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Damião tem treinado muito. Na sala de musculação (Foto: Vinicius Vieira/ Santos FC)

Se você casa com uma pessoa e ela fica gorda e feia, você tem três opções: 1 – Pedir o divórcio; 2 – Juntar dinheiro para o spa e as plásticas; 3 – Fingir que a estética não é importante, e o que vale mais é o que a pessoa tem no seu interior. Como o Santos não conseguiu ainda vender o Leandro Damião e como ele é grandinho para aprender alguns fundamentos do futebol, hoje seria dia de montar um esquema para ele fazer gols no Botafogo.

Tá bom, já sei que após o treino de ontem, na Gávea, Oswaldo de Oliveira anunciou que Rildo entrará no lugar de Gabriel e Damião continuará no banco. Tecnicamente, Oswaldo está correto. Acho até que Damião está um pouco acima do peso. Rildo deve começar aberto pela esquerda, Thiago Ribeiro pela direita, e Robinho no meio. O ataque se torna mais ágil assim. Porém, se Damião não jogar, como o Santos vai recuperar o prejuízo monstruoso de seu investimento?

Não adianta chamar o rapaz de poste, cone e outros objetos imóveis. Um centroavante fixo como ele, se não recebe bola, não tem nenhuma função no time. Com Damião na frente, seria preciso armar o ataque para jogar em função dele. Por exemplo, a ultrapassagem, pela direita, deve ser feita com Thiago Ribeiro e Cicinho, e pela esquerda com Robinho e Mena. Lucas Lima e mesmo Arouca devem entrar pelo meio, usar Damião como parede, ou preparar para a conclusão do atacante.

O burro é investir uma fortuna em um jogador e não criar condições para que ele se sobressaia. Concordo que o marketing deve falar com o técnico antes de um investimento irreal desses, mas agora a Inês é morta. Ou o Damião faz gols, se destaca, ou nenhum clube do mundo vai oferecer por ele ao menos o que o Santos pagou, e ele continuará eternamente sugando a energia vital do Glorioso Alvinegro Praiano.

Como o Gabrielzinho fez o favor de tomar um cartão amarelo de graça por fazer um gol que eu nunca perdi na vida (sim, jamais perdi uma cobrança de pênalti, pode perguntar ao meu irmão Marcos, ao Haroldinho, ao Paulinho Alemão e aos amigos do campo do Diamante, na Cidade Dutra). Bem, mas como o Gabriel, muito mal orientado por Wagner Dinheiro e pelo Santos, ainda toma amarelo por tirar a camisa, Damião deveria ter outra oportunidade de começar uma partida, ou ao menos entrar no segundo tempo, depois que Rildo cansasse os botafoguenses.

Pelo jeito, o Santos começa com Aranha, Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison, Arouca e Lucas Lima; Thiago Ribeiro, Robinho e Rildo. Para alguns santistas pode não ser grande coisa, mas é um time que preocupa o técnico do Botafogo, Vagner Mancini. Para ele, o Santos tem um ataque muito perigoso, “de muita qualidade”, e exigirá grandes cuidados do alvinegro carioca. Presumo que mesmo jogando em casa em alguns momentos o Botafogo poderá atrair o Santos e especular os contra-ataques.

Está aí um jogo que merecia ser tratado como grande evento, com uma solenidade antes da partida e a presença de ídolos do passado. Há um lado bonito no futebol que não tem sido explorado por nossos clubes. O Santos pode e deve começar isso. O torcedor deve ir ao estádio para um espetáculo da família, se não de arte, ao menos de emoção. E o reconhecimento da história dos clubes e dos ídolos do passado torna o futebol mais humano e confraternizador. E depois, com a bola rolando, ganhe quem jogar melhor.

No Botafogo, o atacante Emerson Sheik, de tão penosa lembrança para os santistas, deve jogar, pois o clube carioca conseguiu efeito suspensivo após o atleta ser punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por uma entrada violenta no volante Henrique, do Cruzeiro. Esse negócio de efeito suspensivo é outra mágica do STJD que geralmente só favorece times do Rio. Na final de 1995 o Santos pediu um para Vagner e foi negado. Para o STJD, a justiça não é nada cega.

No meio-campo do time carioca o volante argentino Mario Bolatti deve substituir o paraguaio Pablo Zeballos. Não sei dizer se isso é bom ou ruim. Acredito em um jogo muito disputado, pois a garra deve ser uma das armas do time do Rio – algo, aliás, que também não pode faltar ao Alvinegro Praiano. E se as equipes se igualarem na garra, creio que uma vitória santista é bem possível. O que não pode é voltar ao marasmo preguiçoso de alguns jogos fora de casa.

Pena que a tevê aberta não transmitirá a partida, a de mais história deste domingo à tarde. Escolheu o “carismático” São Paulo x Figueirense. De qualquer forma, àqueles que a verão, fica aqui o convite para fazer os comentários neste blog após o jogo. Até mais. Abraços!

Se Gabriel tem mesmo proposta de 10 milhões de euros, vá com Deus!

O ideal para o marketing do Santos é ter sempre um garoto da base se destacando no time profissional, de preferência no ataque. Gabriel é o jogador do momento. Mas ainda não fez o suficiente para ser chamado de craque e nem de ídolo. É apenas o melhor dos Meninos da Vila, mas não vale 250 mil reais por mês nem aqui, nem na China (bem, talvez na china valha).

Talvez em outra situação financeira, o clube pudesse apostar nele e lhe pagar um salário de craque, mas não creio que seja o caso. Para começar, há poucos craques no futebol brasileiro e os salários deles estão superdimensionados diante da realidade de nosso futebol.

Na situação atual, se esta proposta de 10 milhões de euros pelo garoto não for um blefe do empresário Wagner Ribeiro, então que o negócio seja fechado, antes que o Santos, um dia, fique com uma mão na frente e outra atrás, como nos casos de Neymar e Paulo Henrique Ganso. Porém, além de Gabriel, o clube deve negociar Leandro Damião e Thiago Ribeiro. Este último parece que está em greve: não acerta mais o gol nem com reza braba.

E pra você, o Santos deve jogar para Leandro Damião hoje?