Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Cidade de Santos (page 1 of 2)

Roteiro turístico Pelé

Uma vizinha, dona Divonete, me interfonou para dizer que tinha me visto em um programa da TV Brasil, de madrugada, falando do Museu Pelé. Procurei e encontrei o vídeo, é este acima, do programa “Conhecendo Museus”. Recordar a história de Pelé, além de emocionante, tem me trazido o que modestamente considero boas ideias turísticas para a cidade de Santos.

Se não me engano também já descrevi essas ideias para o secretário de turismo de Santos em uma de suas visitas ao Museu Pelé. Pois assim como cidades reverenciam os lugares onde moraram e frequentaram seus cidadãos mais ilustres, alguns deles grandes gênios da humanidade, Santos pode e deve criar um Roteiro Pelé para satisfazer a curiosidade dos fãs do Rei em todo o mundo.

Como era o quarto de Pelé na concentração de Vila Belmiro? Onde e como era a pensão de dona Georgina? Que tal um corte de cabelo no Didi, o cabeleireiro de Pelé, ainda hoje no mesmo salão, em frente à Vila Belmiro? Que lugares de Santos Pelé frequentava?

Enfim, para quem, como eu, adorou visitar as residências antigas de celebridades como Ernest Hemingway, Fernando Pessoa, Victor Hugo e Pablo Neruda, entre outros, conhecer os lugares em que Pelé viveu em Santos seria genial. Está aí uma ideia que só exige disposição e trabalho da Prefeitura de Santos e do próprio Santos.

De nada adiantam os grandes feitos das pessoas excepcionais se forem esquecidos com o tempo. Pelé já fez muito pela cidade de Santos e pelo Santos, mas sua história ainda pode fazer muito mais. Por isso é essencial preservá-la. O Museu Pelé foi erguido em Santos justamente para sedimentar essa relação do ídolo com sua cidade e atrair mais turistas para a cidade. Visite-o, divulgue-o. Pelé, o futebol, o Santos Futebol Clube, a cidade de Santos e o Brasil agradecem.

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Promoção de livros até a meia-noite do dia 31. Aproveite!


time dos sonhos - autor lendo trecho do livro para Robinhoeu, Pelé e as crianças - livro segundo tempodossie - peres e eu

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Como o Santos pode ajudar a incrementar o turismo na cidade?


Pisa forte Grande Rio!

Clique aqui para acompanhar a apuração do desfile das escolas do Rio: nesta quarta-feira, a partir das 15h45.

Veja o empolgante desfile completo da Grande Rio:

Surge Pelé sobre o mundo-bola, o público explode, como em um gol:

Reação do público no inesperado final do desfile

Esse Émerson Dias canta muito, o samba é empolgante. E nenhuma escola ganha Carnaval sem um samba bom. E se você perguntar o que eu entendo de samba, sou obrigado a responder que fui compositor da escola de samba Camisa Verde e Branco quando ela foi tetracampeã do Carnaval Paulista.

Nesta madrugada, logo depois do desfile da Beija-Flor, o palco iluminado do Sambódromo Carioca receberá a Escola de Samba Acadêmicos do Grande Rio, que cantará a cidade e o time do Santos. Um carro alegórico levará os craques santistas.

Será um momento de rara emoção, em que dois elementos marcantes da cultura popular brasileira – o samba e o futebol – se unirão na avenida mais tradicional e de maior visibilidade do Carnaval da Terra. Um momento, enfim, de orgulho para a cidade de Santos, para o Glorioso Alvinegro Praiano e para nós, santistas na alegria ou na tristeza, até que a morte nos separe.

O enredo Fui no Itororó beber água, não achei. Mas achei a bela Santos, e por ela me apaixonei foi criado pelo carnavalesco Fábio Ricardo, cujo pai trabalhou no Porto de Santos. Se puder, assista. Será uma emoção diferente de um gol, mas tão forte quanto. É o Santos, mais uma vez, fazendo história.

FUI NO ITORORÓ BEBER ÁGUA, NÃO ACHEI. MAS ACHEI A BELA SANTOS E POR ELA ME APAIXONEI.

Compositores: Márcio das Camisas, Mariano Araújo, Competência, Kaká e Dinho.
Participação especial: Flávio Martins

PISA FORTE GRANDE RIO, É PURA EMOÇÃO
SANTOS CONQUISTOU MEU CORAÇÃO
DESEMBARQUEI NO PORTO DA FELICIDADE
QUANTA BELEZA PRA CURTIR NESSA CIDADE

NESSE MAR DE ALEGRIA, QUERO VÊ ME SEGURAR
A GRANDE RIO MANDOU CHAMAR
VEM PRA CIRANDA IOIÔ… NO ITORORÓ VEM IAIÁ
BEBER NA FONTE QUE ME FAZ APAIXONAR

LINDO CENÁRIO DE AMOR… HISTÓRIAS PRA SE CANTAR
SANTOS… MARAVILHA DE LUGAR (VOU CONTAR)

DE ALÉM-MAR CHEGA O COLONIZADOR
O MERCADO PROSPEROU NO VAI E VEM (VAI E VEM)

O CHEIRO DOCE QUE O VENTO TROUXE… ENCANTA A FAMÍLIA REAL
NOSSA SENHORA… MÃE PODEROSA… LIVRAI ESSA TERRA DO MAL

VEIO GENTE DE TODO LUGAR PRA SOMAR
LIBERDADE, UM GRITO ECOOU ÔÔÔ
NESSA LABUTA TEM AROMA DE CAFÉ
É SABOROSO, TODO MUNDO BOTOU FÉ
PODE EMBARCAR QUE O APITO DO BONDE TOCOU
PODE EMBARCAR QUE O PROGRESSO NÃO PODE PARAR

VEM MERGULHAR NESSAS ONDAS, SENTIR O PRAZER
ESPORTE É VIDA, LAZER
TÁ NO GRAMADO A PAIXÃO
PEIXE O ORGULHO DA ‘VILA’
CELEIRO DO ETERNO CAMPEÃO

Ê! MENINO BOM DE BOLA
NO DESTINO DEU OLÉ (OLÉ… OLÉ)
O ATLETA CONSAGRADO… MAJESTADE É NOSSO REI PELÉ
CAVALHEIRO DA PAZ… MAGIA
NA CORTE TEM NEYMAR… OUSADIA E ALEGRIA

PISA FORTE GRANDE RIO, É PURA EMOÇÃO
SANTOS CONQUISTOU MEU CORAÇÃO
DESEMBARQUEI NO PORTO DA FELICIDADE
QUANTA BELEZA PRA CURTIR NESSA CIDADE

E aí, que tal a Grande Rio homenagear Santos?


Somos todos Grande Rio!

Domingo, 7 de fevereiro, das 00h15 às 01h06 a Grande Rio desfilará no carnaval carioca falando da cidade e do time do Santos. Vamos prestigiar!

Cinco dias antes, vamos comemorar seis anos deste blog. Conto com você!

convite blog

E aí, vamos nessa?


Sua culpa, minha culpa

A contratação de Leandro Damião por 42 milhões de reais, emprestados da Doyen Sports, foi um dos negócios mais desastrosos já feitos por um clube brasileiro. Os responsáveis por ela foram o presidente Odílio Rodrigues e os membros de seu comitê gestor. Porém, o mal ainda poderia ser remediado se Modesto Roma, eleito presidente do Santos em meados de dezembro do ano passado, tivesse se mexido rapidamente para pagar os salários do jogador, o que impediria Damião de processar o Santos, requerendo passe livre. Agora, caso perca a causa, o Santos perderá também tudo o que já pagou pelo atacante, deixará de ter qualquer direito sobre seu passe e ainda ficará devendo os 42 milhões à Doyen, com juros e correção.

A opção, cômoda, de jogar a responsabilidade pelo mau negócio em seu antecessor e não fazer nada para corrigir o erro, faz de Modesto Roma e sua equipe tão culpados pelo mico Damião como Odílio & Cia. Pela negligência da administração atual o Santos acaba de perder a oportunidade de recuperar a fortuna investida em Damião e ainda ficar com 20% do lucro de sua ida para o Olympique de Marselha, da França, que fez uma oferta de 15 milhões de euros (R$ 60 milhões) pelo atacante hoje emprestado ao Cruzeiro. O negócio só não pôde ser concretizado porque o jogador está em litígio com o Santos.

Quando o novo presidente assumiu o clube, o caixa do Santos estava a zero, mas Roma poderia ter pedido um empréstimo para empresários que bancaram sua campanha, entre eles o ex-presidente Marcelo Teixeira. Agora, com o dinheiro do Olympique, todos seriam pagos e, mesmo que não sobrasse nada para o clube, ao menos o Santos não correria o sério risco de perder todo o investimento em Damião e ainda ficar com uma dívida astronômica a ser quitada com a Doyen.

A responsabilidade de cada um

Presidentes de clubes de futebol, muitos deles sem a mínima noção de administrar alguma coisa, com um aterrador histórico de fracassos em seus empreendimentos particulares, costumam ter a mania de culpar o presidente anterior pela situação geralmente calamitosa em que encontram as finanças da agremiação que assumem. Luis Álvaro Ribeiro fez isso, Modesto Roma repetiu a ladainha. Porém, ao ser eleito para um cargo para o qual se candidatou por livre e espontânea vontade, o sujeito deveria estar melhor preparado para os desafios que certamente o esperariam.

Que o caso de Leandro Damião exigiria agilidade e perspicácia, todos já sabiam; assim como todos os cinco candidatos à presidência do Santos tinham plena consciência da penúria financeira que iriam encontrar. Mais de oito meses da nova gestão já se passaram e algumas perguntas ainda estão no ar, tais como: 1 – Quando será lançada uma campanha abrangente para se captar mais associados para o Santos? 2 – Quando o clube usará seus mandos de campo para jogar para públicos maiores e deixar de ser o que menos fatura com arrecadações entre os 20 participantes da Série A do Campeonato Brasileiro?

Essas urgências, que já afligiam a administração Laor/Odílio, continuam ignoradas, ou indefinidamente adiadas pela gestão atual. É um grande erro protelar essas iniciativas, pois o déficit crescente do Santos é uma bomba-relógio que está para explodir a qualquer momento. Depois, só restará ao próximo presidente eleito reclamar da “terra arrasada” que encontrou.

A real dimensão do mercado de Santos

santos em 1952
Em 1952 Santos tinha 203 mil habitantes e era a décima cidade brasileira mais populosa (Foto: José Dias Herrera). Hoje tem 433 mil habitantes e é a 53ª.

Hoje, como se sabe, o Santos vem sendo dirigido por uma administração que acha que o time é só da cidade de Santos, deve mandar todos os seus jogos na velha Vila Belmiro e que, quem quiser vê-lo, que vá até lá. Isso é apequenar o clube, pois se a Vila comporta, no máximo, 14 mil pessoas, uma política assim mostra que seus próprios dirigentes não acreditam que o Santos possa ter mais público do que isso, ao mesmo tempo em que põe em dúvida o tamanho de sua torcida e a fidelidade de seu torcedor em todo o Brasil.

Os números têm mostrado que o mercado da cidade de Santos, olhado estritamente do ponto de vista do futebol, deve ser comparado, entre os clubes da Série A, aos de Joinville e Chapecó, outras cidades que não são capitais e que têm times na Série A do Brasileiro. Sei que muito santista morador em Santos fica indignado com esse tipo de comparação, pois para ele a cidade continua sendo uma mais das ricas e importantes do País, mas essa realidade tem mudado a cada ano. E faz tempo…

Sem espaço para crescer e sem empresas geradoras de emprego, Santos ganhou apenas 17 mil habitantes nos últimos 35 anos, passando de 23ª cidade brasileira em população, com 416 mil habitantes, em 1980, para a 53ª hoje, com 433 mil.

Com o seu porto em grande atividade e o comércio do café em alta, Santos foi a décima cidade brasileira em população de meados da década de 1930 até o final da década de 1950. Na época, era a segunda cidade paulista, atrás apenas de São Paulo, importante não só pela economia, mas também ativo centro de movimentos artísticos, políticos e intelectuais.

A Ditadura Militar, implantada em 1964, perseguiu e dispersou as lideranças e as cabeças pensantes santistas. Cidade estratégica, maior porto da América Latina, Santos precisava ser totalmente controlada pelos militares. Dizem que depois da diáspora de suas figuras proeminentes, Santos nunca mais respirou tanta rebeldia e vanguardismo. Ao contrário: os tradicionalistas assumiram o controle da cidade, que parou de crescer, em todos os sentidos.

Em 1960, Santos era a 12ª cidade do País, com 265.753 habitantes; em 1970 caiu para 17ª, com 345 mil habitantes; em 1980 era a 23ª, com 416 mil; em 1991 era a 32ª, com 428 mil; em 1996, a 40ª, com 412 mil; em 2000, 42ª, com 417 mil, e hoje, 53ª, com 433 mil.

Perceba que não foi apenas Santos que encolheu, mas as outras cidades é que cresceram, e muito. Em 1910, por exemplo, Santos tinha 81 mil habitantes, pouco menos do que um quarto de São Paulo, que chegava a 346 mil. Hoje, São Paulo tem 11.895.000 moradores, 27 vezes mais do que Santos. Limitada geograficamente pelo mar de um lado e pela serra do outro, Santos deixou de se expandir, enquanto outros municípios brasileiros explodiram.

Até 1920 Santos era mais populosa do que muitas capitais, entre elas Curitiba, Fortaleza, Manaus, São Luis, Teresina, Aracaju, Maceió, Cuiabá… Só na década de 1960 é que foi ultrapassada por Curitiba. Nos anos 1970 perdeu a condição de segunda cidade paulista com mais habitantes, ao ser superada por Campinas, e na década de 1980 já estava atrás, também, de Santo André, Guarulhos, Osasco e São Bernardo do Campo.

Hoje, que Fortaleza tem 2,5 milhões de habitantes, Manaus chegou aos dois milhões e Curitiba alcançou 1,8 milhão, Santos é a 53ª cidade do Brasil e a 11ª de São Paulo, superada, no Estado, por Guarulhos (1,3 milhão de habitantes), Campinas (1,1 milhão), São Bernardo do Campo (811 mil), Santo André (707 mil), Osasco (693 mil), São José dos Campos (681 mil), Ribeirão Preto (658 mil), Sorocaba (637 mil), Mauá (448 mil) e São José do Rio Preto (438 mil).

A nova realidade geoeconômica da cidade de Santos, obviamente, requer uma nova visão na administração de seu famoso clube de futebol, já que os mercados mais ricos e mais promissores que podem receber os jogos do Alvinegro Praiano não estão mais nos limites de seu município. Perceba, por exemplo, que aquele grande público que assistiu ao jogo contra o Londrina, no Norte do Paraná, tem uma explicação geográfica: a pujante cidade paranaense possui 543 mil habitantes, 20% a mais do que Santos, tem ainda uma economia mais dinâmica e conta com um número maior de torcedores do clube dispostos a pagar para assisti-lo.

Enfim, a administração moderna de um clube de futebol, hoje, não combina mais com uma visão limitada pelo bairrismo e pela política. O Santos precisa ser pensado de maneira ousada e abrangente. Não adianta nada colocar a culpa nos antecessores e continuar cometendo erros tão ou mais graves. Não ajuda nada continuar acreditando que estamos vivendo na década de 1960. O Santos precisa jogar mais nas cidades mais populosas do Brasil, aquelas que têm mais santistas dispostos a ir ao estádio para vê-lo. Ou, ao menos, jogar mais na maior cidade do Brasil, que fica a uma hora de Santos e conta com 1,6 milhão de torcedores do eterno Alvinegro Praiano.

Agora, uma amostra de como é bom ter um Santos nacional:

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E você, o que acha disso tudo que eu escrevi?


A Coca-Cola é de Atlanta

santos coca

Estava aqui pensando no Santos e não sei porque cargas d’água me veio à mente a Coca-Cola. Sei que em princípio um não tem nada a ver com a outra, mas se o assunto for marcas que querem se estabelecer no mercado internacional, então há muito em comum. Como se sabe, a Coca-Cola foi criada pelo farmacêutico John Pemberton em 1884, na cidade norte-americana de Atlanta. Um detalhe: Atlanta tem 480 mil habitantes, apenas 40 mil a mais do que Santos.

Todo mundo sabe que primeiro Pemberton criou uma bebida alcoólica, mas o puritanismo vigente fez com que tirasse o álcool e chegasse à fórmula da bebida mais consumida pela humanidade, presente em mais de 200 países, que em 2010 foi considerada pela consultoria Interbrand a marca mais valiosa da Terra.

Pemperton morreu antes de ver o sucesso estrondoso de sua invenção, que sofreu ajustes e ganhou ousadas e bem-sucedidas ações de marketing até começar a decolar e ganhar o mundo. Hoje os números da empresa crescem em uma progressão geométrica.

Com cerca de 150 mil funcionários, só em 2011 a Coca-Cola vendeu mais de 1.7 bilhões de copos, e apenas no quarto trimestre de 2012 a empresa cresceu 13%, com faturamento de 1,87 bilhão de dólares. Mais algumas curiosidades:

– A Coca-Cola é dona de aproximadamente 500 marcas, com as quais produz mais de 3,5 mil bebidas diferentes. Isso significa que, se você quisesse experimentar uma bebida nova por dia, levaria cerca de 9 anos para provar todos os rótulos da empresa.

– O logotipo da Coca-Cola é conhecido por mais de 94% da população da Terra. Isso faz dela a marca mais reconhecida no mundo.

– Coca-Cola gasta mais em publicidade do que a soma investida pela Microsoft e pela Apple juntas. Em 2010, o orçamento da empresa teria sido de 2,9 bilhões de dólares, enquanto a Microsoft investiu 1,6 bilhão de dólares e a Apple teria gastado 691 milhões de dólares no mesmo ano.

– A Coca-Cola levou 48 anos para vender seu primeiro bilhão de galões. Atualmente, essa mesma quantidade é vendida a cada sete meses.

– Sete mil produtos da Coca-Cola são consumidos por segundo ao redor do planeta.

Atlanta é a sede, mas a Coca-Cola está em todo o mundo

É claro que Atlanta tem o maior orgulho de ser a cidade de origem da Coca-Cola e ainda abrigar o coração da empresa. Porém, todos em Atlanta sabem que o crescimento da marca está diretamente ligado à sua expansão pelo mundo. Ninguém lá defende que “a Coca-Cola é de Atlanta”, primeiro porque sabe que sempre será, e depois porque tem plena consciência de que se os seus produtos só forem consumidos na cidade, se os acionistas da empresa forem todos de Atlanta, a marca terá um alcance apenas regional e deixará de ser a bebida mais consumida na maioria dos países da Terra.

E os cidadãos e as cidadãs de Atlanta nem reclamam de as maiores fábricas da empresa não estarem na cidade. A maior fábrica está no México, país que mais consome Coca-Cola no mundo, e outra das maiores fica aqui na nossa vizinha Jundiaí, com quase 180 mil metros quadrados, que produziu 1,7 bilhão de litros em 2013.

Veja que tudo depende dos objetivos e dos horizontes aos quais uma marca se propõe. Mas isso serve para o futebol? Ande pelas ruas e veja as crianças brasileiras com camisas do Barcelona e tenha certeza que sim. Você pode fazer o melhor caldo de cana da feira do seu bairro, ou pode sonhar produzir um refrigerante mundial à base de cana-de-açúcar. Tudo dependerá de seus sonhos e de sua capacidade de torná-los realidade.

Nosso Santos está em uma encruzilhada. Era para ele ficar quietinho no seu canto, apenas incomodar os grandes de São Paulo de vez em quando e viver, indefinidamente, nesse confortável limbo. Mas eis que surgiu um dirigente visionário como Athié Jorge Cury, gerações sucessivas de virtuoses, entre eles o Rei Pelé, e agora veio o impasse: crescer, ganhar o mundo, refrescar o futebol com sua arte e ousadia, ou recolher-se ao seu cantinho, ao seu velho estádio centenário e viver de seu glorioso passado? Que decisão tomaria um cidadão, ou uma cidadã, de Atlanta?

Vai uma Coca-Cola? Ou você prefere um caldo de cana?


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