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O Estádio Futuro do Santos

Por Tana Blaze

Há dois dias o Lancenet informou que a decisão de construir um novo estádio ou arrendar o Pacaembu está na pauta do Comitê de Gestão.

É profunda a cisão entre os torcedores santistas e frequentadores deste blog, primeiro quanto à necessidade de um novo estádio e segundo quanto à localização deste. As opiniões contrárias parecem quase irreconciliáveis. Vou dar a minha.

1- A Barreira da Serra do Mar
O dilema quanto à escolha do local para o investimento, ou na Baixada Santista ou na Grande São Paulo, não existiria se não houvesse a barreira extraordinária da Serra do Mar, que dificulta o livre trânsito de torcedores de um ponto ao outro, com chuvas, neblinas, engarrafamentos, pedágios, trechos em obras e acidentes. E tráfego intenso de veraneio nos fim de semanas, justamente quando se realizam jogos de futebol.

Em jogos normais, não clássicos ou decisivos, haverá sempre um punhado de torcedores engajados que subirão e descerão a serra, mas a grande maioria preferirá o Pay Tv. Seria diferente, se a grande maioria pudesse pegar o metrô e sair na boca do estádio.

Para alocar 28.000 lugares a torcedores do Planalto num estádio de 45.000 na Baixada, seriam necessários 700 ônibus com 40 lugares ou 9.333 automóveis com três pessoas a enfrentarem os contratempos da Serra. É muita coisa, a barreira é muito grande e haja estacionamento. O efeito bloqueador da Serra do Mar não salta tanto aos olhos hoje pelo fato da Vila Belmiro ser muito pequena.

Além disso deve-se esperar um aumento dos custos reais dos combustíveis ou da energia elétrica nas próximas décadas, onerando ainda mais a transposição da Serra do Mar para ver um jogo.

2- Baixada Santista x Grande São Paulo
O investimento se amortizará em boa parte com a lotação do estádio e sob este aspecto, todos os critérios indicam ser a Grande São Paulo a melhor opção:

1-Todas as pesquisas são unânimes em afirmar que percentualmente a maior torcida do Santos é a da Baixada Santista, mas em número de torcedores a maior se encontra na Grande São Paulo, o que se explica pela demografia, a Grande São Paulo tendo 20 milhões e a Baixada Santista 1,6 milhões de habitantes. A relação continua a mesma, mesmo se o segmento de percentual maior da torcida hoje com mais de 55 anos de idade, for omitido, tendo em vista que este não será muito assíduo nos estádios no futuro. O potencial de lotação será melhor ainda se considerarmos que também os torcedores santistas do Interior, que são numerosos, chegariam mais facilmente à Capital do que à Baixada Santista.

2-O estádio não será lotado apenas por torcedores do Santos, mas também pelos torcedores dos adversários. Os torcedores dos clubes adversários, da Capital, do Interior do Campeonato Paulista e de outros Estados do Campeonato Brasileiro chegam mais facilmente à Grande São Paulo do que a Santos.O mesmo vale para o terceiro segmento que frequenta os estádios, que é composto por espectadores que não torcem para nenhum dos dois times que vão jogar. Gente do Brasil inteiro que vai ao estádio para ver o Neymar ou um craque adversário ou simplesmente um bom jogo. O potencial de captar “terceiros” como espectadores é infinitamente maior na grande São Paulo.

3-A Grande São Paulo tem a vantagem de atrair muita gente do Interior e de outros estados e do exterior por motivos não relacionados ao futebol. Visitantes, que têm como objetivo principal os negócios, a visita de parentes e amigos, congressos, eventos culturais e fazer compras na capital. Todos que viajam por outros motivos, poderão aproveitar a oportunidade de unir o útil ao agradável e de reboque ir ao estádio. A cidade de Santos, mesmo com os veranistas, atrai numericamente muito menos gente do que a Capital.

4-Um critério dos mais importantes, seria a utilidade do estádio para outras modalidades esportivas, shows e eventos, o que tem permitido que os estádios modernos sejam mais facilmente amortizáveis. Se por um lado o novo estádio do Santos na Grande São Paulo sofreria a concorrência do Morumbi, do Parque Antártica e do Itaquerão, por outro lado, duvido que um empresário promova um show da Madonna num estádio em Cubatão ou na Vila Belmiro. A Grande São Paulo é suficientemente populosa para abrigar vários shows ao mesmo tempo; corresponde a 4 cidades de 5 milhões de habitantes, cada uma mais populosa do que a Região Metropolitana de Porto Alegre.

3- Pacaembú x Estádio Novo no ABCD
O arrendamento do Pacaembu implicaria em duas vantagens. A primeira que o investimento a ser feito pelo Santos seria nulo ou baixo. A segunda é que está bem localizado para os moradores da Grande São Paulo, central e perto do metrô . Mas de resto só traria desvantagens em relação a um estádio novo no ABCD:

1- O Pacaembu está mal localizado para os que vem da Baixada Santista, que além de ter que atravessar parte da cidade, mal achariam estacionamentos.

2- O Pacaembu não tem cobertura em vários setores, não tem camarotes, muitos banheiros são químicos e na melhor das hipóteses tem poucos estacionamentos. Mesmo com melhorias, será sempre um estádio velho. Não é à toa que o Grêmio abandonará o Olímpico construído em 1954 e renovado em 1980 com 45.000 lugares, optando por um estádio completamente novo para 54.000 espectadores. A decisão do Grêmio mostrou que não é econômico renovar um estádio velho, o que se constata também no Maracanã.

3- Os vizinhos do Pacaembu não vão permitir shows e outros eventos, que são indispensáveis para a cobertura dos custos e amortização dos investimentos de todos os estádios esportivos modernos. Um novo estádio no ABCD poderá ter como anexo um shopping center, um centro de convenções, um clube esportivo e um parque, habituando a população a frequentar o local e permitindo também a utilizar melhor a capacidade de estacionamentos comuns, possibilitando portanto sinergias, que poderiam ser maiores em relação às existentes no Parque Antártica e no Morumbi.

4-Seria possível conquistar um segmento geográfico de torcida ao redor de um estádio novo na Região do ABCD, que tem 1,5 milhões de habitantes, de poder aquisitivo relativamente alto e sede de muitas indústrias potenciais patrocinadoras. Se o Santos decidir construir nesta região, deveria fazê-lo já, antes que um dos times do ABCD, passe de médio a grande, como o Santos em 1955, e construa o seu. O São Caetano bateu na porta dos grandes do futebol, chegando à final da Libertadores em 2002, mas não conseguiu se manter. Um potencial geográfico análogo de torcida não existe no Pacaembu, imerso na megalópole anônima, na mesma zona do Parque Antártica, uma região que não tem o mesmo grau de identidade própria como o ABCD.

5- Se o Santos optar pelo Pacaembu, só com cláusula rescisória e de indenização dos danos no caso da Câmara de São Paulo, turbinada por uma maioria de vereadores não santistas e organizações de moradores hostis, impedir atividades ou melhorias. No caso de rescisão, a Prefeitura de São Paulo, além de multa, deverá ressarcir os investimentos feitos pelo Santos no Estádio. Mas mesmo se o Santos conseguir ser indenizado, acabaria voltando à estaca zero, não tendo estádio. E se isto acontecer daqui há uns anos, as chances de achar e desenvolver um bom local no ABCD, teriam se tornado menores. Portanto o Pacaembu seria uma perda de tempo.

6- No meu comentário de 23 de Maio de 2012 às 10:56 am achei que times como o Real Madrid, o Bayern de Munique, o São Paulo, o Cruzeiro e o Borussia Dortmund, devem a sua ascensão em boa parte a um grande estádio. A Globo salienta hoje que o último dos clubes citados, tem um publico médio de 80.000 espectadores. Acho que um estádio novo geraria maior identidade com o Santos do que o Pacaembu, propiciando um maior aumento da torcida fiel ao estádio. Seria a verdadeira casa do Santos.

4- Opinião a Favor de Diadema
Acho que a solução deveria ser um estádio novo no Planalto Paulista, perto da Imigrantes, com conexão ao Rodoanel e aos trilhos. O Santos deveria mesmo construir no ABCD, preferivelmente em Diadema, que fica colada à Imigrantes com ligação por avenida e shuttle ao metrô Jabaquara.

Receio no entanto que o Comitê de Gestão tome mais uma de suas decisões nada ambiciosas e opte pelo Pacaembu, para acalmar os conselheiros que têm cadeiras cativas na Vila, com o argumento de nada gastar. Seria obter algo de graça, mas onerar o futuro, se sujeitando a um custo de manutenção elevado e um custo de oportunidade enorme, representado pela falta de receitas suplementares para sustentar o estádio, pelo menor número de torcedores que virá da Baixada e pela menor formação de identidade, marca e torcida.

Se o Santos não se impor na Grande São Paulo, com as mesmas armas dos rivais, ou seja, com um estádio moderno, poderá voltar a ser o Santos de antes de 1955. O Santos já estava a caminho com a sua torcida jovem despencando na Capital de 10% a 3% em trinta e cinco anos. O pior dos males seria, se a Administração do Santos fechasse um contrato de arrendamento do Pacaembu, aceitando uma penalidade de rescisão antecipada exorbitante, que impossibilitaria administrações futuras sair do contrato. Seria um legado nefasto.

Ao Santos não resta alternativa que pensar grande nesta questão. Não sei como o Grêmio financia seu estádio novo. Mas se o risco de descapitalização for significante, a solução seria construir um estádio em duas etapas. A primeira para 40.000 espectadores agora, mas com estrutura e espaço suficiente para ampliar para 70.000 espectadores quando convier.

O que você acha da proposta do Tana? Qual a sua ideia de estádio para o Santos pensando no futuro e no crescimento da torcida?


Um papo sério sobre um estádio para o Santos

Estou em Sorocaba. E impressionado com o crescimento da região. A cidade tem 584 mil habitantes e faz parte de uma microrregião com 14 municípios que alcança 1,5 milhão de habitantes.

Enquanto isso, lembro-me que Santos tem 417 mil pessoas e não tem mais para onde crescer, a não ser para o alto.

Está certo que na Baixada Santista moram mais de 1,3 milhão de habitantes, mas seu poder aquisitivo é um dos menores do Estado.

Tudo isso passa pela minha cabeça porque li que o presidente Luis Álvaro Ribeiro continua mantendo contatos sobre a construção de um estádio perto de Santos, provavelmente em Cubatão, e me preocupo que o assunto – tão relevante para o futuro do clube – não esteja sendo amplamente discutido pela comunidade santista.

Mais importante até do que ser discutido por todos, é ser analisado por especialistas, com profundidade e sem paixões, levando-se em conta também a questão geopolítica.

Decidir sobre uma obra duradoura e que exige grandes esforços de toda a comunidade, não é a mesma coisa que contratar um Zezinho e um Moisés, que podem ser descartados se não derem certo.

À espera de um milagre chamado Pré-Sal

Hoje a situação de Santos e da Baixada Santista não recomendam a construção de um estádio com capacidade para 40 mil pessoas. Se a Vila Belmiro, que comporta 15 mil, só consegue preencher, em média, 50% de seus lugares, um empreendimento 166% maior só poderá resultar em fracasso.

Mas há a esperança do Pré-Sal, a expectativa de que as explorações da Petrobras – aliadas à modernização e ampliação do Porto – façam da região uma das mais prósperas do País.

Até que ponto o Pré-Sal poderá ajudar a Baixada Santista? O que ele influenciará no aumento da população e de sua renda per capita? Há estudos sérios sobre isso?

O que se sabe é que a cidade de Santos tem o seu crescimento geográfico limitado entre o mar e a serra. Está certo que ela está crescendo para o alto, com a construção de muitos edifícios e uma terrível especulação imobiliária, mas o último censo mostrou que sua população, ao invés de crescer, diminuiu.

Em 1991 Santos tinha 417.052 pessoas; no ano passado, 412.298, ou seja, tinha perdido 4.764 habitantes, ou 1,14%. A causa principal detectada é a de que muita gente se mudou para cidades mais ao Sul, como Itanhaém e Praia Grande. Há também a questão da mortalidade.

Santos tem se caracterizado por ser uma cidade de aposentados. É voz corrente na cidade que “os jovens estão indo embora e os velhos estão chegando”. Ou seja, está virando uma espécie de Miami brasileira.

Isso, para o futebol do Santos, não é nada bom. Idosos preferem assistir aos jogos em casa, pelo pay per view, do que ir ao estádio. Isso explica o fato de que, mesmo tendo mais de 200 mil torcedores do Santos, a cidade não consiga ajudar a Vila Belmiro a superar a média de sete mil pessoas por jogo.

O mais fácil e o mais trabalhoso

O Santos tem no mínimo dois caminhos para solucionar o problema – que mais cedo ou mais tarde terá de ser enfrentado – de não ter uma praça de esportes condizente com sua grandeza.

A opção mais rapidamente viável é construir um estádio às margens da rodovia Imigrantes, próximo ao Rodoanel, para se aproveitar da sua grande população de torcedores não só na Baixada Santista e na Capital, como na região do ABCD e em outras cidades da Grande São Paulo, como Guarulhos (segunda cidade mais populosa do Estado, com 1,3 milhão de babitantes), Carapicuiba, Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuta.

O Rodoanel facilitaria também a vinda de santistas do rico interior do Estado, com predomínio das regiões de Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Bauru e Presidente Prudente, entre outras.

Um estádio como o que já foi projetado para Diadema, provavelmente triplicaria a média de público dos jogos do Santos, que ficaria em torno de 20 mil pessoas por partida.

O caminho mais difícil e que exigirá mais trabalho para ser bem-sucedido é a construção do estádio na Baixada Santista. É o mais trabalhoso porque exigirá mais esforços para se conseguir investidores e também para se atrair público.

Será necessária uma interação permanente com as prefeituras locais e uma divulgação super-eficiente e criativa, pois sem esses cuidados a tendência é de que os públicos sejam reduzidos e os eventos, deficitários.

Por mais que um espetáculo de bom nível mereça um ingresso mais caro, creio que as condições sócio-econômicas de uma região é que devem definir os preços dos produtos oferecidos a seus habitantes.

Assim, levando-se em conta o menor poder aquisitivo das pessoas que vivem na Baixada Santista, um estádio maior deverá cobrar ingressos mais baratos, sem que se perca a margem de lucro.

Turismo justificaria o Estádio no Mar

Um dos tópicos mais lidos deste blog foi aquele sobre o projeto de um estádio do Santos no Mar. E se causou tanto interesse, é porque está nos sonhos dos santistas.

O grande diferencial de Santos e da Baixada Santista é o mar, o porto, a beleza natural – que torna a região a de maior afluxo de turistas no Estado.

Por isso é que um empreendimento a princípio inviável, como um estádio no mar, se tornaria um sucesso e marcaria uma nova etapa de desenvolvimento no litoral paulista.

Acho que o clube tem a obrigação de estudar a viabilidade de tal obra, pois este sim seria um estádio diferenciado, digno do Alvinegro Praiano.

Como está, fica…

A construção de um novo estádio para o Santos, repito, deve ser muito bem discutida e analisada. Até porque, hoje, isso não é prioridade para o clube.

Com o erguimento do estádio do Corinthians, em Itaquera, o belo e muito bem localizado Pacaembu poderá ser utilizado exclusivamente pelo Santos, o que será uma grande vantagem.

Assim, e como as finanças do clube não andam de vento em popa, creio que ainda passaremos um bom tempo vendo o Santos se revezar entre jogos na Vila Belmiro e no Pacaembu.

Isso não impede, porém, que os estudos para a construção de um novo estádio do Santos já sejam iniciados. Desde que se leve em conta muito do que se comentou neste post.

Veja a matéria que fala do Estádio do Santos no Mar

O Santos deve esperar os resultados do Pré-Sal para pensar na construção de um novo estádio? Até que ponto as prefeituras da região deveriam colaborar na construção de um novo estádio para o Santos?


Veja como seria o estádio do Santos em Diadema


Igual ao do Schalke 04, na Alemanha, com teto retrátil e para 48 mil pessoas.

Outro dia falamos de um estádio do Santos no mar. Hoje trazemos imagens do estádio do Schalke 04, igualzinho ao que seria construído em Diadema.

Situado em Gelsenkirchen, na Alemanha, o estádio tem capacidade para 48 mil pessoas e sua contrução levou três anos, de 1998 e 2001.

Os estudos contratados mostraram que no caso do Santos o lugar ideal para o estádio era às margens da Imigrantes, com fácil acesso para Santos e São Paulo, mas mais próximo da capital, onde o Santos tem 1,5 milhão de torcedores, enquanto os santistas da Baixada são calculados em 500 mil.

Um estádio desses é viabilizado com a venda antecipada de camarotes e cerca de 80% dos potenciais comprados dos mesmos residem na Grande São Paulo.

O presidente Marcelo Teixeira tentou convencer os empresários alemães a construírem o estádio em Cubatão, ou mesmo em outra cidade próxima a Santos, mas estes – que já tinham alguns patrocinadores engatilhados – recusaram, alegando que não haveria viabilidade econômica para erguer tal obra na Baixada Santista.

Que tal o estádio do Santos em Diadema? Gostou?


Cubatão é sonho. Santista quer La Belmironera!

O inferno de La Bombonera e o alçapão de La Belmironera

Não há dúvida de que, aproveitando a oportunidade da Copa do Mundo de 2014, o Santos gostaria de construir estádio maior e mais moderno do que a Vila Belmiro. É claro que se aparecer o dinheiro – público ou privado – o clube topa qualquer negócio. Mas, a impressão que se tem ao ouvir os pronunciamentos de seus dirigentes, é que ainda não há o mínimo planejamento a respeito.

Ontem o diretor de patrimônio do Santos, Luiz Fernando Vella, disse que está sendo analisado o projeto de se construir um estádio em Cubatão para 35 mil pessoas. Ora, de que adiantará ter um estádio maior e não pode jogar a final de uma Copa Libertadores nele, já que a capacidade mínima para receber uma decisão da competição sul-americana é de 40 mil espectadores?

Bem mais viável, se a idéia for mesmo construir um estádio em Santos, é entrar em acordo com a Portuguesa Santista e com a prefeitura da cidade e, juntos, erguerem uma grande arena municipal na área hoje ocupada pela Portuguesa Santista e a Associação Atlética dos Portuários, entre a Vila Belmiro e o CT Rei Pelé.

Seria o local ideal e valorizaria os dois clubes, além de servir aos espetáculos esportivos e culturais da cidade e de toda a Baixada Santista. Sei que houve uma resistência inicial do presidente da Briosa, mas é só questão se sentar e conversar até que o acordo seja bom para todos.

Diadema também se interessa

Se é para fazer fora de Santos, por que não Diadema, às margens da rodovia Imigrantes, encravada em uma região rica e coalhada de santistas? O secretário de esportes da cidade, Rubens Xavier, e o prefeito, Mário Reali, estão abertos para conversar com a diretoria do Santos.

O bom de Diadema é que o projeto já foi aprovado por investidores internacionais, que julgaram a região propícia para um estádio de 40 mil pessoas. Tratam-se de profissionais do ramo, que analisam a viabilidade do empreendimento baseados unicamente em fatores econômicos.

Antes que me acusem de paulistano demais, o que não é verdade – e a enquete que está à esquerda mostra bem como este blog é democrático –, eu digo que preferiria um estádio em Santos, desde que ele pudesse ter a média de público que um time grande necessita para manter-se grande.

Se os estudos provarem que isso é impossível, então apoio o estádio às margens da Imigrantes, na região do município de Diadema, pois ele certamente atrairá públicos numerosos e não será deficitário.

E a Villa Belmironera?

De todos os projetos de estádios, porém, sei que a maioria dos torcedores do Santos, e a enquete do blog mostra isso, gostaria de ver a Vila Belmiro transformada em uma La Bombonera brasileira, ou La Belmironera.

Arquibancadas mais verticalizadas e um planejamento acústico, como o que foi feito no estádio do Boca Juniors, faria o som reverberar ainda mais no campo de jogo, animando os santistas e fazendo o adversário sentir ainda mais a pressão de jogar na Vila.

Teriam de ser desapropriadas algumas casas? Tudo bem. Ainda assim seria mais barato do que construir um estádio novo. Remodelando o estádio de forma a caber 25, 30 mil pessoas, o Santos teria um super alçapão que o faria ainda mais temido por qualquer visitante que jogasse lá.

E você, gosta de idéia do La Belmironera? Ou prefere Diadema? Ou o estádio no terreno da Santista? Ou em Cubatão?


Está na hora do Santos ter um estádio à sua altura

Projeto do Estádio do Santos em Diadema, com capacidade para 40 mil pessoas.

Estádio é o assunto do momento. Em Salvador botaram a Fonte Nova no chão e vão erguer um outro, bonito e moderno. Em São Paulo comenta-se o projeto do estádio do Corinthians em Itaquera (que Ricardo Teixeira aprovou sem ver) e a transformação do Parque Antártica em uma arena multiuso. Mas e o Santos, como fica nesta história?

Para alguns, não é preciso fazer mais nada. A Vila Belmiro é suficiente. Com a reforma para caber os camarotes patrocinados, o Urbano Caldeira só comporta 15 mil pessoas, mas para muitos o Santos não precisa de uma casa maior. Eu discordo.

Primeiro porque estádio é um bem que fica para a sempre, bem administrado é uma forma a mais de se faturar muito, e, por fim, é o espelho da grandeza de um time.

Com 240 milhões de reais se constrói um estádio bonito e moderno para 40 mil pessoas, que seria ideal para o Santos. Pode ser na cidade de Santos, claro, mas também pode ser em São Paulo, ou no caminho entre a capital e a Baixada Santista, aquele velho sonho de Diadema. Analisemos cada uma dessas possibilidades.

Estádio em Santos

O assunto é velho. Há quem defenda a transformação da Vila em uma espécie de La Bombonera, com arquibancadas verticalizadas e um aumento de capacidade para 25, 30 mil pessoas. Porém, todos os projetos neste sentido bateram de frente com normas proibitivas da Prefeitura de Santos, além da resistência dos moradores do bairro.

Uma outra opção seria fazer uma parceria com a Portuguesa Santista e com a Prefeitura de Santos e erguer um belo estádio municipal no terreno da Santista. Seria usado pela Prefeitura e receberia os jogos do Santos e da Portuguesa.

Estádio em São Paulo

Com a construção de seu estádio em Itaquera, o Corinthians deixará de jogar no Pacaembu, que poderá se tornar, definitivamente, o estádio santista na Capital. O belo Pacaembu tem uma localização e uma capacidade excelentes para os torcedores do Santos, que nele já bateram vários recordes de público.

Se tivesse de construir um estádio em São Paulo, o Santos deveria escolher a região da Capela do Socorro, pois ela contém o maior contingente de santistas na cidade.

Estádio em Diadema

O projeto, que já estava bem encaminhado, parecia contentar gregos e troianos. Ficaria no meio do caminho entre os 500 mil torcedores do Santos no litoral e os 1,5 milhão de santistas na Grande São Paulo. Era e é em viável. Basta a chamada vontade política.

Obstáculos

O Santos tem uma vantagem que às vezes se torna seu maior obstáculo: originário de uma cidade menor, conquistou muito mais torcedores na maior e mais rica cidade da América Latina.

Em São Paulo ele pode contar com um público mais numeroso e de maior poder aquisitivo. Mercadologicamente, não há dúvida de que mandar seus jogos na Capital aumenta seu faturamento e contribui para conquistar mais torcedores.

Por sua vez, o Santos é de Santos e tem orgulho de suas origens. Mas a verdade é que a cidade não tem espaço para crescer e o máximo que proporciona ao clube é uma média de público que varia entre 8 e 10 mil pessoas – inferior a muito time da Série B do Brasileiro.

Conclusão

A questão do estádio não pode ser empurrada eternamente com a barriga. Se a intenção do Santos é prosseguir em Santos, que se aproxime da prefeitura e de outros parceiros para ter um estádio digno de sua grandeza.

A Vila Belmiro é romântica, aconchegante, cheia de história, mas não dá ao Santos as arrecadações que ele merece como um time de ponta do Brasil.

Sei que minha opinião pode gerar alguma polêmica, mas eu defendo que o Santos construa seu estádio definitivo em São Paulo ou Diadema. Estou certo de que ele terá mais público, mais alternativas de faturamento e atrairá mais torcedores caso opte por uma dessas opções.

Se não quiser construir um estádio novo, que mantenha um rodízio permanente entre a Vila Belmiro e o Pacaembu. Aliás, para quem acha que o Pacaembu não dá sorte, eu lembro que o Alvinegro já ganhou muito mais campeonatos jogando no Pacaembu do que na Vila.

E você, como vê a questão do estádio santista? A Vila deve ser reformada ou o Santos tem de pensar na construção de uma nova casa?


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