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Contagem de votos na eleição do Conselho Deliberativo do Santos

Funcionários, ou pessoas com vínculo profissional com o Santos, não poderiam ter votado na eleição para a mesa do Conselho Deliberativo, ontem, mas tudo indica que foram elas que decidiram a eleição a favor de Marcelo Teixeira.

Apenas dois votos deram a Teixeira a presidência do Conselho Deliberativo do Santos. Ele teve 137 votos no total, contra 135 de Otávio Adegas, mas há suspeitas de que votos irregulares, como o do ex-jogador Léo, é que deram a vitória ao dirigente que apoiou Modesto Roma na eleição presidencial.

Após a contagem das quatro urnas, Teixeira foi anunciado como o novo presidente do Conselho Deliberativo, mas imediatamente alguns conselheiros tentaram tomar a palavra para denunciar o que, para eles, era uma irregularidade. Além dos funcionários Léo e Marcus Vinicius, suspeitava-se que o ex-jogador Clodoaldo também tivesse votado a favor de Teixeira. Houve tumulto e a conselheira Luciana Martins, advogada, foi ofendida e impedida de falar.

“Fui xingada, ofendida e empurrada por duas senhoras que ali estavam e nem conselheiras eram”, disse Luciana.

Se for comprovado que ao menos dois votos para Teixeira partiram de funcionários do clube, o vencedor será Otávio Adegas, pois, em caso de empate, o estatuto diz que o candidato mais velho deve ser favorecido.

O Conselho recebeu um número inédito de conselheiros para o pleito de ontem. A maior parte dos conselheiros efetivos, ou vitalícios, mesmo aqueles que dificilmente comparecem às sessões do órgão, foram instados a prestigiar o ex-presidente Marcelo Teixeira. O equilíbrio da contagem foi visto como um fator positivo pelas lideranças das chapas de oposição à oligarquia Teixeira/Roma:

“A maioria desses conselheiros vitalícios não voltarão para as assembleias comuns, o que nos dará a maioria nas votações do dia a dia”, disse um dos eleitos pela chapa de Andrés Rueda, ontem unida aos votos dos eleitos pela chapa Somos todos Santos.

Novidades deverão ser anunciadas nesta terça-feira. Não se pode dizer, ainda, que a eleição de Marcelo Teixeira é definitiva, pois a possibilidade de anulação existe. Para Luciana Martins, “juridicamente temos condições de impugnar essa votação”.

Composto, agora, por muitos conselheiros jovens e determinados, o Conselho Deliberativo do Santos não deverá aceitar passivamente todas as ações do órgão, principalmente as consideradas suspeitas. Se na última gestão o Conselho já foi um pouco mais combativo do que antes, na atual deverá ser muito mais. Isso será importante para promover a transparência prometida na campanha eleitoral.

E você, o que acha disso?