Hoje Neymar não brilhou. Deu alguns passes ótimos, tentou duas ou três arrancadas, mas não foi o mesmo de sempre. Isso bastou para que o Brasil empatasse com a Bolívia.

O técnico Paulo César Carpeggiani esta semana pediu que os jogadores do São Paulo que servem a Seleçãozinha deixassem Neymar de lado e tratassem de jogar bola. Entendi isso como um incentivo a não passarem a bola para o Neymar, suspeita que eu já tive no jogo contra o Paraguai.

Hoje a coisa melhorou um pouco, até que o atacante santista recebeu alguns passes, mas o enceradeira Lucas, aquele que gira, gira, até perder a bola, evitou lançar o santista em boas condições. Aliás, se Neymar não saísse da ponta-esquerda, estaria esperando um passe em profundidade até agora.

Pois bem. Os pupilos de Carpeggiani hoje puderam mostrar todo o seu futebol, já que além de pegar menos na bola, Neymar não brilhou. E o que fizeram Lucas, Casemiro, Bruno Uvini e Willian?

Os dois primeiros pouca coisa, pois acabaram se enrolando com a marcação contrária. O zagueiro Bruno vacilou na frente do limitadíssimo atacante boliviano e cedeu o gol de empate ao adversário. Ela já tinha cometido um pênalti bobo contra o Paraguai, depois de levar um drible também bobo. E Willian chuta a gol sempre que pode e também quando não pode.

Gostaria de perguntar ao Carpeggiani se ele também orienta seus jogadores a não passarem bola para o melhor jogador do seu time, que é o… o… o… Bem, está certo que hoje o São Paulo não tem um melhor jogador, mas vamos que tivesse. Não seria lógico passar mais vezes a bola para ele? Se é melhor, se dribla e arremata melhor, tem mais condição de definir o jogo.

Hoje o Brasil provou que sem Neymar, sem o brilho de Neymar, é um time que se equipara à Bolívia. Se a ciumeira continuar, se Lucas, Casemiro, Willian e Oscar continuarem passando a bola só do lado contrário onde Neymar está, o Brasil não irá para a Olímpiada.