Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Dossiê pela unificação dos títulos brasileiros a partir de 1959 (page 1 of 2)

Correios lançarão selo comemorativo ao Centenário do Santos!

Valeu o empenho de todos! Com imensa alegria informo que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos lançará, em abril de 2012, o selo comemorativo ao Centenário do Santos Futebol Clube. Para que este objetivo fosse alcançado, destaco a importante atuação de Francisco Guerra, sócio por 60 anos e ex-conselheiro do Santos, respeitada autoridade filatélica do Brasil; Sergio Marques, presidente da Associação Brasileira de Jornalistas Filatélicos; Miguel Rodrigues de Magalhães, presidente da Sociedade Philatelica Paulista, e de todos os santistas que, atendendo ao pedido deste blog, enviaram a sugestão deste selo ao site oficial dos Correios.

Desta forma, mesmo competindo com inúmeras datas e temas importantes das mais diversas áreas da arte, cultura, economia e ciência brasileiras, o Santos Futebol Clube, principalmente por tudo que já fez pela divulgação do Brasil no exterior, terá esta deferência especial no mês de seu Centenário.

Ter a data escolhida pelos Correios também é importante porque evita que o clube pague para ter um selo comemorativo, o que, ao longo do ano do Centenário acarretaria milhares de reais em postagens.

Conseguido o selo simples, o objetivo agora é que o Santos seja agraciado com o que os filatelistas chamam de “bloco de selos”, um produto mais valorizado pelos colecionadores e que marcaria ainda mais a data festejada.

Esta vitória deve ser dividida, ainda, com o pessoal do Marketing do Santos, mais propriamente com Ivan Rizzo e Luciana Xavier, que agiram prontamente para obter do clube o apoio oficial a esta reivindicação.

Selo e Dossiê têm o mesmo objetivo

Por mais diferentes que possam parecer, este selo comemorativo que os Correios lançarão em homenagem ao Centenário do Santos e o livro do Dossiê, que está sendo oferecido neste blog, têm a mesma finalidade: a de preservar a história do futebol, do Santos e dos grandes clubes brasileiros.

Preservar significa respeitar e honrar o passado, pois sem ele, obviamente, não haveria o presente. Significa também imortalizar as conquistas, incorporá-las definitivamente às instituições que as obtiveram. O Santos não é apenas o que ele é hoje. O Santos é o resultado de um século de existência, com suas alegrias e amarguras, mas também com triunfos indescritíveis que jamais poderão ser apagados.

Assim, da mesma forma que você vai usar o selo do Centenário do Santos no ano que vem, use o Dossiê para informar aos santistas e não santistas de sua vila, de sua cidade, sobre a Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, e provar-lhes a extrema justiça desse reconhecimento.

Reportagem na revista da Sociedade Philatelica Paulista sobre minha visita à entidade

Ficou feliz com o selo? Logo mais terei outras boas notícias sobre o Centenário.


Dossiê saiu da gráfica. Unificação dos Brasileiros já pode ser consolidada

Painel para a imprensa no salão nobre do Fluminense, em 07/04/2009, realizado duas semanas depois do painel no salão nobre do Palmeiras. Vivia-se a fase de divulgação do Dossiê.

Outro dia, conversando com um comentarista do Sportv, ele me disse que eu o desculpasse, mas ele tinha a opinião de que a Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959 não valeu e que ele continuaria a considerar os campeões brasileiros apenas a partir de 1971. Perguntei se ele tinha pesquisado, ou lido, sobre a Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa. Não. Perguntei se tinha conseguido ler o Dossiê. Não. Fiz ele me prometer que leria o Dossiê, quando fosse publicado e que só expressaria publicamente sua opinião depois de lê-lo. Ele prometeu. Menos mal.

Há poucos instantes, quando os primeiros exemplares impressos pela StilGraf chegaram às mãos deste autor, em meio à emoção de ver um longo trabalho materializado, separei com carinho o livro deste jornalista que é contra a Unificação sem saber porquê. A paciência e a persistência que levaram a mim e o parceiro José Carlos Peres a superar os obstáculos e conseguir o justo reconhecimento dos títulos brasileiros, agora são necessárias para difundir a Unificação.

Ao menos este jornalista do Sportv demonstrou a essencial e necessária humildade para conhecer o assunto antes de voltar a dar sua opinião sobre ele – atitude que, infelizmente, ainda é rara em muitos dos profissionais que trabalham em nossa imprensa esportiva.

A necessidade da publicação do livro

Se minha intenção e a do Peres fosse apenas a de conquistar o reconhecimento dos títulos brasileiros a partir de 1959, o trabalho já poderia ter sido dado por encerrado. Pois a documentação que oficializa os vencedores da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa como campeões brasileiros já foi chancelada e faz parte, de maneira irreversível, dos anais da CBF, Conmebol e Fifa.

Porém, a finalidade deste trabalho é resgatar a história definitivamente, fazer justiça aos campeões brasileiros na fase de ouro de nosso futebol. Isto não se consegue só com um documento assinado e carimbado, mas com o respeito e aceitação da maioria da comunidade futebolística brasileira. Por isso, tornou-se imprescindível que o grande público do futebol também tivesse acesso ao Dossiê – documento que, em princípio, foi impresso apenas para os dirigentes dos clubes campeões e das entidades que comandam o futebol.

Uma nova tarefa: a difusão do conhecimento

O trabalho para transformar em direito aquilo que era um fato já foi realizado. Agora vem a nova etapa, com a qual gostaríamos de contar com todos os torcedores que respeitam a história. Mas, sabemos, ao menos neste início só poderemos ter a ajuda de aficionados de Santos, Palmeiras, Cruzeiro, Fluminense, Bahia e Botafogo, clubes que tiveram seus títulos brasileiros validados.

Uma pena que a paixão influa no reconhecimento da história, que deveria pairar acima dos fanatismos clubísticos. Porém, já que é assim, que ao menos os torcedores dos seis clubes campeões nos ajudem nessa cruzada pela difusão desde conhecimento essencial para a compreensão da evolução dos campeonatos nacionais no Brasil.

Uma obra bela e histórica, a preço de custo

Conseguimos, Peres e eu, com a ajuda importantíssima do editor de arte Marcos Magno, que o livro do Dossiê se tornasse uma obra bela, simples, robusta e – que pudesse, ao menos nesta fase de lançamento, ser oferecida ao público por um preço de custo. Assim, torcedores de todo o Brasil poderão te-lo por um valor cerca de 50% do preço de livraria, e ainda com a vantagem de ser vendido a prazo e com cartão de crédito, pelo sistema PagSeguro.

Quem fez o cadastro neste blog poderá adquiri-lo a partir de amanhã. Os demais terão a sua oportunidade depois que os cadastrados façam o uso de seu direito. Creio que haverá exemplares para todos os interessados. E, se terminarem antes, eu e Peres trataremos de conseguir parceiros para publicar mais e oferece-los a um preço acessível ao amante do futebol.

Avise os amigos, diga-lhes que o Dossiê pela Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959, o documento que resgatou a era de ouro do nosso futebol, já saiu do forno. E você, já reservou o seu exemplar?


O Dossiê que resgatou a história do nosso futebol pode ser seu


Pelé com a Taça Brasil de 1962, conquistada após goleada sobre o Botafogo de Garrincha.

O documento que impediu o esquecimento da era de ouro do futebol brasileiro pode ser seu. Em mais de 300 páginas, com uma encadernação de ótima qualidade, está sendo impresso para o público o Dossiê pela Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959.

O livro, produzido por mim e por José Carlos Peres, traz os fatos, argumentos e documentos que levaram a CBF, a Conmebol e a Fifa a reconhecerem os campeões brasileiros desde a primeira Taça Brasil.

É importante que este livro seja lido e difundido, pois, infelizmente, ainda há muitas pessoas que tramam sordidamente para apagar a memória de nosso futebol e tirar o mérito dos legítimos campeões brasileiros de 1959 a 1970.

Torcedores de Bahia, Botafogo, Cruzeiro, Fluminense, Palmeiras e Santos têm a obrigação de conhecer, adquirir, guardar e divulgar este livro-documento que impediu que as conquistas de seus clubes fossem ignoradas eternamente.

Esta primeira edição é limitada. Não sabemos se será possível produzir outras. Para garantir o seu exemplar a um preço promocional, clique no banner acima e faça o seu cadastro. Você será informado quando a obra estiver impressa e então deverá confirmar a compra.

O objetivo mais difícil foi conquistado, ou seja, o reconhecimento oficial dos títulos brasileiros a partir de 1959. Agora faça a sua parte. Conheça e divulgue a história como ela realmente aconteceu. Não permita que tentem dar um novo golpe para apagar o passado.


Unificação mostrou que jornalismo não combina com arrogância

Algumas vozes, poucas e repetitivas, ainda não perceberam que ser contra a unificação dos títulos brasileiros é o mesmo que ser contra o último Campeonato Brasileiro. Sim, porque tanto o Bahia, vencedor da Taça Brasil em 1959, como o Fluminense, vencedor do Campeonato Brasileiro de 2010, são campeões iguais de uma competição organizada pela mesma entidade (CBD/CBF) com a finalidade de definir o campeão nacional do ano.

Os departamentos da CBF analisaram o Dossiê com cuidado, e vinham acompanhando a discussão do assunto pela mídia. Há dois anos eu e José Carlos Peres iniciamos um trabalho de informação e debate sobre a Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa. Todos foram convidados para participar dele. Mas só os jornalistas que respeitam o valor da informação aceitaram o convite.

Todos foram convidados para o painel para a imprensa realizado no salão nobre do Palmeiras, no início de 2009. O mesmo se repetiu pouco depois, no salão nobre do Fluminense, no Rio de Janeiro. Nestes eventos, apresentasmos um audiovisual com mais de uma hora de duração provando o objetivo e a relevância dessas competições, distribuímos cópias reduzidas do Dossiê para todos os presentes e abrimos, democraticamente, o diálogo com os presentes.

Dei também palestras sobre o assunto, como uma no Bar Boleiros, na qual, me lembro bem, o atual presidente do Santos, Luís Álvaro Ribeiro, então apenas um torcedor santista, estava presente. Participei de programas de rádio e tevê, respondi a centenas, talvez milhares de perguntas em sites e blogs. Estive sempre à disposição para conversas ou debates.

Além disso, produzi artigos com perguntas e respostas sobre a Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa e os ofereci a centenas de jornalistas. Alguns – como José Roberto Torero –, publicaram esses arquivos e os discutiram amplamente com seus leitores; mas houve quem nem tenha se dignado a recebe-los, como se sua opinião “formada” não precisasse de mais informações sobre o tema.

Veículos que se tornam nichos de desinformação

Desculpem-me se pareço saudoso, mas acho importante lembrar como funcionava uma redação que sempre foi essencialmente ética, além de reunir alguns dos mais gabaritados jornalistas esportivos do Brasil: a redação do Jornal da Tarde nos anos 70, onde comecei a carreira.

No esporte velho JT prevalecia a informação. Não havia textos editorializados, campanhas a favor de nada ou contra nada. Um foca bem informado valia mais do que um medalhão que já não demonstrasse tanta vontade de ir atrás da notícia. Talvez por isso eu tenha ganhado dois Prêmios Esso em três anos de carreira. A estrela era o fato, a notícia.

Hoje vivemos a fase dos donos da verdade. Todo veículo tem o seu dono da verdade, ou às vezes mais de um, pois em algumas equipes há mais comentaristas do que repórteres, o que é um absurdo. Uns poucos vão atrás dos fatos e um montão passa a ruminá-los indefinidamente.

Provavelmente picados pela vaidade e pela falta de um crivo mais sério ao seu trabalho, esses profissionais realmente se julgam capazes de, numa opinião, numa frase, derrubar uma longa pesquisa feita por um outro profissional que ele deveria considerar colega, mas olha como adversário.

Como colocam a opinião pessoal acima dos fatos, como querem ser mais importantes do que a notícia, usam todos os argumentos – mesmo ilógicos, desconexos, ridículos – para provar que estão com a razão. E nessa cruzada, contra a justiça e o bom senso, sentem-se vitoriosos ao conseguirem arregimentar um exército de incautos torcedores que no fundo só querem um motivo, qualquer um, para demonstrar sua falta de espírito esportivo.

Confusão? Só na cabeça de quem não consegue pensar

A lógica da unificação é cristalina. Só não consegue entende-la quem não quer. Tento imaginar por que alguns jornalistas, que deveriam respeitar a história do futebol brasileiro, estão tão incomodados com a justíssima restauração de competições legais, abrangentes, indiscutíveis, que definiram os campeões nacionais na fase áurea de nosso futebol.

Que motivos alguém teria para negar que o Bahia, com todos os méritos e embasado em todas as provas, foi o primeiro campeão de clubes deste país, em 1959? Ou que o Palmeiras de Ademir da Guia e o Santos de Pelé, que tantas vezes defenderam o Brasil na Copa Libertadores, não foram os maiores campeões brasileiros de todos os tempos?

Um leitor me alertou para o fato de que 99,999999% dos jornalistas que estão contra a unificação torcerem para times que não ganharam nada de 1959 a 1970. Recuso-me a acreditar que um motivo tão pueril move senhores, alguns de cabelos brancos, contra um fato histórico que eles próprios testemunharam.

Não sei para que time torcem alguns jornalistas, mas este leitor, que me assegurou saber, garantiu-me que é isso mesmo que está acontecendo. “Isso está mostrando que vocês, da imprensa, são muito mais apaixonados por seus times do que nós pensamos”, escreveu-me ele.

Será? Recuso-me a acreditar nisso. Prefiro crer que está havendo uma grande coincidência, só isso. Mas que é estranho notar como alguns se recusam a entender o óbvio, isso é. Ou eu supervalorizava a inteligência de algumas pessoas, ou elas nunca tiveram grande capacidade intelectual e eu não percebia.

Aos jornalistas que estão começando, eu só diria que esse processo de unificação só confirmou que, mais do que status, fama ou uma empresa poderosa de comunicação por trás, o repórter precisa ser humilde diante do fato jornalístico. E essa atitude implica pesquisa, horas e horas de pouco glamour e muito trabalho, cercado por velhos jornais, revistas e livros cheirando a pó, tentando descobrir, em arquivos esquecidos pelo tempo, os sinais de uma época que já se foi, mas revelou-se fundamental para a história do futebol brasileiro.

Qualquer outra forma de lidar com a informação não se revelará eficaz. Uma pesquisa mal feita deixa buracos e uma opinião parcial, que não se baseie nos fatos, cairá no vazio e na incredulidade. Enfim, a unificação representou a vitória do trabalho de pesquisa. Ponto. E revogam-se as disposições em contrário!


Ao meu lado, dr. Carlos Eugenio Lopes, a voz do jurídico da CBF

No almoço após o anúncio da unificação dos títulos brasileiros, no lindíssimo Itanhangá Golf Clube, fiquei na mesma mesa com José Carlos Peres, meu parceiro nesse trabalho, o presidente da Federação Bahiana de Futebol, Ednaldo Rodrigues Gomes (que, vim a saber, nasceu em Vitória da Conquista, mesma cidade natal de minha mãe) e diretores de Botafogo e Fluminense.

Nisso, fui cumprimentado por um senhor elegante, muito simpático, que se sentou ao meu lado, apertou-me a mão e me cumprimentou pelo Dossiê, segundo ele “muito bem fundamentado”. Na sequência das conversas – muito alegres e cordiais, pela alegria e a certeza de estarmos vivendo um momento de redenção do futebol brasileiro – este afável senhor apresentou-se. Seu nome, que confiro agora no cartão, é Carlos Eugenio Lopes, simplesmente o diretor jurídico da CBF, a pessoa que analisou o Dossiê sob o crivo rigoroso das leis.

Conversamos sobre aspectos do trabalho de unificação e fiquei com a certeza de que, não fossem tomados os devidos cuidados com a justeza das informações e com os conceitos emitidos no Dossiê, este teria muitas dificuldades para ser aprovado.

Vejo aqui, em uma rápida pesquisa no Google, que o doutor Carlos Eugenio Lopes, nascido no Rio de Janeiro e formado na Faculdade de Direito da Universidade da Guanabara, está inscrito na OAB do Rio de janeiro desde 1965 e na OAB de São Paulo desde 1995.

Além de diretor jurídico da Confederação Brasileira de Futebol, doutor Carlos é membro da comissão que elaborou o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) e membro da Comissão para Assuntos Legais da Fifa. Enfim, trata-se de uma autoridade em direito esportivo no Brasil.

Conhecê-lo só depois do pleito decidido aqueceu meu coração, me trouxe uma sensação de triunfo e alívio, a mesma de um aluno aprovado diante de um mestre que lhe inspira respeito e admiração. A certeza, enfim, de que a conquista da unificação dos títulos brasileiros a partir de 1959 representou a vitória dos fatos, das idéias e dos argumentos.

O que esta unificação dos títulos brasileiros significou para você?


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