Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Clássico dos Clássicos

Final antecipada?

No ano passado foi assim:

Santos e Palmeiras, o Clássico dos Clássicos, é mais uma vez a maior atração do futebol brasileiro. O confronto que deu o maior Ibope da televisão no ano passado, com as finais da Copa do Brasil e do Campeonato Paulista, volta a se repetir neste domingo, às 16 horas, na Vila Belmiro, e pode ser considerado uma final antecipada do Campeonato Paulista de 2016.

Ontem, o audacioso Audax, que já havia eliminado o São Paulo nas quartas de final, superou o alvinegro de Itaquera, no Itaquerão, e garantiu vaga nas finais. Depois de liderar o marcador em 1 a 0 e 2 a 1, o Audax derrotou o adversário na disputa de penalidades, e garantiu seu lugar na final.

Em que pese a ótima fase do Audax, o ganhador do clássico deste domingo será considerado o favorito para decisão do Campeonato. Para esta partida, transmitida ao vivo para todo o País pelas redes Globo e Bandeirantes, o Santos deverá jogar com Vanderlei, Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno e Lucas Lima; Gabriel e Ricardo Oliveira.

O Palmeiras, que não deverá ter Dudu, com lesão muscular, deverá ser escalado com Fernando Prass. Jean, Thiago Martins, Vitor Hugo e Egídio; Gabriel, Matheus Sales e Robinho; Alecsandro, Gabriel Jesus e Lucas Barrios (Zé Roberto).

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A arbitragem será de Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, auxiliado por Anderson Jose de Moraes Coelho e Alex Ang Ribeiro. O jogo terá torcida única, ou seja, apenas santistas estarão no Urbano Caldeira. Apesar do equilíbrio, o favoritismo é santista. Caso passe para a final, o Santos igualará o recorde do mesmo Santos, que entre 1955 e 1962 foi campeão ou vice do Campeonato Paulista por oito anos consecutivos.

Aprecie agora o futebol do Audax, ousado finalista do Campeonato Paulista de 2016, que com justiça eliminou dois times grandes no caminho para a decisão do campeonato:

E você, o que acha disso?


Santos foi melhor


Este vídeo não mostra todas as chances do Santos. Repare o comentarista tentando armar a cama para o Ricardo Oliveira ser expulso e preste atenção no último lance e me diga se foi falta ou não. Em caso positivo, foi PEnALTI!

Com mais de 60% de posse de bola, mais oportunidades de gol, mais troca de passes e, para variar, prejudicado pela arbitragem em alguns lances importantes, o Santos pôde sair do Alianz Parque de cabeça erguida. Não ganhou o jogo, que ficou no 0 a 0, mas também não perdeu e esteve bem próximo de conseguir sua primeira vitória da arena palmeirense.

A resposta de Lucas Lima à repórter do canal Première explica porque a partida não foi tão boa de se assistir:

–A equipe deles joga muita bola aérea e acaba sendo um jogo chato.

Não que o Santos tenha feito uma partida primorosa, longe disso. Mas foi a equipe que pôs a bola no chão e tentou jogar futebol. No primeiro tempo o Alvinegro Praiano teve 62% de posse de bola, contra 38% do adversário. Não sei qual foi a porcentagem da segunda etapa, mas deve ter sido a mesma, ou maior a favor do Santos. Em alguns momentos parecia que o Palmeiras era o visitante, pois se encolheu à espera do contra-ataque ou de uma bola parada.

Se já tinha dominado a maior parte do jogo no primeiro tempo, no segundo o Santos foi ainda mais incisivo e criou boas oportunidades, as três melhores nos pés de Gabriel: aos 14 minutos ele recebeu de Ricardo Oliveira, penetrou livre e, na saída de Fernando Prass, tentou o ângulo direito alto, jogando a bola por cima. Depois, ainda tocou em uma bola que entraria, rasteitinha, no canto direito, não fosse uma boa defesa de Prass, que jogou para escanteio. E aos 46 minutos, no gol que definiria a vitória santista, recebeu de Joel, esticou-se para bater, mas o goleiro palmeirense fez outra grande defesa.

A defesa santista foi mais segura e pouco permitiu aos adversários. Gustavo Henrique ganhou quase todas as bolas altas. Mo segundo tempo Dorival Junior tirou Serginho, Thiago Maia e Ricardo Oliveira, substituindo-os, respectivamente, por Patito, Léo Cittadini e Joel. Desta vez acho que as substituições melhoraram o time. Dos três, Joel foi o melhor.

A arbitragem, e o Première, pareciam estar de marcação contra Ricardo Oliveira. No intervalo da partida, mesmo sem ter recebido cartão amarelo, o atacante mereceu uma “edição” com as imagens de suas faltas na primeira etapa. Parecia até que o canal estava torcendo para o jogador ser expulso. Zagueiros palmeirenses que fizeram faltas muito mais acintosas foram ignorados.

Quanto à arbitragem, foi regular, apesar de caseira. Em apenas 30 segundos, no início do segundo tempo, o bandeirinha Bruno Salgado Rizo se equivocou ao marcar dois impedimentos contra o Santos: de Ricardo Oliveira e de Gabriel, sendo que no segundo a chance de gol era claríssima.

O árbitro Raphael Claus também não viu falta flagrante de Arouca sobre Cittadini, perto na bandeirinha de escanteio, e aos 25 minutos do segundo deixou passar um lance estranho na área palmeirense, no qual Gabriel sofreu um carrinho por trás, de Zé Roberto, quando se preparava para chutar. Pênalti? Não tenho certeza, mas o comentarista – visivelmente sofrendo com a atuação do seu alviverde – ao menos poderia ter analisado melhor o lance.

O público, de 23.181 pessoas, viu um Santos melhor, com mais posse de bola e mais ofensivo. O time teve uma boa postura, mesmo no campo do adversário. A vitória não veio, mas a equipe de Dorival Junior fez por merecê-la.

Pílulas do Domingo
O tema ESPORTE INTERATIVO x rede globo tem gerado polêmica na Internet. Participem, santistas! Essa discussão é importante para acabar com o monopólio que tem afundado o futebol brasileiro. Outra pílula para este domingo: Algo me diz que tentarão operar a brava Ferroviária, em Araraquara. Não verei o jogo, obviamente, mas depois procurarei saber o que ocorreu (pois eu vi e me deparei com mais um pênalti mandrake para o time do Lula. Procure no Youtube e constate uma bola na mãe vergonhosa que virou pênalti. Está ficando muito na cara…).Última: Pelos comentários sobre o clássico de sábado se percebe para que time o jornalista torce. Os palmeirenses, ou os anti-santistas, para não dizer que o Santos foi melhor, escreveram que a partida foi péssima. Só os santistas, como Milton Neves, viram o jogo real.

E você, o que achou do Santos no Clássico dos Clássicos?


Supere-se Santos!

Amigo e amiga, acompanhar o futebol, e o nosso Santos, por tantos anos, nos dá um sexto sentido, você sabe. Quando sinto que o jogo não é para o nosso Glorioso Alvinegro Praiano, desencano. Por isso, quando o amigo Mauro Beting conversou comigo para um programa da Jovem Pan e me perguntou sobre o clássico deste sábado, às 17 horas, fui franco: como torcedor, quero sempre que o Santos ganhe, e de goleada, mas como jornalista sou obrigado a dizer que, pela lógica das lógicas, se houver um vencedor, será o Palmeiras.

Aliás, o Mauro me perguntou o que acho desse epíteto de “Clássico da Saudade” para Santos e Palmeiras. Bem, não disse no ar, mas digo agora: Acho uma merda, não tem nada a ver. Já sugeri, e o historiador do Palmeiras Fernando Galuppo aprovou, assim como os seus pares. Este jogão tem de ser chamado de Clássico dos Clássicos, pois reúne dois times que se caracterizaram pela categoria, pela classe de jogar futebol, enfim, dois times clássicos!

Agora, voltando ao jogo deste sábado, ponha-se no meu lugar: no ano passado os times se enfrentaram várias vezes e aquele que jogou em casa ganhou, e por um gol de diferença. O que quer dizer isso? Que os times têm forças equivalentes, mas os fatores campo e torcida acabam decidindo para o anfitrião.

Bem, essa é a realidade até hoje, e situações sempre podem mudar. Na verdade, você que é mais perspicaz já percebeu que estou dando tal enfoque a este post para mexer com o brio dos santistas. Já me disseram que lá nos seus quartos, no Hotel Recanto dos Alvinegros, eles lêem o nosso blog. Então, gostaria de dizer alguma coisa para os rapazes:

Poucos esperam que vocês vençam o Palmeiras no Alianz Parque, o que nunca fizeram, aliás. Pois essa descrença é que gera o desafio, e grandes homens são movidos por desafios. O jogo não vale nada? Vale, sim. Vale esse desafio de vencer pela primeira vez no Alianz Parque. Esqueçam todas essas bobagens e provocações dos últimos confrontos com o Palmeiras, as máscaras, a disputa de pênaltis… Apenas joguem cem por cento futebol. Acreditem e a recompensa virá.

Bem, a recompensa só pode vir se você acreditar que pode alcançar os seus objetivos, mas a verdade é que o adversário também acredita. Então, como fica? Uma coisa é certa: a tática de se escorar nas cordas, se defendendo, até ter a oportunidade do contra-ataque, é coisa de gênios semideuses como Muhammad Ali contra George Foreman. Prefiro a coragem e a determinação da alemã Angelique Kerber, que foi pra cima da Serena Williams, a popular Serenão, e tirou-lhe o título do Australian Open.

Como o jogo não vale nada mesmo, e os dois times deverão se classificar para as fases seguintes do Campeonato Paulista, eu reuniria meus companheiros e perguntaria apenas o seguinte: “Vamos jogar? Vamos deixar de frescura e jogar o que a gente sabe?!”

Procura-se um substituto para Marquinhos Gabriel

Ele parecia um jogador comum melhorado, mas a verdade é que a versatilidade de Marquinhos Gabriel está fazendo falta. Paulinho é muito atacante, tem de jogar enfiado; Serginho é muito meia, tem de vir de trás, e Patito é um pouco de tudo e um pouco de nada. O prezado Dorival Junior precisa experimentar mais gente nesse time.

Acho que se o Vitor Bueno voltar para marcar, e o fizer com eficiência, será o ideal, mas se o Elano se preparar bem fisicamente e correr um pouco mais, também pode deixar uma última boa impressão nos santistas. E acho que o Ronaldo Mendes também deve ser mais testado. Não consigo é acreditar muito no Léo Cittadini, que tem jeito de craque, mas ainda mal consegue proteger a bola. Parece um menino no meio de adultos.

Bem, que os céus iluminem o Dorival e que o Santos entre em campo querendo alguma coisa além de se defender e esperar o tempo passar. Sempre que faz isso, perde.

Por outro lado, temos o Palmeiras. Li a análise do Paulo Vinicius Coelho sobre a partida e não pude deixar de rir sozinho. Ele cita uma série de problemas do Palmeiras, diz que o Santos não tem problema algum, mas palpita que o seu Palmeiras vencerá (?). Veja como o coração fala mais alto, mesmo em um anglo-ítalo-brasileiro como o PVC.

Enfim, quase 20 mil ingressos já foram vendidos antecipadamente, todos para os palmeirenses. A arbitragem será de Raphael Claus, auxiliado por Émerson Augusto de Carvalho e Bruno Salgado Rizo. Nos clássicos entre Santos e Palmeiras eles não costumam influir.

E se, depois disso tudo posto, você me perguntar o que acho da partida, eu direi que o empate estará bom, pois não acredito na vitória do Santos, apesar de torcer por ela. Tem faltado 20% a mais de garra a esse time e tem faltado bom senso à diretoria de futebol, que traz um tal de Maxi Rolón da Argentina sem consultar o Dorival Junior.

Veja como são as coisas: se vencesse o Palmeiras nos pênaltis, o Santos teria sido campeão da Copa do Brasil e estaria na Copa Libertadores. Perdeu, e hoje vive uma posição secundária com relação ao seu rival. A única maneira de começar a mudar isso é ganhar o jogo de hoje. Mas terá fibra e fé para tal? Oremos…

SuperShopping Osasco recebe ídolo do Santos para noite de autógrafos

Zagueiro David Braz encontrará os torcedores ao lado do quiosque da Santos Store na próxima segunda-feira

Com ou sem vitória sobre o Palmeiras neste final de semana, os clientes santistas do SuperShopping Osasco terão motivos para comemoração. Além de terem recebido, no último dia 10, a primeira Santos Store da região, ainda terão uma noite de autógrafos com o jogador David Braz. O evento será na próxima segunda-feira, dia 22, às 19h30, no recém-inaugurado quiosque da marca oficial do clube, na Praça de Eventos do SuperShopping Osasco.

Zagueiro do Santos desde 2012, David Braz foi fundamental para o título no Campeonato Paulista do ano passado. Ele já passou pelo Flamengo e pelo Palmeiras e mantém-se titular do técnico Dorival Júnior, apesar de estar lesionado desde dezembro passado.

Além do jogador, os torcedores encontrarão o jornalista e historiador Odir Cunha, podendo obter autógrafos ou conversar sobre o livro Time dos Sonhos – História Completa do Santos F.C..

Administrada pela Meltex Franchising, a Santos Store inaugurou no SuperShopping Osasco a primeira loja da região. Há outras três lojas da marca, sendo duas no litoral e uma nos Jardins, em São Paulo. Agora, no quiosque do SuperShopping Osasco, o torcedor santista encontrará desde artigos esportivos até joias e utilidades domésticas do seu time.

Noite de Autógrafos da Santos Store
Data: segunda-feira, 22 de fevereiro
Horário: das 19h30 às 22h
Local: Praça de Eventos do SuperShopping Osasco
Endereço: Av. dos Autonomistas, 1.828 – esquina com a Av. Maria Campos. Osasco/SP

SuperShopping Osasco
O SuperShopping Osasco é o empreendimento mais completo da região. Em um espaço de 60 mil m2, conta com um mix de lojas e serviços diversificados e de qualidade, com marcas renomadas e várias opções de lazer e gastronomia. Inaugurado em 2005, recebe mais de 600 mil consumidores por mês.

E você, o que acha do Clássico dos Clássicos deste sábado?


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