Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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90 minutos de silêncio…

Final da Copa de 1962. Momentos nervosos. O Brasil empata com a Tchecoslováquia em 1 a 1. Zito, o líder que não gosta de perder nem em jogo de palitinho, vai ao ataque, passa para Amarildo, grita para Amarildo lhe devolver a bola e marca, de cabeça, o gol do bicampeonato mundial da Seleção Brasileira. Ave Zito!

Nada mais justo e emblemático do que aquele minuto de silêncio para mestre Zito antes de Brasil e Colômbia, pela Copa América. O meio-campo do Santos fez o gol mais importante já marcado em território chileno, aquele que decidiu a Copa do Mundo disputada no país, em 1962. Mas o minuto de silêncio não deveria se restringir a isso…

Deveria se estender ao futebol que se joga hoje e à anônima e desorganizada Seleção Brasileira que representa o país pentacampeão mundial. Fred? Firmino? E este Neymar, que não acerta uma jogada e ainda fica cheio de fricotes?! Pobre futebol. Pobre Seleção Canarinho. Mais do que um minuto, recebeu 90 minutos de indigência.

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A dor pela ausência de Neymar

Brasil x Alemanha – a emoção contra a perfeição

Alemães são pragmáticos, organizados, equilibrados, eficientes. Sua seleção de futebol espelha isso. O time brasileiro não tem essas qualidades e, por isso, no campo estrito da técnica e da tática, não pode ser considerado favorito nesta semifinal. Entretanto, os grandes momentos do futebol exigem outros componentes e a emoção é o mais importante deles. E essa emotividade, que tanto pode fazer tremer as pernas nos momentos decisivos, como adicionar uma energia extra e uma determinação inesperada às jogadas, convive com o brasileiro. E se torna mais intensa em momentos como este, em que um estádio e um país clamam pela vitória. Por isso, o que veremos em luta não serão apenas dois times, ou duas escolas, mas dois temperamentos, dois carácteres, duas formas de viver e sentir o futebol.

Tristeza, este é o sentimento que ainda me envolve e certamente me acompanhará por muitos dias. Imagino o tamanho da amargura do nosso eterno Menino da Vila e a desolação de milhões de pessoas que o adoram. A verdade é que uma Copa no Brasil sem Neymar não é uma Copa completa.

O que eu sempre temi, aconteceu. O garoto caçado a cada jogo, que ao invés de ser protegido, como todo craque deveria ser – ainda mais em nossos tempos áridos de beleza e criatividade no futebol –, era desrespeitado e ironizado por muitos, finalmente foi tirado de campo. E justamente em uma Copa do Mundo, o momento de sonho, tão aguardado por todo jogador.

Que me perdoe o colombiano Zuñiga, mas arremessar-se, joelho à frente, contra as costas de um adversário parado e desprevenido, não me pareceu acidental. O joelho fez a função de um aríete, concentrando a pressão e partindo a terceira vértebra lombar do jogador brasileiro, que ficará, no mínimo, três semanas longe da bola.

Esta agressão seria punida severamente mesmo no violento e permissivo futebol norte-americano, aquele que se joga com as mãos e no qual os atacantes costumam ser esmagados. No entanto, passou em branco para o árbitro espanhol Carlos Velasco Carballo. Uma pena que, mesmo atuando em casa, o Brasil tenha sido vítima constante das arbitragens indecifráveis da Fifa.

Mas, dizem, há sempre um desígnio nos acontecimentos, mesmo nos mais desalentadores. Qual seria o interesse divino por trás dessa contusão do eterno Menino da Vila? Fazer seus inimigos gratuitos, esses sarcásticos, invejosos e mentirosos que pupulam pelo País, reverem suas gritantes mediocridades? Ou dar um descanso e poupar Neymar do grande desastre que está por vir?

Sim, pois agora o Brasil não é mais favorito, se é que em algum momento tenha sido, e nem merecerá dos adversários o mesmo temor. Talvez, se o espírito de David Luiz se espalhar pelo grupo, o título ainda venha, mas a verdade é que outras equipes estão jogando melhor e mostrando mais personalidade do que a brasileira.

E será que o Brasil merece mesmo ganhar essa Copa, depois de tantas lambanças na administração da verba pública destinada ao evento? De tamanho uso político de uma festa que deveria ser estritamente popular? E será que outro contendor não terá reunido mais méritos para erguer a taça?

Por outro lado, a ausência do grande craque da Seleção pode dar a seus companheiros a oportunidade de provar que formam um time de alto nível, mesmo sem ele. Porém, mesmo que o título venha, não será mais a mesma coisa, assim como a conquista da Copa do Chile, sem Pelé, não teve o mesmo brilho e encanto da glória obtida em campos suecos, quatro anos antes.

A dor de Neymar feriu a todos que gostam de futebol. Um pouco Garrincha, um pouco Pelé e muito Neymar, gosto de lembrar dele como o menino que surgiu no Santos com o uniforme bailando no corpo, e que, ao lado de Madson e Paulo Henrique Ganso, ouviu, humildemente, os conselhos da Suzana na festa de encerramento do Campeonato Paulista de 2009.

“Vocês são muito bons. Continuem assim, com essa alegria de jogar futebol”, insistia minha mulher, acostumada a educar adolescentes pelo esporte, aos jovens e sorridentes talentos santistas. Nos olhos de Neymar via-se a alma pura de um garoto sem maldade. Guardei essa imagem. Prefiro pensar nele assim, sem os milhões do Barcelona, sem o seu numeroso staff, sem os seus empresários, sem ser a personagem de nove entre dez comerciais do momento. O Neymar sozinho, o menino que só quer ser feliz jogando futebol.

Por este menino que está dentro de Neymar sempre torcerei. E se a consagração não pôde vir nesta Copa, que seja na próxima. Pelé sofreu com contusões nos Mundiais da Suécia, Chile e Inglaterra, mas aos 29 anos e oito meses ressurgiu com toda a majestade no México. Neymar tem, no mínimo, mais duas Copas para brilhar. Que assim seja!

E você, o que sente pela ausência de Neymar na Copa?


Só sei de uma coisa: hoje alguém vai chorar

Amigos, hoje a Colômbia pode aprontar um Fortalezazzo diante do Brasil. Tem time pra isso, e dois jogadores de encher os olhos – o versátil Cuadrado que, por supuesto, bate uma bola redondinha – e o artilheiro James Rodríguez. Sim, pode, tem tudo para dar o passo mais largo de sua história nas Copas. Mas o Brasil ainda tem os seus trunfos…

Acha que vou falar de Neymar porque este blog é de santistas? Sim. E não. É óbvio que hoje Neymar será muito marcado e, sozinho, creio que pouco ou nada fará. O tempo dos espaços já foi. Nesse futebol corrido e pegado, o craque ainda decide, mas suas oportunidades são menores e dependem da generosidade dos companheiros.

Se Hulk, e mesmo Oscar, cismarem de resolver as coisas sozinhos, muito provavelmente as chances de gol terminarão naquele tradicional “ahhh…” de decepção. O melhor finalizador é Neymar e, por isso, como um cestinha no basquete, deverá ser dele a oportunidade da conclusão. O garoto agora também está cabeceando muito!

Mas a recíproca é verdadeira. Cercado, bloqueado, fustigado, o Menino de Ouro da Vila em muitas jogadas terá de encarnar o Pelé da Copa de 70 e chamar a marcação sobre si, para então servir aos companheiros. Artilheria é boa, mas o título é melhor.

Aprovo a volta de Paulinho, mas espero que não tenha medo de aparecer na área adversária, como fazia antes de desaprender na Europa. Gostaria de ver Maicon no lugar de Daniel Alves e acho que, por mais que não seja nenhum Vavá, Fred ainda é menos deficiente do que Jô. No mais, por que não uma chance para o inteligente Hernanes no meio?

A torcida pode até influenciar a favor do Brasil, mas depois do que vi contra o Chile, em que os brasileiros pareciam mais pressionados do que os adversários, prefiro me abster deste quesito. O certo é que o jogo será equilibrado, mais para o empate. Apostei no Brasil – assim como na Costa Rica, Bélgica e França – apenas porque torcerei por eles.

E pra você, quem chorará nesta sexta-feira?

Amigos, em primeiro lugar, peço desculpas pelo espaçamento entre os posts. Os afazeres no Museu Pelé têm tomado todo o meu tempo e encurtado minhas horas de sono. Mas prometo que o blog aos poucos voltará ao normal. Abraços!


Não se pode comparar Messi e Neymar, mas sim Messi e Zé Love

Não se espante com o título deste post. Ele apenas se baseia no rendimento do argentino Lionel Messi nesta Copa América. Copa, aliás, que tem sido muito instrutiva para mim…

Depois de ver a atuação do decantado Daniel Alves contra a Venezuela, juro que serei mais tolerante com o Pará.

Depois de ver o gol que o atacante colombiano perdeu ontem, revi os meus conceitos sobre Zé Love. Pode voltar, Zé…

Depois de conhecer o técnico da Argentina, percebi que fui muito exigente com o genial Marcelo Martelotte.

Depois de ver como a zaga da argentina bate cabeca, bate canela, bate tudo, fiquei com a imrpessão de que o santos tem a melhor zaga do mundo.

Depois de ver a Argentina jogar contra Bolívia e Colômbia e só marcar um gol, comecei a achar que Muricy é ofensivo demais.

Depois de ver alguns jogos desta Copa América e da Copa do Mundo de futebol feminino, constatei que a diferença entre homens e mulheres está diminuindo a olhos vistos.

E você, viu e aprendeu algo novo com esta Copa América?


Se ganhar no Pacaembu, Santos decidirá vaga para a final em casa

Com a mesma tranqüilidade e segurança que tem caracterizado o time desde que passou a ser treinado por Muricy Ramalho, o Santos venceu o Once Caldas por 1 a 0 (Alan Patrick, aos 42 minutos do primeiro tempo) e agora, se vencer novamente o adversário na próxima quarta-feira, no Pacaembu, terá a vantagem de jogar o segundo jogo da semifinal em casa.

A correria que se imaginava só aconteceu no fim do jogo, quando o Santos já vencia por 1 a 0 e o Once Caldas tinha um jogador a menos (Calle foi expulso aos 15 minutos da segunda etapa, após falta em Neymar).

Não se pode dizer que tenha sido uma partida brilhante do Alvinegro Praiano, mas taticamente foi um jogo quase perfeito, pois deu poucas oportunidades ao adversários e proporcionou ao Santos chances para fazer ao menos um gol.

Apesar da altitude, as únicas baixas foram Alan Patrick, que saiu com cãibras – que têm a ver com falta de preparação física e não cansaço – e Neymar, que levou um pontapé no tornozelo último lance da partida e sentiu muitas dores.

Assim, os jogadores deverão ter quatro boas noites de sono antes de decidir o título paulista contra o Corinthians, na Vila Belmiro, domingo à tarde. Até lá, ao invés de jogadores cansados, o Santos poderá ter um time afinado, em ritmo de jogo, que deverá saber usar o fator campo e torcida para conquistar o seu 19º título paulista.

Um primeiro tempo que lembrou o jogo contra o Cerro Porteño

O primeiro tempo da partida lembrou o jogo do Santos contra o cerro Porteño, em Assunção, quando a equipe se defendeu super bem, não levou maiores sustos e aproveitou algumas oportunidades para vencer.

Fiz algumas anotações durante a primeira etapa, que divido com vocês:

5 minutos – Dava para perceber que o diabo não era tão feio. O Santos tocava a bola e o Once Caldas não ia todo pra cima, como se imaginava.

6 minutos – Edu Dracena caiu para cavar uma falta que o árbitro não deu e Renteria apareceu livre, embaixo do gol, para cabecear (Rafael tambéme stava fora de posição). Por sorte a bola saiu por cima do travessão

6h30m – Neymar tabela com Zé Eduardo, aparece livre diante do gol, mas chuta por cima.

16 minutos – Elano errava passes, não era o líder que se esperava dele, pela experiência e técnica. Mas ao menos aparentava tranqüilidade e ajudava na marcação.

18 minutos – Alan Patrick errou um passe na entrada da área, quando a chance era boa. Estava sempre faltando o chamado “último passe”.

29 minutos – Jonathan estava perfeito. Pelo seu lado, Léo também marcava bem. Neymar, apagado, já tinha sido atendido depois de um choque.

33 minutos – Danilo, regular, fez falta em Renteria, que foi cobrada por cima do travessão.

Era bonito ver como os santistas cercavam Renteria. Às vezes três jogadores bloqueavam as avançadas do atacante do Once Caldas, artilheiro do time na Libertadores, com quatro gols.

39 minutos – Elano cobra uma falta curta,na cabeça do adversário, e arma um contra-ataque para o Once Caldas. Erro grave, pois meio time do Santos estava na área colombiana. Mas o lance não dá em nada.

43 minutos – Muito marcado pela esquerda, Neymar deslocou-se para a direita, recebeu o passe, driblou para o meio e viu Alan Patrick entrando livre pela esquerda. O substituto do Ganso dominou e tocou de chapa, rasteira, no canto esquerdo. Gol importantíssimo. 1 a 0. Sem maiores sofrimentos.

Na segunda etapa, a chance de matar o confronto

Depois de Alan Patrick ter outra grande oportunidades aos três minutos, depois de um passe de Léo, o Once Caldas passou a dominar a partida e o Santos mostrou algum descontrole.

Rafael levou cartão amarelo aos 11 minutos por cera. Ele estava matando o tempo para que Léo, exausto, se recuperasse.

Pouco depois, enquanto Léo era substituído por Alex Sandro, Edu Dracena recebeu cartão amarelo por agarrar Renteria.

Mas aos 15 minutos Neymar novamente interviu para salvar o time. Após ir pra cima e driblar Calle, provocou mais um cartão amarelo ao adversário, que acabou expulso.

Com um jogador a mais, o Santos tentou controlar a partida e criar oportunidades para fazer o segundo gol, mas o Once Caldas buscou o empate, na base da garra e da velocidade e, a partir dos 27 minutos, com a saída de Alan Patrick, com cãibras, e a entrada de Felipe Anderson, passou a ter a iniciativa do jogo.

Nos últimos 15 minutos Reiteria e Moreno criaram boas oportunidades. Durval salvou um gol certo de Moreno aos 33 minutos.

No final, Zé Eduardo, que apesar de ter corrido bastante, mais uma vez teve uma atuação nula, ainda levou o cartão amarelo por reclamação.

E no último lance do jogo Neymar levou um pontapé no tornozelo, que o árbitro fingiu não ver.

Atuações

Rafael, quando foi exigido, se saiu bem. Jonathan mais uma vez foi quase perfeito. Ele e Durval foram os dois melhores da defesa. Edu Dracena lutou, mas novamente bobeou em algumas jogadas que poderiam ter dado um gol ao adversário. Léo, mais desgastado, esteve bem enquanto o fôlego durou.

Adriano foi o melhor volante e Alan Patrick o meia mais incisivo. Danilo e Elano mostraram calma e categoria em algumas jogadas, mas se ofereceram menos ao jogo do que poderiam.

No ataque, Neymar foi o único que conseguiu segurar a bola e fazer algumas jogadas. Zé Eduardo parece um imã cujo pólo é diferente do da bola. Um e outro parecem se repelir.

Dos que entraram, Alex Sandro foi razoável. Ele sempre dá a sensação de avançar demais e deixar um buraco às costas. Sem Léo a defesa fica mais desprotegido por ali.

Felipe Anderson não entrou muito bem. Poderia ter aproveitado os espaços do contra-ataque para se consagrar. Poderia também ter corrido mais. Afinal, entrou descansado. E Bruno Aguiar, sem tempo, quase cometeu um pênalti.

Reveja os melhores momentos da vitória do Santos sobre o Once Caldas:

http://youtu.be/wNP6RviSe_s

E você, o que achou do jogo, dos jogadores e do técnico Muricy Ramalho?


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