Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Clássico Alvinegro (page 1 of 2)

A realidade do futebol

Com grandes times brasileiros priorizando outras competições, o alvinegro da capital se distanciou na liderança do Campeonato Brasileiro e, como era de se esperar, acabou endeusado por cronistas-torcedores. Nesse domingo, porém, com os times descansados e completos, tivemos uma boa ideia da realidade do nosso futebol: o Santos dominou, criou mais chances de gol, ganhou de 2 a 0 e ainda teve um pênalti não marcado. Jogadores badalados do adversário pouco ou nada fizeram, enquanto muitos santistas mostraram uma qualidade que os levaria até à Seleção nacional caso o técnico desta fosse neutro, como deveria ser.

Bruno Henrique, por quem passou quase todas as chances de gol do Santos, fez o que quis com Fagner, lateral que Tite inventou na Seleção (depois não chorem se vierem outras goleadas na Copa da Rússia). Lucas Lima se destacou no meio de campo, em que sua classe e noção de tempo destoa das caneladas dos demais. Ricardo Oliveira mostrou presença de área e a defesa santista se saiu bem melhor do que a adversária, o ponto forte do rival.

O primeiro tempo terminou 0 a 0, mas a maior oportunidade foi do Santos, aos 42 minutos, com passe de Bruno Henrique e arremate de Ricardo Oliveira que Cássio defendeu à queima-roupa. No segundo tempo, Lucas Lima marcou aos 12 minutos, após Bruno Henrique deixar Fagner sentado e cruzar para a área.

Depois, o adversário tentou pressionar, mas provou do seu próprio veneno, pois criou muito pouco no ataque e viu o Santos chegar mais perto do segundo gol em diversas oportunidades. Ricardo Oliveira estava realmente impedido quando partiu sozinho e chutou colocado para fazer o gol, mas o pênalti de Fagner sobre Bruno Henrique deveria ter sido marcado. A jogada de ombro a ombro é permitida, mas jogar o corpo contra o tronco do adversário, desequilibrando-o, como fez Fagner, é falta.

Por fim, para coroar a ótima atuação e a cristalina superioridade santista, Lucas Lima viu Bruno Henrique livre e este tocou para Ricardo Oliveira, mais livre ainda, só empurrar para as redes, aos 47 minutos. Vitória justíssima, assistida por 12.567 espectadores em uma Vila Belmiro em festa, primeira derrota do medíocre líder em campos adversários e sinal de que, se desse ao Brasileiro o valor que ele merece, o Santos bem que poderia estar na liderança.

A delegação santista viajaria para Guayaquil logo em seguida, onde, como único invicto da competição, enfrentará o Barcelona local, pelas quartas de final da Copa Libertadores. É evidente que se trata do jogo mais importante para o futebol brasileiro nesta semana. Por mais que alguns veículos da imprensa tentem fantasiar as coisas, com interesses indecifráveis, a verdade é que o Clássico Alvinegro deste domingo mostrou qual é, no campo, a realidade do nosso futebol.

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O Santos é universal

Esta semana passei três dias em São José do Rio Preto e testemunhei, mais uma vez, a universalidade do Santos. Muito bem recebido por Fábio Lopes, Leandro, Andrey e os amigos da Embaixada do Peixe na região, conheci mais histórias desse amor ao Alvinegro Praiano e fiquei sabendo que uma caravana, que já estava em 30 pessoas, sairá da cidade para percorrer os 550 quilômetros até a Vila Belmiro, onde nesse domingo gritarão por mais uma importante vitória santista no Campeonato Brasileiro.

Já em São Paulo, pesquiso nesse sebo mundial de imagens, que é o Youtube, e encontro um vídeo de jornalistas espanhóis analisando um jogo do Santos em Paris, em 1971, com a presença ilustre de Pelé, assistido por Brigitte Bardot. Pesquiso um pouco mais e encontro um vídeo francês sobre o Rei do Futebol. Na manhã de sábado, as novidades são as jogadas e o gol de Neymar contra o Metz. Nem é preciso ser muito inteligente para perceber que a linha do tempo do Santos é ligada pela arte do futebol.

Alguns times se orgulham de sua torcida, enquanto o santista pode se orgulhar do futebol bonito e de seus craques, o que é muito mais difícil de se ter. Torcida grande o Santos já tem, só que não está devidamente mobilizada, algo que pode ser feito a partir de 2018, caso o clube e o time possam exercer sua universalidade. Agora, ter uma tradição de futebol bem jogado e de grandes craques, não é para qualquer um.

Outro dia Cafu, lateral histórico do São Paulo e da Seleção Brasileira, escalou quatro santistas entre os cinco maiores jogadores brasileiros de todos os tempos: Pelé, Coutinho, Pepe e Clodoaldo. O único escolhido de outra equipe foi o incontestável Garrincha. O engraçado é que, às vezes, até alguns santistas duvidam da real dimensão do Santos, e o preferem restrito a um universo pequeno de torcedores, como se fosse o clube de apenas uma cidade.

O Clássico Alvinegro é o grande jogo do futebol brasileiro não só neste domingo, mas de todos os domingos. Se Pelé considera assim, é porque é. Trata-se do confronto paulista que mais vezes atraiu um público superior a 100 mil pessoas ao estádio (sete!), que tem muita história, alguns tabus e pode, a partir do resultado dessa partida, dar nova motivação ao Campeonato Brasileiro de 2017.

Acredito, evidentemente, em uma boa vitória santista. O adversário vai se fechar atrás, à espera dos contra-ataques. O Santos vai assoprar, assoprar, assoprar, até que as casinhas todas se esparramem pelo chão. 3 a 0 seria um bom resultado. Mas 4 a 1 também seria ótimo.

E você, o que espera do Santos nesse domingo?

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Ou vai, ou racha!


Em 2008 o Santos quase caiu, mas venceu o clássico com gol de Sebastian Pinto. É isso que o Santos precisa ter nesse domingo!

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OU VAI, OU RACHA!

Há palavras, como derrota e empate, que o santista não deve nem pensar com relação ao grande jogo de domingo. Daniel Guedes está jogando melhor do que Victor Ferraz, Lucas Lima estava achando que era o Messi do Brasil e Ricardo Oliveira só estava jogando 30 segundos por partida. Acredito que quem entrar dará conta do recado e por isso dá para ganhar, e bem, o Clássico Alvinegro, sim. É só o juizão não descer a serra encomendado. E mesmo que queira roubar, há um limite. Se exagerar, dá na vista.

Não sei se foram os salários atrasados, mas é estranho ver uma equipe que chegou à liderança do Campeonato Brasileiro com um time misto, receber os titulares de volta da Seleção e perder quatro dos últimos cinco jogos.

Uma vitória no domingo animará a equipe para a reta final do campeonato. Um detalhe: desde 1959, ano em que o Brasil começou a ter campeões brasileiros, o Santos jamais ficou 13 anos sem lutar diretamente pelo título. Se passar em branco este ano, baterá esse recorde negativo.

A torcida do Inter, mesmo com o time na zona de rebaixamento, compareceu em massa para empurrar os vermelhos contra o Santos, com mais de 30 mil espectadores. Esperamos que os santistas lotem a Vila Belmiro para essa decisão.

E você, o que acha disso?


Barba e Cabelo

Este é o filme do Rachid. Mostra a torcida do Santos em Itaquera. Veja até o fim:

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Barba e Cabelo

Nos tempos idos diziam que o time fazia barba e cabelo no outro quando ganhava tanto no jogo de aspirantes, quanto no principal. Empresto essa expressão para saudar o Santos, que derrotou o líder do Campeonato Brasileiro na Vila Belmiro e no Itaquerão. E o melhor é que jogou no campo do adversário como se estivesse em casa, vencendo por 2 a 1, sem sustos, classificando-se para as quartas-de-final da Copa do Brasil e deixando algumas evidências que só não vê quem não quer:

1 – Dá para jogar fora de casa tão bem como na Vila. O técnico Dorival Junior teve mérito nisso, sem dúvida, mas contou com a colaboração dos jogadores, que se doaram na marcação sem a bola, e tocaram rápido quando a tinham. Nó tático no afamado treineiro adversário.

2 – Dá para mandar jogos em um estádio da capital e ser tão bem-sucedido como na Vila. Se com a grande maioria da torcida contra, o time se impôs, é fácil imaginar o que não faria se tivesse 95% dos torcedores a favor. É preciso negociar com a Prefeitura de São Paulo a parceria com o Pacaembu. Se quiser, mesmo, sai negócio, e muito bom para o Santos.

3 – No futebol, o Santos sempre vai equilibrar com os melhores do Brasil. No dia em que também fora de campo for melhor administrado, com mais ousadia, competência e visão, voltará a produzir grandes façanhas.

4 – Boa parte da imprensa esportiva deve ficar triste ao constatar que o Santos é que tem jogado o melhor futebol nos últimos dias. Os dois queridinhos da mídia foram eliminados ontem da Copa do Brasil. O time do Guerrero caiu diante do Vasco. E o pior, para eles, é que o Corinthians não tem um craque. Um dos poucos que trata bem a bola é Renato Augusto. Mas não dá para engraxar as chuteiras de Lucas Lima.

5 – Esta vitória, no campo do adversário, é uma amostra do que o Santos pode fazer. Comecemos a associar o Alvinegro Praiano com grandes estádios, grandes platéias, patrocinadores poderosos, dezenas de milhares de associados e dinheiro para dar e vender. Este é o Santos Gigante que o santista não pode deixar morrer nos seus sonhos. Nada de se apequenar, de se restringir ao seu bairro. O Santos é do mundo!

Atuações dos santistas

Vanderlei – Não foi muito exigido, mas quando o foi, se saiu bem. 7.
Victor Ferraz – Atento, com ótimo controle de bola, rápido, fez uma de suas grandes partidas. 7,5.
David Braz – Discreto, mas seguro. Não bobeou. 7.
Gustavo Henrique – Formou uma dupla eficiente com David Braz. 7.
Zeca – Boa atuação. Só se descuidou das costas no gol corintiano. 6,5.
Renato – Sua experiência valeu. Organizou a marcação no meio. Sabe o que faz com a bola. Mas de uma cruzada de bola sua saiu o gol do adversário. 6,5.
Thiago Maia – O que ainda lhe falta de experiência, sobra de garra e vontade. Deu o passe para Marquinhos Gabriel no segundo gol. 7.
Lucas Lima – O maestro do time. Se Dunga viu bem o jogo, LL saiu da partida como titular da Seleção Brasileira. 8.
Gabriel – Gol de grande oportunismo. Vinha mujito bem até se machucar. 7,5.
Ricardo Oliveira – Experiência, presença de área e um golaço. 7,5.
Geuvânio – Caiu no segundo tempo, mas enquanto teve fôlego, criou muitas jogadas. Deu lindo passe para o gol de Gabriel. 7,5.
Dos jogadores que entraram, o melhor foi Marquinhos Gabriel, que se apresentou para o jogo e deu passe perfeito para o gol de Ricardo Oliveira. 7,5. Leandrinho entrou meio sonado, mas merece um 6. Pior foi Chiquinho, sem ritmo, que cismou de dar um calcanhar no meio-campo e quase ajuda o adversário a empatar a partida.
Dorival Junior – Está amadurecendo como técnico. Derrotou o decantado Tite duas vezes. Ontem, fatiou o rival. Não caiu na cômoda armadilha de colocar o time na defesa. Botou seus rapazes para comandar no Itaquerão. Merece um 8.

Corinthians 1 x 2 Santos
Itaquerão, 26/08/2015, 22 horas
Jogo de volta das Oitavas-de-final da Copa do Brasil
Público e renda: 37.338 pagantes e R$ 2.353.824,50.
Corinthians: Cássio; Edílson, Felipe (Edu Dracena), Gil e Uendel; Ralf e Bruno Henrique (Cristian); Matheus Pereira (Romero), Renato Augusto e Malcom; Vagner Love. Treinador: Tite
Santos: Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Renato e Thiago Maia (Leandrinho); Gabriel (Marquinhos Gabriel), Lucas Lima e Geuvânio (Chiquinho); Ricardo Oliveira. Treinador: Dorival Júnior.
Gols: Gabriel aos 14 minutos do primeiro tempo; Ricardo Oliveira aos 18 e Romero aos 28 do segundo.
Arbitragem: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG), auxiliado por Bruno Boschilia (Fifa-PR) e Márcio Eustáquio S Santiago (Especial 1 – MG).
Cartões Amarelos: Bruno Henrique, Felipe, Vagner Love, Ricardo Oliveira e Lucas Lima.

E você, o que achou de Santos 2 x 1 Corinthians?

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Enderson, este jogo é final de campeonato!

Fiz este título mais incisivo para lembrar ao nosso técnico que domingo não é dia de poupar ninguém. Santos e Corinthians é, para mim, o clássico de mais história e carisma no futebol brasileiro. Só pelo fato de contar com Pelé e os 11 anos de fila do alvinegro da capital, já o torna especial para sempre. Além disso, o apelo popular é enorme. Trata-se do confronto paulista que mais vezes ultrapassou a marca de 100 mil pagantes: Sete! Enfim, um jogo que vale, sim, um campeonato, ainda mais se o Santos se tornar, para todo o sempre, o primeiro time a vencer um clássico paulista na máquina de xer…, quer dizer, no Itaquerão.

O gramado é bom, a segurança parece melhor do que no Pacaembu e os Meninos da Vila terão tranqüilidade para mostrar seu futebol. Pena que as dimensões do campo não sejam das maiores. Com 105 x 68 metros, a área de jogo do Itaquerão é menor do que a da Vila Belmiro, que mede 105,8 x 70,3 metros. Será que essa diferença explica por que o time paulistano tem tido dificuldades para vencer equipes que se fecham?

Bem, o certo é que o Santos, provavelmente, vá se fechar mesmo e partir nos contra-ataques. Essa foi a tática que deu ao time os inesquecíveis 5 a 1 de 29 de janeiro deste ano, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Paulista. Ainda sem os renomados Leandro Damião e Robinho, o Santos viveu um dia em que tudo deu certo e em que os atacantes Geuvânio, Gabriel e Thiago Ribeiro estavam inspirados.

Naquele jogo a dupla de zaga foi formada por Gustavo Henrique e Neto. Cícero também estava no time e comandou o meio de campo, ao lado de Arouca. Creio que se aquele time tivesse sido mantido, sem a necessidade de se escalar Damião, o Santos teria vencido aquela final contra o Ituano com um pé nas costas. Mas o “se” não existe no futebol.

E a derrota na véspera também não. Por isso aguardo essa partida com muita expectativa. Admito que o adversário é favorito. Não só porque ainda tem o objetivo de alcançar uma vaga na Libertadores, mas porque joga em casa e enfrentará um Santos muito desfalcado, já que Robinho, Geuvânio, Thiago Ribeiro e David Braz não atuarão. Mas o futebol, felizmente, não é uma ciência exata.

Na verdade, Thiago Ribeiro já se recuperou da contusão, mas parece estar padecendo de depressão. Isso mesmo, o rapaz está deprimido por não conseguir jogar bem. Se ainda fosse pelo salário atrasado, eu entenderia. Mas, como devemos respeitar os males dos outros, eu daria um conselho ao Thiago: acorde cedo todos os dias, treine chutes a gol, usando todos os efeitos e forças; domínio de bola com o pé e com o peito; cabeçadas de várias posições da área; passes de várias distâncias, tabelas e progressão com a bola. Depois de treinar com o time, continue na sua prática individual de fundamentos. Saia exausto do campo, tome um banho, vá para o quarto, leia um bom livro, durma bem e no dia seguinte comece tudo de todo. Em duas semanas a depressão será coisa do passado e você será um jogador como nunca foi antes. Isso se chama laborterapia, meu caro, um método que precisa ser mais empregado nos times de futebol. Muito tempo sem fazer nada de útil causa depressão.

Bem, mas mesmo sem esses titulares, mesmo remendado, ao Santos restará o orgulho e alguns moleques que ao menos têm bom fôlego e disposição, além de muitos sonhos. Gabriel deverá fazer a dupla de ataque com Leandro Damião. Outros jogadores que estavam afastados terão uma grande oportunidade. Jogar bem, e vencer o rival, provavelmente lhes garantirá mais um bom tempo de contrato. Então, que joguem por suas carreiras.

Não adianta negar a grande rivalidade

Sei que tem torcedor, dos dois lados, que não gosta de admitir essa rivalidade, para não dar moral ao adversário. Mas eu não tenho esse problema. Considero Santos x Corinthians tão importante que fiz um livro sobre esse jogo, em parceria com Celso Unzelte. Os fatos e os números comprovam essa nervosa interdependência.

Como já disse, este é o clássico paulista que mais vezes ultrapassou a marca de 100 mil espectadores: Sete! Este também é o jogo que decidiu o primeiro título paulista conquistado pelo Santos, em pleno Parque São Jorge (2 a 0, em 1935); o Rio-São Paulo de 1966 (0 a 0, no Pacaembu), o título brasileiro de 2002 (2 a 0 e 3 a 2, ambas no Morumbi) e os estaduais de 2009, 2011 e 2013, com dois títulos para o alvinegro paulistano e um para o santista. E ainda há, como já disse, os impagáveis 11 anos de tabu, em que Pelé @ Cia castigaram os mosqueteiros.

Os corintianos fazem festa até hoje com os 7 a 1 que aplicaram no Santos em 2005, mas não sabem que esse mesmo resultado o Santos já havia infringido ao rival havia 73 anos, em 8 de maio de 1932, na Vila Belmiro, com três gols de Feitiço. No ano seguinte, em jogo válido pelo Estadual e pelo Torneio Rio-São Paulo, o Santos venceu o clássico alvinegro por 6 a 0, com três gols de Maroim (como valia por duas competições, será que dá para dizer que foi 12 a 0?). Sem contar que em 1927, na capital, o Santos havia goleado por 8 a 3, com três de Araken e três de Camarão.

Assim como há santistas que não gostam de admitir a importância que dão à partida, há muitos corintianos que fazem o mesmo. Porém, as atitudes contradizem as palavras. Até hoje, quando se mostra a passagem de Ronaldo Fenômeno no alvinegro paulistano, seu grande momento são os gols na vitória sobre o Santos, na Vila Belmiro, pela final do Paulista de 2009. E o último jogo mais comemorado pelos rivais foi o empate de 1 a 1 pela semifinal da Libertadores de 2012, no Pacaembu.

Enfim, essa partida, mesmo que não valha título, tem sempre muita coisa em jogo. Neste domingo, a vitória do Corinthians poderá mantê-lo na busca de uma vaga na Libertadores, enquanto a do Santos ao menos marcará o nome do Alvinegro Praiano como o primeiro visitante ganhador de um clássico paulista no Itaquerão. E mesmo que não valesse nada, valeria a honra, que é tudo.

Fora da tevê aberta, mas com bom público

Jogo histórico, estádio cheio, em confronto de repercussão nacional: nada disso convenceu a Rede Globo, que deslocou o clássico para as 19h30 (sim, é a Globo, exercendo o seu monopólio na transmissão do futebol brasileiro, que determina os horários dos jogos, a fim de distribui-los entre seus canais aberto, por assinatura e pay per view).

Por outro lado, mesmo sem a presença do astro Robinho, e apesar da má posição do Santos na tabela, o público deve ser bom. Até sexta-feira anunciou-se que já tinham sido vendidos 28 mil ingressos. Talvez até supere os públicos dos outros dois clássicos já realizados no Itaquerão: 31.031 pagantes diante do Palmeiras e 34.688 pagantes contra o São Paulo.

Agora, cenas do último grande jogo entre ambos:

E SEGUNDA-FEIRA EU GOSTARIA DE LHE ENCONTRAR NO TATU BOLA

convite tatu bola

EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA AS ELEIÇÕES DE 06/12
edital eleicao 0612

Separados por chapas

Nesses anos trabalhando com os livros, o Dossiê da Unificação e a coordenação do Centenário do Santos, conheci muitos santistas de alto nível, com quem mantive uma relação cordial. Um que sempre tive em alta conta é o jornalista Luiz Roberto Serrano, agora defensor da situação e da chapa de Nabil Kharznadar. Leio que hoje o Serrano diz que não sou ético por publicar informações que contrariam os interesses do seu candidato. Ele só contesta uma das três informações. Tudo bem. Como jornalista, ele sabe que pode ocorrer de confiarmos nas fontes e elas negarem fogo. Não digo que é o caso, pois estou confiante sobre as minhas. Mas o que quero dizer é que o amigo (ou ex-amigo?) Serrano gosta muito de expor o seu longo currículo de jornalista experiente que é e gosta de contar histórias das ligações antigas de sua família com o Santos. Uma delas, por sinal, que se refere ao jogo Santos x Milan, eu publiquei, entre outras, no livro “Ser Santista, um orgulho que nem todos podem ter”. Mas o que quero dizer mesmo é que quando sou atacado, não costumo colocar o rabinho entre as pernas, principalmente com relação às pessoas que eu admiro. Se fosse alguém que não me dissesse nada, eu ficaria quieto e nem ligaria. Mas se é o Serrano, jornalista experiente como eu, santista como eu, querendo me dar uma lição de ética, então terá também de me ouvir, ou ler. E eu só lhe diria que sei muito bem que ele foi um dos maiores incentivadores da contração de Leandro Damião, sob o pretexto de que o Santos tinha, sim, de fazer “uma loucura”. Pois essa loucura que você incentivou, prezado Serrano, dará, no mínimo, um prejuízo de 40 milhões de reais ao Santos! Como fica a sua consciência agora? Provavelmente você tenha achado que tenha sido ético e bem-intencionado ao incentivar a diretoria a fazer tal insanidade, provavelmente não soube ou fechou os olhos para o fato de que o próprio Renato Duprat, empresário da Doyen na transação, ficou admirado com o valor pago pelo Santos por Damião, pois, nas palavras de Duprat, ditas a um amigo comum, “era possível contratar pela metade do preço”. Como jornalista experiente que é, e próximo da diretoria do Santos como você está, Serrano, poderia muito bem ter descoberto e esclarecido essa nebulosa e caríssima contratação do atacante que hoje é reserva do Santos. Mas a verdade é que você acabou por contribuir para a situação deprimente que o Santos passa hoje, em crise financeira que se tornou também técnica e ética, pois não há nada pior do que deixar de cumprir seus compromissos com os funcionários, e tudo isso foi gerado pela contratação de Damião. Veja bem, nem estou falando de outra loucura, que foi o humilhante amistoso contra o Barcelona. Portanto, meu caro Serrano, a maior demonstração de falta de ética, para mim, é apoiar uma diretoria que levou o Santos a esta bancarrota e ainda incentivar as suas “loucuras”. Abraço.

E pra você, o Corinthians é o maior rival do Santos?


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