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País de ladrões ministros

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Isabel, a filha “empresária” do ditador de Angola.

As manifestações de sindicatos e de facções correligionárias do governo Dilma Roussef, marcadas para esta sexta-feira, estão programadas para gritar refrões em nome da democracia. Ótimo. Tudo mundo quer a democracia. Soa bem. Se clamassem pela ditadura do proletariado, que é o que realmente desejam, certamente teriam uma repulsa ainda maior da sociedade, até mesmo do proletariado, que não quer ditadura alguma.
Porém, os líderes do PT precisam tomar cuidado para tirar de seu mailing os e-mails de seus companheiros Fidel Castro e José Eduardo dos Santos. O primeiro é o mentor da mais longa ditadura da história das Américas. Já são 57 anos de espera do povo cubano por eleições diretas para presidente, que, enquanto a dinastia Castro prevalecer, jamais virão. E o segundo é o ditador de Angola, hoje considerado o país mais corrupto da África, no qual 25% do PIB é desviado anualmente, boa parte dele para aumentar a fortuna de Isabel a filha “empresária” do presidente. No poder há 37 anos, José Eduardo dos Santos também é considerado o segundo pior presidente de todo o território africano.

frase de Lula

Se tiver um tempo, assista a este filme, “A Revolução dos Bichos” (Animal Farm), baseado na obra de George Orwell, escritor inglês que a publicou em agosto de 1945, e entenderá melhor a revolução socialista promovida pelo PT no Brasil. Aconselho substituir “o homem” por “elite branca”.

A atendendo a pedidos, aqui está, logo abaixo, o filme “1984”, também baseado em obra do escritor inglês George Orwell – tudo a ver com o plano que algumas pessoas têm para o Brasil:

Peço desculpas aos que procuram este blog apenas para ler temas relacionados ao Santos e ao futebol, porém, diante da gravidade dos acontecimentos que acometem o Brasil, é preciso dar nossa contribuição para o entendimento geral da situação. Analisem, reflitam e percebam que a não se trata de uma questão partidária. Abraços.


Com amor, esta é maneira certa de ver e analisar o Brasil no Pan

Minha primeira viagem internacional foi para cobrir os Jogos Pan-americanos de Porto Rico, em 1979, pelo Jornal da Tarde, ao lado do jornalista Castilho de Andrade. Para quem ama o esporte, o encanto e a excitação de acompanhar tantas modalidades, com muitos dos melhores atletas das Américas, é indescritível. Acho que por isso eu e Castilho trabalhamos com tanta vontade que nossa cobertura ganhou o Prêmio Esso de Informação Esportiva daquele ano.

O amor pelo Pan me fez, em 2007, escrever “Heróis da América” (Editora Planeta), o livro mais completo sobre os Jogos Pan-americanos, com a história de cada edição e estatísticas de todas as provas realizadas. Bem, por aí você vê como gosto e me interesso pelos Pan-americanos.

Além de representar a grande festa de congraçamento do continente, os Jogos são um degrau importante na evolução esportiva de muitos países e, para outros, a verdadeira Olimpíada. Basta lembrar que nações como Paraguai e Bolívia jamais tiveram um medalhista de ouro nos Pan-americanos.

Sempre que um Pan é disputado, aparecem os críticos que duvidam de sua utilidade e, para diminui-lo, o comparam com os Jogos Olímpicos. Ora, é uma comparação tão sem sentido, tão idiota, que não sei como tem tanta gente que embarca nessa onda.

É claro que a vitória nos Jogos Pan-americanos não quer dizer que o atleta vencerá também na Olimpíada. Para chegar a essa conclusão nem é preciso conhecimentos esportivos. Bastam os geográficos. As Américas são apenas um dos cinco continentes da Terra.

Há a Europa, com o maior número de países desenvolvidos e, conseqüentemente, também com o esporte mais desenvolvido; há a Ásia, com potências esportivas como China, Japão, Coréia do Sul; há a África, que domina muitas provas de atletismo; há a Oceania, com a Austrália, uma fábrica de campeões nos esportes aquáticos. Ou seja, querer que um campeão pan-americano se torne, obrigatoriamente, campeão olímpico, demonstra uma ignorância brutal.

Sem contar as eternas comparações com Cuba, que é “uma pequena ilha e ganha mais medalhas do que o Brasil e blá, blá, blá…”. Sim, é verdade que Cuba é um exemplo para o mundo quando se trata de resultados no esporte, mas não podemos esquecer que lá o esporte teve um grande investimento da União Soviética, pois era usado como meio de propaganda do regime político. Ainda hoje há programas especiais financiados por dinheiro estrangeiro que mantém o alto nível do esporte na Ilha. Para o jovem cubano, esporte e música são as duas formas mais viáveis de ascensão social.

Porém, só para bagunçar a cabeça de alguns, lembro que na última Olimpíada, em Pequim, o Brasil ficou em 23º e Cuba em 28º. E que o país mais bem classificado das Américas, com exceção dos Estados Unidos, foi a Jamaica, em 13º, com seis medalhas de ouro.

Mas isso quer dizer que a Jamaica tem o esporte mais desenvolvido do que todos os outros países americanos? Não, quer dizer que têm velocistas extraordinários, os melhroes do mundo. Mas não dá para comparar, no todo, o nível do esporte jamaicano com o brasileiro, assim como não dá para comparar o prestígio esportivo do Brasil, somadas todas as modalidades – incluindo as profissionais, como automobilismo, tênis, futebol – com o de Cuba.

Em Guadalajara, uma participação histórica

Ficar em terceiro lugar, com 47 medalhas de ouro, superando o anfitrião México, o Canadá e com 26 medalhas de ouro a mais do que a Argentina – a quem ultrapassou na história de todos os Pans – representa a melhor participação brasileira em Jogos Pan-americanos.

Sim, melhor mesmo do que a do Rio, em 2007, pois se sabe que o país sede sempre ganha medalhas a mais por poder incluir modalidades nas quais se destaca (como o futsal, jogado no Rio) e pela complacência dos árbitros. Por isso estas 47 de ouro em Guadalajara valem mais do que as 54 do Rio.

O que a participação do Brasil em Guadalajara tem de mais animador é que o país está marcando presença em modalidades nas quais sempre foi um figurante. A medalha de ouro do levantador de pesos Fernando Reis foiu o maior exemplo dessa expansão.

Não se pode esquecer, ainda, que o maior objetivo do Comitê Olímpico Brasileiro era usar os Jogos para aumentar o número de atletas classificados para a Olimpíada de Londres. Com as vitórias no handebol feminino, hipismo, pentatlo e triatlo, o Brasil classificou mais 21 atletas para a Olimpíada de 2012, o que faz a delegação nacional contar desde já com 100 integrantes em Londres. O objetivo final é criar condições para um grande desempenho do esporte nacional nos Jogos do Rio, em 2016.

Até agora o Brasil só subiu ao pódio olímpico em 11 esportes: atletismo, basquete, boxe, futebol, hipismo, judô, natação, tae kwon do, tiro, vela e vôlei. A intenção do COB é que novas modalidades sejam incorporadas em 2016. Eu acredito que isso será possível.

Enxergar além das medalhas

As medalhas, com prioridade para a de ouro, são a maior referência para analisar o desempenho de um país em competições poliesportivas como o Pan, ou a Olimpíada. Mas quem ter uma visão menos superficial do esporte, não pode se contentar com a informação que vem do pódio. Se em esportes como o tênis, ser um top ten do ranking já é algo fantástico, por que ser obrigado a analisar as modalidades olímpicas pelas três primeiras posições?

Quantos sabem que a brasileira Fabiana Murer, campeã mundial do salto com vara, foi derrotada por uma cubana que também está entre as melhores do mundo e há meses se preparava para ganhar o ouro do Pan, enquanto a brasileira Fabiana atingiu o auge do Mundial e agora estava em uma fase obrigatória de treinos menos puxados?

O pouco conhecimento do esporte faz com que muitos jornalistas “esportivos” soltem verdadeiras barbaridades por aí, o que leva o torcedor comum a se indignar com nossos atletas, quando a postura correta seria entender o processo que cada um está passando para se tornar melhor no que faz.

Enfim, Guadalajara mostrou uma evolução incontestável do esporte brasileiro. E isso sem contar com o sucesso de futebol e basquete, o que, por um lado, foi até bom. Se estas duas modalidades tivessem ganhado o outro, os críticos de ocasião diriam que o esporte brasileiro continua dependendo das mesmas modalidades de sempre. Sim, porque os do contra sempre arrumam um motivo para criticar.

E você, o que achou do Brasil no Pan?


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