Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Cruzeiro (page 1 of 17)

A pior derrota

Parabéns, você frequenta o blog mais participativo do futebol

Um amigo já tinha me enviado essa informação, mas não dei muita bola. Hoje fui conferir e realmente ele está certo. Com dados das 8 horas da manhã desta segunda-feira, 29 de maio de 2017, pode-se afirmar que este é, disparado, o blog mais participativo de futebol da imprensa brasileira – mérito seu, claro, querido leitor e querida leitora, que tem o hábito de usar a caixa de comentários não só para opinar sobre o Santos e seus jogadores, mas também para discutir os mais diversos assuntos.

Pelas informações passadas por esse amigo, que comparou este blog aos 17 blogs ativos do UOL que falam de futebol, enquanto nosso post tinha 174 comentários, o blog de futebol com mais comentários no UOL não chegava sequer à metade deste número e todos os 17 blogs do portal, somados, alcançavam 179 comentários, praticamente a mesma quantidade do nosso.

Isso não deixa de ser uma vitória também para o nosso Santos, pois prova que um espaço exclusivo de informações e debates sobre o Glorioso Alvinegro Praiano pode, sim, ser mais atraente e gerar mais participação do leitor do que outros que se propõem a falar de todos os times, com destaque para “os mais populares”, além de usarem da visibilidade preciosa de um grande portal de notícias, como o UOL.

Fico envaidecido por ser o mediador de comentaristas tão inteligentes, sagazes, independentes e, por que não dizer, mordazes, que frequentam regularmente este espaço e o enriquecem com sua visão e sabedoria. A seguir, a quantidade de comentários dos blogs de futebol do UOL às oito horas desta segunda-feira, 29 de maio de 2017:

Blog do Vitor Birner
Ceni foi humilde e competente para ganhar o duelo tático de Cuca
Comentários: 19

Blog do Paulo Vinícius Coelho
O domínio de quem não perde
Comentários: 9

Blog do Menon
Ceni acertou mais do que Cuca. Bem mais
Comentários: 18

Blog do Roberto Avallone
O Corinthians, líder. E justiça a Fernando Prass.
Comentários: 1

Blog do Mauro Beting
De grão em grão…. Atlético-go 0x1 Corinthians…
Comentários: 0

Blog do Rodrigo Mattos
Brasileiro tem início com frente embolada e sem influência da tabela…
Comentários: 0

Blog do Marcel Rizzo
Barcelona sonha com Mina antes do combinado. Falta acertar com o Palmeiras
Comentários: 63

Blog do Milton Neves
O Timão é o favorito ao troféu “Cavalo Paraguaio-2017”!
Comentários: 31

Blog do Ohata
ESPN transmite mesma partida de Fox Sports e vence duelo de audiência
Comentários: 6

Blog do Mauro Cezar Pereira
Cidade eterna. Amor eterno. Todos deveriam ter um Totti para idolatrar
Comentários: 12

Blog do Juca Kfouri
Ninguém 100% e só quatro invictos: é o Brasileirão!
Comentários: 4

Alexandre Praetzel
Guto Ferreira nega contato do Inter e diz que está feliz no Bahia
Comentários: 0

Blog do Rafael Reis
Europa não tinha temporada tão farta em gols desde tempos de Eusébio
Comentários: 0

Blog do André Rocha
Não há razão para crise no Palmeiras. Mas existe um dilema.
Comentários: 4

Futebol em Números
Pratto: gringo com a melhor média de gols do São Paulo no século.
Comentários: 3

Blog do Leonardo Bertozzi
Entre um argentino e um finlandês, Totti quase deixou a Roma antes de virar lenda.
Comentários: 8

Corneta FC
A vitória do São Paulo sobre o Palmeiras em memes
Comentários: 1

Os comentários de todos os 17 blogs do UOL somavam 179. No mesmo horário, o nosso blog, com o título “A pior derrota”, tinha 174 comentários. Mérito seu! Parabéns!

A PIOR DERROTA

Perder para o Cruzeiro, na Vila Belmiro, por 1 a 0, é normal. Porque o Santos estava desfalcado de Lucas Lima, o único que se assemelha a um craque nesse time; porque o Cruzeiro é uma equipe de respeito e porque jogar em um estádio envidraçado por camarotes que abafam os gritos do torcedor, com apenas 7.025 pessoas presentes, não mete medo em ninguém. O que não é normal, o que significa a maior derrota do Santos no momento, é a mentalidade vigente no clube de que encastelar-se nos muros de sua cidade vai salvá-lo das tristezas do futebol.

Muitos santistas, até alguns que trabalham para a gestão que domina o clube, alertaram que três jogos seguidos na Vila Belmiro seria uma fórmula pronta de prejuízo. Nesse domingo, por exemplo, não havia jogo na capital, então por que não marcar Santos e Cruzeiro para o Pacaembu? Sabe-se, porém, que os assessores mais radicais do presidente defendem que só jogos sem expressão sejam levados para São Paulo. Como é ano de eleição, Modesto Roma não quer contrariá-los.

Assim, ignorando o bom senso e os mínimos princípios de planejamento que se espera de um clube de futebol profissional, o Santos fez os três jogos na Vila Belmiro, e obteve os públicos de 5.921 pessoas contra o Coritiba, dia 20 de maio, sábado passado; 6.632 espectadores contra o Sporting Crystal, dia 23, terça-feira, e agora, 7.025 torcedores contra o Cruzeiro, em uma média de 6.526 espectadores por partida.

Contra o Coritiba, segundo o balanço financeiro divulgado pela CBF, o jogo proporcionou um lucro líquido de 32 mil e 661 reais, mas só as “despesas diversas” chegaram a 44 mil e 891 reais. É fácil prever, portanto, o montante que o Santos deixou de ganhar ao contrariar a maioria de seus torcedores e marcar três jogos seguidos para o Urbano Caldeira.

Se o Pacaembu fosse um estádio maldito, onde o Santos perdesse todos os seus jogos, ainda se entenderia. Mas no estádio municipal de São Paulo o Alvinegro Praiano é o detentor do recorde de 19 vitórias consecutivas e mantém uma média de público que se aproxima de 25 mil pessoas. É incompreensível, amadora e discriminatória essa aversão ao estádio mais bem localizado do Brasil, onde o Santos tem uma tradição de grandes públicos, vitórias memoráveis e títulos históricos.

No Campeonato Brasileiro do ano passado foram as derrotas na Vila Belmiro que tiraram do Santos a chance de lutar pelo título. Neste ano o time ganhou do Coritiba devido a uma atuação extraordinária do goleiro Vanderlei e agora perdeu do Cruzeiro em um jogo no qual foi dominado boa parte do tempo. Não dá para dizer que o time jogaria melhor e ganharia no Pacaembu, mas também não dá mais para dizer que na Vila ele ganha todas. Nem uma criança acredita mais nessa crendice.

Assim, é irrelevante destacar quem jogou bem ou mal contra o Cruzeiro. Acho que o time todo se esforçou e deu o máximo que pode. Ocorre que os jogadores não podem dar mais do que isso. Falta ao time, principalmente, um armador talentoso e inteligente, que possa substituir ou jogar ao lado de Lucas Lima. Falta também um atacante mais jovem, rápido e com alguma técnica. Ricardo Oliveira tem técnica, mas já lhe faltam pernas. Na defesa, se continuasse de pé e não desse o carrinho, provavelmente Lucas Veríssimo não teria sido driblado. Porém, são detalhes.

O mais importante não é só ganhar os jogos, mas planejar uma trajetória que torne o Santos saudável financeiramente, com possibilidade de contratar melhores jogadores e se manter ainda mais cativante para os jovens, abrindo assim novas possibilidades mercadológicas. Mas não será jogando para um público médio de 6.500 pessoas que ele conseguirá isso.

E você, o que acha?

Agora ouça a análise de mestre Guga:

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Primeira vez inesquecível

Creio que nenhum torcedor se esqueça de seu primeiro dia em um estádio de futebol. O meu ocorreu em 13 de outubro de 1968, aos 16 anos, ao lado de meu irmão Marcos, então com 12. Afortunados, vimos o Santos de Pelé enfrentar o Cruzeiro de Tostão, dois dos melhores times do mundo na época. Difícil descrever o impacto que aquela tarde de domingo, no Morumbi, exerceu sobre nós. A arte e a emoção do futebol se miscigenam em um sonho eterno na mente e no coração de quem é tocado por ele.

Nosso Santos, do técnico Antoninho, jogou com Cláudio, Carlos Alberto, Ramos Delgado, Marçal e Rildo; Clodoaldo e Negreiros; Toninho, Douglas (Edu), Pelé e Abel. O Cruzeiro foi escalado por Orlando Fantoni com Fazano, Pedro Paulo, Procópio, Darci e Murilo; Zé Carlos (Piazza) e Dirceu Lopes; Natal, Evaldo, Tostão e Rodrigues (Hilton Oliveira).

Naquela partida a bola correu de pé em pé, macia e seduzida. O primeiro gol que vimos foi o de Pelé, após sensacional jogada de Douglas. O segundo, de Toninho Guerreiro, um dos mais notáveis artilheiros que já passaram pelo Alvinegro Praiano. Como nesse domingo teremos novamente, na Vila Belmiro, esse encontro memorável, faço questão de reproduzir o texto que ocupa parte das páginas 188 e 189 do livro Time dos Sonhos, em oferta na livraria deste blog:.

O Santos ia bem, com vitórias sobre Flamengo (2 a 0), Fluminense (2 a 1), Corinthians (2 a 1) e uma goleada estrepitosa sobre o Bahia, no Pacaembu, por 9 a 2. Algo nos dizia – a mim e ao meu irmão Marcos, tão ou mais fanático do que eu –, que os bons tempos tinham voltado. O jogo com o Bahia foi numa quinta-feira à noite. No domingo, 13 de outubro, à tarde, jogariam Santos e Cruzeiro, no Morumbi. Julgamos que era o momento ideal para irmos assistir nossa primeira partida em um estádio. Eu tinha 16 anos completados dia 17 de setembro, Marcos faria 13 em 15 de dezembro.

Até ali nossa paixão pelo futebol era alimentada pelo matraquear dos locutores de rádio, ou das imagens em preto e branco da tevê. Nunca tínhamos visto um jogo de perto, ouvido a torcida com seus urros que parecem brotar do concreto, percebido o contraste entra a roupa muito branca do Santos e a grama verde.

Descemos no Brooklin e fomos a pé até o Morumbi. Comprei os ingressos da geral de um cambista, que parecia muito preocupado em não nos ver perdendo tempo na fila. O anel das arquibancadas do Morumbi não tinha sido completado. A geral ficava exposta ao sol, mas era possível sentar nos degraus largos. A primeira visão de quem vai ao estádio pela primeira vez é um sonho. Principalmente se dali a instantes você vai ver o Santos de Pelé enfrentando o Cruzeiro de Tostão. Chegamos cedo e ficamos ali embaixo, apreciando as arquibancadas se encherem.

Os times entraram em campo, posaram para as fotos e logo os jogadores se dispersaram pelo gramado, correndo, petecando a bola, aquecendo-se para o jogo. O Cruzeiro tinha um lindo uniforme azul-escuro, mas os santistas se destacavam, pareciam maiores com a roupa branca refletida pelo sol da primavera. Era como se flutuassem pelo gramado, tocando a bola com uma maciez que nunca tínhamos visto antes.

A impressão continuou com o início do jogo. Ficamos admirados com a categoria dos jogadores, que não erravam passes e tinham um controle invejável. Como eram dois times clássicos; como não corriam, desenfreados, e nem davam pontapés, era difícil alguém roubar a bola, que invariavelmente prosseguia de pé em pé até a conclusão do ataque.

Ao nosso lado, dois irmãos mais novos conversavam. A certa altura o mais velho, protetor, perguntou ao menor, mirradinho, que não deveria ter mais do que 10 anos: “Ainda tá com fome?”. O garoto, olhos vivos abertos para o campo, respondeu sem piscar: “Estava, mas já passou. Ver o Santos jogar me tirou a fome”.

Comentei isso com o Marcos. Engraçado, nós entendemos perfeitamente o que aquele garotinho dizia. Sentíamos o mesmo deslumbramento. Ainda fico imaginando, hoje, se já existiu uma paixão mais pura pelo futebol do que aquele garotinho demonstrou aquele tarde, com aquela frase. Não se tratava, simplesmente, de amor por um time, mas pela beleza, pelo encantamento do futebol.

Emoção que virou arrebatamento quando Douglas entrou driblando em zigue-zague pela meia-esquerda, passou por dois ou três jogadores e a bola sobrou para Pelé chutar quase embaixo do gol. Faltando uns quinze minutos para acabar o jogo, do outro lado de onde estávamos, o Santos atacou pela esquerda, a bola foi cruzada e Toninho entrou para fazer o segundo e definir a vitória. Percebemos que a jogada seria perigosa não só por vê-la – pois do outro lado do campo se perde a noção da distância -, mas pelo barulho crescente da torcida, que acabou explodindo no gol. Voltamos para casa felizes, de alma lavada.

E você, qual foi seu primeiro jogo em estádio?

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Vitória madura. Faltam 4!

A promoção compre um e ganhe dois exemplares do livro Time dos Sonhos, a Bíblia do Santista, se encerrou ontem à meia-noite. Só podem continuar participando os que já iniciaram o processo de compra antes da meia-noite. O blog agradece a todos que participaram. Nesta terça-feira, em homenagem à Olimpíada, lançaremos uma promoção com o livro “Sonhos mais que possíveis”, que traz 60 histórias de superação de atletas olímpicos.
Sonhos mais que possiveis - capa

VITÓRIA MADURA. AGORA FALTAM QUATRO!

O Santos precisou ser um time paciente e maduro para vencer o Cruzeiro por 2 a 0 na Vila Belmiro e prosseguir no encalço da liderança do Campeonato Brasileiro. Mesmo em penúltimo lugar na competição, o time de Minas tem bons jogadores, toca bem a bola e estava estreando o afamado técnico Mano Menezes. Entretanto, penetrando pelas laterais, o Santos fez os dois gols no segundo tempo e conseguiu importante vitória.

No primeiro gol, Caju recebeu de Copete e deu excelente assistência para o jovem artilheiro Vitor Bueno, que só tocou na saída do goleiro Fábio. No segundo, Jean Mota serviu Victor Ferraz, que cruzou. Pressionado, Lucas cabeceou contra sua própria meta. Jean Mota ainda perdeu chance incrível para marcar, após passe medido de Vitor Bueno.

Como muitos dês blog previram, Léo Cittadini estava escalado. Porém, sentiu uma indisposição no vestiário, o que obrigou o técnico Dorival Juniir a começar a partida com Yuri. O grande nome do meio campo, entretanto, foi Renato, que assumiu a liderança do setor e quase marca um golaço ao invadir a área adversário com dois chapéus seguidos.

A zaga do Santos foi bem. Gustavo Henrique e Luiz Felipe estão se entendendo. Na defesa, só Victor Ferraz se mostrou um tanto dispersivo. Do meio para a frente, gostei muito de Vitor Bueno, que amadurece a cada dia; de Copete, que se doa para a equipe, e também de Ricardo Oliveira, que está querendo jogo.

Enfim, vitória importante. Agora vamos esquecer que o próximo jogo, contra o Flamengo, poderia ser na Vila, e vamos começar a campanha para os santistas de Cuiabá e região irem à Arena do Pantanal apoiar o time na quarta-feira, às 21h45, contra o Flamengo. Será outro jogo decisivo. O adversário também está crescendo e tem o apoio do status quo, mas o Santos tem time para vencer.

Santos 2 x 0 Cruzeiro
Vila Belmiro, 31/07/2016, às 16 horas
17ª rodada do Campeonato Brasileiro
Renda: R$ 421.520,00. Público: 13.830 pessoas.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Caju;Renato, Yuri (Rafeal Longuine) e Vecchio (Jean Mota); Copete (Joel), Vitor Bueno e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.
Fábio, Lucas, Manoel, Bruno Rodrigo e Edimar; Bruno Ramires, Ariel Cabral, Robinho e Arrascaeta (Ábila); Rafael Sobis (Rafinha) e Willian. Técnico: Mano Menezes.
Gols: Vitor Bueno aos 16 e Lucas, contra, aos 28 do segundo tempo.
Arbitragem: Wagner Reway (MT), auxiliado por Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Fabio Rodrigo Rubinho (MT).
Arbitragem: Wagner Reway (MT), auxiliado por Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Fabio Rodrigo Rubinho (MT). Boa arbitragem no geral.

E você, acha que o Santos está mais maduro?


De repente pode ser líder


No ano passado foi assim.

  • Tomo a liberdade de lembrar às queridas e queridos leitores deste blog que a promoção de comprar um e receber dois exemplares do livro Time dos Sonhos, com direito a dedicatórias, frete pago e o PDF do livro Donos da Terra se encerra neste domingo à meia-noite.
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    Some o preço normal de cada exemplar, cada um com 528 páginas, mais as despesas de correio e embalagem, e verá que 68 reais é preço de irmão. Mas a promoção está chegando ao fim. Para ter dois exemplares do Time dos Sonhos pelo preço de um, tem de ser hoje!

    Abraços! Odir.

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    DE REPENTE JÁ PODE SER LÍDER!

    É sabido que o Cruzeiro tem elenco para estar em posição bem melhor do que a penúltima colocação na tabela. Mas é sabido também que mesmo que fosse o primeiro colocado, o Santos teria de jogar para vencer a partida deste domingo, às 16 horas, na Vila Belmiro. Até porque o time vem jogando bem e se vencer poderá, dependendo de outros resultados, se tornar o líder do Campeonato Brasileiro.

    Para que isso ocorra, o Santos precisa vencer por dois gols de diferença, o Palmeiras deve perder para o Botafogo, fora de casa, às 18h30; o Corinthians não pode vencer o Internacional, às 16 horas, em Porto Alegre, e o Grêmio também não pode vencer o América Mineiro, às 18h30, em Minas Gerais. Perceba, querida e querido leitor, que se tratam, todos, de resultados plenamente possíveis.

    Eu tinha escrito que a última vez que o Santos liderou o Campeonato Brasileiro ocorreu em 2005, quando o técnico era o Gallo, mas o Anderson Garcia me corrigiu. Ele escreveu: “A última vez que o Santos terminou uma rodada na ponta do Campeonato Brasileiro foi em 2006, depois de uma vitória por 3 a 1 sobre a Ponte Preta, na Vila Belmiro. Naquele ano o Peixe liderou o torneio por três rodadas seguidas, mas na sexta rodada acabou perdendo a vantagem para o Cruzeiro, nosso adversário de domingo.”

    Seria fantástico, mas, como já escrevi antes, se o time quer mesmo ser campeão, tem de se programar para vencer os próximos cinco jogos, a começar por este de domingo.

    Com a possibilidade de usar Jean Mota no meio, além de Yuri, Vecchio, Renato e o indefectível Léo Cittadini (nem contei Valencia e Elano), sem falar na possível volta de Lucas Lima; com Vitor Bueno, Copete e Ricardo Oliveira chegando ao ataque; Daniel Guedes e Caju dando conta das laterais; Vanderlei firme no gol, e David Braz pronto para entrar na zaga, em que Luiz Felipe e Gustavo Henrique começam a querer se entender, Dorival Junior tem de parar de chorar só um pouquinho e focar na vitória.

    Para não ficar em cima do muro, meu time seria: Vanderlei, Daniel Guedes, Luiz Felipe (ou David Braz), Gustavo Henrique e Caju; Yuri, Renato e Vecchio; Vitor Bueno, Ricardo Oliveira e Copete. Se Lucas Lima tiver condição de jogo, não sei se tiraria o Yuri ou o Copete. Dou o benefício da dúvida a quem acompanhou os treinos da semana. Quanto a Victor Ferraz, mesmo que esteja recuperado eu deixaria mais um pouco no banco para ver se se preocupa em aprender a marcar. Gostei muito do Daniel Guedes contra o Gama, cruza melhor e não é tão enrolador como o VF.

    O Cruzeiro tem alguns bons jogadores, como Willian, Sóbis, Manoel, Arrascaeta, mas é um time desorganizado, que o novo técnico Mano Menezes não teve tempo de organizar. É ir pra cima, fazer valer a decantada pressão da Vila e ganhar maios uma. Este ano, só o título interessa.

    Renda Penhorada

    Tenho até desgosto de escrever essas coisas, mas sou obrigado a lembrar que a renda do jogo deste domingo será penhorada para pagar um empresário que trouxe o Sr. Lesma, ou melhor, Ledesma, para o Santos. Mais 360 mil reais de prejuízo para o clube! Brincadeira. Juro que espero ansiosamente dar uma notícia de receita para o Santos que não seja por vender jogador e nem antecipar cota de televisão.

    Agora vai! Maurine é linda e joga muito!

    E você, o que acha disso?


    Obrigado Ricardo Oliveira!

    Figueirense é o adversário nas quartas!

    Sorteio realizado há pouco na sede da CBF definiu que Santos pegará o Figueirense nas quartas-de-final da Copa do Brasil. Caso passe pelo time catarinense, o adversário do Alvinegro Praiano na semifinal será o vencedor do duelo entre São Paulo e Vasco. Os outros jogos das quartas reunirão Palmeiras x Internacional e Grêmio x Fluminense.

    A ordem dos mandos de campo será definida logo mais, às 14 horas, em sorteio na CBF.

    A única diferença entre o futebol mostrado pelo Santos e pelo Cruzeiro, no jogo do Mineirão, foi o gol de Ricardo Oliveira. Um golaço, no finalzinho do primeiro tempo, em um chute de esquerda, de fora da área, que entrou no ângulo do gol de Fábio. No mais, o Santos se defendeu, tocou a bola e esperou o tempo passar. Não jogou bem como vinha fazendo, mas venceu sua primeira partida fora de casa neste Campeonato Brasileiro e pode entrar definitivamente na briga pelo G4 se voltar a somar três pontos contra o Chapecoense, quinta-feira, na Vila Belmiro.

    Depois de pressionado nos quinze minutos iniciais do jogo, o Santos conseguiu ter mais posse de bola e criar algumas jogadas ofensivas. Numa delas, Neto Berola chegou centímetros depois de Fábio, em um passe de Lucas Lima que poderia ter gerado o primeiro gol santista. Gol que surgiu de uma maneira inesperada, em um chute de longa distância de Ricardo Oliveira. O centroavante recebeu de Victor Ferraz, tocou para o lado e encheu o pé. Uma pintura!

    No segundo tempo, o Santos voltou a ser aquele time preguiçoso e defensivo que costuma ser quando atua fora de casa. Sua única chance foi outro chute de Ricardo Oliveira que passou raspando a trave.

    Dorival Junior fez três substituições: tirou Neto Berola para colocar Leandro; Thiago Maia para por Lucas Otávio, e Lucas Lima para fazer entrar Léo Cittadini. Elas não mudaram o jogo. Mesmo com Fabrício expulso aos 40 minutos do segundo tempo, o Cruzeiro continuou pressionando até o fim, incentivado por sua torcida – que já deve estar preocupada com a possibilidade do rebaixamento.

    Atuações dos Santistas

    Vanderlei – Firme, tranqüilo, mas pouco exigido. 6,5.
    Victor Ferraz – Seguro, apoiou pouco, mas marcou melhor. 6,5.
    David Braz – Dessa vez, não deu sustos. 6,5.
    Gustavo Henrique – Bem no alto, bem no chão. 7,5.
    Zeca – O ponto fraco da defesa. Deu umas três bobeadas. 5.
    Renato – Calma, experiência e segurança no meio-campo. 7.
    Thiago Maia – Apareceu pouco, mas foi eficiente. 6,5.
    Lucas Lima – Muito bem marcado, ainda conquistou a bola e criou jogadas. 7.
    Marquinhos Gabriel – Estava indo bem quando entrava no transcorrer do jogo. Dessa vez que começou desde o início, ficou devendo. Perdeu contra-ataques e desperdiçou jogadas. Mas, taticamente, foi útil, ajudando na marcação. 6,5.
    Ricardo Oliveira – Pegou pouco na bola, mas decidiu o jogo. Além do gol, ajudou na marcação. 8.
    Neto Berola – Não soube como usar sua velocidade. Mais baixos do que altos. 5,5.
    Dos jogadores que entraram, Leandro apareceu mais, porém não se pode dizer que jogou bem. Fez faltas bobas ao ajudar a defesa e não teve fôlego nas jogadas ofensivas em profundidade. 5,5. Lucas Otávio só deu trombadas, assim como Leó Cittadini. Como tiveram pouco tempo, ficam sem nota.
    Dorival Junior – Não quis arriscar e buscou, perigosamente, segurar a vantagem mínima. Pouco ousado, poderia ser castigado no final com o empate. Mesmo assim, pela vitória, 6.

    A história desse time precisa ser preservada

    time dos sonhos - autor lendo trecho do livro para Robinho

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    E você, o que achou da vitória do Santos sobre o Cruzeiro?


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