Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: dívidas do Santos

“Rominha me decepcionou”

Parei logo no início, quando o presidente disse que não tinha recebido o parecer do Conselho Fiscal… Como assim?! Se nós, conselheiros, tínhamos recebido o parecer com dois dias de antecedência e estávamos na assembleia para ouvir o que o presidente tinha a dizer sobre os 43 milhões de reais de déficit no primeiro semestre, entre outras informações preocupantes para as finanças do Santos, como justo ele, o maior responsável pelos destinos do clube, dizia não ter lido o parecer antes de ser sabatinado por nós, do Conselho Deliberativo?!

Perguntei a um conselheiro advogado o que ocorreria no mundo corporativo se um presidente fosse a uma assembleia especialmente para a analisar o relatório do conselho fiscal, mas não tivesse lido o dito cujo.

– Demissão sumária – foi a rápida resposta.

Mas Modesto Roma tem uma confiança admirável no poder de seu discurso monótono, sempre pontilhado por longos hiatos que os presentes vão preenchendo como querem. Com aparente calma, esboçando alguns sorrisos amarelos, ele explicou os 43 milhões de déficit dizendo que o primeiro semestre foi dedicado ao futebol e por isso o clube não vendeu o passe de nenhum jogador.

Opa, mas Thiago Maia foi vendido para o Lille, da França, em 15 de julho, 11 dias antes de o Santos enfrentar o Flamengo, na Vila, pela Copa do Brasil, e bem antes de eliminar o Atlético Paranaense pela Copa Libertadores (vendido em uma negociação estranha, em que os empresários ganharam 18%, ou 9,4 milhões).

Se o Santos só vai equilibrar suas finanças quando vender seus jogadores, o que ocorrerá no dia em que não tiver mais jogadores valorizados para vender? E quando ele poderá novamente ter um time forte, se para sobreviver terá de se desfazer de seus craques?

Bem, não espere coerência nas respostas de Roma. Houve até um momento em que ele foi desmentido pelo conselheiro Rodrigo Marino, que o acompanhou na viagem a Milão. O presidente tentava explicar por que fez um acordo verbal com Robinho para pagar um milhão de reais ao jogador e emendou a história de quando foi à Itália. Citou Rodrigo Marino, que o acompanhou, mas na mesma hora o conselheiro corrigiu, em altos brados, dizendo que a história não tinha sido exatamente daquela maneira.

Como se sabe, Roma foi a Milão dizendo que iria conseguir a liberação de Robinho do Milan, mas quando chegou lá descobriu que o jogador já tinha sido liberado. Então, visitou a Kappa, hoje parceira do clube em mais um nebuloso acordo de fabricação do uniforme.

A base está indo embora

Pela primeira vez o presidente foi vaiado enquanto falava no Conselho Deliberativo. Mesmo conselheiros que antes o apoiavam, agora parecem indiferentes, ou críticos, em um sinal claro de que Marcelo Teixeira não está convicto de que deva apoiar novamente Modesto Roma. Um desses conselheiros, mais velho, com muitas passagens pelo clube, confidenciou-me enquanto eu esperava a vez para falar:

– O Rominha me decepcionou.

Trata-se um conselheiro ligado a Marcelo Teixeira, que se entregava à defesa de Roma com unhas e dentes, a ponto de um dia recolher a mão que já ia me cumprimentar. Quem criticasse o presidente era tratado como inimigo. Agora, porém, ele e muitos outros marcelistas não querem mais Rominha no poder. Não só pela gestão temerária, mas pela vaidade que está acometendo o mandatário. Dizem que Rominha chegou a dizer que sua família é mais importante para o Santos do que a de Teixeira. Isso desgostou definitivamente MT e os seus.

De discursos, réplicas e fofocas, o sentimento que sobrou da assembleia foi o de profunda decepção. A falta de planejamento dessa gestão é assustadora. O Santos ainda está flutuando por milagre. Os violinos continuam tocando, mas os porões do navio já estão totalmente alagados e a água continua subindo…

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O passageiro e o essencial

Perder para o Sport, um time que estava na zona de rebaixamento e jamais havia vencido o Santos na Vila Belmiro, é o fim da picada e mostra que o Alvinegro Praiano continua pouco confiável. É o tipo de resultado que destroi o fim de semana do santista fanático. Mas revezes assim já aconteceram até com o Santos de Pelé. Por mais doloridos que sejam, são passageiros. O maior problema está em repetir os erros naquilo que é essencial para o crescimento de um clube que se tornou uma marca mundial e hoje parece querer se recolher ao seu bairro.

Um clube de futebol também é uma empresa e precisa saber equilibrar receitas e despesas, valorizar sua marca, atrair mais consumidores, ser sempre competitivo… E nesses quesitos é que vemos as maiores derrotas do Santos. É evidente que funcionários de empresas desorganizadas, pouco transparentes e descumpridoras de suas obrigações, trabalham de má vontade, postura percebida em alguns jogadores que enfrentaram o Sport.

A falta de visão é contagiante. Não havia jogo em São Paulo e a diretoria santista poderia ter marcado a partida para o Pacaembu, onde no mínimo o público seria o dobro dos 7.272 torcedores que foram à Vila Belmiro. Mas em plena campanha para sua reeleição, Modesto Roma quer garantir os votos do seu curral eleitoral, pouco se importando com o aprofundamento do buraco nas contas do clube. Quer continuar servindo-se do pobre Santos.

Um dia desses, em uma solenidade cabotina, paga com dinheiro do clube, o atual presidente prestou uma homenagem ao seu falecido pai, de mesmo nome, também presidente do Santos na década de 70. Com todo o respeito à memória de Modesto Roma pai – que eu conheci em 1976, quando o Santos estava quase virando um time pequeno – a verdade é que sua gestão deixou o clube em frangalhos e este só não sucumbiu de vez porque um empresário competente e ousado, como Rubens Quintas Ovalle, sucedeu Roma labçou um time de meninos, dirigido por Chico Formiga, que lotou várias vezes o Pacaembu e o Morumbi e, contra tudo e contra todos, conquistou o título paulista de 1978, o que deu novo ânimo ao clube e salvou o Alvinegro Praiano da falência.

Agora, décadas depois, mesmo com cinco recentes derrotas na Vila Belmiro, ainda há quem acredite que o velho estádio é sinônimo de vitória. São pessoas que não se convencem nem com os números cristalinos que mostram outra realidade. Essa forma de enxergar o Santos é bem mais prejudicial para o seu futuro do que um vexame histórico como o de sábado, pois é uma visão mentirosa, mesquinha, alimentada por quem tem medo de ver o time crescer.

O aumento das dívidas, pesadelo constante dos últimos anos que essa gestão faz questão de ignorar, está cobrando seu preço. Não há dinheiro para contratar bons jogadores e já está ficando complicado pagar os salários dos atletas medianos que vestem a sagrada camisa santista. Sim, medianos, medíocres, de futebol limitado, assim como é limitada a visão dos homens que hoje tocam violino no convés do nosso querido Titanic.

Santos FC, o maior espetáculo da Terra

Este livro de arte nenhum time tem e nunca terá. Chegou o livro que traz as maravilhosas viagens do Santos pelo mundo. Um livro único, que vale por um título mundial.

Esse livro de arte nenhum time tem e nunca terá. Chegou a esperada obra que conta as maravilhosas viagens do Santos pelo mundo. Um livro único, que vale por um título mundial.

Prossegue a campanha de financiamento coletivo para o lançamento do livro “Santos FC, o maior espetáculo da Terra”, uma obra única, que nos encherá de orgulho e consolidará o Santos em outro nível na história do futebol mundial. Os autores são Marcelo Fernandes e eu. Prestigie. Garanto que não vai se arrepender. Há muitas recompensas para quem adquirir o livro nessa fase de pré-lançamento.

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Ministrado por Odir Cunha, jornalista profissional há 40 anos – Jornal da Tarde, O Globo, rádios Globo, Excelsior e Record, TV Record, editor de nove revistas esportivas, diretor de comunicação da Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo, diretor da Ampla Comunicação, editor das editoras de livros Novo Conceito e Magma Cultural, dono do Blog do Odir, autor de 27 livros, curador do Museu Pelé, coautor do Dossiê que unificou os títulos brasileiros, biógrafo de Oscar Schmidt, Pelé e Gustavo Kuerten, ganhador de dois Prêmios Esso e três prêmios da Associação Paulista dos Críticos de Arte.

Temas do Curso

Pirâmide Invertida X Novo Jornalismo
As maneiras tradicional e criativa de se escrever uma reportagem.

As regras para uma boa entrevista
Conhecimento – Respeito – Planejamento – Dicas

Os limites da polêmica
Os cuidados com os crimes de opinião: Difamação, Injúria e Calúnia

Princípios do bom texto
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Escolha das palavras
Uma ideia por parágrafo
Precisão. Sem ela não há credibilidade.
Isenção. A necessidade de ser neutro.
Empatia. O melhor repórter se apaixona pela matéria.
Criatividade. Os caminhos que levam a ela.
Reler é obrigatório
Humildade e Respeito. Qualidades essenciais.
Ousadia e Iniciativa. Quando elas são obrigatórias.

Como escrever para
Jornal diário
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Televisão
Blogs e Sites

Funções Jornalísticas
Repórter
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Chefe de Reportagem
Editor
Editor Chefe

Fechamento de matérias
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Local: Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (Aceesp).
Endereço: Av. Paulista, 807, 9º andar, conjunto 904, São Paulo. Fones: (11) 3251-2420 e 3289-8409.
Investimento: R$ 300, 00 (trezentos reais – 50% na matricula, 50% até o dia 15 de julho.
Sócios da Aceesp em dia com a anuidade não pagam.
Informações e inscrição: blogdoodir@blogdoodir.com.br

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E para você, o que é essencial e passageiro no Santos?


A dura missão de Roma

Nenhum presidente de clube quer ficar conhecido apenas como aquele que diminuiu substancialmente a dívida de sua agremiação. Isso tem um valor enorme, principalmente se este clube estiver em uma situação crítica como a do Santos, que deve mais de 400 milhões de reais, está perdendo o passe de Leandro Damião e não consegue criar novas formas de receita. Porém, o que coloca um presidente na história, infelizmente, são os títulos, e em busca deles os administradores do futebol prosseguem fazendo loucuras.

Ao oferecer um salário de 800 mil reais para Robinho até o final de 2019, o presidente Modesto Roma está propondo gastar o que não se tem, já que em 150 dias de sua administração nada de concreto foi realizado com relação ao patrocínio máster e à campanha de sócios, medidas óbvias para impedir a sangria financeira que debilita o clube.

A maior parte dos torcedores é contra o pagamento de tal fortuna a um jogador que já não tem mercado na Europa, mas há também quem veja na manutenção de Robinho a preservação de um resquício de grandeza que deve aumentar as chances de o Santos ao menos não ser rebaixado para a Série B, um dos últimos orgulhos que parecem restar ao santista em mais um Campeonato Brasileiro.

Pelo andar da carruagem, Modesto Roma entregará o Santos ao seu sucessor com uma dívida aproximada de 700 milhões de reais, o que deverá engessar completamente a futura gestão. Sobrará apenas a alternativa de disputar as competições com times de garotos e torcer para novos milagres típicos da Vila Belmiro.

O problema é que com a nova legislação esportiva, um time brasileiro não dependerá apenas de seu rendimento em campo. O que acaba de ocorrer com o modesto Elche, da Espanha – rebaixado por dívidas – será uma possibilidade concreta para os maiores devedores também no Brasil.

Assim, antes de esperar pelo paternalismo e pela piedade dos demagogos dirigentes do futebol, o Santos tem de tratar de aprender a andar com suas próprias pernas. E essa independência não será conseguida deixando o seu futuro nas mãos dos credores.

E para você, como o Santos deve agir para reduzir suas dívidas?


120 milhões de reais é só a dívida de caixa

O herói Dalmo precisa de nossa força!

O lateral-esquerda Dalmo Gaspar, herói da conquista do bicampeonato mundial do Santos, em 1963, ao marcar o gol da vitória na terceira partida contra o Milan, está sofrendo do Mal de Alzheimer e não tem recursos para se tratar da doença – a ponto de ter colocado à venda a medalha que recebeu pela histórica conquista.

Nascido em Jundiaí, em 19 de outubro de 1932, Dalmo fez 369 jogos e marcou quatro gols pelo Santos. Jogador discreto, mas firme e experiente, fez parte do Time dos Sonhos, formado por Gylmar, Lima, mauro, Calvet e Dalmo; Zito e Mengálvio; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe.

Nota da Associação de Veteranos do Santos

A Associação dos Veteranos do Santos FC iniciou uma campanha em prol do nosso associado Dalmo Gaspar, que se encontra hospitalizado, necessitando de ajuda financeira. Para isso, iremos sortear uma camisa autografada do Santos FC no final de fevereiro.

Até lá, você poderá ajudar depositando na conta abaixo qualquer valor. Depois de ajudar, você precisa enviar um e-mail para santosfc-masters@hotmail.com e receberá, em seguida, alguns números para participar do sorteio, por meio da Loteria Federal.

Segue os dados:

• Banco Santander (033)
• Agência: 0040
• Conta-corrente: 01-002507-3
• Favorecido: Dalmo Gaspar e/ou Ana Paula Gaspar
• CPF: 131.134.968-53

Saiba mais: http://www.veteranosdosantosfc.com.br/ftp/dalmo3.pdf

Minha coluna no Metro: “Salários menores ou a morte”

120 milhões de reais é só a dívida de caixa

Com voz pausada, semblante triste e preocupado, o presidente Modesto Roma, para dar uma satisfação aos conselheiros e jornalistas presentes, revelou que 120 milhões de reais é apenas a dívida de caixa do Santos, ou seja, de pagamentos que precisam ser feitos urgentemente. A gestão anterior, presidida por Odílio Rodrigues, escondeu até o último momento a situação calamitosa das finanças do clube, que jamais estiveram tão mal. Roma garantiu que a auditoria começou a ser feita para apurar as responsabilidades pela tragédia.

Amigos, gostaria de trazer boas notícias da reunião do Conselho Deliberativo ocorrida ontem, na Vila Belmiro, mas, apesar da gana, da esperança e do amor pelo Santos que demonstram, os ilustres conselheiros me fizeram lembrar aqueles bombeiros escalados para apagar o fogo nos andares altos do World Trade Center. É preciso enfrentar a situação de peito aberto, mas as perspectivas de que o Santos se reequilibre neste ano são remotas.

Fiquei sabendo de muitas outras dívidas que foram deixadas por Odílio & Cia para estourar na gestão seguinte. Ao mesmo tempo em que dizia que a situação estava sob controle, o presidente amontoava os boletos para o seu sucessor. Além dos salários de jogadores e funcionários do clube, muitas outras contas foram penduradas, como os anúncios do Sócio Rei veiculados na imprensa de Santos e os pagamentos da empresa responsável pela manutenção do gramado da Vila Belmiro.

Fotos feitas pelo Rachid mostram um gramado depauperado, cheio de falhas, e é sobre ele que o Santos, finalista das últimas seis edições, mandará seus jogos neste Paulista. Enfim, o quadro é tão preocupante que considero vital a auditoria e a apuração das responsabilidades. Chega de empurrar com a barriga – como ocorreu, aliás, com o caso Rodrigo Tabata na gestão de Marcelo Teixeira.

O absurdo valor de 42 milhões de reais pagos pelo passe de Leandro Damião e a forma como essa dinheirama foi conseguida – por meio de um empréstimo, em euros, com juros de 1% ao mês – foi o assunto mais comentado. Creio que todos os envolvidos neste negócio deveriam ser ouvidos. Há uma grande desconfiança sobre o real destino deste dinheiro, algo que só poderá ser esclarecido após profundas investigações.

O clima de revolta atingiu tal proporção que, inflamado, o delegado Nico fez uso da palavra e prometeu que, se forem comprovadas ações criminosas na compra do passe de Damião, ou de outros jogadores, ele fará questão de, pessoalmente, encaminhar os envolvidos para a cadeia.

Como prometi, inscrevi-me para falar e, segundo a ser chamado ao púlpito, toquei em assuntos discutidos aqui neste blog. Citei o caso da semifinal da Copa do Brasil, contra o Cruzeiro, em que os jogadores do Santos, consultados pela diretoria, optaram por jogar na Vila Belmiro, com grandes prejuízos financeiros ao clube em uma época na qual, certamente, as finanças já estavam combalidas.

Ressaltei que a obrigação de escolher os estádios para se jogar é da presidência e da diretoria, não dos jogadores. Muitos deles, aliás, que escolheram a Vila, agora devem estar recorrendo à Justiça em busca de seus salários atrasados. Votaram em uma opção que deu grande prejuízo ao clube, mas, obviamente, não abrem mão de receber em dia (destaquei que enquanto Santos 3 x 3 Cruzeiro deu 444 mil reais de renda na Vila, no Mineirão Atlético 4 x 1 Flamengo alcançou 6,6 milhões).

Lembrei que esta gestão, de Modesto Roma, escolheu mandar todos os jogos no Campeonato Paulista na mesma Vila Belmiro que deu ao clube a vexatória última colocação em média de público na Série A do Campeonato Brasileiro do ano passado, com 9 mil pagantes. Esta informação teve uma resposta imediata do presidente, que justificou a tabela do Paulista pelas dificuldades impostas pela Polícia Militar de São Paulo, incapaz de manter a segurança na Capital em dias de mais de um jogo de time grande na cidade.

Roma também garantiu que o Santos deverá realizar ao menos dois jogos em estádios do Interior do Estado. São José do Rio Perto deverá ser uma das sedes. Espirituoso, lembrou que o hino oficial do Santos fala em “nascer, viver e no Santos morrer”, mas que o outro hino do clube, consagrado pelo uso popular, diz que o time será o “Leão do Mar” dentro ou fora do Alçapão (uma curiosidade é que o hino oficial do clube, “Sou Alvinegro da Vila Belmiro”, composto em 1957, é de autoria de Carlos Henrique Paganetto Roma, irmão do presidente Modesto Roma. Carlos Henrique faleceu em agosto de 1983, aos 47 anos).

Por fim, como percebi, pelos comentários e manifestações ao meu redor, que havia uma tendência de se valorizar o santista que mora em Santos, em detrimento dos demais, fiz questão de dizer, desta vez em alto e bom tom, que “O Santos não é de Santos!”, mas sim de todos os santistas que o amam. Lembrei da viagem de 900 quilômetros que fiz a Pato Branco, na fronteira do Paraná com Santa Catarina, em 2004, para divulgar o livro “Time dos Sonhos”.

Fui a pedido do amigo Adriano Riesemberg e lá encontrei uma comunidade invejável de apaixonados santistas, que tinham até torcedora símbolo e saiam de carreata pelas cidades vizinhas a cada conquista do Alvinegro Praiano. Riesemberg tinha cunhado uma frase, que repeti na assembleia: “Assim como todo muçulmano tem de ir a Meca antes de morrer, todo santista tem de visitar a Vila Belmiro.”

Portanto, o santista que mora longe da Vila e mesmo assim paga para ser sócio sem receber nada em troca e sofre pelo time como qualquer outro, deve ser considerado menos santista do que os vizinhos do Urbano Caldeira? Absolutamente não. É hora de unir os santistas e não separa-los. Infelizmente o tempo era curto para dizer tudo o que queria, apenas quatro minutos, no máximo, mas minha fala foi bem recebida e não houve qualquer hostilidade dos conselheiros da cidade de Santos, que são maioria no Conselho.

Deixei claro, do fundo do coração, que considero a todos irmãos santistas e que debatíamos ali, como se estivéssemos na nossa casa, buscando soluções para o Santos, e não motivos para nos apartarmos.

O interessante é que, mesmo representando três chapas diferentes, parece que os conselheiros entenderam que não é hora de se perder em politicagens, mas de se unir para ajudar o clube a sair do buraco. Sei que um faz e fala o que acha mais certo, movido por convicções que muitas vezes o acompanham desde a infância. Alguns fatos talvez tenham feito com que olhassem, com razão, os santistas de São Paulo com o canto dos olhos, mas vamos mudar isso. Estamos todos no mesmo barco e a hora é de união para ajudar o clube, não de brigarmos entre nós. A luta é para manter o Santos vivo e apurar as responsabilidades da catástrofe que se abateu sobre a Vila Belmiro.

Pensei em esperar o término da assembléia e conversar pessoalmente com Modesto Roma e lhe passar algumas sugestões que tenho recebido neste blog, mas já era muito tarde, passavam das 23 horas, a assembléia prosseguia com muitos na fila para falar e eu ainda tinha trabalho para fazer em casa. Subi a serra com o amigo Marcelo Pagliuso, um advogado dos bons que também já está juntando argumentos para um breve discurso. Assim como ele, o escritor e historiador Guilherme Nascimento, autor do Almanaque do Santos, diz estar se preparando para usar o púlpito. Sinto que ao menos este Conselho será mais participativo. Espero que seja realmente ouvido pelo presidente e a diretoria.

Futuramente abrirei aqui no blog um post pedindo sugestões para o Santos aumentar seu faturamento. Selecionarei umas dez sugestões e as lerei na reunião do Conselho, citando o nome e a cidade do autor. Pedirei que conste em ata e entregarei a lista, em mãos, para o presidente Modesto Roma. É o mínimo que podemos fazer para ajudar o clube neste momento crítico.

E você, o que pensa da situação do Santos?


Diretoria merece todas as críticas, mas jogadores e técnico não

185,5
Esta é a média de comentários dos últimos 20 posts deste blog (sem contar o que está no ar).

Caos administrativo-financeiro, assim se pode definir a situação atual do Santos. Por onde se olhe há buracos, há negócios inexplicáveis, há questões não respondidas. Como um clube que faturou tanto, vendendo todas as suas estrelas, pode estar tão no vermelho a ponto de pedir o adiantamento de cotas que só deveria receber da Rede Globo em 2014? E por que aumentar sua dependência da Globo, uma emissora que parece interessada em esconder, em diminuir o Santos?

Do dinheiro da venda de Neymar nem se fala, pois é tão grande a diferença entre o que o Barcelona diz que pagou e o que a direção do Santos diz que recebeu, que só mesmo a intervenção da Receita e da Polícia Federal para esclarecer a questão. Estranho muito que nenhuma providência tenha sido tomada nesse sentido. O caso é tão tenebroso que nem pessoas muito bem informadas, que conviviam estreitamente com os dirigentes envolvidos na negociação, sabem adiantar qualquer novidade sobre o assunto. A Justiça deveria ser acionada e os dirigentes do Santos obrigados a esclarecer o negócio (Leia: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-10-16/senadores-querem-que-ex-dirigentes-esportivos-respondam-por-contratos-irregulares).

Um dos astros dos futebol mundial, de valor incalculável, maior esperança do Brasil na Copa de 2014, foi vendido para a Espanha oficialmente por uma bagatela e ficou por isso mesmo? Como assim? Espero que ao menos o procurador Francisco Cembranelli, em quem confio e espero continuar confiando, tome uma posição a favor dos verdadeiros santistas e inicie uma investigação interna para tratar do assunto.

É evidente que poio as críticas e a desconfiança dos santistas com relação a esta direção que está aí, que foi eleita prometendo transparência, competência e profissionalismo, e acabou se mostrando mais obscura, incompetente e amadora do que as últimas que passaram pela Vila Belmiro.

Foram e estão sendo desonestos? O Santos vive uma versão moderna da mala que caiu da janela do avião? Isso só uma auditoria ou uma investigação rigorosa poderá provar. Mas é bastante suspeito que, diante da enorme inquietação da comunidade alvinegra, os dirigentes do clube, licenciados inclusive, não tratem de explicar as ações que levaram o Santos a este estado crítico, altamente preocupante.

Pelas circunstâncias, rendimento do time não é ruim

Entendo a revolta do torcedor, pois já fui muito mais inconformado antes de me tornar jornalista e ser obrigado a analisar vários ângulos de uma questão. Hoje, conto até dez e analiso a situação antes de sair atirando para todos os lados. Concordo que o elenco e o time do Santos poderiam ser melhores, assim como o técnico. Porém, diante das circunstâncias, creio que mereçam mais apoio do que críticas. Contra a previsão de muitos estão mantendo o time à frente dos outros paulistas, longe da zona de rebaixamento e ainda com esperanças de chegar à Libertadores de 2014.

Não estou dizendo que está bom. Entenda bem: estou dizendo que diante das circunstâncias, está bom. Ainda faltam sete rodadas para o fim do Brasileiro e o momento não é o de cornetar, mas sim de empurrar o time para os melhores resultados que puder. Após o fim do campeonato faremos uma análise minuciosa do elenco e diremos quem, na nossa opinião, deve permanecer ou sair do Santos.

Essa análise deve e será feita, sem paternalismos, é um compromisso deste blog. Mas agora a enxurrada de críticas a um ou outro jogador, ou ao técnico Claudinei Oliveira, não trará nada de bom. Até porque, mesmo com jogadores e técnicos mais gabaritados, o Santos tem realizado Campeonatos Brasileiros medíocres desde 2008. Por que seria obrigado a ficar entre os primeiros com um time formado por veteranos, garotos e renegados de outros times, dirigido por um técnico interino?

O último ano em que o Santos se classificou para a Copa Libertadores por meio do Campeonato Brasileiro foi 2007, quando terminou em segundo lugar. De lá para cá suas campanhas no Brasileiro foram pífias. Vejamos desde 2007:

2007 – segundo – 19 vitórias – 54,30%
2008 – décimo-quinto – 11 vitórias – 39,47%
2009 – décimo-segundo – 12 vitórias – 42,98%
2010 – oitavo – 15 vitórias – 49,12%
2011 – décimo – 15 vitórias – 46,49%
2012 – oitavo – 13 vitórias – 46,00

Em 2013, com 31 rodadas, o Santos tem 44 pontos e 10 vitórias, com aproveitamento de 47% e ocupa a oitava posição do campeonato. Se o rendimento continuar o mesmo, o time terminará a competição com 12 vitórias e o mesmo aproveitamento de 47%, o que será maior do que em 2008, 2009, 2011 e 2012.

Então, que as críticas se voltem à direção do clube e que o torcedor e o sócio exijam explicações pelos atos financeiro-administrativos que levaram o Santos à situação atual. Mas que, ao menos até o final do Brasileiro, os jogadores e o técnico tenham o apoio necessário para concluir a dura missão de terminar esse Brasileiro com a cabeça erguida.

E pra você, quem merece críticas, ou elogios, no Santos?


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