Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Quanto você daria para manter Neymar no Santos?

Nestes dias, quando respondeu que ficará no Santos no mínimo até agosto do ano que vem, Neymar brincou e, sorrindo, disse que poderia ficar mais se o Santos aumentasse seus rendimentos. Não sei se é o salário que o manterá na Vila Belmiro, mas, uma coisa é certa: perder Neymar por falta de dinheiro seria muita incompetência.

Além dos abundantes e potenciais patrocinadores interessados em te-lo como garoto-propaganda, há uma energia muito mais poderosa que age para que o Menino de Ouro permaneça na Vila Belmiro: a vontade sincera de milhões de santistas e não santistas.

Neste blog um leitor já escreveu que o Santos poderia criar uma “Campanha Neymar Esperança” e atrair contribuições espontâneas de milhares, milhões de brasileiros que fazem questão da permanência de Neymar no nosso país. Pense bem o que isso pode significar…

Se 100 mil pessoas depositarem 10 reais por mês para engrossar o já gordo salário do garoto, ele teria um milhão a mais na conta, o que já tornaria seus rendimentos bem maiores do que poderia conseguir na Europa. E se a contribuição mensal fosse de 20 reais ou mais, o menino se tornaria o jogador de futebol mais bem pago do mundo. Outra primazia na conta do Santos…

Não sei você, mas eu daria muito mais para ter o prazer e a tranqüilidade de saber que Neymar seria do Santos por anos a fio. Permitir que um craque de 19 anos, 20, 21 anos, vá embora do Brasil é uma vergonha que o santista não pode passar.

Tanto ou mais prazeroso do que ganhar um título mundial seria saber que o melhor jogador do Brasil defende o Santos e atrai, a cada dia, mais e mais torcedores para o Alvinegro Praiano. Para o marketing a longo prazo de um clube de futebol, Neymar significa muito mais do que títulos.

O que mais o Santos pode fazer para manter o ídolo

Sei que o Santos cobra uma porcentagem dos rendimentos de Neymar com publicidade. Acho que 20%. Eu cortaria isso. Na Europa pode funcionar. Mas no Brasil, em que a prioridade de torna manter o ídolo diante da pressão globalizada para que vá embora, não tem sentido tirar uma fatia dos seus rendimentos.

O Santos também pode pressionar a Umbro para uma campanha nacional em torno da camisa de Neymar, tipo: “Vista a camisa de Neymar até a Copa”. A idéia seria, com a venda das camisas, cobrir as propostas internacionais e manter o discípulo de Pelé no País ao menos até a Copa de 2014.

Antes de vender Neymar, há uma lista enorme de jogadores do Santos que podem ser negociados sem nenhuma grande perda técnica. Infelizmente, somos obrigados a incluir Elano e Paulo Henrique Ganso entre os hoje negociáveis. Além de não estarem jogando bem, têm passado mais tempo na enfermaria do que no campo.

Também não há sentido em pagar um alto salário para Ibson, um jogador comum, menos criativo do que o garoto Felipe Anderson e menos marcador do que outro jovem vindo da base, Anderson Carvalho.

Quem, na hora da renovação, quiser um salário acima de sua realidade, que seja colocado à venda. Caso do limitado Durval, que cismou de receber 200 mil reais por mês. É preciso que os companheiros entendam que Neymar não recebe só pelo que rende como jogador, mas pelo que representa como ídolo.

A visibilidade que Neymar empresta ao Santos – como se constatou mais uma vez ontem, em Uberlândia – não pode ser negociada por alguns dinheiros. Vender Neymar é entregar de bandeja a galinha dos ovos de ouro, é abrir mão de uma grandeza que não se sabe quando baterá novamente na porta do Santos.

Dagoberto vem pra ser titular

Por três milhões de luvas e 300 mil reais por mês, o atacante Dagoberto deve se mudar para a Vila Belmiro. Apesar da personalidade um tanto contraditória e um estilo de jogo às vezes exageradamente individualista, é um bom jogador e deverá ser útil, assim como Renteria, também recentemente contratado.

Caso se confirme a contratação, Dagoberto substituirá Alan Kardec, tornando o ataque do Alvinegro Praiano bem mais técnico e envolvente. Alan Kardec e Renteria seriam opções interessantes e bons reservas nos casos de contusão e suspensão dos titulares.

Borges na Seleção

Com a contusão de Leandro Damião, ontem, é quase certo que Borges, artilheiro do Campeonato Brasileiro, será convocado hoje para a Seleção. Mesmo não sendo tão técnico como outros grandes centroavantes brasileiros – casos de Coutinho, Tostão e Careca –, Borges tem o faro do gol, como Vavá, bicampeão mundial em 1958/62, o que acaba sendo decisivo em jogos amarrados. Algo me diz que ele terá longa vida no Escrete.

No mínimo cinquentinha por mês eu daria para ter a certeza de que Neymar continuará no Santos. E você?


Santos na final. Sem sustos e sem desgaste

O técnico Muricy Ramalho fez bem de usar seus titulares na semifinal do Campeonato Paulista contra o São Paulo. Depois de um primeiro tempo equilibrado, Neymar, Ganso e Elano decidiram o jogo no segundo tempo. 2 a 0 foi um placar justo, que exprimiu bem a diferença de categoria entre os times e também a diferença entre os técnicos.

Enquanto Muricy voltou para o segundo tempo com Bruno Aguiar no lugar de Zé Eduardo, adotando a formação com três zagueiros, que brecou as investidas do adversário e fez Dagoberto, o melhor do primeiro tempo, buscar jogo no meio-campo, Paulo César Carpeggiani tirou os jovens Casemiro e Marlos para colocar Fernandão e Rivaldo, facilitando as coisas para a retaguarda santista.

Enquanto o São Paulo pouco produziu com o seu manjado jogo de chuveirinho, Ganso teve espaço para lançar Neymar e, com esta fórmula simples, o Santos matou o jogo.

Primeiro tempo: Santos começou melhor, mas São Paulo cresceu

Uma bobeada na saída de bola do São Paulo e quase o Santos abre o marcador logo aos dois minutos de jogo. Neymar roubou de Alex Silva e acertou a trave. No início, a impressão que se tinha é que o gol do santos não tardaria a acontecer.

Não que o São Paulo não atacasse – como em uma jogada em que Danilo foi cercado por três, perdeu a bola e o adversário conseguiu um escanteio –, mas o Santos dava a impressão de estar mais calmo, mais consciente, apenas esperando o momento para dar o bote.

E as oportunidades começaram a surgir, como em uma falta que Elano chutou no pé de um são-paulino (novamente Elano não foi bem em cobranças de falta) e em um bom contra-ataque que acabou quando Zé Eduardo, literalmente, pisou na bola, caiu sentado e a perdeu.

O ar de superioridade do Santos acabou quando Edu Dracena, sozinho, se atrapalhou diante de Dagoberto, tropeçou na bola, caiu sentado, e quase o São Paulo chegou ao gol.

Em seguida, ao tentar despachar para o meio, Jonathan jogou a bola em Dagoberto, que passou para trás e gerou um lance que só não se transformou em gol porque Rafael fez uma defesa heróica.

Então, o São Paulo viveu momentos de domínio. Dagoberto driblou da esquerda para o meio e chutou para outra boa defesa de Rafael. Em nova jogada, Jean surgiu livre à frente do gol e chutou por cima.

Antes de terminar o primeiro tempo, Danilo e Neymar tiveram chances de chutar a gol da meia-lua da área, mas o fizeram fraco e rasteiro. Ficou a impressão de que ambos estavam nervosos.

Quem esteve à vontade na primeira etapa foi Paulo Henrique Ganso e o incansável Léo. Zé Eduardo era o pior do time. Do jogo todo, o melhor era Dagoberto, que um dia, neste blog, eu sugeri uma troca por Keirrison e quase apanhei.

Na saída do campo, Léo disse que as coisas estavam complicadas para o seu lado, que o time estava sentindo o cansaço, mas que era só acertar o último passe, encaixar o contra-ataque, que o gol sairia.

Muricy volta com três zagueiros e dá um nó em Carpeggiani

O Santos voltou bem melhor no segundo tempo, devido, principalmente, a uma simples alteração de Muricy Ramalho: tirou Zé Eduardo, colocou um terceiro zagueiro (Bruno Aguiar) e a partir daí, ao mesmo tempo em que não deu mais espaços para o ataque do adversário, passou a criar oportunidades seguidas.

Depois de conseguir espaços com Neymar e Léo, pela direita, e Jonathan, pela esquerda, o Santos finalmente chegou ao gol aos 16 minutos. Neymar dominou na área e passou parta o Ganso, no canto esquerdo. Este, como se estivesse passeando no parque, virou-se calmamente, olhou para o lado oposto e colocou na cabeça de Elano, que, a exemplo do jogo na fase de classificação, marcou o primeiro do Sansão, de cabeça.

A partir daí, Paulo César Carpeggiani apelou para os veteranos: colocou Fernandão e Rivaldo e tirou Casemiro e Marlos. Sobrou ao São Paulo a opção de cruzar bolas altas para a área, nada mais.

A ordem de pressionar a saída de bola do Santos foi uma faca de dois gumes. Em um contra-ataque, aos 28 minutos, a bola caiu no pé dele, Ganso, e daí pareceu videogame: o passe preciso para Neymar, a avançada deste, que não foi fominha e depois de driblar Rogério Ceni, mas percebeu que estava sem ângulo, esperou pela entrada de Ganso e lhe empurrou a bola. O 10 da Vila bateu seco, rasteiro, entre Ceni e Alex Silva. Golaço!

No final, saiu Léo e entrou Alex Sandro; o São Paulo chegou a ter uma única boa chance, em cruzamento de Rivaldo e cabeçada de Fernandão, para fora; e Neymar perdeu um gol feito, ao penetrar livre, depois de outro passe genial de Ganso, e chutar por cima do gol.

Antes do final, Elano saiu machucado. Esticou ao jogar uma bola para escanteio e parece ter tido um estiramento muscular. Talvez seja a única baixa para o jogo contra o América, terça-feira. Com esta única exceção, entre mortos e feridos salvarem-se todos.

Um pouco cansado, mas feliz, e talvez com Adriano no lugar de Elano, o Santos jogará no México com a garantia de que já tem um título a disputar. Agora é pernas pro ar e esperar os resultados de domingo. Mais importante do que saber com quem jogará a final do Paulista, é torcer para o América vencer o Pumas e se classificar para as quartas de final do clausura mexicano, na quinta-feira. Se vencer, o América terá de poupar titulares contra o Santos, pois para o seu torcedor a prioridade é o campeonato local.

Bem, esta é apenas a minha opinião. E a sua? Manda ver…


Hoje Elano e o mistão do Santos terão um bom teste


Elano já decidiu jogos importantes. Poderá decidir mais um?

Até agora, mesmo com algumas falhas graves da defesa, deu para o Santos se segurar na ponta. Hoje, porém, o teste do mistão é pra valer: pega o São Paulo, que além de jogar com o time completo, ainda encara o Campeonato Paulista, que não vence desde 2005, como uma verdadeira Libertadores.

Mesmo como visitante, o São Paulo é o time que jogará mais pressionado pela vitória, já que o empate o manterá um ponto atrás do Santos. Adilson Batista poderia, ao menos no começo da partida, armar o Alvinegro para atuar no contra-ataque, mas como isso vai contra a vocação do time, acho que o Santos atacará sempre que puder.

Elano, Maikon Leite, Robinho e Keirrison são as esperanças de gol dos santistas. Dos são-paulinos, eu diria que é preciso ter cuidado com Dagoberto, o fiel da balança na última partida entre os dois. Mas a dupla Fernandão e Fernandinho merece respeito (um dia Fernandão irá desencantar, e o Santos é louco para desenterrar defuntos. No bom sentido).

Das duas opções táticas que Adilson Batista tem para hoje, prefiro os três zagueiros, mesmo admitindo que é um risco escolher uma formação que até agora nunca foi usada. Com Bruno Aguiar, Edu Dracena e Durval ao menos o miolo da defesa, que tem sido o ponto fraco do Santos, deverá ficar mais guarnecido.

Do contrário, Pará será escalado na lateral-direita, no lugar de Jonathan, machucado, e Rodrigo Possebon formará dupla de volantes com Adriano, o que não tem dado certo.

O jogo ainda vale muito pouco pela classificação, já que oito clubes passarão para a fase do mata-mata, mas, além da rivalidade, estará em jogo o setor defensivo do Santos, que ainda é olhado com desconfiança pelo torcedor e, para a maioria dos santistas, não é o ideal para se enfrentar o árduo caminho que leva ao título da Copa Libertadores.

Se for ao jogo, chegue mais cedo. Na preliminar, com início às 14 horas, haverá uma atração especial: a Rainha Marta deve se despedir do Santos em amistoso contra o Juventus.

Depois da volta, Elano faz o seu primeiro clássico pelo Santos. E coincidentemente, contra o São Paulo, e na Arena Barueni, assim como aconteceu com Robinho no ano passado. Reveja como foi a atuação do Rei do Drible no Paulista de 2010:

Veremos o que se passará. O que o seu pressentimento diz do jogo de logo mais?


Grande jogo! Mas faltou maturidade ao Santos

Com um jogador a mais e pressionando o São Paulo no final, só mesmo a inexperiência, a garra do adversário e as seguidas falhas da defesa do Santos explicam esta vitória são-paulina por 4 a 3, no melhor jogo do campeonato.

Meu pressentimento de torcedor dizia que o 3 a 3 estava de bom tamanho. Mesmo com um jogador a menos, o São Paulo criava chances mais claras quando ia ao ataque. Impressionante como os santistas não conseguiam roubar a bola limpamente do adversário.

Como previa o técnico Paulo César Carpegiani, o lado direito da defesa do Santos foi o mapa da mina. Pará, depois Maranhão, e Danilo, mostraram-se mais uma vez bastante falhos. O miolo de zaga do santos também claudicou. Quando pressionado, cometeu erros graves.

Bem que o torcedor santista pediu ao técnico Marcelo Martelotte que mantivesse Vinicius como titular na zaga. Hoje Edu Dracena e Durval falharam demais nas bolas altas.

Assim como Alex Sandro parece um ponta-esquerda, Pará e Maranhão assemelham-se a pontas-direitas, pois só sabem atacar.

Do meio para frente gostei do time. Não tenho uma opinião definitiva sobre a estréia de Felipe Anderson, mas creio que não comprometeu. Gostaria de saber o que vocês acharam dele.

Era um espetáculo que merecia um Morumbi cheio, mas, como o São Paulo quis, só poucos poderão dizer a seus filhos e netos que viram um San-São de arrepiar.

A derrota não tira o Santos da luta pelo título, pois os outros resultados não fizeram com que os líderes se distanciassem. Mas agora é ganhar ou ganhar. Porém, com mais cabeça e menos correria.

Hoje, apesar do grande jogo, fiquei com a impressão de que jogadores como Pará, Maranhão e Danilo não podem jogar neste time. Não vejo como um time pode ser campeão da Libertadores com jogadores tão erráticos.

Como eu esperava, este seria o jogo mais difícil de todos os Santos e São Paulo deste ano. Seria muita humilhação para o Tricolor perder mais uma e eles jogaram com muita determinação. Fizeram o melhor jogo do ano e têm muitos méritos nesta vitória.

Em tempo: quando sugeri a troca de Keirrison por Dagoberto, que estava em má fase, muitos me criticaram. E agora? O que dizer?

Bem, agora quero saber o que vocês acharam deste São Paulo 4, Santos 3. Pelo que mostrou, o Santos ainda tem chances de lutar pelo título?


Qual sua opinião sobre São Paulo x Santos?

Uma vitória e o Santos ficará a três pontos do líder.

Mas o jogo é dificílimo.

Como os Meninos da Vila se sairão contra o rival?

E o público? E a arbitragem?

Logo que a partida acabar, entre aqui e diga o que achou do clássico.

Não espere pela minha análise.

Permita que os leitores deste blog compartilhem de seus comentários.

Até mais.

Odir Cunha


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