Uma das incontáveis matérias da época que tratam o vencedor da Taça Brasil como campeão brasileiro.

Estou chegando do Rio. Participei do programa “Esporte Espetacular”, que irá ao ar domingo. Colocaram-me frente a frente com Roberto Assaf, um jornalista do jornal Lance que é contra o reconhecimento dos títulos. Foi um bom debate, civilizado, educado, e me deram tempo (vamos ver a edição) para provar que as competições eram oficiais, davam aos vencedores o título de campeão brasileiro, e por isso o reconhecimento é elogiável e justíssimo.

Gostei quando, após minha primeira intervenção, o Assaf respondeu: “O Odir está quase me convencendo”. Estou certo de que depois desse nosso papo ele aceitará com tranquilidade o reconhecimento.

Amanhã, sexta-feira, participo do Arena Sportv. Sei que o jornalista Alberto Helena, que também é contrário á unificação, foi convidado e estará lá para bradar contra a unificação dos campeões brasileiros de clubes.

Domingo a Rádio CBN me colocará por telefone para debater novamente com Roberto Assaf. Parece que tenho um caminho de provas e obstáculos à frente.

Ótimo, encaro essas participações como oportunidades de esclarecer um pouco mais a história do período áureo do futebol brasileiro e de mostrar que não há qualquer dúvida de que Taça Brasil e Torneio Roberto Gomes Pedrosa deram aos seus vencedores o título de campeão brasileiro.

O duro é ter de responder as mesmas coisas sempre. Alguns críticos têm a opinião formada sem estarem informados; outros conhecem muito bem a importância dessas competições, mas fingem não saber.

Vamos lá. São desafios que valem a pena ser enfrentados. Para me dar forças, penso nos campeões, meus ídolos eternos – Pelé, Ademir da Guia, Zito, Djalma Santos, Jairzinho, Félix, Tostão, Piazza, Dirceu Lopes, Afon sinhô – e imagino como ficarão felizes com o reconhecimento.

Penso nos milhares, milhões de torcedores, que torcem por um final feliz, e isso também me faz respirar fundo, contar até dez, e responder com calma e bons argumentos até as declarações mais absurdas.

Agradeço a todos pelo apoio e pela força. Como eu já disse, cada pessoa que está convencida da justiça deste reconhecimento, que se informe sobre Taça Brasil e Torneio Roberto Gomes Pedrosa e se torne um retransmissor desse conhecimento.

Espero que possam assistir ao Arena Sportv e depois comentar o que acharam aqui. Forte abraço.

Abaixo, a reprodução ipsis litteris de matérias da época que comprovam que a Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa davam aos seus vencedores o título de campeão brasileiro.

Imprensa, a testemunha mais importante

Quando a primeira Taça Brasil foi disputada, em 1959, o Brasil tinha 70 milhões de habitantes. Quanto a última das quatro edições do Torneio Roberto Gomes Pedrosa foi jogada, já com o nome de Taça de Prata, em 1970, o País abrigava 90 milhões de pessoas. Nesse ínterim, graças à massiva cobertura da imprensa, ninguém que acompanhasse o futebol teve qualquer dúvida de que o campeão destas duas competições era também o campeão brasileiro. Hoje, muitos dos brasileiros daquela de ouro do nosso futebol já morreram. Felizmente, porém, a história não vive só de testemunhas oculares. Milhares de documentos sobrevivem para comprovar a veracidade eterna dos fatos.

Desde a primeira competição da Taça Brasil a cobertura dos jornais deixava claro que a competição dava ao seu vencedor o título de campeão brasileiro. Relembremos algumas matérias publicadas na época:

Taça Brasil na fase decisiva. Santos x Grêmio hoje na Vila. Chega, afinal, à sua fase de maior interesse, a Taça Brasil, destinada a apontar o campeão nacional interclubes. E o Santos, na qualidade de campeão paulista de 1958, terá a responsabilidade de enfrentar o Grêmio Portoalegrense, que é tricampeão do Rio Grande do Sul (A Gazeta Esportiva, chamada de capa, 17 de novembro de 1959).

Luta pelo título de campeão do Brasil: Santos x Bahia. Hoje à noite, em Salvador, Santos e Bahia estarão lutando pela segunda vez na série final de jogos da Taça Brasil. O objetivo único é tornar-se o primeiro campeão do País. O embate na capital baiana está atraindo a atenção do público esportivo brasileiro (A Gazeta Esportiva, título de página, 30 de dezembro de 1959).

Santos. Bahia. Decisão hoje à noite da Taça Brasil. Será conhecida no Maracanã a equipe campeã brasileira entre clubes (Capa de A Gazeta Esportiva de 29 de março de 1959).

O E. C. Bahia conseguiu esta noite, no Estádio do Maracanã, o título inédito no futebol brasileiro, qual seja o de campeão brasileiro por equipes, garantindo sua participação no próximo Campeonato Sul-americano de Clubes Campeões (A Gazeta Esportiva, 30 de março de 1959).

O futebol do Norte do país voltou a brilhar. Depois da atuação da Seleção de Pernambuco no Campeonato Brasileiro, ficando em segundo lugar, foi a vez do E. C. Bahia vencer a Taça Brasil, o primeiro campeonato brasileiro de clubes (A Gazeta Esportiva, 30 de março de 1959).

Bahia é o campeão. O E. C. Bahia sagrou-se ontem à noite campeão da Taça Brasil ao derrotar o Santos, no Maracanã, por 3 a 1. O título, que equivale ao de primeiro campeão brasileiro interclubes, foi obtido em partida acidentada, na qual foram expulsos três jogadores santistas (Folha da Tarde, última página, 30 de março de 1960).

E. C. Bahia venceu a Taça Brasil!… O campeão baiano não teve a mínima culpa nos acontecimentos verificados entre o juiz e os jogadores santistas. É o primeiro campeão brasileiro por equipes e será o representante nacional no próximo Campeonato Sul-americano de Clubes Campeões (A Gazeta Esportiva Ilustrada, matéria de duas páginas, abril de 1960).

Esporte Clube Bahia conseguiu um título inédito no futebol brasileiro. Sagrou-se Campeão Brasileiro por Equipes (A Gazeta Esportiva Ilustrada, legenda de foto de meia página com o time posado do Bahia, abril de 1960).

Santos é tetracampeão brasileiro: jogo com o Flamengo fica em zero (A Gazeta Esportiva, título de capa e título de página, edição de 20 de dezembro de 1964).

Santos é pentacampeão do Brasil com gol de Pelé (A Gazeta Esportiva, título de página, edição de 9 de dezembro de 1965).

Palmeiras com muito orgulho Campeão do Brasil. A Taça Brasil de clubes campeões do Estado, disputada desde 1959, elegeu a Sociedade Esportiva Palmeiras, pela segunda vez, o quadro campeão brasileiro de futebol, título conquistado ontem diante do Náutico (pôster publicado por A Gazeta Esportiva, 30 de dezembro de 1967).

Bahia, campeão do Brasil (A Tarde, de Salvador, título de capa, 1º de abril de 1960)

Cruzeiro é o campeão. O Cruzeiro é o novo campeão do Brasil, campeão épico e digno, capaz de feito como o de ontem, quando depois de estar perdendo por 2 a 0 para o Santos, no primeiro tempo, reagiu para vencer por 3 a 2. No gramado enlameado do Pacaembu, sob forte temporal e ante o público adverso, o Cruzeiro afirmou-se, em definitivo, como a maior força do futebol brasileiro da atualidade (Jornal dos Sports, capa, 8 de dezembro de 1966).

Todos os mestres na arte de calcular o futebol podem rasgar seus apontamentos, pois o primeiro campeão do Brasil é o Esporte Clube Bahia e não será sem motivos, pois venceu a melhor equipe do país e um das melhores do mundo (O Globo, matéria assinada por Ricardo Serran, 1º de abril de 1960).

Bahia, primeiro campeão do Brasil de todos os tempos, um título único e inédito de uma importância sem igual. Uma odisséia fantástica do Esporte Clube Bahia, quase desacreditado depois da derrota em Salvador, vitorioso e inconstante no Rio de Janeiro, no templo do futebol, o Maracanã, contra o maior time do mundo (O Globo, matéria assinada por Ricardo Serran, 1º de abril de 1960).

Santos é bi do Brasil. Goleado o Botafogo: 5 a 0. Realizando uma de suas grandes exibições, o Santos conquistou ontem à noite, pela segunda vez, a Taça Brasil, obtendo conseqüentemente o título de bicampeão brasileiro de futebol… (Folha de São Paulo, título de página, 3 de abril de 1963).

Santos foi tetracampeão. Sábado à noite, no Maracanã, com o empate a zero diante do Flamengo, o Santos FC conquistou pela quarta vez consecutiva a Taça Brasil, tornando-se dessa forma tetracampeão brasileiro de clubes (Folha de São Paulo, título de página, 21 de dezembro de 1964).

Santos vence e é campeão. Em partida válida pela Taça Brasil, e na qual sete jogadores foram expulsos de campo, o Santos derrotou o Vasco da Gama por 1 a 0, ontem à noite, no Maracanã, sagrando-se pentacampeão brasileiro (O Estado de São Paulo, 9 de dezembro de 1965).

Cruzeiro vence o Santos e ganha a Taça. Com brilhante reação, que transformou uma derrota de 0 a 2 em vitória por 3 a 2, o Cruzeiro, de Belo Horizonte, derrotou novamente o Santos em partida realizada ontem à noite no Pacaembu. Com essa segunda vitória, o campeão mineiro ganhou o título de campeão brasileiro de clubes e a posse da Taça Brasil, disputada pela oitava vez (Folha de São Paulo, primeira página, 8 de dezembro de 1966).

Taça Brasil é do Cruzeiro. O Santos foi derrotado novamente pelo Cruzeiro na noite de ontem, no Pacaembu, e o título de campeão brasileiro e a Taça Brasil pertencem agora ao campeão mineiro (Folha de São Paulo, página de esportes, 8 de dezembro de 1966).

O Cruzeiro é o novo campeão brasileiro. Tostão, de Taça Brasil na cabeça, ficou no lugar do Rei Pelé, ontem à noite, no Pacaembu. Marcou um gol, fez tudo para o da vitória, marcado por natal e comandou a virada contra o Santos, que venceu o primeiro tempo por 2 a 0 e saiu de campo derrotado por 3 a 2. Pelé e Toninho fizeram os gols do Santos. Tostão, Dirceu Lopes e Natal fizeram os três do Cruzeiro… Cruzeiro, campeão brasileiro, e Palmeiras, quase campeão paulista, são dois times que começaram com o nome de Palestra. Esportes, nas páginas 14, 15 e 16 (Jornal da Tarde/ O Estado de São Paulo, primeira página, 8 de dezembro de 1966).

O que me deixou contente mesmo foi ver meu irmão Airton pular lá no banco de reservas com o terceiro gol, de Natal. Seu time com aquele gol ficou campeão brasileiro, não é pra menos… (Depoimento de Zezé Moreira, página de esportes do Jornal da Tarde/ O estado de São Paulo, 8 de dezembro de 1966).

Santos pentacampeão brasileiro (título de capa da revista O Cruzeiro de 1º de janeiro de 1966).

Cruzeiro: o novo rei do futebol no Brasil (matéria de capa, em oito páginas, da revista O Cruzeiro ano XXXIX, nº 13, de 24 de dezembro de 1966).

Com o gesto olímpico de vitória, Piazza, o jovem capitão da equipe do Cruzeiro, de Minas gerais, traz grandes esperanças ao coração de todos os torcedores brasileiros. Uma nova geração de craques está florescendo. O nosso futebol mostra que o seu poder de renovação ainda existe, e disso o time de Tostão deu uma prova das mais convincentes nas duas categóricas partidas que disputou contra o todo-poderoso esquadrão de Pelé, nas finais da Taça Brasil. Os estádios voltam a fremir, no clamor das multidões empolgadas diante da fibra e do malabarismo dos antigos e dos recentes ídolos. O grande título que o time mineiro conquistou tem, assim, uma significação mais ampla e um sabor de renascimento. Demonstra, mais do que tudo, que o nosso maior esporte não se estagnou nem se abateu. E justifica, plenamente, a recepção triunfal que os campeões brasileiros de 66 receberam na volta a Belo Horizonte e que divulgamos na detalhada reportagem que fecha esta edição. São os novos valores que despontam, para que, junto aos astros já consagrados, o nosso futebol volte a ocupar o lugar que lhe pertence no esporte mundial. João Martins (editorial da revista O Cruzeiro ano XXXIX, nº 13, de 24 de dezembro de 1966).

“Com 2 a 0 a nosso favor” – disse Pelé – “acreditávamos na vitória porque conseguimos envolver o Cruzeiro. Mas, no segundo tempo, os jogadores reagiram com muita disposição e fibra, e acabaram, com inteira justiça, nos vencendo. O que me resta dizer é que o título está com quem o mereceu mais”… O “bicho” foi de dois milhões de cruzeiros. Mas alguns diretores do campeão brasileiro estão se cotizando para aumentar essa soma (cobertura da revista O Cruzeiro ano XXXIX, nº 13, de 24 de dezembro de 1966).

O campo enlameado do Pacaembu consagrou, ontem à noite, o grande campeão do Brasil, o Cruzeiro de Tostão, Dirceu Lopes, Natal, e Raul, isto para citar apenas quatro jogadores de uma das melhores equipes que o futebol brasileiro já viu nascer e crescer (Armando Nogueira, Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 8 de dezembro de 1966).

Depois da vergonha e da frustração da Copa do Mundo, nenhum acontecimento teve a importância e a transcendência da vitória de anteontem. Por outro lado, não foi só a beleza da partida, ou seu dramatismo incomparável. É preciso destacar o nobre feito épico que torna inesquecível o feito do Cruzeiro. Não tenhamos medo de fazer a sóbria justiça: aí está, repito, o maior time do mundo (Nelson Rodrigues, Jornal dos Sports, Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1966).

Ao vencer ontem à noite o Vasco da Gama por 2 a 1, o Santos F. C. sagrou-se campeão do Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1968. Não há dúvida alguma quanto à justiça da conquista do time praiano, que provou ser o melhor do Brasil através deste torneio de caráter nacional (O Dia, última página, 11 de dezembro de 1968).

Depois de vencer a primeira partida, por 6 x 2, em Belo Horizonte, o Cruzeiro precisa apenas de um empate para quebrar a longa hegemonia do Santos na Taça Brasil e conquistar o título de campeão brasileiro pela primeira vez em sua história. Cruzeiro, bicampeão mineiro, e Santos, pentacampeão brasileiro, disputarão hoje à noite – 21,30 horas – no Estádio Municipal do Pacaembu, a segunda partida decisiva pela VIII Taça Brasil (matéria de capa de Estado de Minas, 7 de dezembro de 1966).

O Cruzeiro conquistou com méritos indiscutíveis o título máximo da Taça Brasil, quebrando a hegemonia de cinco anos do Santos nesse torneio. O time mineiro, depois de estar inferiorizado por 2 x 0, reagiu e assinalou três tentos. No flagrante, a equipe cruzeirense, campeã brasileira, formada ao lado das autoridades que dirigiram o embate, quando do Hino Nacional (legenda de foto do time do Cruzeiro posado, Estado de Minas, 8 de dezembro de 1966).

Emoção e alegria. Na sede celeste a emoção tomou conta de todo mundo… E a alegria continuou até alta madrugada. Aí então, já roucos e cansados de tanto torcer, o que se viu predominar foi uma ansiedade geral, com todos em grande expectativa, aguardando as 18 horas de hoje, quando o novo campeão brasileiro chegará á Pampulha trazendo a Taça Brasil (página de esportes, Estado de Minas, 8 de dezembro de 1966).

Triunfo épico do futebol mineiro. Conquistou ontem o Cruzeiro o maior troféu do futebol nacional, ao derrotar de maneira espetacular a famosa esquadra do Santos, detentora, por cinco anos consecutivos, da Taça Brasil, agora em poder do time mineiro, que acaba de sagrar-se como realmente o mais perfeito do País… Ao final do emocionante confronto, lá estava o marcador que consagrava definitivamente o onze montanhês como campeão brasileiro (Primeira página do jornal Estado de Minas, edição de 8 de dezembro de 1966).

Faixas para os campeões. Durante as cerimônias no Palácio do Rádio, o governador Israel Pinheiro fará a entrega da faixa de campeão do Brasil a cada um dos jogadores do Cruzeiro. Em seguida, o prefeito Osvaldo Pieruccetti entregará a chave da cidade ao capitão do time, o zagueiro Procópio (Estado de Minas, página de esportes, 8 de dezembro de 1966).

Com o time completo, o Cruzeiro, bicampeão mineiro, enfrentará o Santos, pentacampeão brasileiro, hoje à noite – 21,30 horas – no Estádio Municipal do Pacaembu, na segunda partida que poderá decidir o título da VIII Taça Brasil. O Cruzeiro precisa apenas do empate para sagrar-se campeão brasileiro (Diário da Tarde, 7 de dezembro de 1966).

Um gol de raiva, outro de pura arte e o último veio por acréscimo, pois o Cruzeiro já era Campeão do Brasil (Diário da Tarde, legenda de cinco fotos grandes tomando toda a página, 8 de dezembro de 1966).

Cruzeiro campeão do Brasil. Depois de estar perdendo para o Santos por 2 a 0 no primeiro tempo e ter perdido um pênalti aos 14 do segundo, o Cruzeiro teve fibra e futebol para marcar três gols e conquistar o título de campeão da VIII Taça Brasil, que a torcida mineira comemorou duplamente – no Pacaembu e em Belo Horizonte… Os novos campeões do Brasil chegam a Belo Horizonte às 19:30 horas, e uma grande recepção foi programada, com a presença do governador do estado, do prefeito Oswaldo Pieruccetti e de outras autoridades (Diário de Minas, matéria de capa, 8 de dezembro de 1966).

Os campeões de Minas e do Brasil (Diário de Minas, matéria apresentando cada um dos jogadores do Cruzeiro, 8 de dezembro de 1966).

Campeões do Brasil jogam amanhã contra o Atlético. O Cruzeiro vai lançar amanhã, contra o Atlético, todos os jogadores que participaram do jogo contra o Santos, quarta-feira, no Pacaembu, menos Procópio, que não pode fazer jogos de campeonato, e os dirigentes esperam, com isso, renda superior a Cr$ 100 milhões, numa festa em que os campeões do Brasil serão homenageados pelo povo mineiro (Diário de Minas, principal matéria da seção de esportes, 10 de dezembro de 1966).

Para o Canal 100, cinejornal assistido em todos os cinemas brasileiros, nunca houve qualquer dúvida de que a Taça Brasil era o mesmo que campeonato brasileiro. Em seu acerto há inúmeras provas disso. Uma delas pode ser admirada por todos através do youtube, no link:

Neste filme, sobre a decisão da Taça Brasil de 1965, o locutor Cid Moreira, que depois se consagraria na Rede Globo de Televisão, inicia a matéria do segundo jogo entre Vasco e Santos, no Maracanã, com a seguinte frase: “O Santos é o pentacampeão brasileiro de futebol”. E depois de descrever os lances da partida, a reportagem é encerrada citando-se a “festa do pentacampeonato santista”.

O Flu é campeão do Brasil! Acabou o Torneio da Bola de Prata. Palmeiras na Taça Libertadores! (títulos de capa da revista Placar saudando a conquista da Taça de Prata pelo Fluminense em 1970).

1962 O maior do mundo. Primeiro, veio o bicampeonato nacional, com vitória sobre o Botafogo de Garrincha na final da Taça Brasil, por 5 x 0, em pleno Maracanã. Depois, a Libertadores, conquistada em cima do Peñarol do Uruguai com um 3 x 0 . Por fim, O Mundial Interclubes, com dupla vitória sobre o Benfica de Portugal (3 x 2 no Maracanã, 5 x 2 em Lisboa). O Santos se transformava no maior do mundo ((revista Placar, edição 1156, publicada em 1999).

1963 Vestido para ganhar. O Santos entra em campo para decidir a Taça Brasil de 1963 vestindo camisas brancas com finíssimas linhas pretas, um uniforme poucas vezes reutilizado na história do clube. Final: Santos 2 x Bahia 0. Era o tricampeonato nacional e a garantia da presença alvinegra em mais uma Libertadores, a de 1964 (revista Placar, edição 1156, publicada em 1999).