Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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O santista que se acostume, pois os altos e baixos prosseguirao

churrasmarlene 017Eu e Conrado, o maior santista de Michigan.

Depois da melhor vitoria no Campeonato Brasileiro, a pior derrota no Campeonato Brasileiro. E justo quando o time estava a tres pontos de pular para a quinta posicao… Isso deve acabar com os nervos dos santistas mais exaltados. Porem, se analisarmos friamente as limitacoes do elenco e as condicoes instaveis da propria competicao, chegaremos a conclusao de que esses altos e baixos do Santos prosseguirao ate o final do campeonato e cabe ao time, a comissao tecnica e ao torcedor erguerem a cabeca a cada resultado adverso e ficarem prontos para outra.

Vejo nos comentarios que ja ha leitor do blog ironizando o goleiro Vladimir ou execrando Cicinho. Outros preferem criticar a postura conservadora do tecnico Claudinei Oliveira e a falta de criatividade do time. Talvez todos tenham um pouco de razao, mas ao lembrarmos que essa mesma Portuguesa aplicou 4 a 0 no campeao do mundo e depois perdeu pelos mesmos 4 a 0 para o Cruzeiro – este sim um time estavel, que faz jus a lideranca no Brasileiro – perceberemos que o sistema tatico da Lusa depende de sair na frente. Com um gol de vantagem o time passa a jogar no contra-ataque e se torna perigosissimo.

O time da colonia portuguesa venceu, e com meritos. Parabens. Mas uma partida nao muda todo o panorama de um campeonato. O Santos deve prosseguir, aos trancos e barrancos, sua luta para conseguir uma vaga no G4, enquanto o simpatico rubroverde do Caninde tentara evitar novo rebaixamento. O importante, como sempre, e aprender com as derrotas, e para isso e preciso ter sangue-frio e inteligencia.

Como muito ja se tem dito por ai, o futebol brasileiro esta mesmo nivelado por baixo. Os melhores jogadores sairam do Pais, os destaques do Campeonato Brasileiro tem sido os veteranos defenestrados pela Europa ou alguns jovens valores que logo tambem irao embora. A atuacao conjunta de empresarios interesseiros e jornalistas mal intencionados fez do nosso futebol um mercado secundario propicio para laboratorios e exploracoes. A Copa do Mundo aumenta as possibilidades para os oportunistas desonestos. Nao ha esperanca a curto prazo.

Os problemas de um time e de um clube como o Santos a gente ja sabe, o negocio e encontrar as solucoes. Se a TV, parcial, nao lhe da a visibilidade necessaria para um grande contrato de publicidade, entao e preciso usar as armas que se tem para buscar essa visibilidade e administrar de maneira super eficiente o dinheiro que entra. E inadmissivel, por exemplo, que cerca de 30% da folha salarial, pelos meus calculos, seja destinada a jogadores inativos ou nao aproveitados.

O fincamento da bandeira santista no coracao de Sao Paulo, por meio da tomada do Pacaembu, e outro gesto necessario para expandir os horizontes do clube. Estou absolutamente certo de que as acoes virao, mas no momento ha um campeonato a se jogar e uma classificacao ao G4 a se conquistar. E ela vira, desde que o time e os santistas nao percam a confianca.

Voce esta disposto a suportar os altos e baixos do Santos neste Brasileiro?


Em busca do orgulho perdido

A eliminação na Copa Libertadores abalou o orgulho do torcedor santista, que estava nas alturas nesse ano de Centenário. Mas a vida segue e hoje, às 16 horas, com o time completo, o Alvinegro Praiano enfrenta a Portuguesa, no Canindé, com a obrigação de lutar muito pela vitória, já que restou apenas o Campeonato Brasileiro para garantir uma vaga na Libertadores do ano que vem.

Um bom duelo da partida reunirá o experiente goleiro Dida, de 38 anos, contra o atacante Neymar, de 20. Outro destaque da Portuguesa é Guilherme, meio-campo, setor em que o Santos deverá ter a volta de Paulo Henrique Ganso. Se o gramado ajudar, teremos um bom clássico no Canindé.

O técnico Muricy Ramalho já disse que a Portuguesa é um adversário complicado quando joga em casa, o que é óbvio. Se um time não complicar quando joga em seu estádio, quando o fará? Mas o Santos, que tem apenas quatro pontos ganhos em seis jogos neste Brasileiro, não obteve nenhuma vitória e está na zona de rebaixamento, precisa muito desses três pontos.

É estranho que um time que tem dez laterais no elenco tenha de utilizar um jogador da base em um clássico. Sim, por falta de lateral-direito, Muricy escalará o garoto Wesley Douglas. O Santos deverá atuar com Rafael, Wesley Douglas, Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano, Henrique, Arouca e Ganso; Neymar e Borges. Enfim, é praticamente o mesmo time que vinha atuando na Libertadores.

A Portuguesa, treinada por Geninho, está escalada com Dida, Rogério, Gustavo e Lima; Alê (Raí), Moisés, Guilherme e Léo Silva e Ivan; Diego Viana e Vandinho.

A arbitragem será de Raphael Claus, auxiliado por Marcelo Carvalho Van Gasse e Daniel Paulo Ziolli, todos de São Paulo. Claus apitou três jogos nesse Brasileiro e já marcou dois pênaltis.

Descontente com os rumos que o futebol do Santos tem tomado – sem uma política de valorização dos jogadores de base, altos salários para figurões que pouco produzem e contratação de “reforços” medíocres –, o santista acompanhará esse jogo com muita atenção e preocupação. Um novo revés e aí sim teremos uma crise na Vila Belmiro, da qual nem o técnico Muricy Ramalho será poupado.

Retrospecto de Santos x Portuguesa

Por Wesley Miranda

Santos e Portuguesa já se enfrentaram 232 vezes ao longo da História. E a vantagem é santista, com 110 vitórias contra 64 vitórias lusitanas e 58 empates. O Peixe marcou 456 gols e sofreu 329.

Em Brasileiros, o primeiro confronto aconteceu no Robertão de 1967, um empate em 2 a 2(veja abaixo). No campeonato nacional foram 26 jogos com 10 vitórias do Santos contra quatro da Lusa e 12 empates. O alvinegro marcou 33 gols e sofreu 20.

Vitórias, empates e derrotas do Santos
Brasileiro: 10, 12, 4
Paulista: 72, 48, 37
Rio-SP: 6, 2, 8
Amistosos: 22, 4, 8
e outros

Década a década
Vitórias, empates e derrotas do Santos
Anos 20: 6, 0, 3
Anos 30: 11, 4, 7
Anos 40: 6, 6, 11
Anos 50: 17, 3, 14
Anos 60: 19, 6, 9
Anos 70: 16,12,7
Anos 80: 12, 9, 4
Anos 90: 13,11,6
Séc.XXI: 8, 7, 3

O artilheiro do confronto
O Rei é o goleador máximo do confronto. Contra a Lusa, o Pelé jogou 42 partidas vencendo 22 contra 12 derrotas e 8 empates. No texto vamos contar algumas histórias do nosso artilheiro mor! Em segundo, o gênio Coutinho, o homem que dentro da área era superior ao Rei, segundo o próprio Pelé! O gênio terá biografia lançada essa semana e deve ser muito prestigiado pela sua rica história no Santos FC.

A volta de Feitiço e a maior goleada do Santos
Depois que Feitiço foi suspenso pelo rigoroso presidente Guilherme Gonçalves no famoso episódio com Washington Luis no fim de 1927, foi contra a Portuguesa em 08/07/1928 que ele voltou. A anistia de sua suspensão veio por conta da CBD que contava com o jogador para o amistoso contra o time escocês do Motherweel. Feitiço jogou e marcou “só” quatro gols na vitória do Brasil por 5 a 0.
No segundo turno do Paulista de 1928 na Vila Belmiro aconteceu a maior goleada do confronto, 10 a 0 para o Santos. Quem brilhou foi o atacante Wolf,com 5 gols. Feitiço (2), Camarão (2) e Evangelista completaram a goleada!

Dois campeões no mesmo ano
Quando o Santos conquistou o seu primeiro Paulistão em 1935 pela Liga Paulista de Futebol (LPF) ao bater o Corinthians no Parque São Jorge por 2 a 0 com gols de Raul Cabral e Araken Patusca, a Lusa conquistava no mesmo ano o Paulista com menos brilho, a da Associação Paulista de Esportes Atléticos (APEA) ao bater o Ypiranga.
A Apea organizou o Paulista entre 1913 até 1936, mas perdeu forças com o profissionalismo e com a ascensão da LPF, que era apoiada pela CBD.

O troco lusitano e uma lição
Demorou 28 anos para a Portuguesa aplicar a sua maior goleada em cima do Santos, um sonoro 8 a 0 no estádio do Pacaembu. O time do Canindé era um timaço com Djalma Santos, Julinho, Edmur… e o jogo foi apenas três meses após a conquista do seu segundo Rio-SP, quando o time também ganhou do Santos por 5 a 1 durante a conquista.
Depois dessa goleada de 8 a 0, os jogadores santistas temiam que a direção tomasse uma medida de punição no grupo. Mas Athiê teve a calma para deixar o trabalho fluir. No jogo seguinte, o Santos goleou o Guarani por 5 a 0 e manteve o foco no título que conquistaria dois meses depois, quebrando um jejum de 20 anos! E se tivesse mandando o Lula embora? E com ele o Pepe, o Urubatão, o Formiga, o Manga…..

Começo da Era Pelé
Santos e Portuguesa se encontraram no mesmo Pacaembu no dia 15 de dezembro de 1957 pelo Campeonato Paulista. O Santos já vinha sendo a sensação do campeonato por suas belas apresentações e elevado número de gols. Confirmando o melhor ataque do campeonato, Dorval abriu o marcador aos quatro minutos; Jair o homem bomba, aumentou aos 5 minutos, e Pelé marcou seu primeiro gol contra a Lusa aos 18 minutos. Antes do termino da primeira etapa, Afonsinho fez o quarto gol.
Na segunda etapa, Dorval ampliou a goleada aos 5 minutos e Pelé chegou ao seu 16º gol no campeonato aos 29 minutos! Santos 6 a 0. Apesar da goleada, o jogo foi considerado “só” bom pelo que o atual bicampeão paulista vinha apresentando no certame. O Peixe chegava ao 56º gol no campeonato.

Reparem que no gol santista houve um revezamento de goleiros em 1957. Nesse jogo, Veludo foi o arqueiro. Ele jogou até 1958 em 24 oportunidades. As outras opções na meta santista eram Agenor Gomes, o magnífico Manga, que estreou contra a Lusa em 1951 e foi o goleiro que mais atuou na meta santista, com 404 jogos até 1959. E o fundamental Laércio Milani que chegou junto com o veterano Jair Rosa Pinto do Palmeiras em 1957 em uma troca com o zagueiro Formiga, e foi o terceiro goleiro que mais atuou na meta santista, 335 jogos até 1969.
Até o jogo contra a Lusa a defesa santista havia sofrido 28 gols, Veludo (15) Manga (7) e Laércio (6).

E a Lusa quase atrapalhou
Santos e Portuguesa travaram um duelo particular pela conquista do estadual de 1960. Peixe e Lusa empataram a primeira partida no Canindé por 1 a 1. No segundo turno a Portuguesa venceu o timaço do Santos por 4 a 3 em plena Vila Belmiro. E o equilíbrio seguiu na tábua de classificação, sendo decidido apenas na última rodada, quando o Santos ganhou do então campeão Palmeiras por 2 a 1. A Portuguesa torcia por uma vitória alviverde, o que deixaria Santos e Portuguesa com 48 pontos e a necessidade de um jogo decisivo.
Esse foi o quinto título paulista do Santos e o passaporte para a disputa e conquista da Taça Brasil de 1961, consequentemente Libertadores e Mundial de 62. E a Lusa poderia ter atrapalhado.

O primeiro confronto em Brasileiro e a estreia de Corró
Um dia após completar 55 anos, o Santos FC entrou para o confronto contra a Lusa no Pacaembu. O duelo válido pelo Roberto Gomes Pedrosa foi o primeiro encontro na história válido por campeonatos brasileiros. O jogo marcou também a estreia de Clodoaldo Tavares Santana como titular em jogos de competição. Segundo Corró, foi nesse jogo que outro grande ídolo, o capitão Zito, lhe entregou a consagrada camisa 5. Que geração de volantes!
O jogo
Logo com um minuto de jogo, Lorico, da Portuguesa, abriu o marcador. Pelé, aos 23 minutos marcou um golaço, que poderia até gerar dúvida se foi um chute ou um cruzamento, mas vindo do melhor jogador de todos os tempos….. Antes do fim da primeira etapa, aos 44 minutos, Basílio, da Portuguesa, marcava 2 a 1. Quando a derrota parecia inevitável, o árbitro Anacleto Pietrobon, o Valussi (faleceu ontem (29) aos 89 anos) anotou penalidade máxima para o Santos. Na cobrança, o Rei bateu, o goleiro Félix espalmou e no rebote Pelé empatou. Santos 2 x 2 Portuguesa.

O último título Paulista do Rei Pelé
Ao invés de ser lembrado como uma das maiores lambaças da arbitragem no futebol mundial, por que não contar que a conquista dividida em 1973 representou o último de uma série de 10 títulos estaduais de Pelé e, com 11 gols, sua última artilharia do estadual de uma série de 11 – sendo 9 seguidas, de 1957 a 1965?
De resto, deixamos o vídeo punir o erro histórico de Armando Marques:

O tira-teima
Os dois times já haviam se enfrentado três vezes em 1973. Uma vitória do Santos, uma da Lusa e o categórico empate na disputa do título. E pouco mais de dois meses depois, em 04/11/1973, pelo Brasileirão, o tira-teima. Era mais do que um simples jogo, era questão de honra mostrar que a divisão do título não era tinha sido justa! Mas foi a Portuguesa que abriu o marcador com Tatá e ampliou com Enéas ainda antes do fim do primeiro tempo. Na volta do intervalo, com outro ânimo, o Santos diminuiu aos 4 minutos. O suficiente para despertar Pelé, que um minuto depois empatou e aos 19 minutos do segundo tempo deixou mais uma de suas pinturas, ao receber belo passe do magnífico Clodoaldo. Os dois tentos anotados pelo Rei foram os de número 79 e 80 em Brasileiros. De 1959 na Taça Brasil até o Campeonato Brasileiro de 1974, Pelé marcou 101 gols só em nacionais.
Vale a pena rever!

Meninos da Vila: A definição
Quem se esquece ou nunca ouviu falar das arrancadas de Juary e suas finalizações “mortais”, os passes milimétricos de Ailton Lyra, os arremates precisos de Pita e a explosão do papinha João Paulo? A Portuguesa nunca se esquecerá do jogo do dia 17/09/78. E esse vídeo tem uma pequena amostra disso.

Rodolfo Rodrigues do outro lado
No Campeonato Brasileiro de 1992, em jogo válido pela primeira fase, Santos e Portuguesa se enfrentaram na Vila Belmiro. No gol lusitano, um velho conhecido nosso e muito importante na história santista: Dom Rodolfo Rodriguez. No comando da Lusa, outra figura importante na história do Santos, só que dez anos depois: Emerson Leão!
O jogo
O ponta Almir abriu o marcador aos 14 minutos do primeiro tempo e o atacante Cilinho ampliou aos 41 do segundo tempo, dando números finais.
Em jogo contra o herói de 1984, o Santos tinha em campo o zagueiro Pedro Paulo e outro herói da história do Santos, esse de 1978, que entrou no lugar do jovem Sérgio Manoel, o veterano João Paulo, o papinha da Vila!

O primeiro gol de Robert
Ninguém fazia ideia do que seria o Santos na campanha do Brasileiro de 1995. Mas a vitória por 2 a 0 no Canindé em cima da Portuguesa já dava sinais de que aquele time já não era mais o mesmo que tinha perdido os dois jogos contra a Lusa pela fase final do Paulistão daquele mesmo ano. Os gols da partida foram de Robert (seu primeiro gol oficial com a camisa do Santos) e do Messias G10vanni. Robert jogou 251 partidas pelo Peixe e marcou 47 gols. Giovanni jogou 138 partidas e marcou a expressiva quantidade de 73 gols. Só em 1995 o ídolo paraense fez 40 gols!

Fim do jejum e rebaixamento rubro-verde
Em 2006, pela última rodada do Paulistão, os dois times se enfrentaram com objetivos bem distintos. O Alvinegro tentava quebrar um jejum de 22 anos sem o título estadual. O rubro-verde lutava para não descer de divisão. E o segundo pior ataque da competição não superou a defesa menos vazada. Sorte dos quase 20 mil santistas que estavam presentes na Vila Belmiro e viram Cléber Santana abrir o marcador aos 23 minutos e Leonardo, contra, ampliar aos 29 minutos do primeiro tempo. Santos, 16º título Paulista e a Portuguesa amargando o rebaixamento!

Em 2011, dois de Neymar
Depois de quatro jogos sem vitória e sem marcar, Neymar escolheu a Portuguesa para enfim desjejuar pelo Santos em 2011. O confronto válido pela 12ª rodada, terminou 3 a 0 para o Peixe, com dois de Neymar e um de Léo. O ídolo Neymar foi artilheiro do ano junto com Borges ambos com 24 gols!

O último confronto
De olho no confronto contra o Internacional no Beira Rio no meio de semana, válido pela Libertadores e, “confortável” na tabela do Campeonato Paulista, o técnico Muricy decidiu mandar a campo um time reserva para jogar contra a ameaçada Portuguesa.
Depois de um primeiro tempo fraco, os reservas voltaram para o segundo tempo com mais força e logo aos 4 minutos o zagueiro Rafael Caldeira abriu o marcador. Dimba ampliou aos 14 e decretou a vitória santista por 2 a 0. O resultado colocou o Santos na terceira posição do campeonato e complicou ainda mais a vida da Portuguesa, que fez uma grande campanha no Brasileiro da Série B de 2011, mas terminou rebaixada no Paulista 2012.

E você, o que espera do Santos contra a Portuguesa?


Muricy está certo em escalar reservas contra a Portuguesa?

O técnico Muricy Ramalho decidiu que escalará um time de reservas para enfrentar a Portuguesa, hoje, às 16 horas, no Canindé. Com todo o respeito que a Lusa merece, a verdade é que se jogasse com os titulares, o Santos seria franco favorito. Então, fica a dúvida: será que é mesmo necessário poupar os titulares para o jogo do meio da semana contra o Internacional, pela Copa Libertadores?

Eu acho que sim. Realmente, a possibilidade de conquistar seu quarto título de Libertadores é um sonho que vale todos os sacrifícios. Por outro lado, mesmo os reservas do Alvinegro Praiano podem jogar bem hoje e até vencer a Portuguesa. Basta lutar e ter confiança.

O Santos deve entrar em campo com Aranha, Maranhão (e não é que está melhorando!), Bruno Rodrigo, Vinícius Simon e Paulo Henrique; Adriano, Anderson Carvalho, Elano e Felipe Anderson; Dimba e Alan Kardec. A equipe pode estar pouco entrosada – já que os técnicos de hoje não dão mais coletivo -, mas, no papel, pode muito bem fazer um jogo equilibrado contra a Portuguesa, que tem jogado mal.

Eu só reforçaria o time com Borges, que está precisando de ritmo. E, ao contrário de Muricy, faria uma bela preleção, pois esses jogadores estão precisando de motivação, carinho e incentivo. Sua última partida, a derrota de 3 a 1 para o Mogi Mirim, deixou uma péssima impressão. Se esses reservas voltarem a jogar tão mal, não titubearei em sugerir que sejam emprestados ou vendidos.

A desculpa pronta de Muricy

Ao dizer que o time está desentrosado, o técnico Muricy já vem com a desculpa pronta para uma derrota. Eu não aceito, pois se ele sabe que terá de revezar as equipes titular e reserva nessa fase da temporada, por que não treinar mais esse time B e lhe dar maior entrosamento?

Se até times de muito menor expressão técnica e de folha salarial bem inferior têm conseguido vencer a Portuguesa no Canindé, por que os reservas do Santos estariam fadados a perder?

Uma longa rivalidade com a “Asa Negra”

A Portuguesa já teve um dos melhores times do Brasil, com um ataque poderoso, onde se destacavam Julinho BOtelho, Pinga e Simão, e justo naquele período ela se tornou a “Asa Negra” do Santos, pois conseguia surpreender o Alvinegro Praiano e lhe tirar da reta do título. Isso aconteceu nos Campeonatos Paulistas de 1948 e 1950, nos quais o Santos não perdeu para nenhum dos três grandes da capital, mas tropeçou justamente contra a Lusa, que também era um grande.

Em 1955, ano em que se tornou campeão depois de 20 anos de espera, o Santos chegou a ser goleado pela Portuguesa por 8 a 0, no Pacaembu. Os dois times fizeram outros jogos memoráveis.

O mais comentado foi o que decidiu o título paulista de 1973. Depois de empates em 0 a 0 no jogo e na prorrogação, o Santos vencia por 2 a 0 na cobrança de pênaltis quando o árbitro Armando Marques encerrou a disputa e deu o título ao Alvinegro. Só que ainda havia uma remota possibilidade de empate, e por isso os dois foram declarados campeões.

Em 1964 ambos já tinham feito o jogo decisivo, na Vila Belmiro. O Santos seria campeão com o empate, mas venceu por 3 a 2. E em 2006, com uma vitória por 2 a 0, na Vila Belmiro, o Santos se tornou campeão estadual depois de 22 anos, enquanto a Lusa foi rebaixada para a segunda divisão.

Hoje o empate é mais ou menos bom para os dois

Hoje, a Portuguesa precisa desesperadamente da vitória, mas não ficará tão decepcionada com o empate. O time luta apenas para não ser rebaixado. Para o Santos, o empate também já seria satisfatório, pois manteria a equipe em quarto lugar, à frente do bom Mogi Mirim.

O regulamento, criticado ontem por Felipão – cujo Palmeiras perdeu no Pacaembu para o Mirassol – dá ao time de melhor campanha a única vantagem de jogar em casa. Porém, eu diria que esta é uma grande vantagem para quem tem a Vila Belmiro, que é essencial nesses momentos.

Se perder hoje, por exemplo, e continuar em quinto lugar até o final desta fase, provavelmente o Santos terá de enfrentar o Mogi Mirim no Interior. Ainda assim será favorito, mas a dificuldade aumentará. O ideal é levar a decisão para a Vila, pois lá o adversário não tem para onde correr.

Retrospecto de Santos e Portuguesa

Por Wesley Miranda

Santos e Portuguesa já se enfrentaram 231 vezes ao longo da História. E a vantagem é santista com 109 vitórias contra 64 vitórias lusitanas e 58 empates! O Peixe marcou 454 gols e sofreu 329.

No retrospecto em Paulistas são 156 confrontos e a vantagem também é santista com 71 vitórias contra 47 derrotas e 38 empates.

Vitórias, empates e derrotas do Santos
Brasileiro: 10, 12, 4
Paulista: 71, 48, 37
Rio-SP 6, 2, 8
Amistosos 22, 4 8
e outros

Década a década
Vitórias, empates e derrotas do Santos
Anos 20: 6, 0, 3
Anos 30: 11, 4, 7
Anos 40: 6, 6, 11
Anos 50: 17, 3, 14
Anos 60: 19, 6, 9
Anos 70: 16,12,7
Anos 80: 12, 9, 4
Anos 90: 13,11,6
Séc.XXI: 7, 7, 3

O artilheiro do confronto
E para variar…. Edson Arantes do Nascimento no topo! Contra a Lusa o Pelé jogou 42 partidas vencendo 22 contra 12 derrotas e 8 empates. No texto vamos contar algumas histórias do nosso artilheiro mor! Em 2º o gênio Coutinho, o homem que dentro da área era superior ao rei, segundo o próprio rei……
Lembrando que faltam os artilheiros de 2 jogos que podem colocar Camarão ou Feitiço em 2º outros fenomenais jogadores que devem ser bem evidenciados no ano do centenário!!!

A volta de Feitiço e a maior goleada do Santos
Depois que Feitiço foi suspenso pelo rigoroso presidente Guilherme Gonçalves no famoso episódio com Washington Luis no fim de 1927, foi contra a Portuguesa em 08/07/1928 que ele voltou. A anistia de sua suspensão veio por conta da CBD que contava com o jogador para o amistoso contra o time escocês do Motherweel. Feitiço jogou e marcou “só” 4 gols na vitória de 5 a 0.
No segundo turno do Paulista de 28 na Vila Belmiro aconteceu a maior goleada do confronto, 10 a 0 para o Santos. Quem brilhou foi o atacante Wolf com 5 gols. Feitiço (2), Camarão (2) e Evangelista completaram a goleada!

Dois campeões no mesmo ano
Quando o Santos conquistou o seu primeiro Paulistão em 1935 pela Liga Paulista de Futebol (LPF) ao bater o Corinthians no Parque São Jorge por 2 a 0 com gols de Raul Cabral e Araken Patusca, a Lusa conquistava no mesmo ano o Paulista com menos brilho, a da Associação Paulista de Esportes Atléticos( APEA ) ao bater o Ypiranga.
A Apea organizou o Paulista entre 1913 até 1936, mas perdeu forças com o profissionalismo e com a ascensão da LPF que era apoiada pela CBD.

O troco lusitano e uma lição
Demorou 28 anos para a Portuguesa aplicar a sua maior goleada em cima do Santos, um sonoro 8 a 0. O time do Canindé era um timaço com Djalma Santos, Julinho, Edmur… e o jogo foi apenas 3 meses após a conquista do seu 2º Rio-SP quando o time também ganhou do Santos por 5 a 1.
Depois dessa goleada de 8 a 0, os jogadores santistas temiam que a direção tomasse uma medida de punição no grupo. Mas Athiê teve a calma para deixar o trabalho fluir. No jogo seguinte, o Santos goleou o Guarani por 5 a 0 e manteve o foco no título que conquistaria 2 meses depois, quebrando um jejum de 20 anos! E se tivesse mandando o Lula embora? O Pepe, o Urubatão, o Formiga, o Manga…..

E a Lusa quase atrapalhou
Santos e Portuguesa travaram um duelo particular pela conquista do estadual de 1960. Peixe e Lusa empataram a primeira partida no Canindé por 1 a 1 valida pelo 1º turno. No 2º turno, a Portuguesa venceu o timaço do Santos por 4 a 3 em plena Vila Belmiro. E o equilíbrio seguiu na tábua de classificação sendo decidido apenas na última rodada, quando o Santos ganhou do então atual campeão, Palmeiras por 2 a 1. A Portuguesa torcia por uma vitória alviverde, o que deixaria Santos e Portuguesa com 48 pontos e a necessidade de um jogo decisão.
Esse foi o 5º título Paulista do Santos, e o passaporte para a disputa e conquista da Taça Brasil de 1961, consequentemente Libertadores e Mundial de 62. E a Lusinha poderia ter atrapalhado.

O último título Paulista do Rei Pelé
Ao invés de ser lembrado como uma das maiores lambaças do futebol mundial, por que não contar que a conquista que foi dividida em 1973 representou o último de uma série 10 títulos do estadual e com os 11 gols, foi a última artilharia de uma série de 11 – sendo 9 seguidas,de 1957 a 1965 – do jogador mais importante da História do futebol?
O resto, deixamos o vídeo punir. O erro de Armando Marques que nunca mereceu chamar mais atenção que o Rei do Futebol, nem quando o expulsava com frequência e muito menos na sua última grande glória com a camisa que o consagrou.

O tira-teima
Os dois times já haviam se enfrentado 3 vezes em 1973. Uma vitória do Santos, uma da Lusa e o categórico empate da disputa do título. E pouco mais de dois meses depois 04/11/1973, pelo Brasileirão, o tira-teima. Era mais que um simples jogo, era questão de honra mostrar que a divisão do título não era justo! Mas foi a Portuguesa que abriu o marcador com Tatá e ampliou com Enéas ainda antes do fim do primeiro tempo. Na volta do intervalo, o Santos voltou com outro animo e diminuiu aos 4 minutos. O suficiente para despertar Pelé, que um minuto depois empatou e aos 19 minutos do segundo tempo deixou mais uma de suas pinturas, ao receber belo passe do magnífico Clodoaldo. Os dois tentos anotados pelo REI foram os de número 79 e 80 em Brasileiros. De 1959 na Taça Brasil até o Campeonato Brasileiro de 1974, Pelé marcou 101 gols só em nacionais.
Vale a pena rever!

Meninos da Vila: A definição
Quem se esquece ou nunca ouviu falar das arrancadas de Juary e suas finalizações “mortais”, os passes milimétricos de Ailton Lyra, os arremates precisos de Pita e a explosão do Papinha João Paulo. A Portuguesa nunca se esquecerá do jogo do dia 17/09/78. E esse vídeo tem uma pequena amostra disso.

Um lance épico, um jogo épico (do adversário)
Seria muita hipocrisia se um torcedor santista que é tão acostumado aos lances bonitos e adepto ao futebol envolvente, não reconher mesmo em uma derrota os méritos do adversário. E no confronto do dia 23/01/1993 que Dener só não fez chover na vitória da Lusa por 4 a 2.
Dener foi um desses jovens talentos que nos encheu de esperança, mas não pode dar continuidade na sua carreira. Não por mascara, ou pela boemia, mas sim por um acidente, um bobo e leve acidente no dia 18/04/1994.

O gol
Depois de dar uma caneta no lateral Índio, Dener ainda acerta o rosto do lateral Silva, dribla Gomes e marca um gol de placa!!

O primeiro gol de Robert
Ninguém fazia ideia do que seria o Santos na campanha do Brasileiro de 1995. Mas a vitória por 2 a 0 no Canindé em cima da Portuguesa já davam sinais que aquele time já não era mais o mesmo que tinha perdido os 2 jogos contra a Lusa pela Fase Final do Paulistão daquele mesmo ano. Os gols da partida foram de Robert(seu 1º gol oficial com a camisa do Santos) e do Messias G10vanni. Robert jogou 251 partidas pelo Peixe e marcou 47 gols. O Messias, jogou apenas 138 partidas e marcou a expressiva quantia de 73 gols. Só em 1995, o ídolo paraense marcou 40 gols!

Fim do jejum e rebaixamento rubro-verde
Em 2006, pela última rodada do Paulistão, os dois times se enfrentaram com objetivos bem distintos. O Alvinegro tentava quebrar um jejum de 22 anos sem o título. O rubro-verde lutava para não descer de divisão. E o segundo pior ataque da competição não superou a defesa menos vazada. Sorte dos quase 20 mil santistas que estavam presentes na Vila Belmiro e viram Cléber Santana abrir o marcador aos 23 minutos e Leonardo, contra, ampliar aos 29 minutos do primeiro tempo. Santos, 16º título Paulista e a Portuguesa amargando o rebaixamento!

O último confronto, a “estreia” de Neymar
Depois de quatro jogos sem vitória e sem marcar, Neymar escolheu a Portuguesa para enfim desjejuar pelo Santos em 2011. O confronto valido pela 12ª rodada, terminou 3 a 0 para o Peixe, com dois de Neymar e um de Léo. O ídolo Neymar foi artilheiro do ano junto com Borges ambos com 24 gols!

E você, acha que Muricy está certo em poupar os titulares hoje?


Ingresso: até quando o torcedor terá de sofrer tanto por ele?


Teve gente que ficou oito horas na fila para garantir seu lugar amanhã. E nem todos conseguiram.

Na maior parte do tempo os jogos do futebol brasileiro são deficitários, cuja arrecadação não paga as contas. E quando surge a oportunidade de um evento concorrido, como será Santos e Táchira, amanhã, no Pacaembu, parece que todo mundo é pego desprevenido, como se nunca tivessem vencido ingressos antes.

A simples tarefa de dar ao torcedor o que ele quer, que é o ingresso, vira uma tortura. Os pontos de venda na capital abriram apenas um guichê para atender a milhares de pessoas, que tiveram de ficar na fila, tomando sol, por horas a fio. Muitas delas voltaram para suas casas, em locais distantes do Estado, sem conseguir o tão sonhado bilhete para ver o jogo.

O Santos ainda facilitou as coisas, colocando um serviço de vendas de ingressos para sócios pela Internet. Quem sabe se este sistema, mais desenvolvido, possa um dia vender todos os ingressos de uma partida, poupando o tempo e as deslocações do torcedor.

Fiz questão de recolher alguns comentários recebidos por este blog. São autênticos, de pessoas exaustas pela batalha que tiveram de lutar para conseguir um lugar no Pacaembu. Outros, infelizmente, de torcedores frustrados por voltar para casa sem a entrada que lhe daria a felicidade de ver o seu time do coração jogando na competição mais importante do continente.

Peço que leia os depoimentos a seguir e, se quiser, também dê o seu sobre este caso que é inconcebível, ainda mais para um país que está a apenas três anos de organizar uma Copa do Mundo:

Boa noite Odir. Consegui comprar meu ingresso no Pacaembu, mas levei 8 horas, isso mesmo 8 horas pra comprar um ingresso.A culpa não foi da fila, que, aliás, estava grande mesmo, mais sim da falta de estrutura. Nunca tem ninguém pra organizar, sempre quem faz é o próprio torcedor. Com isso eu cheguei às 10 horas e só consegui comprar às 18 horas. No começo eram apenas dois guichês, um monte de gente furando fila, pois não tem ninguém pra controlar. Mas apesar de tudo isso, quarta estou eu lá. Saudações.
Magrão

Falta mobilização???
Depois de 8, isso mesmo, 8 horas na fila pra comprar ingresso no Canindé, somente um guichê funcionando, e depois das 6 da tarde é que chegaram mais 2 caras pra ajudar. Um puta desrespeito com o torcedor. Mas agora, com ingressos na mão, vamos pra cima deles SANTOS!!!! Não falta mobilização. A fila no Canindé estava enorme. Falta respeito com o torcedor.

Ivonar

Simplesmente lamentável e uma vergonha tudo que ocorreu na venda de ingressos hoje em São Paulo. Esta empresa irresponsável pela venda é safada e canalha! Eu comprei meu ingresso em Barueri após 4 horas na fila, onde uma zé mané trabalhava em um único guichê!
No Pacaembu e no Canindé a situação foi mais caótica ainda. Não adianta marketing e quetais quando não conseguem sequer vender ingressos de forma correta e sadia para um torcedor que demonstrou mobilização para o jogo e disposição de pagar um preço absurdo para estar lá e incentivar o time.
Relato: Um torcedor morador da Casa Verde, que estava na fila comigo, chegou ao Pacaembu às 10 horas e saiu às 15 horas!!!! de lá sem que a fila tivesse se movido 10 METROS!!! De lá se dirigiu a Barueri, chegando às 16 horas.
MENOS MARKETING E MAIS VERGONHA NA CARA. HONESTIDADE E RESPEITO PELOS TORCEDORES! JÁ!!!!
Saudações

Ricardo Rodrigues

Caro Sr. Odir…
Peço licença para usar o seu blog para reclamar.
Moro em Várzea Paulista (60 KM de SP), fui no Canindé comprar meus ingressos, pois eu iria com toda a família, chegando às 9 da manhã. Uma fila de 400 pessoas. Começou a vender os ingressos por volta de 11 horas. Pois eu fiquei com minha esposa até as 16h40m e não consegui comprar os ingressos. Volto pra casa totalmente indignado, cansado, frustrado e com a certeza de que não vou ao Pacembu.
Colocaram apenas uma pessoa no guichê para vender. Esta demorava cerca de 10 minutos (que absurdo) pra atender uma pessoa, alegando sistema demorado. Outra coisa: a toda hora pessoas cortavam a fila e o policiamento (2 ou 3 policias) nada fazia. Quando foi 16h30m chegou a notícia de que o sistema caiu.
Fica uma impressão de que eles não querem vender o ingresso para apenas uma pessoa. Fiquei o dia todo no sol e não consegui comprar os ingressos.
Outra coisa: avisaram que só era permitido 3 ingressos por pessoas, mas vimos pessoas saindo com 20 ou mais ingressos.
Sr. Odir como que nossa torcida pode ficar maior, se quando estamos entusiasmados com o time e queremos apoiar nos estádios, acontece isso???

Cabelo

Para começar: um absurdo um sócio contribuinte conseguir comprar apenas 1 ingresso através do site, enquanto “qualquer” pessoa (cambistas) pode ir até a bilheteria e comprar 3.
Se sou sócia, quero comprar do meu companheiro também. É ridículo!
Sócio paga meia? Autoriza comprar 1 meia e 2 inteiras pelo site. Isso não seria problema controlar.
Hoje o sócio é obrigado a esperar seus amigos garantirem os ingressos e depois comprar a sua meia pelo site. Não vejo beneficio nenhum nisso. Esse é o único beneficio de um sócio contribuinte: comprar 1 ingresso meia pelo site….grande coisa…O santos precisa facilitar para o torcedor ir ao estádio e não fazer o que faz hoje.
Quer os jogos cheios? Tratem o torcedor com um respeito maior, começando pela venda dos ingressos.

Maeva

Uma vergonha ontem…
Fiquei no Canindé das 13 às 19h30m e não consegui comprar ingresso.
É uma vergonha o que fazem com o torcedor.
A policia mandava o povo bater nos cambistas.

Carlos Eduardo

E você, também já sofreu para comprar ingressos? Como solucionar isso?


Um empate na hora certa, ou o dia da zebra

Sim, o Santos estava perto de um recorde. Caso vencesse a Portuguesa, jogaria por mais um triunfo contra o Palmeiras para igualar a marca de 12 vitórias consecutivas, algo conseguido pela última vez em 1968, pelo time de Pelé.

Recordes têm a sua importância, claro, mas não significam nada perto de um título. E, pensando só no título paulista, o empate de 1 a 1 com a Portuguesa, neste domingo, no Canindé, foi ótimo. Deixou evidente que não basta ter o melhor time. É preciso estar concentrado o tempo todo. Sem esta qualidade, o Santos será mais uma dessas equipes que lideram o tempo todo uma competição, mas caem na reta final.

Quem leu meu comentário neste mesmo blog percebeu que usei basicamente duas palavras para prever o jogo de hoje. Nunca tive dúvidas de que a Portuguesa seria um adversário difícil, que se entregaria ao jogo de corpo e alma, com muita “garra”. Quanto ao Santos, ressaltei a necessidade de muita “atenção”.

Sim, porque um gol pode mudar totalmente o roteiro esperado para uma partida. E caso se aproveitasse de um cochilo da defesa santista e marcasse primeiro, obviamente a Lusa redobraria seus esforços para segurar a vantagem, ao mesmo tempo em que partiria com mais sede ainda nos contra-ataques.

Foi o que aconteceu. O gol de Heverton, aos 17 minutos do primeiro tempo, tornou um jogo que poderia ser até tranqüilo para o Santos, em um confronto dramático. E foi um daqueles gols bobos, em que a defesa parece dormir e assistir ao adversário. Para terminar, o chute saiu fraco, totalmente defensável, e Felipe caiu muito atrasado.

O gol da Portuguesa lembrou o primeiro do Uruguai contra o Brasil pela semifinal da Copa de 1970. Lá também a diferença de categoria era enorme, mas o Brasil começou como que preso ao gramado e numa bola lançada nas costas de Piazza, o gordinho atacante Luis Cubilla tentou cruzar e empurrou um chute fraco, cruzado, que o goleiro Félix deixou passar imaginando que sairia pela linha de fundo. Um frangaço, na verdade, que transformou a partida em uma epopéia, só definida no segundo tempo, com a vitória brasileira por 3 a 1.

O Santos não teve a felicidade de virar o jogo contra a Lusa, apesar de ter massacrado o adversário na segunda etapa. E mesmo o empate só veio no finzinho, quando a arte foi colocada de lado e o espírito de luta prevaleceu. Símbolo desse espírito, Zé Eduardo entrou e mais uma vez mostrou que pra ele não tem bola e nem jogo perdido.

Os santistas devem é agradecer à Portuguesa, que lhes ensinou, mais uma vez, que de nada adianta começar a jogar só depois que o adversário inaugura o marcador. Nem sempre dá para virar a partida e no fim fica o gosto amargo de se perder pontos em um jogo plenamente vencível.

O caminho até o final

Com as vitórias de Corinthians e São Paulo, ambos também integrantes do G4, começa a ficar delineada uma fase semifinal bastante equilibrada, na qual a vantagem anterior de pouco valerá. Para se checar ao título, o Santos ainda terá duras batalhas pela frente e a desatenção em alguns momentos da prtida, como aconteceu contra a Portuguesa, obviamente poderá ser fatal.

A tabela é bastante favorável à equipe de Vila Belmiro, que dos seis jogos que faltam, fará seis em casa, diante de sua torcida. Antes da fase mata-mata, teremos a oportunidade de ver o Santos em partidas nas quais terá tudo para brindar o público com belos espetáculos. Jogar bonito é bom e acho que o show santista deve continuar, mas precisa ser mais objetivo. É desgastante sair atrás e passar o tempo todo correndo atrás do resultado.

A próxima partida do Santos pelo Campeonato Paulista será contra o Palmeiras, domingo que vem, na Vila Belmiro. Estou certo de que a lição de hoje fará o time jogar melhor desde o começo. Em seguida, enfrentará o Ituano, no outro domingo, também na Vila. Depois, sairá para jogar contra o Botafogo. Voltará à Vila para receber o Monte Azul; sairá contra o São Caetano e por fim encerrará esta fase enfrentando o Sertãozinho, dia 7 de abril, quarta-feira, na Vila Belmiro.

Tudo indica que o Santos se manterá na liderança e assim poderá jogar as semifinais com a pequena vantagem dos “dois resultados iguais” e com o jogo de volta em seu campo. Porém, como o Palmeiras mostrou no ano passado, esta vantagem será inútil se o time não mostrar nos jogos decisivos a personalidade que se espera de um campeão.

Por mais que se valorize a arte e o talento, vejam que o jogador santista mais comemorado hoje nem é o mais habilidoso e nem ao menos jogou o tempo inteiro. Trata-se do batalhador Zé Eduardo, que entrou para evitar uma derrota já tida como certa.

E você, querido(a) leitor(a), acha que este empate veio na hora certa, ou você ficou triste com a perda da possibilidade do recorde de vitórias consecutivas? Que lições o Santos aprendeu no empate com a Portuguesa?


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