Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Em um Pacaembu hostil, o corajoso Santos foi o melhor

O Santos não tomou conhecimento da torcida contra, da má vontade do árbitro Leandro Vuaden (que fez vistas grossas à cera do adversário), da parcialidade do bandeirinha Altemir Hausman (que só faltou sair comemorando com os corintianos), do complô dos gandulas (que repunham a bola rapidamente para o time da capital e retardavam quando o lateral ou o escanteio era do Santos) e muito menos do time adversário, que dizia ter uma defesa intransponível.

Como foi previsto neste blog, o Alvinegro Praiano mandou na partida, enquanto o da capital se encolheu atrás como o Juventus da Moóca – e, como na Vila Belmiro, aproveitou a única chance que teve. Sorte também existe no futebol, claro, mas pena que ela tenha agido para tirar o melhor time brasileiro da final da Copa Libertadores.

Do Santos, pouco a reclamar. O time dominou o primeiro tempo e venceu por 1 a 0, em grande jogada de Neymar e Alan Kardec, sem sofrer sustos. Logo aos 2 minutos da segunda etapa, em uma falta boba na lateral esquerda, a bola foi centrada na área e sobrou para Danilo, livre, marcar. Depois, virou o confronto de ataque contra defesa.

Quando escrevi este post eu disse que a atuação de Vuaden tecnicamente não foi ruim. Mas vi depois o gol do Corinthians e fiquei com a claríssima impressão de impedimento. Estranhei que a Globo não tenha repetido a jogada e nem usado o tira-teima. Isso foi muito suspeito.

Mas a falta de Danilo em Alan Kardec, que se desequilibrou com o empurrão do adversário, certamente seria marcada se não fosse dentro da área. Porém, era o tipo de jogo que só uma fratura exposta resultaria em penalidade contra o time da casa. Outro detalhe estranho é que o adversário cobrava todas as faltas muitos metros à frente e o árbitro, complacente, não dizia nada.

No final, o desespero do bandeirinha Altemir Hausmann para que o jogo terminasse com a classificação corintiana foi até engraçado. O rapaz marcou mais faltas do que o próprio árbitro e chegou a indicar para a mesa que o jogo teria apenas dois minutos de acréscimos. A cena em que ele entrou em campo e fez aquele círculo no chão ficará para a história. Uma piada. Além das muitas substituições, a bola ficou parada no mínimo cinco minutos. Mas não se poderia espera outra coisa de uma partida em que a Rede Globo, a Conmebol e os poderes envolvidos queriam muito que pendesse para o alvinegro paulistano.

Num ato falho, A Globo anunciou a vantagem do Corinthians por 1 a 0 ao final do primeiro tempo, quando a superioridade era santista. Mas nada disso foi surpresa. Ao não vencer o primeiro jogo, o Santos se sujeitou a tudo isso.

Não se pode dizer, entretanto, que o adversário não teve méritos. Defesa também é um fundamento importante no futebol. Além de adotar uma formação tática e uma disposição para atrapalhar o adversário que faria inveja ao Once Caldas, o alvinegro paulistano tem achado seus raros gols na hora certa e por isso chega à sua primeira final de Libertadores. Espero, sinceramente, que não decepcione o futebol brasileiro na decisão.

Com relação ao Santos, segue sendo um dos melhores times brasileiros, se não o melhor. É preciso muita personalidade para atuar em um Pacaembu hostil como se estivesse treinando no CT Rei Pelé. Mas o elenco precisa de algumas mudanças e Muricy já deve saber disso.

Agora é dar tudo no Campeonato Brasileiro. Como os titulares já foram muito poupados devido à disputa de duas competições simultâneas, espero que o técnico Muricy Ramalho passe a usar a força máxima no Campeonato Brasileiro, um título que falta para o Santos nesta nova gestão do clube.

Aos torcedores corintianos, que tanto compareceram ao blog nesses dias, eu só posso dizer: já podem tirar as fraldas, vocês estão na sua primeira final de Libertadores. Parabéns por terem se defendido com unhas e dentes e conseguido um heróico empate contra um time superior como o Santos. Não é sempre que a zebra escapa do leão.

E você, o que achou do empate do Santos no Pacaembu?


Santistas protestam contra a manutenção dos jogadores de defesa

O santista Vinicius Andrade e outros participantes do Fórum Santista, um site de discussões dedicado ao Santos, me fizeram prometer que publicaria neste blog o protesto do site deles contra a manutenção dos jogadores de defesa do Santos. Em suma, acham que o setor defensivo do time deveria ter sido reformulado em 2011 e ficaram revoltados com a decisão da diretoria de manter os jogadores que têm atuado, sob a alegação de que o Alvinegro Praiano está “bem servido” para este setor.

Como este blog se propõe ser democrático e como a manifestação é educada e legítima, o protesto segue publicado abaixo. Antes, porém, gostaria de fazer algumas considerações, a favor e contra os argumentos dos protestantes.

A favor, concordo que o momento é propício para uma mudança em um setor que desde o final do ano passado é o mais frágil do time. Lembro-me que no Campeonato Brasileiro de 2010, o lateral Léo, mais de uma vez, insinuou que não conseguia jogar o tempo todo e que logo seria substituído pelo jovem Alex Sandro. Hoje, Alex Sandro se foi, Léo vem sendo substituído pelo improvisado zagueiro Durval e o problema da lateral-esquerda continua.

Também concordo que a dupla Edu Dracena e Durval não inspira grandes confianças. No primeiro semestre de 2010 o Santos foi campeão do Campeonato Paulista tomando três gols do Santo André no jogo decisivo, e por muito pouco não perde o título mesmo jogando em casa, pelo empate e contra um time menor. Na Copa do Brasil, novamente perdeu o jogo e sofreu dois gols do Vitória.

Em 2011 o rendimento melhorou, com as entradas de Jonathan e/ou Danilo na lateral direita e o Santos foi campeão do Paulista e da Libertadores com vitórias nos jogos finais, mas sempre levando um gol e passando por momentos de apreensão. Agora, porém, sem Jonathan, o time ficará também sem Danilo, vendido ao Porto. A lateral direita volta a ficar carente.

Por outro lado, é preciso confiar em quem comanda o time. Se Muricy Ramalho acha melhor manter os defensores que tem, deve ter boas razões para isso. Na verdade, ao olharmos o mercado, não vemos outros zagueiros tão melhores do que os que servem ao Santos. Tanto é assim que o São Paulo acaba de reformular toda a sua defesa, e mesmo times campeões não têm jogadores de defesa que se destacam, a não ser Dedé, do Vasco. E se trocar e piorar? Esse é um risco que Muricy não quer correr.

Bem, isso posto, segue o protesto de Vinicius Andrade e seus colegas do Fórum Santista:

Protesto contra a nossa linha de zaga

De Vinicius Andrade e participantes do Fórum Santista

Visamos, com este manifesto, divulgar a insatisfação da torcida do SANTOS Futebol Clube com a nossa atual linha de zaga e com as recentes declarações de dirigentes do clube (entre eles, o presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro) de que contratações não serão feitas, que estamos “bem servidos” para esse setor. Os redatores deste manifesto são membros do Fórum Santista, um site dedicado a discutir tão-somente o SANTOS. Muitos dos integrantes do fórum são sócios do clube e acompanham de perto o cotidiano da nossa grande paixão.

Além disso, insistimos no caráter pacífico de nosso protesto. Não temos como meta ofender ou agredir ninguém, pois, à diferença de outras torcidas de clubes paulistas, não acreditamos que intimidação é o melhor caminho. Acreditamos no incentivo aos jogadores durante os noventa minutos de cada jogo e acreditamos em diálogo maduro e construtivo com a diretoria do SANTOS Futebol Clube.

É do nosso entender que é preciso que se realizem, sim, novas contratações para esse setor, pois nós, torcedores do SANTOS, nos sentimos receosos e temerosos, sabemos que entraremos pelo terceiro ano consecutivo com uma zaga que sempre nos proporcionou momentos de tensão em toda sorte de jogadas, sejam elas pelo alto, por baixo, tentativas frustradas de linhas de impedimento, escanteios e assim por diante.

É do nosso entender que Léo, Durval e Dracena já não podem mais ser, simultaneamente, titulares do SANTOS. Eis os nossos argumentos:

Quanto ao nosso Guerreiro da Vila, pensamos que a idade dele já se lhe tornou um obstáculo intransponível: suas arrancadas ofensivas ainda são, por vezes, frutíferas, mas já não têm mais o índice de aproveitamento de outrora. Além disso, quando é necessário voltar à defesa (a chamada “recuperação”), já não o faz com a mesma rapidez. Em jogadas defensivas, vem se caracterizando por marcar à distância, sem “diminuir”, permitindo que o jogador adversário tenha segundos preciosos para começar uma tabela ou efetuar um cruzamento mais preciso. Para um dentre muitos exemplos dessa maneira de jogar, convidamos o leitor a assistir novamente aos gols do Flamengo no jogo SANTOS 4 x 5 Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro de 2011, em especial o primeiro gol adversário.

O passado glorioso, o respeito que adquiriu pela torcida e pela diretoria não podem ser as razões pelas quais o Léo ainda é escalado como titular. Para que ele não macule mais a sua história dentro do clube que ama, é preciso que ele seja reserva de um novo lateral esquerdo a ser contratado.

– Quanto a Durval e Dracena, trata-se de dois zagueiros com características semelhantes, portanto a crítica pode ser unificada: ambos são lentos, de pouca qualidade técnica quando exigidos, não vão bem no jogo aéreo defensivo (quanto a Edu Dracena, anotou gols marcantes, e é preciso que essa ressalva seja feita. Contudo, jamais um zagueiro poderá ser titular apenas em razão disso, afinal, antes de fazer gol, sua função primordial é defender, e isso, nós assim entendemos, ele não faz bem). As recentes performances dos dois zagueiros na final do Mundial contra o Barcelona são exemplos cabais do seu despreparo técnico.

Ainda sobre Edu Dracena, é preciso destacar que ele se caracteriza por ser um dos líderes do time, dentro e fora de campo, inclusive portando a tarja de capitão em todas as partidas. Nós, torcedores, entendemos que, assim como o passado não é argumento (no caso do Léo), a liderança também não pode sê-lo, pois a discussão mais importante que se deve fazer é de caráter técnico e, insistimos, no que se refere ao aspecto técnico, Edu Dracena não é um jogador do nível que o SANTOS precisa se almeja a maiores conquistas no futebol. Além disso, nada impede que um jogador exerça sua liderança do banco de reservas, na concentração, no ônibus, isto é, em todos os outros espaços de convívio dos atletas.

Sabemos também que a decisão a respeito de quem será o capitão de um time é feita baseada mais em características pessoais, de comportamento, do que técnicas. Sendo assim, é oportuno que, aqui, lembremos a infelicíssima declaração do nosso capitão, Edu Dracena, ao afirmar que a derrota vergonhosa para o Barcelona era o “máximo” que o time poderia ter feito. Para nós, torcedores, essa declaração é sintoma de falta de motivação e falta de respeito à instituição que ele representa e defende. De um capitão espera-se justamente o contrário: que honre o time pelo qual joga, que motive os demais companheiros, que represente a torcida que sempre anseia por vontade de vencer, por gana, por inconformismo em caso de derrotas vexatórias. Em razão dessa declaração (e não só por conta dela), não pensamos ser adequada a permanência de Edu Dracena como capitão do SANTOS e tampouco nos sentimos representados por ele.

A dupla de zaga é lenta: frequentemente perde jogadas de um contra um ou não consegue acompanhar o ritmo dos atacantes adversários. A dupla é de pouca qualidade técnica: tem dificuldades para jogar futebol, são especialistas apenas no desarme mais rude, faltoso. A dupla não vai bem no jogo aéreo defensivo: vários são os gols de bola aérea que tomamos desde 2010 por conta da nossa dupla de zaga mal posicionada ou que pouco sobe para cortar cruzamentos. Acreditamos que ambos não podem ser titulares, jogarem juntos. Poderiam, contudo, render mais se tivessem ao seu lado um zagueiro mais rápido, com mais vigor e melhor saída de bola.

Embora a nossa dupla de zaga não seja a única responsável por gols sofridos, atingimos alguns resultados lastimáveis que precisam ser trazidos à baila. Por exemplo, tivemos uma média de 1,45 gol tomado por jogo no Campeonato Brasileiro e, no ano de 2011, chegamos a 94 gols em 77 jogos (fonte: site do SANTOS). Além disso, fomos a oitava pior defesa no Brasileiro de 2010 e a quinta pior defesa no de 2011. Esses últimos dois dados são os mais importantes, uma vez que são comparativos, e mostram, inegavelmente, que, embora sejamos um dos melhores times do Brasil, estamos, sim, entre os piores quando o quesito é se defender. De maneira a fundamentar ainda mais nossa argumentação, lembramos que, nos Campeonatos Brasileiros de 2010 e 2011, as duas melhores defesas foram dos dois primeiros colocados, isto é, não basta que tenhamos apenas os melhores meias e atacantes. O segredo de um grande time está no conjunto: se a zaga não inspira confiança, os jogadores de meio campo se veêm compelidos a procurar protegê-los mais, prejudicando nosso poderio ofensivo neste setor, isso acarreta nas ligações diretas (“chutões”) em direção ao Neymar, o que nem sempre dá certo e minimiza nossa posse de bola, além de sobrecarregar nossa principal estrela.

É do nosso entender que há motivos para que nos preocupemos, e muito, para a Libertadores de 2012. Não seremos mais surpresa para nenhum adversário. Atualmente, é possível que qualquer técnico, numa breve pesquisa pela internet, repare que muitíssimos gols que tomamos ocorrem por conta da lentidão ou da baixa qualidade técnica de nossos defensores. Não nos surpreendeu que o Barcelona tenha concentrado seus ataques no lado esquerdo de nossa defesa, pois sabia que lá estava nosso ponto fraco: na lentidão e falta de fôlego de Léo e no baixo nível técnico de nossos zagueiros.

Por fim, sabemos que a história do SANTOS de 2010 para cá está marcada por títulos, porém, esse desempenho recente não só não esgota nossa sede por maiores conquistas como não pode, de maneira alguma, servir para encobrir erros ou falhas presentes no time e no clube, de maneira que invocar as conquistas desse elenco não é argumento suficiente para desacreditar este protesto.

E você, concorda com o protesto contra os titulares da defesa do Santos?


Reveja os melhores momentos do Santos em 2011

O ano de 2011, em que ganhou dois títulos, entre eles a sua terceira Copa Libertadores, merece ser chamado de o mais importante da história do Santos desde 1963, quando conquistou não só a Libertadores, como o Mundial, a Taça Brasil (o seu terceiro Brasileiro) e o Rio-São Paulo.

Mas no início parecia que a temporada não seria tão promissora. O time, que já tinha sido treinado por Adilson Batista e Marcelo Martelotte, estava para ser eliminado na Libertadores, e no Paulista, que não era prioridade, seguia aos trancos e barrancos, terminando a primeira fase em quarto lugar.

Nas oitavas do Paulista o Santos venceu a Ponte Preta, em Campinas, por 1 a 0. Em seguida, porém, em um jogo só, definiu contra o São Paulo, no Morumbi, uma vaga para a final. Além de jogar em seu campo e poder contar com a maior parte da torcida, o São Paulo tinha tido a melhor campanha na primeira fase. Para alguns, era o favorito. Vejamos o que aconteceu:

Uma decisão na Vila contra o outro alvinegro. Que delícia!

Depois de um empate sem gols no Pacaembu, o Santos, por ter melhor campanha, teve o direito de jogar pelo bicampeonato na Vila Belmiro. O adversário, com um time mais forte do que aquele que seria campeão brasileiro – pois ainda tinha Bruno César e Dentinho – ficou feliz de perder só por 2 a 1. Reveja:

Contra o Cerro, o jogo do ano

O técnico Muricy Ramalho assumiu o comando do time justamente no aniversário de 99 anos do clube, em 14 de abril. E alguns anti-santistas brincavam no twitter que o dia da fundação do clube seria o de sua “afundação”, pois precisaria vencer o poderoso Cerro Porteño, no Paraguai, ou estaria praticamente eliminado da Libertadores. Um detalhe: nesse jogo o Santos não teria Neymar, Elano e Zé Eduardo, expulsos no polêmico jogo das máscaras, contra o Colo Colo, na Vila.

Porém, os deuses do futebol estavam com o Santos, que, mesmo com um time recheado de reservas – como Maikon Leite, Diogo, Keirrison – obteve uma vitória crucial, iniciada com um gol antológico de Danilo. Vale a pena rever este que para mim foi o grande jogo do ano:

Enfim, o terceiro título da Libertadores

A conquista que passou perto em 2003, finalmente chegou este ano, com uma final histórica contra o Peñarol. Dos Meninos de 2003, apenas Léo e Elano estavam presentes para gozar a glória de ser campeão da América. Após o empate sem gols em Montevidéu, o Pacaembu se tornou Alvinegro Praiano para testemunhar o seu primeiro título da Copa Libertadores. Nenhum santista, em nenhum momento, duvidou desse título que você saboreia de novo agora:

Para sorte dos outros, Santos negligenciou o Brasileiro

Concentrado no Mundial da Fifa, no final do ano, o Santos não se empenhou suficientemente no Campeonato Brasileiro, para sorte dos adversários. Mesmo assim, no segundo turno, um pouco mais concentrado, deu uma demonstração do que poderia fazer, ao vencer, sem grande dificuldade, aqueles que no final seriam campeão e vice. Reveja os principais lances:

http://youtu.be/-zw7OGIHcHQ

http://youtu.be/k_m4In6HjaQ

Três golaços que valeram o vice-campeonato Mundial

Quando o Mundial era decidido em um jogo só, ser vice-campeão não tinha mérito algum. Mas agora o torneio tem sete participantes e é preciso vencer a semifinal antes de jogar a decisão – o que nem sempre é fácil, como o Mazembe provou no ano passado. Este ano coube ao Santos enfrentar o Kashiwa Reysol, campeão japonês, que já havia passado por dois times, entre eles o perigoso Monterrey, do México.

Porém, com golaços de Neymar, Borges e Danilo, o Santos derrotou o Kashiwa e garantiu ao menos o segundo lugar no torneio de clubes mais importante do ano. Veja os gols novamente:

http://youtu.be/yN1jx9cP5HU

O Fico de Neymar

Outra vitória importante do Santos em 2011 aconteceu nos bastidores. O esforço do clube para manter o ídolo Neymar marcou uma nova etapa na história do futebol brasileiro e deu ao clube uma visibilidade jamais vista. Com Neymar, o Santos caminha, sim, para ter uma das maiores torcidas do Brasil.

Eleito hoje, 31 de dezembro, como o melhor jogador das Américas, Neymar continua fazendo história no futebol e deixa seu nome gravado em letras de ouro nos anais do Alvinegro Praiano. Em 2011 o Menino de Ouro teve de repetir inúmeras vezes que ficaria no Santos. Lembremos uma delas:

http://youtu.be/I4FQ4kZxGEw

Falcão e o futsal – um momento único

Pena que o futsal do Santos foi desativado, pois o momento que ele proporcionou aos santistas ficará na história. Falcão e o melhor time do Brasil deram aula de habilidade, solidariedade e garra. A vitória na decisão da Liga Futsal contra Carlos Barbosa foi emocionante, impagável, única:

http://youtu.be/ZPw6dAJP8dk

Assim foi 2011. Que 2012, o Ano do Centenário, reserve novas e duradouras alegrias aos santistas. Agradeço aos que prestigiam este blog e desejo um Reveillon cheio de alegria e um Ano Novo pleno de realizações. Fortíssimos abraços!


Não há sentimento melhor do que esse! Vamos pro jogo! Com fé!


Chegou a hora. O Santos não chegou até aqui para dar um Mundial de bandeja para os catalães. Querem? Venham buscar! Só que aqui é Santos, pô!

Diziam do campeoníssimo tenista Jimmy Connors que a coisa da qual ele mais gostava era ganhar. E a segunda coisa que ele mais gostava era competir. Sim, para ganhar é preciso gostar da competição, da entrega, da luta, da disputa ferrenha, palmo a palmo, pela vitória. E este Santos gosta muito disso, ou não teria conquistado quatro títulos em um ano e meio.

Estava agora mesmo falando com a Suzana e divagamos sobre a grandiosidade desse momento. Impossível dizer quantos times de futebol há no mundo, e apenas dois, entre eles o nosso querido Alvinegro Praiano, estará em campo logo mais, às 8h30m da manhã brasileira, para um confronto que não é só do século, mas do milênio. Só isso já é magnífico, qualquer que seja o resultado.

Mesmo adversários, Santos e Barcelona – como Benfica e Santos, há 49 anos – parecem compreender o capítulo sublime que estão para escrever na história do futebol. É como se dissessem: que seja um jogo lindo e que nunca mais seja esquecido, ou melhor, que sejamos lembrados, barcelonistas e santistas, por um espetáculo inesquecível de arte e fair play.

Acredito que o Santos jogará solto, alegre, sem qualquer receio. Lembro que meu amigo Nuno Cobra dizia a seus atletas que só deviam ter medo de sentir medo, pois o medo trava as pernas e não deixa o atleta render o máximo. Não existe a palavra medo no dicionário de um ariano, como o Santos.

Nesta noite de sábado ouvi o garoto Danilo em uma entrevista na qual ele dizia que “se eles foram campeões da Liga dos Campeões, nós também fomos campeões da Libertadores. E daí? Agora vamos ver quem é o melhor”.

É esta atitude de Danilo que leva um time a grandes conquistas. Sei que Neymar, Borges, Paulo Henrique Ganso, Elano, Arouca, Léo, Durval, Bruno Rodrigo, Henrique, Edu Dracena, são todos jogadores atrevidos no bom sentido, pois se acham no direito de vencer e erguer taças.

Da mesma forma é o técnico Muricy Ramalho, que nem tem dormido devido à ansiedade do grande jogo. Se nem ligasse para o resultado, Muricy estaria dormindo de rabo solto, como diria minha avó. Mas ele vive matutando maneiras de derrotar o melhor time do mundo.

Não consigo conceber o Santos à mercê deste Barcelona. Por mais que os espanhóis joguem bem e por mais que tenham ótimos jogadores, não conseguirão evitar que o Santos tome a bola e crie jogadas. Pois mesmo sem a bola a maior parte do tempo, sei que os santistas estarão alertas para aproveitar qualquer chance para chegar ao gol adversário. E o encanto do jogo estará aí.

Será difícil para o Santos? Sim, claro. Mas também será difícil para o time catalão e o técnico Pep Guardiola deixou isso claro em sua última entrevista. Ele sabe que o Alvinegro Praiano, como bem definiu um cronista de Barcelona, é “um mestre do contra-ataque”, e a Guardiola não resta outra saída a não ser atacar, pois é esse estilo que tem trazido vitórias e títulos à sua equipe.

Enfim, é muito bom dormir e acordar sabendo que no mínimo outras duas bilhões de pessoas estarão apreciando o nosso time jogar. Um time brasileiro, o mesmo do Rei Pelé, o primeiro bicampeão mundial, que volta a exigir o seu espaço no mundo do futebol. Nada é por acaso. O Santos de Neymar, Ganso, Borges, Arouca, Danilo, Muricy, mereceu chegar até aqui. E agora merece ser campeão do mundo!

http://youtu.be/er2UX0do7Rw
Fé, Fé, Fé, vamos com Fé, com muita Fé, minha gente. Que a Fé não costuma falhar…

E você, não está se sentindo próximo(a) de um momento especial?


Santos na final. Neymar prova que só Messi pode se comparar a ele


Neymar dá um corte no zagueiro e bate de fora da área, de esquerda e de curva, para fazer 1 a 0 (Foto: Comunicação Santos FC)

Bastaram 19 minutos do jogo contra o campeão japonês para Neymar mostrar que, se não for o melhor do mundo, divide a primazia com Messi. Após ter feito várias jogadas individuais de alto nível, o rapaz recebeu a bola de Ganso, fingiu bater de esquerda, deixou o zagueiro caído e, de cabeça erguida, com o pé esquerdo, colocou a bola mansamente, no canto direito, alto, do goleiro Sugeno. Golaço para iniciar a vitória por 3 a 1 sobre o Kashima Reysol e para provar que não ser incluído entre os três melhors do mundo, na eleição da Fifa, foi mais uma das aberrações cometidas pela entidade que domina o futebol.

Depois, veio outro golaço, de Borges, de fora da área, pegando um chute forte no ângulo esquerdo da meta japonesa. Porém, quando o avanço do adversário poderia representar mais gols em contra-ataques para o campeão da Libertadores, o que se viu foi um domínio cada vez maior do Kashiwa, que passou a sufocar o Santos no seu campo.

Ao final do primeiro tempo, com as chances do adversário se sucedendo, já deu para perceber que ceder tanto espaço não fazia parte da estratégia do técnico Muricy Ramalho. O pior é que o panorama não mudou no segundo tempo e, de tanto tentar, o Kashiwa chegou ao seu gol aos 9 minutos, em uma fatídica cobrança de escanteio.

Jorge Wagner centrou e Sakai, vindo de trás, teve mais impulsão para saltar acima de Henrique e cabecear para o chão, diminuindo a vantagem brasileira. Deu para perceber que Muricy ficou uma pilha ao ver o Santos sofrer um gol na manjada bola parada.

Porém, quando se esperava um jogo dramático até o final, Danilo – que já tinha feito dois gols decisivos na Copa Libertadores –, acertou uma bela cobrança de falta, de longa distância, e colocou a bola no canto esquerdo de Sugeno, rente à trave, aumentando para 3 a 1.

Longe de desanimar, o time japonês continuou pressionando e chegou a ter boas oportunidades de fazer o segundo gol. Sawa acertou a trave e em outra jogada perdeu ótima chance, com o gol vazio. O Santos só respondeu no fim, com um chute de Ibson – que substituiu Borges –, acertando o travessão.

Contra o Barça o Santos jogará melhor

Alguém aí pretende secar o Barcelona contra o Al-Sadd, do Catar, em Yokohama, às 8h30 (19h30 no horário local)? Eu juro que não. Prefiro o duelo do milênio do que enfrentar um time árabe na decisão. O Santos nasceu para os grandes momentos, não para ganhar títulos com asteriscos ou favorecido por resultados milagrosos.

Porque eu sei que com o Barça será diferente. Hoje o time estava um pouco mais tenso, já que tinha a obrigação moral de vencer. O Kashiwa era o franco-atirador. Domingo, mais tranqüilo e motivado, os santistas deverão ter um rendimento melhor.

Fiquei preocupado com o estado físico de Elano, que na metade do segundo tempo foi substituído por Alan Kardec. Também fiquei cismado com a saída de Danilo, machucado, para a entrada de Bruno Aguiar. Quando a Borges, acho que só foi substituído por Ibson porque o jogo estava no final e Muricy queria fechar mais o meio.

O que importa é a bela vitória, que deve ser comemorada pois não foi fácil. Creio que a maioria dos times brasileiros que enfrentasse o bom e incansável Kashiwa Reysol não conseguiria um resultado tão bom. Não se pode esquecer que, além de jogar diante de sua torcida e em condições climáticas nas quais estão mais acostumados, os jogadores do campeão japonês tinham mais ritmo de jogo, pois vinham de duas vitórias no Mundial e acabaram de conquistar o título de seu país.

Hoje, como na Libertadores, o Santos não se preocupou em ter a posse de bola a maior parte do tempo. Permitiu o domínio do adversário, mas definiu a partida em estocadas mortíferas. Domingo, se uma catástrofe não acontecer amanhã, o Barcelona também deverá ter o domínio do jogo. Mas o Santos, mais motivado e com mais ritmo, estará pronto para surpreender os decantados melhores do mundo.

Camisa no peito e bandeira na janela

É emocionante ver os santistas fazendo a festa lá no Japão. Este é um momento único e deve ser bem aproveitado. Todo santista deve, ao menos em um dia até domingo, usar a camisa do time e estender uma bandeira na janela de casa ou no carro. É importante criar esse movimento, unir as energias em busca do que para muitos é um milagre.

Este é o Blog do Pai Odir

Este blog está ficando enjoado mesmo. Primeiro, a enquete sobre as eleições do Santos deu como resultado a reeleição de Luis Álvaro Ribeiro com 87% dos votos, exatamente o que aconteceu nas urnas – provando que nossos leitores refletem a opinião do sócio, conselheiro, enfim, do torcedor santista. Agora, conforme previ ontem, o Santos vence o Kashiwa por 3 a 1.

Só falta você querer saber quanto será a final entre Santos e Barcelona, ou se há alguma chance do Al-Sadd eliminar os orgulhosos espanhóis. Bem, isso ainda não posso dizer. Esperei a conjunção dos astros para sentir se será possível fazer essas previsões.

Reveja os três golaços que classificaram o Santos para a sua terceira decisão de título Mundial:

http://youtu.be/yN1jx9cP5HU

O que você achou do jogo de hoje? Ficou mais otimista para domingo?


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