Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Derrota ensaiada

http://youtu.be/NLWZhhh5KlU
Em 27 jogos, Criciúma tinha marcado apenas 16 gols. Contra o Santos, marcou três, quase 20% de todos que tinha feito.

Aconteceu o que todo santista tem medo que aconteça quando o Santos está perto de lutar por uma vaga no G4 e vai jogar fora de casa contra um time considerado mais fraco e, de preferência, na zona de rebaixamento: toma um ou dois gols bobos, tenta reagir, acaba tomando mais um ou dois no contra-ataque e sai de campo com um ar blasé de quem não está nem aí.

Enquanto o Criciúma lutou como um leão, ou um tigre, para vencer por 3 a 0 e se afastar no rebaixamento, o Santos, como eu temia, entrou com o pé mole. Pé e cabeça. Pois tomar dois gols de escanteio, aos 16 e 22 minutos do primeiro tempo, é de doer. O primeiro, de Jailson, na primeira trave; o segundo de Rodrigo Souza, que teve até de se abaixar para cabecear além da marca do pênalti. Dois erros inadmissíveis.

“Está tudo errado!”, gritou Enderson Moreira depois do segundo gol, deixando claro que os jogadores não tinham se colocado nas posições treinadas por ele no caso de escanteio contra. Espero que ele descubra quem errou e corrija isso, pois não é de hoje que o Santos toma gols assim. Enquanto isso, a atitude da defesa do Criciúma foi outra, mais esperta, mais ágil, mais determinada, e pouco permitiu aos santistas, apesar de o Alvinegro Praiano ter tido mais escanteios e faltas próximas à área.

No segundo tempo, o Criciúma se segurou atrás e esperou pela oportunidade de matar o jogo, que surgiu aos 15 minutos do segundo tempo, premiando a garra e a categoria de Lucca. Aliás, quem é Lucca? Não sei. Quem é Jailson? Não sei. Quem é esse ótimo goleiro Bruno, o destaque do jogo? Não sei. Quem é este técnico Gilmar Del Pozzo? Não sei. Qual é a folha salarial do Criciúma? Não sei. Só sei que neste domingo deram um chocolate no Santos.

Jogasse no Santos, eu sentiria vergonha de perder um jogo desses, justamente na hora de vencer e ficar a dois pontos, ou uma rodada, do G4. Depois de derrotar Botafogo e Flamengo, no Rio, levar um vareio desses em Criciúma é de amargar. Faltou a consciência da importância do jogo. Não é porque o estádio é menor e o adversário não é tão famoso que a partida é menos importante. Faltou maturidade ao time.

Fico aqui pensando o que faz o Santos cair tanto quando joga longe de sua torcida. As dimensões do Heriberto Hülse e da Vila Belmiro são similares. O problema é a gritaria da torcida adversária? Ou a disposição maior do oponente? Bem, é evidente que se trata de um problema psicológico, obviamente aliado ao tático. O time entra precavido, sem a adrenalina necessária para buscar a vitória, o que não ocorre quando joga impulsionado pelos gritos de seus fãs.

Mas, erros do Santos à parte, não se pode esquecer os méritos do time catarinense, que mesmo sem grandes jogadores e com claras deficiências técnicas, foi melhor do que o Santos e mereceu a vitória. Em alguns momentos, pareceu que o time que lutava por uma vaga na Libertadores era o Criciúma, enquanto o Santos era o lanterninha. Enfim, mais um domingo para o santista esquecer.

Os desafios de Enderson Moreira

O jogo mostrou que, entra técnico, sai técnico, o Santos continua com os mesmos problemas no Campeonato Brasileiro – ao menos de 2008 para cá –, principalmente quando joga fora de casa e contra equipes tecnicamente inferiores. O time não se empenha como o adversário e acaba perdendo bisonhamente, sem demonstrar aplicação, determinação ou espírito de luta.

A coragem de firmar o garoto Caju na lateral-esquerda está se mostrando elogiável, assim como a fixação de David Braz na zaga. Porém, é evidente que Enderson ainda precisa mexer em outras posições para ter um time totalmente comprometido com a vitória.

Alguns jogadores do Santos já entram em campo com o freio de mão puxado, principalmente em jogos fora de casa. Sabem que o torcedor engole com mais facilidade as derrotas no campo do adversário e não se empenham suficientemente para mudar a sorte do time – que não demonstra o mínimo poder de reação quando atua longe de seus torcedores.

Aos 22 minutos do primeiro tempo, com 2 a 0 contra, não sei o que se passava na cabeça de Enderson Moreira, mas todo santista já sabia que a vaca tinha ido pro brejo. Depois veríamos algumas escaramuças, alguma correria, mas a sorte do time já estava traçada. Curiosamente, ganhar o jogo e aproximar-se do G4 seria muito bom para o torcedor, mas aumentaria a pressão em cima dos jogadores. Com a derrota, muitos torcedores ficarão satisfeitos com a distância do time para a zona de rebaixamento e não cobrarão mais uma melhor posição da equipe no campeonato, o que tornará a vida dos jogadores mais cômoda.

No ano passado foi assim: o Santos deslanchou quando não tinha mais chance de se classificar para a Libertadores, lembra? Até jogo no Serra Dourada, contra o temido Goiás, ele ganhou. Agora, quando vem de quatro vitórias, somando-se Brasileiro e Copa do Brasil, perde desse jeito para o Criciúma… Sei não, mas no mínimo o time precisa de um bom psicólogo. Não dá para conseguir nada no futebol, ou em qualquer esporte, se não se consegue lidar com a pressão. Ou, como diria o Analista de Bagé, se não se tem culhões.

Atuações dos jogadores e do técnico do Santos

Vladimir – Uma boa defesa, no começo do jogo, mas depois deixou passar três gols. No terceiro, falhou ao não espalmar para escanteio. 4.

Cicinho – Ciscou, ciscou, e pouco produziu de prático. Não marca e nem apoia com eficiência. Levou o amarelo e não enfrentará o Palmeiras, no próximo fim de semana. 2.

Edu Dracena – Como capitão e zagueiro veterano, deveria ter orientado melhor a defesa nos escanteios. Ficou tanto na sobra que sumiu do jogo. 2.

David Braz – Teve sua parcela de culpa na falha coletiva dos dois gols de escanteio, mas se empenhou e ainda quase faz um gol no final. 5.

Caju – O mais jovem da defesa foi o mais regular. Teve duas pequenas falhas no segundo tempo, mas no todo mostrou personalidade e garra. Pouco permitiu do seu lado. 5.

Arouca – Desta vez não mostrou a mesma segurança e eficiência de outras partidas. 5.

Souza – Regular. Aventurou-se um pouco mais ao ataque e cobrou uma falta com força, bem defendida por Bruno. 5.

Leandrinho – O jogo era um rocky pauleira e ele estava dançando uma valsa. Perdeu outra chance de se firmar no time. Marcou e apoiou mal. 3.

Renato – Entrou no lugar de Leandrinho e melhorou o meio de campo. 4.

Lucas Lima – Desta vez, bem marcado, produziu menos e errou mais. Ainda assim produziu algumas boas jogadas. 5.

Rildo – Entrou no lugar de Lucas Lima, mas só jogou cinco minutos. Sem nota.

Geuvânio – É enrolado, segura a bola, perde gol, mas mesmo assim foi o atacante mais perigoso do Santos. 6.

Leandro Damião – Lutou, se esforçou, mas pouco produziu de prático. 3.

Patito – Como Damião, a quem substituiu, lutou, se esforçou, mas pouco produziu de prático. 3.

Enderson Moreira – Fez certo de entrar no 4-4-2. Não teve culpa se os jogadores não cumpriram o que foi ensaiado nos casos de escanteios para o adversário. Começar com Leandrinho foi uma boa tentativa, mas o garoto se inibiu e pouco fez. Renato entrou bem e deve ter outras oportunidades. Hoje, nem o Pep Guardiola faria melhor. 5.

Ficha técnica

Criciúma 3 x 0 Santos – 12/10/2014, às 18h30
Estádio Heriberto Hülse, Criciúma (SC)
Público: 9.276 total. Renda: R$ 119.875,00.
Criciúma: Bruno, Eduardo, Joílson, Ronaldo Alves e Giovanni; Rodrigo Souza, João Vitor (Serginho) e Cléber Santana; Lucca (Ricardinho), Bruno Lopes (Gustavo) e Souza. Técnico: Gilmar Dal Pozzo.
Santos: Vladimir, Cicinho, David Braz, Edu Dracena e Caju; Souza, Leandrinho (Renato), Arouca e Lucas Lima (Rildo); Geuvânio e Leandro Damião (Patito Rodríguez). Técnico: Enderson Moreira.
Gols: Joílson, aos 16min, e Rodrigo Souza aos 22 do 1º tempo. Lucca, aos 15min do segundo tempo.
Arbitragem: Pericles Bassols Pegado Cortez (RJ-FIFA), auxiliado por
Rodrigo Pereira Joia (RJ-FIFA) e Luiz Claudio Regazone (RJ-ASP-FIFA).
Cartões Amarelos: Cléber Santana, João Vitor, Ronaldo Alves e Rodrigo Souza (Criciúma). Cicinho (Santos).

E você, o que achou da derrota do Santos para o Criciúma?


Nosso superclássico é contra o Criciúma, neste domingo, às 18h30

enderson moreira
Enderson Moreira com três de suas apostas: Lucas Lima, Patito e Caju. Santos faz a melhor campanha no segundo turno, mas terá jogo dificílimo neste domingo, em Criciúma (Foto: Ricardo Saibun).

Robinho ia tocar pela primeira vez na bola quando o complicado árbitro chinês Fan Qi (em chinês, “Fan Chi) apitou o final do jogo. Levar o grande atacante do Santos, e uma das raras atrações do Campeonato Brasileiro, para assistir, do banco de reservas, esse tal de Superclássico das Américas, foi sacanagem. Mas há muito a CBF está totalmente dissociada dos clubes brasileiros. Ela usa os melhores jogadores que os clubes conseguem contratar, ou revelar, e se nega a pagar seus salários enquanto estes servem a Seleção.

Se, não só no caso de Robinho, mas também no de Kaká, fossem jogadores jovens, cujos passes pertencessem aos clubes, ainda se poderia entender. Estariam sendo testados para a próxima Copa e ainda valorizados com a convocação para a Seleção Brasileira. Mas os passes de Robinho e Kaká não pertencem a Santos e São Paulo, que os emprestaram por apenas seis meses. A cada viagem destas com a Seleção, os dois clubes têm grande prejuízo.

Em campo, um desafio que mais pareceu jogo de casados e solteiros. Mas o Brasil ganhou e Diego Tardelli fez os dois gols. Enfim, a Seleção tem um centroavante que não mata de canela. Messi não conseguiu marcar nem no pênalti inventado pelo árbitro chinês. Neymar só fez firula. Se a convocação de Robinho fosse para valer, ele deveria ter voltado para o segundo tempo no lugar do filho do pai.

Superclássico mesmo estava sendo jogado também na China, mas em Xangai, e transmitido pelo outro canal do Sportv, em que o melhor narrador da casa, Eusébio da Silva Resende – nome em homenagem ao Eusébio, craque de Portugal – descrevia, ponto a ponto, o duelo em que o suíço Roger Federer quebrou a invencibilidade do sérvio Novak Djokovic na China, que vinha desde 2010. 6/4 e 6/4, com direito a matar o jogo com um voleio. Agora Federer decide o título do Masters 1000 de Xangai com o francês Giles Simon, que na outra semi derrotou o espanhol Feliciano Lopez.

Superclássico em Criciúma

Para o santista, superclássico de verdade – ao menos em emoção – será o deste domingo, às 18h30m, contra o Criciúma, no estádio Heriberto Hülse, certamente lotado para este jogo decisivo para o futuro dos dois times no campeonato. A campanha do Santos é bem melhor e o time parece ter entrado em uma fase muito boa, mas não podemos nos iludir. Será um confronto disputado em clima nervoso, com muita correria, e se entrar com o pé mole o Santos pode ter a mesma sorte do Atlético Mineiro, derrotado na semana passada, em Criciúma, por 3 a 1.

Pela tabela, o favoritismo do Santos parece ampla, já que é o sétimo colocado, com 42 pontos e duas vitórias, contra a penúltima posição do adversário, que tem 27 pontos ganhos e apenas seis vitórias, mas é aquele tipo de jogo que se o Santos entrar desconcentrado, quando acordar, será tarde.

Sem Robinho, que está viajando com a turma do Dunga pela Ásia, o Santos deverá manter o mesmo time que vem atuando. O técnico Enderson Moeira deve escalar novamente Caju, Patito, Geuvânio e Leandro Damião entre os titulares. O garoto Gabriel, de quem esperamos tanto, precisa se orientar melhor. No último jogo entrou muito mal.

O Criciúma, também chamado de Tigre, ou Carvoeiro, deve ser escalado pelo técnico Gilmar Dal Pozzo com Bruno, Eduardo, Ronaldo Alves, Joílson e Giovanni; Rodrigo Souza, João Vitor e o nosso conhecido Cléber Santana; Lucca, Bruno Lopes e Souza.

Santos terá uniforme em homenagem ao Dia Das Crianças

Notícia do site do Santos: Para comemorar o Dia das Crianças, o Santos FC entrará em campo neste domingo, contra o Criciúma, vestindo um uniforme um pouco diferente do tradicional. A mudança estará nos números, desenhados por atletas mirins da equipe de futsal do Peixe, e estampados na cor azul, do Unicef. A ideia, criada pelos departamentos de Marketing e Comunicação do Peixe, é estimular os torcedores a se tornarem doadores do órgão da ONU, contribuindo para o desenvolvimento de milhares de crianças nos mais de 190 países em que o Unicef está presente, como Brasil, Etiópia e Síria.

Acho legal ajudar, de vez em quando, essas entidades. Eu mesmo dou uma forcinha à Abrinq aqui no blog. No entanto, o marketing do clube deveria estar mais empenhado em criar ideias para atrair patrocinadores que podem ajudar o Santos a pagar suas dívidas.

Enderson não tem medo do Pacaembu

Gostei muito de saber que Enderson Moreira não tem qualquer complexo de jogar no Pacaembu, que ele considera também uma casa do Santos. É bom ouvir uma declaração racional sobre o assunto. Se o gramado é bom, quase toda a torcida é do Santos e se o clube já ganhou tantos títulos jogando lá, por que haveria algum problema de o Santos jogar no Pacaembu? Mais um ponto a favor de Enderson em comparação ao seu comodista antecessor.

Hoje tem festança lá na quadra da Torcida Jovem

Hoje a Torcida Jovem, que acompanhei desde seu nascimento, completa 45 anos. Para comemorar, haverá uma festa de arromba lá na quadra da Jovem. Segue o convite para todos os interessados:

O Grêmio Recreativo Cultural Torcida Jovem do Santos vem através deste convidar vossa senhoria e família para juntos comemorarmos o nosso aniversário de 45 anos que será realizado no dia 11/10/2014, a partir das 22 horas em nossa sede, à rua Doutor Luiz Carlos, 03, São Paulo/SP, pois para nós será um momento precioso.

Para abrilhantar ainda mais a nossa festa, convidamos Emicida, Art Popular, Mc Frank, Mc Bó, DJ Luisinho, com participação especial da Ala Musical e Bateria Nota 10 da Escola de Samba Torcida Jovem.

No primeiro turno Santos x Criciúma foi assim:

E você, o que espera de Criciúma e Santos, neste domingo?


Se com o Bahia, na Vila, foi sofrido; imagine com o Criciúma, lá…

O presidente que a gente quer (minha coluna de hoje no Metro Jornal)

http://youtu.be/l3wg_L-7_ic

Parecia que seria fácil, mas o Santos abusou de perder contra-ataques, vacilou na defesa e quase cedeu o empate no final. De qualquer forma, a vitória sobre o Bahia – por 1 a 0, gol de Leandro Damião, aos 10 minutos do primeiro tempo – faz o Alvinegro Praiano pular para a sétima posição no Campeonato Brasileiro, superando o Fluminense, e mantém a esperança da briga por uma vaga na Copa Libertadores.

O próximo adversário será o aguerrido Criciúma, em Criciúma, às 18h30m de domingo. Correndo sério risco de rebaixamento, o time catarinense luta como um leão quando joga em casa. Mas, caso também lute e faça prevalecer sua um pouco maior categoria, quem sabe o Santos não volte de Santa Catarina ainda mais perto do G4.

Santos 1 x 0 Bahia – lance a lance

Logo no começo do jogo, Patito fez jogada pela esquerda, cruzou e Leandro Damião, de casquinha, cabeceou para abrir o marcador. Santos começou pressionando e até metade do primeiro tempo só não foi perfeito porque não fez mais gols. Alugava meio-campo, criava chances e nada permitia ao Bahia.

Geuvânio já tinha chegado duas vezes à linha de fundo, pela direita, Cicinho tinha chegado mais uma vez, porém o segundo gol não saiu. O Bahia demorou a atacar, mas quando o fez teve a chance mais clara do primeiro tempo: aos 28 minutos, Edu Dracena dividiu mal uma bola na área e ela caiu nos pés de Rafael Miranda, livre, a cerca de um metro da linha do gol. Mas o jogador baiano, por sorte, chutou pra fora.

A partir daí o Santos continuou com mais chances, mas o Bahia também atacava, principalmente pelo seu lado esquerdo, explorando a debilidade de Cicinho naquele setor. De qualquer forma, Leandro Damião e Patito tiveram chances para ampliar antes do fim do primeiro tempo.

A segunda etapa começou com o Santos novamente pressionando em busca do segundo gol. Aos seis minutos Leandro Damião furou feio um cruzamento de Lucas Lima que o deixou na cara do gol. Aos 14 minutos Geuvânio chutou da entrada da área e acertou a trave. Na seqüência, Lucas Lima cruzou de novo e Souza desperdiçou outra boa chance.

Ao mesmo tempo em que perdia contra-ataques, o Santos passou a bobear na defesa. Aos 17 minutos Geuvânio fez falta boba que acabou com um chute na trave de Vladimir. Logo em seguida Enderson Moreira fez a primeira substituição, de Patito por Gabriel.

Dos 21 aos 24 minutos o Santos perdeu contra-ataques consecutivos: um pouco por displicência, um pouco por individualismo. Aos 22min40s eram quatro santistas contra dois do Bahia, mas Gabriel, em vez de passar, tentou o drible e perdeu a bola. Aos 24 minutos o mesmo erro foi cometido por Cicinho.

Aos 25 minutos, Enderson fez a segunda substituição: saiu Leandro Damião, entrou Leandrinho. A ordem era segura rmais a bola no meio-campo. Até ali estava um perde-e-ganha danado, com 50 erros de passes na partida.

Ao se aproximar os 30 minutos era evidente que o Santos teria mais um final sofrido. Os contra-ataques apareciam, mas o time não aproveitava. Enquanto isso, obviamente, o Bahia também buscava o seu gol. Era evidente que Cicinho era o jogador mais nervoso da defesa santista. Aos 28 tentou sair jogando da defesa, perdeu a bola e teve de recorrer á ajuda de Gabriel para parar a jogada. Logo em seguida o técnico santista fez a terceira alteração, colocando Rildo no lugar de Geuvânio.

Aos 35 minutos Gabriel perdeu gol feito, que, provavelmente, “mataria o jogo”. A partir daí, como todo o santista poderia esperar, o Bahia foi pra cima e o Santos passou a tentar segurar a bola e esperar pelo final do jogo.

Aos 43 minutos o técnico do Bahia, Gilson Kleina, foi expulso por reclamação. O árbitro deu quatro minutos de acréscimo e nos três últimos, dos 46 aos 48, o Santos passou sufoco tremendo.

Aos 46 Denerson pegou o rebote de um escanteio e, no lado direito da área, bem próximo ao gol, bateu forte e ganhou novo escanteio. Na cobrança do escanteio, apesar de a área santista estar congestionada, Kieza cabeceou sem marcação e a bola saiu por pouco. Aos 48 minutos Leandrinho fez falta boba e na cobrança Vladimir espalmou e Caju despachou o perigo. Estava em cima da hora quando o Bahia teve mais um escanteio, mas o árbitro Jean Pierre Goncalves Lima (RS-ASP FIFA) terminou o jogo antes da cobrança, provocando reclamações do adversário.

O público foi de 6.148 pagantes. A fase ascendente do Santos e os pedidos para que a torcida comparecesse à Vila Belmiro conseguiram que ao menos os decantados 5.000 de sempre fossem aumentados em 20%. Há um longo trabalho pela frente para fazer o santista de Santos e Baixada Santista comparecer mais ao Urbano Caldeira. Não dá para aceitar uma situação dessas passivamente.

Na Arena Condá, em Chapecó, Santa Catarina, estádio que tem capacidade para 22.600 pessoas, cerca de 21 mil pessoas viram o Chapecó golear o Internacional por 5 a 0 (o público não foi divulgado, mas o estádio estava cheio). Detalhes: a cidade de Chapecó tem 166 mil habitantes e o time estava na zona de rebaixamento. Como explicar que na Vila Belmiro não compareçam nem 1/3 dos que viram o jogo da Chapecoense, se apenas na soma de Santos e a vizinha São Vicente já temos quase 400 mil torcedores do Santos?

Atuações dos jogadores e do técnico do Santos

Vladimir – Não comprometeu, a não ser no último lance do jogo, quando espalmou uma bola na pequena área. 6.

Cicinho – Voltou a ser o ponto fraco da defesa do Santos. E também pouco fez no ataque. 3.

Edu Dracena – Discreto, pouco apareceu. Permitiu algumas chances do Bahia pelo meio da defesa santista. 4.

David Braz – O mais seguro e de mais vitalidade da defesa santista. Recebeu cartão amarelo por discutir com Kieza no fim do primeiro tempo. 7.

Caju – O garoto permitiu bem menos pelo seu lado, do que experiente Cicinho do outro. Tem mais timing para dar o bote e perdeu poucas bolas no ataque. Está se firmando. Mas tenhamos paciência. 6.

Souza – Marcou bem, sem fazer muitas faltas e sem levar amarelo. Mas não criou nada e perdeu um gol. 5.

Arouca – Jogou mais recuado. Pouco se aventurou ao ataque. Começou muito bem e foi caindo, talvez pelo cansaço. 6.

Lucas Lima – Deve ter sido o jogador que mais ficou com a bola no jogo. Sabe prende-la e geralmente dá um bom destino a ela. Deu assistências que só não resultaram em gols por falhas dos atacantes. 7.

Patito – Movimentou-se bem, deu o passe para Damião marcar, mas lhe falta físico para agüentar os trancos e divididas e força para chutar a gol. De qualquer forma, não foi de todo ruim. 5.

Gabriel – Entrou no lugar de Patito e teve meia hora para mostrar que merece ser titular. Não mostrou. Perdeu gol feito, desperdiçou contra-ataque por ser fominha, não conseguiu tabelar e nem chutar a gol. Também pouco ajudou na marcação. 3.

Geuvânio – Começou muito bem, mas foi caindo, caindo, e na metade do segundo tempo parecia ter dado tilt, de tão atrapalhado. 6.

Rildo – Entrou no lugar de Geuvânio e, mesmo brigando com os marcadores e a bola, preocupou a defesa do Bahia e puxou alguns contra-ataques. 5.

Leandro Damião – Fez o gol, participou de outras jogadas de ataque e perdeu um gol na cara de Marcelo Lomba. Pelo empenho merece 6.

Leandrinho – Substituiu Damião. Tocou a bola com calma e chegou a dar duas boas enfiadas. Mas precisa entrar mais ligado. No fim do jogo fez uma falta no ataque, parou e ficou reclamando, quando devia voltar rapidamente para a defesa. Já era para ter amadurecido mais. 5.

Enderson Moreira – Fez o que pode com o elenco que tem. O jogo ficou difícil porque os jogadores foram incompetentes no ataque. Provavelmente falta ensaiar contra-ataques e chutes a gol de fora da área, além do decantado posicionamento em bolas paradas. Colocou Gabriel, Rildo e Leandrinho, jovens e descansados, e mesmo assim o time ainda tomou sufoco do Bahia. Há omeletes que nenhum técnico consegue fazer.

Santos 1 x 0 Bahia

Vila Belmiro, 09/10/2014, 19h30, quinta-feira
Público: 6.148 pagantes. Renda: R$ 142 mil.
Santos: Vladimir, Cicinho, David Braz, Edu Dracena e Caju; Souza, Arouca e Lucas Lima; Patito (Gabriel), Gauvânio (Rildo) e Leandro Damião (Leandrinho). Técnico: Enderson Moreira.
Bahia: Marcelo Lomba, Railan, Lucas Fonseca, Demerson e Pará; Fahel (Diego Macedo), Rafael Miranda, Léo Gago (Marcos Aurélio) e Emanuel Biancucchi; Kieza e William Barbio (Maxi Biancucchi). Técnico: Gilson Kleina.
Gol: Leandro Damião, aos 10 minutos do primeiro tempo.
Arbitragem: Jean Pierre Goncalves Lima (RS-ASP FIFA), auxiliado por
Rafael da Silva Alves (RS-ASP FIFA) e Lucio Beiersdorf Flor (RS-CBF 2)
Cartões amarelos: David Braz (Santos); Kieza (Bahia).

O que você achou do jogo? Jogando assim, dá para ganhar do Criciúma?


A prática leva à perfeição dos Meninos da Vila

Com quatro gols de Diego Cardozo, três de Stéfano Yuri e um do zagueiro Naílson, o Santos, que defende o título, iniciou a Copa São Paulo de forma arrasadora, batendo o Alecrim, do Rio Grande do Norte, por 8 a 0. Neilton reforçou o time e teve altos e baixos. O placar só não foi o maior da primeira rodada porque o Flamengo bateu o desconhecido Imagine, de Tocantis, por 9 a 0.

Além de Diego Cardozo, artilheiro nato, é muito cedo para dizer que algum jogador deste time merecerá uma chance na equipe profissional. Isso nos leva à velha questão de como os jogadores das categorias de base são preparados. Será que o clube não poderia fazer um pouco mais para aumentar o índice de garotos aproveitados na equipe principal? Estou certo que sim.

Um dos detalhes que considero essencial, não só para o treinamento dos jovens, mas também dos profissionais, é a preparação especializada para cada posição. Não há treinador de goleiros? Depois que esta função foi instituída, os goleiros brasileiros não passaram a ser muito mais eficientes? Pois o que os clubes estão esperando para terem também treinadores de zagueiros, volantes, meias e atacantes?^

Sempre ouvi, e concordo plenamente, que “a prática leva à perfeição”. Isso serve para o tênis, o vôlei, o basquete, a Fórmula-1, o futebol, e para qualquer atividade na vida. Mesmo que seja uma utopia, a obrigação de um profissional, de um especialista, é buscar essa perfeição o tempo todo. Hoje, porém, a estrutura de treinamento dos clubes de futebol não leva a isso.

No Brasil, um jogador que fique depois dos treinos treinando chutes a gol provavelmente não será visto pelos companheiros como alguém que quer se aperfeiçoar neste fundamento, mas sim como um sujeito que “não sabe chutar”. Ora, a dedicação e a humildade para admitir suas falhas e trabalhar para aperfeiçoá-las tem sido o segredo dos verdadeiros grandes jogadores. Os mais arrogantes geralmente também são os mais relapsos e preguiçosos. Mas, infelizmente, estes últimos são os que têm prevalecido em nosso futebol. Está na hora de mudar essa filosofia.

O momento da carreira de um jogador de futebol de trabalhar intensamente os fundamentos é agora, antes do profissionalismo. Depois, talvez leve sequelas, buracos negros, para toda a vida, tornando-se mais um que “quase” chegou lá.

Como um clube que tem primado por revelar jovens craques, o Santos tem a obrigação de inovar na preparação desses meninos. Instituir o treinamento por posição e, no futuro, o individual, é o caminho natural do futebol do futuro.

Por falar em futuro, o próximo jogo dos garotos na Copinha será quarta-feira, às 19 horas, novamente na Vila Belmiro, contra o Capital, de Brasília. Na preliminar, às 17 horas, o bom Criciúma enfrentará o Alecrim. Na terceira e última rodada do grupo, Santos e Criciúma, que fizeram a final da Copa do Brasil da categoria, deverão decidir o primeiro lugar do grupo.

Você acha que o Santos está preparando bem suas categorias de base? Ou pode fazer melhor?


Não vejo nenhum paulista na minha frente!

O elenco e o técnico não são unanimidades entre os santistas. Faltam jogadores e Claudinei Oliveira ainda não agrada a muitos. Mas a verdade é que o Santos, com um jogo a menos, é o melhor dos times paulistas no Campeonato Brasileiro. Você acha que é o menos ruim? Que seja. O certo é que quem apostava que o time seria rebaixado, caiu do cavalo. Se jogar tudo o que pode, o Alvinegro Praiano terá boas chances de conquistar uma vaga para a Libertadores. Pra começar o Santos deve olhar para a frente e nunca para trás.

Veja os melhores momentos de Santos 2 x 1 Criciúma:
http://youtu.be/kNWvo_xv5r4

SANTOS 2 X 1 CRICIÚMA
Vila Belmiro
Árbitragem: Arilson Bispo da Anunciação (BA), auxiliado por Janette Mara Arcanjo (MG) e Valdebranio da Silva (RO).
Público: 5.147 pagantes. Renda: R$ 126.376,00
Cartões amarelos: Montillo e Arouca (Santos); João Vitor, Elton e Henik (Criciúma)
Gols: Thiago Ribeiro aos 20 e Willian José aos 41 minutos do primeiro tempo. Tony aos 34 minutos do segundo.
Santos: Aranha, Cicinho, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Mena; Renê Júnior, Arouca, Leandrinho (Renato Abreu) e Montillo (Pedro Castro); Thiago Ribeiro e Willian José (Giva). Técnico: Claudinei Oliveira.
Criciúma: Helton Leite, Matheus Ferraz (Henik), Leonardo e Fábio Ferreira; Tony, Elton (André Gava), João Vitor, Daniel Carvalho (Fabinho) e Diego Hoffmann; Lins e Wellington Paulista
Técnico: Sílvio Criciúma

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Gabriel precisa do carinho da torcida para mostrar o que sabe (Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC)

Há jogos que têm tudo para marcar uma arrancada no campeonato. Este que o Santos faz contra o Criciúma, neste domingo, às 18h30, na Vila Belmiro, é um deles. O Alvinegro Praiano tem jogado bem e desta vez atua em casa, diante de uma torcida que começou a comparecer – e a entender o momento do time – diante de um adversário desfalcado e combalido. Tudo nos leva a prever uma vitória santista, mas o oponente merece respeito.

A confiança na vitória do Santos vem da análise dos rendimentos dos dois times, das circunstâncias da partida e dos elencos. Concordo com quem insiste que o Santos não é nenhuma maravilha, mas ao mesmo tempo lembro que não há nenhum time maravilhoso neste Campeonato Brasileiro e que por mais jogadores medianos e inexperientes que tenha, o Alvinegro Praiano ainda possui uma equipe visivelmente mais qualificada do que outras, entre elas o adversário deste fim de semana.

Mesmo sem Alison e Cícero, suspensos, o time que Claudinei Oliveira pode levar a campo tem uma boa defesa, formada por Aranha, Cicinho, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Eugenio Mena; um meio-campo que não tem criado muito, mas dificulta demais as ações do adversário, que terá Renê Junior (ou Renato Abreu, ou Leandrinho), Arouca e Montillo; e um ataque que cria boas oportunidades de gol, formado por Thiago Ribeiro, Gabriel e Willian José.

Uma outra opção tática seria jogar só com dois atacantes, com Arouca, Renato Abreu, Montillo e Leandrinho no meio, porém com liberdade para Leandrinho se aproximar do ataque, que teria Thiago Ribeiro e Gabriel (ou Willian José).

Considero a possibilidade de substituir o garoto Gabriel nesta segunda opção porque a torcida tem pegado muito no seu pé e ele realmente não tem jogado bem. Se começar a ser vaiado, sumirá de campo. Aliás, acho que nessa posição ocupada por Gabriel poderá haver um revezamento entre ele, Neilton e Victor Andrade. Manter sempre um garoto – rápido e atrevido – no ataque é muito bom e embanana a defesa adversária. Quem tiver melhor dos três, joga.

A vitória nesse domingo tem tudo para ser sucedida por outra vitória no meio da semana, frente ao já desanimado Náutico. Estes seis pontos colocariam o Santos na briga direta por uma vaga para a Copa Libertadores de 2014. Mas não se ganha seis pontos de uma vez só. É preciso jogar cada partida com fé, atenção e determinação.

O que esperar do Criciúma?

Todo adversário merece respeito? Teoricamente, sim. Mas se um time favorito respeita demais o outro, e não o ataca e pressiona como deve, esse outro começa a ganhar confiança (ou “gostar do jogo”, como dizem os comentaristas da tevê), e ao se sentir à vontade pode alcançar o gol e tornar a partida dramática. As grandes zebras ocorrem assim, ou por falta de respeito, ou por respeito demais.

Mas é claro que o Criciúma merece cautela. Trata-se de uma equipe que já viveu lampejos vitoriosos neste Brasileiro. Relembre, amigo e amiga, que de 24 de agosto a 5 de setembro o Criciúma, dirigido pelo técnico interino Silvio Criciúma, em quatro jogos venceu três e empatou um: derrotou Vitória (1 a 0) e São Paulo (2 a 1) fora de casa, venceu o Coritiba (2 a 1) em Criciúma e empatou com a Ponte Preta, em Campinas, por 0 a 0. Portanto, já mostrou que merece cuidados.

No momento, porém, o desespero bate à porta do Criciúma. O time não vence há quatro jogos e vem muito desfalcado para a Vila Belmiro. Os laterais Sueliton e Marlon, machucados, não jogam. O reserva de Marlon, Gilson, também está com problemas físicos. Por isso, o lateral-esquerdo do time catarinense deverá ser o garoto Diego Hoffmann, que veio das categorias de base. Nem é preciso dizer que Cicinho, Gabriel e/ou Thiago Ribeiro têm de forçar a barra por ali.

O volante Serginho e o atacante Cassiano, ambos contundidos, também não devem entrar em campo. Outros prováveis desfalques são os ex-santistas Éwerton Páscoa, que deverá ser substituído por Fábio Ferreira, e o centroavante Marcel, cujo lugar deverá ser ocupado por nosso conhecido Wellington Paulista. Outra substituição provável é a de Morais por Daniel Carvalho.

À espera de erros de passes do Santos, ou do aproveitamento de alguma bola parada, o Criciúma, com três zagueiros, provavelmente jogará com Helton Leite, Matheus Ferraz, Fábio Ferreira e Leonardo; Tony, Elton, João Vitor, Daniel Carvalho e Diego Hoffmann; Lins e Wellington Paulista.

A arbitragem será de Arilson Bispo da Anunciação (BA), auxiliado por Janette Mara Arcanjo (MG) e Valdebranio da Silva (RO). Confesso que não tenho maiores referências sobre esse trio. Desejo-lhes boa sorte, apenas.

Enfim, será um confronto que exigirá determinação e fome de gol dos santistas, mas ao mesmo tempo implicará algum cuidado, pois o adversário já conseguiu bons resultados fora de casa. Qual a melhor maneira de encarar uma partida assim? Pode parecer uma resposta comum, mas o ideal é entrar em campo como se fosse para uma decisão mesmo. Se render o máximo que pode, ou ao menos 80% de seu potencial, o Santos vence por uma diferença de dois gols, devolve os 3 a 1 que sofreu no primeiro turno e segue adiante em busca de uma honrosa classificação para a Libertadores.

Aprecie este Santos moleque de 2003, na mesma Vila Belmiro, marcando cinco gols no Criciúma em apenas 23 minutos de jogo:

E você, o que espera do Santos diante do Criciúma?


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