Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: Contratações do Santos

Contratar para a reserva?

Assisti aos melhores momentos da vitória do Palmeiras sobre o São Paulo e percebi a renovação da equipe de Parque Antartica. Corrijam-me se estiver errado, pois não costumo acompanhar esses times, mas creio que Michel Bastos, Guerra, Keno, Borja, além de Tchê Tchê são jogadores contratados recentemente e já são titulares ou ao menos estão sendo lançados regularmente na equipe. Por outro lado, no Santos, que neste domingo enfrenta o São Bernardo, às 18h30, não vemos nenhum dos novos contratados como titular ou próximo de conseguir essa condição. Por que?

Alguns dirão que é porque a panelinha não deixa os contratados se estabelecerem. Não posso entrar nessa viagem. Creio que se o jogador está mostrando qualidades nos treinamentos e nas poucas vezes em que pode jogar, não seria inteligente deixá-lo fora do time. Que técnico não gostaria de montar a melhor equipe possível?

Então, a conclusão mais plausível é a de que o clube dessa vez contratou mal. Digo dessa vez porque acho que no início dessa gestão as contratações foram boas e baratas. Lucas Lima, Ricardo Oliveira, Renato, Vitor Bueno deram padrão ao time e o tornaram um dos melhores do País. Agora, entretanto, em que havia dinheiro em caixa para negócios mais ousados, o departamento de futebol santista, ao menos pelo que se pode ver até agora, não foi nada bem.

A não ser o baixinho Vladimir Hernandez, não há nenhum contratado que parece ter alguma intimidade com a bola. Tanto o zagueiro Cleber, como o volante Leandro Donizete e os atacantes Bruno Henrique e Kayke não demonstraram nenhuma facilidade para jogar. Quanto ao lateral Matheus Ribeiro, o pobre ainda nem teve uma chance real de jogar.
Uma pena que dessa vez a direção de futebol do Santos, que tinha ido tão bem em 2015, tenha contratado tão mal para a temporada 2017.

Continuaremos torcendo para o sucesso desses rapazes, mas até agora o sentimento de muitos santistas é o de desânimo. Ao ver Tchê Tchê e Keno no Palmeiras fiquei com uma certa dorzinha de cotovelo. Ambos não tinham passes caros e cairiam muito bem no Santos. Porém, como sempre, torcerei para queimar a língua.

E você, o que acha disso?

E não se esqueça: terça-feira estou esperando você lá:
Convite - Lições de jornalismo

Pelé dormindo com os livros Time dos Sonhos

Liquidação Total dos livros em 60 dias de aniversário!

Como prometi, este blog comemorará o aniversário de 105 anos do nosso amado Santos Futebol Clube nos meses de março e abril. E nessa comemoração, para tornar a rica história santista mais acessível a todos, reduzi ainda mais os preços dos livros oferecidos na livraria do blog e ainda mantive o frete grátis e a dedicatória, claro.

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Kayke parece bom de bola


Kayke: tomara que essa contratação seja confirmada. Ao menos este vídeo mostra que o rapaz é versátil e sabe fazer gols.


Quase que o tal de Wesley Bolinha elimina o Santos da Copa São Paulo, mas o time reagiu e passou para a próxima fase.

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Sei que às vezes é frustrante querer comprar um livro aqui no blog e perceber que com a taxa do frete o dinheiro não dá.

Bem, acho que resolvi isso. Reduzi o preço e incluí o frete em todos esses cinco livros anunciados abaixo.

E para todos eles eu farei uma dedicatória exclusiva, com carinho e gratidão, claro, pois sem leitores não há livros, nem cultura.

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Sem coerência não dá

Os torcedores santistas estão loucos com o presidente Modesto Roma porque ele já anunciou mais de uma dezena de jogadores que acabou não contratando. O tempo para montar o time para a Copa Libertadores da América vai passando e ainda há várias posições em aberto. Se o técnico Dorival Junior já chora quando as condições são favoráveis, imagine agora em que terá de armar um exército brancaleone para a competição mais importante do continente.

Na verdade, sem dinheiro em caixa, não há mesmo muito a se fazer. Mas não entendemos a estratégia suicida do presidente, que parece aquele garoto deslumbrado que primeiro anuncia que vai conquistar uma menina bonita e depois fica chupando o dedo enquanto um colega vai lá e fica com a gatinha. Se uma frustração dessas já dói, quanto mais uma dúzia…

A impressão é a de que estão fazendo bullying com o Santos, ou com o presidente Modesto. O estilão do comandante alvinegro é aquele mesmo dos 60, em que o próprio presidente viaja e vai fechar o negócio, como se o clube não tivesse nenhum especialista em futebol, ou como se o presidente não confiasse neles. Porém, diante de tantos fracassos, o santista pergunta: dá para confiar no presidente?

Eu sou suspeito para falar porque, infelizmente, desde o início essa gestão não me passou a mínima confiança. Como jornalista, sempre gostei muito mais de elogiar do que de criticar. Porém, estamos no Brasil, escrevo sobre futebol, sobre o Santos, e é natural ter mais motivos para críticas do que elogios. De qualquer forma, gosto de sugerir caminhos corretos e foi isso que fiz logo na minha primeira assembleia no Conselho Deliberativo.

Comparei as semifinais da Copa do Brasil de 2014. O Santos preferiu enfrentar o Cruzeiro na Vila Belmiro, enquanto o Atlético Mineiro jogou contra o Flamengo no Mineirão. Pois bem: o Santos empatou em 3 a 3 e foi eliminado em uma partida com apenas 11.952 pagantes e renda de R$ 444.760,00. Enquanto isso, no Mineirão, o Atlético se classificou ao golear o rubro-negro por 4 a 1 diante de 41.325 pagantes e renda de R$ 4.615.660,00. Ou seja: a diferença da renda de um e de ouro foi de quatro milhões e duzentos mil reais as favor do alvinegro de Minas!

Enfatizei, no meu breve discurso – já que não podemos falar mais de três minutos no CD –, a importância de a direção do clube definir onde o time deve jogar, e não passar essa decisão aos jogadores. Lembrei que a responsabilidade pela sustentabilidade financeira do Santos é de sua presidência e de sua diretoria. Pois apenas me olharam com cara de paisagem e, apesar dos aplausos de alguns, nada mudou. Os planos já estavam traçados.

O Santos passou dois anos perdendo dinheiro nas arrecadações, na captação de sócios e em marketing e merchandising porque se recusou a seguir o seu destino universal traçado há tantos anos por um dirigente visionário como Athié Jorge Cury. Hoje, às portas de uma competição tão importante, como a Libertadores, o presidente sai, de chapéu na mão, buscando pechinchas e negócios de ocasião, para montar um grande time.

Não considero Barcos nenhum gênio da grande área, mas é vergonhoso o clube não contratá-lo por não ter um milhão de reais, menos do que ganharia em apenas um único jogo importante, bem promovido, no Pacaembu ou no Morumbi, onde já bateu tantos recordes de público.

A folha de pagamentos do clube duplicou, mas na hora de reforçar o time para a Libertadores, não há dinheiro. O que se pode falar mais sobre isso, além das duras críticas que já se lê na mídia social? O santista está revoltado, e com razão. Meia dúzia de pessoas estão mandando no Santos a seu bel prazer, indiferentes à opinião da maioria.

Esses Meninos não têm culpa

Na Copinha, a equipe sub-20 merecia ganhar, mas empatou com o Rio Branco, do Acre. Isso foi o bastante para choverem críticas aos Meninos. É evidente que o Santos deveria ter um time bem mais forte nessa idade que antecede o profissionalismo, mas por que isso não está acontecendo?

Se houvesse uma peneira do Santos em Rio Branco para selecionar garotos do Acre para treinar no CT Meninos da Vila, garanto que todos os melhores infanto-juvenis da cidade estariam presentes. Muitos dos garotos bons de bola do Brasil sonham jogar no mesmo time que revelou Pelé, Robinho, Neymar e tantos outros. Basta descobri-los e trazê-los.

Com olheiros espalhados pelo País e critérios sérios e imparciais para a escolha dos garotos, é impossível o Santos não ter um time sub-20 excelente, até porque ele é o resultado de todas divisões de menor idade que já vêm treinando no clube há alguns anos.

Bem, nesse segundo jogo já deu para perceber algumas individualidades se sobressaírem. Torço muito por esses garotos porque, além de defenderem o Santos, sei o que o sucesso no futebol poderá ajudá-los em suas vidas e nas vidas de seus familiares.

E você, o que acha disso?


Blog quer entrevista exclusiva com um dirigente do Santos

Este blog tinha prometido a alguns leitores que, como é tradicional ao final das temproadas, faria uma enquete nesses dias para saber do santista quem ele quer que continue, ou saia do Santos. Porém, pelas notícias que temos, o clube está sem dinheiro para contratações, o que obriga o torcedor a ser menos exigente: será que valeria a pena mandar embora o Miralles e ter no seu lugar o Roger, da Ponte Preta?

Por isso, não dá simplesmente para fazermos uma lista de dispensa sem saber das reais possibilidades financeiras do Santos, que, ou consegue patrocinadores suficientes para pagar o astro Neymar, ou terá de usar boa parte de seus recursos para isso, comprometendo as contratações.

É necessário ouvir alguém da diretoria

Desde ontem iniciei os contatos para obter uma entrevista com um membro importante do comando do Santos. Creio que não haverá problema, pois imagino que a direção do clube saberá respeitar a vontade e o interesse dos mais de 40 mil santistas que frequentam este blog.

Sem sabermos quais as reais possibilidades, ou conhecermos a estratégia do clube na área das contratações e reforço de elenco, tudo o que dissermos ou sugerirmos aqui poderá ser em vão.

Minha ideia é a de que logo que a entrevista seja marcada, os leitores do blog sejam consultados sobre as perguntas que deverão ser feitas ao dirigente santista. Seria uma forma de darmos voz ao torcedor. Também tenho as minhas questões, claro, mas gostaria de transformar essa entrevista em uma forma livre e direta de participação do santista nos destinos do clube.

Tudo, evidentemente, com o respeito que as pessoas que dirigem o clube merecem. Não podemos julgar o que não entendemos. Por isso, antes de mais nada, ouçamos o que eles têm a dizer.

Você não acha que está na hora de ouvir alguém da direção do clube?


A responsabilidade de Muricy. E a enquete sobre o elenco do Santos

Na coluna de hoje do jornal Metro de Santos falo das lições que Muricy Ramalho poderia ter aprendido com a goleada sofrida para o Barcelona. Mas parece que o professor não prestou atenção à aula.

O leitor e pesquisador Marcelo Fernandes, de Luxemburgo, lembra que depois de perder de 4 a 0 para o Ajax, o Bayer de Munique, do lendário Franz Beckenbauer, ficou tão chocado que fez um pacto de nunca mais passar por tamanho vexame e acabou se tornando campeão da Europa em seguida. Essa é a atitude que os santistas esperavam de Muricy e dos jogadores do Santos.

No tênis, costuma-se dizer que se aprende mais nas derrotas do que nas vitórias. Sim, mas para isso é preciso ter humildade e sabedoria – qualidades que Muricy não demonstrou.

Depois de um semestre para preparar o time, de poder não só armar o Santos, mas estudar profundamente o adversário, não dá para o técnico desembarcar de volta ao Brasil dizendo que nada podia ser feito e que não aprendeu nada com a derrota.

Na verdade, Muricy deu a resposta errada. Pois se nada mais podia ser feito e se a derrota não deixou lições, logicamente só restou ao santista torcer para o time nunca mais enfrentar o Barcelona, o que vai contra toda a lendária coragem do Alvinegro Praiano, que jamais se negou a um combate.

Deixo claro, porém, que não quero que o Santos mude o técnico. Só gostaria que Muricy mudasse. Que abrisse a cabeça, revisse seus conceitos, aprendesse que o Barcelona oferece ao mundo uma nova concepção do futebol que pode e deve ser praticada pelo Santos, pois é vitoriosa.

Prossegue a enquete: quem deve sair e quem deve permanecer no Santos?

Esta enquete não é uma caça às bruxas, mas um balanço obrigatório que toda empresa faz ao final do ano. Se você acha que não se deve mexer em nada, diga. Aqui não se tem rodeios e nem qualquer pudor em analisar o desempenho dos jogadores. Sim, porque eles passam e o Santos fica.

A enquete continua. Este blog quer ouvir o maior número possível de santistas. Não darei minha opinião agora, para não influenciar ninguém, mas gostaria de saber como você – que representa a opinião abalizada de todos os santistas – analisa os jogadores do Santos. Analise com calma e diga quem você acha que merece continuar no time em 2012 e quem não deve mais jogar no Alvinegro Praiano.

No ano passado fizemos enquete semelhante e o resultado foi que alguns jogadores, como Marcel, Roberto Brum e Marquinhos, não deveriam mais permanecer na Vila Belmiro. Isso talvez não tenha sido decisivo, mas influenciou, sim, para que os três fossem dispensados. Hoje podemos perguntar: Fizeram falta? Creio não haver qualquer dúvida de que não fizeram a mínima falta e a decisão de desfazer-se deles foi eficaz, pois enriqueceu o elenco e reduziu a folha de pagamentos.

Chegamos ao final de 2011 e esta consulta aos santistas qualificados deste blog se faz necessária. Creio que quem está de fora, analisando apenas a performance dos jogadores, sem qualquer vínculo ou contato pessoal com eles, tem um distanciamento ideal para uma análise fria e técnica de seus desempenhos.

Peço que separe os jogadores em três grupos: 1 – Quem deve ficar; 3 – Quem merece ser melhor observado; 3 – Quem deve ser dispensado. Peço também que explique suas opiniões.

Vale, também, uma análise do técnico Muricy Ramalho. Deve ser o técnico do Santos em 2012? E a diretoria de futebol? Tem trabalhado bem? Tem contratado bons jogadores a um bom preço?

A opinião coletiva dificilmente falha

A opinião coletiva é mais eficiente do que a decisão individual de um ou outro diretor de futebol. O santista que freqüenta este blog entende de futebol e tem opiniões pertinentes, bem fundamentadas. Se a maioria quer uma coisa, creio que essa decisão deva ser respeitada.

Afinal de contas, um time de futebol existe para alegrar o torcedor e não aos seus dirigentes, que são eleitos ou escolhidos apenas para representar esse torcedor. Mais do que qualquer tendência política, estou certo de que o verdadeiro santista quer o sucesso do clube, quer ver um time vencedor, de futebol bonito e ofensivo, como está na vocação do Santos.

Por mais que um ou outro dirigente, menos familiarizado com o processo democrático, entenda qualquer crítica como uma punhalada nas costas, reputo essa enquete como um serviço ao clube – pois reflete a opinião do torcedor e contribui para que se tenha um time mais eficaz e, talvez, menos caro em 2012.

Sonhos mais que possíveis

O Natal se aproxima e lembro que o blog está com uma promoção que dá como brinde o livro “Sonhos mais que possíveis” a quem adquirir o Dossiê da Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959.

Este livro, escrito por mim, impresso pela Editora Planeta e distribuido para todo o Brasil pela Avon, traz 60 histórias reais de superação de atletas olímpicos. Quem lê, gosta muito.

Costumo dizer que quem lê “Sonhos mais que possíveis” deixa de ter motivos para se queixar da vida. Pois o que alguns atletas já fizeram para vencer no competitíssimo esporte olímpico é inacreditável.

Gosto de todas as histórias do livro – entre elas, de alguns atletas brasileiros. Mas uma das que mais me atrai é a do atirador húngaro Karoly Takacs, que viveu a melhor fase de sua carreira depois de perder o braço direito (e ele era destro!). Reproduzo a história abaixo e espero que os indecisos se decidam pela compra do Dossiê. Isso é muito importante para a difusão do conhecimento.

As entregas estão sendo feitas em no máximo dois dias e, apesar da correria do Natal, os Correios têm funcionado perfeitamente. A compra é segura e você terá uma leitura edificante nas folgas de fim de ano.

Karoly perdeu um braço. Mas só um

Aos 28 anos, o sargento do exército húngaro Karoly Takacs perdeu o braço direito na explosão de uma granada. O acidente parecia dar um fim à sua carreira de atirador. Mas Karoly não desistiu. Afinal, ele ainda tinha a mão esquerda…

Uma granada defeituosa parecia ter acabado com a carreira do sargento Karoly Takacs, 28 anos, vitorioso integrante da equipe húngara de tiro. Destro, Takacs perdeu justamente a mão direita, com a qual, após anos de treinamento, havia conseguido grandes vitórias no tiro com pistola. Porém, ainda havia a mão esquerda e, pacientemente, Takacs passou a treinar com ela.

O acidente aconteceu em 1938. Como a Segunda Guerra impediu a realização das Olimpíadas de 1940 e 44, a competição só voltou em 1948, quando Takacs já tinha 38 anos. Mesmo assim, ele se classificou para representar a Hungria na modalidade pistola de tiro rápido.

Ao encontrá-lo na vila olímpica, em Londres, o campeão e recordista mundial Carlos Valiente, da Argentina, cumprimentou-o com a frase: “É uma honra pra nós, atiradores olímpicos, ter você aqui para nos ver competir”. Takacs respondeu, educadamente: “Desculpe-me, mas não vim para assistir. Vim pra competir”.

No dia 4 de agosto, os 59 melhores atiradores do mundo em pistola de tiro rápido lutaram pelas medalhas. Carlos Valiente marcou 571 pontos, o que seria um recorde mundial não fosse a atuação espantosa de Takacs, que alcançou 580 pontos e garantiu o recorde e a medalha de ouro.

Quatro anos depois, em Helsinque, o húngaro repetiu a proeza, e com 579 pontos tornou-se o primeiro bicampeão olímpico na pistola de tiro rápido. A segunda colocação, um ponto atrás, ficou com o compatriota Szilard Kun (o argentino Valiente terminou em quatro).

Aos 46 anos, Karoly Takacs participou de sua terceira olimpíada, em Melbourne, e ficou em oitavo. Sua obstinação e espírito esportivo lhe deram o título de “herói olímpico”, concedido pelo Comitê Olímpico Internacional.

Quando lhe perguntavam o que achava da descrença de seus adversários, que não acreditavam que pudesse competir com a mão esquerda, ele respondia: “Não os culpo. Eles pensavam que eu tinha apenas dois braços. Mas tinha mais um, na cabeça”.

O dedo aperta o gatilho, mas é o cérebro que dirige a bala.

Bem, já falei demais. Agora quero saber quem você acha que deve permanecer no Santos e quem não deve fazer parte do time em 2012. A palavra é sua.


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