Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Coritiba (page 1 of 6)

Meninos de Ouro

Não haverá post de Coritiba e Santos. Seria um texto repetitivo, que envolveria Lucas Lima, Dorival Junior, o sistema defensivo e Léo Cittadini. Se quiser saber como foi o jogo, vá aos comentários. Adianto, porém, que o Santos jogou como costuma jogar fora de casa, e mesmo ganhando um gol de presente, conseguiu perder, de virada, para o poderoso Coritiba. Quer uma frase minha? Lá vai: É mais fácil o sertão virar mar do que o Cittadini aprender a marcar (note a participação, ou melhor, a não participação do preferido do Dorival Junior nos dois gols do Coritiba). Fui…

MENINOS DE OURO

meninos de ouro
Felipe Anderson, Gabriel, Thiago Maia, Neymar e Zeca mostraram na Olimpíada o que aprenderam na Vila Belmiro.

Meninos da Vila fazem história. De novo

meninos marcados
A primeira medalha de ouro do futebol brasileiro em uma Olimpíada teve participação determinante dos Meninos da Vila. Além dos santistas Zeca, Gabriel e Thiago Maia, o astro Neymar e Felipe Anderson aprenderam os segredos do esporte mais popular do mundo no Alvinegro Praiano. Todos participaram diretamente dessa conquista. Neymar foi o artilheiro do time, com quatro gols, Gabriel marcou mais dois. O Santos foi o time com mais jogadores na Seleção Olímpica, repetindo o que já havia ocorrido na Seleção principal que disputa as Eliminatórias.

É curioso como a história parece insistir em ligar os grandes momentos do futebol brasileiro a jogadores do Santos. No longínquo 1919, na conquista do Sul-americano, primeiro título importante do futebol nacional, o Santos também foi o time com mais jogadores convocados: o ponta-direita Millon, o ponta-esquerda Arnaldo e o meia Haroldo. Os dois primeiros foram titulares, Arnaldo foi o capitão do time (como agora ocorreu com Neymar) e Haroldo também participou de uma partida, chegando a marcar um gol.

Creio que nem é preciso lembrar as contribuições decisivas de Pelé e Zito na conquista da primeira Copa do Mundo, em 1958, na Suécia; assim como nas Copas do Chile, com sete santistas convocados, quatro deles titulares, e no México, com mais cinco jogadores e três titulares. Enfim, quando o Santos revela bons jogadores, o futebol brasileiro cresce.

Bem, mas agora espero que a CBF deixe o Santos em paz e o permita competir em igualdade de condições com os outros clubes neste Campeonato Brasileiro, que, por justiça, ele deve vencer. Afinal, o time que cede mais jogadores para a Seleção é o melhor do País e merece ser campeão.

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MIREM-SE NESSAS MULHERES


Torcida contra? Essas garotas não dão a mínima.

Há quem diga que homens são mais corajosos do que mulheres, mas essa Olimpíada está desmentindo isso e mostrando fatos particularmente significativos para nós, santistas, que estamos acostumados a ver os jogadores do nosso time se apequenarem no campo do adversário.

Na noite de quarta-feira, diante da plateia mais enlouquecidamente fanática desses Jogos, duas norte-americanas ganharam a medalha de bronze de duas brasileiras e, mais tarde, duas competentes, determinadas e valentes alemãs, indiferentes à gritaria ensandecida, tiraram o ouro de Ágatha e Bárbara como quem tira o doce da boca de uma criança.

Na terça-feira vimos a nossa decantada e invicta seleção feminina de vôlei ser eliminada da Olimpíada por um time de jovens chinesas que enfrentaram um Maracanãzinho lotado como se estivessem em um piquenique em Pequim. Em vez de tremer, elas sorriam.

Na mesma terça-feira, com uma disciplina tática jamais vista, uma equipe de garotas suecas, que na fase inicial tinham sido goleadas pelas brasileiras por 5 a 1, seguraram o jogo e a prorrogação sem sofrer gols e, como queriam, buscaram a vitória na disputa por chutes da marca do pênalti. Não se desconcentraram e nem se intimidaram com os gritos de dezenas de milhares de torcedores contrários. Foram a campo para vencer e, mesmo diante de um adversário reconhecidamente melhor, venceram.

Domingo, como sabemos, o Santos enfrentará o Coritiba, às 18 horas, no estádio Couto Pereira. O Santos luta pelo título, o Coritiba luta para não ser rebaixado; o Santos está em segundo lugar, com 11 vitórias, 35 gols a favor, 17 contra e saldo de 18 gols; o Coritiba está em 16º, com cinco vitórias, 23 gols marcados, 28 sofridos e saldo negativo de cinco gols. Apesar dessa grande diferença de campanhas, o santista teme.

O santista teme que, apesar de ser um time tecnicamente superior, o Santos não consiga se impor no campo do adversário. No ano passado, perdeu para esse Coritiba, que estava em péssima fase, mesmo sem torcida. Quando há torcida, então, parece que ela entra em campo e joga ao lado dos oponentes, pois os jogadores do Santos, ao contrário das atletas norte-americanas, alemãs, chinesas e suecas, parecem sentir demais o ambiente adverso.

Quando queremos que uma equipe masculina, de qualquer esporte, demonstre espírito de luta, determinação e personalidade, costumamos pedir aos atletas que “joguem como homens”. Pois eu vou pedir que joguem como mulheres. Mas mulheres olímpicas!

E você, o que acha disso?


Vitória da cãibra

Quando a gente acha que já viu tudo, o futebol nos reserva novas histórias que, contadas no futuro, parecerão fantásticas. Pois não é que o veterano Renato, com cãibra nas duas panturrilhas, continuou em campo porque o professor Dorival Junior já tinha feito as três substituições, foi jogar mais à frente para não comprometer o setor defensivo, e acabou marcando, de cabeça, o gol da vitória em cima da hora do jogo enrolado contra o Coritiba. A cãibra de Renato obrigou Thiago Maia, que errava todos os passes, a ficar mais atrás, e incluiu o famoso elemento-surpresa no meio da defesa adversária, o que acabou definindo o jogo.

Esses três pontos caíram do céu, mas não podem esconder os problemas do Santos neste Brasileiro. Sem Ricardo Oliveira, com Lucas Lima meia boca e Gabriel esperando um passe que nunca veio, o Santos dava a impressão de que jogaria mais dois dias e duas noites e não faria o gol da vitória diante do Coritiba. E a realidade é que esses três destaques não deverão continuar no time, ou seja, o Santos terá de aprender a jogar – e vencer – sem eles. Se essa partida mostrou como será o Brasileiro sem os três, o santista pode se preparar para sofrer.

De qualquer forma, a luta pela vitória mostrou que os laterais Victor Ferraz e Zeca continuam sendo válvulas de escape do Santos, que o garoto Vitor Bueno pode se firmar como um bom cobrador de faltas e que Renato ainda dá algum suco. Gostei também da entrada do rápido garoto Matheus Nolasco (criou espaços na direita, de onde veio o passe para o gol da vitória).

Porém, menos talento e criatividade, o Santos deste Brasileiro terá de, ao menos, ser um time mais brigador. Para isso, precisará ter um condicionamento físico melhor. Uma das vantagens de estar acostumado a treinar e jogar ao nível do mar, com uma temperatura mais quente e úmida, é que os adversários, teoricamente, devem se cansar antes. Porém, as cãibras e o cansaço extremo dos santistas mostrou o contrário. Parece que Curitiba é que é uma cidade de praia.

Os adoradores da Vila Belmiro têm mais um motivo para celebrar: o Santos chegou ao seu 29º jogo sem perder no Urbano Caldeira, sendo 25 vitórias e quatro empates. Renato completou a sua 300ª partida com a camisa do Alvinegro Praiano.

Como se esperava o time buscou a vitória até o final e se superou jogando na Vila Belmiro. Agora, fica a pergunta: como o Santos se comportará na próxima partida do Brasileiro, fora de casa, contra o fatídico Figueirense?


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As conquistas devem ser comemoradas. Mas os verdadeiros campeões nunca estão satisfeitos. O Santos tem mais duas competições este ano.

E pra você, o que significou a vitória contra o Coritiba?


O Santos e a Seleção

Brasil com oito do Santos

Com oito titulares do Santos (o goleiro Cláudio perdeu a posição por grave contusão no joelho), a Seleção Brasileira dirigida pelo técnico João Saldanha inaugurou o Estádio Batistão, em Aracaju, na noite de 9 de julho de 1969, diante de 45.058 pessoas. Toninho Guerreiro marcou o primeiro gol do estádio e mais outro no transcorrer da partida. O primeiro sergipano a marcar, ironicamente, foi Clodoaldo, da Seleção Brasileira (Vevé fez o primeiro para a Seleção de Sergipe). O Brasil venceu por 8 a 2. A partida foi arbitrada por Armando Marques, considerado o melhor árbitro brasileiro na época. Na foto, a Seleção Brasileira que começou o jogo: Carlos Alberto (Santos), Felix (Fluminense), Djalma Dias (Santos), Clodoaldo (Santos), Joel Camargo (Santos) e Rildo (Santos). Agachados: Jairzinho (Botafogo), Gérson (Botafogo), Toninho Guerreiro (Santos), Pelé (Santos) e Edu (Santos).


Assim jogou o Brasil contra a Alemanha, em Hamburgo, no dia 5 de maio de 1963. Além de Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, a Seleção tinha os santistas Gylmar, Lima e Zito (Rildo ainda não tinha sido contratado pelo Santos). Os “intrusos” são Roberto Dias (3º de pé) e Eduardo. Em tempo: a Seleção ganhou por 2 a 1, de virada, com gols de Coutinho e Pelé.


Seis santistas participaram do jogo de maior público da história da Seleção Brasileira. Carlos Alberto, Djalma Dias, Joel, Rildo, Pelé e Edu jogaram na vitória de 1 a 0 sobre o Paraguai que classificou o Brasil para a Copa de 70. Gol de Pelé, em jogada de Edu, aos 32 minutos do segundo tempo. Público pagante: 183.341 pessoas. Data: 31 de agosto de 1970.

O Coritiba e o Brasileiro merecem cuidados

O jogo deste domingo, às 11 horas, na Vila Belmiro, contra o Coritiba, é daqueles que não deveria preocupar o santista. Mas preocupa. Será que o time que mostrou tão pouco diante do Atlético Mineiro, poderá mudar radicalmente seu comportamento só porque a partida é no Urbano Caldeira? Esperamos. Mas há uma pulga atrás da orelha. Esse Coritiba matreiro do Gilson Kleina estreou com uma vitória sobre o Cruzeiro. Merece respeito e cuidados. Aliás, o torcedor percebe que o Santos deverá ter muito cuidado nesse Brasileiro.

A teoria da conspiração é a de que o fato de não assinar com a Globo e ter puxado a fila dos clubes que assinaram com o Esporte Interativo, fará o Santos ser perseguido nesse campeonato pela rede carioca de televisão e, consequentemente, pela Confederação Brasileira de Futebol, parceira tão próxima da emissora que altera a tabela da competição a seu pedido. Não chego a tanto. Acho que o Santos, para ter sucesso nesse Brasileiro, dependerá, basicamente, dele mesmo. Mas não custa se prevenir.

Não sei qual é o grau da contusão no joelho de Ricardo Oliveira, mas confesso que fiquei contente de saber que ele pediu dispensa da Seleção Brasileira que jogará a Copa América. Gostaria que Lucas Lima, também machucado, e Gabriel, ainda muito distante de ser o craque que alguns, suspeitamente, apregoam, preferissem o Santos. Algo me diz que serão usados e devolvidos, aos bagaços, à Vila Belmiro.

No auge do nosso futebol, quando três Copas do Mundo foram conquistadas em 12 anos, Santos e Seleção Brasileira de confundiam. João Saldanha incluiu nove santistas entre as suas “feras” e seis deles foram titulares em todos os jogos das Eliminatórias para a Copa de 1970. Depois, admitiria que ajudou a falir o Santos ao tirar-lhe todos os craques durante um ano (o Santos ficou sem quase todos os seus titulares em boa parte de 1969 e durante todo o primeiro semestre de 1970).

Em 2005, desfalcado de Robinho e Léo, chamados para a Seleção que disputava a Copa das Confederações, o Santos acabou eliminado pelo Atlético Paranaense nas quartas-de-final da Copa Libertadores. Tinha mais time e era franco favorito para passar não só pelo Atlético, mas também pelo Chivas Guadalajara, na semifinal, pois o time mexicano, mais preocupado com seu campeonato nacional, usou reservas na Libertadores.

O tempo ensina. Hoje Robinho deve saber que só não foi coadjuvante no Santos. Teve até bons momentos na Seleção, mas jamais foi lá o mesmo astro que brilhou no Alvinegro Praiano. Léo, então, perdeu tempo de ir para a Seleção para ser um eterno reserva, enquanto o Santos deixava escapar uma enorme oportunidade de chegar a mais uma final de Libertadores.

Acho que Lucas Lima é um jogador mais completo e pode ajudar o time de Dunga, mas Gabriel, enquanto não aprimorar seus fundamentos, principalmente o domínio e o chute com o pé direito, estará arriscando sua imagem e sua carreira ao aceitar tanta responsabilidade. Um dia uma bola decisiva sobrará para seu pé cego, e a falha, se provocar uma derrota importante do Brasil, poderá jogar sua carreira no ostracismo, como fez com tantos outros “craques” instantâneos.

Enfim, o Santos já foi a carne, os ossos, o esqueleto, enfim, o corpo da Seleção Brasileira. Dele, extraíram todo o seu sangue. Sobrou a alma, que é sua história, tão importante que não pode ser esquecida. Essa história é que faz o santista se lembrar que o time para o qual torce já foi o melhor do mundo. Poderá voltar a sê-lo? É a nossa esperança. Para quem já conhece, o caminho talvez não seja tão árduo.


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Santos x Coritiba
Vila Belmiro, 21/05/2016, 11 horas
Segunda rodada do Campeonato Brasileiro
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato, Vitor Bueno e Ronaldo Mendes (Lucas Lima); Gabriel e Joel (Ricardo Oliveira). Técnico: Dorival Júnior.
Wilson, Dodô, Luccas Claro, Juninho e Carlinhos; João Paulo, Alan Santos, Ruy, Cesar González e Vinícius (Negueba); Kleber Gladiador. Técnico: Gilson Kleina.
Arbitragem: Ricardo Marques Ribeiro, auxiliado por Pablo Almeida Costa e Celso Luiz da Silva, todos de Minas Gerais.

Minha opinião: O Santos é favorito e deverá ser mais ofensivo. Acho que Lucas Lima e Ricardo Oliveira serão poupados. Algo me diz que Vitor Bueno e Ronaldo Mendes terão boas atuações e poderão até marcar gols. Porém, esse Coritiba é melhor do que o do ano passado e já está se prevenindo desde já para não sofrer na zona de rebaixamento, como ocorreu em 2015. Só espero que o Alan Santos não marque gol contra seu ex-time.

E você, o que acha disso?


Jogar pra ganhar cansa…

Parece que o técnico Dorival Junior e os jogadores do Santos conseguiram tirar um grande peso das costas. Isso de jogar a final da Copa do Brasil e ainda ter grandes chances de ficar no G4 dá muito trabalho. Agora, com a genial ideia de escalar um time reserva contra o fraco Coritiba, e perder por 1 a 0 um jogo que parecia um rachão no CT, pois não tinha público, a equipe parece que finalmente vai se focar totalmente na decisão da Copa do Brasil.

Antes de começar a partida, meu irmão, Marcos, me ligou: “Vai escalar um time reserva, mesmo, com Leandrinho, Serginho, Nilson…”. Constatamos, ali, que a idéia de Dorival não era ganhar a partida e manter as chances de o Santos garantir a vaga na Copa Libertadores com um lugar no G4. Nenhum time que quer ganhar escala esses jogadores.

Além de a partida ter sido disputada com portões fechados, o Coritiba só não tem pior rendimento, jogando em casa, do que Joinville e Vasco. Ou seja, costuma perder a maioria dos jogos em seu estádio. Isso, com torcida. Sem torcida, então, seria sopa no mel. Mas Dorival disse que conversou com os jogadores e os titulares resolveram se poupar para quarta-feira.

Dos titulares, o técnico só escalou Vanderlei, Lucas Lima e Victor Ferraz. Mas se era para poupar, não entendi porque colocou, em um campo pesado, justo um jogador que está voltando de longa contusão e outro que é leve, toma muita porrada e é a alma do time. Mesmo descansando tanta gente, o Santos correu o risco de perder Lucas Lima, que sofreu faltas violentas, e Victor Ferraz, que sem dúvida ainda é o melhor lateral-direito da equipe.

Dorival foi mal


Comentário de Fausto Favara, da Rádio Jovem Pan.

Em uma entrevista há cerca de duas semanas, diante de muitos elogios dos jornalistas, Dorival Junior, humildemente, retrucou dizendo que ainda tinha muito o que aprender. Nessa reta final de Campeonato Brasileiro, em está jogando fora a possibilidade de o Santos garantir uma vaga no G4, e ainda ganhar um bom dinheiro por isso, estamos constatando que ele tem razão: realmente, precisa aprender muito para ser considerado um técnico de ponta, desses que sabem armar e motivar time, além de mexer no time com sabedoria e fazer as alterações mais inteligentes.

Contra o Coritiba, Dorival escalou mal e substituiu pior. Rafael Longuine, Diego Cardoso, Stefano Yuri, eu, qualquer um seria um centroavante mais perigoso do que Nilton, que passou os noventa e poucos minutos sem dar um único chute a gol (na verdade, empurrou uma bola que bateu na trave, no finzinho). Aliás, o único que arrematou foi Neto Berola, três vezes. Parece até que havia uma ordem para não chutar a gol. E olhe que o Santos teve cerca de 70% de posse de bola no primeiro tempo. Só tocou, tocou, tocou, mas não teve a mínima vontade de marcar.

Ao final do primeiro tempo, ouvi a entrevista de Henrique, atacante do Coritiba, e percebi que o rapaz queria ganhar o jogo. Pensei comigo: “Esse cara ainda vai incomodar o Vanderlei”. Não deu outra. Foi só o Coritiba apertar um pouco, no início do segundo tempo, e começou a criar chances. Em uma delas, Henrique driblou Werley como quem tira o doce de uma criança e tocou para fazer o gol da vitória do Coxa. Ainda faltava uma eternidade para o jogo acabar, mas, como santista antigo, eu já sabia que aquele seria o gol da vitória.

Alguém poderá concordar com o técnico Dorival Junior e achar que o Santos tem mesmo que se concentrar no jogo de quarta-feira. Okay. Talvez tenha razão. Mas será que era preciso poupar todo o time titular? O que estava em jogo não era pouco. Se entrasse com mais titulares e ganhasse a partida, o Santos definiria sua vaga no G4 contra o Vasco, em São Januário, em jogo tenso, mas contra um adversário tecnicamente medíocre.

Digo decidiria em São Januário porque na última rodada pegará o Atlético Paranaense – que não quer mais nada na vida – na Vila Belmiro. Como o Santos perdeu do limitadíssimo Coxa, provavelmente sua única chance de disputar a Libertadores em 2016 virá da Copa do Brasil, em decisão que será no campo do adversário. Qual são as possibilidades de que o Santos seja um leão, ou um garfield, no Alianz Parque? Não é menos difícil fazer um jogo decisivo contra o Vasco, do que contra o Palmeiras?

Bem, talvez eu esteja errado e esse cômodo consenso entre Dorival e os jogadores tenha sido melhor para o Santos, que, com todos os titulares, poderá conseguir uma grande vitória na quarta-feira. Torcerei por isso, claro. Não quero repetir o chavão das torcidas organizadas, mas, diante da maneira indolente, negligente e indigente que o time se apresentou nas últimas partidas, buscar essa vaga para a Libertadores suando sangue na Copa do Brasil passou a ser uma obrigação. Se depois de ver tantos cavalos, burros, asnos e zebras passarem encilhados, será desanimador não assistir ao nosso Glorioso Alvinegro Praiano na Libertadores de 2016.

Abdicar de uma vitória que deixaria o time bem perto de uma vaga na Libertadores, escalando jogadores com sérias deficiências técnicas, táticas, físicas e/ou psicológicas, como Leandrinho, Nilson, Serginho, Léo Cittadini, Werley, Paulo Ricardo e Chiquinho, sem contar Ledesma e Geuvânio, ambos fora de forma, foi uma das piores decisões de um técnico do Santos.

Não gosto do “se”, mas nessa hora é impossível não se lembrar que caso o time jogasse com vontade e força máxima contra o Flamengo, na Vila, e contra o Coritiba, nesse domingo, e vencesse os dois jogos, como seria a lógica, estaria quatro pontos à frente do São Paulo e do Inter, e poderia até perder para o Vasco que ainda assim definiria a vaga para Libertadores com o Atlético Paranaense, na Vila. O título da Copa do Brasil, como diz nosso pastor Ricardo Oliveira, seria apenas um “plus a mais”.

Um jogo de 6 a 1, com a presença do alvinegro de Itaquera, sempre é bom ver de novo. Então, vamos ver dois de uma vez:

Você acha Dorival fez bem de escalar o time reserva contra o Coritiba?


Sportv: quero assistir dez vezes Coritiba 2 x 0 Flamengo

O Sportv, como filhote da Rede Globo, segue a mesma política de lavagem cerebral de sua mentora. Um dos pilares dessa política é transmitir, até a exaustão, os jogos e os reprises dos jogos dos dois queridinhos da emissora, o alvinegro paulistano e o rubro-negro carioca, aqueles que a Globo elegeu como os futuros Barcelona e Real Madrid do Brasil. Se o Flamengo vencesse o Coritiba, pode estar certo que teríamos dez oportunidades de ver o teipe dessa partida.

Porém, em uma jornada espetacular do Coxa, este simpático time de Curitiba venceu o decantado rubro-negro por 2 a 0, com direito a gol de Kléber, o Gladiador. Pois agora eu quero ver o teipe dessa partida dez vezes, o mesmo número de vezes que vocês, do Sportv, programariam o reprise do jogo caso a vitória fosse do time carioca. Afinal de contas, a maioria dos torcedores brasileiros ficou feliz com esse resultado.

E já que toquei no assunto, aproveito para dizer que essa bajulação dos dois queridinhos pega mal, é mau jornalismo e só aumenta a antipatia da maioria dos amantes do futebol com relação a esta dupla. A índole do torcedor brasileiro jamais aceitará os privilégios advindos dessa tentativa grotesca de espanholização. Parem com a mania de querer repetir a Rádio Nacional dos anos 40 e forçar a barra para que o Brasil ame esses dois times. Amar um time de futebol é algo natural, não pode ser imposto. Quanto mais tentam, mais rejeição conseguem.

Por falar nisso, domingo, pela manhã, a maior parte dos brasileiros que amam o futebol estarão, mais uma vez, torcendo por uma vitória do time que não tem um grande estádio, não tem a maior torcida, não tem mais espaço na tevê, mas tem muito mais história e costuma jogar mais bonito dos que todos os outros brasileiros. O Brasil estará com o Santos, domingo, às 11 horas, no Itaquerão. Ah, mas enquanto o domingo não chega, gostaria de ver, mais uma vez, ou melhor, mais duas vezes, ou três vezes, a grande vitória do Coritiba sobre o time do Pará e do Alan Patrick, orientado pelo professor OO.

Você também não quer ver de novo Coritiba 2 x 0 Flamengo?


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