Em 10 de dezembro de 2010 a Confederação Brasileira de Futebol reconheceu os campeões da Taça Brasil (1959 a 1968) e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1967 a 1970) como legítimos campeões brasileiros. O documento, que transcrevo abaixo, deixa claríssimo que o primeiro campeão brasileiro de futebol é o Esporte Clube Bahia, em 1959, e que esta sequência prossegue até hoje, ininterruptamente.

A “Resolução da Presidência”, de número 03/2010, diz lá em seu artigo primeiro: “Ficam reconhecidos como Campeões Brasileiros ps clubes que venceram a disputa pela Taça Brasil de 1959 a 1968 e pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa / Taça de Prata entre 1967 e 1970, a seguir relacionados:”

Ao final da lista de campeões, que começa com o Bahia e termina com o Fluminense, campeão do ano passado, o artigo terceiro informa que a resolução da CBF foi enviada à Fifa e à Conmebol e, no artigo quarto, deixa evidente que o fato é irreversível. Está lá: “Revogam-se as disposições em contrário”.

O que é político e o que é ditatorial?

Algumas coisas precisam ficar bem claras quanto à unificação dos títulos brasileiros desde 1959. A primeira delas é que o Dossiê não foi pedido pela CBF, que, a princípio, nem queria ouvir falar do assunto. Só depois de muita insistência, e da força dos fatos e argumentos, é que a entidade se dispôs – por meio de seus departamentos técnico, histórico e jurídico – a analisar os documentos e os testemunhos e dar um veredicto sobre o caso.

Rejeitar a resolução da CBF, definindo-a como “política” é uma forma demais simplista e negligente. Recusar um longo trabalho de pesquisa séria sem ao menos analisá-lo demonstra uma arrogância troz, que não condiz com a serviçal profissão do jornalista, obrigado a se render, sempre, à força dos fatos.

Se há uma Confederação Brasileira de Futebol que rege o esporte no País, que representa o futebol brasileiro perante a Fifa, que escolhe o técnico, convoca os jogadores para a Seleção Brasileira, que dita as regras e define o que é oficial ou não na história do nosso futebol, por que veículos de comunicação, como o Sportv, se sentem no direito de não respeitar essa entidade e criar suas próprias leis?

Não creio que o caminho para o desenvolvimento do futebol brasileiro seja a anarquia. A partir do momento em que cada grupo ligado ao futebol criar suas próprias regras, sua própria visão da história, como ficará o torcedor? Como ficarão os times? Como ficará a credibilidade da imprensa?

Quando o estudo e a pesquisa puderem ser suplantados por uma simples “opinião”, como ficará o rigor histórico? Em quem acreditar? Naquele que tem uma opinião formada sem estar informado? Ou em quem pesquisou, pesquisou muito, antes de produzir seu parecer?

Estes são os dois caminhos que neste momento se apresentam à história dos campeões brasileiros. O que deve valer? A opinião de cada um, mesmo quando passional e sem argumentos, ou a pesquisa detalhada que passou pelo crivo de três departamentos da CBF, entidade mais importante do futebol Brasileiro?

A seguir, a resolução da CBF que reconheceu os campeões brasileiros desde a primeira Taça Brasil, em 1959. Leia, guarde, divulgue. Respeite e promova o respeito à história oficial do futebol brasileiro.

Adquira o Dossiê, divulgue esse documento. Apoie a história oficial dos campeões brasileiros.