Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Habemus Meia

Lucas Lima
Lucas Lima, o melhor em campo na Vila. Finalmente o Santos tem um jogador que podemos chamar de meia (Foto: Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC).

Ele é canhoto, tem apenas 23 anos, mas dirige o time com a classe de um veterano. Estou falando de Lucas Lima, paulista de Marília que foi o melhor jogador em campo contra o Princesa do Solimões. Não vou dizer que é um ganso de 2010, nem um Ailton Lira de 1978, mas diante da carência de meias no futebol brasileiro, é um dos bons da atualidade e não pode ficar fora do time do Santos.

Imagino um meio-campo com Arouca e mais um volante (Alison ou Alan Santos) protegendo a defesa, e Cícero e Lucas Lima mais à frente. No ataque, Geuvânio (ou Thiago Ribeiro) e Gabriel. Pronto. Está aí uma formação que poderá jogar bonito.

Lá na cozinha, Aranha me pareceu um tanto desconcentrado, assim como Jubal, desta vez o pior do setor. O garoto não parou em pé no lance do primeiro gol do adversário e fez muitas faltas por trás. Cicinho também cometeu as suas cicinhadas e chegou a tomar uma canseira do tal de Edinho, mas marcou um gol chorado, para compensar. Mena foi o menas de sempre e Bruno Uvini mostrou evolução desde sua estreia.

No meio, Alison voltou a ser o rasgador de sempre. Arouca começou bem, mas caiu. Thiago Ribeiro correu, se deslocou, errou passes e chutes, mas no final desencantou e fez o quarto gol. Geuvânio ainda não recuperou o futebol do início do Campeonato Paulista. Está reclamando demais e jogando de menos.

Mas o jogo contra o Princesa do Solimões transcorreu de forma um tanto temerária, a ponto de dar a impressão de que o atrevido visitante poderia até provocar a maior zebra que a Vila Belmiro já viu. Mas não se pode negar que o Santos desta vez foi vibrante e agressivo do começo ao fim e, como nos bons tempos, tomou dois gols, mas marcou quatro e criou mais meia dúzia de chances claras.

E olhe que jogar contra um time teoricamente bem mais fraco, como o Princesa do Solimões, é como brigar com bêbado. Se ganhar, dirão que bateu em bêbado; se perder, apanhou de bêbado. Ou seja, os méritos de uma vitória como essa, de 4 a 2, são esquecidos mesmo pelos comentaristas que pagos para analisar o futebol de forma isenta, mas que não conseguem deixar de torcer – contra – um só minuto.

Todos pareciam tão apiedados do campeão do Amazonas, que fingiram não ver a jogada de handebol que gerou o segundo gol dos visitantes. O comentarista do Sportv disse que não houve intenção, demonstrando desconhecimento das novas orientações aos árbitros. Em primeiro lugar, só uma trepanação poderá provar se houve ou não intenção do jogador de colocar o braço inteiro na bola, mas o certo é que ao se utilizar de uma parte do corpo proibida no futebol, e com isso impedir a bola de seguir pela linha de fundo, o infrator ainda criou uma chance clara de gol, efetivamente convertido.

Porém, como a Princesinha da Amazônia é pobrezinha, coitadinha, todos fecharam os olhos para os equívocos da arbitragem que a favoreceram. E o comentarista da ESPN, tão preocupado em encontrar estatísticas desfavoráveis ao Santos, descobriu que o Alvinegro Praiano fez mais faltas que o adversário, o que indicaria que usou violência para conter o ímpeto real. Ora, me poupe meu caro Mauro César Pereira!

Da mesma ESPN foi curioso ouvir o repórter querendo que Gabriel se desculpasse pelo gol perdido. Ora, o garoto fez um gol, ouriçou a defesa adversária e em outra situação partia livre para a meta quando o árbitro Pablo Ramon Goncalves Pinheiro marcou um impedimento absurdo. Mas é claro que esse outro de arbitragem foi esquecido, e é evidente também que nenhum repórter pediria a Luis Fabiano ou outro jogador mais vivido e malandro, que admitisse ter sido displicente em uma chance perdida de gol.

Para resumir a história, vimos um jogo amalucado, em que pouco se jogou a bola para trás. Os dois times procuraram o ataque e o resultado foram seis gols e muitas oportunidades. Não sei você, mas eu prefiro assim. É bem melhor que um 0 a 0 ou 1 a 0. Pena que menos de 4 mil pessoas foram assistir ao último jogo do Santos na Vila Belmiro antes da Copa.

Santos 4 x 2 Princesa do Solimões

Santos: Aranha, Cicinho, Jubal, Bruno Uvini e Mena (Zé Carlos); Alison, Arouca (Leandrinho) e Lucas Lima; Geuvânio, Thiago Ribeiro (Diego Cardoso) e Gabriel. Técnico: Oswaldo de Oliveira.

Princesa do Solimões: Raicefran (Milton); Déurick, Clayton He-Man (Nando), Lídio e Thiago Brandão; Amaral, Rondinelli, Michel e Fininho; Marinelson e Branco (Edinho). Técnico: Marquinhos Piter.

Gols: Gabriel, aos 16, Cicinho aos 24 e Michel aos 38 minutos do primeiro tempo; Clayton He-Man (contra) aos 9, Déurick aos 13 e Thiago Ribeiro aos 25 minutos do segundo.

Arbitragem: Pablo Ramon Goncalves Pinheiro, auxiliado por Vinicius Melo de Lima e Jean Marcio dos Santos, todos do Rio Grande do Norte.

Cartões amarelos: Déurick, Clayton He-Man e Jubal.
Público: 3.781 pagantes. Renda: R$ 63.130,00

O caso Leandro Damião

Quer dizer que Leandro Damião não foi apenas contratado pelo valor estratosférico e desproporcional de 42 milhões de reais – que o Santos não tinha, e por isso emprestou da Doyen – como já chegou à Vila com “alteração” no púbis, como admitiu o médico Rodrigo Zogaib?

Quer dizer que ele já tinha sentido a “alteração” duas vezes recentemente, ainda no Internacional? Ora, problema no púbis é coisa séria, tanto que Kaká nunca mais foi o mesmo depois de tê-lo. E quer dizer, finalmente, que sendo presidido por um médico, o doutor Odílio Rodrigues, o Santos pagou tanto por um jogador com sério problema clínico? O que eu posso dizer sobre isso?

Veja os melhores momentos de Santos 4 x 2 Princesa do Solimões:
http://youtu.be/DWyr8bg2-T4

O que você achou de Santos e Princesa do Solimões?


Santos ganha a primeira. Mas não comemore muito

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Com mais de 2,2 milhões de votos, 122 mil a mais do que o Palmeiras, Santos segue em quarto da Timemania em 2014. Entenda-se Timemania como a verdadeira pesquisa de torcidas envolvendo público masculino acima de 40 anos que acompanha o futebol brasileiro.

Time UF Nº de apostas Percentual
1º FLAMENGO RJ 3.438.415 5,14%
2º CORINTHIANS SP 2.872.322 4,29%
3º SAO PAULO SP 2.333.874 3,49%
4º SANTOS SP 2.244.356 3,35%
5º PALMEIRAS SP 2.122.149 3,17%
6º GREMIO RS 1.989.945 2,97%
7º INTERNACIONAL RS 1.752.466 2,62%
8º VASCO DA GAMA RJ 1.742.541 2,60%
9º BOTAFOGO RJ 1.684.731 2,52%
10º CRUZEIRO MG 1.600.050 2,39%

Fiquei uns cinco minutos pensando em um título para este post. Um dos analisados: “Era impossível não ganhar”. Sim, pois se por um lado o Santos melhorou com a entrada de Lucas Lima no meio e, principalmente, a volta de Arouca – o melhor em campo – além de Cícero, a verdade é que este Figueirense deve ser um dos mais fracos de sua história. Com exceção de Dudu, não percebi ninguém com cacoete para jogar bola.

Mas antes de cornetar, no bom sentido, vamos aos elogios: a primeira vitória no Brasileiro faz o Santos subir para décimo-primeiro, com seis pontos. Ainda está tudo embolado.

Arouca voltou e o time não só marcou melhor na entrada da área, como foi mais eficiente na saída para o contra-ataque. E o moço ainda fez o segundo gol, em um belo chute de canhota, aos 17 minutos do segundo tempo. Para mim, o melhor em campo.

Quanto ao que tem mais categoria, não dá para fugir de Cícero. Pode ser rebolativo, dá toquinho de calcanhar quando não precisa, mas geralmente sabe o que faz com a gorduchinha. Pena que ultimamente tenha jogado mais para o lado, e para trás, do que para frente.

O garoto Gabriel continua oportunista. É evidente que ele pensa mais em gol do que os outros, e por isso tem mais chance de fazê-lo. Está sempre rondando a área, chega rapidamente de trás e pega a defesa desprevenida. Perdeu dois gols, é verdade, mas abriu o marcador, aos 44 minutos do primeiro tempo, aparecendo como um raio na pequena área do Figueirense para aproveitar o bom cruzamento de Émerson.

Na defesa, gostei novamente de Jubal. Caso consiga imprimir um pouco mais de rapidez a algumas jogadas, teremos aí um grande zagueiro. Aranha também não comprometeu e Alison, além de dar as suas peitadas de sempre, ainda arriscou um belo chute de longa distância.

Émerson estava bem, mas se machucou novamente. O jovem Zé Carlos entrou meio inibido, mas foi se soltando e, em grande jogada, quase faz um golaço depois de driblar três adversários. Merece novas oportunidades. Bem, mas agora vamos ao que precisa ser melhorado.

Faltou fundamento e, mais uma vez, inteligência

Na primeira vez em que teve a bola aos seus pés, a um minuto de jogo, Cicinho a jogou no pé do adversário. Na segunda, um minuto depois, cruzou no nariz do adversário. Aos 30 minutos se atrapalhou e perdeu a bola, dando o contra-ataque ao Figueirense. Aos 43 minutos do segundo tempo, fez uma falta, reclamou e foi, infantilmente, expulso de campo. Enfim, uma volta lamentável ao time de um jogador que deveria demonstrar mais experiência, mas não dá segurança aos companheiros.

Sem Bruno Peres, que deverá ser negociado com o Torino, Cicinho será o titular absoluto da posição. Mas, se continuar jogando tão displicentemente, a lateral direita continuará um problema. Estou lendoo o bom livro de Paulo Rogério, “2002, de Meninos a Heróis”, da Livraria Realejo, e me recordo de que o técnico Émerson Leão fazia questão de que os laterais acertassem os cruzamentos. Cicinho precisa treinar mais os cruzamentos, até acertar ao menos 80% deles.

Aliás, todo jogador profissional, ainda mais titular do Santos, deveria acertar 80% de tudo o que faz ou tenta fazer. O bom jogador deveria treinar fundamento a vida inteira. Se Pelé treinava, ninguém tem desculpa para não treinar.

É duro constatar o chute de direita de Lucas Lima é mais fraco do que o meu, que tenho 61 anos e não jogo futebol há uma década. Treina esse negócio, pô! Outro defeito de Lucas Lima foi escolher o mais difícil em algumas jogadas. Em um lance Cicinho entrava livre pela direita, o estádio todo viu, mas Lucas tentou driblar para o meio e perdeu a bola. Isso é imperdoável.

Se o Santos às vezes vai sair jogando com chutões de David Braz e Jubal, que treinem mais isso, ora. Se Alison às vezes terá de fazer um passe ou um lançamento, que também exercite essa jogada. Bem, ao menos ele acertou um belo chute de longe contra o Figueirense, coisa que o atacante Thiago Ribeiro, que está no time justamente para isso, não conseguiu fazer.

Dois chutes que passaram a muitos metros acima da meta do adversário – este é o resultado dos arremates de Thiago durante a partida. Ele até que se deslocou bem, se apresentou para o jogo, mas justo no fundamento que diz dominar, o chute de longa distância, fracassou redondamente. Fosse eu o técnico do Santos, e o obrigaria a treinar esse chute longo até o pé inchar.

E além de fundamento, faltou ambição e ao mesmo tempo tranquilidade. Ambição do time todo, que poderia continuar jogando pra cima do adversário e fazer mais gols – principalmente quando Raul foi expulso e o Santos ficou com um jogador a mais –, mas preferiu dar olé. E tranquilidade para se defender com calma e atacar com precisão.

A expulsão de Cicinho é o exemplo de como a falta de inteligência pode prejudicar um jogador e um time. 43 minutos do segundo tempo, jogo no final, e o rapaz obstrui o adversário, em falta clara, e depois ainda xinga o árbitro, que estava louco para expulsar um do Santos para compensar. Resultado: voltou hoje e já não joga a próxima partida. Cadê a multa a um profissional tão irresponsável?

Por fim, uma palavrinha sobre os dois que entraram no fim: Geuvânio e Leandrinho. O primeiro parece não estar aprendendo nada com a reserva. Mais uma vez tentou driblar e se entroscou com a bola. Quanto a Leandrinho, melhorou o toque no meio-campo e ainda puxou ótimo contra-ataque, que só não resultou em gol porque Gabriel não teve calma para matar no peito e estufar as redes. Preferiu a cabeçada, que saiu fraca, e acabou dando ao goleiro tempo de fazer a defesa.

Arbitragem e transmissão do Sportv

Alguns sites estão dando destaque ao fato de o gol de Gabriel ter sido irregular. Realmente, ele estava impedido. Mas a expulsão de Raul, aos 21 minutos do segundo tempo, foi totalmente acertada. O rapaz deu uma peitada em Gabriel sem bola. Isso não é jogo de corpo, é agressão. Se houvesse uma bola em disputa, talvez nem merecesse amarelo, mas a bola estava longe e futebol é jogado com a bola.

É claro que, como sempre ocorre nas transmissões de jogos do Santos, o comentarista – no caso Wagner Vilaron – viu todos os erros do árbitro a favor do Santos, e também considerou erro também os acertos. A verdade é que o Figueirense não jogou futebol e em determinado momento imaginou que pudesse praticar MMA ou essas bobagens sanguinárias que a tevê empurra para a massa ignara. Sair apenas com um jogador expulso foi lucro.

E como citei o comentarista Wagner Vilaron, aproveitarei para lhe dar um conselho – que estendo ao Neto e a todos os comentaristas de futebol do Brasil: Por favor, não usem o advérbio de lugar onde, ou aonde, como sinônimo de uma situação. Por exemplo, Vilaron disse: São dois lances seguidos, onde… Lances onde, jogo onde, campeonato onde… Isso não existe na língua portuguesa. O povão pode errar, mas um jornalista não pode.

O certo seria: São dois lances seguidos, nos quais… Desculpem-me se pareço pedante, é que já não aguento mais o esquartejamento da língua portuguesa que se vê na televisão brasileira – ela que poderia transmitir um pouco mais de educação às pessoas.

Outra expressão que me incomoda bastante é o por conta de. Parece que não existe mais a expressão devido a, por causa de. Por conta é uma muleta que serve pra tudo. Eu fico por conta com tanta falta de imaginação.

Pra finalizar a lista dos erros mais grosseiros, sem contar a falta de “s” nos plurais e a banalização do “baita” netiano, é dizer que o time está marcando sob pressão. Ora, se está marcando sob pressão é porque ele é que está sendo pressionado. O certo é marcar por pressão e não sob.

O saudoso jornalista Armando Nogueira, o último grande cronista esportivo do nosso País, costumava orientar os repórteres, comentaristas e narradores do Sportv para que não fizessem esses erros grosseiros. Sem ele, que cada um pegue a cartilha e estude um pouquinho. Pega mal pisar na língua.

Londrina, um reduto santista

Como cansamos de dizer aqui, o Norte do Paraná é um reduto santista a ser explorado. Neste jogo com o Figueirense, em que a torcida do Santos foi maioria no estádio, ficou claro que o clube deveria analisar melhor a possibilidade de fazer mais jogos lá. Se contra o lanterninha Figueirense, e com ingressos limitados para os santistas, o jogo teve 8.518 espectadores, imagine em um espetáculo organizado com antecedência e bem divulgado que envolva também um grande do Rio, Minas ou Rio Grande do Sul.

Leandro Damião deve ir, Renato vem

Um passarinho me contou que Leandro Damião ficou no banco não só para que o técnico Oswaldo de Oliveira testasse outro esquema, mas também para poupá-lo, pois nas próximas horas pode ser oficializada a proposta do Atlético de Madrid. O clube espanhol quer mesmo contar com o maior centroavante brasileiro do momento.

Com contrato de produtividade até o final do ano, Renato deve mesmo assinar com o Santos. Campeão brasileiro de 2002, tenho esperanças de que ele consiga um lugar nesse meio-campo, ao lado de Arouca e Cícero. Experiência, sentido de marcação, toque de bola, caráter e inteligência o Renatinho tem. E se o salário não será muito grande e o contrato é curto, por que não acreditar?

Veja os melhores momentos de Figueirense 0 x 2 Santos:
http://youtu.be/SojokVOMLL0

Figueirense 0 x 2 Santos
Estádio do Café, Londrina (PR).
Figueirense: Tiago Volpi, Artur (Leandro Silva), Marquinhos, Raul e Lazaroni; Nem, Luan e Marco Antônio (Rivaldo); Dudu, Everton Santos (Vítor Júnior) e Ricardo Bueno. Técnico: Guto Ferreira.
Santos: Aranha, Cicinho, Jubal, David Braz e Emerson (Zé Carlos); Alison (Leandrinho), Arouca, Cícero e Lucas Lima (Geuvânio); Gabriel e Thiago Ribeiro. Técnico: Oswaldo de Oliveira.
Gols: Gabriel, aos 43 minutos do primeiro tempo; Arouca, aos 16 minutos do segundo.
Arbitragem: Francisco Carlos do Nascimento (Fifa/AL).
Cartão amarelo: Nem (Figueirense).
Cartões Vermelhos: Raul (Figueirense) e Cicinho (Santos).
Renda: R$ 258,885,00. Público: 7.806 pagantes. LOCAL – Estádio do Café, em Londrina (PR).

E você, o que achou dessa primeira vitória do Santos no Brasileiro?


Uma derrota para se lembrar

Dizem que derrotas miseráveis, como esta que o Santos sofreu para o Penapolense, devem ser esquecidas. Eu já acho que não. Se os erros são esquecidos, voltam a ser cometidos. E se voltar a jogar assim, este Santos não só não brigará por título algum, como decepcionará aqueles que julgavam estar vendo nascer mais um Alvinegro Praiano digno de sua história.

O primeiro grande problema está retratado nesta enquete que o blog mantém aí do lado direito. Veja que 52% dos santistas pediam – e ainda pedem, mas agora inutilmente – que a diretoria desfizesse a compra do passe de Leandro Damião. E a torcida do Santos, em sua maioria, é sábia. Ela já está calejada com negócios mal feitos e percebe de longe quando os homens que dirigem o clube vão fazer mais um.

Uma presidência que não consegue fechar com patrocinador máster, deveria ter a hombridade de não fazer uma dívida de 42 milhões de reais, que será paga pela presidência que a suceder. E, pior ainda, jamais deveria comprometer as finanças já combalidas do clube para trazer um jogador que, qualquer um que enxergue um centímetro de futebol sabe, não tem habilidade, não irá para a Copa e não vale nem 20% do que foi pago por ele. Ou seja, é prejuízo líquido e certo (é claro que eu quero queimar a língua, mas, infelizmente, temo que isso não ocorrerá).

Com Damião, que não tem culpa alguma da incompetência dos dirigentes santistas, o Santos voltou a ser um time previsível, mais lento, que vive jogando a bola na área na esperança de que o novo contratado empurre umazinha para dentro do gol. A jogada de velocidade acabou, os dribles escassearam, com exceção dos que partem dos pés de Geuvânio.

O bom e aguerrido Penapolense, do santista Narciso, entrou disposto a diminuir os espaços e se aproveitar dos erros do Santos. Deu certo. No primeiro erro grave, Leandro Damião, atuando como zagueiro, cometeu pênalti infantil (o que um atacante de 42 milhões faz jogando como beque contra o Penapolense?!). No segundo, Thiago Ribeiro tropeçou na bola ao puxar o contra-ataque e deixou a defesa do Santos com as calças na mão.

Não fossem esses erros, provavelmente o resultado seria outro, pois o Penapolense não teria espaço para seus contra-ataques, mas a verdade é que essa foi uma boa derrota, pois ensinou muito mais do que uma vitória inconvincente faria.

Os laterais Cicinho e Mena apoiaram e defenderam mal, principalmente o primeiro, que abusou do direito de errar (acho que os laterais que atuaram na Copinha merecem a oportunidade de treinar com o time principal). Cícero rebolou mais que a rainha da bateria da X9. Thiago Ribeiro foi nulo, assim como o caríssimo Damião. Até nosso querido Gustavo Henrique dessa vez jogou mais deitado do que em pé e, devido aos carrinhos, acabou expulso.

No meio, Alan Santos apareceu mais do que Arouca, que sumiu. Aranha, de defesas tão seguras em outros jogos, parece que desta vez tinha patas a menos. Oswaldo Oliveira demorou muito para mexer no time. Cicinho, Cícero e Thiago Ribeiro, ou Leandro Damião, deveriam ser substituídos no máximo aos 15 minutos do segundo tempo.

Concordo que a arbitragem não viu impedimento no segundo gol do Penapolense, mas viu em uma jogada legal, em que Neto sairia livre na frente do gol.

Concordo também que Muller é o pior comentarista do mundo para ser escalado em jogos do Santos, pois passa o tempo todo dizendo como o adversário deve fazer para ganhar e acha que todas as marcações da arbitragem devem ser contra o Santos. Ele devia pensar que estava falando apenas para a enorme torcida do Penapolense em todo o Brasil. Que coisa horrível que é o Muller como comentarista! Parece que o fracasso lhe subiu à cabeça.

O Campeonato Paulista é a competição ideal para renovar a equipe, testar garotos, montar um time jovem, ousado e competitivo. Porém, mais uma vez caminhando contra a lógica e contra a vontade da maioria dos santistas, a diretoria do Santos, agora presidida pelo sr. Odílio Rodrigues – que deve entender de medicina, mas de futebol não manja bulhufas – investe o que o clube não tem em Leandro Damião e deixa o técnico Oswaldo de Oliveira numa saia justa tremenda. Como deixar no banco um bond…., quero dizer, um centroavante, tão caro?

Pelo jeito, aqueles dois 5 x 1 seguidos ficarão na nossa memória como lembranças de um time que poderia ter sido, mas não será mais. Quando o marketing escalou Leandro Damião, matou o espírito daquela equipe. Agora quero ver como o clube vai se livrar desse mico.

Os gols de Penapolense 4 x 1 Santos:
http://youtu.be/T0ORpBVAW_c

E você, acha que é cedo para dizer que Leandro Damião é um mico?


Visibilidade não se compra. Conquista-se

Dorval merece um belo presente de aniversário. Conto com você!

Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, quase uma rima poética
Dorval, o primeiro homem do ataque dos sonhos.

Dia 26 de fevereiro o grande Dorval fará 79 anos. Quem se sente grato a ele pelas alegrias que proporcionou e ainda nos proporciona a cada vez que revemos as façanhas daquele Santos, que deposite o que puder na sua conta bancária:

Dorval Rodrigues
Banco: Bradesco
Agência: 0093-0
Conta: 0091840-7
CPF: 130371068-40

Estou combinando com o amigo Wesley Miranda de criarmos o Dia do Dorval em 26 de fevereiro e comemorarmos seu aniversário em São Paulo, com convite livre a todos que quiserem prestigiar a festa. Vamos ver se tudo corre bem e ele se recupera de um problema de saúde que o tem atormentado. Seria um encontro inesquecível.

Visibilidade não se compra. Conquista-se

Veja os gols de mais um 5 a 1. Desta vez sobre o Botafogo/SP:

Chocolate repercutiu na Alemanha de Hitler:

Veja os bastidores da grande goleada:

A goleada acachapante de 5 a 1 sobre o tradicional rival repercute até hoje e, creio, jamais será esquecida. Ver o adversário entregue, todo recuado, com medo de sofrer mais gols, encheu o santista de amor próprio e mostrou que o potencial ofensivo do Alvinegro Praiano, mesclado com a força de sua juventude, continua sendo uma arma letal contra qualquer equipe.

Mas neste sábado, a partir das 19h30m, na Vila Belmiro, frente ao bom Botafogo de Ribeirâo Preto, não seria prudente esperar nova goleada – o que poderia fazer o Santos alcançar a meta de 12 mil gols na história. É que o técnico Oswaldo de Oliveira revolveu poupar vários jogadores e colocar em campo um time com nada menos do que oito Meninos da Vila.

Na defesa, Jubal, Gustavo Henrique e Emerson devem jogar. No meio, Leandrinho, Lucas Otávio e Jorge Eduardo serão acompanhados pelo experiente Cícero; e o ataque provavelmente terá Victor Andrade e Stéfano Yuri.

Devido ao desgaste de alguns jogadores, dores musculares e contusões de outros, Oswaldo de Oliveira resolveu dar oportunidade a garotos como Lucas Otávio, Jorge Eduardo e Stéfano Yuri, que nunca iniciaram uma partida no time profissional.

Pode parecer temeridade, até porque o Botafogo está indo bem e vem de boa vitória sobre a Portuguesa, no Canindé, mas nós sempre pedimos que o Campeonato Paulista fosse usado para dar mais chances aos Meninos, e o técnico está fazendo isso.

Aprovo essa medida, pois quando mais cedo a hora da verdade chegar, menos tempo se perde com jogadores que não vão virar, e mais se pode valorizar os que realmente tem potencial. Que os Meninos aproveitem essa oportunidade.

O Santos deverá jogar com Aranha, Bruno Peres, Jubal, Gustavo Henrique (ou David Braz) e Emerson; Leandrinho, Lucas Otávio, Jorge Eduardo e Cícero; Victor Andrade (ou Thiago Ribeiro) e Stéfano Yuri.

O Botafogo provavelmente será escalado pelo técnico Wagner Lopes com Gilvan; Daniel, César Gaúcho, Henrique Mattos e Augusto Ramos; Gilmar, Hudson, Wellington Bruno e Camilo; Mike (Giovanni) e Marcelo Macedo. A arbitragem será de Flávio Rodrigues Guerra, auxiliado por Herman Brumel Vani e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa.

Com estas escalações, não creio que o Santos possa fazer quatro gols e chegar ao fantástico número de 12 mil gols marcados em sua história. E só gols do time profissional, claro, como pode ser comprovado nos estudos dos historiadores do Santos, principalmente no Almanaque escrito pelo professor Guilherme Nascimento (tem babaca por aí tentando confundir ao dizer que o Santos conta gols de suas categorias sub-20, não acredite nessas sandices).

Santos é o terceiro da Timemania em 2014

O time não ganhou nenhum título em 2013 e ainda ficou sem seu maior ídolo, Neymar. No entanto, centenas de milhares de pessoas, de todos os cantos do Brasil, apostaram na Timemania em janeiro de 2014, e de um total de 1.099.638 cartões, nada menos do que 39.004, ou 3,55% do total, escolheram o Santos como o seu “time do coração”, colocando o Alvinegro Praiano na terceira posição dentre todos os times do País, à frente de São Paulo, Palmeiras, Grêmio, Vasco e muitos outros.

Como explicar que pelo quinto ano consecutivo o Santos esteja entre os quatro mais votados da Timemania? Eu definiria como peso na história e carisma. Mesmo quando passa por fases difíceis, o Santos desperta a curiosidade pelos seus Meninos, pela perspectiva de revelar garotos bons de bola e surpreender os times mais bajulados pela mídia, como provou mais uma vez na quarta-feira, achocolatando o grande rival. Por representar algo novo, jovem, impulsivo, imprevisível, o Santos atrai mais do que times burocráticos, que parecem ter parado no tempo.

Rildo chegou. Fará 25 anos dia 20 de março. Jovem, mas entrando em uma etapa mais experiente da carreira. Boa sorte, garoto! Entra e arrebenta!

Veja como foi o primeiro mês da Timemania em 2014:

Time UF Apostas Percentual
1º FLAMENGO RJ 54.762 4,98 %
2º CORINTHIANS SP 47.858 4,35 %
3º SANTOS SP 39.004 3,55 %
4º SAO PAULO SP 37.158 3,38 %
5º PALMEIRAS SP 35.285 3,21 %
6º GREMIO RS 32.477 2,95 %
7º VASCO DA GAMA RJ 28.232 2,57 %
8º INTERNACIONAL RS 27.987 2,54 %
9º BOTAFOGO RJ 27.600 2,51 %
10º CRUZEIRO MG 27.293 2,48 %
11º ATLETICO MG 26.767 2,43 %
12º FLUMINENSE RJ 24.763 2,25 %
13º BAHIA BA 22.161 2,01 %
14º FORTALEZA CE 20.117 1,83 %
15º GOIAS GO 18.979 1,73 %
16º VITORIA BA 16.619 1,51 %
17º CEARA CE 15.654 1,42 %
18º ATLETICO PR 15.413 1,4 %
19º ABC RN 15.177 1,38 %
20º SANTA CRUZ PE 14.202 1,29 %

Assim, fica mais uma vez evidente que por mais que haja interesse, de boa parte da mídia, de enaltecer desmesuradamente um clube e tentar dar a ele predicados que na verdade não tem, a sabedoria do povo consegue distinguir o que é autêntico do que é forçado no futebol. Por que a visibilidade, por mais que se tente, não é algo que se compre. É um prêmio que deve ser conquistado.

Além de jogar bem, o que mais o Santos deve fazer para aumentar sua visibilidade?


Santos ganhou sem merecer. 11 perguntas e respostas sobre o jogo.

Que tal darmos um belo presente de aniversário ao Dorval?

Nosso querido Dorval Rodrigues, o homem que começa o melhor ataque de todos os tempos – Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe –, completará 79 anos no dia 26 de fevereiro. Como já conversamos neste blog, esta data nos dá a oportunidade de fazer uma diferença na vida de Dorval e ao mesmo tempo provar nosso amor e gratidão por tudo que ele fez pelo Santos.

Rápido e insinuante, Dorval fez 612 jogos e marcou 198 gols com a camisa do Time dos Sonhos. Alguns deles foram importantíssimos, como nos célebres 6 a 4 sobre a Seleção da Tchecoslováquia vice-campeã mundial; nos 5 a 0 sobre o Botafogo de Nilton Santos e Garrincha, na decisão da Taça Brasil/ Campeonato Brasileiro de 1962, e nos 5 a 1 sobre o Vasco, na decisão da Taça Brasil/Campeonato Brasileiro de 1965.

Destro, ele também podia cortar para dentro e fulminar o goleiro de pé esquerdo. Por isso chegou a quase 200 gols em um ataque que ainda tinha nada menos do que Pelé, Pepe, Coutinho e Toninho Guerreiro. Não foi à toa que jogou 13 vezes pela Seleção Brasileira entre 1959 e 1963, época em que o Brasil era servido por pontas geniais como Garrincha e Julinho Botelho.

Gaúcho do bairro de Partenon, Porto Alegre, Dorval foi revelado pelo extinto Força e Luz e chegou ao Santos em 1956, com 21 anos. Dividiu o quarto com Pelé na pensão de dona Jorgina e em campo cansou de servir ao Rei, que deve muitos de seus gols aos cruzamentos precisos e às jogadas de linha de fundo do generoso colega de quarto.

Como eu já havia antecipado neste blog, falei com Dorval e não sem alguma dificuldade consegui convencê-lo a me passar seus dados bancários, que publico neste post e manterei até a noite do seu aniversário. Fiz Dorval entender que os depósitos em sua conta formarão um grande presente que queremos lhe dar.

Quem se sente grato a Dorval pelas alegrias que ele proporcionou e ainda nos proporciona a cada vez que revemos as façanhas daquele Santos, que deposite o que puder na conta bancária do Dorval. Quem tem conta no Bradesco pode depositar sem precisar do número do CPF do Dorval. Mas nesta segunda-feira conseguirei o CPF.

Dorval Rodrigues
Banco: Bradesco
Agência: 0093-0
Conta: 0091840-7
CPF: 130371068-40

Estou combinando com o amigo Wesley Miranda de criarmos o Dia do Dorval em 26 de fevereiro e comemorarmos seu aniversário em São Paulo, com convite livre a todos que quiserem prestigiar a festa. Vamos ver se tudo corre bem e ele se recupera de um problema de saúde que o tem atormentado. Seria um encontro inesquecível.

Veja o vídeo que o Wesley fez em homenagem a Dorval e ao Dia D:

Santos ganhou sem merecer. 11 perguntas e respostas sobre o jogo.

A verdade é que o Ituano, do técnico Doriva, envolveu o Santos, tocou melhor a bola, criou mais oportunidades e teve mais vontade de vencer o jogo. O único gol da partida – Cícero, cobrando falta, aos 45 minutos do segundo tempo –, salvou as aparências, mas não pode esconder as muitas deficiências que o Alvinegro Praiano mostrou em Itu.

Foi a terceira partida do Santos no Campeonato Paulista e até agora o time não conseguiu jogar bem. Diferente da vitoriosa equipe Sub-20, os profissionais estão se defendendo aos encontrões e chutões para a frente e atacando na base da correria estabanada e com os mesmos chutões, que geralmente saem pela linha de fundo. Ainda se vê o dedo do técnico Oswaldo de Oliveira em um arremedo de sistema tático.

Mas está apenas no começo da temporada, os jogadores estão readquirindo a forma física, técnica, tática e se adaptando ao novo treinador, e blá-blá-blá… Para complicar, Montillo, o jogador mais técnico da equipe, está indo para a China. A realidade é que o Santos se comprometeu a pagar uma fortuna pelo centroavante Leandro Damião e continua sem meia. Nem mesmo um meio meia que consiga organizar alguma coisa na meiúca.

Por tudo isso devemos encarar a vitória sobre o Ituano como um presente dos deuses, mas ela não deve enganar ninguém. Há muito trabalho pela frente para que o santista possa ter um time para torcer em 2014.

Como muitas devem ser as dúvidas dos leitores deste blog, atrevo-me a antecipar-me a elas e respondê-las com a maior sinceridade, serenidade e tolerância que eu puder. Vamos às questões:

O Santos fez tudo errado em Itu, ou dá para salvar alguma coisa?
O ponto positivo é que o time correu. Supriu com garra a falta de técnica e acabou achando um gol no final.

Ninguém jogou bem?
Aranha jogou bem. Todos os outros tiveram altos e baixos.

Neto e Jubal fizeram uma boa dupla de zaga?
Não. Jubal está sentindo o peso da camisa profissional e Neto só soube destruir e despachar o perigo. Mas ao menos não são de parar e pedir impedimento. Jubal ainda teve coragem em um lance capital no fim da partida, quando se jogou em duas bolas que poderiam dar a vitória ao Ituano. Como é uma posição que depende demais de experiência, ainda acho que ele vai melhorar muito. Mas Neto já é veterano.

Gabriel jogou bem?
Não. Precisa jogar mais para o time, aprender a servir quem está melhor colocado. Victor Andrade entrou no seu lugar e foi um pouco melhor. Ao menos sofreu a falta que gerou o gol de Cícero. Com relação a esses garotos, acho que o clube deveria ter uma norma de proibir cabelos moicanos, chuteiras coloridas e outras bossas antes que se firmassem como profissionais. É até ridículo um jogador entrar em campo cheio de marra e não jogar nada.

Montillo fez falta?
Sim. É o único que vem de trás e consegue fazer uma ou outra tabela. Geuvânio começa bem as jogadas, mas quase sempre entrega a bola para o adversário; Thiago Ribeiro é um centroavante que vem buscar a bola e Gabriel, ou Victor Andrade, são garotos rápidos, que funcionam quando têm espaço para penetrar em velocidade. Repetindo: falta um meia.

Cícero jogou bem?
O mesmo de sempre. Não marca e apoia um pouco melhor. Mas fez o gol.

O Santos deve renovar com Cícero?
Deve ao menos conversar seriamente. Se o clube não contratar meias, ter´de segurá-lo, pois poderá ficar capenga o resto do ano.

Dá pra dizer que arbitragem prejudicou o Santos?
Sim. A jovem Patrícia Carla de Oliveira foi muito infeliz em duas marcações de impedimento contra o Santos. Nessas oportunidades não havia apenas um, mas dois jogadors do Ituano dando condições aos atacantes santistas. Até o narrador Milton Leite se espantou com o erro grotesto da auxiliar do inseguro árbitro Marcelo Rogério.

O Santos está jogando mal por que é início de temporada, por que está desfalcado, ou por que o elenco é fraco?
O único desfalque sensível é Montillo, pois a defesa, de uma forma ou de outra, tem suprido a falta de Edu Dracena. O elenco é limitado, sim, mas como há muitos jogadores jovens, pode-se esperar alguma melhora. Quanto ao início de temporada, realmente tem sido cruel para os times grandes, pois os pequenos de São Paulo ficam meses se preparando para o Paulista, enquanto os grandes voltam de férias e mal fazem a decantada pré-temporada. Quase todo início de Campeonato Paulista tem sido difícil para o Santos e os outros grandes do Estado.

Já dá pra cornetar Oswaldo de Oliveira?
Não. Ele está tentando montar o melhor time com o que tem às mãos, mas precisa de tempo e de reforços. Se uma equipe não sabe sair jogando desde a defesa, não troca bem os passes pelo meio e não consegue penetrar na defesa adversária e chutar a gol com eficiência, geralmente seu maior problema é técnico. Não se consegue manter a posse da bola e envolver o adversário se não se tem jogadores que sabem controlá-la, prendê-la, dar os dribles na hora certa e não errar passes. Por outro lado, fundamento não se corrige da noite para o dia. Não dá para transformar o Neto em um Beckenbauer em um mês. Eu diria que nem em uma vida inteira… A Holanda pôde criar o Carrossel porque tinha ótimos jogadores, além de muito inteligentes. O mesmo exemplo serve para o Barcelona. Por trás de um grande time, mais do que grandes jogadores, há uma cultura, uma fiulosofia de jogo. Isso é algo que deve vir desde a base. Ou a cada ano veremos um Santos iniciar a temporada como um time de catados.

O time será outro com Leandro Damião?
Não. O atacante que veio do Inter (ou melhor, que está para vir) é daqueles que ficam parados na frente esperando um bom passe, uma bola cruzada ou uma jogada de linha de fundo. Ou seja, ele precisa de um sistema ofensivo que funcione para proporcionar-lhe as oportunidades, e esse sistema começa com um meio-campo que saiba lançar, penetrar, tabelar. Hoje o time não tem isso.

O gol de Cícero que caiu do céu para o Santos e castigou o Ituano:

Ituano 0 x 1 Santos

26/01/2014 – 19h30m – Estádio Novelli Júnior, Itu (SP).

Ituano: Vágner, Dick, Alemão, Anderson Salles e Dener; Josa, Paulinho (Rafael Silva), Jackson e Cristian (Esquerdinha); Marcinho (Clayson) e Jean Carlos. Técnico: Doriva.

Santos: Aranha, Cicinho, Jubal, Neto e Mena; Arouca, Alan Santos (Leandrinho), Cícero e Geuvânio; Thiago Ribeiro e Gabriel (Victor Andrade). Técnico – Oswaldo de Oliveira.

Gol: Cícero, cobranco falta, aos 45 minutos do segundo tempo.

Público: 2.527 pagantes. Renda: R$ 90.730,00.

Arbitragem: Marcelo Rogério, auxiliado por Daniel Luis Marquese e Patrícia Carla de Oliveira.

Cartões Amarelos: Jackson, Josa, Cristian, Mena, Aranha, Thiago Ribeiro, Alan Santos e Gabriel.

E para você, o que a vitória sobre o Ituano mostrou?


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