Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Dossiê Unificação dos Títulos Brasileiros (page 1 of 4)

10 lições da grande vitória

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Assim como gosto de sugerir a reflexão após uma derrota, faço o mesmo agora, após a importante vitória sobre o Palmeiras, no estádio do adversário lotado por 37.527 torcedores. Quais são as 10 lições que nós,santistas, podemos tirar desse resultado? Bem, listo as minhas e aguardo as suas.

1 – Estádio não ganha jogo

Vimos isso na semana passada, quando o Santos, mais uma vez, foi eliminado de uma competição importante na Vila Belmiro. Sabemos que ele perdeu na Vila assim como poderia ter perdido no Pacaembu, no Morumbi, em qualquer lugar. Perdido ou vencido, pois o que perde ou vence uma partida é a atuação dos jogadores, sua atitude, sua confiança, não o lugar em que atuam.

Mesmo dominado na maior parte do segundo tempo, o Santos se manteve tranquilo e focado, à espera de uma oportunidade que realmente veio e foi aproveitada magnificamente. E se venceu pela primeira vez no Alianz Parque, com o estádio todo torcendo contra, obviamente poderia vencer com um público tão imenso torcendo a seu favor.

2 – Grandes jogos têm de ser em grandes estádios

A arrecadação da partida foi de R$ 2.760.716,34. Ou seja, o Palmeiras perdeu o jogo, como poderia ter vencido, mas seus cofres receberam, em uma única partida, o que o Santos tem demorado vários jogos para angariar. Mandasse também os seus clássicos em estádios maiores e o Glorioso Alvinegro Praiano estaria em uma situação financeira bem melhor – até porque teria mais facilidade para aumentar seu quadro de sócios, melhores argumentos para fechar bons contratatos de patrocínio de camisa e de fornecimento de material, e com a tevê…

Então, se estádio não ganha jogo, mas grandes estádios arrecadam mais dinheiro e permitem ao clube dar passos mais largos rumo à sua estabilidade financeira, logicamente os clássicos e os grandes jogos do Santos devem ser realizados em estádios maiores.

3 – Quando falta técnica, a garra decide

Como santistas, preferimos o jogo técnico, a bola tratada com carinho. Mas é inegável que o espírito de luta faz milagres no futebol, principalmente em jogos com o campo pesado. O Santos fez o clássico com um meio de campo improvisado, sem dois de seus jogadores mais técnicos: Lucas Lima e Renato, substituídos pelo voluntarioso Jean Mota e o jovem Matheus Jesus. No entanto, acompanhados por Alison, que tem usado mais a cabeça do que a força, o setor resistiu ao domínio palmeirense, se empenhou na tarefa de desarmar e bloquear o adversário e acabou sendo o grande responsável pela vitória. Sem contar, é claro, a dedicação de todo o time na marcação.

4 – Trio de ouro na defesa

Mais uma vez constatamos que o ótimo desempenho do sistema defensivo do Santos – e aí entenda a zona do agrião, o último obstáculo antes da meta – se deve a três jogadores que passam por grande fase: o goleiro Vanderlei e os zagueiros Lucas Veríssimo e David Braz. O entendimento dos três tem sido exemplar. O fato de a santista ser a defesa menos vazada no segundo turno do Campeonato Brasileiro se deve a eles.

Dos laterais, é preciso dizer que Daniel Guedes tem melhorado a cada jogo. Não só no ataque, mas também na defesa, onde ao menos guarda o seu lugar e não permite bolas nas costas, o que era frequente com Victor Ferraz. Já Zeca continua instável. Desde sua experiência olímpica, no ano passado, ainda não voltou ao seu bom futebol. Assim seu passaporte italiano permanecerá virgem.

5 – Sorte existe

O técnico Levir Culpi, no livro “Um burro com sorte”, fala da influência do imponderável na carreira de um técnico de futebol. O fenômeno realmente existe e afeta a todos nós, de torcedores a analistas. Em um lance decisivo, se a bola bate na trave e entra, está tudo ótimo, se bate na trave e sai, está tudo péssimo. Testemunhamos o que ocorreu esta semana com o goleiro Muralha, do Flamengo, execrado por não ter pegado nenhum pênalti na decisão da Copa do Brasil com o Cruzeiro.

Sobre o jogo do Santos, no item 4, ao elogiar a tríade Vanderlei-Veríssimo-Braz, eu já ia escrever “agora escasseiam aqueles gols bobos, antes tão comuns, resultados de bolas levantadas na área”. Mas aí me lembrei que no finzinho do jogo o baixinho Dudu apareceu livre para cabecear na marca do pênalti e só não empatou a partida por muita sorte. O mesmo Dudu perdeu um gol, por centímetros, na boca do gol. Se essas bolas tivessem entrado, agora provavelmente estaríamos esculhambando a defesa santista.

Então, o que a reflexão sobre a sorte no futebol nos traz? Bem, ela nos ensina a analisar todo resultado com uma certa distância, pois sem a conjunção dos astros e a benção dos deuses do futebol nada se consegue no futebol, essa é a verdade.

6 – Matheus Jesus veio para ficar

Pode ser precipitado afirmar isso agora, mas quem já gastou boa parte de sua infância, adolescência e juventude nos campos de terra batida do futebol amador, sabe ao menos identificar quem tem um pouco mais de familiaridade com a bola, e esse garoto tem. Mostrou tranquilidade nos momentos em que foi apertado, soube proteger a menina e deu um destino certo à jogada. Em determinado momento empreendeu uma arrancada na qual demonstrou surpreendente personalidade, em outro conseguiu enganar dois marcadores em um espaço diminuto e no campo encharcado. Como é muito jovem (apenas 20 anos!), ainda poderá ter altos e baixos, o que exigirá paciência dos torcedores, mas algo me diz que se firmará no time.

7 – A importância dos brigadores Jean Mota e Copete

Depois que eu quebrei a perna duas vezes e em uma delas fiquei dois meses e meio de cama, confesso que passei a evitar as divididas com cheiro de sangue. Ver aquelas pernas vigorosas dos zagueiros, cravos das chuteiras à frente, saltando na direção de meus ossos e cartilagens não era uma visão agradável e me trazia lembranças traumáticas. Ainda mais em um campo molhado, em que os choques são comuns e os jogadores violentos se aproveitam para bater mais. Por isso, valorizo o jogador brigador, que se entrega à luta de corpo e alma. Nesse particular, tiro meu chapéu para Jean Mota e Copete.

Mesmo o time mais técnico do mundo precisa de um jogador raçudo, mormente nos grandes jogos. Perceba, queridos leitor e leitora, que a bela jogada do gol santista começou com o espírito de luta de Jean Mota, que roubou a bola do adversário e, mesmo sofrendo a falta, tocou para Copete, iniciando a sequência que terminou no fundo das redes de Fernando Prass.

Com o me disse, um dia, Flávio Costa, técnico do Brasil na Copa de 1950, “todo time precisa de um Obdúlio Varela”. Sim, a técnica também depende da fibra. Mota e Copete brigaram o tempo todo pela bola e pelo espaço, o que foi fundamental para que o Palmeiras não tivesse mais tempo e tranquilidade para programar os seus ataques. Esse foi o espírito que levou o Uruguai ao título de 50 e o Santos à vitória no Alianz Parque.

8 – Um gol de quem sabe o que faz

“Golaço!”. Minha reação ao ver a cabeçada de Ricardo Oliveira para o chão, no contrapé de Fernando Prass, concluindo a bela jogada iniciada por Jean Mota, foi espontânea. Realmente, pela tranquilidade, consciência e conclusão, esse gol foi um dos mais bonitos do campeonato. Pois não se tratou de um chute esporádico ou do resultado de um lampejo de genialidade de apenas um jogador. Os quatro participantes agiram de forma exemplar.

Jean Mota roubou a bola e tocou, entre as pernas do adversário, para Copete, na direita, que ergueu a cabeça e viu Bruno Henrique no lado oposto da área, passando-lhe a bola com precisão. Bruno matou a bola com calma e a colocou na cabeça de Ricardo Oliveira, que cabeceou perfeitamente, no chão, como manda a cartilha.

O Santos soube sofrer a pressão palmeirense e esperou o momento de chegar ao gol. Quando ele apareceu, agiu com calma e precisão. Não é qualquer time que, no campo do adversário, com tanta pressão contra, faz o gol da vitória com tanta tranquilidade e categoria. Nessa hora, a camisa alvinegra praiana pesou.

9 – O fator Ricardo Oliveira

Ele não tem marcado tantos gols como antes, mas nos clássicos paulistas continua sendo decisivo, como mostrou contra o Palmeiras. Um dos grandes artilheiros em atividade no Brasil, Ricardo Oliveira já marcou 315 gols na carreira, que começou em 2000, na Portuguesa de Desportos, e se marcar mais seis com a camisa do Alvinegro Praiano chegará a 93 e superará os 92 que fez pelo Al-Jazira, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, onde jogou de 2009 a 2014.

Aos 37 anos, é inegável que Oliveira está no fim da carreira e não demonstra mais a mesma vitalidade física, tem dificuldade para marcar a saída de bola do adversário e até para alcançar lançamentos, como ficou evidente diante do Barcelona de Guayaquil. Porém, sua presença ainda provoca respeito nas defesas adversárias e sua categoria e visão de jogo permite que possa definir a partida em uma jogada.

O futebol moderno exige a participação de todos os jogadores, tanto no ataque, como na defesa, e nisso Oliveira fica devendo. Porém, na área ele ainda pode ser decisivo. A decisão de renovar seu contrato, ou não, é delicada. Quando o time perde, a crítica é de que com ele o Santos joga com um a menos; quando ganha com um gol seu, volta a ser olhado como herói. O que você faria, leitor e leitora? Renovaria com Oliveira ou buscaria um centroavante mais jovem e participativo?

10 – Fechados no pacto com Levir

O empenho com que os jogadores se entregaram ao jogo mostrou que parecem ter concordado com o pacto proposto pelo técnico Levir Culpi. Estão jogando por suas carreiras e pela melhor colocação possível no Campeonato Brasileiro. Isso é ótimo. Resta saber se essa determinação, de terminar a competição sem mais nenhuma derrota, não será abalada pelos chamados incidentes de percurso.

É óbvio que é mais inteligente e produtivo, para um jogador profissional, entrar em campo sempre disposto a mostrar suas qualidades. Só assim será valorizado com propostas de outros clubes ou com aumentos de salário. O desânimo e o corpo mole levam à desvalorização e ao fim precoce de carreiras eventualmente promissoras.

Creio que, para o bem do Campeonato Brasileiro, até os amantes dos queridinhos estão torcendo para o Santos diminuir a diferença para o líder, pois isso aumentará o interesse pela competição, gerando mais espaço na mídia, maiores arrecadações nos jogos e muito mais audiência na tevê, o que, em suma, significará maior faturamento. Assim, da mesma forma que em 2016, só o Santos pode trazer alguma emoção para um dos Brasileiros mais esvaziados dos últimos tempos.

E você, o que acha disso?

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Uma esperança no ar

rollo, peres e eu nova O vice Orlando Rollo, eu e o presidente José Carlos Peres: Somos todos Santos

Muitas daquelas 200 pessoas só tinham dormido de madrugada, frustradas com a derrota, em plena Vila Belmiro, para o Barcelona.. do Equador – resultado que acabou com o sonho de o Santos alcançar o seu quarto título na Libertadores. Mas ao começarem a ouvir os 11 pontos principais do programa da chapa Somos tantos Santos, os olhares se iluminaram e os olhos brilharam de esperança. Sim, é possível resolver os problemas do Santos e fazê-lo ocupar o lugar que merece no futebol.

O evento, na noite de quarta-feira, no auditório do Museu do Futebol, no Pacaembu, anunciou José Carlos Peres como candidato a presidente da chapa Somos todos Santos, com Orlando Galante Rollo como vice. Como prometi aos amigos santistas que me apoiavam para presidente, também farei parte da direção do clube e trabalharei, lá dentro, para que aquelas nossas reivindicações sejam cumpridas.

Em suma, as propostas se baseiam na transparência, no profissionalismo, na meritocracia e na universalidade que devem reger a vida do Santos. Haverá, sim, jogos meio a meio entre Santos e a capital paulista, uma campanha permanente baseada em recompensas para se alcançar 100 mil associados em três anos, o voto à distância, o lançamento do projeto “A Cidade do Futebol” em parceria com a Prefeitura de Santos, a reforma e a deselitização da Vila Belmiro, a construção de um novo CT da base e um monitoramento constante da carreira dos infanto-juvenis, a implantação da responsabilidade financeira e fiscal e um melhor relacionamento com a imprensa…

Quando se fala apenas a verdade, nunca se cai em contradição, e é isso que Peres, Rollo e eu fizemos. Provavelmente por isso o lançamento da chapa foi tão bem aceito por todos os presentes. A mesma excelente recepção tivemos daqueles que assistiram o evento ao vivo, pelo Facebook.

Clique aqui para assistir ao vídeo, postado na fan page de Orlando Rollo.

Ao final da explanação, José Carlos Peres leu um texto que fiz para a página “Por um Santos melhor”, no qual elenco as diferenças entre as posturas e filosofias da situação e da oposição do clube. A disparidade entre a situação, representada pela chapa encabeçada por Modesto Roma, e a oposição, no caso representada pela chapa Somos todos Santos, é gritante. A primeira pensa primeiro nela nos meios, éticos ou não, de se manter no poder; a segunda, a Somos todos Santos, coloca os interesses do clube em primeiro lugar e vive tentando descobrir novas maneiras de servir ao Santos.

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Por que o ano já acabou


Vanderlei fez boas defesas, a zaga santista não jogou mal, mas o Barcelona foi melhor e mereceu a vitória. Santos terminará 2017 sem títulos.

Faltam 101 dias para terminar 2017, mas para o santista o ano já acabou. A 12 pontos do líder do Campeonato Brasileiro, com problemas no elenco e sem ânimo para empreender uma recuperação, ao Santos resta apenas tentar permanecer no G4 da competição nacional. A derrota e a eliminação diante do Barcelona de Guayaquil, em plena Vila Belmiro, ainda ecoam em nossas cabeças. O que deu errado nessa temporada em que o Santos disputou quatro competições e em todas ficou longe do título?

Bem, as explicações para o fracasso estão nos comentários do post anterior, alguns de uma lucidez impressionante. Por mais que o futebol seja imprevisível, é evidente que faltou planejamento, seriedade, profissionalismo. Perder para um time estrangeiro, na Vila Belmiro, após 33 anos de invencibilidade, não foi obra do acaso.

Há meses temos visto o Santos jogando mal e sendo dominado, mesmo no Urbano Caldeira. Já tinha sido assim contra o Atlético Paranaense, nas oitavas da Libertadores. Aquele time que, em sua casa, pressionava e às vezes goleava os adversários, há muito tempo não dá o ar de sua graça. Falta-lhe a habilidade, a energia e a ousadia de um Geuvânio, um Gabigol, um Thiago Maia, meninos que se foram precocemente para o exterior, trocados por dinheiros para pagar a folha salarial.

Mais uma vez a alegação de que o velho e acanhado estádio é carismático e nele o Santos não perde, caiu por água abaixo. Negligenciou-se novamente a oportunidade de se jogar para 30, 40 mil pessoas no Pacaembu ou mesmo no Morumbi, o que resultaria em uma pressão muito maior sobre o adversário, além de mais dinheiro em caixa.

Se alguém tiver a pachorra de somar os milhões de reais que já foram perdidos pelo preconceito dessa diretoria de utilizar os grandes estádios da capital nos jogos importantes do Santos, verá que o montante já alcança uma pequena fortuna. Um clube profissional não pode se dar a esse luxo.

Um clube profissional que queira ser competitivo não pode vender precocemente seus jovens valores, como os citados Geuvânio, Gabigol e Thiago Maia, apenas para pagar as folhas salariais, e contratar jogadores inconsistentes, sem condição de serem titulares em um time grande do Brasil, como Leandro Donizete, Kayke, Cleber, Vladimir Hernandez, Fabián Noguera, Copete, Vecchio…

O departamento técnico de um clube profissional deve ter um rígido programa de treinamentos, a fim de transformar jogadores em atletas capazes de suportar os 90 minutos de uma partida de futebol. Mas no Santos só se ouve falar de descanso e de poupar jogadores. E justo na hora agá, no jogo decisivo, dois titulares importantes, do mesmo setor do campo – Lucas Lima e Renato – acabaram desfalcando o time.

A administração de um clube profissional não pode passar três anos só aumentando as dívidas, transformando o clube em um grande cabide de empregos e não deixando, de legado, nem um centavo a mais em seu patrimônio. Pode parecer que não, mas tudo isso estava em campo, na noite de quarta-feira, diante do Barcelona de Guayaquil – um clube que talvez pareça humilde, mas é bem estruturado e tem um estádio, o Monumental Isidro Romero Carbo, com capacidade para 57 mil pessoas.

A falta de opções no banco de reservas refletiu a péssima montagem do elenco santista para 2017. Com alguma capacidade técnica, havia apenas Jean Mota, que fez o que pôde. Essa não é a hora de culpar os jogadores, eu sei. A responsabilidade por vestirem a camisa do Santos é de quem os contratou e escalou.

Mas, por falar neles, é óbvio que, como a partida confirmou, alguns não poderão mais estar nos planos do clube em 2018. Assim como faltou categoria a muitos já citados, o ex artilheiro Ricardo Oliveira mostrou que não tem mais pernas e por falta delas perdeu a maior oportunidade do Santos no segundo tempo. Renovar contrato com ele seria mais uma temeridade. O próprio caso de Lucas Lima tem de ser analisado com carinho, pois parece que ele não tem mais a menor motivação de continuar no Santos. E sem motivação o jogador finge que joga, toma cartões de graça e está sempre no departamento médico.

Não se pode, ainda, tirar a responsabilidade do técnico Levir Culpi, que depois de um início firme, em que chegou a discursar contra os cultos religiosos na concentração, parece ter seguido o roteiro de Dorival Junior e sucumbido à vontade, ou falta dela, de alguns líderes do elenco. De que adiantou, por exemplo, poupar todos os titulares contra o Botafogo? Usasse um time misto e hoje o Santos estaria a nove pontos do líder, com alguma chance de tentar alguma coisa no Brasileiro.

Porém, acima do técnico há o departamento de futebol. E se ele é frouxo, não impõe regras claras e não consegue cobrar ou amparar os jogadores, o que se tem é um elenco sem comando, em que não há espírito coletivo e muito menos motivação para grandes conquistas.

Por fim, acima do departamento de futebol há a presidência do clube, que tem a obrigação de definir as metas, os procedimentos e os rumos da entidade. Se ela é correta, responsável e transparente, essa credibilidade passa para todos os setores do clube e chega até o elenco.

Após um fracasso, os torcedores costumam descontar sua frustração nos jogadores, como ocorreu na Vila Belmiro, mas os atletas são apenas o primeiro elo da cadeia e, por isso, quase sempre os menos culpados. Muitas vezes são obrigados a jogar com salários atrasados, o que é desmotivador para qualquer profissional.

De qualquer forma, com ou sem chance de título, o Campeonato Brasileiro ainda não terminou e o Santos tem a obrigação de seguir lutando em busca da melhor colocação possível. Afinal de contas, o verdadeiro profissional tem de estar sempre disposto a dar o melhor pela empresa que lhe dá o sagrado pão de cada dia. E para o sócio do clube restará, até o começo de dezembro, a inadiável tarefa de analisar muito bem e decidir o que quer para o Santos a partir de 2018.

E você, o que acha disso?

Somos todos Santos

Enfim, chegou o momento de anunciarmos a chapa Somos todos Santos, encabeçada por José Carlos Peres, Orlando Rollo e por mim. O anúncio ocorrerá hoje, quinta-feira, a partir das 19 horas, no Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu. Na oportunidade falaremos de nossas propostas, resumidas em um conjunto de 11 pontos principais.

Você é nosso convidado(a) para esse evento importante para o futuro do Santos. Confirme sua presença com a Mariana, pelo telefone (13) 99136-3264 e venha viver conosco esse momento que pode ser decisivo na história do clube. Estarei lhe esperando de braços abertos.

cartaz - anuncio chapa

Atenção: Teremos transmissão ao vivo do evento pela fan page do Movimento Somos todos Santos e na fan page de Orlando Galente Rollo.

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Oportunidades no Engenhão

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Dizem que o ideograma chinês para “crise” é a soma de outros dois, que representam “perigo” e “oportunidade”. A comparação procede. Os momentos de incerteza podem proporcionar as mais inesperadas chances de sucesso. Escrevo isso na tentativa de tocar, diretamente, os jogadores santistas que logo mais, às 19 horas deste sábado, iniciarão a partida contra o Botafogo, no Engenhão, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. Enfim, a mensagem é de que tenham fé em si mesmos e na opção que fizeram para serem jogadores profissionais de futebol.

Bem mais preocupado com a Copa Libertadores, seu compromisso de meio de semana, na Vila Belmiro, o Santos, com exceção do goleiro Vanderlei, terá um time de reservas contra os reservas do Botafogo, que também prioriza a competição sul-americana. Como tudo na vida, há um lado ruim e um lado bom nisso. O ruim a gente já conhece. Então, vamos ao bom.

Imagine-se, caro leitor e prezada leitora, na pele de um dos santistas que entrarão em campo logo mais com a responsabilidade de manter a invencibilidade de 17 partidas do time e de também manter a equipe na luta pelo título nacional. Há duas formas de encarar o compromisso.

A primeira, é pensar de forma negativa, tipo: “O homem não me escalou nos grandes jogos e agora me coloca nessa partida esvaziada. Ele que pense que eu vou correr e me empenhar em um joguinho desses. Se perder, que se dane…”

A outra, é enxergar a real oportunidade de usar essa partida para se firmar no elenco do Santos, raciocinando: “O jogo é importante, sim. Botafogo e Santos sempre foi e será um jogo importante. O Santos está invicto e ainda luta pelo título brasileiro. O adversário está em boa fase e joga casa. O clima é bom, o estádio é bonito, farei o que sempre quis em minha vida: ser titular em um grande clássico brasileiro. Darei o meu melhor em campo e sei que uma vitória, hoje, aumentará o meu prestígio junto ao técnico e aos torcedores”.

O técnico Levir Culpi deverá escalar o Santos com os reservas Daniel Guedes, Luiz Felipe, Fabián Noguera e Orinho; Leandro Donizete, Léo Cittadini e Jean Mota; Thiago Ribeiro, Vladimir Hernández e Kayke. Estou aqui pensando comigo mesmo e lembrando que cada um desses jogadores, com exceção de Leandro Donizete e do estreante Orinho, já fizeram ao menos uma boa partida com a camisa do Alvinegro Praiano. Por que não poderão repetir hoje essa atuação?

A chance que Lula pegou

Todo mundo sabe que Luís Alonso Perez, popularmente conhecido por Lula, foi o técnico que mais tempo dirigiu um grande clube brasileiro e mais títulos ganhou. Poucos sabem, porém, como começou sua carreira no time profissional do Santos. Para começar, eu direi que foi em um sábado, como hoje, numa partida contra o Botafogo, como hoje, jogada no Maracanã, pelo Torneio Rio-São Paulo.

Lula, aos 32 anos, era o interino que assumia a equipe devido à demissão do italiano Giuseppe Ottina. Nas últimas seis partidas o Santos havia perdido todas e só tinha conseguido um empate, sem gols, com o Guarani, na Vila Belmiro. A crise estava instalada. O Botafogo, treinado pelo experiente e matreiro Gentil Cardoso, tinha em suas fileiras um craque incomensurável chamado Garrincha.

Pois bem. Jogando sem medo, o Santos terminou o primeiro tempo vencendo por 1 a 0, gol de Tite. No segundo, Dino empatou aos 10 e Garrincha fez o gol da virada aos 30. Tudo parecia perdido quando Joel empatou aos 40, após boa jogada de Valter, e Tite marcou o gol da vitória aos 43, tocando a bola entre as pernas Fo goleiro Amauri, após nova jogada do inspirado Valter.

Aquela vitória, por 3 a 2, foi a primeira do Santos naquele Rio-São Paulo. Nos quatro jogos restantes o time teria mais três triunfos, culminando uma vitória por 2 a 0 sobre o Corinthians, no Pacaembu, diante de 25.800 espectadores.

Aquela primeira, corajosa e dramática vitória sobre o Botafogo fez o Santos embalar. Como se sabe, o time viria a ser, com aquela mesma base de jogadores, bicampeão paulista em 1955/56. Por isso é importante lembrar a escalação da equipe que, em meio à crise, foi ao Rio e vencer o Botafogo de Garrincha. Os heróis daquele sábado, 6 de junho de 1954, foram:

Manga, Hélvio e Feijó; Urubatão, Formiga e Zito; Joel, Valter, Álvaro, Vasconcelos (Hugo) e Tite.

Portanto, acredito, sim, que o Santos possa vencer o Botafogo, no Engenhão, neste 16 de setembro de 2017. A propósito, o time carioca deverá ser escalado pelo técnico Jair Ventura com Gatito Fernández,Luis Ricardo, Marcelo, Emerson Silva e Victor Luis; Rodrigo Lindoso, Bruno Silva, Dudu Cearense e Marcos Vinícius; Brenner e Guilherme.

A arbitragem será de Igor Junio Benevenuto, auxiliado por Marcio Eustáquio Santiago e Celso Luiz da Silva, todos de Minas Gerais. O jogo não será transmitido pelo Sportv, apenas pelo Premiere. Convido aos colegas do blog a comentarem a partida por aqui. É uma forma de aliviar a tensão e informar aos que não terão acesso às imagens.

Mesmo perdendo, o Santos continuará em terceiro lugar, porém sua vantagem para o Palmeiras deverá cair para apenas um ponto, pois o alviverde jogará em São Paulo contra o Coritiba, na segunda-feira.

Votar, a maior responsabilidade do sócio do Santos

A eleição presidencial do Santos se aproxima, em princípio deverá ser realizada no dia 2 de dezembro, e é evidente que este será o momento de maior responsabilidade do sócio santista. Uma escolha errada e o nosso Santos prosseguirá patinando por mais três anos. Na verdade, pior do que não sair do lugar, é andar para trás, vendo suas dívidas aumentarem perigosamente, resultado de uma gestão personalista, sem transparência, que chegou a ter suas contas de 2015 rejeitadas pelo Conselho Fiscal e pelo Conselho Deliberativo do clube. Estão brincando com o nosso Santos e os resultados em campo, que torcemos para que sejam os melhores possíveis, não podem esconder uma gestão temerária, capaz de levar o clube à total inanição.

Não falarei de nomes ou de chapas. Só peço que você, sócio, se conscientize da importância de votar e não marque nenhum compromisso para o sagrado dia do pleito (há uma possibilidade, ainda, de que seja dia 9 de dezembro, no sábado seguinte. Isso será confirmado).

Se a vontade das urnas, em uma eleição limpa e honesta, apontar este ou aquele, que a democracia seja respeitada e os vencedores tenham toda a força e apoio para levar, com ética e competência, o nosso Santos ao lugar que ele merece. Porém, que o colégio eleitoral seja realmente representativo da enorme massa alvinegra, e não vejamos novamente um pequeno grupo de eleitores definir a sorte de um time imenso, que não pode mais ser dirigido como uma equipe de bairro.

Felizmente a Kickante entendeu a importância do livro “Santos FC, o maior espetáculo da Terra, e nos deu mais 31 dias de campanha de pré-financiamento para lançar esta que é uma das obras mais importantes da história do Santos e do futebol.

Da meta de R$ 48 mil, suficiente para cobrir os custos gráficos da impressão de dois mil exemplares, estamos na metade. Há muitas formas de recompensa para quem participar da campanha. Desde doar 10 reais, até comprar uma cota de patrocínio por 15 mil reais, que dá direito a 100 exemplares, 30 convites para a festa de lançamento, ter o logotipo da empresa impresso no livro e ser divulgado pela assessoria de imprensa.

O livro se baseia na ampla pesquisa de Marcelo Fernandes, um santista que mora em Luxemburgo, e em alguma pesquisa e texto meus. Só digo uma coisa e depois me cobrem: quem não participar, vai se arrepender. Esse livro ficará marcado na história do Santos e na literatura mundial do futebol.

Clique aqui para garantir o seu exemplar e ajudar no lançamento do livro único SANTOS FC, O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA.

No meu aniversário, quem ganha o presente é você

Setembro é mês do meu aniversário e resolvi comemorar com os frequentadores deste espaço promovendo uma oferta inédita das obras expostas na Livraria do Blog.

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Para atender aos pedidos dos santistas das embaixadas e demais grupos de torcedores espalhados pelo País, criei preços especiais também para a compra de três, quatro e cinco exemplares, tanto do Dossiê de Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959, como do Time dos Sonhos.

Neste mês, três exemplares desses dois livros sairão por 75 reais, quatro por 85 e cinco por 95 reais. E todos os pedidos com frete grátis e dedicatórias exclusivas. Faça as contas e veja que não dá para perder. É a oportunidade de presentear os amigos ou já guardar para o Natal.

E caso alguém queira uma quantidade maior do que cinco exemplares, é só enviar e-mail para blogdoodir@blogdoodir.com.br que estudaremos as melhores condições possíveis. O interesse, como sempre, é ver o santista e conhecendo a rica história do clube, elemento fundamental no fortalecimento da marca Santos.

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Todos os PDFs a R$ 1,00

O sistema da loja do blog não permite que se distribua livros sem nenhum pagamento. Então, coloquei o preço de todos os PDFs a apenas um real. Isso mesmo. Qualquer PDF, neste mês de setembro, custará apenas um real.
Comprar com cartão, de débito ou crédito, é totalmente confiável pelo sistema do PagSeguro, mas se quiser pode escolher por boleto ou mesmo fazer depósito bancário (nesse último caso, informe-se pelo e-mail blogdoodir@blogdoodir.com.br

Dentre os PFDs, há quatro livros que falam do Alvinegro Praiano

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Pacaembu, começo de tudo

Há uma nova enquete no ar. Dê sua opinião.

Para alguns torcedores, o fato de Levir Culpi escalar alguns reservas contra o Fluminense indica que o técnico está abrindo mão do Campeonato Brasileiro. Espero que não, pois ainda há um turno inteiro pela frente. Porém, concordo que a prioridade, neste ano, deva ser dada à Copa Libertadores da América. De qualquer forma, quero falar mesmo sobre jogar no Pacaembu, o começo de tudo quando se trata de um planejamento que leve o Santos ao lugar que ele merece.

Exibir-se regularmente em um estádio para 39 mil pessoas, aumentando substancialmente sua média de público, inicia um processo que permite uma campanha permanente de sócios, valoriza o preço da marca Santos na hora de se assinar contratos com patrocinadores e com a televisão e abre enormes perspectivas de marketing.

Quando o menor público que o Santos pode atrair para o Pacaembu ainda é maior do que o público máximo da Vila Belmiro, então não pode haver discussão sobre que estádio é mais conveniente para comportar a imensa torcida santista. Sem contar o aspecto técnico.

Invicto há 23 jogos no estádio paulistano, o Alvinegro tem grande possibilidade de aumentar essa marca logo mais, apesar da escalação de alguns reservas e da experiência de Abel Braga, o técnico do Fluminense.

O time anunciado para hoje deverá ter Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Noguera e Zeca; Alison, Yuri, Jean Mota e Lucas Lima; Thiago Ribeiro e Ricardo Oliveira. Porém, como o próprio vídeo da Globo diz, Levir pode escalar Léo Cittadini e Vladimir Hernandez no meio. Isso seria temerário, no meu ponto de vista, mas de cabeça de técnico de futebol e de bumbum de nenê a gente nunca sabe o que pode sair.

Tudo indica que, sem Copete e Bruno Henrique, Levir Culpi deverá optar por um 4-4-2, com liberdade para Lucas Lima se aproximar mais dos atacantes Thiago Ribeiro e Ricardo Oliveira. A estratégia pode dar certo, ou não. Na última partida, contra o Atlético Paranaense, na Vila Belmiro, Alison e Yuri não foram bem e perderam o meio campo para o adversário. Agora, além dos dois, o time terá dois atacantes que pouco têm jogado este ano.

O Fluminense deverá ser escalado com Julio César, Lucas, Renato Chaves, Henrique e Marlon; Orejuela, Marlon Freitas, Wendel e Gustavo Scarpa; Wellington Silva e Henrique Dourado. Trata-se de uma equipe nada excepcional, mas de enorme tradição e capaz de algumas vitórias, como aquela sobre o Santos na primeira rodada do campeonato.

A arbitragem terá Andre Luiz de Freitas Castro, auxiliado por Bruno Raphael Pires e Leone Carvalho Rocha, todos de Goiás. O jogo terá cobertura dos canais Sportv e Premiere.

Minha impressão, apenas mais uma entre tantas, é de que a partida ficará amarrada no meio de campo e não haverá muitos gols, talvez nenhum. Como o empate será satisfatório para o time carioca, não me espantaria se Abel Braga armasse bem a defesa à espera de esporádicos contra-ataques.

Se você me perguntar, de chofre, que resultado considero mais lógico, serei obrigado a responder: o empate. Porém, como sempre, torcerei para uma bela a redentora vitória santista. E ela poderá ocorrer se Ricardo Oliveira e Thiago Ribeiro desencantarem esta noite e o time jogar com muito mais vontade do que o fez contra o Atlético Paranaense.


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Vamos tornar essa história imortal!

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Inscrições abertas para o II Curso de Especialização Técnica e Ética do Novo Jornalismo Esportivo

O primeiro, em julho, foi um sucesso. Não perca o de setembro.

Ministrado por Odir Cunha, jornalista profissional há 40 anos – Jornal da Tarde, O Globo, rádios Globo, Excelsior e Record, TV Record, editor de nove revistas esportivas, diretor de comunicação da Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo, diretor da Ampla Comunicação, editor das editoras de livros Novo Conceito e Magma Cultural, dono do Blog do Odir, autor de 27 livros, biógrafo de Oscar Schmidt, Pelé e Gustavo Kuerten, ganhador de dois prêmios Esso e três prêmios da Associação Paulista dos Críticos de Arte.

Temas do Curso

Pirâmide Invertida X Novo Jornalismo

As maneiras tradicional e criativa de se escrever uma reportagem

As regras para uma boa entrevista

Da preparação à técnica de colher informações e escrever

As dez qualidades do bom jornalista

Extraídas do livro “Lições de Jornalismo”.

Como escrever para

Jornal – Revista – Rádio – TV – Blog

Mídia Social e Assessoria de Imprensa

Escrever um livro

Como pesquisar, escrever e publicar

Os limites da polêmica

Como evitar os crimes de opinião:

Difamação, Injúria e Calúnia

Princípios do bom texto

Clareza

Objetividade e ordem direta

Escolha das palavras simples e concretas

Uma ideia por parágrafo

Precisão. Sem ela não há credibilidade.

Isenção. A necessidade de ser neutro.

Empatia. O melhor repórter se apaixona pela matéria.

A importância de reler o texto

Criatividade e os caminhos que levam a ela

Comportamento do repórter

Humildade e Respeito. Qualidades essenciais.

Ousadia e Iniciativa. Quando elas são obrigatórias.

Descrição das funções Jornalísticas

Repórter – Copidesque – Chefe de Reportagem

Revisor – Editor – Editor-chefe

Como fazer

Títulos – Subtítulos – Olhos – Intertítulos – Legendas

Lições na classe e em casa

Matérias sobre eventos escolhidos

Trabalho Final

Certificado de Conclusão com o número de horas/aula

Curso de Especialização Técnica e Ética do Novo Jornalismo Esportivo

Carga horária: 16 horas

Datas e horários: dias 5, 6, 12, 14, 19, 21, 26 e 28 de setembro, das 19h30 às 21h30.

Local: Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (ACEESP).

Endereço: Av. Paulista, 807, 9º andar, conjunto 904, São Paulo. Fones: (11) 3251-2420 e 3289-8409.

Investimento: R$ 300,00 (trezentos reais – 50% na matricula, 50% até o dia 15 de setembro.)

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