Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Diego Tardelli

Por que não pescam as mães deles?


Tem time treinando duro para fugir do rebaixamento

A moda está pegando e ninguém fala nada. Se fosse o Neymar que marcasse gols e provocasse o adversário, seria manchete em tudo quanto é lugar. Mas como foram os inexpressivos Leandro Damião e Diego Tardelli, isso nem foi citado nas matérias. Mas eu sei que os santistas se sentem provocados e não gostam nada dessa brincadeirinha.

No empate de 1 a 1 com o Internacional, em Porto Alegre, Leandro Damião fez o gol e comemorou “pescando o peixe”. O gesto foi repetido sábado por Diego Tardelli, autor do primeiro gol do Atlético Mineiro no empate de 2 a 2 com o Santos.

A intenção de provocar a torcida adversária pode ser punida pelo Tribunal de Justiça Desportiva com uma suspensão de um a 10 jogos. Em 2007, quando fez o terceiro gol do Santos na vitória de 3 a 0 sobre o Corinthians, pelo Campeonato Paulista, Zé Roberto correu por trás do gol, no Pacaembu, para comemorar de braços abertos, e isso já foi motivo para uma ameaça de suspensão ao craque santista.

Agora, qualquer cabeça de bagre que marca contra o Santos acha que pode dar a sua pescadinha. Ora, e se Neymar, ao marcar os dois gols contra o Galo, batesse as asas e cacarejasse, ou fingisse botar um ovo? O que falariam do garoto e como reagiria a fanática torcida atleticana?

Pois o que é proibido para um, tem de ser para o outro. Se tirar um sarro fosse permitido e todo mundo levasse numa boa, ótimo. Os santistas teriam comemorações para cada time, dependendo do bicho que os representam, tais como Galo, Porco, Gambá, Urubu…

Mas eu, particularmente, acho que isso pode não acabar bem. Portanto, o melhor é cortar o mal pela raiz. Que se comemore os gols como quiser, mas sem fazer referência ao rival. O time que sofre o gol já está ferido, e ainda será obrigado a ver o adversário tirando uma?

E também não vejo nenhuma vantagem para os gozadores. Percebam que tanto Inter quando Atlético, mesmo jogando em casa, só conseguiram um empate com o Santos. E poderia ter sido pior para eles…

Vejam de novo este vídeo da semifinal do Campeonato Paulista de 2000, quando o Santos precisava da vitória contra o Palmeiras e Euler, também chamado de “o filho do vento”, marcou o segundo gol para o alviverde e também cismou de comemorar pescando.

Isso mexeu com os brios dos santistas, que conseguiram uma virada dramática e mandaram os palmeirenses de volta para o chiquei…, ou melhor, para o Parque Antártica. E o filho do vento mostrou que não era bem filho do vento, era filho…, ou melhor, era um cabeça de vento.

Você se incomoda com essas “pescadas do peixe”, ou não está nem aí? Acha que elas deveriam ser proibidas ou as comemorações de gol devem ser liberadas?


Método Científico OC analisa Santos e Atlético/MG

Reveja os gols de Santos 3, Atlético/MG 1, última partida entre ambos na Vila Belmiro.

O jogo de logo mais, às 16 horas, na Vila Belmiro, entre Santos e Atlético Mineiro – que comentarei pela Rádio Globo – não é de prognóstico tão simples como parece.

O Santos, que tenta se reequilibrar após as saídas de Robinho, André e Wesley, não poderá contar com os titulares Edu Dracena e Marquinhos e nem com os primeiros reservas Rodriguinho e Zé Eduardo, todos suspensos.

O Atlético Mineiro, que no papel não deveria estar tão mal no campeonato, pois tem jogadores de categoria, como Diego Souza, Ricardinho e Diego Tardelli, terá a estréia de Réver, compondo uma linha de três zagueiros com Lima e Werley.

O goleiro Fábio Costa, emprestado pelo Santos ao time mineiro, não poderá jogar hoje, assim como o meia Daniel Carvalho, machucado.

Para o Santos, que ainda sonha correr atrás de mais um título brasileiro, a vitória é importante, mas esse resultado também é o pretendido pelo time de Minas, que, se perder ou mesmo empatar, continuará na zona de rebaixamento.

Times prováveis para hoje: SANTOS – Rafael; Pará, Bruno Aguiar, Durval e Léo; Arouca, Danilo e Paulo Henrique Ganso; Madson, Neymar e Keirrison. Técnico: Dorival Jr.

ATLÉTICO-MG – Aranha; Réver, Werley, Lima; Diego Macedo, Rafael Jataí, Serginho, Diego Souza e Ricardinho; Neto Berola e Diego Tardelli. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

A arbitragem será de Héber Roberto Lopes (Fifa-PR), auxiliado pelo correto e sisudo Roberto Braatz e por Gilson Bento Coutinho (ambos PR).

Fator campo poderá ser decisivo

Bem, vamos ao primeiro passo para se analisar o potencial de cada time, a partir de um time-padrão, ao qual é dado 100 pontos. No caso, o Método Científico OC estabelece como time-padrão o São Paulo, que tem nível acima da média e é capaz de brigar por todos os títulos que disputa.

Comparado ao São Paulo, este Santos de hoje, que antes de perder alguns titulares na janela de transferências, chegava a 140 pontos, agora alcança apenas 110 pontos. Por outro lado, o Atlético Mineiro, mesmo considerando-se o fato de ter alguns ótimos jogadores, além do experiente técnico Vanderlei Luxemburgo, não passa de 80 pontos, no máximo 90.

Os dois times estão se reestruturando, mas o Santos ao menos tem uma base que deu muito certo no primeiro semestre. No quesito motivação pode-se considerar que haja um empate, pois ao mesmo tempo em que o Santos precisa da vitória para buscar mais um título este ano, o Atlético necessita urgentemente de três pontos para sair da zona de rebaixamento.

Os dois times têm desfalques e estreias, fatores que dificultam as previsões, aumentando o grau de imponderabilidade. Um estreante, como Keirrison, tanto pode acabar com o jogo, marcando gols, como pode se apagar. A mesma dúvida acompanhará o desempenho do zagueiro Rever, do Atlético.

As duas defesas não são nenhum primor, mas a do Atlético tem falhado mais. A do Santos sofreu 20 gols, a do time mineiro, 26. O Alvinegro Praiano marcou 21 vezes e o de Minas, 17.

O Atlético tem jogadores que podem definir o jogo, como Diego Souza e Diego Tardelli, além de Ricardinho; o Santos tem a dupla de ouro Paulo Hemrique Ganso e Neymar, além de Keirrison.

Porém, o elemento definitivo nesta análise é o fator campo. Na Vila Belmiro o Santos joga melhor, vai pra cima, encurrala o adversário e vence cerca de 80% de seus jogos. O Atlético Mineiro, por sua vez, cai muito quando atua distante do carinho de sua torcida.

Neste Brasileiro o time de Minas não ganhou uma única vez jogando fora. O máximo que conseguiu foi empatar em 0 a 0 com o Avaí. Nos outros cinco jogos, perdeu todos, sofrendo uma média aproximada de três gols por partida.

Santos deverá ganhar por um gol de diferença

Mesmo com as dificuldades de entrosamento e os desfalques, é bem plausível que o Santos consiga jogar 80% do seu futebol atuando em casa. Isso lhe daria 88 pontos de um total máximo de 110.

Quanto ao Atlético, mesmo que atinja 90% de seu potencial, chegará a 72, no máximo 75 pontos. E esta diferença, de 88 para 75 pontos, é suficiente para uma vitória por um gol de diferença, se bem que o empate não estaria descartado.

Está não é a minha opinião, mas a do Método Científico OC, que explanarei também nos comentários pela Rádio Globo, para onde já estou me dirigindo.

E você, acha que a previsão do Método Científico OC é correta, a vitória do Santos deverá ser folgada, ou o Atlético surpreenderá os Meninos?


Tudo que aconteceu no Mineirão já estava previsto. Mas na Vila, e com Neymar, a história será outra

No jogo de volta, olha aí a dupla o que o Galo terá de aguentar...

Leu meu post de ontem? Está aí embaixo, confira. Não adivinhei nada. Times têm DNA e o futebol é cíclico. Vanderlei Luxemburgo não é tão diferente de Yustrich, técnico do Atlético nos anos 70, quando o time jogava abafando em casa, marcando gols logo no início do jogo e depois se segurando como podia. O Atlético de hoje é um pouco mais técnico, mas jogou à lá Yustrich.

Só para refrescar a memória, relembre o que escrevi ontem:

O Atlético pode vencer, hoje, no Mineirão? Ora, claro que sim. É um dos grandes do Brasil, jogará diante de sua apaixonada torcida (que, é bom lembrar, por mais apaixonada que seja, não entra em campo) e terá de imprimir um ritmo forte, rápido.

Durante muitos anos, lá pelo início dos anos 70, quando foi campeão brasileiro, o Atlético adotava a mesma tática quando jogava em casa: partia como um louco para o ataque nos primeiros minutos, fazia um ou dois gols, e depois se segurava como e o quanto podia.

… Quando teve times modorrentos, o Santos sempre tomou gols logo no início ou no finalzinho dos tempos. Estava tudo bem, de repente, no último minuto do primeiro tempo, gol. Ou logo no comecinho do jogo, ou no princípio do segundo tempo.

… Que o Atlético pode repetir essa blitz inicial e depois fechar a porta do galinheiro, todo mundo sabe. O goleiro, os zagueiros, enfim, todos os jogadores do Santos e o técnico Dorival Junior sabem. Mas o legal do futebol é isso: mesmo sabendo, às vezes não se consegue impedir.

Pois é. O Atlético marcou logo aos 2 minutos, em uma cochilada da defesa, principalmente de Edu Dracena e do goleiro Felipe. O segundo gol foi aos 37 minutos, quando o primeiro tempo se aproximava do fim, e o terceiro aos sete do segundo, quando o Santos esquentava para partir em busca do empate.

Como também se previa, o caseiro árbitro Heber Roberto Lopes (Fifa-PR) prejudicou o Santos. No segundo gol Diego Tardelli estava em cmpleto impedimento, á frente da linha da bola. Vi de casa logo no primeiro lance, sem precisar de tira-teima nenhum. A mesma arbitragem que não viu esse impedimento, viu um de Robinho, no começo do jogo, em que o jogador do Santos estava dois metros atrás do último jogador atleticano. Na sequência, Robinho sofreu pênalti de Aranha, mas a partida já estava providencialmente paralisada.

Hebert também deixou o jogo correr. Jogadores eram agredidos depois de darem o passe e tudo ficava por isso mesmo. André levou um golpe de arte marcial do adversário e, mesmo depois de caído, continuou agarrado, puxado, em jogada que nem foi punida com o amarelo. Ridículo.

Empate seria mais justo

O Atlético fez sua melhor partida no ano. Muriqui foi o melhor em campo enquanto correu como um louco, Tardelli mostrou técnica e oportunismo, Junior foi um ótimo articulador, Ricardinho sabe o que faz com a bola e Aranha estava nos seus dias de ótimo goleiro. Porém, dizer que a vitória atleticana foi justa é analisar depois do resultado.

Além das falhas cruciais de arbitragem, o Santos atacou mais do que foi atacado e criou chances que, se aproveitadas, poderiam lhe dar a vitória. O jogo de conjunto do Santos é melhor, o time não rifa a bola, como o Atlético fez várias vezes. Paulo Henrique Ganso foi um maestro, pairou acima dos outros no meio-campo e foi o autor intelectual do segundo gol santista, que deve ter sido decisivo neste confronto.

Mesmo sem Neymar, o Santos continuou criando boas oportunidades. Além dos gols, Pará acertou o travessão, Robinho deu um cabeçada à queima- roupa e André, Zé Eduardo e Arouca tiveram oportunidades de chutar de frente para o gol. Uma bola dessas que entrasse tornaria o resultado um 3 a 3 muito difícil de ser revertido pelo time mineiro na partida de volta.

No meio do segundo tempo, quando o Atlético vencia por 3 a 1, a tevê pegou uma imagem de Dorival Junior pensativo e constatei que naquele momento ele estava perdendo o jogo tático com Luxemburgo. O time inferior do Atlético estava fazendo tudo o que o professor mandou e se marcasse mais uma vez deixaria sua classificação bem encaminhada. Foi aí que Dorival resolveu tirar Marquinhos e colocar Rodrigo Mancha.

É evidente que o toque de bola caiu muito com a substituição. Mancha só passa de lado e demora meia hora pra pensar. Porém, com ele o Atlético teve menos espaço por ali e o Santos voltou a dominar o jogo. Por aí se vê que nem sempre ter jogadores ofensivos significa ter um time dominador.

No Santos, Paulo Henrique Ganso, Arouca, Wesley e Robinho foram os melhores, mas Pará e o goleiro Felipe não decepcionaram. No Atlético, Tardelli fez os três gols – um em claro impedimento –, mas o velocista Muriqui fez a diferença no primeiro tempo.

A expressão técnica do jogo foi, mais uma vez, Paulo Henrique Ganso. O homem está jogando demais. O lance do segundo gol do Santos tem de ser repetido desde o momento em que ele para a bola, pensa e decide tudo o que vem a seguir. Além de habilidoso, Ganso é cerebral. Deve ir pra Copa na reserva do Kaká, mas hoje está jogando melhor do que o titular.

Bem, quanto ao jogo de volta, na Vila, em que se classifica para a próxima fase se vencer por 1 a 0 ou 2 a 1, o Santos não só tem tudo para obter um resultado suficiente, como deve manter a média de três gols por partida. A defesa atleticana, quando apertada, confessa; o Atlético deixa de ser um galo valente quando está longe do grito de seus torcedores e Aranha, todos sabem, costuma também ter os seus dias de mosca.

 Bolão

Ninguém acertou o resultado de Atlético e Santos e ganhou os dois exemplares da revista FourFourTwo de abril. Mas domingo tem bolão especial, com a entrega do livro “O Grande Jogo” ao vencedor e duas revistas FourFourTwo ao segundo colocado. Vá pensando na final entre Santos e Santo André.

PRIMEIRA PALESTRA SOBRE A VERDADERIA HISTÓRIA DAS COPAS É HOJE

 Está em cima da hora, mas se você está sem compromisso hoje à noite e quer aprender coisas sobre a história das Copas do Mundo que não saiu da grande imprensa, terei grande prazer em recebê-lo a partir das 20 horas no Instituto Bettarello – Rua Teçaindá, 86, Pinheiros (travessa da Avenida Rebouças, sentido bairro). Informações e Inscrições: instituto.bettarello@gmail.com

Hoje, nas primeira das três palestras, sempre às terças-feiras, falarei dos Primórdios do futebol e fase pré-profissional. Copas de 1930 a 1954

Apresentarei uns vídeos fantásticos e darei informações que o ajudarão a entender melhor a influência do futebol do mundo e os bastidores das Copas.  

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