Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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O que é bom para a Globo não serve para o Galvão Bueno

Até anotei para não esquecer. Discursando no seu programa “Bem, amigos”, Galvão Bueno disse e fez questão de repetir que “O Brasil não tem nenhum protagonista em nenhum time importante do mundo”. Todos os presentes, como sempre, concordaram sem dizer um pio. Mas o que esta frase, dita pelo locutor número um da rede de tevê mais importante do país, quer realmente dizer?

Em primeiro lugar, que o Brasil não tem nenhum time importante. O Santos é campeão da Libertadores, único representante do continente no Mundial da Fifa, tem a história mais rica de um time de futebol no planeta, mas, para Galvão Bueno, não é importante. Flamengo e Corinthians têm duas das maiores torcidas do mundo, mas não são importantes. O São Paulo é três vezes campeão do mundo e tem um patrimônio enorme, mas não é importante. Para Galvão, importantes são os europeus Real Madrid, Barcelona, Internazionale, Milan, Bayern, entre outros, e, para ele, os times brasileiros deveriam vender todos os seus melhores jogadores para eles.

Essa opinião do veterano locutor é o aposto da versão dada pelo departamento comercial da Globo em uma recente encontro em São Paulo, no qual se justificou o aumento da audiência do Campeonato Brasileiro pelo retorno ao País de jogadores que atuavam na Europa e pela manutenção no Brasil de jovens craques como Neymar, Paulo Henrique Ganso e Lucas.

Aumento de audiência quer dizer faturamento maior com publicidade. E ainda há a possibilidade de a Globo vender melhor o Brasileiro para o exterior, competindo com os campeonatos europeus. Portanto, para a Globo não é interessante ter um futebol brasileiro esvaziado, como é a intenção de Galvão Bueno.

Mônaco fica longe de São Paulo e Rio

Fiquei imaginando o que pode fazer com que um locutor de futebol que fez sua carreira transmitindo jogos de clubes brasileiros, possa ser tão mal agradecido àqueles que lhes deram o pão de cada dia. Será que é porque ele já tinha um plano europeu para a sua pré-aposentadoria e a nova situação do futebol, que permite a manutenção de jovens ídolos no Brasil, fará com que o altere?

Como agora ele mora em Mônaco, terá de vir para São Paulo e Rio de Janeiro para fazer o seu programa de entrevistas, o que deverá aborrecê-lo profundamente. Com Neymar, Ganso e Lucas nos clubes europeus, as estradas seriam melhores e menos longas.

Hoje, quem perseguirá Neymar?

Como os protestos dos torcedores chegou até a direção de esportes da Rede Globo, Galvão Bueno resolveu pegar leve e no último jogo da Seleção Brasileira deixou o serviço sujo de criticar Neymar para o comentarista Casagrande. E hoje, contra o México, o que ambos – narrador e comentarista – falarão do maior ídolo do futebol brasileiro no momento?

Não que eu ache que Neymar nunca deva ser criticado, mas pegar justamente ele pra Cristo é burrice. O garoto é o único que mostra talento, vontade e está sempre indo pra cima da defesa contrária em busca do gol. Com tanto perna de pau no time, perseguir o Menino de Ouro é sacanagem pura de quem quer jogar a torcida contra ele para que fique mais fácil sua ida para a Europa. Mas o torcedor, que não é burro, já percebeu a manobra.

Você concorda com Galvão Bueno, quando ele diz que o Brasil não tem nenhum time importante? E hoje, será que ele e Casagrande pegarão de novo no pé do Neymar?


O Povo do Pará contra a lavagem cerebral que vem de Galvão & Cia


Este é o lance. Ficará gravado entre os muitos de alta categoria que Neymar já fez, apesar de ter apenas 19 anos. Será comparado àquele em que Garrincha fingia ir para a direita duas vezes, e voltava sempre para o mesmo lugar, para delírio da platéia. Ontem, o Brasil estava ganhando por 1 a 0, era preciso segurar a bola. Neymar está só. Não aparece nenhum companheiro para ajudá-lo. Cortês, o mais próximo, está impedido, por isso Neymar, inteligente, não lhe passa a bola. Ameaça chutar para confundir o marcador, que, temeroso, se mantém estático. A torcida vibra. E o locutor, do contra, sem sensibilidade para perceber o momento que exprime a alma do futebol brasileiro, reclama: “A torcida vibra, mas ele não saiu do lugar”. Em seguida, Neymar sai do lugar de maneira genial, limpa, deixando dois marcadores para trás. Para não dar o braço a torcer, Galvão Bueno não fala mais do lance. Imagine se a jogada tivesse sido feita por um dos seus protegidos…

Neymar, espremido entre a linha lateral e a de fundo, parou a bola de frente para o marcador argentino. O estádio prendeu a respiração. Era o duelo esperado. Tranqüilo, mas com os músculos retesados, prontos para o arranque, o jovem craque brasileiro esperou que o adversário fizesse o primeiro movimento. Mas o outro, que não era bobo, esperou. Nisso, mais um argentino veio ajudar na marcação. Era a deixa esperada por Neymar. Por milésimos de segundo o marcador anterior tirou os olhos da bola. O suficiente para que o atacante brasileiro fingisse uma arrancada pela esquerda e logo, com o pé trocado, cortasse para o meio, passando limpamente entre os dois. Uma jogada linda, de difícil execução e que exige grande personalidade – assim foi o lance de Neymar que empolgou o estádio e fez com que o coro “Neymar! Neymar! Neymar!” ecoasse até pelos microfones que parecem ter sido ligados apenas para ver defeitos no melhor jogador brasileiro do momento.

A cena de Neymar me fez lembrar uma de Nilton Santos, lateral-esquerdo do Botafogo de tanta categoria que era chamado de “A Enciclopédia”. Pressionado na bandeirinha de escanteio, Nilton estava de costas para o atacante que o marcava. O Maracanã parou para ver o desfecho do lance, assim como eu, pela tevê, lá da minha Cidade Dutra. Pois a Enciclopédia tocou de calcanhar, fez a bola passar por entre as pernas do marcador e saiu do outro lado, triunfante. Nem me lembro quando foi o jogo ou qual era o adversário do Botafogo. Só sei que aquele lance ficou na minha memória como a comprovação de que Nilton Santos era mesmo uma Enciclopédia de futebol.

Ontem, os brasileiros que viam o jogo pela tevê perderam a chance de ter esse lance de Neymar devidamente valorizado, pois quem transmitia a partida – pela Globo, pois pelo Sportv ao menos o narrador Luiz Carlos Junior não perseguiu o garoto – parecia mais interessado em achar mais defeitos do que virtudes no jovem craque. Ainda bem que os paraenses, um povo de peito aberto e cheio de amor pra dar, estava lá para demonstrar sua gratidão por uma jogada que lembrou os bons tempos do nosso futebol.

Uma explicação para a perseguição de Galvão a Neymar

Quando era locutor da TV Gazeta, subordinado ao santista Peirão de Castro, Galvão Bueno se dizia santista (tenho testemunhas para comprovar isso). Quando foi para a Globo, presidida pelo flamenguista roxo Roberto Marinho – que não escondia de ninguém o desejo de usar a televisão para divulgar o Flamengo –, Galvão Bueno se tornou flamenguista (também tenho testemunhas).

Quando a Globo se incomodava com o técnico Dunga e queria derruba-lo para voltar a ter os privilégios de antes, a não convocação de Neymar e Paulo Henrique Ganso foi um dos motivos usados para tirar Dunga do caminho – que, por sinal, era um técnico bem melhor do que Mano Menezes.

Agora que o Santos teima em não vender os dois craques e Neymar se torna o maior ídolo do futebol brasileiro, ofuscando o flamenguista Ronaldo Gaúcho e até os que atuam na Europa, Galvão usa as transmissões para tentar jogar a torcida contra Neymar e diz, no seu programa que, “para o bem de Neymar”, o garoto deve ir para a Europa.

Ora, que admirador do futebol brasileiro pode achar melhor que um jogador como Neymar vá embora para além do Atlântico? Dá para imaginar os grandes cronistas esportivos deste País – Armando Nogueira, Nelson Rodrigues, Mário Filho, Ary Barroso, Thomaz Mazzoni –, infelizmente todos falecidos, dizendo que o melhor para o nosso futebol é que Neymar vá embora?

O jogo de ontem deixou claro que é bem melhor ter Neyamr entre nós e que há uma evidente oposição entre a forma como Galvão Bueno e o público brasileiro vêem a Seleção Brasileira. Já estava evidente para muitos que o locutor está de perseguição com o jovem ídolo do Brasil. Jogadas de Neymar que seriam elogiadas até ao exagero se fossem feitas por outros jogadores, são recebidas friamente ou até criticadas por Galvão e seu fiel escudeiro Casagrande.

Não são apenas santistas que estão percebendo a manobra e se irritando com a dupla global. Até mesmo jornalistas, como Chico Lang, conhecido pelo fanatismo ao Corinthians, está criticando esse estranho comportamento em sua última coluna.

Para alguns, o fato de manter um ídolo que poderá, a média prazo, transformar o Santos em um dos times de maior torcida do País, é o motivo real de alguns jornalistas-torcedores defenderem a ida de Neymar para a Europa, ou critica-lo quanto atua pela Seleção. Não acho que Galvão Bueno, ou qualquer outro que honre a profissão de jornalista, seria tão baixo, vil, desprezível, crápula, indecente, amoral, cafajeste e mesquinho de agir assim. Acho que todos amam o Neymar e só querem o bem do garoto. As críticas, quando ocorrem, são construtivas. Você não acha?

Clique aqui para ler Chico Lang criticando a perseguição de Galvão Bueno a Neymar

Ronário diz, no twitter, que jogadores que atuam no Brasil tem de ser a base da Seleção


Galvão e Casão pegaram o Neymar para Cristo. De novo…

Ontem foi realizado o pior Brasil x Argentina da história. Que jogo ruim! A bola mal parava no chão e nenhum time conseguia dar três passes certos. Mano Menezes, para variar, convocou muito mal e armou o time pior ainda. O único resquício de técnica e habilidade ficava por conta de Neymar e Ronaldinho Gaúcho.

Os dois tiveram muita dificuldade para participar do jogo, cercados por três e até por quatro ou cinco defensores. E sempre marcados com rudeza, como era de se esperar. Devido à intensa marcação, não produziram tudo o que podem, é verdade. Mas também é verdade que a dupla Galvão Bueno e Casagrande só tiveram críticas para Neymar – que, como no Santos, foi um dos que mais se apresentou para o jogo.

A maneira distorcida como Galvão vê a participação do santista chega a ser acintosa. É perseguição pura. E só não é maior porque ele sabe que boa parte dos telespectadores gosta de Neymar. Com a mesma arrogância com que já analisou a Fórmula-1 – e que por isso foi desancado pelo tricampeão mundial Nelson Piquet, para quem Galvão não entende nada do esporte que cobriu por tantos anos – o decadente locutor da Globo analisa o futebol como se estivesse vendo uma partida pela primeira vez.

Houve um lance em que Neymar, para ajudar a defesa, se viu marcando o ponta-esquerda argentino. Sem opção de passe, o santista segurou a bola e a jogou contra as pernas do adversário, ganhando o lateral. Foi uma jogada inteligente, que manteve a posse de bola com o Brasil. Mas Galvão lá veio com as suas: “Neymar não tem de driblar na defesa, não é Casagrande?”. O ex-centroavante trombador concordou.

Em outra jogada, num lance de muita coragem, Neymar cortou em transversal na frente de um adversário. Poderia ter levado um pontapé, um pisão no calcanhar e sofrido contusão séria. Mas o argentino “apenas” lhe deu um empurrão. Pela velocidade e diferença de percurso entre os dois jogadores, não havia como Neymar continuar de pé e, obviamente, foi ao chão. Bastou para que Galvão falasse que o jogador do Santos precisa de um fortalecimento muscular. Casagrande concordou.

O repórter da Globo ficou sabendo que o auxiliar da Seleção teve de providenciar um arranjo para a caneleira de Neymar. Isso bastou para o assunto se tornasse a canela fina do jovem atacante. Ora, quem falou que canela fina é desvantagem? Escravos negros de canela fina eram mais caros, pois tinham mais resistência. E Robinho teve a melhor fase de sua carreira quando sua canela era bem mais fina…

Porém, como Galvão sabe sobre tudo, desde astronomia até canelas finas, fez a sua análise, reforçando que o santista precisa “ganhar mais massa corporal”. Casagrande concordou.

Neymar driblou dois e falou: “Tó, faz!”

Leandro Damião fez o grande lance do jogo, ao aplicar uma carretilha no marcador e tocar por cima do goleiro, em bola que bateu na trave. Mas antes já tinha perdido um gol feito, depois de grande jogada de Neymar, que driblou dois marcadores e deu para o centroavante do Inter marcar. O moço, embaixo da trave, acertou a dita cuja.

Sem a mesma energia de antes, Ronaldinho Gaúcho voltou a ter atuação apagada, salvando-se em cobranças de falta. Mas, por ser do Flamengo – mesmo time de Galvão Bueno – tem salvo-conduto para errar à vontade.

Enfim, a Seleção Brasileira está sem jogadores e técnico bons, tem praticado um futebol de quinta categoria e o culpado, para Galvão Bueno, é justamente Neymar, o craque do time. Casagrande concorda.

E você, o que achou dos comentários de Galvão Bueno sobre Neymar?


Neymar faz dois gols. E Galvão Bueno tem de engolir

É notório que a substituição de Dunga por Mano Menezes escancarou as portas da Seleção Brasileira para as Organizações Globo. Como antes, Globo e Sportv monopolizam a cobertura e cornetam à vontade. A cornetagem de Galvão Bueno e Casagrande começou cedo.

Tudo indica que Neymar e Ganso, além de Robinho e Pato, estavam marcados para sairem como os grandes culpados pela eliminação do Brasil, caso ela ocorresse ontem. Mal o jogo começou e Galvão Bueno e Casagrande iniciaram as críticas a estes quatro jogadores.

Ainda no início da partida, após uma falta em Neymar, o repórter da Globo informou que o atacante brasileiro era o jogador que mais sofria faltas na Copa América. Imediatamente Galvão Bueno emendou dizendo: “E se os árbitros marcassem falta toda vez que ele cai…”.

Com isso, Galvão estava corroborando com seu compadre Arnaldo César Coelho, que criou a alcunha depreciativa de “cai-cai” para Neymar. Ora, o garoto é o grande jogador do futebol brasileiro, tem fâ clube até na Argentina, e o locutor da tevê que monopoliza as transmissões de futebol do Brasil o trata com desrespeito e desdém? Muito estranho isso.

Que interesse Galvão Bueno tem em diminuir Neymar? Que interesse o locutor mais ufanista que já apareceu na tevê brasileira pode ter de, de uma hora para outra, tornar-se um crítico atroz da maior revelação do futebol brasileiro nos últimos tempos? Estranho…

Como era de de esperar, as saídas dos péssimos Daniel Alves e
Jádson melhoraram o desempenho do time. Maicon, que substituiu Daniel Alves, foi um dos melhores em campo, e Robinho jogou muito bem ontem e teve fôlego para continuar até o fim – chegando até a marcar um gol, que foi erradamente anulado pelo árbitro.

Críticos insatisfeitos

Ao fazer uma pergunta-dissertação ao Pato, o repórter Carlos Cereto, do Sportv, afirmou que a Seleção tinha vencido mas ainda não tinha jogado o futebol que a torcida esperava (como ele pode falar em nome da torcida?). Em seguida, quis saber a opinião do jogador…

Ora, eu diria: “Meu caro, o ataque fez quatro gols. Na verdade, cinco, já que Robinho fez um, legal, e o árbitro anulou. Além disso, criamos mais oportunidades e acertamos a trave. Se houve falhas, foi da defesa. Enrão, fale com o Júlio César e o Lúcio”.

Galvão Bueno disse que Ganso “ainda não brilhou” nesta Copa América e depois pregou que é preciso ter paciência com Neymar e Ganso porque ainda são meninos. Ora, então que ele seja coerente. Se são “apenas” meninos, por que ele é tão implicante e exigente com eles?

Paulo César Vasconcelos disse que a Seleção não foi bem no primeiro tempo. Ora, era visível que do meio-campo para a frente o time estava bem melhor. Acho que ele viu outro jogo.

Renato Maurício Prado comparou Messi com Neymar e concluiu que o argentino jogou muito melhor a última partida do que o brasileiro, mas fez a ressalva de que mesmo não jogando tão bem, Neymar “ao menos” marcou dois gols. Caramba, quantos gols mais um garoto de 19 anos precisa fazer para o comentarista achar que ele jogou bem? E depois dizem que não querem pressionar…

Por que Mano não vibrou com os gols de Neymar?

Achei muito estranha a reação do técnico Mano Menezes aos gols de Neymar. Ele que sai saltitando como um boneco de mola a cada gol do Brasil, manteve-se impassível nos dois gols do atacante santista. Parece que torcia contra o sucesso do craque do Santos…

Lúcio e Júlio César têm de falar menos e jogar mais

Quando disse que na Seleção o que vale é o distintivo na frente da camisa e não o nome do jogador, nas costas, Lúcio se esqueceu de lembrar que o que vale mesmo para um jogador e jogar bem futebol. Um atacante deve, sim, marcar gols, mas um defensor deve defende-los. Ele falhou no primeiro gol do Equador, e o goleiro Júlio César, que concordou com as suas palavras, engoliu dois frangaços.

Por que será que o Elano ficou no banco?

No último jogo, Elano entrou no lugar de Ramires e o time melhorou. Ontem ele voltou ao banco. Será que foi porque defendeu Neymar e Ganso após a partida contra o Paraguai, quando todos queriam crucificar os santistas? Sei lá. Mas o óbvio é que o time é melhor com o Elano, que é muito mais jogador do que o errático e inseguro Ramires.

E você, acha que a cobertura da Globo e do Sportv foram isentas, ou mais uma vez pegaram no pé dos garotos do Santos?


Santistas do Brasil: Ganso, Neymar, Elano, Érika, Émerson Palmieri…

A falta de assessoria de comunicação de Paulo Henrique Ganso é flagrante. Nas entrevistas ele usa chavões radiofônicos e se refere ao seu jogo como “ao meu belo futebol”. Ontem, após a partida contra a Venezuela, em que exagerou nos passes errados, disse que foi bem e que deixou os atacantes “na cara do gol”. Na verdade, só fez isso uma vez, para Robinho. Melhor o Ganso seguir o exemplo do Neymar e pedir para o Santos cuidar de sua imagem. Ao menos as entrevistas serão melhores.

Ele diz que está bem fisicamente, mas então precisa participar mais do jogo. Ontem ele deixou que o limitado Lucas europeu assumisse o comando no meio-campo. Ali é a região que ele, Ganso, precisa dominar. Lucas é bom para marcar. Ponto. Não se pode esperar que acerte um passe mais distante do que cinco metros.

Neymar, cornetado por Galvão Bueno e Casagrande

Tudo bem, Neymar poderia ter batido de primeira o passe que recebeu de Pato. Mas, se não bateu, talvez fosse porque não desse para bater. O certo é que isso serviu para Casagrande afirmar que ele estava mais preocupado em fazer um gol bonito do que fazer o gol. E Pato? E Robinho? Que também perderam gols. Por que não foram criticados?

Engraçado como todo mundo pega no pé do Neymar. Talvez porque seja um dos poucos, ou o único, que pode decidir o jogo para o Brasil. Se ele não faz das suas, o time não ganha. Pois então que o devolvam ao Santos e peçam para o Galvão e o Casagrande escalarem a Seleção Brasileira.

Elano parece que despertou

Ontem Elano entrou mais ligado no jogo. Parece que caiu a ficha de que se continuasse tão apático, não só deixaria de ser titular, como correria o risco de ser dispensado da Seleção. Ele é bem mais jogador do que o maratonista Ramires, mas estava lhe faltando atitude. Espero que não lhe falte mais.

Robinho, outro que pegam para Cristo

Com Robinho o Brasil foi pra cima e criou várias oportunidades. Ele se entende com Pato, assim como o Ganso se entende com Neymar. Era a formação ideal. Começar a mexer no time só porque o gol não sai é bobagem e dificulta a formação de um conjunto harmonioso. Acho até que no futuro Robinho poderá ser substituído por Lucas. Mas ontem Mano deveria ter insistido um pouco mais com ele.

Mano Menezes começa mal

Algo me diz que Mano Menezes será substituído depois desta Copa América. Não acho que o Brasil será campeão e que conseguirá jogar bem. Não só pelos adversários, mas pelas dificuldades extra-campo, bem maiores quando se joga no país do maior rival (ontem, por exemplo, parece que o campo foi preparado para prejudicar o futebol brasileiro). O problema do técnico é que parece que ele não sabe ao certo como armar o time. Quando fez Fred entrar e ficou com dois centroavantes (Fred e Pato), deu a medida exata de sua falta de convicção. Usar dois centroavantes demonstra tanta insegurança como o sujeito que usa cinto e suspensórios ao mesmo tempo.

Não foi nenhum desastre

Pelas circunstâncias, o resultado contra a Venezuela foi normal. O adversário não é mais tão fraco como antes, quando entrava em campo só para perder de pouco. E o campo estava cheio de buracos cobertos com areia verde. Ou seja: a bola não corria, o que favorece à equipe que se defende.

Contra um time que recua todo e fecha os espaços, e sobre um “gramado” que segura a bola, o único jeito de ganhar com facilidade é não perder as primeiras oportunidades que surgem. Os gols fariam a Venezuela abrir um pouco mais. E Neymar, Pato e depois Robinho tiveram ótimas chances para marcar.

Mas as SeleSereias estão muito bem

Os homens podem ter claudicado, mas as meninas do Brasil, muitas delas do Santos, estão fazendo bonito na Copa da Alemanha. Ontem venceram a Noruega, que já foi campeã do mundo, por 3 a 0, com grande atuação das santistas Pellegrino, Erika, Ester e Cristiane, além das ex-santistas Marta e Maurine. Agora o Brasil só precisa de um empate com a Guiné Equatorial, a última colocada do grupo, para se classificar para a próxima fase.

Santista Emerson Palmieri brilha na Seleção Sub-17

O lateral-esquerdo Émerson Palmieri, santista de nascimento e de coração, oriundo da base do Peixe, tem sido um dos destaques da Seleção Brasileira Sub-17, que ontem, no Mundial da categoria, no México, venceu o Japão por 3 a 2. Émerson, que começou a jogar nas praias de Santos, tem sido titular absoluto da Seleção e poderá ter oportunidades no time profissional quando voltar do México.

O que você achou dos santistas nas Seleções Brasileiras?


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