Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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O que você quer? Copa do Brasil ou Sul-americana?


Campeão até no inferno: Após vencer na Vila (1 a 0), Santos empata com o Rosário Central (0 a 0) e conquista a Conmebol em 1998.

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    O que você quer? Copa do Brasil ou Sul-americana?

    Foram vãos os esforços para se trazer o jogo com o Flamengo para a Vila Belmiro (pelo que sei, nem houve a tentativa de levá-lo para o Allianz Parque, o que poderia convencer o empresário a trazer o jogo para São Paulo). A inversão do mando de campo está consolidada e o Santos terá de fazer um jogo decisivo na luta pelo título brasileiro com maioria de torcida contra. Lamentável.

    E agora falarei de outro assunto lamentável, este proporcionado pela Conmebol, com anuência da CBF: como pode um time ganhar vaga em uma importante competição internacional apenas se for eliminado na competição nacional? É o verdadeiro samba do crioulo doido, no entanto a imprensa não diz nada e segue tudo na maior loucura. Porém, isso deixa o Santos e os santistas em uma sinuca de bico.

    Se vencer o Gama, amanhã, na Vila Belmiro, o Santos terá de prosseguir na Copa do Brasil e ficará fora de mais uma edição da Sul-americana, uma competição tão ou mais importante do que a Copa do Brasil. Porém, caso empate, com gols, será eliminado de uma, mas terá a oportunidade de jogar a outra. Dorival Junior já adiantou que escalará uma equipe de reservas. Então, perguntou a você, leitor e leitora deste blog: você quer que o Santos siga na Copa do Brasil, ou dispute a Sul-americana?

    E para não dizer que não falei do caso Gabriel, que acaba de recusar uma proposta da Juventus, eu só adianto que agora a situação, como ocorreu com Robinho e Neymar, será decidida pelos empresários. Ao Santos restará pouco, a não ser defender os seus direitos com coragem e astúcia. O jogador e seu staff agirão profissionalmente, esqueçam qualquer gratidão romântica. O dinheiro falará mais alto.

    E você, o que acha disso?


    Pobre, desorganizado e violento futebol sul-americano

    O futebol sul-americano nunca foi um exemplo de organização e jogo limpo. Destruída pela II Guerra, a Europa demorou para reencontrar seu caminho e, por um período que se estendeu até o começo da década de 1970, os clubes sul-americanos puderam rivalizar com os europeus. Depois, as diferenças foram se tornando cada vez mais evidentes. O que se viu ontem em La Bombonera, em que torcedores do Boca Juniors aspergiram spray de pimenta nos jogadores do River Plate que voltavam para o segundo tempo, paralisando a partida por duas horas e provocando o eu adiamento, foi retrato da falência de um esporte, de uma confederação e de uma civilização.

    Em qualquer país decente do mundo, do primeiro mundo do futebol, em que regulamentos esportivos e regras de convivência humana são respeitadas, o Boca Juniors deveria perder os pontos, mas a Conmebol é uma entidade política, com dirigentes mais interessados em aproveitar as benesses dos cargos do que criar competições justas e seguras.

    Além do mais, lá, como aqui, o Boca é o time “da massa”, o que dá votos, ao qual tudo é permitido. A Conmebol não terá coragem de aplicar suas próprias regras e o segundo tempo deverá ser jogado amanhã, no campo do Racing. Vergonha para um país e para um continente que gosta de trapaças.

    “Trampas” era como se chamavam essas tramóias dos times da casa para ganhar os jogos na Libertadores. Se ontem, com transmissão para o mundo todo, os jogadores do River foram agredidos impunemente e se a polícia não interferiu para evitar as ameaças e o vandalismo que durou horas, é fácil imaginar o que passavam os visitantes nos jogos da Libertadores nos anos 60 e 70, quando não havia tevê direta e todo o tipo de sujeira era utilizada para trazer a vitória.

    O grande líder Zito me disse que em La Bombonra, com o pretexto de arrumar a fila de jogadores, antes de entrarem em campo, a polícia batia com os cassetetes nas pernas dos santistas, dando uma amostra do que viria. Havia um time, o Estudiantes, que estudava até detalhes íntimos dos adversários para usá-los em campo. Assim, na disputa do Mundial, um jogador da Internazionale que tinha acabado de se separar a mulher, foi chamado de corno o jogo todo, até que perdeu a cabeça.

    Em Montevidéu, o Peñarol tinha um jogador, o atacante Sasía, especializado em jogar terra nos olhos dos goleiros na hora de um escanteio, ou uma cobrança de falta. Fez isso na final do Mundial de 1961, contra o Benfica, e voltou a fazer contra o Santos, na final da Libertadores de 1962. Um dos gols uruguaios na Vila Belmiro foi assim.

    Mas o Santos também não era nada bonzinho. Nesse jogo de 1962 o juiz Carlos Robles quis paralisar a partida por falta de segurança, mas no vestiário um dirigente do Santos encostou um revólver no peito dele e fez com que terminasse o jogo. Na sequência, o Santos empatou em 3 a 3 e deu a volta olímpica como campeão, mas na súmula Robles já tinha escrito que dera sequência à partida para salvar sua vida.

    O que se viu ontem em La Bombonera foi uma imagem que, infelizmente, retrata o pobre, desorganizado e violento futebol sul-americano, em que o time da casa ainda tenta ganhar no grito, com a subserviência das autoridades. Algo próprio dos países sem uma verdadeira democracia, liderados por caudilhos demagogos que usam as crenças e as paixões mais rasteiras do povo a seu favor.

    E o pior é que ao olhar a torcida que fez questão de permanecer no estádio, ameaçando os jogadores do River e atirando garrafas em campo, percebia-se que eram pessoas da classe média argentina, senhores, idosos, que deveriam ter um senso de civilidade um pouco mais desenvolvido.

    Em pensar que nesta mesma semana vimos as semifinais da Liga dos Campeões da Europa, com os times de casa – Bayern e Real Madrid – eliminados diante de suas torcidas, sem que ninguém fosse ferido e não houvesse nenhuma destruição. Infelizmente, não se trata apenas de futebol. Além de uma confederação, eles têm uma civilização melhor.

    O nosso Santos, trapaceando em 1962, na Vila:

    O título, contra tudo e contra todos, em La Bombonera:

    E pra você, por que o futebol sul-americano ficou tão pra trás do europeu?


    O que vale mais: ganhar o título, ou ser realmente o melhor do mundo?

    Serginho Chulapa faz 60 anos
    SERGINHO  X WLADIMIR
    Parabéns grande Serginho Chulapa, pelos 60 aninhos muito bem vididos e comemorados.

    O grande momento do artilheiro Serginho Chulapa no Alvinegro Praiano:

    Meninas de Ouro!
    Nada melhor do que ser campeã do mundo e ainda a melhor equipe do planeta, como as meninas do handebol brasileiro mostraram no Mundial. Para ficar com o título, elas venceram todas as nove partidas que realizaram. Primeira fase (Grupo B): Brasil 36 x 20 Argélia, Brasil 34 x 21 China, Brasil 25 x 23 Sérvia, Brasil 24 x 20 Japão e Brasil 23 x 18 Dinamarca. Oitavas: Brasil 29 x 23 Holanda. Quartas: Brasil 33 x 31 Hungria. Semifinal: Brasil 27 x 21 Dinamarca. Final: Brasil 22 x 20 Sérvia. Não há palavras para descrever a importância desta conquista para o handebol brasileiro. Só de ver esse vídeo que postei no blog confesso que me emocionei. Veja os melhores momentos da decisão, neste domingo, em que o Brasil derrotou a anfitriã Sérvia por 22 a 20, em um momento histórico do esporte nacional:

    O que vale mais: ganhar o título, ou ser realmente o melhor do mundo?

    barcelona
    Cartaz divulgado em Barcelona, Espanha, para anunciar o “Extraordinario Acontecimento Deportivo” que seria o jogo do Santos contra o Barcelona, na noite de 12 de junho de 1963. Repare que o Santos é chamado de “Campeón del Mundo Inter-Clubes”, o que deixa claro que os europeus respeitavam, sim o título conquistado pelo Santos no ano anterior, ao bater o campeão europeu, Benfica, em jogos de ida e volta. Repare, ainda, a imagem de Pelé destacada no quadro. Vivia-se uma época em que o futebol sul-americano, que tinha o Santos de Pelé como o seu maior representante, era superior ao europeu.

    santos campeao do mundo
    Sem Mengálvio, machucado, Lima foi para o meio e Olavo entrou na lateral direita. Com esse time o Santos se tornou o primeiro clube brasileiro a se sagrar campeão do mundo, na noite de 11 de outubro de 1962.

    O que vale mais? Ganhar um título, ou ser realmente o melhor? Digo isso porque agora, com o Mundial da Fifa, tem gente enaltecendo os títulos mundiais reconhecidos pela entidade e tentando desmerecer ou diminuir outros. É o mesmo quadro que antecedeu a unificação dos títulos brasileiros. Espero que não seja preciso fazer um dossiê para resgatar a história.

    Na verdade, a história não é feita de “títulos oficiais”, mas de uma realidade mais abstrata, que se concretiza na força da expressão popular e da cobertura da imprensa. Se um time é visto, admirado e enaltecido como o melhor do mundo, esta é uma conquista real, mesmo que não esteja atrelada a títulos.

    Sabemos que o futebol se organizou como esporte no começo do século XX e que as carências econômicas, aliadas às dificuldades de transporte, impediram o intercâmbio entre os times europeus e sul-americanos, reconhecidamente os que praticavam o futebol mais técnico e avançado do planeta.

    Sabemos ainda que o Uruguai foi bicampeão olímpico em 1924 e 1928, quando ainda não havia Copa do Mundo, e que venceu a primeira Copa, realizada no mesmo Uruguai, em 1930. Como o time-base daquela seleção era o Bella Vista, talvez possamos imaginar que, se houvesse uma competição mundial de clubes, provavelmente o tal Bella Vista, fundado em 1920, hoje pequeno, com um estádio para apenas 8.000 pessoas, se tornasse o campeão.

    Do Brasil, quem sabe o Paulistano, do craque Friedenreich, fosse um rival de respeito, pois o esquadrão do Jardim América fez a primeira viagem de um clube brasileiro à Europa em 1925 e se saiu tão bem que foi chamado pela imprensa francesa de “Os Reis do Futebol”. Mas o elegante clube, desanimado com os rumos insinuados pelo profissionalismo, desistiu do futebol no início da década de 30.

    Na década de 1940, prejudicada pela Grande Guerra e ainda pelas difíceis condições econômicas e de transporte, em que o oceano Atlântico era cruzado prioritariamente por navios, não havia competições criadas para definir um campeão do mundo, mas quem aprecia e respeita a história do futebol sabe que o húngaro Honved e o argentino River Plate eram as melhores equipes do planeta. O Vasco do final dessa década também seria um rival à altura, tanto que foi a base da mágica e infeliz Seleção Brasileira de 1950.

    E nos anos 50 não há como negar que o Real Madrid, do genial argentino Di Stéfano, reforçado pelos húngaros que atuavam no já citado Honved, era o time mais completo, vencedor e festejado do mundo, a ponto de ganhar a Copa dos Campeões da Europa, hoje Liga dos Campeões, por cinco vezes consecutivas.

    E finalmente chegamos aos anos dourados da década de 1960. Dourados para nós, brasileiros, que entre 1958 e 1970, em apenas 12 anos, pudemos comemorar a conquista de três Copas do Mundo em quatro disputadas. Então tínhamos os melhores jogadores – Pelé, Garrincha, Nilton Santos, Didi, Zito, Gylmar… –, estádios invariavelmente lotados para ver os grandes clássicos, entre eles o Maracanã, o maior da Terra, uma crônica esportiva romântica e talentosa, comandada pelos irmãos cariocas Nelson Rodrigues e Mário Filho e, conseqüentemente, também os melhores times.

    A Europa ainda não se recuperara totalmente da Segunda Grande Guerra, quase todos os seus países sofriam agruras econômicas, políticas e sociais, e tudo isso se refletia no futebol. Creio que por um momento, mormente depois da Copa da Suécia, em 1958, até meados dos anos 60, os grandes times sul-americanos seriam maioria em uma lista dos melhores do mundo. Tanto é assim, que a cada ano muitos clubes sul-americanos passaram a excursionar pela Europa, anunciados como grandes atrações.

    Justamente em 1960, por iniciativa da União Européia de Futebol (Uefa) e da Confederação Sul-americana de Futebol (Conmebol), à época dirigida pelo brasileiro José Ramos de Freitas, e com aval da Federação Internacional de Futebol Association (Fifa) – naqueles termos áridos resumida apenas a um escritório na Suíça -, é que se realizou a primeira competição oficial, que se tornaria permanente, com o claro intuito de definir um clube campeã do mundo.

    Essa intenção está na carta que José Ramos de Freitas enviou a Pierre Delaunay, secretária geral da Uefa, em 18 de outubro de 1959, carta esta reproduzida no Dossiê pela Unificação dos Títulos Brasileiros. Dizia Ramos de Freitas: “Según nas conversaciones que tuvimos em Estocolmo, es difícil, sino impossible, la realización de um partido entre lãs selecciones de Europa y América del Sur em vista de las grandes distancias entre nuestros territórios. Pero um partido anual, com revancha, a ser disputado entre las associaciones de uno y outro continente es evidentemente practicable, surgiendo de esos partidos, el Campeón Mundial.”

    Dessas tratativas de José Ramos de Freitas é que se concretizou a ideia da Copa dos Campeões da América, mais tarde rebatizada de Copa Libertadores da América, para que de 1960 em diante o mundo pudesse ter o seu campeão mundial de clubes, a partir de um duelo em melhor de três jogos, entre os campeões dos dois continentes.

    Havia, portanto, o objetivo oficial de se promover esse confronto entre o campeão da Uefa e o campeão da atual Libertadores a fim de se obter o clube campeão do mundo. A Fifa deu o seu apoio, o fato se tornou conhecido e consagrado entre a imprensa e o público, a ponto de proporcionar os maiores públicos que já assistiram a uma decisão de mundial de clubes. Quem viveu aquela época, ou estudou o mínimo sobre a história do futebol, sabe o quanto aquela disputa era importante e consagrada no universo do futebol.

    Hoje, percebo que, como zumbis mal-humorados, os mesmos conceitos ultrapassados que tentavam apagar os títulos brasileiros da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa saíram novamente de suas tumbas: o anacronismo de se analisar o passado com os olhos do presente; a preocupação com a nomenclatura e não com a finalidade da competição; o apego a filigranas jurídicas, como se, de uma hora para outra, muita gente tivesse se transformado em auditores do Superior Tribunal de Justiça Desportiva.

    Chamam de Intercontinental uma competição talvez mais relevante do que esta que temos hoje, pois trazia à América do Sul o campeão da Europa e levava ao velho continente o melhor sul-americano para um duelo épico e jamais igualado. Faltaram os representantes de outros continentes? Sim. Mas fizeram falta? Absolutamente não, pois o melhor futebol do planeta se restringia a europeus e sul-americanos.

    Seria como hoje querer se tirar o mérito do campeão da NBA porque times de outros países não disputam a competição que dá ao vencedor o status de melhor equipe de basquete da Terra. Por outro lado, se é preciso que todos os continentes sejam representados em uma competição para que seu vencedor seja considerado “mundial”, então temos de rever, em primeiro lugar, as primeiras Copas do Mundo, que não tinham seleções de todos os continentes.

    E ao trazermos esse mesmo conceito para o Brasil, teremos de chamar boa parte das edições do Campeonato Paulista de torneios intermunicipais, pois só tinham equipes de São Paulo e Santos, apesar de o Estado de São Paulo comportar centenas de cidades. O mesmo ocorre com o Campeonato Brasileiro, que hoje é disputado por times de sete Estados, menos de um terço dos 23 que a nação possui.

    É óbvio que os campeões de 1960 em diante foram mundiais, pois exprimiam o melhor que havia no mundo do futebol da época. Se vivêssemos ainda naqueles anos dourados, jamais correríamos o risco de ver uma final entre um anfitrião que está em nono lugar no campeonato de Marrocos e o campeão europeu. E é evidente que pelas circunstâncias próprias do futebol, como torcida, arbitragem e motivação, o time africano, que perdeu para o alemão Bayern por 2 a 0, poderá até sair campeão do mundo. Mas alguém acreditará que ele é realmente o melhor do planeta?

    Leio que Joseph Blatter, presidente da Fifa, acaba de reconhecer que estes Mundiais da Clubes da Fifa não estão despertando a atenção do universo do futebol. Se ele ainda não percebeu, eu lhe digo que é porque falta credibilidade, emoção, paixão, rivalidade. Isso existiu quando os campeões da América e da Europa se defrontavam, em duelos de estremecer a Terra.

    Isso de dar uma vaga para o time anfitrião, que quase sempre não tem prestígio ou relevância internacional, acaba e acabará provocando absurdos, como um campeão mundial do Marrocos, do Japão, de Gana, ou coisa que o valha. Por mais respeito que se deva ter a uma equipe, a verdade é que se o Casablanca fosse campeão do mundo, a competição estaria definitivamente desmoralizada.

    Bem, o assunto é longo e tenho outras observações a fazer e mais a acrescentar. Mas vou parando por aqui. Sei que meus companheiros de blog acrescentarão outras visões ao caso em seus preciosos comentários. Estou ansioso por lê-los.

    Quer saber o que o Brasil achou dos “Intercontinentais” de 1962 e 1963? Copie esses links e consulte o arquivo do jornal Folha de São Paulo:
    http://acervo.folha.com.br/fsp/1962/10/12/2/
    http://acervo.folha.com.br/fsp/1963/11/17/

    Você acha que para ser campeão mundial é preciso enfrentar o campeão da Oceania?


    Santos estreará 5 jogadores contra o primeiro campeão brasileiro

    O amigo João Neto me ligou para dizer que o Santos não pode perder essa ótima oportunidade de mostrar Neymar para seus fãs baianos. Ele tem razão. Pesquisa feita por uma agência de comunicação de Salvador mostrou que o Santos é o time de fora da Bahia com mais torcedores em Cajazeiras, o bairro mais populoso da cidade. Tudo bem que Neymar não jogue, mas precisa viajar com o grupo e manter sua popularidade em alta por lá. Aliás, não foi para atrair torcedores que o clube o manteve no Brasil?

    Outro detalhe que também tem a ver com o jogo deste domingo é que Santos e Bahia decidiram três vezes o título brasileiro: em 1959, com vitória do Bahia, que se tornou o primeiro campeão nacional, e em 1961 e 63, com vitórias santistas. Será que não valeria a pena homenagear o Bahia antes do jogo, lembrando esse feito? Até porque é uma partida da rodada que abre o Campeonato Brasileiro de 2012.

    Como nos últimos anos, o Santos começa o Brasileiro com meia força. Mais uma vez fará as primeiras rodadas sem os titulares. Com isso, pelo que já vimos em outros anos, dificilmente terá possibilidades de lutar pelo título. Até porque depois jogará quase metade do campeonato sem Neymar e Ganso, entregues à Seleção Olímpica.

    Diante dessa triste realidade do nosso calendário, não seria mais sensato instituir uma fase final do Brasileiro com jogos eliminatórios? Seria mais justo, pois os melhores times do país – envolvidos com a Libertadores e a Copa do Brasil – acabam sendo punidos pelo mérito. Enquanto são obrigados a jogar o Brasileiro com reservas, os times que estão fora da Libertadores e da Copa do Brasil e não tem jogadores na Seleção, acabam sendo beneficiados e tem maiores possibilidades de lutar pelo título, como tem acontecido nos últimos anos.

    Santos terá cinco estreias

    O técnico Muricy Ramalho decidiu escalar um time reserva contra o primeiro campeão brasileiro, domingo, às 18h30m, em Pituaçu, e promoverá a estréia de cinco recém-contratados: o lateral-direito Rafael Galhardo, os zagueiros David Braz e Ewerton Páscoa, o volante Gérson Magrão e o meia Bernardo.

    Assim, o Santos enfrentará o Bahia com Aranha; Galhardo, Bruno Rodrigo, David Braz e Léo; Ewerton Páscoa, Gerson Magrão, Bernardo e Felipe Anderson; Rentería e Borges.

    O torcedor santista espera que ao menos estes jogadores já tenham treinado juntos, pois é quase certo que se jogarem mal a desculpa será a falta de entrosamento. De qualquer forma, será uma boa oportunidade para sentir quem tem potencial e vontade de jogar no Alvinegro Praiano.

    O Bahia, do técnico Falcão, deverá poupar alguns titulares, mas não terá só reservas. Campeão estadual no domingo passado, o técnico Falcão – que caiu nas graças do torcedor do Bahia a deverá receber o título de cidadão baiano – prevê um jogo difícil, mesmo contra o time B do Santos:

    “Enfrentei o time reserva do Santos quando estava no Internacional e foi um jogo extremamente difícil. Certamente é um time que vem aqui fazer um bom jogo. É um time difícil, com história, com tradição e, independentemente de quem jogar, pelo grupo que tem, vai ser um time duríssimo contra a gente”.

    O que Falcão não sabe é que este time reserva do Santos é uma grande incógnita. É como revólver na mão de macaco: ninguém sabe para aonde vão os tiros. De qualquer forma, creio que não haja outro jeito. Ou você acha que o Santos deveria começar o Brasileiro com seu time titular?

    O amigo João Neto, notável conhecedor da história do Santos, lembra que nos áureos tempos do clube o time só jogava com titulares – e por isso ganhava um título após o outro. Hoje, porém, os jogadores correm mais e o desgaste é maior. Por outro lado, será que o que cansa mais é jogar futebol ou ficar acordado até tarde participando de festas comemorativas?

    Placar e Lance não respeitam a história oficial do futebol brasileiro

    Comentaristas deste blog me informam que a revista Placar e o jornal Lance estão saindo com edições especiais do Brasileiro nas quais não levam em conta os campeões brasileiros anteriores a 1971, desrespeitando a decisão da CBF, homologada também pela Conmebol e pela Fifa. O que eu posso dizer?

    Não leiam quem desrespeita a história do futebol brasileiro, não gastem mais um tostão com publicações tendenciosas que servem a objetivos desconhecidos, menos à causa do jornalismo.

    Não entendo como podem ser tão presunçosos a ponto de tentar insistir em uma mentira que já foi desmascarada. Insurgir-se contra a determinação da CBF é desrespeitar não só a entidade maior do futebol brasileiro, como os clubes campeões e suas imensas comunidades, quais sejam as de Bahia, Botafogo, Cruzeiro, Fluminense, Palmeiras e Santos.

    E acima de tudo estão sendo incoerentes, pois se consideram oficial o precário título mundial do Corinthians só porque a Fifa assim o quer, por que se insurgem contra 11 anos de competições nacionais exaustivamente comprovadas e chanceladas pela CBD e a CBF?

    A propósito, um bom trabalho sobre o Campeonato Brasileiro pode ser lido na Wikipédia. Lá o pessoal vai fundo nas pesquisas e realmente traz a verdade dos fatos. Recomendo a leitura:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Campeonato_Brasileiro_de_Futebol

    Para quem se esqueceu, vale a pena lembrar:

    Vem aí o Dia do Dossiê! Fique atento e compre com grande desconto!

    Conversei ontem com o Vítor e decidimos que na próxima terça-feira faremos uma grande promoção de Dossiês aqui. Mais um Campeonato Brasileiro está começando e percebemos que a luta pela divulgação da verdadeira história dos campeões nacionais não pode esmorecer. Os mesmos de sempre continuam remando contra.

    Assim, o livro que unificou os títulos brasileiros a partir de 1959, que neste blog está sendo oferecido por R$ 60,00, na próxima terça-feira, dia 22, – mas apenas nesse dia –, será vendido pela metade do preço. Então, se deu vontade de comprar o Dossiê, espere até terça-feira e faça uma grande economia. Depois, divulgue os conhecimentos do Dossiê entre seus amigos e corrija os jornalistas de sua cidade que não conhecem a verdadeira história dos campeões brasileiros.

    Veja como o Bahia se tornou o primeiro campeão brasileiro:

    Você concorda que o Santos jogue com reservas contra o Bahia?


    Conmebol, acabe com essa violência. Já!

    Uma das armas mais eficientes do Bolívar:

    http://youtu.be/_FXOy4Tsazc

    Veja por outro ângulo. Note que o gandula entra em campo e tira as laranjas:

    http://youtu.be/wTV-uEhmtbs

    Já tomou uma laranjada atirada a 40 metros de distância? É como uma pedrada. Não é à toa que inchou os lábios de Neymar. Em campo, o Bolívar se fartou de cometer faltas. No final, ainda ganhou o jogo. Que mensagem este evento de ontem deixou? Que jogar sujo dá resultado. Portanto, que a Conmebol arrume outro lugar pra enfiar aquela faixa pedindo fair play que ela exibiu no começo do jogo.

    Amigos e amigas, nem comentarei o jogo de ontem. Como analisar o desempenho de um time que viveu o tempo todo acuado pelo fantasma da altitude? Dores de cabeça, pernas bambas, o ar que pode faltar a qualquer momento, interrompendo um pique, um salto, interferindo nos reflexos…

    Não, seria injusto fazer uma análise técnica de uma partida disputada em condições clínicas tão desiguais. Um time voava em campo (há exame anti-doping na Libertadores?), enquanto o outro se arrastava, unicamente tentando sobreviver. Por essas circunstâncias, eu diria que, dos males, ao Santos coube o menor. Uma derrota por 2 a 1 poderá ser revertida no Brasil, com sobras. E será justo que assim ocorra, pois o time que apela não merece ser premiado.

    Porém, falarei de outra questão, muito mais relevante do que o jogo. Falarei do comportamento animalesco – e impune – da torcida do Bolívar. Até quando, amigos e amigos, amantes do futebol, os estádios da Conmebol serão campos de batalha? De que adianta aquela faixa hipócrita estendida pelos organizadores antes do jogo, pedindo fair play, se a bola rola e são cometidas toda sorte de violências e grosserias contra os visitantes, sem que o time da casa seja punido?

    A cena de Neymar caído e protegido pelos escudos dos policiais, enquanto objetos choviam ao seu redor, é patética. Se presidente da Conmebol, eu interditaria o estádio de La Paz por todo o sempre. Além dos males da altura, por que o Santos, atual campeão da Libertadores, que levou com ele o grande ídolo das Américas, deveria ser obrigado a passar por tal agressão?

    Nunca a expressão “pérolas aos porcos” soou de forma tão ajustada. Se não for obrigado, que time estrangeiro quererá jogar em ambiente tão hostil, enfrentando a ira gratuita de uma torcida selvagem, como a boliviana?

    Que imagem a Bolívia quer passar para o mundo? A de um país de animais, de seres sem o menor nível de civilização? Ora, não dá mais para aceitar determinadas atitudes. É preciso punir com rigor essas agressões, a exemplo do que se fez na Europa.

    Insultos assim ferem ainda mais o santista, acostumado a ganhar na bola, sem a ajuda dos bastidores. Santista que no Campeonato Brasileiro de 2004 viu seu time perder dois mandos de campo porque uma câmera flagrou um copo d’água sendo atirado ao gramado. E hoje se dá por feliz por sair vivo de um jogo da Libertadores em que a torcida só faltou invadir o campo para trucidar os brasileiros. Que piada!

    Ontem um objeto – prontamente escondido pelo gandula – atingiu a boca de Neymar, inchando seus lábios. E o que aconteceu? Nada. Parece mentira dizer isso em pleno século XX!, mas nada aconteceu e nada acontecerá. A polícia não descobriu e nem descobrirá o agressor. Fica a dúvida que o mundo quer saber: há polícia na Bolívia? Ou aqueles militares estão ali para defender o direitos dos animais de agredir? Até quando a Conmebol será tão politicamente inerte com relação a esses vândalos?

    E, vejam vocês, o site da Conmebol, ao falar do jogo, evita qualquer menção à barbárie da torcida boliviana. Por aí se vê que a entidade continuará de braços cruzados diante do jogo sujo e da total incivilidade que se vê na maioria dos campos da Copa Libertadores.

    Há uma cláusula do regulamento da Libertadores que permite punir o time mandante com a perda dos pontos. Por que ela não é aplicada? Medo do quê?

    Alô senhor Nicolas Leoz, eterno caudilho da Conmebol; alô José Maria Marin, presidente da CBF… Vão fazer alguma coisa, ou esperarão até que algum jogador visitante morra em campo?

    Veja que cinismo na matéria sobre o jogo no site da Conmebol:

    http://www.conmebol.com//copasantanderlibertadores/Bolivar-pudo-con-Santos-y-espera-2-1-20120426-0002.html#Comentarios

    E para você, o que deve ser feito para acabar com a selvageria na Libertadores?


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