Robinho será poupado para o clássico contra o São Paulo

A notícia foi dada pelo repórter Ademir Quintino, e como eu confio no que ele apura, já vou analisar e trazer para a roda do blog: ele diz que o técnico Enderson Moreira resolveu poupar Robinho neste domingo e preservá-lo para o clássico do meio da semana, diante do São Paulo. Assim, contra o Red Bull, o ataque terá Geuvânio, Ricardo Oliveira e Thiago Ribeiro. Bem, Robinho nunca mais foi o mesmo depois de sair de campo com uma distensão, mas o estranho é que ele continuará sem jogar fora da Vila Belmiro, com mando de campo do Santos, desde que veio da Europa, há oito meses! (na verdade, como lembrou o amigo Khayat, jogou só uma vez, contra o São Paulo, na Arena Pantanal). Será que isso é cláusula contratual, ou apenas uma infeliz coincidência?

Uma pena, pois seria uma ótima oportunidade de se fazer um belo marketing com sua presença na cidade em que foi campeão brasileiro em 2004. Espero que ao menos viaje com o time. Outras alterações, ainda segundo o amigo Ademir, seriam a entrada de Vanderlei no gol e de Werley na defesa, no lugar de Gustavo Henrique. Com isso, Enderson está envelhecendo perigosamente o time. Será que não era hora de testar Valência ou Lucas Crispim no lugar de Renato?

Com tanto garoto para ser melhor testado neste Campeonato Paulista, não entendo porque encher o time de veteranos. Aliás, entendo. Isso não é nada bom para o futuro do clube, mas é bom para o treinador, que não quer correr riscos com os jogadores jovens. A questão é que o jovem é o futuro, é o que ainda pode se consagrar, ser valorizado, render divisas ao clube. O veterano, no máximo, vai se aguentando até pendurar as chuteiras. Um time conhecido por revelar jogadores precisa correr riscos com os jovens e deveria ter um técnico com um pouco mais de boa vontade com a garotada. Esperemos…

Santos x Red Bull em vídeos

Werley, 26 anos, veio do Grêmio para disputar uma vaga na zaga do Santos. Como ele estreia amanhã, diante do Red Bull, vamos dar uma olhada na sua apresentação:

Os outros times estão se organizando. O Red Bull Brasil tem até TV na Internet. Veja uma matéria apresentando o jogo contra o Santos:

A SAíDA É ESTA!

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É assim que eu imagino um departamento de captação e atendimento ao sócio do Santos: com 100, 200, 300, 400 pessoas trabalhando 12 horas por dia, todos os dias da semana.

Mas isso é caro, dirá o pessimista crônico. Óbvio que é, mas a margem de sucesso é muito maior do que a maioria dos telemarketings que existem por aí, pois envolve a paixão do cliente pelo produto, e o retorno pagaria o investimento com muitas sobras.

A gente recebe telemarketing de tudo quando é coisa – banco, instituição de caridade, político, candidato a presidente de clube –, por que não receber do nosso time do coração, com uma pessoa simpática do outro lado explicando porque é importante ficar sócio do Santos?

E por que não fazer a filiação rapidamente, com o mínimo de burocracia e ter sempre alguém disposto a nos atender e solucionar nosso problema? O que impede que isso ocorra, a não ser a vontade da diretoria, do presidente, do CG ou do…?

Qual a meta? Está bom 400 mil sócios pagando 30 reais por mês, com um rendimento bruto de R$ 12 milhões mensais ou R$ 144 milhões por ano, ou um lucro líquido de R$ 9 milhões por mês e R$ 108 milhões por ano?

Pô, mas isso é um absurdo, você é um sonhador, dirá, novamente, o “realista”. Tá bom, Hardy, 100 mil tá legal pra você? Tá… E quem chega a 100 mil, não pode ao menos tentar chegar a 400? Hã-hã-âãã…

O que impede que esse trabalho seja permanente? Eu digo: Nada. É uma questão cultural dos clubes, que o Santos pode romper. Há milhões de consumidores da marca Santos sem serem sensibilizados. É preciso chegar até eles. E depois de alcançá-los, demonstrar atenção, interesse e carinho por esses santistas. Diga-me por que havia 50 mil sócios e só há 20 mil? Ora, porque foram abandonados ao deus Dará.

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Este time é que tem de bater um bolão…

É claro que não basta só captar o sócio, como fez a gestão anterior. É preciso oferecer-lhe muita coisa em troca para manter sua fidelidade e satisfação. Por isso, o clube teria um Departamento de Brindes para o Sócio só para conseguir mimos para eles. Seria mais um batalhão de pessoas atrás de permutas, promoções, distribuindo de tudo aos associados… Sem contar que o sócio teria um cartão de afinidades e descontos, obviamente.

É, mas assim o Santos teria de jogar sempre em estádios enormes… Sim, qual é o problema? É, mas aí o Santos seria itinerante, precisaria viajar muito… Novamente, sim, qual é o problema? Desde que os sócios compareçam e lotem os estádios, não haverá problema algum, pois mesmo pagando meia entrada, ainda proporcionariam arrecadações bem maiores do que as que o Santos tem hoje.

Você acha que com tantos sócios o clube não aumentaria sua possibilidade de conseguir mais parceiros comerciais? E com mais sócios, mais parceiros comerciais e maiores arrecadações, o time também não seria mais competitivo?

Pois é. Uma grande campanha nacional de associados pode salvar o Santos do caminho de penúria e coadjuvância que se descortina para ele. E para nós, meros torcedores. Não sei se será como eu imagino. Pode ser mais modesto, talvez possam até terceirizar esse serviço, mas o certo é que o Glorioso Alvinegro Praiano tem de caminhar na direção do seu torcedor, o único que tirará dinheiro do bolso, de bom grado, para vê-lo forte e, repito, competitivo.

O que você achou da ideia?

Clique aqui para ler minha coluna no jornal Metro: “A mercearia e o supermercado”

Leia aqui a coluna na última página do Metro

Há 10 anos Elano e Robinho brilhavam em Rio Preto
Em 19 de dezembro de 2004, embaixo de uma canícula que nos fazia comprar garrafinhas de água só para jogar na cabeça, vimos o Santos se tornar não bi, mas octacampeão brasileiro em São José do Rio Preto (e Branco), ao vencer o Vasco por 2 a 1. Conquista inesquecível de um time que superou tudo, até o sequestro da mãe do Robinho, e de mais um gol erroneamente anulado na final, para garantir o caneco. Tecnicamente, esta foi a última grande conquista do Santos. Vale a pena ser lembrada porque neste domingo o Santos voltará ao mesmo estádio para enfrentar o Red Bull. Elano e Robinho retornarão ao palco que os consagrou. Que o santista do Interior de São Paulo saiba receber o time com o carinho que essa camisa merece. Reveja, e não se emocione se for capaz:

Por que um empresário, e não o clube, decidiu levar o jogo do Santos para São José do Rio Preto?

Não pense que foi o Santos que decidiu jogar em São José do Rio Preto, domingo, como parte de um programa para se exibir em outras praças, contemplar santistas de outras cidades e ao mesmo tempo incrementar um plano de captação de sócios. O Santos só jogará em São José do Rio Preto, domingo, às 19h30, porque o empresário Edvaldo Ferraz comprou os direitos do jogo e resolveu levá-lo para o Interior.

O empresário decidiu colocar 18.500 ingressos à venda ao preço de 50 reais a inteira e 25 a meia. Ou seja, mais uma vez o Santos está abrindo mão do direito e do dever de organizar seus jogos e, preguiçosamente, passando essa incumbência a um atravessador. Como já dissemos, o clube tem de ter um departamento específico para a organização de jogos, trabalhando em harmonia com o departamento de captação e atendimento dos sócios.

Todo mundo que leu a primeira página de um manual de marketing sabe que precificar é uma arte, ou ciência, como queiram. Se na Vila o ingresso custa 40 reais, por que custará 50 em uma cidade que está afastada do circuito do futebol e onde haverá um público novo, que não costuma frequentar jogos do Santos? Isso é coisa para o marketing do clube decidir, e não para um empresário que comprou o jogo.

Enfim, esses são os detalhes que separam o Santos de ser um time efetivamente profissional e dono do seu destino de uma agremiação que vive ao sabor do vento, ou da tempestade. Viver ao Deus dará não pode levar a lugar algum. É preciso planejamento. Jogar em São José do Rio Preto é ótimo, mas o evento deveria ser melhor planejado e executado pelo clube. Optou-se, mais uma vez, pelo caminho mais cômodo. Deixar a incumbência na mão de um intermediário e depois só retirar o cheque não exige planejamento e nem organização.

O que você achou da ideia?