Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Comitê Gestor

A manifestação dos santistas e a revanche contra o Barça

Nesta quarta-feira, uma hora antes do jogo Santos e Corinthians, um grupo de torcedores do Santos comandados pelo Rachid está programando uma manifestação pacífica , em frente às sociais da Vila Belmiro, para protestar não só contra o vexame dos 8 a 0, mas também pela forma negligente e incompetente que o clube está sendo dirigido pelo malfadado comitê gestor.

Rachid é um santista que sempre esteve ao lado do torcedor, sempre defendeu aquele que, diante da desorganização do futebol brasileiro, enfrenta mil problemas quando vai ao estádio apoiar seu time. Ele merece a adesão dos verdadeiros santistas. A causa é justa. A humilhação de sexta-feira passada foi a gota d’água. Esse conselho gestor não pode continuar decidindo o presente e o futuro do Santos, além de manchar o seu passado.

Espero que as torcidas organizadas fiquem do lado dos torcedores e não ajam como seguranças do comitê gestor. E espero que a PM de Santos não extrapole as suas funções. Espero, finalmente, que não haja qualquer violência de nenhuma das partes. A manifestação dos torcedores é um direito democrático e deve ser respeitada. O sócio e o torcedor, que mantêm o clube vivo, precisam ser ouvidos.

O Santos está nas mãos de uma elite que usa o clube para benefício próprio. O que a filha do presidente estava fazendo em Barcelona, por exemplo? Por que não levar mais profissionais do futebol, como Bruno Peres e Jubal, ao invés de transformar um jogo importante em uma festa para os parentes e amigos? O que a garota escreveu exprime bem o espírito dessa diretoria, que usa o clube para se divertir, indiferente à paixão e à dor dos verdadeiros santistas.

Quem quiser entrar em contato com o Rachid, o e-mail dele é rachidbrasil@yahoo.com.br

A revanche contra o Barcelona

Em primeiro lugar, estes dois jogos contra o Barcelona jamais deveriam ser marcados. Porém, como foram e como a revanche, no Brasil, terá renda total do Santos, talvez fosse interessante organizar um grande espetáculo nesse jogo de volta. Que o Santos peça emprestado grandes jogadores para esta partida, como os times faziam quando enfrentavam o Santos dos anos 60.

Hoje o melhor futebol está na Europa e o Barcelona o representa muito bem. O Santos e o futebol brasileiro são meros coadjuvantes. Como este Barcelona jamais atuou no Brasil, eu marcaria o jogo para o Maracanã, pediria emprestado alguns jogadores de times do Rio e promoveria um grande espetáculo.

Se com o cancelamento do jogo o Barcelona tivesse de pagar os 4,5 milhões, a conversa seria outra e não valeria a pena fazer a partida, mas como o Santos não ganhará nada se o jogo não for feito, o é ir à luta.

E você, o que acha da manifestação de amanhã e da revanche contra o Barça?


Luis Álvaro quer dissolver o Comitê Gestor. E a fria contra o Barça…

Cansado de fazer o papel de rainha da Inglaterra, que na teoria é a líder, mas na prática não manda em quase nada, Luis Álvaro Ribeiro tem dito que pretende dissolver o Comitê Gestor que governa o Santos e, finalmente, exercer a função de presidente do clube com plenos poderes.

Para que os integrantes do CG sejam demitidos , basta Luis Álvaro levar a proposta ao Conselho Deliberativo do clube e obter dele ao menos metade dos 300 votos, o que não será difícil, pois os conselheiros estão descontentes com a atuação do Comitê.

O próximo passo seria extinguir definitivamente o Comitê Gestor e fazer o Santos voltar ao regime presidencialista. Para isso, Luis Álvaro terá de entrar com um pedido de alteração do estatuto, que será votado em uma assembleia geral 30 dias depois do pedido. Se o pedido obtiver metade dos votos mais um, a alteração será aprovada e o Santos voltará a ser dirigido apenas por um presidente.

Hoje, pelo que se comenta em Santos e no Santos, quem comanda o clube é o trio formado por Pedro Nunes da Conceição, Caio Stéfano e Moita, apelidos de “Vila Rica” por morarem em um condomínio residencial do mesmo nome, na cidade.

Mais uma promessa de campanha esquecida

Particularmente, acho que a ideia do Comitê Gestor não deu certo. Um clube de futebol exige decisões rápidas e dedicação absoluta de seus administradores. Um grupo que, apesar de contar com empresários experientes, como Álvaro de Souza e Eduardo Vassimon, se reunia no máximo duas vezes por semana e no qual seus membros encaravam as atividades no Santos como um bico, não poderia ser eficiente e tornar o clube competitivo. Enquanto Neymar atraiu patrocinadores, mídia e trouxe títulos, ainda deu para maquear os problemas. Depois, eles afloraram.

Porém, o que assusta nessa intenção de Luís Álvaro, é que com a extinção do comitê mais uma promessa de campanha, anunciada como grande modernidade no futebol, será esquecida, ou seja, a decantada gestão corporativa. Ela vai pro mesmo buraco negro para onde se encaminharam o fundo de 40 milhões de reais e a promessa de que o Santos venderia o espetáculo, não os artistas.

Por outro lado não dá para jogar toda a responsabilidade pelas péssimas decisões da direção do Santos apenas nas costas do quase anônimo comitê. Não foi ele quem decidiu a hora de ficar, como negociar e o momento de vender os jogadores. Não foi ele quem decidiu renovar com Muricy Ramalho por um ano e meio, quando era evidente que o técnico não tinha nada a ver com a alma do Santos; não foi ele quem preferiu Bill a Romarinho… Enfim, Luis Álvaro tomou muitas decisões, apesar do comitê, e não foi feliz na maioria delas.

Marcar novas eleições seria ideal

Afastado do clube por um bom tempo devido a graves problemas cardíacos, Luis Álvaro tem sido substituído pelo vice Odilio Rodrigues, e quem tem acompanhado a atuação dos dois considera Odilio mais bem informado, mais tratável, mais produtivo, enquanto Luis Álvaro tem um estilo que pende para a prepotência sem argumentos. Hoje, entre os dois, muitos santistas prefeririam o vice.

Como a extinção do Comitê Gestor gera uma situação nova no Santos, que não foi prevista pela chapa eleita e nem por seus eleitores, não seria mais ético convocar novas eleições presidenciais, dando ao sócio a oportunidade de escolher o melhor caminho para o clube diante dessa nova realidade?

A temeridade desse jogo do Santos com o Barcelona, lá

Com o time ainda em formação, recheado de jogadores inexperientes e muito mal colocado no Campeonato Brasileiro, a última coisa que o Santos deveria fazer é se arriscar em uma partida contra o melhor time do mundo, no campo do adversário e ainda com Neymar do outro lado. Enfrentar o Barcelona dia 2 de agosto é quase uma loucura. E ainda mais se o Santos não receber nada da arrecadação.

A mensagem que o Barcelona passará ao mundo com esse jogo será esta: vejam como somos os melhores da Terra, ainda mais fortes agora que temos Neymar. Somos bem superiores a este Santos, que já teve Pelé, Robinho, Neymar, mas hoje, comparado ao Barcelona, é um time medíocre.

Evitar esse vexame é muito fácil: basta transferir a partida para os feriados de final de ano/começo de 2014. Qualquer um que enxergue um milímetro de futebol percebe neste momento não há a menor possibilidade de o Santos conseguir ao menos um empate. É derrota na certa, com direito a olé.

E pra você, como e por quem o Santos deve ser dirigido?


Milton Teixeira, Neymar, Comitê Gestor, Muricy Ramalho…

Se o santista pode, hoje, falar de boca cheia que o Alvinegro Praiano jamais jogou uma partida sequer na segunda divisão, deve essa façanha a Milton Teixeira, presidente do clube de 1983 a 1987. Ele prometeu a Giulite Coutinho, presidente da CBD, que se permitisse que o Santos participasse da Taça de Ouro – nome do Campeonato Brasileiro em 1983 -, montaria um time para ser campeão.

Giulite acreditou no amigo e Teixeira não decepcionou. o Santos cumpriu um Campeonato Brasileiro estupendo e só não foi campeão porque pegou na final um Flamengo que tinha um bom time, no qual se destacava Zico, e ainda era vergonhosamente ajudado pela arbitragem quando jogava no Maracanã. De qualquer forma, aquele Santos de Serginho Chulapa, artilheiro do campeonato, botou pra quebrar.

O time não foi campeão brasileiro, mas conquistou o Campeonato Paulista no ano seguinte, batendo na última rodada o alvinegro de Itaquera, cuja torcida, iludida pela mídia bajuladora, já contava com o título que lhe daria o tricampeonato. Aquele Santos de Rodolfo Rodrigues, Márcio, Toninho Carlos e Serginho ganhava na bola e no pau. Não tinha pra onde correr. Os adversários sentiam na pele.

Depois, o dinheiro acabou, Milton Teixeira deixou de tirar do próprio bolso para colocar no clube e o Santos viveu uma fase ruim. Porém, sempre fui grato pelo que ele fez pelo Santos em 1983 e 84, época em que girava muito pouco dinheiro no futebol e só mesmo um mecenas conseguiria tornar aquele Santos competitivo. Escrevo sobre ele porque, como já devem saber, ele faleceu ontem, aos 81 anos.

Fundador do Complexo Educacional Santa Cecília, Milton Teixeira escreveu 12 livros e era membro da Academia Santista de Letras. Foi sepultado no Cemitério do Paquetá, em Santos, onde viveu.

Antes que digam que só estou escrevendo sobre a morte do já saudoso presidente porque sou “marcelista”, eu aviso que reverenciar os líderes marcantes que o clube já teve, ao menos na hora de sua morte, é uma obrigação de todos nós, santistas civilizados. Fiquem tranquilos os que estão no poder, porque se o Luis Álvaro morrer antes de mim, também receberá a devida homenagem.

O pênalti que Arnaldo transformou em obstrução

O Santos do presidente Milton Teixeira esteve bem perto de ser campeão brasileiro em 1983. Na decisão do título, depois de vencer no Morumbi por 2 a 1, jogo em que merecia fazer no mínimo mais dois gols, o Alvinegro Praiano saiu perdendo no Maracanã, mas teve um lance claro de pênalti a favor que não só poderia lhe dar o empate, como deveria ter provocado a expulsão do zagueiro Marinho. Porém, o árbitro Arnaldo “A regra é clara” César Coelho, inventou uma obstrução em um lance de escandaloso atropelamento. Veja de novo e tire suas próprias conclusões:

Ainda há quem queira expulsar Neymar do Brasil

Mandaram-me um link de um artigo de um jornalista que tenta convencer a diretoria do Santos que é um bom negócio vender Neymar. Não me lembro de ter lido algo escrito ou falado por este jornalista que tenha sido favorável ou minimamente simpático ao Santos. Sua má vontade com o Glorioso Alvinegro Praiano é incomensurável. Só por aí o que ele diz ou escreve sobre o Santos não deveria ser levado em conta. Depois, como o Luis Álvaro já disse, o Santos não é uma instituição financeira. Se ele já tem um dos três melhores jogadores do mundo, vai vendê-lo pra quê? Papo furadíssimo.

Qual a diferença de um Comitê Gestor e um Freio de Mão?

O freio de mão só precisa de uma pessoa para puxar. Bem, acho que a intenção de se criar o tal comitê foi das melhores. Queriam criar um sistema que impedisse os desmandos de um dirigente lunático. Okay. Mas quem defende a gente da morosidade e da inoperância do comitê gestor?

No futebol as decisões têm de ser rápidas. Na hora das contratações fica claro que o Santos se sente mais perdido do que cachorro caido de mudança. Era para trazer o Martínez, mas o clube pagou mais caro pelo Flaquito, ou melhor Patito. Ao invés do Romarinho, compraram o Bill. Recusaram Riquelme, pelo salário, por não fazer parte do perfil do Santos. Ora, qual é o perfil do Gérson Magrão?

Para o bem do Santos, as decisões do futebol têm de depender de uma ou duas pessoas, e que se falem sempre. Não dá para resolver tudo em uma reunião semanal. Amanhã mesmo o time fará um jogo decisivo contra o Flamengo. Era hora de se criar um plano de emergência para lotar a Vila. Todo time na, ou perto da zona de rebaixamento, está fazendo isso. Mas o Santos, olimpicamente, não faz nada.

Lanterna do segundo turno

Com três derrotas e um empate, o Santos é o último colocado do segundo turno do Brasileiro, empatado em todos os critérios com o humilde Atlético Goianiense. Por muito menos o técnico do Vasco pediu demissão. Enquanto isso, Muricy Ramalho, cuja colher de chá de renovar com o Santos provocou um sorriso de orelha a orelha no presidente santista, comanda o time solenemente para o buraco.

Recebo comentários e mais comentários de quem tenta falar com a direção do Santos, com a ouvidoria do Santos, e não consegue. Às vezes o Alvinegro Praiano parece um navio fantasma. Tentarei conseguir o e-mail do Carlinhos da Padaria e vamos recorrer a ele para mudar de técnico, contratar jogadores, administrar o clube. Aliás, quem sabe o Carlinhos não quer ser presidente do Santos?

E você, o que acha disso?


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