Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Centenário do Santos (page 1 of 6)

Neste sábado eu e Celso Unzelte estaremos na Realejo, em Santos


Amanhã, às 15 horas, eu e o amigo Celso Unzelte – um corintiano tão legal que deveria ter nascido santista – estaremos na Livraria Realejo de Santos recebendo os leitores e fazendo dedicatórias do livro “100 anos, 100 jogos, 100 ídolos”, uma das obras oficiais do Centenário do Santos. Há muita informação boa e nova nesse livro. Quem comprou, adorou. Você é meu convidado.


Memorial das Conquistas abre hoje a exposição de Laércio Alves

Laércio Alves é um escultor de São Vicente que usa uma técnica original, com arames. Fui apresentado a ele pelo pessoal do Memorial das Conquistas e o levei ao marketing do Santos. A ideia original era a de que, se o Santos fosse campeão da Copa Libertadores no ano passado, a cidade teria esculturas dos jogadores espalhadas pelas ruas.

Acho que pelo pouco tempo disponível, não foi possível realizar o plano (se bem que a ideia continua boa). De qualquer forma, Laércio Alves foi convidado para fazer a estátua de Neymar no Memorial – uma imagem metálica, como um cavaleiro cibernético, bem moderna mesmo.

Agora, nesta madrugada de quarta-feira, recebo o seu convite para a exposição de suas obras no Memorial das Conquistas. Claro que tenho de lhe dar o espaço devido. A arte tem tudo a ver com o Santos (ainda espero, neste Centenário, falar de poesia, teatro, músicas do Santos. Artistas, por favor, mãos à obra).

Peço que os santistas prestigiem a obra de Laércio Alves, um escultor da terra que está usando sua arte para divulgar o time que é símbolo do futebol-arte. Não é preciso convite para ter acesso à exposição. Em todo o caso, o convite está aí abaixo. Divirta-se.

Agora veja o ídolo Neymar na visão do escultor Laércio Alves:

Quem é Laércio Alves

O artista Laércio Alves, paulista de Rio Claro, conta que começou a trabalhar com arame em 1997, era funcionário da Robert Bosch, em Campinas:

“Eu fazia os brindes promocionais para a empresa, aproveitando material reciclado. Certo dia, quando estava escolhendo o material que me seria útil para fazer meu trabalho, deparei-me com alguns rolos enormes de fios de cobre. Observando aquele material que tinha nas mãos, logo deduzi que poderia me utilizar daqueles fios para confeccionar minhas esculturas: arte que eu sonhava desenvolver.”

Laércio confessa que, no começo, não foi nada fácil realizar o que ele pretendia. As dificuldades, contudo, não o desanimaram. Com determinação e muita paciência, o artista foi pouco a pouco adquirindo habilidade de lidar com aquele material ao mesmo tempo em que criava sua própria técnica. Sua força de vontade fez com que seu trabalho fosse se aperfeiçoando cada vez mais!

Pensou em fazer a escultura de Pelé durante a Copa de 2010 e desde então o futebol tem sido uma de suas inspirações.

Laércio estudou desenho artístico na Escola Arquimedes, de Campinas, em 1987; e cenografia no Centro de Pesquisa Teatral Antunes Filho, em São Paulo, no ano de 1997.

Perguntei-lhe se era santista, e ele me respondeu:

“Confesso que fui me tornando santista desde muito jovem ainda. Santista sobretudo de coração, emoção e identidade, algo que não dá pra definir em palavras. Tenho muita admiração pela história do clube e dos jogadores do Santos. Aprendi a ter essa admiração com meu velho pai, que me contava e me conta até hoje do orgulho de assistir ao Santos jogar, mesmo sendo ele um cruzeirense daqueles. Essa admiração pelo Santos é nata em todos que admiram o verdadeiro futebol arte. A beleza de uma boa jogada que se materializa em poesia e manifesta- se no ousado e inesperado, genialidade humana que se auto supera!”

Você não acha que arte e Santos tem tudo a ver?


O mesmo raio, há 100 anos…

Texto de Gustavo Fontes Rodrigues, o Gustavo Kosha

Naquele domingo a cidade de Santos foi marcada e eternizada por um raio. Um raio único e diferente. Um raio com o poder de criar e não de destruir. Um raio enviado diretamente pelos deuses, já que o céu se mostrava limpo naquele início de tarde do dia 14 de abril de 1912.

O estrondo assustou aqueles que almoçavam na cidade litorânea. Os relógios marcavam 14 horas. Foi um barulho potente, forte e denso. Talvez o raio de maior intensidade que já houvera caído em todo o litoral paulista. Talvez em todo o Brasil. Quiçá, em todo o mundo.

Por que a cidade de Santos havia sido a escolhida? Por que não uma cidade grande ou uma grande capital mundial? Por que temos sempre que buscar explicações nos presentes divinos? Santos foi a escolhida, cabia (e cabe) apenas agradecermos aos céus por este bendito raio.

Da fundação no antigo Clube Concórdia, até os dias de hoje, passaram-se exatos cem anos. Cem anos que foram eternos, brilhantes e inesquecíveis. Cem anos que fizeram com que os olhos esportivos do mundo brilhassem e se emocionassem a cada nova façanha do Santos Futebol Clube. Um clube abençoado, predestinado a ser emblemático e único, assim como o raio que o fizera nascer.

Depois desse primeiro e mais potente, muitos outros raios continuaram a cair, de tempos em tempos, na cidade de Santos. Tornaram-se, por mais incrível que isso possa parecer, constantes. Principalmente nas proximidades da Rua Princesa Isabel s/nº. Estes raios foram responsáveis diretos por trazer, junto com eles, estrelas. Estrelas da mais alta grandeza. As mais brilhantes e mais belas do Universo. Estrelas que, juntas, formaram constelações e, do sagrado gramado da Vila Belmiro, refletiram sua luz para todos os gramados do mundo.

Houve, sim, momentos de tempestade. De angústia, tristeza e dor. Muitas vezes as nuvens adversárias, carregadas de inveja, tentaram cobrir o nosso céu, ofuscar o brilho de nossas estrelas, turvar a visão do mundo para nossa beleza sublime. Certas vezes até conseguiram, afinal nada, absolutamente nada pode ser perfeito. Mas foram períodos mínimos, períodos esquecidos em meio a esses 100 anos de glória e de arte. De magia e vitórias. De ousadia e alegria. Logo estavam de volta os raios, limpando o céu e convertendo o seu azul em um branco e preto maravilhoso. Um branco e preto repleto de cores.

Hoje o mundo do futebol se curva a quem é eterno. A quem é etéreo. A quem fez, faz e fará a história do esporte mais popular do mundo. A quem emociona e encanta. Aos eternos meninos, de 10, 50 e 100 anos. Àqueles que não param de nascer, crescer e nos dar um orgulho que nem todos podem ter.

Parabéns Santos Futebol Clube. E muito obrigado por nos tornar meninos para sempre!

Link para o brilho provocado pelo último raio santista na Câmara dos Deputados, ontem:

http://www2.camara.gov.br/tv/materias/CAMARA-HOJE/414157-SESSAO-SOLENE-COMEMORA-100-ANOS-DO-SANTOS-COM-PRESENCA-DE-NEYMAR.html


Ouça a bela homenagem da Rádio CBN ao Centenário do Santos

Já falei que tenho um carinho especial pelas rádios Globo e CBN? Pois é. Trabalhei lá como produtor, repórter e comentarista nos áureos tempos da Equipe do Osmar Santos, da qual tive o prazer de fazer parte (bem, na minha época a CBN ainda se chamava Excelsior).

Pois recebi um e-mail do Ernesto Franze, a quem agradeço, com este precioso link da rádio que traz uma página especialmente dedicada ao Centenário do Santos. Chamou-me a atenção o grito: “O melhor time da Terra”. Ouça:

http://globoradio.globo.com/hotsites/cbn/gritos-de-guerra/GRITOS-DE-GUERRA.htm

E aí, bela homenagem da CBN, não?


Considerações sobre o filme “100 anos de futebol arte”

Finalmente ontem, no MIS, pude assistir, ao lado de amigos santistas – muitos deles leitores deste blog – ao filme “100 anos de futebol arte”, produzido pela Canal Azul e dirigido por Lina Chamie. Há muito queria ver o filme. Na verdade, bem antes de ser editado, já que pelo acordo que eu tinha com Ricardo Aidar, presidente da Canal Azul, além de auxiliar no roteiro, eu checaria a veracidade histórica da obra.

Em que momento fui descartado da fase final do filme? Não sei, mas estou certo de que tem muito a ver com a posição independente deste blog. É óbvio que se a edição final levasse em conta minha opinião, algumas pessoas não precisariam ser ouvidas, enquanto outras, indispensáveis para se compreender a alma do Santos – como Zito e Clodoaldo, por exemplo – jamais seriam esquecidas.

“Meu filme” daria muito mais espaço aos anos 60 e teria ao menos algumas lindas jogadas de Pelé. Por mais que o orçamento fosse curto, e sei que era, é inadmissível um filme sobre o Santos – que tem o depoimento de Pelé – não mostrar algumas jogadas do Rei. Todo o esforço deveria ter sido feito para isso. E valia também um pouco mais de empenho para retratar o título mundial de 1962, um divisor de águas na história do clube.

Também não entendi a não utilização de imagens da entrevista que fiz com Mário Pereira, o último remanescente do título pioneiro de 1935. Será que na edição não foi possível cortar minha voz? Ora, que se usasse ao menos uma frase do grande “Perigo Loiro”, que nos deixou no último dia do ano passado.

Nem vou reclamar que nenhum segundo da longa entrevista feita comigo em um sábado, em uma bela casa do Pacaembu, tenha sido aproveitado. É claro que é frustrante preparar-se para uma entrevista que resumiu toda a história do Santos e depois não se ver no filme, mas se Zito, Clodoaldo, Coutinho e Edu, entre outros, também não foram lembrados, seria muito cabotinismo de minha parte reclamar de minha própria ausência.

Destaques: Luiz Zanin, Xico Sá, Mano Brown, Robinho, Cosmo Damião…

Gostei muito da idéia da diretora Lina Chamie de usar o papo de Mano Brown e Cosmo Damião, descendo de carro para Santos, como fio condutor da história do clube. Espontâneos, carismáticos, eles deram o tom de torcedores apaixonados que o filme queria. Também gostei muito do contraponto intelectual de Luiz Zanin e Xico Sá, principalmente. Cao Hamburguer também mandou bem.

Outro destaque, para mim, foi Robinho. Com que naturalidade ele falou da formação do time de Meninos e do título brasileiro de 2002! Diego e Leão também me surprenderam, com belos depoimentos.

Senti falta, porém, de mais informações sobre o Brasileiro de 2004, ganho contra tudo e contra todos. Daria um mini-enredo com final feliz que empolgaria a todos. Até porque houve o drama do seqüestro da mãe de Robinho. O pentacampeonato brasileiro, de 1961 a 1965, é outro momento marcante da história santista que foi ignorado.

Achei estranho, ainda, a própria Lina Chamie incluir-se nos depoimentos. Um filme como esse, que celebra um Centenário, deveria priorizar pessoas significativas para o clube, com uma longa folha de serviços prestados, e elas não faltavam. Se tivessem me perguntado, eu lhes daria uma lista enorme.

A discutida participação do gerente de marketing Armênio Neto

Como leitores deste blog já tinham me alertado para a participação, digamos, polêmica, do gerente de marketing Armênio Neto, prestei atenção nas suas falas para checar se tinham algum problema ou as críticas eram apenas implicação dos leitores que não se simpatizam com o gerente.

Em primeiro lugar, percebi algo muito estranho no visual de Armênio e aproveito para lhe dar um conselho, aprendido em muitos anos de trato com a imprensa: jamais dê uma entrevista à tevê e muito menos ao cinema, usando óculos escuros, como você fez. O que dá credibilidade às palavras é o olho no olho. Quem usa óculos escuros em entrevista ou é personalidade que todo mundo já conhece, ou bandido que quer se esconder. Na próxima vez, olhe no olho do torcedor e seja o mais sincero possível.

Outra coisa: nunca diga que a torcida do Santos é pequena, ou é menor do que a dos outros. Pois eu digo que a torcida do Santos é tão grande como qualquer outra e explico porquê. Quantas pessoas cabem no Pacaembu? 38 mil? Okay. Como o Santos tem 2,5 milhões de torcedores entre a Grande São Paulo e a Baixada Santista, só com esse contingente daria para lotar 65 Pacaembus.

Então, se o Santos pode, sempre, lotar o maior estádio em que costuma jogar, sua torcida é tão grande como as maiores. Mas ela precisa ser reconquistada, atraída. Como? Com promoções ou, talvez, com a mais óbvia das alternativas, que é o ingresso mais barato. Enfim, não é a torcida do Santos que é menor, é o marketing do Santos que tem sido pouco eficiente nesse quesito.

Balanço final é muito positivo

Apesar das ausências, o balanço final do filme é altamente positivo. Afinal, trata-se do primeiro longa metragem sobre o Santos Futebol Clube. O baixo orçamento impediu que se adquirisse imagens de jogos essenciais para se compreender melhor a história do clube, assim como invibilizou algumas entrevistas, mas senti que os que foram à exibição sairam satisfeitos, orgulhosos por mais esse passo.

ATENÇÃO CINEMAS INTERESSADOS EM EXIBIR O FILME

Cinemas interessados em exibir o filme “100 anos de futebol arte” devem entrar em contato com Ricardo Aidar, da Canal Azul. Os e-mails podem ser enviados para este blog e eu repassarei ao Ricardo.

E você, o que achou do filme “100 anos de futebol arte”?


Older posts

© 2017 Blog do Odir Cunha

Theme by Anders NorenUp ↑