Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Chico Formiga

Bom renascimento para nós

Costumo dizer que a vida é feita de renascimentos. Se as coisas não andam como você quer, não se amofine. Continue trabalhando, fazendo a coisa certa, porque logo uma nova etapa, repleta de possibilidades, surgirá à sua frente. Como santista, vivi algumas Páscoas, ou renascimentos. A mais marcante delas ocorreu em junho de 1979, quando um time recheado de garotos, nominados Meninos da Vila pelo seu Chico Formiga, venceu o São Paulo na final e conquistou o Paulista de 1978, primeiro título importante do Alvinegro Praiano após Pelé. Neste vídeo podemos desfrutar a narração incomparável de Osmar Santos, de quem me tornei redator e amigo nas rádios Globo/Excelsior. Boa Páscoa a todos os frequentadores deste blog e obrigado pelos comentários sinceros.

Liquidação Total dos livros até 30 de abril!

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Saudade de ser só torcedor

CONVITE

Você pagou para participar do coquetel de relançamento do livro Time dos Sonhos, A Bíblia do Santista? Então seu nome estará na lista do evento deste sábado, 19 de dezembro, a partir das 15 horas, no Museu Pelé.

Atenção: você não receberá um convite formal, pelo correio. Como toda a divulgação da campanha foi feita por este blog, considere-se convidado. Qualquer dúvida, envie e-mail para odir.cunha@uol.com.br Abraço!

novo time dos sonhos

Recebi hoje a notícia de que o livro Time dos Sonhos, conhecido como A Bíblia do Santista, será impresso na terça-feira. A partir de quarta ele será enviado a todos que o compraram na campanha de crowdfunding da Kickante.

Aos que pagaram pelo coquetel e pelo bate-papo com os pesquisadores e historiadores do Santos, o evento será no próximo sábado, dia 19, a partir das 15 horas, no Museu Pelé.

O evento ocorrerá dia 19 de dezembro, sábado, a partir das 15 horas. O Museu Pelé fica na Rua São Bento, esquina com a Rua do Comércio, no prédio da antiga prefeitura, em frente à antiga Estação da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, hoje um restaurante-escola, ao lado da Igreja Santo Antonio do Valongo. Pouco antes da rodoviária de Santos há uma placa indicando o caminho para o Museu, à esquerda. O telefone é (13) 97406-5593.

Abriremos para todos os convidados do coquetel a possibilidade de assistir às palestras dos historiadores do Santos. Os que pagaram pela palestra serão reembolsados pelo valor que deram a mais, ou poderão retirar a diferença em livros ou produtos da loja do Museu Pelé.

Confira se o seu nome está na lista dos convidados para o coquetel de relançamento do livro Time dos Sonhos:

Ademir Joaquim Teles
Anderson Guedes
Celso Luiz Colombini
Claudio Haruo Okuyama
Edilson Aparecido Oliveira
Edneide Aleixo Farias
Eugênio Nogueira
Eugenio Singer
Fábio Gaia
Fabricio Ribeiro dos Santos
Guilherme dos Santos Castilho Cunha
Guilherme Van Holthe Tanaka
Isabela Alves Jafet
Jandir Boeira
José Mauro Alvarez Martinez
Luiz Fernando de Palma
Luiz Louzada de Castro
Marcelo Covas
Marcelo Giacomo
Marcelo Guilhermino Petersen
Marco Aurélio Piovan
Marcos Queiroz
Neli Aparecida Faria
Nelson Jafet
Nilton Ramalho
Oscar Cesar Leite Junior
Rodrigo Alves Jafet
Rogério de Moraes
Romualdo Henrique Soares
Rony Uemura
Valcir. M. Tomé
Vitor Pereira

SAUDADE DE SER SÓ TORCEDOR


Aumente o som e sinta a energia dessa torcida

O bom do futebol é ser apenas torcedor, não entender nada de bastidores, nada de dirigentes que levam algum por fora, nada de esquema com jogadores da base, nada de nada. O bom é apenas torcer. O Evilásio vai jogar? Torcia pro Evilásio. O Camilo está escalado? Era Camilo até embaixo d’água. Defendia qualquer um que vestisse a camisa do Santos, elogiava técnicos e dirigentes. Era apenas um garoto que amava o Santos.

Vinha para o meu primeiro emprego registrado, na Folha de São Paulo, com a cara na janela do ônibus que saía da Cidade Dutra, contando os sujeitos com a camisa do Santos. Às vezes eram mais do que os do outro alvinegro. Vivíamos o período de 1973 até o início da década de 80, quando a torcida do Santos foi decisiva para o recorde de público em vários jogos no Morumbi e no Pacaembu.

Meu amigo Emanuel Rodrigues, santista fervoroso aqui, vascaíno no Rio e remista em Pará, sua terra, tinha a mania de descobrir lugares em que o Santos pudesse construir o seu estádio na Capital. Um dia era um lá na Capela do Socorro, reduto de santistas, outro era na Lapa. Achava aquela busca do Emanuel a coisa mais normal do mundo.

Se tivesse feito um estádio em São Paulo naquela época, tenho certeza de que a torcida pagaria. Impulsionados pela vibrante Torcida Jovem, os santistas eram os mais entusiasmados e atrevidos nos estádios. Naquela época, São Paulo, Palmeiras e Portuguesa fizeram seus jogos com maior público em toda a sua história: e todos contra qual time? O Santos, claro.

Hoje lembramos esses recordes e a força da torcida santista, e alguns dizem que é mentira. Está certo que não lêem, não estudam o futebol e têm só dois neurônios que não se conectam, mas mesmo assim, admito, parece impossível que este mesmo Santos que mal lota um estádio para 16 mil pessoas, caso da Vila Belmiro, tenha sido o campeão de rendas de São Paulo.

A mesma revista Placar, que tantas matérias maledicentes fez contra o Santos, admitiu, certo dia, que a grande herança de Pelé para o Alvinegro Praiano era sua imensa torcida de jovens. Veja bem, amigo leitor: o Santos tinha milhões de jovens que torciam por ele, tinha o embrião de uma das maiores torcidas do Brasil na palma da mão. Era só cuidar, regar, tratar com carinho, e hoje seria um time de massa, sem sombra de dúvida.

Mas o clube, aos poucos, foi abrindo mão de sua torcida e se voltando para os interesses oportunistas de seus dirigentes. Este Campeonato Brasileiro, em que abandonou a vaga do G4 para arriscar o futuro em um hipotético título da Copa do Brasil, me lembrou esse traço na personalidade recente do Santos, que é o de negligenciar as possibilidades mais concretas de sucesso para apostar em caminhos rejeitados pela maioria de seus torcedores.

Brocador? Não!!!

Com esse final de ano vem a fase da montagem do elenco para 2016 e só se ouve e se lê sobre perspectivas de vinda de jogadores de terceira categoria, laranjas que já não têm sumo e que são mais caros e menos confiáveis do que muitos dos Meninos gerados na Vila.

Agora falam de um tal de Brocador. Dá para levar a sério? A Suzana costuma dizer que tudo na vida tem uma razão de ser, um desígnio. Fico aqui me perguntando se o tal Nilson veio apenas para tirar o título da Copa do Brasil do Santos, para fazer o time cair na real. Só pode ter sido isso. Garotos como Diego Cardoso e Stéfano Yuri teriam feito aquele gol, com perdão da palavra, de bunda. Mas a invenção cibernética do Dorival e do Serginho perdeu o gol mais feito do ano e quase deu mau jeito no próprio corpo. Como já disse, deve ser um ser humano maravilhoso…

Enfim, que saudade dos tempos em que eu era apenas um torcedor. Não era jornalista, não tinha estudado a história do Santos e nem pensava ser conselheiro ou fazer, com o Peres, o Dossiê que recuperou seis títulos brasileiros que queriam garfar do nosso Alvinegro. Mas sabia que o Ailton Lira, o Pita e o Rubens Feijão eram craques, assim como o João Paulo e o Nilton Batata. Torcer por eles me bastava.

E o legal era que o técnico também via isso. O Santos era um time em que nenhum jogador bom de bola ficava no banco de reservas para um perna de pau jogar. O técnico desses tempos era Chico Formiga, um zagueiro clássico, que num relance percebia se o cara dava para o negócio, ou não. Não havia a figura suspeita do empresário de jogador, não havia ninguém querendo levar algum por fora. O melhor jogador jogava, fim de papo. Enfim, era ótimo ser apenas um torcedor.

E você, o que sente, hoje, como torcedor do Santos?


Morte de Formiga, Carta aberta a Laor, Música de 1955, Agenda do Santos


Formiga apresentando-se ao Santos, em 1950 (foto enviada pelo pesquisador Marcelo Fernandes)


Formiga em quatro tempos. Fotos extraídas de vídeos. Por Wesley Miranda

Faleceu ontem, aos 81 anos, o craque Francisco Ferreira de Aguiar, apelidado de “Formiga” por um amigo de infância, devido ao físico franzino. Nascido em Araxá, Minas Gerais, em 11 de novembro de 1930, jogou no Santos de 1950 a 1957 e de 1959 a 1963. Fez 412 jogos com a camisa do Alvinegro Praiano e marcou três gols. Pode-se dizer que foi um Menino da Vila, pois veio do Cruzeiro ainda juvenil.

Clássico, técnico, Formiga era um craque na zaga e fez 19 jogos pela Seleção Brasileira entre 1955 e 1959. Está na Seleção de Prata do Santos, ao lado de Joel Camargo, outro Menino da Vila. Formiga era tão valorizado em sua época, que em 1958 foi vendido ao Palmeiras por dois milhões de cruzeiros, mais os passes de Jair Rosa Pinto e Laércio Milani, além da renda de um jogo entre os dois times.

Logo que encerrou a carreira de jogador, em 1963, foi técnico do infantil do Santos. Em 1978, promovido a técnico do time profissional, revelou Juary, Pita, Rubens Feijão e foi o responsável pela denominação de “Meninos da Vila”, por tratar seus jovens jogadores por “meninos”. Era funcionário do clube até o final de 2009, contratado pela administração anterior à atual.

Formiga morreu de infarto às 18h30m de ontem, exatamente no mesmo dia – 22 de maio – em que, há 62 anos, chegou do Cruzeiro para ajudar o Alvinegro Praiano a se tornar um dos melhores do mundo.

Veja Formiga neste filme editado por Wesley Miranda sobre o título de 1955, em que o zagueiro participou de 23 dos 26 jogos da campanha santista. Ele é o primeiro a aparecer.

Música perdida do título de 1955 é encontrada!

Abaixo você ouvirá uma música rara, que foi composta para homenagear o título paulista do Santos em 1955 e estava perdida. Graças à memória de Mario Bento de Carvalho, com Bruno Martins ao violão, reviva e guarde com carinho a canção em homenagem ao campeão de 1955:

Carta aberta a Luis Álvaro Ribeiro

Olá Presidente!

Sou o associado número 48552 do Santos Futebol Clube. Frequentador assíduo dos jogos do clube, sejam estes em Santos ou em São Paulo. O principal motivo que me levou a aderir ao quadro social do clube foi poder votar e lutar contra o continuísmo no Peixe.

Lembro-me do senhor dizendo pessoalmente ao meu pai no dia da eleição em que conquistou seu primeiro mandato: ” Não serei candidato a reeleição”. E foi!

Ainda assim na minha opinião era o melhor nome na última eleição, e assim como a maioria dos sócios votei no senhor.

O senhor no primeiro mandato pregava privilégios aos associados na compra de ingressos e não às torcidas organizadas. Fico extremamente decepcionado ao ver o site oficial do clube mencionar que parte dos ingressos são a “cota histórica das torcidas organizadas”. Ora Presidente, por que destinar ingressos a quem não paga mensalidade, não é cliente fidelizado? Assim que o Santos atingirá 100 mil sócios?

Deveríamos deixar o “clubismo” de lado, e nos espelhar em sistemas que funcionam.

No Internacional de Porto Alegre, ingressos são destinados aos sócios apenas. No Corinthians , com o programa “Fiel Torcedor”, quem vai a mais jogos ganha preferência na compra dos jogos mais importantes, o que é justo pois quem vai mais ao estádio gasta mais tempo e dinheiro com o Clube.

Na final do Campeonato Paulista deste ano, não houve esforço por parte de nossa diretoria para garantir que os sócios pudessem, no jogo de volta, comprar ingressos pelo sistema Sócio Rei. O mesmo sistema que foi absurdamente falho para o jogo contra o Vélez Sarsfield. Fora o fato dos boletos errados que muitos de nós associados recebemos.

Antes que me critiquem ou digam que sou “Teixeirista”, eu votei sim no Presidente Luis Álvaro, e por isso me sinto no direito de reivindicar um melhor tratamento a nós sócios.

Gostaria apenas de tornar pública minha opinião, como Santista apaixonado e Sócio.

Thiago Tavares dos Santos

Agenda do Centenário será lançada sexta-feira em São Paulo

Sexta-feira tem lançamento da Agenda do Centenário do Santos, uma Agenda Permanente com um texto histórico por semana. Sou o autor dos textos e espero os amigos do blog lá na Cultura da avenida Paulista:

Dia do Dossiê foi um sucesso!

Agradeço e parabenizo a todos os que adquiriram o Dossiê da Unificação dos Títulos Brasileiros ontem. Vocês agora são fiscais da Unificação e terão elementos para defender com mais propriedade essa conquista legítima de seis grandes clubes brasileiros, entre eles o nosso querido Santos.

E o que você tem a dizer sobre esses assuntos?


Ganso deve voltar para as finais da Libertadores


Time que tem Neymar, tem tudo, ou sem o Ganso – que ontem não estava jogando bem quando se machucou – não dá para ser campeão do Paulista e da Libertadores? (Foto: Comunicação Santos FC)

Já tem gente precipitada dizendo que Paulo Henrique Ganso não poderá atuar mais na Copa Libertadores, pois sua lesão muscular requer de 30 a 40 dias de recuperação. Mesmo que isso seja verdade, e que o jogador fique, digamos, 35 dias afastado, poderá jogar nas finais da competição sul-americana, pois voltaria ao time por volta do dia 12 e as finais da Libertadores estão programadas para 15 e 22 de junho.

O cansaço não é desculpa. É realidade. Comparação entre futebol e tênis

O cansaço alegado pelo técnico Muricy Ramalho, Neymar, Elano, e outros jogadores do Santos, não é uma mera desculpa para o futebol sem criatividade que o Santos vem jogando. É um problema real, mesmo.

Segundo estudos de J. Bangsbo de 1996, um jogador de futebol de campo percorre, em média, 10,8 km por jogo, oscilando entre 9 e 14 km. Estudos de Shepard (1999), revelam que um jogador profissional percorre, em uma partida, cerca de 25% do percurso andando, 37% em corrida normal, 20% intensidade sub-maximal, 11% usando o sprint e 7% andando ou correndo de costas, principalmente quando não está de posse da bola.

Comparemos esses dados com o tênis, em que um jogador percorre, em média, 3 km por partida. Se ele disputar cinco jogos por semana, cumprirá uma distância de 15 km, 6 km menos do que um jogador de futebol que faça dois jogos no mesmo período.

Além do mais, do início ao final da participação de um tenista em um torneio, ele só se desloca do hotel para as quadras, que geralmente ficam bem próximas. Um futebolista, como tem sido o caso dos jogadores do Santos, podem ser obrigados a percorrer milhares de quilômetros na mesma semana, sofrendo todo o desgaste que vem com as viagens.

Esse mesmo Santos foi um exemplo extremo de resistência

Este mesmo Santos, nos 15 anos que reinou como a equipe mais globalizada do futebol, fazia excursões anuais, visitando dezenas de países, em que chegava a jogar 50 partidas em 90 dias – ou seja, média superior a um jogo a cada dois dias. E voltava com um índice de vitórias próximo de 80%!

Mas, é preciso admitir, aquele Santos era excepcional – simplesmente o melhor time que já existiu –, o futebol era mais cadenciado, com menos correria, e o elenco santista era maior e de melhor qualidade do que o que Muricy tem hoje à sua disposição.

Esta é a realidade, Muricy. Pare de reclamar

Que o caso é grave e deve ser discutido seriamente pela CBF, Conmebol, Fifa e seja lá quem possa resolve-lo, não há dúvida. Mas agora, no meio das competições, não dá para fazer nada.

O cansaço é o preço que o Santos paga por ser um time bem-sucedido. Se não tivesse mais nada a disputar, a não ser o secundário Estadual, certamente seus jogadores não estariam exaustos. Mas Muricy preferiria treinar uma equipe sem maiores aspirações, ou uma que pudesse brigar por todos os títulos?

Que o médico, o preparador físico, o fisioterapeuta e o massagista trabalhem dobrado, que os jogadores se cuidem fora de campo – alimentem-se bem, evitem excessos e durmam cedo – e que os que sejam chamados, entrem com fé e determinação.

Todo reserva não quer ser titular? Não vive louco por uma chance? Ué, pois então que aproveitem a oportunidade. Estou falando com vocês, Alan Patrick, Felipe Anderson, Rodrigo Possebon, Alex Sandro… Mostrem porque devemos confiar em vocês, porque vocês merecem jogar no Santos.

Há momentos em que tanto faz ser reserva ou titular. Vale o coração!

Há jogos que têm de ser vencidos, quaisquer que sejam os jogadores. O de domingo que vem, na Vila Belmiro, é um deles. Que seja na técnica e que venha mais de um gol, para não fazer a torcida sofrer. Mas, se não der, que seja na raça, com gol de bunda aos 48 minutos. Jogo de título exige 110% de todo mundo. Quem não estiver disposto, que peça para não jogar.

O Santos já passou por momentos terríveis em sua história. E esta contusão de Ganso, o seu segundo jogador mais importante, não é a maior delas. No primeiro título sem Pelé, o Paulista de 1978, o Alvinegro Praiano foi sendo tão desfalcado a cada partida, com cartões amarelos, expulsões e contusões, que chegou ao jogo decisivo, contra o experiente São Paulo, campeão brasileiro do ano anterior, sem sete titulares!

Depois de vencer o primeiro jogo da decisão por 2 a 1 e empatar o segundo em 1 a 1, o Santos foi para a terceira partida – todas disputadas no Morumbi – podendo até perder no tempo normal, desde que ao menos segurasse o empate na prorrogação.

Sem o tarimbado goleiro Vítor; sem Joãozinho, seu melhor zagueiro; sem Clodoaldo e Ailton Lira, dois craques do meio-campo, e sem o ponta-esquerda João Paulo, o técnico Chico Formiga escalou o time para o jogo do título com Flávio, Nelsinho Baptista, Antonio Carlos, Neto (depois Fernando) e Gilberto Sorriso; Zé Carlos, Toninho Vieira e Pita (que se machucou e foi substituído por Rubens Feijão); Nilton Batata, Juari e Claudinho. Um verdadeiro exército brancaleone.

No tempo normal o Santos perdeu por 2 a 0, em duas bolas defensáveis que venceram o inseguro goleiro Flávio. Mas o time todo lutou demais na prorrogação e acabou comemorando o título em um Morumbi com muito mais santistas do que são-paulinos.

Domingo que vem o Santos não terá Ganso nem Danilo, mas deverá ter Elano, Neymar, Rafael, Jonathan, provavelmente as voltas de Léo e Arouca, e, mais do que tudo, uma vontade inquebrantável de ser campeão – e isso é o que mais conta em uma hora dessas.

Reveja como um Santos que terminou o jogo sem sete titulares foi campeão em cima do campeão brasileiro do ano anterior e no estádio do adversário. Foi nesta noite que se consagrou a lenda dos Meninos da Vila:

http://youtu.be/bLRpyTV0rQo

E você, o que achou da contusão de Ganso e a suspensão de Danilo? Acha que estas ausências podem comprometer os títulos da Libertadores e do Paulista?


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