Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Reveja os melhores momentos do Santos em 2011

O ano de 2011, em que ganhou dois títulos, entre eles a sua terceira Copa Libertadores, merece ser chamado de o mais importante da história do Santos desde 1963, quando conquistou não só a Libertadores, como o Mundial, a Taça Brasil (o seu terceiro Brasileiro) e o Rio-São Paulo.

Mas no início parecia que a temporada não seria tão promissora. O time, que já tinha sido treinado por Adilson Batista e Marcelo Martelotte, estava para ser eliminado na Libertadores, e no Paulista, que não era prioridade, seguia aos trancos e barrancos, terminando a primeira fase em quarto lugar.

Nas oitavas do Paulista o Santos venceu a Ponte Preta, em Campinas, por 1 a 0. Em seguida, porém, em um jogo só, definiu contra o São Paulo, no Morumbi, uma vaga para a final. Além de jogar em seu campo e poder contar com a maior parte da torcida, o São Paulo tinha tido a melhor campanha na primeira fase. Para alguns, era o favorito. Vejamos o que aconteceu:

Uma decisão na Vila contra o outro alvinegro. Que delícia!

Depois de um empate sem gols no Pacaembu, o Santos, por ter melhor campanha, teve o direito de jogar pelo bicampeonato na Vila Belmiro. O adversário, com um time mais forte do que aquele que seria campeão brasileiro – pois ainda tinha Bruno César e Dentinho – ficou feliz de perder só por 2 a 1. Reveja:

Contra o Cerro, o jogo do ano

O técnico Muricy Ramalho assumiu o comando do time justamente no aniversário de 99 anos do clube, em 14 de abril. E alguns anti-santistas brincavam no twitter que o dia da fundação do clube seria o de sua “afundação”, pois precisaria vencer o poderoso Cerro Porteño, no Paraguai, ou estaria praticamente eliminado da Libertadores. Um detalhe: nesse jogo o Santos não teria Neymar, Elano e Zé Eduardo, expulsos no polêmico jogo das máscaras, contra o Colo Colo, na Vila.

Porém, os deuses do futebol estavam com o Santos, que, mesmo com um time recheado de reservas – como Maikon Leite, Diogo, Keirrison – obteve uma vitória crucial, iniciada com um gol antológico de Danilo. Vale a pena rever este que para mim foi o grande jogo do ano:

Enfim, o terceiro título da Libertadores

A conquista que passou perto em 2003, finalmente chegou este ano, com uma final histórica contra o Peñarol. Dos Meninos de 2003, apenas Léo e Elano estavam presentes para gozar a glória de ser campeão da América. Após o empate sem gols em Montevidéu, o Pacaembu se tornou Alvinegro Praiano para testemunhar o seu primeiro título da Copa Libertadores. Nenhum santista, em nenhum momento, duvidou desse título que você saboreia de novo agora:

Para sorte dos outros, Santos negligenciou o Brasileiro

Concentrado no Mundial da Fifa, no final do ano, o Santos não se empenhou suficientemente no Campeonato Brasileiro, para sorte dos adversários. Mesmo assim, no segundo turno, um pouco mais concentrado, deu uma demonstração do que poderia fazer, ao vencer, sem grande dificuldade, aqueles que no final seriam campeão e vice. Reveja os principais lances:

http://youtu.be/-zw7OGIHcHQ

http://youtu.be/k_m4In6HjaQ

Três golaços que valeram o vice-campeonato Mundial

Quando o Mundial era decidido em um jogo só, ser vice-campeão não tinha mérito algum. Mas agora o torneio tem sete participantes e é preciso vencer a semifinal antes de jogar a decisão – o que nem sempre é fácil, como o Mazembe provou no ano passado. Este ano coube ao Santos enfrentar o Kashiwa Reysol, campeão japonês, que já havia passado por dois times, entre eles o perigoso Monterrey, do México.

Porém, com golaços de Neymar, Borges e Danilo, o Santos derrotou o Kashiwa e garantiu ao menos o segundo lugar no torneio de clubes mais importante do ano. Veja os gols novamente:

http://youtu.be/yN1jx9cP5HU

O Fico de Neymar

Outra vitória importante do Santos em 2011 aconteceu nos bastidores. O esforço do clube para manter o ídolo Neymar marcou uma nova etapa na história do futebol brasileiro e deu ao clube uma visibilidade jamais vista. Com Neymar, o Santos caminha, sim, para ter uma das maiores torcidas do Brasil.

Eleito hoje, 31 de dezembro, como o melhor jogador das Américas, Neymar continua fazendo história no futebol e deixa seu nome gravado em letras de ouro nos anais do Alvinegro Praiano. Em 2011 o Menino de Ouro teve de repetir inúmeras vezes que ficaria no Santos. Lembremos uma delas:

http://youtu.be/I4FQ4kZxGEw

Falcão e o futsal – um momento único

Pena que o futsal do Santos foi desativado, pois o momento que ele proporcionou aos santistas ficará na história. Falcão e o melhor time do Brasil deram aula de habilidade, solidariedade e garra. A vitória na decisão da Liga Futsal contra Carlos Barbosa foi emocionante, impagável, única:

http://youtu.be/ZPw6dAJP8dk

Assim foi 2011. Que 2012, o Ano do Centenário, reserve novas e duradouras alegrias aos santistas. Agradeço aos que prestigiam este blog e desejo um Reveillon cheio de alegria e um Ano Novo pleno de realizações. Fortíssimos abraços!


Bandidos da torcida do Peñarol fazem vaquinha e são soltos

Em Assunção, 39 integrantes da Torcida Jovem erraram e ficaram presos por vários dias. Mesmo com o atenuante de terem o ônibus atacado por pedras lançadas pela torcida do Cerro Porteño, os brasileiros foram detidos por agressão e furto e tiveram de pagar um valor cinco vezes maior do que os prejuízos que causaram. Sem contar que antes já tinham sido achacados por policiais paraguaios.

No Brasil, mais precisamente em Santa Catarina, torcedores do Peñarol que voltavam com o rabinho entre as pernas para seu país e saquearam uma loja de conveniência em um posto de estrada, só tiveram de devolver o que roubaram e foram soltos.

Essa diferença de tratamento só consegue acirrar os ódios e tornar mais problemática a vida fora de campo na próxima Copa Libertadores. É preciso que a Conmebol e as federações nacionais se reúnam para discutir essa delicada questão dos grupos de torcedores que viajam para outros países a fim de acompanhar seus times. O tratamento deve ser igual para infratores de qualquer nacionalidade.

Sem contar que os santistas foram apedrejados e bombardeados em Assunção e em Montevidéu, enquanto os torcedores de Cerro Porteño e Peñarol foram, como deve ser sempre, muito bem protegidos quando vieram acompanhar seu time em São Paulo.

O consolo para os santistas foi uma torcedora que fez questão de posar para uma foto à frente dos valentes uruguaios detidos em Santa Catarina. Veja a foto no filme e se divirta com a cara de bunda dos uruguaios babacas que viram o time perder a final da Libertadores e ainda pagaram um mico de serem pegos pela polícia e zoados pela santista.

O que você achou de a polícia de Santa Catarina deixar os torcedores do Peñarol irem embora? Foi melhor mesmo, ou mereciam uma cana?


A diferença entre cornetar e prevenir. E os exemplos de 1995 e 2003

Quando um time tem um potencial técnico maior do que o adversário, como deve acontecer nesta final de Libertadores, o seu principal adversário passa a ser ele mesmo. Se achar que será campeão “naturalmente”, sem se dedicar física e espiritualmente ao combate, dificilmente sairá com o troféu.

Isso aconteceu com o Santos no Brasileiro de 1995, quando os torcedores santistas que foram ao Maracanã puxaram o coro de “É Campeão!” mesmo depois de o time perder para o Botafogo por 2 a 1.

Como o Santos estava imbatível em São Paulo e vinha de uma virada histórica sobre o Fluminense na semifinal, nenhum santista poderia imaginar que a equipe não venceria o limitado Botafogo no Pacaembu. Porém, essa empáfia só motivou o adversário que, apesar de auxiliado pelos erros lamentáveis do árbitro Márcio Rezende de Freitas, mostrou muita disposição e comemorou o título em São Paulo.

Eu diria, ainda, que a mesma prepotência, ou um pouco menor, acompanhou os Meninos da Vila no jogo contra o Boca Juniors, em La Bombonera, o primeiro da decisão da Libertadores de 2003. Toda a imprensa brasileira dizia que a vitória era certa. O time chegou a dominar o primeiro tempo, mas faltou determinação, faltou a volúpia do gol que sobrou aos avdersários.

O Boca jogou feio, mas ganhou por 2 a 0 em casa e depois se aproveitou do regulamento para atuar nos contra-ataques e vencer por 3 a 1 no Morumbi. Foi a vitória da maturidade, da garra, da aplicação, contra o talento que se imaginou insuperável.

Vejo nessas críticas ao Santos e a alguns de seus jogadores que estiveram em campo, ontem, não meras “cornetadas”, mas alertas de que será difícil ser campeão jogando assim. E o que todos os santistas querem, mais do que comemorar a passagem para uma final, é buscar um caneco que é esperado há 48 anos.

Creio que as críticas são positivas, pois alertam para a possibilidade real de fracasso que acomete alguns times, principalmente na Libertadores. Trata-se de uma competição atípica, em que já vi equipes perderem jogos ganhos ao sofrer dois, três gols, em poucos minutos. Portanto, mesmo boas vantagens não podem ser consideradas definitivas.

Vamos sair com a camisa do Santos nas ruas, vamos pendurar bandeiras do Santos nas janelas, mas não vamos comemorar nada, ainda. Outros times se contentam em jogar finais, mas o Santos nasceu para ser campeão. Vamos continuar atentos, pois se o time relaxar, como fez no segundo tempo, ontem, o título e uma oportunidade única de, mais uma vez, fazer história, escorrerá pelas mãos.

Para que essas tristezas não voltem mais…

Só para perceber como é bom ficar esperto, reveja duas decisões em que o Santos era o favorito, perdeu o primeiro jogo fora de casa e acabou ficando sem o título.

Botafogo 1, Santos 2
Primeiro jogo da decisão do Brasileiro de 1995

Boca Juniors 2, Santos 0
Primeiro jogo da decisão da Libertadores de 2003

Você ainda acha que já se deve comemorar, ou é melhor esperar pela taça?


Torcer é jogar, lutar, se alegrar e sofrer junto. Vamos dar as mãos!


O torcedor acredita que Neymar será decisivo hoje como Ganso foi no dia 14 de abril

Sinto que todo santista com quem falo está sofrendo a angústia da espera, como se o jogo de logo mais com o Cerro Porteño fosse a fronteira entre o céu e o inferno, entre o sonho de uma decisão mundial com o Barcelona de Messi e a volta, cabisbaixa, a um sem graça Campeonato Brasileiro.

Não minto que também estou tenso, como se tudo o mais não tivesse importância e a vida e a felicidade dependessem do que vai acontecer em Assunção. É difícil definir, mas o que seria esse torcer por um time de futebol que toma conta de nossos pensamentos e de nossas emoções?

Para mim, hoje, torcer é dividir responsabilidades, é me colocar ao lado dos jogadores, é abandonar a postura crítica do analista e entrar com eles em campo, brigar pela bola, tentar as jogadas, buscar o resultado e a classificação com toda a força do corpo e da alma.

É muito fácil ser o torcedor apenas do abraço, da festa, da comemoração. É muito cômodo, após um resultado ruim, tornar-se um crítico frio e cruel, como se não tivéssemos nada a ver com isso, como se pudéssemos viver sem o Santos e suas vitórias e derrotas (Não, não podemos. Não adianta negar).

É muito fácil apontar os dedos para os culpados de nossa dor, como se disséssemos: vocês não tinham o direito de nos fazer sofrer. Mas este caminho, o fácil, deve ser evitado, pois nele não se encontrará sentimentos ou atitudes que prestem, que engrandeçam o ser humano.

Hoje, mais do que crítico, sou um santista. E acredito na capacidade e na força de superação de todos os jogadores que entrarem em campo com a camisa sagrada do Alvinegro Praiano. Todos, não importa quais sejam. Este amparo invisível, que brota do peito de cada torcedor, dará a força necessária aos nossos jogadores.

A lógica está a favor. Ela indica que o Santos sairá classificado desta batalha renhida, disputada do primeiro ao último minuto. Mas, todos sabemos, para o futebol a lógica é apenas mais um detalhe. Para que ela prevaleça, é preciso jogar a cada vez como se o título estivesse em jogo.

E essa determinação das duas equipes de entrar em campo tão motivadas é que garantirá um espetáculo inesquecível. Bem-aventurados os santistas, que torcem para um time que lhes proporciona momentos de tanta intensidade. Somos privilegiados de poder viver um momento assim.

Que nossos jogadores sejam felizes hoje!

O meu é esse. Qual é o seu sentimento para o jogo de hoje?


Todos já sabem o que fazer. Vamos pro jogo!

Por via das dúvidas, Neymar treinou pênaltis ontem, observado por Zé Eduardo e Muricy. Elano e Neymar, os astros do Santos, chegaram confiantes em Assunção. Jonathan bateu bola e deve iniciar a partida, assim como o “monstro” Arouca. Alex Sandro terá a responsabilidade de substituir o valente Léo. Maikon Leite não começará jogando porque tem 11 centímetros a menos do que Zé Eduardo. E Rafael, se não sofrer gols, classificará o Santos para a final da Libertadores (Fotos: Comunicação Santos FC).

O técnico Muricy Ramalho usou mais de uma hora de treino no estádio General Pablo Rojas para prevenir a equipe contra as temidas bolas aéreas do Cerro Porteño. Com muitos jogadores altos, entre eles o atacante argentino Roberto Nanni, de 1,92m, é bem provável que o time paraguaio use dessa arma para vazar o gol de Rafael. Assim, além dos zagueiros Edu Dracena e Durval, Muricy utilizou Danilo, Elano, Zé Eduardo e o lateral-esquerdo Alex Sandro, que substituirá Léo.

O curioso é que, mesmo sem render bem como atacante, Zé Eduardo continua escalado por sua disposição de marcar a saída de bola do adversário e por ter 11 centímetros a mais de altura do que Maikon Leite (1,79m a 1,68m), o que o torna mais uma opção de defesa contra as bolas centradas na área santista.

Muricy também treinou a linha de impedimento, em que os defensores saem rapidamente da área e deixam os adversários em posição ilegal. A tática pode dar certo diante da lentidão do ataque do Cerro, mas também pode ser uma faca de dois gumes, pois dependerá da precisão da arbitragem.

O técnico ainda não definiu o time, mas, como dá pistas de que quer fechar mais o meio de campo, pressinto que optará por Danilo como volante e, se o lateral-direito Jonathan não puder jogar, Pará deverá ser seu substituto.

Na ausência de Jonathan, eu preferiria que Danilo jogasse na lateral e Alan Patrick entrasse no meio. Ele pode trocar bolas com Elano, Neymar e Alex Sandro, abrindo caminho pela esquerda para que o Santos chegue ao gol.

No ataque, não há dúvida de que Maikon Leite é uma opção melhor do que Zé Eduardo. Até porque o rapaz já jogou em Assunção, na fase de grupos, e fez o gol que selou a vitória santista contra o Cerro. Mas, estou certo que, por razões táticas e defensivas, Muricy preferirá começar a partida com Zé Eduardo, que se dedica mais à marcação dos beques adversários.

O Cerro é forte. Mas tem as suas fraquezas

A ausência do experiente meio-campo argentino Javier Villarreal é tida como certa. Com uma contusão no músculo da coxa da perna esquerda, ele deverá ser substituído por Burgos, que já não tem a mesma confiança da torcida.

Outros três jogadores se recuperam de lesões musculares. São eles os meias Fabbros e Ivan Torres e o atacante Lucero. Provavelmente devam ser escalados pelo técnico Leonardo Astrada, mas não estão cem por cento e talvez saiam antes do final da partida.

Já sem chances de ser campeão do torneio nacional, o Cerro se apega à Libertadores como sua última oportunidade de disputar uma final neste semestre. Ao contrário do rival Olímpia, que já conquistou a Libertadores três vezes – em 1979, 1990 e 2002 –, o Cerro jamais levantou o maior troféu sul-americano e isso é motivo de pressão dos torcedores rivais e dos seus próprios.

Muitos apostam que se o time não conseguir marcar ainda no primeiro tempo e – pior que isso – sofrer um gol, o entusiasmo dos torcedores que devem lotar o estádio se transformará em decepção e raiva.

O retrospecto e o regulamento são favoráveis ao Santos, que nunca perdeu do Cerro Porteño – em cinco jogos, venceu três e empatou dois – e pode se classificar com um empate, ou uma derrota por um gol de diferença, desde que faça ao menos um gol. Mas a Libertadores não perdoa relaxamentos.

Se as duas equipes jogarem o máximo que podem, o Santos vencerá novamente, ou, no máximo, empatará. Porém, se o time paraguaio atingir 100% de seu rendimento e o Santos apenas 70% do que pode, uma derrota e mesmo a desclassificação não estarão descartadas.

Santista, o momento é para ser desfrutado!

Sei que há torcedores do Santos muito nervosos com esse jogo de hoje (a partir das 21h50m, pela Globo). Pressentem que se o Alvinegro Praiano passar pelo Cerro, a final – contra Vélez ou Peñarol – talvez seja menos sofrida.

É claro que também sinto esta ansiedade, mas só vejo aspectos positivos na oportunidade de se viver o clima dos grandes jogos. Uma semifinal de Libertadores, com grande chance de passar para a final, não é para qualquer um. Dos muitos chamados, pouquíssimos foram os escolhidos, e o Santos está entre eles.

De quase eliminado no dia de seu aniversário, o Santos venceu este mesmo Cerro em uma jornada heróica e agora está aqui, a um passo da grande decisão. Falta pouco. Tão pouco, que não se pode deixar de lutar, com técnica e inteligência, até o último segundo da partida. E a classificação fatalmente virá, pois esta noite os deuses do futebol não vão dormir cedo.

E você, qual é seu pressentimento para o jogão desta noite? Está confiante, cismado, ou apenas tranqüilo, esperando a hora chegar?


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