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Peñarol conta com as botinadas de Alejandro González em Neymar


Alejandro González, lateral-direito do Peñarol, é o tipo de jogador que joga mais deitado do que de pé e visa, preferencialmente, as canelas do adversário. Contra Neymar, seguindo o estilo intimidador do futebol uruguaio, ele pretende “marcar o território” desde o início, repetindo o que fez contra o Internacional.

Que o árbitro paraguaio Carlos Amarilla e seus auxiliares, os compatriotas Nicolás Yegros e Rodney Aquino, fiquem bem espertos no início do jogo entre Peñarol e Santos, na quarta-feira, em Montevidéu, pois o time da casa pretende adotar a velha tática uruguaia de bater e tentar intimidar os brasileiros nos primeiros lances do jogo. Alejandro González, o marcador de Neymar, admitiu isso em uma entrevista para o jornal Diário El País.

Quando o jornalista Diego Pérez lhe perguntou se contra o Internacional de Porto Alegre ele conseguiu intimidar algum jogador logo de início, González admitiu:

“É muito bom “marcar o território”, porque este tipo de jogador se sente motivado quando se sai bem nas primeiras jogadas. Mas às vezes eles não lhes dão uma oportunidade… Contra o Inter, elas aconteceram, mas isso não quer dizer que se possa sempre…”

O marcador de Neymar, de 23 anos e 1,83m de altura, acha que o primeiro combate ao habilidoso jogador brasileiro deva ser feita pelos volantes, em um sistema de rodízio:

“Estes jogadores, além de habilidosos, você pode marcar bem, castigar, e seguem jogando igual. Mas tenho visto jogos em que, “escalonándolo” (marcando-o por escalas), se conseguiu anula-lo. Terei muitos duelos individuais com ele, mas será fundamental a ajuda de um volante”.

González também dá a receita de como evitar ser expulso, apesar das faltas constantes: “É preciso associar-se com o juiz e faze-lo entender que muitas vezes seu rival está simulando ou exagerando”.

Como todo jogador uruguaio, Alejandro González acha que os brasileiros se sentem intimidados quando os enfrentam. “Nenhum brasileiro gosta de enfrentar um uruguaio”, diz ele. “Digamos que vivam o futebol de uma maneira diferente. Neymar é seu máximo expoente e suponho que o que mais lhe deve molestar é que seja marcado por jogadores como nós”, acredita.

Mas Neymar não deverá ter marcação individual

Mesmo respeitando muito Neymar, o técnico do Peãrol, Diego Aguirre, diz que não pensa em submete-lo a uma marcação individual. Aguirre acredita que Neymar “jogará mais atirado à esquerda, junto à linha lateral” e assim será marcado, naturalmente, pelo lateral-direito Alejandro González.

Porém, se Neymar se deslocar para a direita, o técnico quer que sua marcação seja feita pelo lateral-esquerdo Freitas, para não mudar a estrutura da defesa. Isso poderá propiciar boas oportunidades ao Santos, pois Elano e Danilo também costumam se deslocar pela direita.

O que você acha dessa tática uruguaia de usar a violência para intimidar os santistas? Como Neymar deve reagir? E o que esperar do árbitro?


Inflexível, Peñarol dará, no máximo, 2.000 ingressos aos santistas

Como o Santos só colocará 1.800 ingressos à disposição da torcida do Peñarol, no jogo decisivo da Libertadores, no Pacaembu, o presidente do clube uruguaio, Edgar Welker, disse que pretende fazer o mesmo na primeira partida, no Estádio Centenário, e reservar igual quantidade de entradas para os santistas.

Nem mesmo o fato de esses lugares representarem uma proporção maior no Pacaembu, que tem a metade da capacidade do Centenário, sensibilizou Welker, que culpa a Conmebol por ter liberado o estádio paulistano:

“Isso não depende do Peñarol, depende da Conmebol, que não poderia ter autorizado um estádio com essa capacidade”, diz Welker, que promete viajar a São Paulo para conversar com o presidente do Santos, Luis Álvaro Ribeiro, logo que possível (os vôos estão cancelados no Uruguai devido às cinzas do vulcão chileno Puyehue).

O Pacaembu comporta 38.000 pagantes, contra 76.609 do Centenário. Se a proporção fosse obedecida, o Santos deveria receber cerca de 3.500 entradas para o jogo da próxima quarta-feira.

Os uruguaios reclamam ainda do valor das entradas oferecidas aos torcedores do Peñarol. Acham 350 dólares (cerca de 530 reais) um preço muito caro, mesmo em se tratando de final de Libertadores.

O presidente do Peñarol acredita que no máximo conseguirá mais 200 entradas, o que totalizaria 2.000. Se for assim, será esta mesma quantidade de bilhetes que será oferecida ao Santos.

Hoje, às 9 horas, o Peñarol iniciou a venda de ingressos para o jogo de quarta-feira. Assim como no Santos, só os sócios poderão comprar até segunda-feira, quando a venda será estendida aos não sócios.

Peñarol jogará completo

O técnico Diego Aguirre não terá nenhum problema para escalar o seu time para o primeiro jogo da decisão e deverá manter a mesma equipe que enfrentou o Vélez Sarsfield: Vélez: Sosa, A. González, Valdez, Guillermo, Darío, Corujo, Aguiar, Freitas, Mier e Arriba, Olivera e Martinuccio.

A imprensa uruguaia fala com naturalidade do interesse do Cagliari, da Itália, por Guillermo, e do Palmeiras pelo craque do time, Martinuccio. Parece que lá, como aqui, o fato de atuarem em um mercado que é um mero fornecedor de bons jogadores para outros centros mais desenvolvidos não incomoda os jornalistas uruguaios.

O Santos deveria oferecer mais entradas aos uruguaios, ou o presidente do Peñarol é que está sendo inflexível?


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