Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Um San-São Sem-Sal. Mas com muita história

Mais uma vez o Santos não terá os seus principais jogadores contra o Sao Paulo, já que Neymar jogou ontem pela Seleção Olímpica, Paulo Henrique Ganso e Arouca estão comproblemas físicos e Juan não poderá jogar por ter contrato com o São Paulo. Além deles, acabo de receber a informação do leitor Renato Bueloni, que segundo o repórter Ademir Quintino, o mais bem informado sobre o Santos, o técnico Muricy Ramalho decidiu poupar também Edu Dracena, Adriano e Elano, escalando Ewerton Páscoa, Gérson Magrão e Felipe Anderson e Gerson Magrão nos seus lugares. Isso torna o São Paulo favorito.

Mesmo com sérios desfalques, pois Lucas e Casemiro também jogaram ontem pela Seleção e Luís Fabiano está suspenso, creio que as muitas ausências do Santos darão a iniciativa do jogo ao tricolor que, atuando em casa, terá maiores oportunidades de chegar ao gol.

De qualquer forma, tudo indica que o técnico mais ousado e perspicaz ganhará a partida. De repente, porém, pode ser o mais cauteloso, que se defenda melhor e se aproveite da chamada “bola parada” para garantir os três pontos. O certo é que nenhum quererá perder, pois os dois times, como os demais paulistas neste Brasileiro, já estão com a água pelo pescoço e uma derrota tornará ainda mais remota a luta pelo título ou mesmo para a classificação para a Copa Libertadores do ano que vem.

Time por time, o Santos terá mais maturidade em campo, enquanto o São Paulo se baseará, mais uma vez, no ímpeto e na velocidade de seus jovens. Para nós, santistas, é mais um jogo à espera do desencantamento de Elano, teoricamente o jogador mais conceituado em campo. Haverá, ainda, os experientes e vencedor Edu Dracena, Léo e Durval. Quem sabe não resolvem decidir a partida, em um chute longo, uma penetração pelo meio, ou em uma cabeçada após uma cobrança de falta ou escanteio?

Uma vitória e o Alvinegro Praiano respirará mais aliviado e terá motivação para tentar fazer um Campeonato Brasileiro menos indigente do que os últimos quatro que realizou. Uma derrota e o sinal amarelo se acenderá, pois o time ficará mais perto da zona de rebaixamento do que do G4.

Times Prováveis

São Paulo x Santos – Morumbi, 18h30, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro (transmissão do Sportv).

São Paulo: Denis; Douglas, Paulo Miranda, Rhodolfo e Cortez; Denilson, Cícero e Jadson; Osvaldo (Maicon), Fernandinho (Maicon) e Willian José. Técnico: Emerson Leão.
Santos: Aranha; Maranhão, Éwerton Páscoa, Durval e Paulo Henrique; Gérson Magrão, Henrique, Felipe Anderson e Léo; Alan Kardec e Renteria. Técnico: Muricy Ramalho.

Retrospecto de Santos x São Paulo

Por Wesley Miranda

Santos e São Paulo já se enfrentaram 270 vezes, com 92 vitórias do Santos, 63 empates e 115 vitórias do São Paulo. O time alvinegro marcou 386 gols e sofreu 443.

Devido ao longo jejum de títulos estaduais do São Paulo (1957 a 70),que por isso jamais participou da Taça Brasil, o primeiro encontro em Brasileiros aconteceu só em 1967 no Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, que não dependia de critérios de classificação. Em Brasileiros foram 53 jogos, com 19 vitórias do Santos, 12 empates e 22 vitórias do São Paulo. O Peixe marcou 66 gols e sofreu 71.

Confrontos por competições

Total: V, E, D (do Santos)
Campeonatos Brasileiros (1959-2011): 19, 12, 22
Robertão (1967-1970): 1, 3, 0
Nacional (1971-2011): 18, 9, 22
Paulista: 48,41,69
Rio-SP: 8, 3, 9
Sulamericana: 1,1,0
Amistosos e outros Torneios: 16, 6, 15

Pelé, o soberano
Com 31 gols no confronto, o rei do futebol é o artilheiro soberano do duelo. Mas o número até poderia ser maior, pois em 1957 o combinado Santos/Vasco jogou contra o São Paulo e empatou em 1 a 1 com gol de Pelé. Apesar do confronto ter acontecido com a base e o uniforme santista, o jogo não é dado como oficial.
Excluindo esse jogo, Pelé jogou contra o São Paulo 45 vezes. O Rei marcou quatro gols na vitória de 6 a 3 em 03/09/1961, pelo Paulista (uma das maiores exibições de Pelé contra o rival) e marcou outros três na vitória de 6 a 2 em 07/03/1962 pelo Torneio Rio-São Paulo. Ao todo, Pelé teve 18 vitórias contra 10 derrotas e 17 empates nos jogos contra o São Paulo.
Na vice artilharia, empate entre outras duas lendas: Pepe e Coutinho! O “Bomba” tem uma história particular do confronto contada logo abaixo.
O gênio Coutinho marcou três gols na vitória de 4 a 1 em 16/12/1961. O jogo foi válido pela última rodada do Paulista. O Santos já entrou como campeão e recebeu as faixas dos jogadores são-paulinos! Reparem na foto do Rei na lista dos artilheiros, recebendo a faixa.

Curiosidades
Ao marcar 3 gols no último clássico, Neymar empatou com Juary nos números de gols na tábua de artilheiro geral do Santos FC com 101 gols. Mas com o gol de número 102, ele igualou o eterno ídolo em gols contra o São Paulo FC, 8 gols!

Na lista de maiores artilheiros do Santos vemos alguns jogadores que brilharam em ambos os lados casos como:
Com 10 gols temos Toninho Guerreiro que colaborou muito para a quebra do jejum do São Paulo em 1970 e conquistou o Bi. Com 6 gol vemos Serginho Chulapa maior artilheiro da história do rival com 282 gols foi revelado lá. Também com 6 gols Dodô, o artilheiro dos gols bonitos, que também foi revelado pelo São Paulo.
Com 5 gols, o fenomenal Pagão! Com 4 gols, Peixinho autor do primeiro gol no Morumbi e de mergulho com a cabeça…gol de Peixinho!! Peixinho era filho de Peixe, que jogou no Santos nos anos 40! Também com 4, o maestro Pita, menino da Vila que foi para lá em troca de Zé Sérgio e Humberto Suzigan.

Os primeiros encontros
O primeiro confronto entre o São Paulo FC, que foi fundado em 1935, foi no ano seguinte, em um amistoso na Vila Belmiro. O Santos, então campeão paulista, venceu por 2 a 0, com gols de Raul Cabral e Antenor. Em Campeonatos Paulistas o primeiro jogo foi em 1936, também na Vila. Nova vitória santista, essa mais dilatada, 4 a 0 com gols três gols de Zé Carlos e um do ídolo Mario Seixas! Uma curiosidade: o Santos também venceu seus primeiros jogos contra o Corinthians (6 a 3) e Palmeiras (7 a 0).
Em Brasileiros, o primeiro aconteceu no dia 01/04/1967 no estádio do Pacaembu pelo Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão. Babá abriu o marcador aos 7′ para o São Paulo. Aos 39′ Jurandir fez pênalti em Toninho Guerreiro, mas Pelé desperdiçou (sim,até o melhor erra). Na 2ª etapa, Pelé não desperdiçou outra penalidade aos 16: 1 a 1.
Essa foi a primeira participação do São Paulo em um campeonato nacional. O time nunca disputou a Taça Brasil devido ao jejum estadual no período de disputa. O time do Morumbi ficou com um modesto 10º lugar com 15 times no campeonato, o Pentacampeão Brasileiro Santos ficou na 6ª colocação.
E são essas imagens desse primeiro confronto que separei para mostrar. Infelizmente só o 1º tempo do prélio.

Do outro lado
Na partida valida pela Taça Governador do Estado de 1976 o primeiro gol são paulino foi marcado por Muricy Ramalho e o segundo por Serginho Chulapa. Duas figuras bem conhecidas e queridas da torcida santista. O jogo terminou 3 a 3. Marcaram para o Peixe: Toinzinho, Claudio Adão e Marçal.

Os Meninos da Vila
Por máximo que pareça repetitivo falar, falamos, porque…..
Além do futebol alegre, ofensivo, envolvente e surpreendente, qual é a semelhança das três últimas gerações de Meninos da Vila? O São Paulo FC!
Nenhum time sofreu mais nas mãos das três gerações que o do Morumbi!
Entre 1978 e 79, quando aconteceu a disputa do Paulistão de 78, foram 7 jogos com 3 vitórias do Santos, 2 do São Paulo e 2 empates, com o surpreendente título da geração do técnico Formiga. Apesar de um certo equilíbrio nos números, o time de Juary, Pita, Nilton Batata, João Paulo, Clodoaldo e Ailton Lira dava show no rival!
Na surpreendente conquista do Brasileiro de 2002, o Santos do técnico Emerson Leão enfrentou o time do São Paulo três vezes, perdendo a partida na primeira fase (3 a 2), mas vencendo as outras duas, decisivas, nas quartas (3 a 1 e 2 a 1)! O oitavo colocado da primeira fase eliminou o favorito primeiro!
Na última geração, sob o comando do técnico Dorival Junior na conquista do Paulista de 2010, foram três jogos e três vitórias. A duas últimas válidas pelas semifinais (3 a 2 no Morumbi e 3 a 0 na Vila).

Vamos ver então como um time então desacreditado, que passou na bacia das almas bater o todo poderoso Real Madrid do Morumbi pelo inesquecível Brasileirão 2002!

A última decisão
O último triunfo santista em cima do rival, é tão recente, tão recente, mas que vale rever. Veio na semifinal do Paulista, pelo 3º ano seguido! Com direito a comoração ao estilo Juary!! Talvez uma grande homenagem não só ao artilheiro do time da discoteca, como seu comandante, Chico Formiga!!
http://www.youtube.com/watch?v=I0oGEeNhJ9I

Os maiores ataques em Brasileiros
Santos e São Paulo tem um duelo particular, o de maior ataque em Brasileiros desde 1959! Em 51 participações em Brasileiro, o Santos marcou 1792 gols, contra 1782 gols do São Paulo em 44 participações!
O São Paulo leva ligeira vantagem com a média de 1,53 gols por jogo contra 1,52 do Santos
Quer ver mais sobre. Da uma olhada no Blog do Léo Devezas
http://leodevezas.blogspot.com.br/search?updated-max=2012-06-07T19:57:00-03:00&max-results=3&start=6&by-date=false

E você, o que espera do Santos hoje no Morumbi?


Se Neymar não brilha, o Brasil é uma Bolívia

Hoje Neymar não brilhou. Deu alguns passes ótimos, tentou duas ou três arrancadas, mas não foi o mesmo de sempre. Isso bastou para que o Brasil empatasse com a Bolívia.

O técnico Paulo César Carpeggiani esta semana pediu que os jogadores do São Paulo que servem a Seleçãozinha deixassem Neymar de lado e tratassem de jogar bola. Entendi isso como um incentivo a não passarem a bola para o Neymar, suspeita que eu já tive no jogo contra o Paraguai.

Hoje a coisa melhorou um pouco, até que o atacante santista recebeu alguns passes, mas o enceradeira Lucas, aquele que gira, gira, até perder a bola, evitou lançar o santista em boas condições. Aliás, se Neymar não saísse da ponta-esquerda, estaria esperando um passe em profundidade até agora.

Pois bem. Os pupilos de Carpeggiani hoje puderam mostrar todo o seu futebol, já que além de pegar menos na bola, Neymar não brilhou. E o que fizeram Lucas, Casemiro, Bruno Uvini e Willian?

Os dois primeiros pouca coisa, pois acabaram se enrolando com a marcação contrária. O zagueiro Bruno vacilou na frente do limitadíssimo atacante boliviano e cedeu o gol de empate ao adversário. Ela já tinha cometido um pênalti bobo contra o Paraguai, depois de levar um drible também bobo. E Willian chuta a gol sempre que pode e também quando não pode.

Gostaria de perguntar ao Carpeggiani se ele também orienta seus jogadores a não passarem bola para o melhor jogador do seu time, que é o… o… o… Bem, está certo que hoje o São Paulo não tem um melhor jogador, mas vamos que tivesse. Não seria lógico passar mais vezes a bola para ele? Se é melhor, se dribla e arremata melhor, tem mais condição de definir o jogo.

Hoje o Brasil provou que sem Neymar, sem o brilho de Neymar, é um time que se equipara à Bolívia. Se a ciumeira continuar, se Lucas, Casemiro, Willian e Oscar continuarem passando a bola só do lado contrário onde Neymar está, o Brasil não irá para a Olímpiada.


Tem jogador na Seleção que não passa pro Neymar

O comentarista do Sportv disse que Neymar estava apagado no primeiro tempo. Faltou dizer por quê. Não era só a marcação colombiana, dura e maldosa, mas o claro boicote de alguns companheiros da Seleção, como de Lucas, Willian e Casemiro.

Lucas parece que ficou enciumado com a projeção de Neymar e resolveu que não lhe passará a bola. Segue com ela até perder, ou, eventualmente fazer uma boa jogada, como foi no caso do segundo gol. Mas servir Neymar, nem matando.

Willian também passou todo o primeiro tempo sem dar a bola ao Neymar. Em algumas oportunidades o santista era a opção mais viável, no entanto o centroavante preferia virar o jogo para a direita.

Sem receber sequer um bom passe foi mesmo impossível para Neymar mostrar alguma coisa no primeiro tempo. Parece que os quatro gols que marcou na estreia não incomodaram apenas aos adversários.

Antes do intervalo, enquanto caminhava para o vestiário, ele se aproximou de Fernando e pediu: “Fernando, ô Fernando, passa a bola pra mim”. E fez um gesto apontando a ponta-esquerda.

No lance do seu gol, o Brasil era pressionado e só ele e Willian estavam no ataque, diante de quatro defensores da Colômbia. Ao menos desta vez, sem outra opção, Willian lhe deu a bola – e Neymar decidiu o jogo, com um golaço.

Sem a bola, um atacante não se destaca, obviamente, a não ser que a roube do adversário. Coincidentemente, quem mais serviu Neymar foi Alex Sandro, seu companheiro do Santos. A propósito, Alex Sandro jogou bem, assim como Danilo, os outros dois santistas titulares.

Alan Patrick entrou nos dez minutos finais e tentou algumas coisas, mas não se destacou. No entanto, ao menos com ele no time se tem a certeza de que Neymar, o craque do campeonato, receberá mais passes e terá mais oportunidades de mostrar o seu talento.

Individualismo, o mal dessa geração

O Santos foi uma decepção na Copa São Paulo também por conta do individualismo excessivo de alguns jogadores, entre eles Tiago Alves e Crystian. Ou seja, justo os de maior potencial, que poderiam contribuir para um jogo mais fluente e objetivo, puseram o trabalho coletivo a perder por colocarem o sucesso pessoal acima de tudo.

Não sei se é influência dos agentes, que convencem os garotos a pensarem primeiro em si mesmos, depois no time. O certo é que os jovens estão demonstrando um egoísmo e uma inveja pelo sucesso alheio que não podem levar a nada de bom.

O que percebi ontem na Seleção Brasileira sub-20 me deixou preocupado. Se a tendência de boicotar Neymar continuar, se ele só for chamado se o jogo estiver indefinido, o Brasil poderá perder um título e uma vaga olímpica que tem tudo para conquistar.

Você acha que estou vendo coisas, ou também percebeu que Lucas e Willian evitaram dar a bola pro Neymar?


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