Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Vitória madura. Faltam 4!

A promoção compre um e ganhe dois exemplares do livro Time dos Sonhos, a Bíblia do Santista, se encerrou ontem à meia-noite. Só podem continuar participando os que já iniciaram o processo de compra antes da meia-noite. O blog agradece a todos que participaram. Nesta terça-feira, em homenagem à Olimpíada, lançaremos uma promoção com o livro “Sonhos mais que possíveis”, que traz 60 histórias de superação de atletas olímpicos.
Sonhos mais que possiveis - capa

VITÓRIA MADURA. AGORA FALTAM QUATRO!

O Santos precisou ser um time paciente e maduro para vencer o Cruzeiro por 2 a 0 na Vila Belmiro e prosseguir no encalço da liderança do Campeonato Brasileiro. Mesmo em penúltimo lugar na competição, o time de Minas tem bons jogadores, toca bem a bola e estava estreando o afamado técnico Mano Menezes. Entretanto, penetrando pelas laterais, o Santos fez os dois gols no segundo tempo e conseguiu importante vitória.

No primeiro gol, Caju recebeu de Copete e deu excelente assistência para o jovem artilheiro Vitor Bueno, que só tocou na saída do goleiro Fábio. No segundo, Jean Mota serviu Victor Ferraz, que cruzou. Pressionado, Lucas cabeceou contra sua própria meta. Jean Mota ainda perdeu chance incrível para marcar, após passe medido de Vitor Bueno.

Como muitos dês blog previram, Léo Cittadini estava escalado. Porém, sentiu uma indisposição no vestiário, o que obrigou o técnico Dorival Juniir a começar a partida com Yuri. O grande nome do meio campo, entretanto, foi Renato, que assumiu a liderança do setor e quase marca um golaço ao invadir a área adversário com dois chapéus seguidos.

A zaga do Santos foi bem. Gustavo Henrique e Luiz Felipe estão se entendendo. Na defesa, só Victor Ferraz se mostrou um tanto dispersivo. Do meio para a frente, gostei muito de Vitor Bueno, que amadurece a cada dia; de Copete, que se doa para a equipe, e também de Ricardo Oliveira, que está querendo jogo.

Enfim, vitória importante. Agora vamos esquecer que o próximo jogo, contra o Flamengo, poderia ser na Vila, e vamos começar a campanha para os santistas de Cuiabá e região irem à Arena do Pantanal apoiar o time na quarta-feira, às 21h45, contra o Flamengo. Será outro jogo decisivo. O adversário também está crescendo e tem o apoio do status quo, mas o Santos tem time para vencer.

Santos 2 x 0 Cruzeiro
Vila Belmiro, 31/07/2016, às 16 horas
17ª rodada do Campeonato Brasileiro
Renda: R$ 421.520,00. Público: 13.830 pessoas.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Caju;Renato, Yuri (Rafeal Longuine) e Vecchio (Jean Mota); Copete (Joel), Vitor Bueno e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.
Fábio, Lucas, Manoel, Bruno Rodrigo e Edimar; Bruno Ramires, Ariel Cabral, Robinho e Arrascaeta (Ábila); Rafael Sobis (Rafinha) e Willian. Técnico: Mano Menezes.
Gols: Vitor Bueno aos 16 e Lucas, contra, aos 28 do segundo tempo.
Arbitragem: Wagner Reway (MT), auxiliado por Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Fabio Rodrigo Rubinho (MT).
Arbitragem: Wagner Reway (MT), auxiliado por Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Fabio Rodrigo Rubinho (MT). Boa arbitragem no geral.

E você, acha que o Santos está mais maduro?


De repente pode ser líder


No ano passado foi assim.

  • Tomo a liberdade de lembrar às queridas e queridos leitores deste blog que a promoção de comprar um e receber dois exemplares do livro Time dos Sonhos, com direito a dedicatórias, frete pago e o PDF do livro Donos da Terra se encerra neste domingo à meia-noite.
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    Abraços! Odir.

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    DE REPENTE JÁ PODE SER LÍDER!

    É sabido que o Cruzeiro tem elenco para estar em posição bem melhor do que a penúltima colocação na tabela. Mas é sabido também que mesmo que fosse o primeiro colocado, o Santos teria de jogar para vencer a partida deste domingo, às 16 horas, na Vila Belmiro. Até porque o time vem jogando bem e se vencer poderá, dependendo de outros resultados, se tornar o líder do Campeonato Brasileiro.

    Para que isso ocorra, o Santos precisa vencer por dois gols de diferença, o Palmeiras deve perder para o Botafogo, fora de casa, às 18h30; o Corinthians não pode vencer o Internacional, às 16 horas, em Porto Alegre, e o Grêmio também não pode vencer o América Mineiro, às 18h30, em Minas Gerais. Perceba, querida e querido leitor, que se tratam, todos, de resultados plenamente possíveis.

    Eu tinha escrito que a última vez que o Santos liderou o Campeonato Brasileiro ocorreu em 2005, quando o técnico era o Gallo, mas o Anderson Garcia me corrigiu. Ele escreveu: “A última vez que o Santos terminou uma rodada na ponta do Campeonato Brasileiro foi em 2006, depois de uma vitória por 3 a 1 sobre a Ponte Preta, na Vila Belmiro. Naquele ano o Peixe liderou o torneio por três rodadas seguidas, mas na sexta rodada acabou perdendo a vantagem para o Cruzeiro, nosso adversário de domingo.”

    Seria fantástico, mas, como já escrevi antes, se o time quer mesmo ser campeão, tem de se programar para vencer os próximos cinco jogos, a começar por este de domingo.

    Com a possibilidade de usar Jean Mota no meio, além de Yuri, Vecchio, Renato e o indefectível Léo Cittadini (nem contei Valencia e Elano), sem falar na possível volta de Lucas Lima; com Vitor Bueno, Copete e Ricardo Oliveira chegando ao ataque; Daniel Guedes e Caju dando conta das laterais; Vanderlei firme no gol, e David Braz pronto para entrar na zaga, em que Luiz Felipe e Gustavo Henrique começam a querer se entender, Dorival Junior tem de parar de chorar só um pouquinho e focar na vitória.

    Para não ficar em cima do muro, meu time seria: Vanderlei, Daniel Guedes, Luiz Felipe (ou David Braz), Gustavo Henrique e Caju; Yuri, Renato e Vecchio; Vitor Bueno, Ricardo Oliveira e Copete. Se Lucas Lima tiver condição de jogo, não sei se tiraria o Yuri ou o Copete. Dou o benefício da dúvida a quem acompanhou os treinos da semana. Quanto a Victor Ferraz, mesmo que esteja recuperado eu deixaria mais um pouco no banco para ver se se preocupa em aprender a marcar. Gostei muito do Daniel Guedes contra o Gama, cruza melhor e não é tão enrolador como o VF.

    O Cruzeiro tem alguns bons jogadores, como Willian, Sóbis, Manoel, Arrascaeta, mas é um time desorganizado, que o novo técnico Mano Menezes não teve tempo de organizar. É ir pra cima, fazer valer a decantada pressão da Vila e ganhar maios uma. Este ano, só o título interessa.

    Renda Penhorada

    Tenho até desgosto de escrever essas coisas, mas sou obrigado a lembrar que a renda do jogo deste domingo será penhorada para pagar um empresário que trouxe o Sr. Lesma, ou melhor, Ledesma, para o Santos. Mais 360 mil reais de prejuízo para o clube! Brincadeira. Juro que espero ansiosamente dar uma notícia de receita para o Santos que não seja por vender jogador e nem antecipar cota de televisão.

    Agora vai! Maurine é linda e joga muito!

    E você, o que acha disso?


    Obrigado Ricardo Oliveira!

    Figueirense é o adversário nas quartas!

    Sorteio realizado há pouco na sede da CBF definiu que Santos pegará o Figueirense nas quartas-de-final da Copa do Brasil. Caso passe pelo time catarinense, o adversário do Alvinegro Praiano na semifinal será o vencedor do duelo entre São Paulo e Vasco. Os outros jogos das quartas reunirão Palmeiras x Internacional e Grêmio x Fluminense.

    A ordem dos mandos de campo será definida logo mais, às 14 horas, em sorteio na CBF.

    A única diferença entre o futebol mostrado pelo Santos e pelo Cruzeiro, no jogo do Mineirão, foi o gol de Ricardo Oliveira. Um golaço, no finalzinho do primeiro tempo, em um chute de esquerda, de fora da área, que entrou no ângulo do gol de Fábio. No mais, o Santos se defendeu, tocou a bola e esperou o tempo passar. Não jogou bem como vinha fazendo, mas venceu sua primeira partida fora de casa neste Campeonato Brasileiro e pode entrar definitivamente na briga pelo G4 se voltar a somar três pontos contra o Chapecoense, quinta-feira, na Vila Belmiro.

    Depois de pressionado nos quinze minutos iniciais do jogo, o Santos conseguiu ter mais posse de bola e criar algumas jogadas ofensivas. Numa delas, Neto Berola chegou centímetros depois de Fábio, em um passe de Lucas Lima que poderia ter gerado o primeiro gol santista. Gol que surgiu de uma maneira inesperada, em um chute de longa distância de Ricardo Oliveira. O centroavante recebeu de Victor Ferraz, tocou para o lado e encheu o pé. Uma pintura!

    No segundo tempo, o Santos voltou a ser aquele time preguiçoso e defensivo que costuma ser quando atua fora de casa. Sua única chance foi outro chute de Ricardo Oliveira que passou raspando a trave.

    Dorival Junior fez três substituições: tirou Neto Berola para colocar Leandro; Thiago Maia para por Lucas Otávio, e Lucas Lima para fazer entrar Léo Cittadini. Elas não mudaram o jogo. Mesmo com Fabrício expulso aos 40 minutos do segundo tempo, o Cruzeiro continuou pressionando até o fim, incentivado por sua torcida – que já deve estar preocupada com a possibilidade do rebaixamento.

    Atuações dos Santistas

    Vanderlei – Firme, tranqüilo, mas pouco exigido. 6,5.
    Victor Ferraz – Seguro, apoiou pouco, mas marcou melhor. 6,5.
    David Braz – Dessa vez, não deu sustos. 6,5.
    Gustavo Henrique – Bem no alto, bem no chão. 7,5.
    Zeca – O ponto fraco da defesa. Deu umas três bobeadas. 5.
    Renato – Calma, experiência e segurança no meio-campo. 7.
    Thiago Maia – Apareceu pouco, mas foi eficiente. 6,5.
    Lucas Lima – Muito bem marcado, ainda conquistou a bola e criou jogadas. 7.
    Marquinhos Gabriel – Estava indo bem quando entrava no transcorrer do jogo. Dessa vez que começou desde o início, ficou devendo. Perdeu contra-ataques e desperdiçou jogadas. Mas, taticamente, foi útil, ajudando na marcação. 6,5.
    Ricardo Oliveira – Pegou pouco na bola, mas decidiu o jogo. Além do gol, ajudou na marcação. 8.
    Neto Berola – Não soube como usar sua velocidade. Mais baixos do que altos. 5,5.
    Dos jogadores que entraram, Leandro apareceu mais, porém não se pode dizer que jogou bem. Fez faltas bobas ao ajudar a defesa e não teve fôlego nas jogadas ofensivas em profundidade. 5,5. Lucas Otávio só deu trombadas, assim como Leó Cittadini. Como tiveram pouco tempo, ficam sem nota.
    Dorival Junior – Não quis arriscar e buscou, perigosamente, segurar a vantagem mínima. Pouco ousado, poderia ser castigado no final com o empate. Mesmo assim, pela vitória, 6.

    A história desse time precisa ser preservada

    time dos sonhos - autor lendo trecho do livro para Robinho

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    E você, o que achou da vitória do Santos sobre o Cruzeiro?


    Entre o G4 e o Z4




    Um Santos feliz ao cair da tarde, por Ricardo Saibun.

    Entre o G4 e o Z4


    Esta vitória contra o Cruzeiro, no Mineirão, marcou a arrancada do Santos no Brasileiro de 2002. O time de Minas também era treinado por Luxemburgo.

    Mesmo sem Gabriel, machucado, e Geuvânio, suspenso, o Santos pode fazer um jogo contra o Cruzeiro, domingo, às 18h30, no Mineirão e, no caso de uma vitória, se aproximar do G4. Por outro lado, uma derrota faria o time se preocupar novamente com a zona de rebaixamento.

    Marquinhos Gabriel vai entrar e tem jogado bem. A outra vaga é mais problemática. O técnico Dorival Junior prefere Leandro, cuja contratação ele pediu, ou Neto Berola, mas a maior parte da torcida prefere Rafael Longuine. Eu acho que Longuine está mais em forma, Berola é mais rápido, mas Leandro tem mais potencial. Passo a responsabilidade da escolha para a técnico.

    Com Gabriel e Geuvânio, o Santos é mais rápido nos contra-ataques e mais perigoso no geral. Ambos, mais Ricardo Oliveira e Lucas Lima, formam um dos melhores sistemas ofensivos do Campeonato Brasileiro. Sem os dois garotos, não sei se o ideal é manter a fórmula de três atacantes. Talvez, com a entrada de Paulo Ricardo no meio, este setor ficasse mais protegido e fosse possível liberar Lucas Lima e Marquinhos Gabriel, que poderiam flutuar entre o meio e o ataque, bagunçando a defesa adversária.

    O certo é que o jogo pode ajudar a decidir as pretensões do Santos para o restante do campeonato. Como está exatamente na metade do caminho entre o G4 e o Z4 – a seis pontos de um e outro –, uma vitória no Mineirão pode valer muito na briga por uma vaga na Copa Libertadores. Claro que ainda há a possibilidade de se conquistar a Copa do Brasil e garantir a vaga, mas se é possível, também, lutar por ela no Brasileiro, por que não?

    Cruzeiro e Luxa na corda bamba

    O Cruzeiro atual não é mais o bicho-papão que se tornou bicampeão brasileiro. O elenco foi reformulado para pior. O técnico Vanderlei Luxemburgo está com dificuldade para encontrar o time ideal e a torcida já está pegando no seu pé. Por isso, é previsível que o time mineiro não jogue fechado, dando ao Santos espaços e oportunidades para chegar ao gol.

    Leio em matéria do jovem Lucas Musetti, colaborador do jornal A Tribuna de Santos, que o Cruzeiro enfrentou o Palmeiras com seis jogadores que já atuaram no Santos, entre eles Mena, Leandro Damião, Henrique e Charles. Talvez aí se explique a má fase do time de Minas. Espero que os ex-santistas voltem a ser escalados domingo.

    Coquetel com os astros e frete pago do livro Time dos Sonhos

    Um dia desses, um comprador do livro Time dos Sonhos, nessa campanha de pré-venda da Kickante que está entrando nas duas últimas semanas, perguntou-me se o valor do frete já estava incluído no preço das recompensas. Na hora me deu um branco e não soube responder. Chequei com o pessoal da Kickante e confirmei que sim, o frete está incluído no preço. Quem participar da campanha receberá o livro no endereço que quiser, sem nenhum custo adicional.

    Outra novidade é que estamos fechando o coquetel de lançamento e o bate-papo com os pesquisadores do Santos no Museu Pelé, em outubro, com a presença dos jogadores lendários que atuaram no Time dos Sonhos. Assim, os participantes da campanha terão também a oportunidade de conhecer o Museu e conversar pessoalmente com aqueles que atuaram no melhor time de todos os tempos.

    Se ainda não garantiu o seu lugar, kick aqui para saber como participar da campanha de pré-venda do livro Time dos Sonhos

    E você, o que espera do Santos contra o Cruzeiro?


    Robinho, Marquinho, Espanholização e garra administrada

    Lucas Lima, Ricardo Oliveira, Robinho e Victor Ferraz
    Ao menos o ambiente ainda está bom (Ricardo Saibun/ Santos FC)

    Só para concluir o caso Robinho, fico com a opinião de que o Santos não pode pagar o que ele pede e tem o direito de pedir. E se não pode pagar, não adianta comprometer ainda mais seu precário balanço financeiro. A não ser, obviamente, que surja um fato novo, como um decantado patrocinador (sim, eles existem, é só procurar bem, com bons argumentos, e saber negociar). Empréstimos bancários significam empurrar o problema para o futuro, o que no caso do Santos seria mais uma bomba-relógio. Já temos a do Leandro Damião, não podemos nos esquecer disso.

    O caso Robinho escancara a Espanholização que fere o futebol brasileiro. O Flamengo tem uma dívida muito maior do que o Santos, mas tem uma receita e um crédito também muito maiores, e isso lhe dá a possibilidade de tirar os melhores jogadores de clubes mais vitoriosos do que ele. O futebol ficou em segundo plano. Quem manda é o crédito.

    Apesar dos esforços da Rede Globo e dos clubes favorecidos para tentar provar o contrário, a maldita Espanholização é uma realidade, e o buraco ficará mais fundo a partir de 2016, quando os dois queridinhos, que não estão sendo campeões de nada e nem disputam a Libertadores, receberão da Rede Globo três vezes mais do que Cruzeiro e Internacional, por exemplo, os únicos brasileiros na competição sul-americana e dois dos únicos que estão garantindo os maiores espetáculos este ano.

    Mas a vida de um time de futebol brasileiro, como o Santos, tem sido assim mesmo. Revela ou recupera um jogador e depois o perde para quem paga mais. Você acha que nesta hora Robinho vai se lembrar de que estava encostado no Milan e que o único clube no mundo que poderia devolver-lhe o prestígio seria o Santos? Ou se lembrará de que quase impôs a contratação de Elano, ou que era o líder dos jogadores na hora de pedir os jogos na Vila Belmiro? Pois é, agora o jogador vai embora e os prejuízos ficam para o clube pagar.

    Mas, do mesmo jeito que craques vão embora, surgem outros que, às vezes, se consolidam como craques, ou ao menos se tornam muito importantes para o time. Recebo o vídeo do jogador Marquinho, um jogador de meio-campo, mas versátil, recentemente contratado do Audax. Pelas imagens, percebo que tem habilidade, joga com a bola rente aos pés, é forte e ágil. Só precisa, ao menos pelo vídeo, treinar um pouco mais o chute. Não me parece problema de força, mas de biomecânica. Ver o pé de apoio, o momento do contato com a bola… Para isso todo clube deveria ter um especialista em chutes a gol. Sugiro levar o Pepe, o Dorval, o Coutinho e o Pelé para um workshop no CT. Ailton Lira e João Paulo já quebrariam um bom galho.

    De qualquer forma, esta será a realidade do Santos em 2015: montar um time com jogadores vindos da base, esquecidos pelo mercado ou em fase de decadência. Depois, terá de trabalhar muito para recuperá-los, dar-lhes confiança, torná-los dignos de vestir essa camisa de tantas glórias e tradições e, o que é essencial, com um salário modesto.

    Por último, falarei do que chamo “garra administrada”. Quem viu o jogo do Santos contra o Sport e depois viu o Cruzeiro vencer o River Plate em Buenos Aires, sabe do que estou falando. Em Recife, parecia que o moroso Santos tinha assinado um contrato que não lhe permitia vencer a partida; enquanto lá no Monumental de Nuñes, mal o jogador matava a bola e já vinha um adversário se atirando aos seus pés. E correram e trombaram o tempo todo, sem que ninguém reclamasse de cansaço ao final da partida. Por que essa diferença?

    Jogadores não vão dizer para nós e nem para a imprensa, mas é lógico que se esforçam, que correm mais nos jogos mais importantes, principalmente este Santos, que há anos tem sido um leão na Vila Belmiro e um gatinho fora de casa. Então, o time sabia que mesmo que perdesse no Recife ainda teria a “mágica” Vila Belmiro, com seus cinco mil pagantes, para o segundo jogo. Em casa correrão e chutarão a gol muito mais e, se der a lógica, vencerão pela diferença suficiente para passar para a próxima fase da Copa do Brasil. Mas, se não se classificarem, não será uma tragédia, pois poderão disputar a Copa Sul-americana.

    Já o Cruzeiro, estava na grande competição para um time sul-americano, e contra um adversário que ele costuma vencer, mesmo em Buenos Aires e em um estádio lotado. É claro que além da importância do jogo, o comportamento dos jogadores cruzeirenses tem sido bastante positivo e solidário nos últimos anos, e por isso é o atual bicampeão brasileiro.

    Veja Marquinho em ação:

    Agora veja a coletiva de Marcelo Fernandes:

    E você, o que acha disso tudo?


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