Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Cruzeiro (page 1 of 18)

É difícil ver a realidade

O empate de 1 a 1, no Mineirão, foi justo, mas com um pouco mais de precisão no ataque o Santos bem que poderia ter vencido o Cruzeiro. No clássico, o Palmeiras foi o menos ruim e superou o São Paulo, por 4 a 2. E no sábado o líder conseguiu sua maior façanha no campeonato: perder, em casa, para o praticamente rebaixado Atlético Goianiense, por 1 a 0. Em suma, o Campeonato Brasileiro continua medíocre e foi esse mesmo termo que usei na sexta-feira, no programa das 20 horas da Rádio Transamérica.

Os jovens comunicadores do programa me olharam entre surpresos e incomodados, mas o experiente Silvio Luiz não se abalou. É que falavam muito do Corinthians e eu tive de lembrá-los que o Campeonato Brasileiro está esvaziado, pois a competição mais importante do ano para os times brasileiros é a Copa Libertadores da América. Além disso, há os que estão priorizando a Copa do Brasil. Dos que colocaram o Brasileiro como meta principal, o Palmeiras é o único que poderia lutar pelo título, mas está 14 pontos atrás do primeiro colocado.

Usei “medíocre”, como sinônimo de mediano, para definir o Brasileiro e seu líder. Logo em seguida, para não parecer que estava puxando a sardinha para o meu lado, admiti que o Santos também é medíocre, assim como todos os grandes clubes brasileiros. E fiz a pergunta, que sempre fica sem resposta: “Qual é o craque em atividade no Brasil, hoje?”.

Até o ano retrasado talvez esse craque fosse Lucas Lima, mas agora perde a bola e fica assistindo a partida, leva cartões amarelos a todo momento, reclama mais do que joga. Em um clube europeu, mesmo de nível médio, teria vida curta, pois lá o jogador tem de ser participativo, não pode jogar só com a bola no pé. Vejam que até Neymar ajuda na marcação.

No dia seguinte ao programa na rádio, o Corinthians perdeu do lanterna em sua arena, e no domingo, em que prevaleceu a lógica absoluta, além do empate do Santos, o Palmeiras ganhou do São Paulo depois de sofrer um pouco. A única grande jogada foi o gol de Willian, o segundo do Palmeiras, batendo da direita, enviesado, no canto alto oposto do goleiro. Gol bonito, mas um tanto óbvio, na verdade, repetição de muitos outros nas mesmas circunstâncias.

A imprensa esportiva deveria evitar comentar em cima de resultados e da tabela de classificação, mas como esperar que jovens cronistas não elogiem o líder do Brasileiro, se ele tem uma vantagem tão grande de pontos e se a maior torcida também é dele? Torcida grande dá ibope e influencia nas análises, mas não deveria. É evidente que o líder tem um ótimo sistema defensivo, mas apresenta muitos problemas quando precisa atacar, pois não possui jogadores de grande habilidade.

Outra evidência desse Brasileiro, em que vemos tantos ex-santistas espalhados por aí – Robinho no Atlético Mineiro, Diego e Geuvânio no Flamengo, Marquinhos Gabriel no Corinthians… – é que não é em todo time que certos jogadores mostram o seu melhor futebol. O Santos tem um ambiente especial que favorece a atuação jovens, principalmente, mas também de veteranos identificados com o clube. Aliás, essa maior tolerância dos santistas com os garotos e velhinhos tem de ser aproveitada para montar grandes equipes sem se gastar muito dinheiro.

Bem, mas eu comentava a postura da imprensa esportiva diante dos times paulistas. Com a necessidade de se conseguir audiência, é compreensível que ela endeuse um time medíocre, apenas porque é o líder. Essa falta de visão, porém, influi na meritocracia e acaba provocando aberrações, como a convocação para a Seleção Brasileira de jogadores de esquema tático, mas que individualmente deixam muito a desejar, como o grandalhão e pouco ágil goleiro Cássio. Depois, a Seleção toma uma traulitada e fica todo mundo de boca aberta, sem saber por quê.

Inscrições abertas para o II Curso de Especialização Técnica e Ética do Novo Jornalismo Esportivo

Sou do tempo em que jornalistas precisavam ter o diploma universitário para exercer a profissão. Hoje parece que ele não é obrigatório. Porém, continua sendo obrigatório escrever bem, conhecer a técnica e a ética da profissão. Idealizei esse curso pensando em profissionais, estudantes e interessados. O primeiro, em julho, foi um sucesso. Estou esperando a turma de setembro. Lembro que as inscrições se encerrram dia 4, próxima segunda-feira. Abaixo, o programa e informações para as inscrições.

Temas do Curso

Pirâmide Invertida X Novo Jornalismo

As maneiras tradicional e criativa de se escrever uma reportagem

As regras para uma boa entrevista

Da preparação à técnica de colher informações e escrever

As dez qualidades do bom jornalista

Extraídas do livro “Lições de Jornalismo”.

Como escrever para

Jornal – Revista – Rádio – TV – Blog

Mídia Social e Assessoria de Imprensa

Escrever um livro

Como pesquisar, escrever e publicar

Os limites da polêmica

Como evitar os crimes de opinião:

Difamação, Injúria e Calúnia

Princípios do bom texto

Clareza

Objetividade e ordem direta

Escolha das palavras simples e concretas

Uma ideia por parágrafo

Precisão. Sem ela não há credibilidade.

Isenção. A necessidade de ser neutro.

Empatia. O melhor repórter se apaixona pela matéria.

A importância de reler o texto

Criatividade e os caminhos que levam a ela

Comportamento do repórter

Humildade e Respeito. Qualidades essenciais.

Ousadia e Iniciativa. Quando elas são obrigatórias.

Descrição das funções Jornalísticas

Repórter – Copidesque – Chefe de Reportagem

Revisor – Editor – Editor-chefe

Como fazer

Títulos – Subtítulos – Olhos – Intertítulos – Legendas

Lições na classe e em casa

Matérias sobre eventos escolhidos

Trabalho Final

Certificado de Conclusão com o número de horas/aula

Curso de Especialização Técnica e Ética do Novo Jornalismo Esportivo

Carga horária: 16 horas

Datas e horários: dias 5, 6, 12, 14, 19, 21, 26 e 28 de setembro, das 19h30 às 21h30.

Local: Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (ACEESP).

Endereço: Av. Paulista, 807, 9º andar, conjunto 904, São Paulo. Fones: (11) 3251-2420 e 3289-8409.

Investimento: R$ 300,00 (trezentos reais – 50% na matricula, 50% até o dia 15 de setembro.)

Sócios da ACEESP em dia com a anuidade não pagam.

Informações e inscrição até 4 de setembro pelo e-mail blogdoodir@blogdoodir.com.br

Ministrado por Odir Cunha, jornalista profissional há 40 anos – Jornal da Tarde, O Globo, rádios Globo, Excelsior e Record, TV Record, editor de nove revistas esportivas, diretor de comunicação da Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo, diretor da Ampla Comunicação, editor das editoras de livros Novo Conceito e Magma Cultural, dono do Blog do Odir, autor de 27 livros, biógrafo de Oscar Schmidt, Pelé e Gustavo Kuerten, ganhador de dois prêmios Esso e três prêmios da Associação Paulista dos Críticos de Arte.


Vá buscar a toalha, Levir

Está certo que a prioridade do Santos é a Copa Libertadores, a principal competição para os melhores times brasileiros, aquela que pode consolidar o currículo do Santos como o melhor de todos os times nacionais. Porém, ainda é possível lutar pelo título brasileiro, o que ficou provado com mais uma derrota do Corinthians, em casa, e dessa vez para o lanterna da competição, o Atlético Goianiense. Esse novo vexame diante de sua torcida e contra mais um time na zona de rebaixamento, mostra que Renato Gaúcho estava certo quando disse que o líder ia despencar e que Levir Culpi estava errado quando afirmou que o campeonato já estava decidido.

Ao chegar ao Santos, um técnico deveria ser orientado sobre a filosofia do time e de seu torcedor. Dorival Junior acabou rejeitado pelos santistas porque tinha a mania de desistir das competições bem antes de seu final. Parece que Levir está indo para o mesmo caminho. Eu nunca tinha ouvido um técnico cuja equipe está em terceiro lugar afirmar que, mesmo diante de um turno inteiro pela frente, o time não tem mais chance de lutar pelo título.

Sei que o “se” não existe no futebol, mas então falemos de planejamento competitivo. Caso tivesse escalado um time para vencer, preparado psicologicamente seus jogadores para conquistar os três pontos contra Avaí, Fluminense e Coritiba, quem sabe o Santos não teria somado seis pontos a mais nesses três jogos que empatou sem gols.

Tivesse vencido, e vencendo também ao Cruzeiro neste domingo, diminuiria a diferença que o separa do líder para apenas quatro pontos, que poderiam se tornar apenas um caso vencesse também o rival na rodada seguinte, na Vila Belmiro. Veja como o futebol é mesmo surpreendente, não só dentro de campo. Quem diria que um macaco velho como Levir, o autor da frase do “piloto automático” em 2004, ainda perpetuaria outras pérolas 13 anos depois.

IPT preocupante

O amigo Junior, assíduo frequentador deste blog, pega no pé de alguns jogadores do Santos, para ele privilegiados que fazem parte de uma “panelinha” e se mantêm na equipe mais por fatores extra campo do que pelo que efetivamente jogam. Se não me engano, Junior coloca entre os paneleiros os jogadores David Braz, Zeca, Renato, Lucas Lima e Ricardo Oliveira.

Para completar, Junior também criou uma fórmula na qual os resultados do time dependem do que ele chama de IPT, ou Índice Panelinha Team. Se o IPT chega a 4 ou mais, o Santos perde. Então, se contra o Cruzeiro jogarão cinco da Panelinha, o time perderá? Fica a dúvida no ar.

No Mineirão, logo mais, às 19 horas, o Santos jogará com Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Alison, Renato e Lucas Lima; Copete, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira. São os titulares do Levir.

O Cruzeiro, de Mano Menezes, deverá jogar com Fábio, Ezequiel, Digão, Murilo e Diogo Barbosa; Henrique, Hudson, Robinho, Rafinha, Rafael Sóbis e Sassá. A arbitragem será de Anderson Daronco (RS/FIFA), auxiliado por Rafael da Silva Alves (RS) e Elio Nepomuceno de Andrade Junior (RS).

Dá para ganhar. Se equilibrar na vontade, o Santos terá chances. Mas o problema é esperar que esse time se dedique. Sabemos que só Alison marca filme no meio de campo, que Victor Ferraz deixa uma avenida nas suas costas e que Ricardo Oliveira é o centroavante que joga por uma bola. Mas será que valeria a penas substituí-los por Daniel Guedes, Leandro Donizete e Kayke? Com a palavra, os comentaristas do blog.

Seminário de ótimas ideias para o Santos

Passamos um sábado único, ao lado de 180 santistas, no Seminário “O Santo que a Gente Quer”, no auditório do Sindicato dos Bancários, na Rua São Bento, centro de São Paulo. Organizado por Josiel Souza, Marcos Maldonado e Julio Cintra, o evento reuniu especialistas que falaram sobre estádios e arenas, a marca do Santos, programas de sócio, alternativas de marketing e outros assuntos de relevância para o clube. O melhor é que a política foi deixada de lado e se discutiu apenas providências concretas que podem levar o Santos a dias melhores. Tive o prazer de falar da real dimensão da torcida santista.


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A recente discussão de um repórter paulistano com o técnico Wagner Mancini, do Vitória, ressalta a importância do comportamento adequado e da ética na profissão de jornalista esportivo, um dos temas do curso que ministrarei em setembro na sede da Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo. Seguem mais informações abaixo:

Inscrições abertas para o II Curso de Especialização Técnica e Ética do Novo Jornalismo Esportivo

O primeiro, em julho, foi um sucesso. Não perca o de setembro.

Ministrado por Odir Cunha, jornalista profissional há 40 anos – Jornal da Tarde, O Globo, rádios Globo, Excelsior e Record, TV Record, editor de nove revistas esportivas, diretor de comunicação da Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo, diretor da Ampla Comunicação, editor das editoras de livros Novo Conceito e Magma Cultural, dono do Blog do Odir, autor de 27 livros, biógrafo de Oscar Schmidt, Pelé e Gustavo Kuerten, ganhador de dois prêmios Esso e três prêmios da Associação Paulista dos Críticos de Arte.

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A pior derrota

Parabéns, você frequenta o blog mais participativo do futebol

Um amigo já tinha me enviado essa informação, mas não dei muita bola. Hoje fui conferir e realmente ele está certo. Com dados das 8 horas da manhã desta segunda-feira, 29 de maio de 2017, pode-se afirmar que este é, disparado, o blog mais participativo de futebol da imprensa brasileira – mérito seu, claro, querido leitor e querida leitora, que tem o hábito de usar a caixa de comentários não só para opinar sobre o Santos e seus jogadores, mas também para discutir os mais diversos assuntos.

Pelas informações passadas por esse amigo, que comparou este blog aos 17 blogs ativos do UOL que falam de futebol, enquanto nosso post tinha 174 comentários, o blog de futebol com mais comentários no UOL não chegava sequer à metade deste número e todos os 17 blogs do portal, somados, alcançavam 179 comentários, praticamente a mesma quantidade do nosso.

Isso não deixa de ser uma vitória também para o nosso Santos, pois prova que um espaço exclusivo de informações e debates sobre o Glorioso Alvinegro Praiano pode, sim, ser mais atraente e gerar mais participação do leitor do que outros que se propõem a falar de todos os times, com destaque para “os mais populares”, além de usarem da visibilidade preciosa de um grande portal de notícias, como o UOL.

Fico envaidecido por ser o mediador de comentaristas tão inteligentes, sagazes, independentes e, por que não dizer, mordazes, que frequentam regularmente este espaço e o enriquecem com sua visão e sabedoria. A seguir, a quantidade de comentários dos blogs de futebol do UOL às oito horas desta segunda-feira, 29 de maio de 2017:

Blog do Vitor Birner
Ceni foi humilde e competente para ganhar o duelo tático de Cuca
Comentários: 19

Blog do Paulo Vinícius Coelho
O domínio de quem não perde
Comentários: 9

Blog do Menon
Ceni acertou mais do que Cuca. Bem mais
Comentários: 18

Blog do Roberto Avallone
O Corinthians, líder. E justiça a Fernando Prass.
Comentários: 1

Blog do Mauro Beting
De grão em grão…. Atlético-go 0x1 Corinthians…
Comentários: 0

Blog do Rodrigo Mattos
Brasileiro tem início com frente embolada e sem influência da tabela…
Comentários: 0

Blog do Marcel Rizzo
Barcelona sonha com Mina antes do combinado. Falta acertar com o Palmeiras
Comentários: 63

Blog do Milton Neves
O Timão é o favorito ao troféu “Cavalo Paraguaio-2017”!
Comentários: 31

Blog do Ohata
ESPN transmite mesma partida de Fox Sports e vence duelo de audiência
Comentários: 6

Blog do Mauro Cezar Pereira
Cidade eterna. Amor eterno. Todos deveriam ter um Totti para idolatrar
Comentários: 12

Blog do Juca Kfouri
Ninguém 100% e só quatro invictos: é o Brasileirão!
Comentários: 4

Alexandre Praetzel
Guto Ferreira nega contato do Inter e diz que está feliz no Bahia
Comentários: 0

Blog do Rafael Reis
Europa não tinha temporada tão farta em gols desde tempos de Eusébio
Comentários: 0

Blog do André Rocha
Não há razão para crise no Palmeiras. Mas existe um dilema.
Comentários: 4

Futebol em Números
Pratto: gringo com a melhor média de gols do São Paulo no século.
Comentários: 3

Blog do Leonardo Bertozzi
Entre um argentino e um finlandês, Totti quase deixou a Roma antes de virar lenda.
Comentários: 8

Corneta FC
A vitória do São Paulo sobre o Palmeiras em memes
Comentários: 1

Os comentários de todos os 17 blogs do UOL somavam 179. No mesmo horário, o nosso blog, com o título “A pior derrota”, tinha 174 comentários. Mérito seu! Parabéns!

A PIOR DERROTA

Perder para o Cruzeiro, na Vila Belmiro, por 1 a 0, é normal. Porque o Santos estava desfalcado de Lucas Lima, o único que se assemelha a um craque nesse time; porque o Cruzeiro é uma equipe de respeito e porque jogar em um estádio envidraçado por camarotes que abafam os gritos do torcedor, com apenas 7.025 pessoas presentes, não mete medo em ninguém. O que não é normal, o que significa a maior derrota do Santos no momento, é a mentalidade vigente no clube de que encastelar-se nos muros de sua cidade vai salvá-lo das tristezas do futebol.

Muitos santistas, até alguns que trabalham para a gestão que domina o clube, alertaram que três jogos seguidos na Vila Belmiro seria uma fórmula pronta de prejuízo. Nesse domingo, por exemplo, não havia jogo na capital, então por que não marcar Santos e Cruzeiro para o Pacaembu? Sabe-se, porém, que os assessores mais radicais do presidente defendem que só jogos sem expressão sejam levados para São Paulo. Como é ano de eleição, Modesto Roma não quer contrariá-los.

Assim, ignorando o bom senso e os mínimos princípios de planejamento que se espera de um clube de futebol profissional, o Santos fez os três jogos na Vila Belmiro, e obteve os públicos de 5.921 pessoas contra o Coritiba, dia 20 de maio, sábado passado; 6.632 espectadores contra o Sporting Crystal, dia 23, terça-feira, e agora, 7.025 torcedores contra o Cruzeiro, em uma média de 6.526 espectadores por partida.

Contra o Coritiba, segundo o balanço financeiro divulgado pela CBF, o jogo proporcionou um lucro líquido de 32 mil e 661 reais, mas só as “despesas diversas” chegaram a 44 mil e 891 reais. É fácil prever, portanto, o montante que o Santos deixou de ganhar ao contrariar a maioria de seus torcedores e marcar três jogos seguidos para o Urbano Caldeira.

Se o Pacaembu fosse um estádio maldito, onde o Santos perdesse todos os seus jogos, ainda se entenderia. Mas no estádio municipal de São Paulo o Alvinegro Praiano é o detentor do recorde de 19 vitórias consecutivas e mantém uma média de público que se aproxima de 25 mil pessoas. É incompreensível, amadora e discriminatória essa aversão ao estádio mais bem localizado do Brasil, onde o Santos tem uma tradição de grandes públicos, vitórias memoráveis e títulos históricos.

No Campeonato Brasileiro do ano passado foram as derrotas na Vila Belmiro que tiraram do Santos a chance de lutar pelo título. Neste ano o time ganhou do Coritiba devido a uma atuação extraordinária do goleiro Vanderlei e agora perdeu do Cruzeiro em um jogo no qual foi dominado boa parte do tempo. Não dá para dizer que o time jogaria melhor e ganharia no Pacaembu, mas também não dá mais para dizer que na Vila ele ganha todas. Nem uma criança acredita mais nessa crendice.

Assim, é irrelevante destacar quem jogou bem ou mal contra o Cruzeiro. Acho que o time todo se esforçou e deu o máximo que pode. Ocorre que os jogadores não podem dar mais do que isso. Falta ao time, principalmente, um armador talentoso e inteligente, que possa substituir ou jogar ao lado de Lucas Lima. Falta também um atacante mais jovem, rápido e com alguma técnica. Ricardo Oliveira tem técnica, mas já lhe faltam pernas. Na defesa, se continuasse de pé e não desse o carrinho, provavelmente Lucas Veríssimo não teria sido driblado. Porém, são detalhes.

O mais importante não é só ganhar os jogos, mas planejar uma trajetória que torne o Santos saudável financeiramente, com possibilidade de contratar melhores jogadores e se manter ainda mais cativante para os jovens, abrindo assim novas possibilidades mercadológicas. Mas não será jogando para um público médio de 6.500 pessoas que ele conseguirá isso.

E você, o que acha?

Agora ouça a análise de mestre Guga:

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Primeira vez inesquecível

Creio que nenhum torcedor se esqueça de seu primeiro dia em um estádio de futebol. O meu ocorreu em 13 de outubro de 1968, aos 16 anos, ao lado de meu irmão Marcos, então com 12. Afortunados, vimos o Santos de Pelé enfrentar o Cruzeiro de Tostão, dois dos melhores times do mundo na época. Difícil descrever o impacto que aquela tarde de domingo, no Morumbi, exerceu sobre nós. A arte e a emoção do futebol se miscigenam em um sonho eterno na mente e no coração de quem é tocado por ele.

Nosso Santos, do técnico Antoninho, jogou com Cláudio, Carlos Alberto, Ramos Delgado, Marçal e Rildo; Clodoaldo e Negreiros; Toninho, Douglas (Edu), Pelé e Abel. O Cruzeiro foi escalado por Orlando Fantoni com Fazano, Pedro Paulo, Procópio, Darci e Murilo; Zé Carlos (Piazza) e Dirceu Lopes; Natal, Evaldo, Tostão e Rodrigues (Hilton Oliveira).

Naquela partida a bola correu de pé em pé, macia e seduzida. O primeiro gol que vimos foi o de Pelé, após sensacional jogada de Douglas. O segundo, de Toninho Guerreiro, um dos mais notáveis artilheiros que já passaram pelo Alvinegro Praiano. Como nesse domingo teremos novamente, na Vila Belmiro, esse encontro memorável, faço questão de reproduzir o texto que ocupa parte das páginas 188 e 189 do livro Time dos Sonhos, em oferta na livraria deste blog:.

O Santos ia bem, com vitórias sobre Flamengo (2 a 0), Fluminense (2 a 1), Corinthians (2 a 1) e uma goleada estrepitosa sobre o Bahia, no Pacaembu, por 9 a 2. Algo nos dizia – a mim e ao meu irmão Marcos, tão ou mais fanático do que eu –, que os bons tempos tinham voltado. O jogo com o Bahia foi numa quinta-feira à noite. No domingo, 13 de outubro, à tarde, jogariam Santos e Cruzeiro, no Morumbi. Julgamos que era o momento ideal para irmos assistir nossa primeira partida em um estádio. Eu tinha 16 anos completados dia 17 de setembro, Marcos faria 13 em 15 de dezembro.

Até ali nossa paixão pelo futebol era alimentada pelo matraquear dos locutores de rádio, ou das imagens em preto e branco da tevê. Nunca tínhamos visto um jogo de perto, ouvido a torcida com seus urros que parecem brotar do concreto, percebido o contraste entra a roupa muito branca do Santos e a grama verde.

Descemos no Brooklin e fomos a pé até o Morumbi. Comprei os ingressos da geral de um cambista, que parecia muito preocupado em não nos ver perdendo tempo na fila. O anel das arquibancadas do Morumbi não tinha sido completado. A geral ficava exposta ao sol, mas era possível sentar nos degraus largos. A primeira visão de quem vai ao estádio pela primeira vez é um sonho. Principalmente se dali a instantes você vai ver o Santos de Pelé enfrentando o Cruzeiro de Tostão. Chegamos cedo e ficamos ali embaixo, apreciando as arquibancadas se encherem.

Os times entraram em campo, posaram para as fotos e logo os jogadores se dispersaram pelo gramado, correndo, petecando a bola, aquecendo-se para o jogo. O Cruzeiro tinha um lindo uniforme azul-escuro, mas os santistas se destacavam, pareciam maiores com a roupa branca refletida pelo sol da primavera. Era como se flutuassem pelo gramado, tocando a bola com uma maciez que nunca tínhamos visto antes.

A impressão continuou com o início do jogo. Ficamos admirados com a categoria dos jogadores, que não erravam passes e tinham um controle invejável. Como eram dois times clássicos; como não corriam, desenfreados, e nem davam pontapés, era difícil alguém roubar a bola, que invariavelmente prosseguia de pé em pé até a conclusão do ataque.

Ao nosso lado, dois irmãos mais novos conversavam. A certa altura o mais velho, protetor, perguntou ao menor, mirradinho, que não deveria ter mais do que 10 anos: “Ainda tá com fome?”. O garoto, olhos vivos abertos para o campo, respondeu sem piscar: “Estava, mas já passou. Ver o Santos jogar me tirou a fome”.

Comentei isso com o Marcos. Engraçado, nós entendemos perfeitamente o que aquele garotinho dizia. Sentíamos o mesmo deslumbramento. Ainda fico imaginando, hoje, se já existiu uma paixão mais pura pelo futebol do que aquele garotinho demonstrou aquele tarde, com aquela frase. Não se tratava, simplesmente, de amor por um time, mas pela beleza, pelo encantamento do futebol.

Emoção que virou arrebatamento quando Douglas entrou driblando em zigue-zague pela meia-esquerda, passou por dois ou três jogadores e a bola sobrou para Pelé chutar quase embaixo do gol. Faltando uns quinze minutos para acabar o jogo, do outro lado de onde estávamos, o Santos atacou pela esquerda, a bola foi cruzada e Toninho entrou para fazer o segundo e definir a vitória. Percebemos que a jogada seria perigosa não só por vê-la – pois do outro lado do campo se perde a noção da distância -, mas pelo barulho crescente da torcida, que acabou explodindo no gol. Voltamos para casa felizes, de alma lavada.

E você, qual foi seu primeiro jogo em estádio?

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Vitória madura. Faltam 4!

A promoção compre um e ganhe dois exemplares do livro Time dos Sonhos, a Bíblia do Santista, se encerrou ontem à meia-noite. Só podem continuar participando os que já iniciaram o processo de compra antes da meia-noite. O blog agradece a todos que participaram. Nesta terça-feira, em homenagem à Olimpíada, lançaremos uma promoção com o livro “Sonhos mais que possíveis”, que traz 60 histórias de superação de atletas olímpicos.
Sonhos mais que possiveis - capa

VITÓRIA MADURA. AGORA FALTAM QUATRO!

O Santos precisou ser um time paciente e maduro para vencer o Cruzeiro por 2 a 0 na Vila Belmiro e prosseguir no encalço da liderança do Campeonato Brasileiro. Mesmo em penúltimo lugar na competição, o time de Minas tem bons jogadores, toca bem a bola e estava estreando o afamado técnico Mano Menezes. Entretanto, penetrando pelas laterais, o Santos fez os dois gols no segundo tempo e conseguiu importante vitória.

No primeiro gol, Caju recebeu de Copete e deu excelente assistência para o jovem artilheiro Vitor Bueno, que só tocou na saída do goleiro Fábio. No segundo, Jean Mota serviu Victor Ferraz, que cruzou. Pressionado, Lucas cabeceou contra sua própria meta. Jean Mota ainda perdeu chance incrível para marcar, após passe medido de Vitor Bueno.

Como muitos dês blog previram, Léo Cittadini estava escalado. Porém, sentiu uma indisposição no vestiário, o que obrigou o técnico Dorival Juniir a começar a partida com Yuri. O grande nome do meio campo, entretanto, foi Renato, que assumiu a liderança do setor e quase marca um golaço ao invadir a área adversário com dois chapéus seguidos.

A zaga do Santos foi bem. Gustavo Henrique e Luiz Felipe estão se entendendo. Na defesa, só Victor Ferraz se mostrou um tanto dispersivo. Do meio para a frente, gostei muito de Vitor Bueno, que amadurece a cada dia; de Copete, que se doa para a equipe, e também de Ricardo Oliveira, que está querendo jogo.

Enfim, vitória importante. Agora vamos esquecer que o próximo jogo, contra o Flamengo, poderia ser na Vila, e vamos começar a campanha para os santistas de Cuiabá e região irem à Arena do Pantanal apoiar o time na quarta-feira, às 21h45, contra o Flamengo. Será outro jogo decisivo. O adversário também está crescendo e tem o apoio do status quo, mas o Santos tem time para vencer.

Santos 2 x 0 Cruzeiro
Vila Belmiro, 31/07/2016, às 16 horas
17ª rodada do Campeonato Brasileiro
Renda: R$ 421.520,00. Público: 13.830 pessoas.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Caju;Renato, Yuri (Rafeal Longuine) e Vecchio (Jean Mota); Copete (Joel), Vitor Bueno e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.
Fábio, Lucas, Manoel, Bruno Rodrigo e Edimar; Bruno Ramires, Ariel Cabral, Robinho e Arrascaeta (Ábila); Rafael Sobis (Rafinha) e Willian. Técnico: Mano Menezes.
Gols: Vitor Bueno aos 16 e Lucas, contra, aos 28 do segundo tempo.
Arbitragem: Wagner Reway (MT), auxiliado por Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Fabio Rodrigo Rubinho (MT).
Arbitragem: Wagner Reway (MT), auxiliado por Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Fabio Rodrigo Rubinho (MT). Boa arbitragem no geral.

E você, acha que o Santos está mais maduro?


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