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Do céu ao inferno em 3 min


Santos sofre outra virada na Vila vazia

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CAPA 20 jogos Santos 5 - final para gráfica FRENTE (2)

Os jornalistas Bruno Freitas e Renan Prates estão lançando uma campanha de venda antecipada para lançar o livro “20 Jogos Eternos do Santos”.

Para este livro foram consultados os santistas da mídia Ademir Quintino, João “Canalha”, José Roberto Torero, Marcelo Tas, Odir Cunha, Paulo “Morsa”, Vladir Lemos e Xico Sá.

Não está caro participar e com 36 reais já dá para garantir um exemplar. Como sempre digo, a história é o bem mais precioso do Santos e tudo o que for feito para preservá-la tem o meu apoio.

Para mais informações, clique neste link: https://abacashi.com/#/p/livro20jogoseternosdosantos

Do céu ao inferno em 3 minutos

Até os 39 minutos do segundo tempo o Santos vencia o Palmeiras por 1 a 0, mantinha o longo tabu de não perder para o rival na Vila, assumia a liderança de seu grupo e caminhava para mais uma fase final de Campeonato Paulista, competição da qual participou das últimas oito finais. Porém, em três minutos tudo mudou. Em duas avançadas pela direita o adversário achou dois gols e ganhou o jogo. O que essa derrota significa?

Além da frustração enorme que ela provoca no torcedor santista, não dá para ignorar algumas constatações óbvias, quais sejam:

Um time não pode perder tantos gols como o Santos perde. Concretizasse metade das chances criadas e a vitória estaria garantida, mesmo sofrendo os dois gols no final. Falhas como a de Vitor Bueno, que furou embaixo das traves, e mesmo do experiente Ricardo Oliveira, não são suficientes para que sejam substituídos?

Um sistema defensivo não pode ser tão vulnerável sempre que pressionado. Bastaram três minutos de alguma pressão do adversário para a defesa do Santos sofrer dois gols infantis. As duas jogadas do Palmeiras foram feitas pelo lado esquerdo da defesa alvinegra, que este ano, assim como a lateral direita, está sendo um convite ao contra-ataque adversário.

Mais uma vez ficou provado que a Vila Belmiro não faz milagres, nem no campo, nem nas arquibancadas. Apenas 8.742 pessoas pagaram para ver um dos clássicos mais valorizados do momento, no qual o Santos sofreu a sua terceira derrota no Urbano Caldeira neste Estadual, duas delas de virada. Enfim, perdeu-se em todos os sentidos. Este Paulista está punindo o Santos por deixar de jogar no Pacaembu, onde está invicto há 17 jogos e atrai públicos bem maiores. A renda também foi modesta, de apenas R$ 355.840,00.

Sei que uma derrota como esta faz o torcedor pedir a cabeça de meio mundo. Sou torcedor também, mas minha profissão me ensinou a ser um pouco mais comedido. Nem tudo está errado em um time que dominou o jogo e mereceu até uma vantagem maior até os 39 minutos do segundo tempo. Então, a solução é extirpar o que é ruim e deixar o que é bom. Mas o que é um e o que é outro?

Imagino que em um primeiro momento, só para se falar de jogadores, eu firmaria Bruno Henrique e Vladimir Hernández como titulares. Veria também substitutos para Zeca e Victor Ferraz, ou os impediria de avançar tanto, principalmente depois que o resultado já estivesse favorável. Quanto a Vladimir, sacar um goleiro por uma falha é um tanto cruel, até porque ele fez outras grandes defesas durante o jogo, mas se não está inspirando confiança no time, aí não tem jeito.

Imagino que Dorival Junior será execrado depois dessa derrota e há motivos para isso, mas acho que a postura da equipe depois do gol se deveu também à acomodação de alguns jogadores. Que o técnico não tem pulso, que demonstra séria dificuldade de fazer as substituições nos momentos certos, todos nós sabemos, mas a responsabilidade por esse fracasso deve ser dividida entre ele e seus pupilos. Faltou um líder, ou líderes em campo.

Se há aspectos positivos neste revés, um deles é que o Paulista não acabou e ainda é possível obter a classificação. Outra boa notícia é o desempenho de Bruno Henrique, que ganhou a posição de Copete – da mesma forma que Vladimir Hernández deve ganhar o lugar do instável Vitor Bueno. A falha do goleiro Vladimir confirmou o que muitos acham dele: que defende bolas difíceis e coloca outras, fáceis, para dentro do seu gol. Vanderlei precisa ter um reserva mais regular.

Por fim, a vitória fará boa parte da mídia esquecer que o Palmeiras foi dominado pelo Santos e acarretará muitos elogios ao técnico Eduardo Baptista. Isso chega a ser bom, pois o alviverde não é nada disso e ganhou em uma bamba incrível. É pouco provável que tenha a mesma sorte da próxima vez.

Santos 1 x 2 Palmeiras
Vila Belmiro
Público: 8.742 pagantes. Renda: R$ 355.840,00
Santos: Vladimir, Victor Ferraz (Matheus Ribeiro), Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia (Rodrigão) e Lucas Lima; Vitor Bueno (Hernandez), Bruno Henrique e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.
Palmeiras: Fernando Prass, Jean, Edu Dracena, Yerry Mina e Zé Roberto (Willian); Felipe Melo; Keno (Roger Guedes), Tchê Tchê, Guerra (Egídio) e Dudu; Borja. Técnico: Eduardo Baptista.
Gols: Ricardo Oliveria aos 29, Jean aos 39 e Willians aos 42 minutos do segundo tempo.
Arbitragem: Flavio Rodrigues de Souza, auxiliado por Danilo Ricardo Simon Manis e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo, todos de São Paulo. (SP)
Cartões amarelos: Felipe Melo e Jean.

E você, o que acha disso?

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Costas do Victor Ferraz

Meu amigo e minha amiga, a Ferroviária, que enfrenta o Santos neste sábado, às 19h30, na Vila Belmiro, é um perigo. Digo isso porque o seu técnico, o PC de Oliveira, é novo no ramo e, como todo técnico novo, certamente não gosta de inventar. Fará o que é o óbvio ululante, o que quer dizer que, a exemplo do São Paulo, no meio da semana, forçará suas jogadas de ataque nas costas do Victor Ferraz.

Vê-se até pelo porte físico do nobre PC, um tanto acima do peso, que ele não é de correr no campo e nem está acostumado com a rotina dura dos treinamentos no futebol. Por isso, por ser um principiante no cargo, é evidente que não criará fórmulas mirabolantes para tentar vencer o Santos no Urbano Caldeira. Se conhece alguém no São Paulo e lhe perguntou o que o tricolor fez para ganhar na quarta-feira, já deve ter ouvido a resposta: jogar nas costas do Victor Ferraz.

Um detalhe é que o simpático PC de Oliveira é técnico da Seleção Brasileira de Futsal, ou seja, é novato no futebol de campo, mas sabe como ninguém explorar aqueles espaços exíguos que surgem nas quadras do futsal. Imagine, então, caro leitor, e cara leitora, o homem vislumbrando aquela verdadeira Avenida Paulista, aquela Ana Costa ampliada que convencionamos chamar costas do Victor Ferraz.

Mesmo que não tenha assistido à partida, mas que puxe papo com uma criança em fase pré-escolar em um sítio perdido na zona rural de Araraquara, ainda assim ouvirá do pequerrucho, ou da pequerrucha, que qualquer um sabe que a manha para ganhar do Santos, na Vila ou em qualquer outro lugar, é jogar nas costas do Victor Ferraz.

Se o buraco por ali já era grande, ficou maior agora que o professor Dorival Junior resolveu criar uma versão tupiniquim da laranja mecânica, que poderia se chamar meio jerimum mecânico. Meio porque funciona mais ou menos bem do centro do campo para a frente, mas é uma lástima do centro para trás. É mais ou menos aquela história do neurocirurgião que se formou por correspondência e só sabe abrir a cabeça do paciente, mas não sabe fechá-la. Dorival deve pensar: meu time é ótimo com a bola no pé, quando a perde não é problema meu. O que tenho a ver com as costas do Victor Ferraz?

Na verdade, só por ter sido escolhido como capitão da equipe já se percebe que esse rapaz tem as costas quentes. Por outro lado, tem também as costas largas para suportar toda essa pegação no pé. Afinal, para quem é titular absoluto no Santos há tanto tempo, para quem joga mais no ataque do que na defesa e já marcou… já marcou… quantos gols ele já marcou pelo Santos, mesmo? Bem, não importa. Para quem tem a dupla missão de defender e atacar, além de trotar cientificamente pelo campo para enganar o adversário, talvez seja injusto destacar que a única tática de todos os adversários que têm enfrentado o Santos nos últimos dois anos seja jogar nas costas do Victor Ferraz.

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Esquema DJ2017 reprovado

O problema do sistema idealizado pelo técnico Dorival Junior para o Santos em 2017 é que existem adversários, e que estes também pegam na bola e atacam, e quando atacam dão de cara com a defesa do Santos arreganhada, com buracos nas extremas e no meio e ainda marcando em linha. O São Paulo de Rogério Ceni tem seus méritos por vencer, de virada, na Vila Belmiro, por 3 a 1, mas do jeito que está jogando o Santos não passará um jogo sem sofrer gols, e mais de um. Em três jogos no Campeonato Paulista, já foram sete gols sofridos, um pouco mais de dois por jogo.

Mas enquanto o São Paulo ficou atrás e o Santos teve espaço para tocar a bola no campo do adversário, parecia até o Barcelona, como queria Dorival. O Alvinegro Praiano inaugurou o marcador aos 10 minutos, com Copete completando jogada sensacional de Vitor Bueno, e ainda teve outras oportunidades. Mas aos poucos o São Paulo perdeu o medo, passou a tocar mais a bola no campo do Santos e começou a perceber os incríveis buracos na defesa santista.

Aos 36 minutos Zeca cometeu pênalti bobo em Gilberto e Cueva bateu para empatar. Zeca não precisava fazer a falta, só pular junto para a cabeçada. Aos 10 minutos do segundo tempo, repetindo o que já fizera contra o Red Bull, Lucas Lima perdeu a bola no meio de campo e proporcionou um contra-ataque que a avenida Ana Costa no meio da defesa do Santos ajudou a transformar em gol do adversário. Aos 27 minutos, em novo contra-ataque que pegou a defesa santista novamente esburacada, Luiz Araújo, que já fizera o segundo, fez o terceiro do São Paulo.

Há jogadores santistas que merecem ressalvas, sim, pois não jogaram bem, alguns talvez jamais consigam jogar realmente bem, mas o maior culpado pela derrota do Santos foi o técnico Dorival Junior e seu esquema suicida. Menos mal que a derrota ocorra no início do ano e no Campeonato Paulista. Se fosse na Copa Libertadores, um revés desses, na Vila Belmiro, poderia colocar o sonho do tetracampeonato a perder.

Lembro ao ilustríssimo técnico que Libertadores não se ganha com ataque, mas sim com a defesa. Muricy Ramalho levou o Santos ao tricampeonato depois que fez o time marcar atrás da linha da bola. A equipe segurou empates sem gols no México e em Montevidéo que se tornaram decisivos. Se quiser manter esse esquema contra os gringos, o Santos sofrerá gols e não conseguirá furar a retranca e a catimba adversárias. Só um técnico muito ingênuo jogaria uma competição dura como a Libertadores com um sistema tático desses.

Não dá para inventar em um ano tão importante para a história do Santos. O negócio é jogar no 4-3-3 mesmo e lutar pelos pontos de cada dia. Esse contra o São Paulo não era um jogo para perder. Fizesse a tática feijão com arroz e o time ganharia sozinho, pois é mais experiente do que o do São Paulo e tinha o ótimo apoio de 11.320 pagantes.

Acabamos vendo um técnico iniciante, como Rogério Ceni, fazer as substituições certas, motivar a equipe com a atitude correta e sair da Vila Belmiro com uma vitória incontestável. A entrada de Luiz Araújo no lugar de Neilton ainda no intervalo – algo que Dorival Junior jamais faria – se tornou decisiva.

É preciso ter coragem para substituir, para testar os contratados, para colocar no banco quem não está jogando bem ou se acha o dono do time. Que me desculpem os fãs desses rapazes, mas Thiago Maia tropeça na bola, assim como Rodrigão; Leandro Donizete é lento e Victor Ferraz gira, gira, e não faz nada de produtivo. Por sua vez, Lucas Lima joga só pra ele. Se não testar outros jogadores no Campeonato Paulista, quando o professor os testará? Em um jogo fora de casa pela Libertadores?

Bem, mas ainda há muito futebol em 2017 e espero que Dorival Junior e sua trupe tenham a humildade de perceber que o sistema que estão querendo implantar no Santos é suicida e fará o time ser eliminado precocemente da Libertadores, além de não vencer nenhuma competição que disputar este ano.

Escalação e notas dos jogadores do Santos
Vladimir(5), Victor Ferraz (3), Lucas Veríssimo (4), Yuri (5) e Zeca (4); Leandro Donizete (3) (Bruno Henrique |(4, pela vontade), Thiago Maia (2,5) e Lucas Lima (4) (Thiago Ribeiro (3); Vitor Bueno (6,5), Copete (5,5) e Rodrigão (4) (Kayke (sem nota). Técnico: Dorival Junior (1)

Lembra?

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A ficção e a realidade

O Campeonato Paulista começou, depois de a imprensa esportiva alardear as inúmeras qualidades dos três times mais populares da capital, e o que aconteceu? O Santos é o líder na classificação geral, apresentou o melhor futebol da primeira rodada e ainda jogou desfalcado de Ricardo Oliveira.

O São Paulo, do decantado técnico Rogério Ceni, teve uma atuação pífia, uma defesa com mais buracos do que um queijo suíço e perdeu de 4 a 2 para o Audax. O Corinthians ganhou do São Bento com um gol de pênalti que não houve e o Palmeiras, em partida equilibrada, mostrou um futebol medíocre e derrotou o Botafogo de Ribeiro Preto pela contagem mínima.

Não sei o que meus colegas vão inventar durante a semana para manter o interesse dos torcedores desses três times, pois está evidente que o Santos é o melhor e o Grupo D o mais difícil, já que todos os quatro times ganharam seus jogos, ao contrário do grupo do São Paulo, em que os quatro perderam.

Para ser santista é preciso ter inteligência para perceber as jogadas ibopistas da mídia que tenta distorcer a realidade. E a verdade é que, a exemplo do Campeonato Brasileiro, vencido por um time medíocre, o Paulista é outra competição mediana, com exceção do Santos e, talvez, de seus concorrentes no Grupo D.

Acima, coloco um vídeo para o qual peço atenção especial. Trata-se de uma entrevista de Angelo Benedicto Sormani, ou apenas Sormani, ponta-direita que nasceu em Jaú em 3 de julho de 1939, começou no Santos, participou da excursão à Europa em 1960, transferiu-se para o Mantova em 1961 e fez carreira na Itália, onde vive desde então. Herói do Milan na conquista da Liga dos Campeões e do Campeonato Mundial (Intercontinental) de 1969, Sormani, que foi chamado de “il Pelé Bianco”, é muito respeitado pela imprensa e os torcedores italianos.

Nessa entrevista ele fala de Pelé e do Santos. Vale a pena ouvi-la na íntegra. Coloco esse vídeo para lembrar o que é essencial na história do futebol e qual é o verdadeiro peso de cada time nessa história. Essa é uma noção que o santista não pode perder, já que a todo momento a imprensa esportiva brasileira, com suas conjecturas superficiais e convenientes, quer fazer o torcedor esquecer o que realmente importa.

Pelé versus os europeus
Há jornalistas, poucos e obtusos, que batem na tecla de que Pelé não pode ser considerado o melhor jogador de todos os tempos porque nunca jogou por um time europeu. Essa é uma demonstração de colonialismo barato, como se a Europa fosse o centro do futebol mundial. Hoje, certamente, é, mas até os anos 1960, reinado do futebol arte, o melhor futebol praticado no planeta era o sul-americano. Por outro lado, os europeus tiveram várias oportunidades de parar Pelé, e o que aconteceu? Veja este vídeo e constate o que o Rei do Futebol fazia com os jogadores, times e seleções do velho continente:

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11 títulos e 8 vices em 14 anos!

Para ser campeão

Para ser campeão paulista neste domingo o Santos tem de jogar o mais próximo possível de seu maior potencial. Tem de ser rápido, mas errar poucos passes, ser incisivo, determinado e eficiente. Caso consiga isso, ficará com a taça, pois o melhor que o Audax pode jogar não se compara ao melhor do Santos. Em nível técnico, experiência e prestígio de seus jogadores, o Santos está bem à frente. As armas do time de Osasco são o preparo físico, a tática atrevida e a motivação de tentar fazer história.

O Santos deve ter mais posse de bola e criar mais oportunidades. Só perderá o título se for desatento em lances capitais, tanto no ataque, quanto na defesa. A torcida o ajudará a se manter focado, ao mesmo tempo que atrapalhará a atenção da equipe visitante. Se Lucas Lima não puder jogar, a bola parará menos tempo no meio-campo do Santos, mas os ataques serão mais verticais. Isso até poderá ser bom.

Os times prováveis são:

Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato, Lucas Lima (Ronaldo Mendes) e Vitor Bueno; Gabriel e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.
Audax: Sidão, Francis, Yuri, Bruno Silva e Velicka; Camacho, Tchê Tchê e Juninho; Mike, Bruno Paulo e Ytalo. Técnico: Fernando Diniz.
Arbitragem: Raphael Claus, auxiliado por Anderson Jose de Moraes Coelho e Alex Ang Ribeiro.


Só não entendi porque Raphael Klaus, um árbitro que já prejudicou o Santos na Vila Belmiro, foi escalado para a decisão. Quem não se lembra do lance em que ele foi agredido pelo jogador itaquerense e nem deu cartão amarelo ao agressor, além de inverter outras marcações no mesmo jogo?


É gostoso ser campeão? Nem fale. É a melhor sensação para o santista. Mas tudo que é bom tem seu preço. E para ser campeão paulista, domingo, todos os jogadores do Santos terão de se doar o tempo todo. Não só correndo atrás da bola, mas também sem ela. E deverão estar atentos, focados, até o apito final do árbitro. Não poderão relaxar nem um minuto. Mesmo que o time esteja vencendo por dois, três gols de diferença, a seriedade terá de continuar até o fim. Como disse Ricardo Oliveira: “Chegar até aqui não basta, a gente tem de finalizar levantando esse troféu”. Vai pra cima deles, Santos!!!

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11 TÍTULOS E 8 VICES EM 14 ANOS!

Veja como são as coisas, leitores e leitoras deste blog. De 1984 a 2001, portanto durante 17 anos, o Santos só conquistou dois títulos: o Torneio Rio-São Paulo de 1997 e a Conmebol de 1998. No primeiro, empatou por 2 a 2 com o Flamengo, em um Maracanã com mais de 70.729 torcedores, e o segundo foi arrancado com um empate sem gols contra o Rosário Central, diante de 46 mil fanáticos argentinos. Tudo bem que foram conquistas heroicas e dramáticas, mas apenas duas em 17 anos!

Meus amigos e amigas, era uma época árida, em que até vencer o Campeonato Paulista tinha se tornado um tabu. Depois daquela vitória de Serginho & Cia, em 1984, o Santos só tinha chegado a uma final, em 2000, quando foi derrotado pelo São Paulo. A situação era desanimadora.

Mas em 2002, do nada, como se renascesse das cinzas, o Santos não só saiu da fila ao vencer o Campeonato Brasileiro, como iniciou um período tão vitorioso que, 14 anos depois – obviamente ainda sem contar 2016 – já acumula 11 títulos, sendo uma Copa Libertadores (2011), dois Campeonatos Brasileiros (2002 e 2004), uma Copa do Brasil (2010), uma Recopa Sul-americana (2012) e seis Campeonatos Paulistas (2006/07/10/11/12/15).

É preciso destacar, ainda, que desde 2002 o Alvinegro Praiano alcançou outras seis finais, tornando-se vice-campeão Mundial em 2011, da Libertadores em 2003, da Copa do Brasil em 2015 e três vezes do Paulista (2009, 2013 e 2014). Em pontos corridos também foi vice-campeão brasileiro em 2003 e 2007.

Somando-se títulos e vices, nenhum time de São Paulo conquistou tantas taças nesse período. E isso, sabemos muito bem, apesar de todos os problemas, todas as mazelas que envolvem as administrações que passam pelo Santos. Imagine, então, se o clube fosse bem administrado…

Bem, mas como domingo santistas e não santistas vão parar tudo para ver a oitava final consecutiva do Santos no Paulistão, o blog aproveita para lembrar os seis títulos estaduais do Glorioso Alvinegro Praiano nos últimos dez anos:



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Incoerências da CBF e da Globo

Se o Santos é o time brasileiro com mais jogadores de destaque, a ponto de três deles serem chamados para a Seleção Brasileira, por que a Globo evita transmitir seus jogos e lhe paga uma cota bem menor do que para seus dois queridinhos?

Aliás, o Santos, sozinho, teve três vezes mais jogadores convocados do que a soma dos convocados de Flamengo (0) e Corinthians (1), os preferidos da tevê carioca. Então, quem dá mais espetáculo? Quem é maior atração para a tevê?

E se o Santos é o time brasileiro que mais contribui para a Seleção Brasileira, por que a CBF o põe para jogar nos piores horários do Campeonato Brasileiro? Alguma coisa não bate. Querem esconder, ou querem mesmo é ferrar o Santos?

Confira os jogadores de times brasileiros convocados para a Copa América:

Alisson, goleiro do Internacional.
Douglas Santos, lateral do Atlético Mineiro.
Rodrigo Caio, zagueiro do São Paulo.
Elias, volante do Corinthians.
Lucas Lima, meia do Santos.
Ricardo Oliveira, atacante do Santos.
Gabriel, atacante do Santos.

Ué, a Copa Libertadores não é mais importante, não reúne os melhores times do Brasil? Então por que um time que está fora da Libertadores tem muito mais jogadores chamados para a Seleção Brasileira do que os que disputam a competição sul-americana?

Por que a Band caiu fora
Obrigada a pagar uma fortuna para transmitir o mesmo jogo que a Globo, a Band finalmente criou vergonha na cara e caiu fora. Estava sendo vista como mais um filhote da tevê carioca, como o Sportv e o Premiere. O correto seria ter a liberdade de transmitir o jogo que quisesse. Mas isso a Globo não permite, com medo de ser superada em alguns jogos, pois nem sempre escolhe a partida de maior apelo popular. Chega ao cúmulo de evitar clássicos que não tenham os seus dois times favoritos. Bem, que a atitude da Band seja o início de uma revolução democrática nas transmissões de futebol no Brasil. Que venha o Esporte Interativo!

E você, o que acha disso?


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