Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Saem os Loucos por Futebol, entram os loucos por dinheiro

Clique aqui para saber sobre a compra de ingressos para Santos x Audax, neste sábado, às 16 horas, no Pacaembu. Estarei lá!!!


Celso Unzelte e Marcelo Duarte, do “Loucos por Futebol”, com Paulo Vinicius Coelho.

Se havia um espaço na tevê que respeitava a história do futebol e tratava todos os times com atenção e carinho, este era o programa “Loucos por Futebol”, da ESPN, apresentado por Marcelo Duarte, com participação de Celso Unzelte. O índice de audiência talvez não fosse dos maiores, pois bom gosto na tevê não dá ibope, mas era o tipo de programa que incorporava qualidade à grade da ESPN.

Com tristeza recebi a notícia de que João Palomino, responsável pela programação da emissora, resolveu tirar o programa do ar e ofereceu a Marcelo Duarte e Celso Unzelte a opção de continuarem como freelancers, o que apenas Celso aceitou. Li em um site que a ideia de Palomino é ter mais programas ao vivo e usar mais ex-jogadores, pois são figuras conhecidas dos torcedores.

Considero essa bolerização da imprensa esportiva brasileira um erro crasso, que diminui a profundidade e a qualidade das informações e dos comentários esportivos. Além de tudo, é um acinte à nossa profissão de jornalista. Já escrevi um artigo sobre isso, publicado no Comunique-se, sob o título de “Hoje todo mundo é jornalista, menos quem é”, no qual detalho os motivos de minha indignação. Clique aqui para ler o artigo que escrevi para o Observatório da Imprensa em 2002.

Essa promiscuidade que hoje invadiu nossa profissão começou com a não obrigatoriedade do diploma, o que deu a qualquer engolidor de esses o direito de falar em emissoras de rádio e tevê, tirando o lugar dos verdadeiros profissionais da área. Enquanto um jornalista, mesmo que tenha coberto futebol por 40 anos e saiba mais de técnica e tática do que muitos técnicos, não pode orientar um time de futebol por não ter diploma de Educação Física, qualquer ex-boleiro pode ser jornalista mesmo sem ter cursado o ensino básico.

Que um ou outro ex-atleta participasse dos programas como convidado, vá lá, mas que a exceção virasse regra, a ponto de uma emissora especializada em esporte negligenciar profissionais do nível de Marcelo Duarte e Celso Unzelte para privilegiar ex-jogadores de futebol, positivamente não dá para aceitar.

A comunicação esportiva envolve conhecimentos da língua portuguesa, da história, das técnicas jornalísticas e da ética, entre outros. O comentarista ideal tinha de ter passado pelos outros estágios do Jornalismo, como reportagem, redação, edição… Agora queimam-se etapas. Quem nunca fez um lead já estreia ditando regras.

A busca pela audiência, que no fundo significa apenas a opção pelo dinheiro da propaganda que acompanha um ibope maior, a médio prazo apenas empobrecerá a grade da ESPN e tornará seus programas tão rasteiros como os dos concorrentes. Nada de bom pode haver em uma troca que elimina a história dos clubes contada com precisão e bom humor e a substitui pelo achismo abominável das mesas redondas.

A omissão da Aceesp

Em São Paulo, quem deveria tomar uma posição contra esse massacre diário da categoria dos jornalistas esportivos é a Aceesp, a Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo, que tão relevante e influente se mostrou em outros tempos.

Porém, mais preocupada em distribuir credenciais para os jogos de futebol e organizar um jantar anual em que se entrega um prêmio no qual os associados votam e pedem votos para eles mesmos, a Aceesp perdeu a força e a credibilidade que tinha quando seus presidentes eram jornalistas da estirpe de Ary Silva, Flávio Adauto e Mário Lúcio Marinho. Hoje, a associação não toma, e provavelmente nem saiba como tomar, qualquer atitude em defesa da categoria.

Com o fim do “Loucos por Futebol”, a tevê perde um espaço importante e democrático para divulgar fatos e curiosidades sobre os times, grandes e pequenos. Sem programas assim, alguns clubes brasileiros correrão o risco de jamais serem lembrados nos programas esportivos da tevê, pois os ex-boleiros, além de engolirem os esses, mal se lembram do que tomaram no café da manhã.

Robinho puxa o coro de “Espírito Santo”, de Priscila Alcantara, no vestiário do Santos, antes de enfrentar o Londrina

E você, o que achou de a ESPN acabar com os “Loucos por Futebol”?


Pepe, Wladimir, Unzelte e eu no Sesc Belenzinho – Hoje às 19h


Parabéns ao Neymar pelos seus 21 anos muito bem vividos!

Por que os técnicos estão usando esquemas táticos tão defensivos? Será que não há mesmo outro jeito? Que tal discutirmos juntos este assunto hoje às 18 horas no Sesc Belenzinho?

E discutirmos muito bem acompanhados, pois teremos a companhia de Pepe, o Canhão da Vila; Wladimir, o lateral da Democracia Corintiana e o jornalista e historiador Celso Unzelte.

O Sesc Belenzinho fica próximo à estação de mesmo nome, na rua Padre Adelino, Belenzinho, telefone (11) 2076-9700, São Paulo.

Se puder ir, pode levar os livros do Celso Unzelte, do Pepe e os meus que a gente autografa. O bate-papo, que depois será aberto para a participação do público, deverá terminar às 19h30m.

Vamos conversar sobre essa tendência defensivista no futebol?


Aproveite a semana dos livros do Centenário com desconto!

Nesta semana, até sexta-feira, este blog ofertará, com desconto, os três livros do Centenário do Santos escritos por mim: “100 anos de futebol arte”; “100 anos, 100 jogos, 100 ídolos” (este em parceria com Celso Unzelte) e a “Agenda Permanente do Centenário”.

O “100 anos de futebol arte” é o livrão de capa dura que foi lançado no Santos com a presença de Pelé. Nas livrarias ele tem sido vendido por 130 reais. Aqui, somente nesta semana, será oferecido por 100 reais.

O “100 anos, 100 jogos, 100 ídolos”, que fiz com Celso Unzelte, que traz imagens e textos dos 100 partidas e dos 100 jogadores mais relevantes da história do Santos; assim como a “Agenda Permanente do Centenário”, que pode ser utilizada a partir de qualquer data do ano e traz textos e imagens marcantes do Alvinegro Praiano, serão oferecidos por 45 reais.

Considero essas obras essenciais para se conhecer melhor a história mais rica de um time de futebol neste planeta. Também são ótimos presentes, pois foram editados com esmero.

Os livros poderão ser adquiridos através do sistema PagSeguro, que, como o nome diz, é realmente muito seguro e dá a oportunidade de se pagar com cartão ou boleto bancário. Até agora não houve nenhum problema com os livros comercializados neste blog.

Infelizmente, não poderei enviá-los com dedicatória, pois não são enviados diretamente por mim e sim pelo Vítor, que me auxilia nestes assuntos do blog.

Boa leitura!

Quanto é importante para você conhecer a história do Santos?


Neste sábado eu e Celso Unzelte estaremos na Realejo, em Santos


Amanhã, às 15 horas, eu e o amigo Celso Unzelte – um corintiano tão legal que deveria ter nascido santista – estaremos na Livraria Realejo de Santos recebendo os leitores e fazendo dedicatórias do livro “100 anos, 100 jogos, 100 ídolos”, uma das obras oficiais do Centenário do Santos. Há muita informação boa e nova nesse livro. Quem comprou, adorou. Você é meu convidado.


O campeão volta ao Pacaembu. E mais: palestras e livros do Centenário


Lançamento: Salão de Mármore do Santos, em 9 de abril, com a presença de Pelé.

Com a volta de Juan e Henrique e a confirmação de Neymar, que deu um susto ontem ao torcer o tornozelo no CT Rei Pelé, o Santos terá a chamada força máxima hoje, às 22 horas, contra o peruano Juan Aurich. Por mais que seja de bom alvitre respeitar o adversário, eu não ficaria surpreso se nuestros amigos volvessem a su casa com un saco de goles. E bem que merecem pelos pontapés e por aquele “gramado” ridículo no qual obrigaram o campeão da América jogar.

Só mesmo a pré-histórica Conmebol do pré-histórico Nicolas Leóz para aprovar um gramado sintético na Copa Libertadores. Mas, tudo bem, hoje é noite de festa no estádio em que o Santos conquistou mais títulos. Alguém tem dúvidas de que o velho e belo Pacaembu estará lotado? Sim, lotadaço e empolgado para ver o melhor time das Américas, formado por Rafael, Fucile, Edu Dracena, Durval e Juan; Arouca, Henrique, Ibson e Ganso; Neymar e Borges.

O Juan Aurich, que tem tudo para ser mais um João hoje, jogará com Penny, Guizasola, Fleitas, Contreras e Quina; Rojas, Ortiz, Cueto e Kahn; Zuñiga e Tejada. Esse Tejada, todo mundo sabe, é o único atacante perigoso deles. Portanto, um discreto lembrete ao Muricy: MANDA MARCAR BEM O TEJADA!!!

O trio de arbitragem é argentino. Patricio Loustau apitará, auxiliado Diego Bonfa e Javier Uziga. Se descobrir o que árbitros podem fazer em uma partida, já é uma incógnita, imagine árbitros argentinos atuando em um jogo de time brasileiro. Mas espero que se saiam bem, e caso isso ocorra, pode escrever aí: o time peruano não terminará com 11 homens. E nem com 10!

Se vencer, o Santos assumirá a liderança do grupo – e precisa vencer, pois esse Juan Aurich é o fiel da balança. Quem deixar de ganhar dele, dançará. A lógica é o Alvinegro Praiano golear hoje e golear também o The Strongest, que quando desce de suas montanhas vira o The Weakest. A decisão do primeiro lugar do grupo deverá ficar para Porto Alegre, e o Santos deverá jogar por um empate. Mas vamos por partes. Hoje é dia de fatiar o peru.

Neste sábado, Dalmo Gaspar e pesquisadores no Museu do Futebol

Neste sábado, a partir das 8h30m (da manhã, claro), o grupo Memofut, que se dedica ao estudo e à pesquisa da história do futebol brasileiro, realiza reunião no auditório do Museu do Futebol do Pacaembu em homenagem ao Centenário do Santos. A entrada é gratuita.

O destaque será a presença de Dalmo Gaspar, lateral-esquerdo que marcou, de pênalti, o gol que deu ao Santos o bicampeonato mundial de futebol, em 1963. Na oportunidade, os pesquisadores Celso Unzelte e Odir Cunha palestrarão sobre a história do Santos e apresentarão imagens inéditas do livro “100 anos, 100 jogos, 100 ídolos”, a ser lançado nessas comemorações do Centenário santista.

A seguir, a programação completa:

8h30 – 9h: Café e Memorabilia Futebolística: Os participantes poderão trazer qualquer livro, artigo ou objeto antigo ligado ao futebol.

9h – 9h15: Comunicações iniciais e apresentações dos novos integrantes.

9h15 – 10h15: Bate-papo Bola com Dalmo Gaspar.

10h15 – 10h30: Intervalo.

10h30 – 11h45: “O Centenário do Santos”, com Celso Unzelte e Odir Cunha.

11h45 – 12h30: “Os Clássicos do Santos contra seus Maiores Rivais”, com Alexandre Andolpho.

Garanta seu lugar no lançamento do livro Santos – 100 Anos de Futebol Arte

Que tal participar de um evento de lançamento de um livro oficial do Centenário do Santos, no Salão de Mármore do clube, com a presença de altas personalidades santistas, entre alas o Rei do Futebol?

Estou me referindo ao lançamento do livro “Santos FC – 100 anos de Futebol Arte”, dia 9 de abril, segunda-feira, a partir das 18 horas, no Salão de Mármore Vasco José Fae, na Vila Belmiro. Produzido pela Editora Magma Cultural e escrito por este humilde blogueiro que vos fala, o livro teve a edição esmerada de Marco Piovan. Sou suspeito, mas acho que é o livro mais bonito já feito sobre o Santos.

Quem realmente estiver interessado em adquirir o livro neste evento, pode responder com um comentário neste post. Seu nome completo será enviado para os organizadores do evento e colocado na lista de convidados. Mas só os primeiros 50 entrarão na lista. Decida-se hombre!

Como é esse livro

A obra faz parte das comemorações dos 100 anos de história do clube e conta com um texto emocionante do Rei Pelé, que declara o seu amor e gratidão ao time que o revelou para o mundo do futebol. Atual presidente do Santos, Luis Alvaro Ribeiro expressa o orgulho de ser santista e continuar o legado de seu avô, que foi um dos fundadores do clube.

O historiador Odir Cunha, autor de diversos livros sobre o Santos FC, assina esta obra e homenageia os 22 maiores ídolos da história do clube praiano. Entre eles, Pelé, Zito, Gylmar, Carlos Alberto Torres, Pepe, Coutinho, Edu, Pagão, Clodoaldo, Giovanni, Robinho, Ganso e Neymar.

Outro destaque de “Santos FC – 100 anos de Futebol Arte” são as fotografias e textos apaixonados de torcedores famosos, como Aloizio Mercadante, Fausto Silva, Marcelo Tas, Eduardo Suplicy, Geraldo Alckmin, Milton Neves, Charlie Brown Jr, Mônica Waldvogel, Paulo Henrique Amorim, Chitãozinho e Xororó, Titãs, Arnaldo Antunes e Zeca Baleiro.

Os torcedores anônimos não foram esquecidos e, dentre os milhões de fanáticos pelo Alvinegro Praiano, 30 foram escolhidos para integrar a obra e contar suas histórias de alegrias, paixão e humor. “Santos FC – 100 Anos de Futebol Arte” retrata a história gloriosa de um dos maiores clubes de futebol do mundo, com destaque para seus ídolos e conquistas.

Serviço
Lançamento do livro “Santos FC – 100 anos de Futebol Arte”
Onde: Salão de Mármore Vasco José Faé
Endereço: Praça Princesa Isabel, s/n – Vila Belmiro – Santos (SP)
Quando: 9 de abril de 2012
Horário: 18 horas

Sobre a Magma Cultural

A Magma Cultural é uma editora especializada na produção de livros de arte sobre arquitetura, design, fotografia, esportes e história. A editora se propõe a explorar as riquezas da arte e da cultura brasileiras, utilizando a brasilidade como principal essência e empregando sofisticação na linguagem dos projetos e produtos, criando propriedades com valores conceituais e patrimoniais.

Fundada em 2003, a editora já publicou diversas obras premiadas por sua estética e design. Em 2008, o livro “As Moedas Contam a História do Brasil” venceu o primeiro lugar do Jabuti, premiação de maior prestígio no setor editorial, na categoria Projeto Gráfico. O mesmo livro levou o terceiro lugar na categoria Capa, enquanto “Johnny – Eles Falam da Alma” e “Marc Ferrez – Santos Panorâmico” ficaram entre os 10 melhores nas categorias Fotografia e Projeto Gráfico, respectivamente. Em 2009, foi a vez de “60 Artistas e Arquitetos” ficar entre os 10 melhores na categoria Projeto Gráfico. Em 2006 e 2007, “Príncipe de Astúrias – O Mistério das Profundezas” e “De Santos a Jundiaí – Nos Trilhos do Café com a São Paulo Railway” ficaram entre os 10 melhores na categoria Capa.

E o que você espera de Santos e Aurich, logo mais?


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