Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Santos perde terceira seguida e volta a correr riscos

Bahia, Sport e, ontem, Fluminense, por 1 a 3. Assim, o time que sonhava com uma vaga na Libertadores cai na real e terá de voltar a lutar contra o rebaixamento. Este é o Santos de Muricy Ramalho, o técnico que insiste com Juan na lateral-esquerda e escala o inútil Bill no ataque. O pior é que se o presidente Luis Álvaro disse que renovou o contrato milionário de Muricy “com um sorriso de orelha a orelha”, então para Laor e o comitê gestor do clube deve estar tudo ótimo.

Com apenas 26 pontos ganhos, dos 69 que disputou neste Brasileiro, o Santos faz uma campanha vergonhosa e está a apenas seis pontos da zona de rebaixamento. Se perder os próximos dois jogos, para São Paulo e Flamengo, deverá entrar para o grupo dos clubes que disputarão a Série B em 2013.

O que dói mais é que o torcedor já tinha percebido bem antes do nosso sapientíssimo treineiro que a escalação de Juan na lateral-esquerda e Bill no comando do ataque não poderiam dar boa coisa. Pois Juan falhou na cobertura dos dois gols iniciais do tricolor carioca, enquanto Bill nem foi visto em campo. Outro que teve uma atuação preocupante foi o goleiro Rafael, que está merecendo um descanso.

Na minha coluna de hoje no jornal Metro de Santos comparo a Neymardependência com a Era Pelé e chego à conclusão, óbvia, de que o Santos da década de 1960 dependia muito menos do Rei do Futebol do que o de hoje depende de Neymar. Inacreditável como a equipe se torna indigente sem o Menino de Ouro.

O criador do Muricybol ainda teve coragem, depois da partida, de reclamar da Seleção Brasileira que lhe tirou Neymar e Arouca. Ora, o Fluminense também não teve Fred e Deco e mesmo assim dominou a partida. Um técnico de mais personalidade admitiria sua incompetência e pediria demissão, antes que seja tarde demais. Porém, a bem da verdade, a responsabilidade não é só do treinador.

Ele não tem culpa se a direção do clube, que não entende bulhufas de futebol, aceitou lhe pagar um salário descabido apenas para promover rachões e dar desculpas esfarrapadas depois das derrotas.

Reveja os gols que jogaram o Santos perto da zona de rebaixamento:

http://youtu.be/8gSPBWp5NeQ

E você, tem algo a dizer sobre mais essa derrota do Santos?


Mais um Campeonato Brasileiro entregão…


Conca, o pequeno maestro do campeão brasileiro de 2010

No ano passado o Corinthians amoleceu para o Flamengo na penúltima rodada e na última foi a vez do Grêmio escalar reservas para o jogo no Maracanã. Como chegaram a estar vencendo, os gremistas quase apanharam de sua torcida quando retornaram a Porto Alegre.

No ano passado o Corinthians fez corpo mole contra o Flamengo, pois se vencesse poderia ajudar o São Paulo a ser campeão. Ontem, em Barueri, o São Paulo deu o troco. Perdeu de 4, como poderia ter perdido de 7 ou 8. Tudo para impedir um título do Corinthians.

Está certo que, por via das dúvidas, o árbitro Heber Roberto Lopes aplicou toda a severidade da lei contra o tricolor paulista. Deu vermelho direto para Xandão, por falta em Fred; e para Richarlyson, por reclamação. Na verdade, nem houve falta de Richarlyson, mas o moço reclamou com tanto estardalhaço que merecia um cartão. Mas vermelho?

Se Carlos Eugênio Simon fosse tão rigoroso em Salvador, teria de ter expulsado Ralf depois de marcar o pênalti. Se há intenção de colocar a mão na bola, o lance pede cartão amarelo, e como o corintiano já tinha, receberia o vermelho.

Se não há intenção, não há cartão e nem pênalti. Por falar em pênalti, Simon deu o duvidoso e fez vistas grossas ao mais claro, que foi cometido pelo goleiro Júlio César ao se atirar nas costas de um atacante do time baiano. Se atirar-se nas costas de um jogador que vai matar a bola, como aconteceu com Ronaldo domingo passado, então o de ontem também foi.

Houve ainda o impedimento não marcado de Jorge Henrique, que poderia ter aberto o marcador; e o impedimento duvidoso de Junior, que acabou fazendo o gol que seria o da vitória do time baiano.

Na soma de erros e acertos, Simon errou mais a favor do Corinthians, mas o alvinegro da capital está tão acostumado a ser favorecido pela arbitragem, que o técnico Tite, que na semana passada jurou não comentar arbitragem, desta vez colocou a culpa do empate no “erro” do árbitro.

Flu pode preparar as faixas

Como se sabe que o Palmeiras colocará o time reserva contra o Fluminense e que na última rodada o tricolor carioca enfrentará o fraco Guarani no Engenhão, as faixas verdes, vermelhas e brancas já podem ser confeccionadas.

O melhor time dos três que lutavam pelo título é o Cruzeiro, mas deu azar de fazer um jogo decisivo com o Corinthians em São Paulo. Dos que poderiam jogar um futebol ainda melhor, dá para citar o Santos, mas a equipe só chegou perto do seu potencial em poucos jogos, como nas vitórias sobre Cruzeiro, Fluminense e, ontem, Goiás.

Aprovo o campeonato de pontos corridos, mas que às vezes ele fica muito estranho nas rodadas finais, ah, isso fica. Times que estão para cair para a Série B lutam como campeões, e outros de força e tradição, mas que já não podem ganhar o título ou se classificar para a Libertadores, jogam como se estivessem sendo rebaixados.

Reveja aquela que deveria ter sido a final antecipada do Campeonato Brasileiro

Você não acha que o Brasileiro já está definido? Ou os reservas do Palmeiras e o fraco Guarani poderão tirar esse título das Laranjeiras?


O destino e Zé Eduardo garantiram essa goleada

Reveja os gols da vitória do Santos sobre o líder do Brasileiro por 3 a 0!

Parece brincadeira, mas só mesmo com contusões é que Marcel e Marquinhos saíram do Santos. E o resultado, que todo santista pedia, foi um time mais rápido, com Alan Patrick e Zé Eduardo, que goleou o Fluminense, líder do campeonato, e mostrou que o Santos poderia, sim, estar mais perto da liderança.

Gostei de todo mundo no Alvinegro, apesar de alguns deslizes do Pará, do Danilo e do Léo, e de Neymar não ter jogado tudo o que sabe.

Como se esperava, ser franco-atirador foi ótimo. O Santos jogou com uma coragem só vista na partida contra o Cruzeiro, e venceu com autoridade, apesar do equilíbrio na maior parte do jogo.

Se Marcelo Martelotte vier, na próxima partida, com Marcel e Marquinhos como titulares de novo, aí tem coisa… Hoje ficou evidente que ambos têm de permanecer no banco de reservas.

O outro titular machucado, Edu Dracena, também foi muito bem substituído pelo zagueiro Vinicius Simon. Gostei.

Zé Eduardo foi o nome do jogo. Pelos três gols e pela multipresença no ataque. O cara cai pra direita, pra esquerda, briga pela bola, leva pontapé, tenta tabelar, perde boas chances, como no primeiro tempo, mas é capaz de gols espetaculares, como os dois primeiros. Com a restrição de elenco que o Santos tem, deixar o Zé Love fora do time é burrice legítima.

Lembro-me que no começo do ano cheguei a sugerir Zé Eduardo como titular, no lugar de André. Depois, fiquei em dúvida se eu estava pensando bem quando escrevi isso. Mas nesta partida contra o Fluminense vi até que ponto Zé Love pode ser decisivo.

Rafael teve uma atuação magnífica. É preciso ser muito bom para não sofrer gols de falta de Marcos Assunção, no sábado, e Conca, hoje. O jovem goleiro do Santos, se continuar assim, deixará o nome na história do Alvinegro.

Durval foi um leão na zaga, dando o bote na hora certa; Arouca e Roberto Brum trouxeram mais segurança ao miolo da defesa e Arouca ainda apoiou bem; Danilo segurou bem as avançadas de Carlinhos na maior parte do jogo; Alan Patrick mostrou personalidade; Neymar não brilhou, mas foi importante; Zé Eduardo viveu noite de Toninho Guerreiro e o técnico Marcelo Martelotte deve ter aprendido que tem de ouvir mais a torcida.

Pene que Felipe Anderson não pôde entrar mais cedo. Quero ver um meio-campo com Arouca, Brum, Alan Patrick e Felipe Anserson, com Neymar e Zé Eduardo na frente.

O Fluminense é um bom time, mas não tem um elenco tão melhor do que o Santos. Sem Fred, machucado, e Deco, eu diria que tem uma defesa até inferior à do Peixe. Hoje o time dependeu muito da velocidade de Rodriguinho, da habilidade e do cérebro de Conca e das investidas de Carlinhos, que só desencantou no segundo tempo. Foi pouco.

Era para estar brigando pelo título

O “se” não existe no futebol, mas as análises e projeções devem existir. Veja, amigo e amiga, que não fossem os pontos bobos perdidos para adversários sem muita expressão, e, mais do que isso, os pontos perdidos para Corinthians e Fluminense, e o Santos estaria na luta direta pelo título.

No primeiro turno, o Santos massacrou o Fluminense na Vila e acabou perdendo por 1 a 0. Deveria ter vencido, o que lhe daria três pontos mais e ao mesmo tempo tiraria três pontos do time carioca.

No último clássico contra o Corinthians, na Vila Belmiro, não fosse o ambiente conturbado pela saída de Dorival Junior e a onda sobre Neymar, e poderia ter vencido o rival (sem contar ailegalidade do terceiro gol corintiano).

Vencesse estes dois jogos e o Santos teria 48 pontos hoje, enquanto Fluminense teria 49 e Corinthians 46. Sem contar que o Santos tem um jogo a menos do que o Fluminense.

Portanto, apesar de tantos resultados inesperados, como as derrotas para Vitória e Ceará, a derrota em cima da hora para o Botafogo e a derrota e o empate para o Palmeiras, o Santos poderia estar brigando cabeça a cabeça pelo título.

Na verdade, ainda está. Basta que embale uma sequência de vitórias. Gostei de ver, ao final da partida, Zé Eduardo dizer que agora o time precisa de uma vitória sobre o Atlético Paranaense, em casa. Espero que Marcelo Martelotte não invente de novo Marcel e Marquinhos. Espero que ele siga a máxima de todo treinador experiente: EM TIME QUE ESTÁ GANHANDO NÃO SE MEXE!

E você, o que achou da goleada sobre o Fluminense? E o que fazer para o sonho do título virar realidade?


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