Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Buenos Aires

Reencontro com a glória

Em um bom jogo, no qual criou mais chances de gol, o Santos empatou com a Ponte Preta em 0 a 0, no Pacaembu, diante de 20 mil pessoas. Uma pena, pois com um triunfo teria saltado na tabela do Brasileiro e aumentaria para 21 partidas sua série de vitórias consecutivas no estádio. Mas a equipe dirigida por Levir Culpi mostrou uma estrutura tática melhor e dá esperanças ao torcedor de que passe a jogar com mais eficiência e vontade do que estava fazendo sob o comando de Dorival Junior.

Ao visitarmos, na Argentina, algumas das grandes instituições do futebol, como os estádios La Bombonera e Monumental de Nuñez, sentimos, novamente, o quanto o Santos impactou o futebol. Em pensar que essa cidade magnífica, que é a elegante e orgulhosa Buenos Aires, parou para comentar, ver e depois repercutir as exibições do Santos por aqui, percebemos o imenso poder exercido pelo talento, a arte e a personalidade do futebol santista. E como tudo é cíclico, saboreamos a esperança de que esse reinado volte. Quem sabe já tenhamos um indício desse reencontro com a glória no jogo desta noite, contra a Ponte Preta, às 21 horas, no Pacaembu.

A estreia do técnico Levir Culpi foi boa, pelo resultado, pois sempre é muito agradável vencer um clássico, mas o time se mostrou sem forças no final, só não sofrendo o empate por obra e graça de Vanderlei. Tecnicamente a Ponte não fica muito atrás do Palmeiras, o que faz prever outro jogo equilibrado esta noite. Vejamos como Levir maneja o time e os reservas. Creio que nesse início de trabalho o novo técnico deva estar se valendo das opiniões de Elano, que se saiu muito bem como interino. Daqui de longe tenho uma boa expectativa para esta noite.

Só não gostei de saber que Thiago Maia pode ir para a Internazionale de Milão, mas isso já era previsível. Pela maneira como o Santos vem sendo administrado, com muito mais despesas do que receitas, com a intenção de torná-lo regional, era evidente que teria de se desfazer de seus jogadores para saldar a folha de pagamentos e quitar dívidas. Pelo que se fala, o Santos receberá 35 milhões de reais pela venda do passe do volante, o que deverá permitir a essa gestão se arrastar até às próximas eleições, em dezembro. Bem, mas voltemos a falar do jogão deste sábado.

Como nos lembra o amigo Guilherme Gomez Guarche, responsável pelo departamento de memória do Santos, se vencer hoje, o Santos chegará à sua 21ª vitória consecutiva no Pacaembu, igualando a marca que obteve na Vila Belmiro de 16 de julho a 30 de dezembro de 1958. Recordes, primazias, façanhas… A história do Santos está repleta de fatos assim. E além dos já conhecidos, há muitos mais. Por isso o colecionador Marcelo Fernandes e eu resolvemos produzir o livro “Santos FC, o maior espetáculo da Terra”, que será lançado em outubro, com uma bela festa e muita divulgação pela mídia.

Ontem à noite, no jantar com um amigo argentino, bem mais jovem, fiquei surpreso de saber que ele não conhecia a história dos conflitos paralisados pelo Santos na África. Poupei-o de outras histórias similares, pois percebi que, torcedor do Boca Juniors, poderia se sentir incomodado ao descobrir que um time brasileiro havia, mais do que qualquer outro das Américas, abalado as estruturas do futebol. Por outro lado, a sua reação me mostrou que essas proezas do Santos de Pelé, que começaram no final da década de 50 e prosseguiram até os primeiros anos da década de 70, precisam ser contadas em grandes estilo, definitivamente, como só um livro como “Santos FC, o maior espetáculo da Terra” poderia fazer.

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Ministrado por Odir Cunha, jornalista profissional há 40 anos – Jornal da Tarde, O Globo, rádios Globo, Excelsior e Record, TV Record, editor de nove revistas esportivas, diretor de comunicação da Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo, diretor da Ampla Comunicação, editor das editoras de livros Novo Conceito e Magma Cultural, dono do Blog do Odir, autor de 27 livros, biógrafo de Oscar Schmidt, Pelé e Gustavo Kuerten, ganhador de dois Prêmios Esso e três prêmios da Associação Paulista dos Críticos de Arte.

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Informações e inscrição: blogdoodir@blogdoodir.com.br

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E para você, o que falta para o Santos reencontrar a glória?


Subdesenvolvidos

Nada é por acaso. Brasil e Argentina, tidos como os gigantes do futebol sul-americano, voltam a campo nesta terça-feira pressionados para mudar sua sorte nas Eliminatórias para a Copa. Como se sabe, os brasileiros perderam para os chilenos, em Santiago, por 2 a 0, e os argentinos foram derrotados pelo Equador, em plena Buenos Aires, também por 2 a 0. O clima aqui na Argentina, onde prossigo nas férias, é desanimador e preocupante.

O Brasil vencer a Venezuela, em Fortaleza, é a lógica absoluta; agora, o jogo em Assunção, contra o Paraguai, não tem prognóstico. Os aguerridos paraguaios podem, muito bem, infligir uma segunda derrota à Argentina, o que colocaria o time de Messi em uma situação muito delicada. Na tevê local, um Tevez pouco convincente fala em recuperação.

O que ocorre é que tanto Brasil como Argentina estão abdicando do direito de escolher seus jogadores e formar sua seleção. Estão deixando esse encargo para a Europa. Se o jogador é titular em uma equipe europeia de prestígio, então, obrigatoriamente, está sendo escalado como titular da seleção local. Isso retrata a inversão do momento histórico do futebol. Hoje estamos sendo subdesenvolvidos também nesse esporte que já dominamos.

É evidente que o Brasil não precisa jogar como uma equipe europeia, fazendo a bola passar rapidamente pelo meio-campo, anulando a figura exponencial do meia, aquele que sempre comandou o Escrete. Para o estilo vencedor do futebol brasileiro funcionar, a bola precisa parar um pouco mais naquele setor, pois a partir dali as jogadas têm de ser pensadas e executadas por especialistas.

Na Seleção Brasileira os laterais atropelam os alas e os volantes também avançam, diminuindo o espaço e o tempo dos jogadores de criação. O individualismo prepondera e todos jogam mais para o Youtube e para seus empresários do que para o time. A derrota para o Chile não me surpreendeu. Mas teve o seu lado de bom, ao mostrar que uma seleção pentacampeã não pode se desfazer da bola tão apressadamente. Por isso, estou certo de que a efetivação de Lucas Lima no meio será um bom passo inicial para melhorar o time. Ele sabe proteger a bola e esperar o momento certo do passe.

E já que falei de Lucas Lima, não deixarei de citar também Ricardo Oliveira, o outro santista da Seleção. Para mim, desde que o time jogasse para um centroavante, ele seria o titular, no lugar do forte, rápido, mas desmiolado Hulk. Oliveira se coloca melhor e cabeceia melhor. Também é mais apto para fazer uma tabela, tem mais experiência ali na chamada zona do agrião. Hulk é um tanque, que tanto pode decidir uma partida com suas trombadas e seu chute potente, como pode cometer um dilúvio de erros.

Espero que Dunga tenha coragem de fazer o que tem de ser feito e de escalar os que realmente estão jogando melhor e para o time. A Seleção virou uma vitrine para jogadores que só pensam em suas carreiras e se esquecem do óbvio: que precisam ajudar o time a vencer, pois há uma longa tradição e muita aflição popular em jogo (como sempre, não são os intelectuais ou os mais favorecidos, mas não os pobres quem mais sofrem com a Seleção).

E para você, o que está havendo com o futebol de Brasil e Argentina?


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