando? Sei lá, mas o Mogi parecia flutuar em campo, como um bando de sapos voadores, enquanto os santistas pareciam baleias cansadas, gordas e sonolentas.

Muricy fez bem de escalar os reservas

Se jogasse com os titulares e ganhasse o jogo, o Santos assumiria a liderança do campeonato. Por isso, sei que muitos vão dizer que Muricy Ramalho deveria escalar os titulares. Eu já acho que se fosse um clássico, tudo bem, mas não valeria a pena levar os titulares a Mogi, já que jogarão quinta-feira pela Libertadores. Por outro lado, esses reservas tinham a obrigação de apresentar um futebol melhor.

Para não dizer que todos decepcionaram, eu direi que, além de Aranha, gostei da volta de Adriano, aplicado como sempre. Ele é o único dos jogadores que atuaram contra o Mogi que poderá pleitear uma vaga de titular, talvez no lugar de Henrique. Se bem que eu, para ser franco, não mexeria em ninguém do time de cima. Esses reservas foram reservas demais para o meu gosto. Parece que nem assistiram ao jogo contra o Inter, no meio da semana. Parecia que o Mogi é que era o Santos.

E você, o que tem a dizer sobre essa aula do Mogi no nosso Alvinegro?


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