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Tag: Campeonato Brasileiro de Futebol

Recordes e primazias no Campeonato Brasileiro

Decisão no Brasileiro para o Santos pode ser hoje
O orgulho dos itaquerenses pode atrapalhar uma vitória do São Paulo, hoje. Mesmo assim, o Santos teria de vencer o Coritiba, sem público, para voltar ao G4. É possível? Sim. Mas exigirá muito empenho, algo que o time não costuma mostrar fora de casa. Torçamos e oremos…

Com a definição de mais um Campeonato Brasileiro, que este ano completa sua 57ª edição, é oportuno lembrar algumas marcas importantes do campeonato e os clubes e jogadores que mais se destacaram nesta que é, desde 1959, a principal competição nacional.

Times mais vezes campeões brasileiros
1 – Palmeiras e Santos: 8 vezes.
2 – Corinthians e São Paulo: 6.
5 – Flamengo: 5.

Time mais vezes campeão brasileiro consecutivamente
Santos – cinco vezes (1961/62/63/64/65).

Time mais vezes campeão brasileiro em uma década
Santos – seis vezes (década de 1960).

Jogador mais vezes campeão brasileiro
Pelé, do Santos – seis vezes (1961/62/63/64/65/68).

Times mais vezes campeões brasileiros invictos
1 – Santos: três vezes (1963/64/65).
2 – Cruzeiro (1966), Internacional (1979) e Palmeiras (1960): uma vez.

Único time campeão brasileiro e da Copa Libertadores no mesmo ano
Santos – duas vezes, em 1962 e 1963.

Time mais vezes campeão estadual e brasileiro no mesmo ano
Santos – cinco vezes: 1961/62/64/65/68.

Único time que foi campeão Brasileiro, Estadual, da Libertadadores e Mundial no mesmo ano
Santos – duas vezes consecutivas: 1962 e 1963.

A decisão dos sonhos de todos os Campeonatos Brasileiros

A imprensa internacional apontou Santos e Botafogo, pela ordem, os dois melhores times do mundo naquele início de 1963, quando justamente os dois times se encontraram na final da Taça Brasil/ Campeonato Brasileiro de 1962. Santos e Botafogo tinham, juntos, oito titulares e três reservas da Seleção Brasileira que fora bicampeã mundial meses antes, no Chile. Pelo Botafogo jogavam Nilton Santos, Garrincha, Amarildo e Zagallo (Didi já tinha ido para o Peru). Pelo Santos, os titulares da Seleção Gylmar, Mauro, Zito e Pelé, e os reservas Mengálvio, Coutinho e Pepe. Em campo havia outros jogadores regularmente convocados para a a Seleção Brasileira, como os botafoguenses Manga, Rildo e Quarentinha, e os santistas Lima, Calvet e Dorval. Na decisão, em melhor de três jogos, com todos esses astros em campo, o Santos venceu o primeiro por 4 a 3, no Pacaembu; perdeu de 3 a 1 no Maracanã, diante de 102.260 mil pessoas, e venceu a “negra”, também no Maracanã, em uma terça-feira à noite, por espetaculares 5 a 0, diante de 70.324 pagantes, naquele que ficou conhecido como o melhor jogo do mundo, cujas imagens o blog reproduz a seguir:

Time que mais marcou gols em uma única edição do Campeonato Brasileiro
Santos – 103 gols, no Campeonato Brasileiro de 2004.

Times que mais vezes tiveram o artilheiro do Campeonato Brasileiro
1 – Santos, 11 vezes: Pelé em 1961 e 1964, Coutinho em 1962; Toninho Guerreiro em 1966 e 1968), Serginho Chulapa em 1983, Paulinho McLaren em 1991, Guga em 1993, Viola em 1998, Kléber Pereira em 2008 e Borges em 2011).
2 – Vasco da Gama: oito.
3 – Atlético Mineiro: seis.
4 – Flamengo: cinco.
5 – Fluminense e São Paulo: quatro.

Jogador mais jovem a ser campeão brasileiro
Diego Ribas da Cunha, do Santos, campeão em 2002, com 17 anos e nove meses.

Recorde de público em Campeonatos Brasileiros
Flamengo 3 x 0 Santos, em 29 de maio de 1983: 155.528 pessoas, no estádio do Maracanã.

Jogos de maior público pelo Campeonato Brasileiro no Estádio do Morumbi
1 – Corinthians 4 x 1 Flamengo, em 6 de maio de 1981: 115.002 pessoas.
2 – Santos 2 x 1 Flamengo, em 12 de maio de 1983: 114.481 pessoas.
3 – Santos 3 x 2 Flamengo, em 27 de fevereiro de 1983: 111.111 pessoas.

Jogo de maior público pelo Campeonato Brasileiro no Estádio do Mineirão
Atlético Mineiro 0 x 0 Santos, em 15 de maio de 1983: 113.479 pessoas.

Jogo de maior público pelo Campeonato Brasileiro no Estádio do Pacaembu
Santos 1 x 1 Palmeiras, em 11 de dezembro de 1977: 68.327 pessoas.

Agora, aprecie a final mais emocionante de um Campeonato Brasileiro:

E então, ficou faltando alguma estatística importante?


Campeonato Brasileiro tem de voltar à fórmula de 2002

Por Marcelo Da Viá

Desde que o futebol brasileiro voltou a valorizar a Taça Libertadores da América, os times nacionais vem dominando a competição: nas últimas 20 edições deste torneio (desde de 1992), em 17 delas um time brasileiro chegou à grande final. Isso quando dois times brasileiros não decidiam o título (enquanto foi permitido). E nada demais nisso, dada a relevância que o futebol desfruta no país continental.

Mas esse texto não é sobre a Libertadores. É que há uma sensação geral de que os últimos campeões do nosso Brasileirão por pontos corridos são apenas os menos ruins, ou mais regulares, no pior sentido do termo. De fato, um campeonato por pontos corridos deve premiar o time mais “regular”, no que isso tem de bom (times de alto nível que costumam jogar quase sempre bem).

Penso que esse sistema de disputa pode ter chegado tarde demais ao Campeonato Brasileiro. Explico: durante, principalmente, os anos 70 e 80, é fato que nossos estaduais foram inchados com fases desnecessárias, e isso quando havia tempo de sobra para os pontos corridos (que pressupõe turno e returno), já que o torneio nacional não era tão valorizado. A disparidade entre o que se via na Europa, com bons nacionais premiando o mais regular, e o que fazíamos aqui, parecia gritante. Mas o tempo foi passando e muita coisa mudou, lá e cá.

Com o fim das restrições a jogadores estrangeiros na Europa (coincidentemente, a partir de 1992), supertimes foram se formando por lá, o que transformou a Champions League na principal competição do velho continente. Claro que a Champions cresceu também de tamanho – hoje são 32 times. Ocorre que na Europa não existem tantos grandes clubes por país, por isso a tendência de esvaziamento de seus nacionais – um fato – foi apenas uma conseqüência natural. Mas no Brasil, com tantos grandes clubes, seria um pecado permitir que essa triste história se repetise, o que, na prática, infelizmente, já está acontecendo – na América do Sul também passamos a valorizar mais o torneio continental, que igualmente inchou, com os mesmos 32 times. O fato é que, com Estaduais, Libertadores, Copa do Brasil e Mundial inter-clubes, sem contar as sempre aborrecidas mas obrigatórias convocações para a Seleção Brasileira, o Brasileirão por pontos corridos foi se tornando uma competição manca. É óbvio: se das 38 rodadas que possui, em pelo menos em dez ou doze os melhores não jogam com suas melhores formações, o campeão não pode reivindicar ser nem ao menos o mais regular, quanto mais o melhor;

Na verdade, sem patriotismo bobo, com a crise financeira da Argentina – que esperamos que seja passageira -, a fase mais aguda da Libertadores nesses últimos anos tem sido um grande Brasileirão, só que sem todos os seus melhores times. Por que não reconhecer isso e mudar?

Se houvesse a volta do mata-mata, com os oito melhores classificados, o país se deleitaria com grandes clássicos, grandes jogos, que premiariam simplesmente o melhor, e não apenas o melhorzinho – aliás, será que o Santos de Robinho, Renato e Diego teria chegado aonde chegou caso o sistema de 2002 fosse o de pontos corridos? Sabendo de antemão que podem se classificar, os times de melhor elenco podem se planejar, sem prejuízo das outras importantes competições de que geralmente participam.

A idéia é manter os dois turnos, por isso seria necessário um mês inteiro paras as quartas de final, semi e finalíssima, sempre em dois jogos, valendo gol fora e dando a vantagem do empate para o time de melhor campanha (respeitando sempre o saldo de gols), sem decisões por pênaltis. Isso acarretaria na antecipação do campeonato, ou seja, os estaduais, já tão esvaziados, teriam que diminuir de tamanho.

É isso, encerro fazendo um esclarecimento: não tenho qualquer interesse comercial nesta proposta, que antes é uma constatação. O Brasileirão é tão bacana que, com tudo isso, ainda é, de longe, mais interessante entre todos os nacionais do planeta. Mas que pode melhorar, e muito.

E você, acho que o Brasileirão tem de voltar a classificar os oito mais bem classificados para um mata-mata final, como em 2002?


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