Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Dia de luta. Dia de fé

Aos jogadores do Santos que entrarão amanhã no jogo da maior rivalidade alvinegra do futebol, eu só digo o seguinte: querem que seus passes valorizem 100, 200, 300 por cento da noite para o dia? Querem ser comentados a semana inteira pela imprensa da Capital? Querem ser elogiados, indicados para a Seleção Brasileira, chamados de craques? Pois corram, lutem, caprichem nos passes e nos chutes e ganhem o jogo. Esqueçam a arbitragem, esqueçam a torcida. Apenas joguem futebol. E ganhem o jogo.

E você, o que acha do grande jogo de hoje?


E eles ganharam uma…

Pênalti contra no finzinho do jogo e jogador santista expulso; pressão da arbitragem, enchendo os jogadores santistas de ameaças e cartões; torcida contrária até do narrador e do comentarista da tevê – tudo isso fez o torcedor do Santos se lembrar de outras partidas, nas mesmas circunstâncias, diante do alvinegro paulistano. Porém, nesse domingo, em que pese esses favorecimentos, o oponente buscou mais o gol e, no todo, jogou melhor.

Depois de ter enfrentado o rival por quatro vezes este ano e sair invicto, com três vitórias e um empate, era de se esperar que o Santos passasse por muitas dificuldades nesse domingo. Seria humilhante para o rival sair novamente de campo com um resultado negativo contra o Alvinegro Praiano. Ainda mais diante dos mais de 41 mil pagantes que lotaram o Itaquerão.

Motivado, o alvinegro de Itaquera marcou o campo todo e dominou o primeiro tempo. Mesmo assim, o Santos melhorou na segunda etapa e equilibrava o jogo quando, a sete minutos para o final, o árbitro caseiro Flávio Rodrigues Guerra não viu o lance, mas seguiu o bandeirinha e marcou pênalti de Zeca sobre Wagner Love, em jogada na qual o atacante corintiano levou a bola com a mão. Em seguida, Guerra ainda se equivocou e expulsou David Braz, que nem participou da jogada. Isso não seria um erro de direito? Para completar, instantes depois, Thiago Maia escorregou no gramado-armadilha do Itaquerão e a bola sobrou, livre, para o adversário ampliar.

O goleiro Vanderlei merece destaque por algumas grandes defesas. Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Gabriel foram marcados em cima e desta vez não puderam decidir a partida. Marquinhos Gabriel sofreu um rodízio de faltas e ainda levou amarelo por reclamação. O técnico Dorival Junior armou o time como tem feito, mas mexeu mal na equipe ao tirar Gabriel e colocar Neto Berola, que recebeu cartão amarelo sob alegação de ter cavado um pênalti. De qualquer forma, ainda há muito campeonato pela frente. Vida que segue.

Corinthians 2 x 0 Santos
20/09/2015, 11 horas, Itaquerão
Público pagante: 41.748 pessoas. Renda: R$ 2.649.100,00.
Corinthians: Cássio; Fagner, Felipe, Gil e Yago; Ralf; Jadson, Elias (Cristian), Renato Augusto e Malcom (Lucca); Vagner Love (Danilo). Técnico: Tite.
Santos: Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Thiago Maia, Renato, Lucas Lima e Marquinhos Gabriel (Leandro); Gabriel (Neto Berolo) e Ricardo Oliveira (Paulo Ricardo). Técnico: Dorival Júnior.
Gols: Jadson, aos 40 e aos 43 minutos do segundo tempo.
Arbitragem: Flávio Rodrigues Guerra, auxiliado por Rodrigo Pablo Zanardo e Alex Ang Ribeiro.
Cartões amarelos: Ricardo Oliveira, Marquinhos Gabriel, Neto Berola e Werley (Santos) Elias e Felipe (Corinthians).
Cartões vermelhos: Werley e David Braz (Santos).

E você, o que achou do Santos no clássico alvinegro?


Sportv: quero assistir dez vezes Coritiba 2 x 0 Flamengo

O Sportv, como filhote da Rede Globo, segue a mesma política de lavagem cerebral de sua mentora. Um dos pilares dessa política é transmitir, até a exaustão, os jogos e os reprises dos jogos dos dois queridinhos da emissora, o alvinegro paulistano e o rubro-negro carioca, aqueles que a Globo elegeu como os futuros Barcelona e Real Madrid do Brasil. Se o Flamengo vencesse o Coritiba, pode estar certo que teríamos dez oportunidades de ver o teipe dessa partida.

Porém, em uma jornada espetacular do Coxa, este simpático time de Curitiba venceu o decantado rubro-negro por 2 a 0, com direito a gol de Kléber, o Gladiador. Pois agora eu quero ver o teipe dessa partida dez vezes, o mesmo número de vezes que vocês, do Sportv, programariam o reprise do jogo caso a vitória fosse do time carioca. Afinal de contas, a maioria dos torcedores brasileiros ficou feliz com esse resultado.

E já que toquei no assunto, aproveito para dizer que essa bajulação dos dois queridinhos pega mal, é mau jornalismo e só aumenta a antipatia da maioria dos amantes do futebol com relação a esta dupla. A índole do torcedor brasileiro jamais aceitará os privilégios advindos dessa tentativa grotesca de espanholização. Parem com a mania de querer repetir a Rádio Nacional dos anos 40 e forçar a barra para que o Brasil ame esses dois times. Amar um time de futebol é algo natural, não pode ser imposto. Quanto mais tentam, mais rejeição conseguem.

Por falar nisso, domingo, pela manhã, a maior parte dos brasileiros que amam o futebol estarão, mais uma vez, torcendo por uma vitória do time que não tem um grande estádio, não tem a maior torcida, não tem mais espaço na tevê, mas tem muito mais história e costuma jogar mais bonito dos que todos os outros brasileiros. O Brasil estará com o Santos, domingo, às 11 horas, no Itaquerão. Ah, mas enquanto o domingo não chega, gostaria de ver, mais uma vez, ou melhor, mais duas vezes, ou três vezes, a grande vitória do Coritiba sobre o time do Pará e do Alan Patrick, orientado pelo professor OO.

Você também não quer ver de novo Coritiba 2 x 0 Flamengo?


Barba e Cabelo

Este é o filme do Rachid. Mostra a torcida do Santos em Itaquera. Veja até o fim:

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Barba e Cabelo

Nos tempos idos diziam que o time fazia barba e cabelo no outro quando ganhava tanto no jogo de aspirantes, quanto no principal. Empresto essa expressão para saudar o Santos, que derrotou o líder do Campeonato Brasileiro na Vila Belmiro e no Itaquerão. E o melhor é que jogou no campo do adversário como se estivesse em casa, vencendo por 2 a 1, sem sustos, classificando-se para as quartas-de-final da Copa do Brasil e deixando algumas evidências que só não vê quem não quer:

1 – Dá para jogar fora de casa tão bem como na Vila. O técnico Dorival Junior teve mérito nisso, sem dúvida, mas contou com a colaboração dos jogadores, que se doaram na marcação sem a bola, e tocaram rápido quando a tinham. Nó tático no afamado treineiro adversário.

2 – Dá para mandar jogos em um estádio da capital e ser tão bem-sucedido como na Vila. Se com a grande maioria da torcida contra, o time se impôs, é fácil imaginar o que não faria se tivesse 95% dos torcedores a favor. É preciso negociar com a Prefeitura de São Paulo a parceria com o Pacaembu. Se quiser, mesmo, sai negócio, e muito bom para o Santos.

3 – No futebol, o Santos sempre vai equilibrar com os melhores do Brasil. No dia em que também fora de campo for melhor administrado, com mais ousadia, competência e visão, voltará a produzir grandes façanhas.

4 – Boa parte da imprensa esportiva deve ficar triste ao constatar que o Santos é que tem jogado o melhor futebol nos últimos dias. Os dois queridinhos da mídia foram eliminados ontem da Copa do Brasil. O time do Guerrero caiu diante do Vasco. E o pior, para eles, é que o Corinthians não tem um craque. Um dos poucos que trata bem a bola é Renato Augusto. Mas não dá para engraxar as chuteiras de Lucas Lima.

5 – Esta vitória, no campo do adversário, é uma amostra do que o Santos pode fazer. Comecemos a associar o Alvinegro Praiano com grandes estádios, grandes platéias, patrocinadores poderosos, dezenas de milhares de associados e dinheiro para dar e vender. Este é o Santos Gigante que o santista não pode deixar morrer nos seus sonhos. Nada de se apequenar, de se restringir ao seu bairro. O Santos é do mundo!

Atuações dos santistas

Vanderlei – Não foi muito exigido, mas quando o foi, se saiu bem. 7.
Victor Ferraz – Atento, com ótimo controle de bola, rápido, fez uma de suas grandes partidas. 7,5.
David Braz – Discreto, mas seguro. Não bobeou. 7.
Gustavo Henrique – Formou uma dupla eficiente com David Braz. 7.
Zeca – Boa atuação. Só se descuidou das costas no gol corintiano. 6,5.
Renato – Sua experiência valeu. Organizou a marcação no meio. Sabe o que faz com a bola. Mas de uma cruzada de bola sua saiu o gol do adversário. 6,5.
Thiago Maia – O que ainda lhe falta de experiência, sobra de garra e vontade. Deu o passe para Marquinhos Gabriel no segundo gol. 7.
Lucas Lima – O maestro do time. Se Dunga viu bem o jogo, LL saiu da partida como titular da Seleção Brasileira. 8.
Gabriel – Gol de grande oportunismo. Vinha mujito bem até se machucar. 7,5.
Ricardo Oliveira – Experiência, presença de área e um golaço. 7,5.
Geuvânio – Caiu no segundo tempo, mas enquanto teve fôlego, criou muitas jogadas. Deu lindo passe para o gol de Gabriel. 7,5.
Dos jogadores que entraram, o melhor foi Marquinhos Gabriel, que se apresentou para o jogo e deu passe perfeito para o gol de Ricardo Oliveira. 7,5. Leandrinho entrou meio sonado, mas merece um 6. Pior foi Chiquinho, sem ritmo, que cismou de dar um calcanhar no meio-campo e quase ajuda o adversário a empatar a partida.
Dorival Junior – Está amadurecendo como técnico. Derrotou o decantado Tite duas vezes. Ontem, fatiou o rival. Não caiu na cômoda armadilha de colocar o time na defesa. Botou seus rapazes para comandar no Itaquerão. Merece um 8.

Corinthians 1 x 2 Santos
Itaquerão, 26/08/2015, 22 horas
Jogo de volta das Oitavas-de-final da Copa do Brasil
Público e renda: 37.338 pagantes e R$ 2.353.824,50.
Corinthians: Cássio; Edílson, Felipe (Edu Dracena), Gil e Uendel; Ralf e Bruno Henrique (Cristian); Matheus Pereira (Romero), Renato Augusto e Malcom; Vagner Love. Treinador: Tite
Santos: Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Renato e Thiago Maia (Leandrinho); Gabriel (Marquinhos Gabriel), Lucas Lima e Geuvânio (Chiquinho); Ricardo Oliveira. Treinador: Dorival Júnior.
Gols: Gabriel aos 14 minutos do primeiro tempo; Ricardo Oliveira aos 18 e Romero aos 28 do segundo.
Arbitragem: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG), auxiliado por Bruno Boschilia (Fifa-PR) e Márcio Eustáquio S Santiago (Especial 1 – MG).
Cartões Amarelos: Bruno Henrique, Felipe, Vagner Love, Ricardo Oliveira e Lucas Lima.

E você, o que achou de Santos 2 x 1 Corinthians?

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Segredo é jogar sem medo


O último jogo entre os dois, no Itaquerão, foi assim.


Ricardo Oliveira: “Vamos para fazer um grande jogo e vencer”.

Hoje é dia de jogo decisivo contra o maior rival e no campo deste. Natural que muitos santistas fiquem nervosos. Mas os jogadores têm de estar apenas motivados, sem qualquer temor. O medo prende as pernas, os músculos, e diminui o rendimento. Um atleta precisa gostar desses momentos definitivos, que definem o grande jogador.

Nos dois anos em que convivi com o preparador físico Nuno Cobra, como ghost writer do livro “Semente da Vitória”, que se tornaria o maior best seller na história dos livros sobre esporte no Brasil, ouvi dele muitos conceitos interessantes. Sobre o medo antes de uma competição, Nuno dizia: “O atleta só deve ter medo de sentir medo”.

Sim, porque, como eu disse, o medo trava, ele impede que você desenvolva todo o seu potencial. A melhor atitude é a da alegria e da motivação por estar vivendo momento tão especial. Nesse particular, o tenista Jimmy Connors era um exemplo. Ele adorava ganhar, mas também adorava competir. É este o sentimento que o jogador do Santos deve levar a campo esta noite, no estádio do Corinthians.

Lembro-me até hoje quando, finalmente, depois de uma viagem exaustiva e cheia de escalas, pousei minha mala no quarto do hotel Hollyday Inn de San Juan de Porto Rico e me deparei, além da enorme janela, com um pedaço de mar em que lanchas desfilavam e esquiadores compunham com o céu azul do fim de tarde. Uma visão linda e acolhedora. Estar ali era o momento mais importante daquele meu início de profissão, e me dediquei com tanto afinco à cobertura dos Jogos Pan-americanos que, ao lado do amigo Castilho de Andrade, conquistamos o Prêmio Esso de 1979 com aquele trabalho. Espero que os santistas tenham a mesma sensação, hoje, quando pisarem na moderna arena do adversário. A sensação de estarem participando de algo importante, que vai lhes exigir o máximo do físico e da mente.

O resultado obtido na Vila Belmiro dá muitas opções ao Santos hoje. Pode até perder por um gol de diferença, resultado que seria normal em outra circunstância. Porém, será um jogo atípico, em que o adversário terá de ter energia para abrir e manter uma boa vantagem, mas, ao mesmo tempo, o confronto poderá ser definido com um ou mais gols santistas. Enfim, será um duelo daqueles que deixarão minha mão gelada. Nessas horas eu entendo perfeitamente quando um jogador diz que é bem melhor jogar do que ficar torcendo do lado de fora.

Técnica, garra e tranqüilidade

Hoje, como sempre, é importante evitar os erros bobos, as falhas que dão vantagens gratuitas ao adversário. Também é essencial lutar pela posse da bola, ocupar cada espaço do gramado, dificultar a armação de jogadas do oponente. Porém, é preciso se empenhar fisicamente sem perder a serenidade psicológica. Hoje o santista não pode importunar o árbitro e nem revidar as possíveis entradas desleais do adversário. Pior do que sofrer um gol é ter um jogador expulso, pois isso desequilibraria as forças.

É preciso, também, ter humildade para marcar bem os principais jogadores do alvinegro paulistano. Elias, Renato Augusto e Vagner Love precisam de atenção redobrada. Por outro lado, quando tiver a bola, o Santos deve ser o que tem sido: um time com volúpia de gol, motivado para penetrar na meta adversária. Com espaço para os contra-ataques, Gabriel, Geuvânio e Ricardo Oliveira, apoiados por Lucas Lima, devem ter mais de uma oportunidade. Basta caprichar na hora da conclusão.

Caso se mantenha determinado, porém tranqüilo, o Santos poderá se aproveitar das muitas circunstâncias que lhes serão oferecidas. O adversário, por sua vez, passará o tempo todo sobressaltado com a possibilidade de sofrer um gol, o que tornaria sua missão ainda mais difícil. Assim, é um jogo para a experiência de Ricardo Oliveira, para a criatividade de Geuvânio e a fome de gol de Gabriel. É também um jogo para a versatilidade de Lucas Lima, para as avançadas de Victor Ferraz e, quem sabe, para mais um gol surpreendente do garoto Thiago Maia, ou mesmo do veterano Renato. Ou ainda, em uma bola parada, do zagueiro David Braz.

Não acredito que a arbitragem entrará com a intenção de ajudar o time da casa e também não creio que a grama da defesa do Santos será mais molhada do que a do resto do campo. Porém, estamos no Brasil, terra da corrupção. Não custa nada ficar esperto.

A história é cíclica

Em 17 de novembro se comemorará 80 anos do primeiro título paulista do Santos. Naquele dia, em 1935, o Alvinegro Praiano fez um jogo decisivo no Parque São Jorge e, contra os prognósticos da crônica esportiva paulistana, saiu com a vitória por 2 a 0, gols de Raul no primeiro tempo e Araken no segundo. Uma vitória épica, contra um adversário poderoso e no campo deste. As duas equipes podiam ser campeãs. As circunstâncias favoreciam o rival, que jogava em casa, mas o Santos queria muito aquele título e não teve medo de conquistá-lo.

Um dos motivos que me faz gostar da história, é que ela se repete. Conhecer o passado é, em parte, adivinhar o futuro. Penso no jogo de hoje como os santistas devem ter pensado no enorme desafio de quase 80 anos atrás. Com a diferença de que hoje sabemos que para o Santos façanhas assim não são nenhuma novidade. O time acabou escrevendo uma história de coragem, determinação e sucesso, independentemente do estádio em que atue.

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E você, o que espera de Corinthians e Santos no Itaquerão?


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