Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Quem quer ser campeão?

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QUEM QUER SER CAMPEÂO?

O Santos bobeou demais e está a oito pontos do líder, porém ainda faltam 14 rodadas e em metade delas o Alvinegro Praiano jogará em casa. E mesmo nas partidas fora, como não há nenhum esquadrão neste Campeonato Brasileiro, todos os jogos são ganháveis. Desistir agora da luta pelo título será o mesmo que assinar um atestado de preguiça e incompetência. Lutar em cada jogo, como em uma batalha, é a única solução. Não se pode esperar nenhuma outra atitude de uma equipe de atletas profissionais.

Fosse eu o técnico do Santos, escalaria um time para enfrentar o Botafogo, nessa quarta-feira, às 19h30, no estádio Luso-Brasileiro, apenas com jogadores dispostos a correr pela vitória. Levaria em conta a qualidade técnica de cada um, claro, porém daria um peso maior à força de caráter, à vontade de voltar do Rio com três pontos.

O Estádio Luso-Brasileiro fica na Ilha do Governador, Rio de janeiro, e pertence à Portuguesa Carioca. Sua capacidade é de 15 mil pessoas, bem próxima à da Vila Belmiro. Esperamos que os jogadores do Santos não se sintam peixes fora d’água lá.

A escolha pelo time mais motivado pode ser feita simplesmente perguntando aos jogadores quais estão realmente a fim de ralar pela vitória no Rio, mas a seleção dos atletas para o jogo também pode ser feita levando-se em conta, simplesmente, os que têm se empenhado mais nos últimos jogos.

Santistas que somos, temos o hábito de colocar a técnica acima de tudo, mas o passado nos mostra que nem sempre é ela que decide. Não fosse um atacante brigador como Almir Albuquerque, o Almir Pernambuquinho, e o Santos não teria se tornado o primeiro bicampeão mundial da história do futebol, derrotando o poderoso Milan, no Maracanã, sem os titulares Pelé, Zito e Calvet.

Quero dizer com isso que este jogo contra o Botafogo, que pelos antecedentes dificilmente livrará o Santos de outra derrota, é a oportunidade ideal de Dorival Junior fazer algo diferente e corajoso e escalar um time cascudo, com jogadores talvez de menos técnica, mas ansiosos por se firmar no elenco e no futebol.

Para começar, Victor Ferraz, Renato, Vitor Bueno, Lucas Lima e Ricardo Oliveira iriam para o banco de reservas. Os cinco têm atributos técnicos inegáveis, porém têm atuado sofrivelmente nas partidas fora de casa. Veja ainda, amiga leitora e amigo leitor deste blog, que nas quatro partidas que o Santos perdeu para times na rabeira do campeonato, esses jogadores estavam presentes.

Com todos eles em campo o Santos foi derrotado pelo lanterninha América Mineiro, para o Coritiba, Figueirense (na Vila Belmiro) e Internacional. E sabe por quê? Por que, ao contrário do que preconizava o genial Johan Cruiff, de que o atacante é o primeiro defensor, esses santistas não se empenham na marcação, não têm a pegada de jogadores menos talentosos, porém com muito mais vontade.

Assim, como Copete não poderá jogar, por suspensão, eu escalaria o Santos, para enfrentar o Botafogo, com Vanderlei, Daniel Guedes, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Yuri, Vecchio e Jean Mota; Joel e Rodrigão. Se a vitória não viesse, ao menos o torcedor do Santos teria a certeza de que o time lutaria até o final por ela.

Nesse momento do texto você deve estar achando que eu sou maluco e deve estar pedindo ao menos dois ou três desses cinco afastados no time titular. Bem, é possível colocar Renato no lugar de Joel, dando ao veterano a oportunidade de ir mais à frente, como fez domingo. Com a posse de bola, teríamos Jean Mota, Renato, ou Vecchio, e Rodrigão mais avançados e o time ainda teria um meio-campo forte na marcação, com Thiago Maia, Yuri e Vecchio, ou Renato.

Sei que é difícil para o torcedor santista aceitar que jogadores de nível técnico tão elevado, como Lucas Lima e Ricardo Oliveira, tenham de sair do time para o Santos ter mais chances de vitória no Rio de Janeiro, mas não basta saber jogar futebol, é preciso querer. Não basta ser o melhor no papel, como o Santos era nesses quatro jogos que perdeu, é preciso ter jogadores comprometidos com a vitória e a busca pelo título.

Quanto ao Vitor Bueno, é um jogador de enorme potencial, mas some em alguns jogos, principalmente fora de casa, a ponto de ter sido substituído em todas essas quatro derrotas citadas. Mas tanto ele, como os outros que eu colocaria no banco, poderiam entrar no transcorrer da partida.

Uma pesquisa do jornal Lance comparou jogador por jogador de Santos e Botafogo e o Alvinegro Praiano ganhou em todas as posições, com exceção daquela do ex-santista Neilton. Portanto, no papel, a vitória seria certa. Ocorre que, sabemos bem, a teoria não entra em campo, pois, se entrasse, o Santos seria o líder, disparado, deste Brasileiro.

Bem, mas esse post é apenas um exercício de rebeldia e provocação e faz parte daqueles que irão para o limbo, pois sabemos que jamais nosso convencional técnico adotará atitude tão radical. Na verdade, todos os que ele chama de titulares entrarão em campo – talvez até o indefectível Léo Cittadini – e o Santos ficará tocando a bola de lá para cá, daqui para lá, até que o alvinegro carioca acerte um ataque e abra o marcador. Quero muito queimar a língua, mas sem jogadores raçudos, não vejo como o Santos possa mudar a sorte desenhada para essa partida.

santistas pacaembu
Recebi o aviso abaixo da Ouvidoria do Santos, dizendo que o clube disporá de ônibus, “grátis”, para trazer os proprietários de cadeiras e camarotes na Vila Belmiro para o Pacaembu, domingo. Providências para facilitar a vida do santista do planalto? Nenhuma. Os ingressos para o jogo contra o Figueirense, domingo, às 18h30, só começarão a ser vendidos nessa quinta-feira, enquanto o Flamengo, que nem é de São Paulo, já deve ter vendido 15 mil ingressos para o seu jogo das 11 horas no mesmo Pacaembu e no mesmo domingo. Fica evidente a diferença entre uma administração profissional, como a do rubro-negro carioca, e uma amadora, como a do Santos. Os cariocas estão carecas de saber que São Paulo é o mercado mais rico do Brasil e querem fincar sua bandeira na capital paulista, o Santos tem 1,2 milhão de torcedores na metrópole e os trata a pontapés. Mas vamos lá. Os que querem um Pacaembu vazio, para dizer, mais uma vez, que não vale a pena jogar em São Paulo, terão de colocar o rabo entre as pernas.

PARA CONHECIMENTO

O Santos disponibilizará ônibus grátis para associados proprietários de Cadeiras / Camarotes.

Saída: Domingo – 18.09.16

Horário: 14h30

Local: Em frente ao Portão 7/8

Reservas: Na Ouvidoria até sexta-feira – 16 horas

– Venceslau – 3257 4123 / venceslau.neto@santosfc.com.br

– Batalha – 3257 4142 / jorge.batalha@santosfc.com.br

* Demais associados – 40 reais a serem pagos até sexta-feira (16) as 16 horas.

Atenciosamente.

E você, quem escalaria para enfrentar o Botafogo?


É assim que se joga!

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    Ao Carlos Benito Martinez ou a algum conhecido dele: o livro enviado para ele voltou hoje com a informação dos Correios de que o endereço é desconhecido. O endereço enviado é Rua Vicente Ferreira Leite, 512, Vila Siqueira, São Paulo, SP, CEP 02723-000. Se o próprio Carlos, ou alguém que o conheça, puder entrar em contato com o blog pelo e-mail blogdoodir@blogdoodir.com.br agradeço. Odir

    É ASSIM QUE SE JOGA!

    Tudo bem que o Gama não está em divisão nenhuma do futebol brasileiro, mas a vontade que o Santos mostrou na partida dessa quarta-feira, mesmo sem cinco titulares, é a que o torcedor quer ver em todos os jogos do Alvinegro Praiano. Com 70% de posse de bola e boas chances, 3 a 0, todos de Ricardo Oliveira, foi pouco.

    Assim, no horário nobre da Globo, com o meu radiante amigo Cléber Machado na narração, o Santos deixou uma ótima imagem, apesar, repito, das ausências de Lucas Lima, Victor Ferraz, Thiago Maia, Gabriel e Zeca.

    A noite não foi perfeita porque Dorival Junior insistiu com Léo Cittadini durante os 90 minutos e ainda fez entrar Elano, o que deu à última parte da partida ares de um descontraído casados contra solteiros. O ideal seria ter colocado Yuri, já que Jean Mota já atuou pelo Fortaleza e não poderá jogar a Copa do Brasil pelo Santos.

    Gostei dos substitutos Daniel Guedes, com um rendimento até melhor do que Victor Ferraz, principalmente nos cruzamentos com efeito; Vecchio, um meia sem mimimi, e de Caju, que precisa pensar mais rápido, mas se empenhou bastante na defesa e no ataque.

    Os destaques do time, porém, foram Vitor Bueno, Copete e, em primeiro lugar, Ricardo Oliveira, que mostrou muita disposição e se apresentou para o jogo o tempo todo.

    Santos 3 x 0 Gama
    Terceira fase da Copa do Brasil
    27/07/2016, 21h45, Vila Belmiro
    Renda: R$ 147.395,00. Público: 9.883 torcedores.
    Santos: Vanderlei; Daniel Guedes, Luiz Felipe (David Braz), Gustavo Henrique e Caju; Renato, Leo Cittadini, Vitor Bueno e Vecchio (Elano); Copete (Joel) e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.
    Gama: Maringá; Dudu Gago (Gordo), Pedrão, Murilo e Felipe Assis; Eduardo, David, Michel, Jeferson Paulista (Ítalo) e Marcos Bahia; Rodrigo Pítio. Técnico: Reinaldo Gueldini.
    Gols: Ricardo Oliveira, aos 22 e aos 44 minutos (pênalti) do primeiro tempo, e aos 12 minutos (pênalti) do segundo.
    Arbitragem: Diego Pombo Lopez (BA) – boa, acertou nos dois pênaltis e nos cartões amarelos –, auxiliado por Luiz Claudio Regazone (RJ) e Fabiano da Silva Ramires (ES).
    Cartões amarelos: Murilo, David, Maringá, Pedrão, Michel e Eduardo (Gama) e Copete (Santos).


    Ganhou como e quando quis


    (Fundo musical para ler este post)

    Os gols e os goleadores, pela SantosTV:

    Confesso que não esperava tanta facilidade na vitória do Santos sobre o São Paulo, no Morumbi. A eficácia santista espantou. Poucos ataques, três gols, uma bola na trave e um pênalti em Lucas Lima não marcado. O quarteto Lucas Lima, Gabriel, Ricardo Oliveira e Marquinhos Gabriel deitou e rolou. Enquanto isso, o São Paulo de Doriva cruzou oitocentas bolas e só marcou uma vez. A diferença entre os dois times foi enorme.

    O Santos soube esperar a oportunidade de atacar e, quando o fez, foi cirúrgico. Gabriel, calmo como um veterano, marcou o primeiro aos 14 minutos, em ótimo passe de Daniel Guedes; Ricardo Oliveira recebeu rebote de Renato e teve tempo de dominar e girar, a um minuto do segundo tempo, e Marquinhos Gabriel, de cabeça, aproveitou cruzamento de Lucas Lima para fazer o terceiro. Aos quatro minutos do segundo tempo a partida já estava definida. O único gol tricolor foi de Pato, empatando o jogo aos 15 minutos do primeiro tempo, após um salto em falso de Daniel Guedes.

    O São Paulo tem jogadores afamados, caros e menos eficientes, como Rogério Ceni, Ganso, Michel Bastos, Pato e Luis Fabiano. Alan Kardec entrou no segundo tempo e preocupou nas bolas altas. Mas um time não é um bando de jogadores. O Santos tem harmonia, fluidez e jogadores mais comprometidos com a vitória. O técnico Dorival Junior está em grande fase. Agora, só uma tragédia tira a classificação do Glorioso Alvinegro Praiano para a final da Copa do Brasil.

    Para garantir a vaga, o Santos só não poderá sofrer três gols na Vila Belmiro, pois mesmo que perca por improváveis 2 a 0 ainda estará classificado. Pois eu já acho que se o time jogar com vontade, com fome de bola, ganha de novo, e bem, porque o São Paulo, como time, é inferior ao Santos, bem menos eficaz, mais lento e depende de alguns jogadores escalados apenas pelo nome. Desta vez, nem o Doriva vai dar jeito.

    Quanto às atuações individuais dos santistas, o time todo foi de regular para bom, mas os destaques ficaram mesmo para os quatro já citados, além de Renato, Thiago Maia e os laterais. David Braz e Werley não comprometeram. Daniel Guedes falhou no gol do adversário, mas já tinha dado excelente passe para Gabriel marcar o primeiro. O Santos está sabendo ganhar na hora e do jeito que quer, e essa é uma característica das equipes campeãs.

    Outra característica é a tranqüilidade diante de qualquer situação. O jogo teve tempestade e apagão, demorou para começar e era no campo do adversário. Nada disso atrapalhou o Santos, em mais uma prova de que o time pode jogar bem mesmo fora da Vila Belmiro. Quando a diretoria se convencer disso, esse mesmo sucesso que está tendo nos campos o Santos também terá no marketing e na tesouraria.

    São Paulo 1 x 3 Santos
    Morumbi, 22 horas, 21/10/2015
    Semifinal da Copa do Brasil – jogo de ida
    Renda: R$1.500.367,00. Público total: 26.434 pessoas.
    São Paulo: Rogério Ceni; Bruno, Lucão, Luiz Eduardo (Centurión, 22’/2ºT) e Matheus Reis; Thiago Mendes, Rodrigo Caio e Paulo Henrique Ganso; Michel Bastos (Alan Kardec, 8’/2ºT), Alexandre Pato e Luis Fabiano. Técnico: Doriva.
    Santos: Vanderlei; Daniel Guedes, Werley, David Braz e Zeca; Thiago Maia, Renato, Marquinhos Gabriel (Neto Berola, 39’/2ºT) e Lucas Lima; Gabriel (Paulo Ricardo, 28’/2ºT) e Ricardo Oliveira (Gustavo Henrique, 43’/2ºT). Técnico: Dorival Júnior.
    Gols: Gabriel, 14’/1ºT (0-1); Alexandre Pato, 25’/1ºT (1-1); Ricardo Oliveira, 1’/2ºT (1-2); Marquinhos Gabriel, 4’/2ºT (1-3).
    Arbitragem: Raphael Claus, auxiliado por Rogerio Pablos Zanardo e Carlos Augusto Nogueira Junior, todos de São Paulo.
    Cartões Amarelos: Luis Fabiano, Lucão, Centurión e Thiago Mendes (São Paulo), Marquinhos Gabriel (Santos).

    E você, acha que a vaga na final já está garantida?


    O Santos recua porque o adversário ataca, ou o adversário ataca porque o Santos recua?


    Repare que no primeiro gol santista havia seis jogadores do Santos na área e nove do adversário. Isso é que é ir pra cima pra decidir a partida.

    Nos jogos contra Mogi Mirim e Red Bull foi a mesma coisa: o Santos atacou para valer apenas no início dos tempos, e depois recuou, abdicou da posse de bola e ficou especulando contra-ataques ou bolas espirradas após chutões para a frente.

    O time não perdeu, mas o torcedor se sentiu frustrado. O santista se acostumou a ver o Santos no ataque, principalmente quando enfrenta times pequenos. Essa postura intencionalmente defensiva parece um tipo de trapaça com o espectador, como se o Santos não tivesse nenhuma responsabilidade com a chamada qualidade do espetáculo.

    Já analisamos aqui a difícil situação financeira do clube e suas possibilidades de faturamento. Confirmo minha opinião – abalizada por tantos leitores deste blog – de que só mesmo uma grande campanha para turbinar o seu quadro de associados pode tornar o Santos competitivo, já que nos outros quesitos, como cotas de tevê, patrocínio máster e arrecadações ele está bem atrás de seus principais concorrentes.

    Mas uma campanha para atrair associados, assim como a busca por maiores arrecadações e melhores possibilidades de se obter patrocínio passa pelo fascínio que o time exerce em seu torcedor e no universo do futebol. Mesmo perdendo, o Santos já foi muito mais empolgante quando jogava pra frente e parecia tocado pela vontade irresistível de fazer gols.

    Nem é preciso pensar muito para se lembrar qual o último jogo que fez o santista ir pra casa com a alma lavada. Sim, a goleada de 5 a 1, fora o baile, sobre o time que pouco mais de um ano antes tinha sido campeão do mundo. No final do Paulista, perdeu para o Ituano, mas aquela goleada marcou mais do que a decisão do título.

    Se há um torcedor que adora ver goleada é o santista. Por isso, ele se amofina, se exaspera e perde a razão quando vê o seu time, preguiçosamente, voltar para a defesa depois de marcar um mísero gol. Tudo bem que outros times ganhem até títulos mundiais assim jogando assim, por uma bola, mas o Santos sempre foi diferente, sempre quis mais, por que se mediocrizar agora?

    É o técnico que manda, ou os jogadores que decidem?

    Será que é o Enderson Moreira que manda o time recuar? Será que foi ele que pediu isso domingo, em São José do Rio Preto, diante do regular, mas limitado Red Bull? Não acredito.

    Como este filme nós já vimos várias vezes antes, temo que esse comportamento, mais do que uma decisão tática do treinador, seja adotado pelos jogadores do Santos como uma forma de obter a vitória, ou segurar o empate, sem correr maiores riscos físicos.

    Sabe-se que o jogador que sofre mais faltas e se machuca mais é o que tem a bola. Ele também se expõe mais do ponto de vista técnico, pois precisa criar jogadas, enquanto seu adversário receberá urras da platéia se simplesmente chutar a bola para fora. Destruir é bem mais fácil do que construir, obviamente.

    Mas o Santos só tem alguma fama até hoje e só impõe respeito porque se especializou em construir jogadas de ataque. E isso começa com a organização que vem desde a defesa, a troca precisa dos passes, as deslocações, dribles, tabelas e os bons arremates a gol. Tudo isso está faltando ao time, porém.

    Diante do Mogi Mirim o ataque santista nada fez. Diante do Red Bull, venceu com um gol contra e um pênalti que caiu do céu. Não dá para se contentar com um rendimento ofensivo desses. E não dá para esperar que o Santos só jogue como um Leão do Mar na Vila Belmiro. O campo, a grama, as dimensões, são as mesmas. E domingo quase a totalidade da torcida era santista. Ficar atrás contra o Red Bull chega a ser constrangedor.

    Nesta quarta-feira, às 22 horas, provavelmente diante apenas de sua torcida – como quer o promotor de justiça Roberto Senise Lisboa –, em um clássico com tevê aberta, provavelmente o rendimento do time será outro. Mas por que os jogadores só deixam para jogar futebol de verdade em casa e nos grandes jogos?

    Enderson tem de ter coragem mexer no e com o time

    Com tantos jogadores jovens para serem testados neste Campeonato Paulista, encher o time com veteranos não é inteligente e diminui a velocidade da equipe. Talvez esta seja a razão do precavido comportamento tático do time, pois a mesma velocidade que se usa para atacar, é necessária para recompor a defesa. Pode ser também o decantado cansaço de início de temporada. Mas será que só os santistas estão cansados?

    Como muitos leitores deste blog têm dito insistentemente, e com razão, o Santos é o tipo de time em que se há dois jogadores de nível técnico equivalente para uma posição, e um deles é um Menino da Vila, então não há o que pensar. O garoto deve ter a preferência. Até porque costuma ser patrimônio do clube.

    É evidente que Daniel Guedes na lateral-direita, Caju na lateral-esquerda, Gustavo Henrique na zaga, Alison no meio, Geuvânio e Gabriel no ataque são imprescindíveis para remoçar e dar vitalidade e velocidade ao time. Eu ainda testaria Lucas Crispim no meio, pois acho que o garoto vai emplacar.

    Está mais do que na hora de escolher um jogo e botar a molecada em campo. Se der errado, paciência, mas é isso que o torcedor quer ver. Essa impotência ofensiva do time, com jogadores dispersos na frente à espera de um chutão do David Braz, é muito pouco para o time que mais gols marcou na história do futebol.

    E para você: o Santos recua porque o adversário ataca, ou o adversário ataca porque o Santos recua?


    Estes jogadores o torcedor do Santos quer ver no time em 2015

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    Estes jogadores o torcedor do Santos quer ver no time em 2015

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    fica - 12O atacante do Santos Robinho comemora um gol contra o time equatoriano LDU em partida da Copa Libertadoresfica - 15

    Esta matéria abre com a foto de Geuvânio porque ele foi o único jogador que teve 100% de aprovação na enquete que perguntou aos leitores deste blog quais jogadores devem sair e quais devem permanecer no Santos em 2015.

    Mas Gustavo Henrique e Lucas Lima também ficaram muito perto da aprovação total, com 99%. Outros que passaram a marca de 90% de aprovação foram Gabriel Gasparotto, com 97%; Daniel Guedes, com 94%, e Arouca, com 93%.

    Sabemos que a crise está braba e o Santos corre o risco de fazer negócios à louca para fazer caixa e pagar dívidas urgentes. De qualquer forma, essa enquete traz valiosas informações sobre a opinião do santista e deve ser levada em conta na hora de se pensar em desfazer de um jogador do Santos.

    A análise dos aprovados

    Aranha – O veterano e não tão esbelto goleiro passou por pouco. Teve 52% de aprovação, contra 48% de reprovação. Muitos citam o seu incidente em Porto Alegre, quando sofreu insultos racistas, como um divisor de águas em sua performance na temporada. Estava muito bem até ali, depois caiu um pouco.

    Gabriel Gasparotto – A enquete confirmou que Gasparotto é a grande esperança do torcedor santista para defender a meta do Alvinegro Praiano. O goleiro que, fisicamente, lembra o grande Gylmar, quase foi unanimidade. Teve 97% de votos positivos.

    João Paulo – Outro garoto vindo da base, João Paulo não é tão conhecido, mas já tem os seus fãs. Passou raspando, já que 53% dos que participaram da enquete querem que continue no Santos em 2015.

    Daniel Guedes – Com 94% de aprovação, o lateral esperto e insinuante, outro Menino da Vila, é apontado por muitos como o futuro titular da lateral-direita, no lugar do inconstante Cicinho.

    Gustavo Henrique – Mesmo tanto tempo sem jogar não fez o zagueirão perder a confiança do torcedor santista. Nada menos do que 99% querem que não só continue no time em 2015, mas seja o titular.

    Jubal – Outro que veio da base, Jubal também tem muito crédito com o torcedor. 77% dos votantes querem que continue no Santos em 2015 e muitos torcem para que faça dupla de zaga com Gustavo Henrique.

    Nailson – Em uma votação muito dividida, o jovem zagueiro passou apertado. 51% querem que fique, 49% preferem que saia. Se ficar, deve aproveitar a temporada para convencer os indecisos.

    Paulo Ricardo – Também da base do Santos, o zagueiro Paulo Ricardo é pouco conhecido, o que prejudicou sua votação. Mas há quem veja muito futuro nele. Teve 53% de votos positivos.

    Caju – Quase unanimidade, Caju teve 99% de aprovação e para a maioria dos votantes deve começar o ano como titular da lateral-esquerda. A péssima fase do chileno Mena contou muito para esta plena aceitação do garoto Caju.

    Zeca – Mais um jovem lateral vindo da base que satisfaz os santistas, Zeca teve 86% de aprovação, um índice admirável. Mesmo assim, ainda foi superado por Daniel Guedes e Caju.

    Alison – A fama de jogador com mais raça do que técnica não atrapalhou muito o julgamento de Alison, aprovado por 82% dos leitores que participaram da enquete.

    Arouca – O experiente e regular volante continua em alta conta com o torcedor santista. Sua dedicação e identificação com o time lhe rendeu 93% de aprovação.

    Lucas Lima – Por pouco não fez companhia a Geuvânio, com 100% de aprovação. Ficou com 99% e a fama de ser o grande articulador de jogadas que o Santos não pode perder em 2015.

    Serginho – O meia canhoto que veio da base já ganhou a simpatia dos santistas. 86% querem que continue no time em 2015.

    Diego Cardoso – Mesmo com alguns puxões de orelha, Diego Cardoso teve 71% de votos positivos e por isso mereceu uma foto no blog. Há quem diga que será um grande atacante.

    Gabriel – Contestado por poucos, que o consideram dispersivo, Gabriel conseguiu 89% de aprovação. É considerado um dos destaques do Santos em 2015.

    Geuvânio – Todos querem que Geuvânio defenda o Santos na próxima temporada. Bom em assistências e em finalizações a gol, ele conquistou a torcida santista, que lhe concedeu a primazia de ser o único 100% aprovado.

    Robinho – Ainda há quem desconfie do Rei do Drible, mas Robinho tem muito crédito. Seu talento, experiência e liderança explicam o seu índice de 89% de aprovação.

    Stefano Yuri – Aqui, um exemplo do apoio que o santista dá aos jovens. Mesmo com reservas, Stefano Yuri foi aprovado com o bom índice de 70%, mas deve aproveitar 2015 para se firmar no Santos.

    Percebe-se uma tolerância muito grande com os novatos, principalmente quando formados na base do clube. Os Meninos da Vila são tão respeitados pelo torcedor, que se nos baseássemos apenas no índice de aprovação desta pesquisa, teríamos o seguinte time do Santos para a próxima temporada:

    Gabriel Gasparotto, Daniel Guedes, Gustavo Henrique, Jubal e Caju; Alison, Arouca e Lucas Lima; Gabriel, Robinho e Geuvânio – com nada menos do que nove Meninos da Vila!

    E na reserva ainda teríamos garotos com boa aceitação por parte do torcedor, como Zeca, Serginho e Stefano Yuri.

    E você, o que achou a lista de jogadores santistas aprovados para 2015?


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