Ao pedir a Gylmar dos Santos Neves uma definição sobre Pelé, o mais nobre dos goleiros sacramentou: “Pelé desequilibrou o mundo!”. Nada mais verdadeiro. Pode-se dividir o futebol em antes e depois de Pelé. Ele mostrou novos caminhos para o esporte, criou parâmetros mais exigentes para o super craque. Pelé era extremamente habilidoso, como muitos antes dele, mas era também um atleta nato, rápido, elástico e forte, tinha inteligência e reflexos acima da média e uma coragem e personalidade que o faziam crescer nos grandes momentos.

Note, querido leitor e querida leitora, que Pelé jogava melhor os jogos mais importantes, justamente o contrário da maioria dos jogadores, que somem, se escondem, borram los pantalones nos desafios cruciais. Recordemos como Pelé se saiu nos seus três maiores jogos: nas finais das Copas do Mundo de 1958 e 1970 e na final do Mundial Interclubes de 1962…

Destaquemos que em dois desses compromissos, em 1958 e 1962, jogava diante da torcida adversária, outro detalhe que tem apequenado muito jogador afamado. Pois bem. Nesses três jogos o Rei do Futebol marcou seis gols, média de dois por partida, e deu três assistências, média de uma por jogo. Ou seja: apenas de seus pés, cabeça e genialidade saíram três gols por partida, o suficiente para definir essa trinca de confrontos decisivos.

Aos 17 anos marcou dois gols na goleada de 5 a 2 sobre a Suécia, um deles de lindíssima feitura, depois de dar um chapéu no zagueiro; aos 22 anos incompletos fez três gols e deu um passe açucarado para Coutinho marcar mais um diante do Benfica, no Estádio da Luz, então o maior da Europa, em outra goleada de 5 a 2, decidindo o Mundial Interclubes, e aos 29 anos e oito meses subiu mais do que o Estádio Azteca para inaugurar o marcador diante da Itália e depois ainda deu os passes para Jairzinho e Carlos Alberto Torres definirem a vitória por 4 a 1 que deu ao Brasil o título mundial e a posse definitiva da taça Jules Rimet.

Perceba que nem estou me referindo aos seus infindáveis gols, vitórias e títulos. Concentrei-me apenas, neste artigo, nos três grandes momentos de sua carreira. Só eles já explicam porque Pelé virou adjetivo, sinônimo de quem é o melhor no que faz. Certo está o intérprete e compositor Gilberto Gil, que canta: “Eu não sou Pelé, nem nada, se muito for sou um Tostão”.

Sim, qualquer jogador de futebol, comparado a Pelé, é uma pulga, um piolho, um tostão. E para nossa benção, Pelé sempre foi santista. Jogou 19 anos pelo Alvinegro Praiano, que se tornou bem mais Glorioso com ele. Por isso, Pelé inspira e deve inspirar, sempre, eterno orgulho a todo santista, a todo brasileiro que cultiva o precioso sentimento da gratidão.

Fiquei sabendo, pelo amigo e editor Marco Piovan, que a loja do Museu Pelé está lançando a camisa retrô de Pelé e do Santos dos anos 60. Creio que seja um dos presentes mais apropriados para o papai santista na data a ser comemorada dia 9 de agosto, domingo. Por isso o blog está com esse banner produzido gentilmente pelo amigo Vítor Queiroz. Clique nele e será direcionado à página que oferece este belo e precioso presente, além de toda uma linha de produtos da grife Pelé.

A loja do Museu Pelé oferece produtos de uma grife exclusiva do Rei do Futebol. Camisas, blusas, agasalhos, chuteiras, sapatilhas, bolas e os livros Primeiro e Segundo Tempo, que contam a magnífica história de Pelé. Ao comprar os artigos da loja, todos de grande beleza e qualidade, e a um preço abaixo do mercado, você também está contribuindo para manter um dos Museus mais importantes dedicados a um atleta e um dos patrimônios históricos da cidade de Santos e do Estado de São Paulo. Não se acanhe de sentir orgulho de Pelé. Vista a sua camisa!

Clique aui para acompanhar as atualizações do Mini Blog da Campanha pela volta do livro Time dos Sonhos

E você, que sentimento tem por Pelé?

Convido-o a revisitar a apaixonante história santista


Neste vídeo, produzido por João Lucca Piovan, explico por que Time dos Sonhos ficou conhecido como A Bíblia do Santista e que tipo de experiência ele proporciona com sua leitura

As 528 páginas de Time dos Sonhos não estão em um arquivo único. Este ficou com a Editora Nobel, que disse tê-lo extraviado. Então, a remontagem do livro está sendo feita com o aproveitamento de capítulos em word, em um trabalho meticuloso que está me dando a oportunidade de refrescar a memória com fatos e etapas relevantes da história santista.

Nesses dias enfurnado em meu escritório tenho revivido as emoções e descobertas de quando escrevi o livro. É como uma viagem no tempo, já que alguns capítulos foram produzidos há mais de 20 anos. Redigitá-los me traz novamente a sensação de descoberta que experimentei ao pesquisar passagens riquíssimas da história santista mesmo muito antes da geração de ouro de Pelé.

Como não se espantar ao saber que os garotos Arnaldo e Millon se tornaram titulares da Seleção Brasileira apenas dois anos depois de fundarem o Santos? Ou que Ary Patusca, filho de Sizino Patusca, primeiro presidente do Alvinegro Praiano, foi estudar contabilidade na Suíça e se consagrou, em meados da década de 1910, como o primeiro jogador brasileiro a fazer sucesso na Europa? Ou que o Santos, sete anos depois de fundado, cedeu mais jogadores – Arnaldo, Millon e Haroldo – para a primeira grande conquista do futebol brasileiro, o Sul-americano de 1919?

Note, amigo leitor e amiga leitora, que estou me referindo apenas à década de 1910, aos primeiros e incertos anos do nosso clube. Lembro-me que essas descobertas me empolgaram e me encheram de orgulho, pois comprovavam que o Santos já nasceu com a grandeza impregnada em sua alma e em seu destino.

Da ideia de um livro que, a princípio, deveria contar apenas a história da equipe sobrenatural que encantou o mundo de 1955 a 1969, Time dos Sonhos se tornou uma obra que vasculhou as origens e mapeou o caráter superior de um time de futebol que, positivamente, não nasceu para ser apenas um coadjuvante do futebol.

E o mais interessante nesse processo é que o autor não teve de forçar nada. Como uma personagem que ganhasse vida e escolhesse seus próprios passos, o livro tomou o seu caminho e só tive o trabalho – longo, é verdade, mas extremamente prazeroso -, de segui-lo. É justamente esta jornada que proponho a você agora.

Tenho plena convicção de que ler Time dos Sonhos lhe trará o mesmo orgulho de ser santista que estou sentindo agora, sensação fundamental para nos trazer ânimo de fazer o que tem de ser feito pelo nosso clube. Por isso aceitei essa campanha da Kickante para relançar o livro, batizado de “A Bíblia dos Santistas”, com um preço promocional de pré-venda e ainda com o nome completo de cada um dos dos apoiadores no último capítulo.

Faltam apenas 13 dias para o fim da campanha. Se ainda não entrou, espero que você se decida por fazer parte dela. E se fizer isso agora, melhor ainda.

Clique aqui para saber mais sobre a campanha de relançamento do livro Time dos Sonhos